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Programa minha EmPrEsa rural
AssociAtivismo, cooperAtivismo e
sindicAlismo no Agronegócio
Quando vivenciados de forma paralela e complementar, o
associativismo, o cooperativismo e o sindicalismo formam
uma resistente base de sustentação para boas parcerias no
agronegócio. Diante disto, este curso irá proporcionar um
melhor entendimento sobre os conceitos, as similaridades e as
diferenças desses movimentos, bem como reforçar e permitir a
compreensão de como é possível encontrar nas ações coletivas
e cooperativas a oportunidade de empreender e gerar bons
negócios na propriedade rural.
Bons estudos!
Este curso tem
20 horas
SENAR 2015
Programa Minha Empresa Rural
Associativismo, Cooperativismo e
Sindicalismo no Agronegócio
2015. Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - SENAR
Informações e Contato
Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Goiás - SENAR/AR-GO
Rua87,nº662,Ed.Faeg,1ºAndar–SetorSul,Goiânia/GO,CEP:74.093-
300 (62) 3412-2700 / 3412-2701 – E-mail: senar@senargo.org.br
http://www.senargo.org.br/
http://ead.senargo.org.br/
Programa Minha Empresa Rural
Presidente do conselho administrativo
José Mário Schreiner
Titulares do conselho administrativo
Daniel Klüppel Carrara, Alair Luiz dos Santos, Osvaldo Moreira Guima-
rães e Tiago Freitas de Mendonça.
Suplentes do conselho administrativo
Bartolomeu Braz Pereira, Silvano José da Silva, Eleandro Borges da
Silva, Bruno Heuser Higino da Costa e Tiago de Castro Raynaud de
Faria.
Superintendente
Eurípedes Bassamurfo da Costa
Gestora
Rosilene Jaber Alves
COORDENAÇÃO
Stella Miranda Menezes Corrêa
Ficha Técnica
IEA - instituto de estudos avançados s/s
Conteudista – Jaqueline Bernardi Ferreira
Tratamento de linguagem e revisão
IEA – INSTITUTO DE ESTUDOS AVANÇADOS S/S
Diagramação e projeto gráfico
IEA – INSTITUTO DE ESTUDOS AVANÇADOS S/S
Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 74
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Cooperativismo rural
Você sabia que o cooperativismo está correlacionado ao associativis-
mo? Ele é muito presente no meio rural e, muitas vezes, fundamental
para que os produtores tenham força e garantam a sustentabilidade de
seus negócios rurais.
Uma característica fundamental é o espírito de colaboração dos pro-
dutores rurais. Havendo solidariedade entre eles, mais facilmente será
atingida a preparação técnica e profissional, que, muitas vezes, faz
falta para suas atividades.
Módulo 4
Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 75
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Fonte: Shutterstock
Neste módulo, você estudará mais de perto as particularidades e as
características do cooperativismo rural. Para isso, ele está dividido em
três aulas:
• Aula 1: Diferenças entre associativismo e cooperativismo
• Aula 2: Aspectos históricos e conceituais do cooperativismo
• Aula 3: Cooperativismo e o negócio rural
Ao final deste módulo, você será capaz de identificar as diferenças
entre associativismo e cooperativismo, reconhecer os princípios e as
particularidades do cooperativismo no Brasil, identificar os ramos do
cooperativismo, analisar a dinâmica de funcionamento de organiza-
ções cooperativistas rurais, identificar as políticas para expansão do
cooperativismo rural e avaliar os benefícios e as adversidades das or-
ganizações cooperativistas.
Siga em frente e bom estudo!
Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 76
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Aula 1
Diferenças entre o associativismo e o cooperativismo
Nesta aula, você terá a oportunidade de entender as diferenças entre
o associativismo e o cooperativismo, bem como as propostas deles.
Antes de aprofundarmos no assunto, é importante que você tenha uma
noção básica das diferenças entre eles. Para isso, analise abaixo os
conceitos de associativismo e cooperativismo.
Associativismo Coperativismo
O conceito de associativismo
está relacionado à adoção de
métodos de trabalho que es-
timulem a confiança, a ajuda
mútua, o fortalecimento do
capital humano, entre outros
fatores.
Já o cooperativismo está ligado
à união de pessoas para o
atendimento de aspirações
e necessidades econômicas,
sociais e culturais comuns,
por meio de uma empresa de
sociedade coletiva.
O associativismo e o cooperativismo são conceitos que apresentam
correlação às definições dos capitais: humano, social e empresarial
– fatores estes fundamentais para a promoção do desenvolvimento
territorial. 
Se por um lado o associativismo tem como proposta reunir um grupo
de pessoas ou de entidades em busca de interesses comuns, sendo
Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 77
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
eles econômicos, sociais, filantrópicos, científicos, políticos ou cultu-
rais. Por outro lado, o cooperativismo está relacionado ao conceito de
capital empresarial ou cultura empreendedora, caracterizando-se es-
sencialmente por ser uma alternativa de produção e distribuição de ri-
quezas embasada em interesse pelas pessoas, democracia, igualdade
e justiça.
O cooperativismo herdou muitas características do associativismo,
como por exemplo:
A realização, no máximo a cada quatro
anos, das eleições para o conselho de
administração, ocasião em que é
analisado o desempenho dos dirigentes e
em que eles são eleitos pela comunidade
envolvida.
A realização anual de assembleias
ordinárias para obter a aprovação das
contas do exercício administrativo do ano
anterior e a renovação de dois terços do
conselho fiscal.
Os mecanismos de sensibilização das
pessoas em prol do empreendimento
cooperativo.
O modelo de governança corporativa, que
acontece a partir da eleição democrática
de dirigentes.
Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 78
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
A realização, no máximo a cada quatro
anos, das eleições para o conselho de
administração, ocasião em que é
analisado o desempenho dos dirigentes e
em que eles são eleitos pela comunidade
envolvida.
O duplo papel dos associados: o de
proprietário e o de beneficiário do
objetivo social da cooperativa. Sendo
assim, as pessoas que dirigirem as
cooperativas de crédito são escolhidas
entre os associados e prestam contas
diretamente a eles.
A realização anual de assembleias
ordinárias para obter a aprovação das
contas do exercício administrativo do ano
anterior e a renovação de dois terços do
conselho fiscal.
Da noção do associativismo, talvez, vem à ideia de que a cooperativa é
uma organização de pessoas e não de capital e, portanto, dada a sua
natureza social, não tem fins lucrativos.
O sucesso das cooperativas passa pela manutenção de bons meca-
nismos de mobilização de seus associados, de seleção de dirigentes e
de prestação de contas. A experiência tem mostrado que quanto maior
a participação dos sócios em suas cooperativas, sobretudo nas as-
sembleias, mais estável tende a ser o funcionamento delas.
O associado, além de beneficiário da infraestrutura e dos preços prati-
cados pela cooperativa, participa da distribuição dos resultados gera-
dos ao final de cada exercício social.
Agora que você já conhece melhor o associativismo e o cooperativis-
mo, analise o quadro-resumo contendo as diferenças entre uma asso-
ciação e uma cooperativa.
Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 79
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Associação Cooperativa
Definição Sociedade civil sem fins
lucrativos.
Sociedade civil/comercial sