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Programa minha EmPrEsa rural
AssociAtivismo, cooperAtivismo e
sindicAlismo no Agronegócio
Quando vivenciados de forma paralela e complementar, o
associativismo, o cooperativismo e o sindicalismo formam
uma resistente base de sustentação para boas parcerias no
agronegócio. Diante disto, este curso irá proporcionar um
melhor entendimento sobre os conceitos, as similaridades e as
diferenças desses movimentos, bem como reforçar e permitir a
compreensão de como é possível encontrar nas ações coletivas
e cooperativas a oportunidade de empreender e gerar bons
negócios na propriedade rural.
Bons estudos!
Este curso tem
20 horas
SENAR 2015
Programa Minha Empresa Rural
Associativismo, Cooperativismo e
Sindicalismo no Agronegócio
2015. Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - SENAR
Informações e Contato
Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Goiás - SENAR/AR-GO
Rua87,nº662,Ed.Faeg,1ºAndar–SetorSul,Goiânia/GO,CEP:74.093-
300 (62) 3412-2700 / 3412-2701 – E-mail: senar@senargo.org.br
http://www.senargo.org.br/
http://ead.senargo.org.br/
Programa Minha Empresa Rural
Presidente do conselho administrativo
José Mário Schreiner
Titulares do conselho administrativo
Daniel Klüppel Carrara, Alair Luiz dos Santos, Osvaldo Moreira Guima-
rães e Tiago Freitas de Mendonça.
Suplentes do conselho administrativo
Bartolomeu Braz Pereira, Silvano José da Silva, Eleandro Borges da
Silva, Bruno Heuser Higino da Costa e Tiago de Castro Raynaud de
Faria.
Superintendente
Eurípedes Bassamurfo da Costa
Gestora
Rosilene Jaber Alves
COORDENAÇÃO
Stella Miranda Menezes Corrêa
Ficha Técnica
IEA - instituto de estudos avançados s/s
Conteudista – Jaqueline Bernardi Ferreira
Tratamento de linguagem e revisão
IEA – INSTITUTO DE ESTUDOS AVANÇADOS S/S
Diagramação e projeto gráfico
IEA – INSTITUTO DE ESTUDOS AVANÇADOS S/S
Módulo 5 - Planejamento Empresarial em Cooperativas // 98
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Planejamento Empresarial em Cooperativas
As organizações cooperativas estão em um cenário econômico demar-
cado pela constante mutabilidade, tendo a necessidade de manter uma
postura gerencial organizada, que surge a partir da constituição de um
planejamento estratégico compatível com sua demanda gerencial e
adequado às influências externas que afetam o seu desempenho.
Neste módulo, você estudará sobre o que é necessá-
rio entender e como funciona o planejamento empre-
sarial nas cooperativas.
Módulo 5
Módulo 5 - Planejamento Empresarial em Cooperativas // 99
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Para isso, o módulo está dividido em três aulas:
•	 Aula 1: Modelo de organização cooperativista
•	 Aula 2: Gestão estratégica em cooperativas
•	 Aula 3: Perspectivas para cooperativas rurais brasileiras
Ao final deste módulo, você será capaz de examinar o modelo de orga-
nização cooperativista, identificar os benefícios do modelo de gestão
estratégico em cooperativas e avaliar as perspectivas para as coope-
rativas rurais.
Siga em frente e bom estudo!
Módulo 5 - Planejamento Empresarial em Cooperativas // 100
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Aula 1
Modelo de organização cooperativista
Cooperativismo é um movimento, uma filosofia de vida e um modelo
socioeconômico capaz de unir desenvolvimento econômico e bem-es-
tar social. Seus referenciais fundamentais são: participação democrá-
tica, solidariedade, independência e autonomia.
Dizemos ainda que o cooperativismo é a doutrina que
direciona a colaboração e a associação de pes-
soas ou grupos com os mesmos interesses.
O progresso social da cooperação e do auxílio são resultados da soma
de esforços para garantir a sobrevivência. Como fator econômico, o
cooperativismo atua no sentido de reduzir os custos de produção, ob-
ter melhores condições de prazo e preço, edificar instalações de uso
comum, enfim, interferir no sistema em vigor à procura de alternativas
a seus métodos e soluções.
Certamente a organização cooperativista atua no Brasil como uma
forma de amenizar dificuldades. As cooperativas bem representadas,
e com cooperados atuantes e empenhados, que possuem uma ver-
dadeira visão coletiva, terão bons frutos a colher e prosperidade aos
envolvidos.
Módulo 5 - Planejamento Empresarial em Cooperativas // 101
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
As modernas estruturas cooperativistas precisam manter o seu papel
de sistema produtivo focado no homem e, ao mesmo tempo, desen-
volver uma organização capaz de competir com empresas de outras
naturezas com orientação para o mercado. Podemos mencionar que
para uma cooperativa é fundamental equilibrar os níveis de interesse
de seus associados. Sendo eles o nível econômico, o político e o so-
cial, conforme tabela abaixo.
Nível econômico Nível político Nível social
O interesse é no
crescimento patrimonial
de todos e da
cooperativa.
Disputas internas
pelo poder e a
competitividade da
cooperativa no mercado.
Ambiente onde
os familiares dos
associados podem ser
beneficiados.
Módulo 5 - Planejamento Empresarial em Cooperativas // 102
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Na administração de cooperativas, deve-se estabelecer estratégias e
metas relacionadas e este tipo de organização e sua filosofia, conside-
rando seus valores e legislação.
Em um modelo de organização cooperativista, o cooperado enquanto
é dono e usuário da cooperativa tem a obrigação de se manter ativo e
participativo na sua cooperativa, caso contrário não terá o que lamen-
tar em relação ao destino da sua empresa.
Por isso, significa responsabilidade própria sobre a propriedade cole-
tiva e não uma mera participação no todo. É uma forma de democra-
tização das decisões em organizações econômicas simples ou com-
plexas, característica que marca todas as cooperativas desde seus
primórdios.
Módulo 5 - Planejamento Empresarial em Cooperativas // 103
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Os cooperados precisam agir não apenas buscando lucros, mas tam-
bém a cooperação e a preservação da identidade da organização.
Neste sentindo, não devem explorar o sistema em busca de benefícios
particulares, mas sim estarem em sinergia, aprendendo a trabalhar em
equipe e, muitas vezes, tendo que abrir mão de recursos particulares
em prol do coletivo.
Observe abaixo a diferença entre corporações cooperativas e corpora-
ções privadas.
Privadas Cooperativas
Em empresas privadas, a
administração e o controle
são feitos pelo grupo
majoritário, o qual vai
escolher as pessoas a quem
repassará o controle.
Nas empresas cooperativas,
o processo é bem diferente.
Cada associado tem o direito
a um voto, portanto, em um
processo organizado de
assembleia, quem escolhe
seus administradores são
todos os cooperados que estão
presentes.
Mesmo que o foco principal das cooperativas não seja a obtenção de
lucro, estas organizações precisam gerar resultados positivos, permi-
tindo sua continuidade e sobrevivência saudável. Por isso, a adminis-
tração da entidade deve ocorrer de forma eficiente, como qualquer em-
Módulo 5 - Planejamento Empresarial em Cooperativas // 104
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
presa privada bem-sucedida, sempre lembrando e respeitando seus
princípios e valores e constituição.
As cooperativas enfrentam também o problema comum que é a per-
da de seus melhores produtores/associados para empresas privadas.
Este fato, muitos vezes, está relacionado à falta de profissionalização
de seus dirigentes e administradores. Algumas alternativas para man-
ter controle sobre esta questão são:
Desenvolvimento de alianças estratégicas com
empresas, entidades e outras cooperativas.
Adoção de um sistema estruturado de valorização para associados
com regularidade e melhor desempenho; e definição de critérios
justos e estruturados para o pagamento de seus associados.
A seleção de cooperados ativos, considerando
seu grau de fidelidade e comprometimento.
Definições de critérios mais firmes para regulamentar a
entrada e a saída da sociedade; e a profissionalização
da equipe gerencial e operacional.
Módulo 5 - Planejamento Empresarial em Cooperativas // 105
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
No processo de estruturação e funcionamento das cooperativas, é vá-
lido que os responsáveis estejam sempre em atenção a novos critérios
de eleição e que assegurem a sucessão. Com isso, favorecem o su-
cesso socioeconômico da cooperativa, a harmonia e as boas diretri-
zes do processo, bem como fortalecem as ações de capitalização da
entidade, diversificação dos negócios e adição de valores aos seus
produtos e serviços.
Portanto, como requisitos básicos de sucesso para uma cooperativa
estão: a agregação de valor aos produtos de seus associados, a redu-
ção de custos dos produtos e serviços na oferta para seus associados
e a melhoria contínua no processo de produção. Siga em frente e bom
estudo!
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Módulo 2 - Gestão estratégica competitiva // 106
Aula 2
Gestão estratégica em cooperativas
As cooperativas representam uma atividade peculiar dentro do sistema
econômico, com características próprias que as diferem dos demais
tipos de organizações econômicas. A cooperativa é uma empresa de
participação: o associado participa da cooperativa nas operações e
nas decisões.
Partindo disto, as organizações cooperativas possuem um desafio no
diz respeito à gestão estratégica, pois envolve a criação de uma visão
clara em toda a organização, desde o mais alto nível da pirâmide orga-
nizacional até o nível operacional de sua missão, metas e do desenvol-
vimento de planos e estratégias que levem à realização dos objetivos
pretendidos.
Monitore o
desempenho.
Tenha visão
ampla.
Defina
estratégias.
Analise o
mercado.
GESTÃO ESTRATÉGICA
Módulo 5 - Planejamento Empresarial em Cooperativas // 107
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Para acompanhar as estratégias da organização é necessário desen-
volver mecanismos, onde os gestores têm todos os indicadores neces-
sários importantes para o bom desempenho da organização, usando
uma cesta de medidas que os ajudem a não perder o foco nos resulta-
dos de longo prazo.
No entanto, para uma gestão estratégica no cooperativismo é preciso
trabalhar com uma visão mais ampla do seu ambiente de atuação e
definir estratégias, por meio de uma criteriosa análise da tecnologia, do
mercado e dos produtos que irá produzir, podem ajudar na otimização
do resultado da aplicação de seus recursos.
Fonte: Shutterstock
No caso de empreendedores rurais, é importante escolher estratégias
que sejam de acordo com o porte do seu estabelecimento, pois um
dos fatores determinantes para a inserção em uma cadeia produtiva é
a escala de produção, sendo que a comercialização desses produtos
será, na maioria das vezes, em função desta variável.
Módulo 5 - Planejamento Empresarial em Cooperativas // 108
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Na adoção de qualquer uma das estratégias, devem-se levar em consi-
deração os recursos disponíveis no estabelecimento, a vocação do pro-
dutor e as condições do mercado. Sabe-se que a utilização de uma des-
sas estratégias não exclui outra, podendo mesmo ser complementares.
 Atenção
As estratégias estão condicionadas pelo ambiente competitivo, no qual são
definidos os padrões de concorrência, e pela capacitação dos recursos inter-
nos das firmas.
Nisto, os pequenos produtores levam desvantagens, pois a grande maio-
ria tem informações limitadas, desconhecem as tendências de mercado
e as mudanças de hábitos dos consumidores e, muitas vezes, olham
apenas para sua atividade de forma deslocada do resto do mercado.
Sob essa perspectiva, a estratégia do associativismo pode ser uma
proposição adequada, uma vez que lhe garantiria troca de informa-
ções, abertura de canais de comunicação e parcerias que lhe propor-
cionem o fortalecimento nas relações de troca. Esses são fatores im-
portantes para a sobrevivência de uma cooperativa no mercado atual.
Siga em frente e bom estudo!
Módulo 5 - Planejamento Empresarial em Cooperativas // 109
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
AulA 3
PersPeCtivas Para CooPerativas rUrais Brasileiras
O Agronegócio é um setor estratégico para a economia brasileira, re-
presentando 23% do PIB nacional, segundo dados do Ministério da
Agricultura. Ele pode ter um crescimento mais expressivo diante das
incertezas na indústria e dos serviços em processo de exaustão.
Fonte: Shutterstock
Indiretamente, por ser importante gerador de divisas estrangeiras, res-
pondendo por boa parte do faturamento das exportações brasileiras
e grande responsável pelos superávits comerciais do país, o agrone-
gócio é que poderá abrir espaço para o crescimento dos demais seto-
res, bastante dependentes de importações, portanto, das divisas que
o agronegócio gerar. Além de ser fator muito importante no que diz
respeito à inflação.
Módulo 5 - Planejamento Empresarial em Cooperativas // 110
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
A expectativa é de muitos desafios, por isso, mais uma
vez, o cooperativismo rural pode ser apresentado como
alternativa para proteção e superação de fraquezas
para produtores do meio rural.
A agricultura familiar pode ganhar mais atenção devido à sua contri-
buição no PIB brasileiro. As práticas diferenciadas de organização
produtiva, na qual a economia solidária e o cooperativismo passam a
ganhar mais espaço e expressividade em políticas públicas de desen-
volvimento.
Podemos concluir que o cooperativismo no meio rural pode ser
apresentando, neste momento, em perspectivas de fortalecimento e
expansão.
Você chegou ao final do Módulo 5. Neste módulo, você estudou sobre
a importância do planejamento empresarial em cooperativa. Ao longo
das aulas,analisou o modelo de organização cooperativista, identificou
os benefícios do modelo de gestão estratégico em cooperativas e ava-
liou as perspectivas para as cooperativas rurais.
Siga em frente e bom estudo!

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Associativismo, Cooperativismo e Planejamento Rural

  • 1. Programa minha EmPrEsa rural AssociAtivismo, cooperAtivismo e sindicAlismo no Agronegócio Quando vivenciados de forma paralela e complementar, o associativismo, o cooperativismo e o sindicalismo formam uma resistente base de sustentação para boas parcerias no agronegócio. Diante disto, este curso irá proporcionar um melhor entendimento sobre os conceitos, as similaridades e as diferenças desses movimentos, bem como reforçar e permitir a compreensão de como é possível encontrar nas ações coletivas e cooperativas a oportunidade de empreender e gerar bons negócios na propriedade rural. Bons estudos! Este curso tem 20 horas
  • 2. SENAR 2015 Programa Minha Empresa Rural Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
  • 3. 2015. Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - SENAR Informações e Contato Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Goiás - SENAR/AR-GO Rua87,nº662,Ed.Faeg,1ºAndar–SetorSul,Goiânia/GO,CEP:74.093- 300 (62) 3412-2700 / 3412-2701 – E-mail: senar@senargo.org.br http://www.senargo.org.br/ http://ead.senargo.org.br/ Programa Minha Empresa Rural Presidente do conselho administrativo José Mário Schreiner Titulares do conselho administrativo Daniel Klüppel Carrara, Alair Luiz dos Santos, Osvaldo Moreira Guima- rães e Tiago Freitas de Mendonça. Suplentes do conselho administrativo Bartolomeu Braz Pereira, Silvano José da Silva, Eleandro Borges da Silva, Bruno Heuser Higino da Costa e Tiago de Castro Raynaud de Faria. Superintendente Eurípedes Bassamurfo da Costa Gestora Rosilene Jaber Alves COORDENAÇÃO Stella Miranda Menezes Corrêa Ficha Técnica
  • 4. IEA - instituto de estudos avançados s/s Conteudista – Jaqueline Bernardi Ferreira Tratamento de linguagem e revisão IEA – INSTITUTO DE ESTUDOS AVANÇADOS S/S Diagramação e projeto gráfico IEA – INSTITUTO DE ESTUDOS AVANÇADOS S/S
  • 5. Módulo 5 - Planejamento Empresarial em Cooperativas // 98 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Planejamento Empresarial em Cooperativas As organizações cooperativas estão em um cenário econômico demar- cado pela constante mutabilidade, tendo a necessidade de manter uma postura gerencial organizada, que surge a partir da constituição de um planejamento estratégico compatível com sua demanda gerencial e adequado às influências externas que afetam o seu desempenho. Neste módulo, você estudará sobre o que é necessá- rio entender e como funciona o planejamento empre- sarial nas cooperativas. Módulo 5
  • 6. Módulo 5 - Planejamento Empresarial em Cooperativas // 99 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Para isso, o módulo está dividido em três aulas: • Aula 1: Modelo de organização cooperativista • Aula 2: Gestão estratégica em cooperativas • Aula 3: Perspectivas para cooperativas rurais brasileiras Ao final deste módulo, você será capaz de examinar o modelo de orga- nização cooperativista, identificar os benefícios do modelo de gestão estratégico em cooperativas e avaliar as perspectivas para as coope- rativas rurais. Siga em frente e bom estudo!
  • 7. Módulo 5 - Planejamento Empresarial em Cooperativas // 100 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Aula 1 Modelo de organização cooperativista Cooperativismo é um movimento, uma filosofia de vida e um modelo socioeconômico capaz de unir desenvolvimento econômico e bem-es- tar social. Seus referenciais fundamentais são: participação democrá- tica, solidariedade, independência e autonomia. Dizemos ainda que o cooperativismo é a doutrina que direciona a colaboração e a associação de pes- soas ou grupos com os mesmos interesses. O progresso social da cooperação e do auxílio são resultados da soma de esforços para garantir a sobrevivência. Como fator econômico, o cooperativismo atua no sentido de reduzir os custos de produção, ob- ter melhores condições de prazo e preço, edificar instalações de uso comum, enfim, interferir no sistema em vigor à procura de alternativas a seus métodos e soluções. Certamente a organização cooperativista atua no Brasil como uma forma de amenizar dificuldades. As cooperativas bem representadas, e com cooperados atuantes e empenhados, que possuem uma ver- dadeira visão coletiva, terão bons frutos a colher e prosperidade aos envolvidos.
  • 8. Módulo 5 - Planejamento Empresarial em Cooperativas // 101 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio As modernas estruturas cooperativistas precisam manter o seu papel de sistema produtivo focado no homem e, ao mesmo tempo, desen- volver uma organização capaz de competir com empresas de outras naturezas com orientação para o mercado. Podemos mencionar que para uma cooperativa é fundamental equilibrar os níveis de interesse de seus associados. Sendo eles o nível econômico, o político e o so- cial, conforme tabela abaixo. Nível econômico Nível político Nível social O interesse é no crescimento patrimonial de todos e da cooperativa. Disputas internas pelo poder e a competitividade da cooperativa no mercado. Ambiente onde os familiares dos associados podem ser beneficiados.
  • 9. Módulo 5 - Planejamento Empresarial em Cooperativas // 102 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Na administração de cooperativas, deve-se estabelecer estratégias e metas relacionadas e este tipo de organização e sua filosofia, conside- rando seus valores e legislação. Em um modelo de organização cooperativista, o cooperado enquanto é dono e usuário da cooperativa tem a obrigação de se manter ativo e participativo na sua cooperativa, caso contrário não terá o que lamen- tar em relação ao destino da sua empresa. Por isso, significa responsabilidade própria sobre a propriedade cole- tiva e não uma mera participação no todo. É uma forma de democra- tização das decisões em organizações econômicas simples ou com- plexas, característica que marca todas as cooperativas desde seus primórdios.
  • 10. Módulo 5 - Planejamento Empresarial em Cooperativas // 103 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Os cooperados precisam agir não apenas buscando lucros, mas tam- bém a cooperação e a preservação da identidade da organização. Neste sentindo, não devem explorar o sistema em busca de benefícios particulares, mas sim estarem em sinergia, aprendendo a trabalhar em equipe e, muitas vezes, tendo que abrir mão de recursos particulares em prol do coletivo. Observe abaixo a diferença entre corporações cooperativas e corpora- ções privadas. Privadas Cooperativas Em empresas privadas, a administração e o controle são feitos pelo grupo majoritário, o qual vai escolher as pessoas a quem repassará o controle. Nas empresas cooperativas, o processo é bem diferente. Cada associado tem o direito a um voto, portanto, em um processo organizado de assembleia, quem escolhe seus administradores são todos os cooperados que estão presentes. Mesmo que o foco principal das cooperativas não seja a obtenção de lucro, estas organizações precisam gerar resultados positivos, permi- tindo sua continuidade e sobrevivência saudável. Por isso, a adminis- tração da entidade deve ocorrer de forma eficiente, como qualquer em-
  • 11. Módulo 5 - Planejamento Empresarial em Cooperativas // 104 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio presa privada bem-sucedida, sempre lembrando e respeitando seus princípios e valores e constituição. As cooperativas enfrentam também o problema comum que é a per- da de seus melhores produtores/associados para empresas privadas. Este fato, muitos vezes, está relacionado à falta de profissionalização de seus dirigentes e administradores. Algumas alternativas para man- ter controle sobre esta questão são: Desenvolvimento de alianças estratégicas com empresas, entidades e outras cooperativas. Adoção de um sistema estruturado de valorização para associados com regularidade e melhor desempenho; e definição de critérios justos e estruturados para o pagamento de seus associados. A seleção de cooperados ativos, considerando seu grau de fidelidade e comprometimento. Definições de critérios mais firmes para regulamentar a entrada e a saída da sociedade; e a profissionalização da equipe gerencial e operacional.
  • 12. Módulo 5 - Planejamento Empresarial em Cooperativas // 105 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio No processo de estruturação e funcionamento das cooperativas, é vá- lido que os responsáveis estejam sempre em atenção a novos critérios de eleição e que assegurem a sucessão. Com isso, favorecem o su- cesso socioeconômico da cooperativa, a harmonia e as boas diretri- zes do processo, bem como fortalecem as ações de capitalização da entidade, diversificação dos negócios e adição de valores aos seus produtos e serviços. Portanto, como requisitos básicos de sucesso para uma cooperativa estão: a agregação de valor aos produtos de seus associados, a redu- ção de custos dos produtos e serviços na oferta para seus associados e a melhoria contínua no processo de produção. Siga em frente e bom estudo!
  • 13. Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Módulo 2 - Gestão estratégica competitiva // 106 Aula 2 Gestão estratégica em cooperativas As cooperativas representam uma atividade peculiar dentro do sistema econômico, com características próprias que as diferem dos demais tipos de organizações econômicas. A cooperativa é uma empresa de participação: o associado participa da cooperativa nas operações e nas decisões. Partindo disto, as organizações cooperativas possuem um desafio no diz respeito à gestão estratégica, pois envolve a criação de uma visão clara em toda a organização, desde o mais alto nível da pirâmide orga- nizacional até o nível operacional de sua missão, metas e do desenvol- vimento de planos e estratégias que levem à realização dos objetivos pretendidos. Monitore o desempenho. Tenha visão ampla. Defina estratégias. Analise o mercado. GESTÃO ESTRATÉGICA
  • 14. Módulo 5 - Planejamento Empresarial em Cooperativas // 107 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Para acompanhar as estratégias da organização é necessário desen- volver mecanismos, onde os gestores têm todos os indicadores neces- sários importantes para o bom desempenho da organização, usando uma cesta de medidas que os ajudem a não perder o foco nos resulta- dos de longo prazo. No entanto, para uma gestão estratégica no cooperativismo é preciso trabalhar com uma visão mais ampla do seu ambiente de atuação e definir estratégias, por meio de uma criteriosa análise da tecnologia, do mercado e dos produtos que irá produzir, podem ajudar na otimização do resultado da aplicação de seus recursos. Fonte: Shutterstock No caso de empreendedores rurais, é importante escolher estratégias que sejam de acordo com o porte do seu estabelecimento, pois um dos fatores determinantes para a inserção em uma cadeia produtiva é a escala de produção, sendo que a comercialização desses produtos será, na maioria das vezes, em função desta variável.
  • 15. Módulo 5 - Planejamento Empresarial em Cooperativas // 108 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Na adoção de qualquer uma das estratégias, devem-se levar em consi- deração os recursos disponíveis no estabelecimento, a vocação do pro- dutor e as condições do mercado. Sabe-se que a utilização de uma des- sas estratégias não exclui outra, podendo mesmo ser complementares.  Atenção As estratégias estão condicionadas pelo ambiente competitivo, no qual são definidos os padrões de concorrência, e pela capacitação dos recursos inter- nos das firmas. Nisto, os pequenos produtores levam desvantagens, pois a grande maio- ria tem informações limitadas, desconhecem as tendências de mercado e as mudanças de hábitos dos consumidores e, muitas vezes, olham apenas para sua atividade de forma deslocada do resto do mercado. Sob essa perspectiva, a estratégia do associativismo pode ser uma proposição adequada, uma vez que lhe garantiria troca de informa- ções, abertura de canais de comunicação e parcerias que lhe propor- cionem o fortalecimento nas relações de troca. Esses são fatores im- portantes para a sobrevivência de uma cooperativa no mercado atual. Siga em frente e bom estudo!
  • 16. Módulo 5 - Planejamento Empresarial em Cooperativas // 109 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio AulA 3 PersPeCtivas Para CooPerativas rUrais Brasileiras O Agronegócio é um setor estratégico para a economia brasileira, re- presentando 23% do PIB nacional, segundo dados do Ministério da Agricultura. Ele pode ter um crescimento mais expressivo diante das incertezas na indústria e dos serviços em processo de exaustão. Fonte: Shutterstock Indiretamente, por ser importante gerador de divisas estrangeiras, res- pondendo por boa parte do faturamento das exportações brasileiras e grande responsável pelos superávits comerciais do país, o agrone- gócio é que poderá abrir espaço para o crescimento dos demais seto- res, bastante dependentes de importações, portanto, das divisas que o agronegócio gerar. Além de ser fator muito importante no que diz respeito à inflação.
  • 17. Módulo 5 - Planejamento Empresarial em Cooperativas // 110 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio A expectativa é de muitos desafios, por isso, mais uma vez, o cooperativismo rural pode ser apresentado como alternativa para proteção e superação de fraquezas para produtores do meio rural. A agricultura familiar pode ganhar mais atenção devido à sua contri- buição no PIB brasileiro. As práticas diferenciadas de organização produtiva, na qual a economia solidária e o cooperativismo passam a ganhar mais espaço e expressividade em políticas públicas de desen- volvimento. Podemos concluir que o cooperativismo no meio rural pode ser apresentando, neste momento, em perspectivas de fortalecimento e expansão. Você chegou ao final do Módulo 5. Neste módulo, você estudou sobre a importância do planejamento empresarial em cooperativa. Ao longo das aulas,analisou o modelo de organização cooperativista, identificou os benefícios do modelo de gestão estratégico em cooperativas e ava- liou as perspectivas para as cooperativas rurais. Siga em frente e bom estudo!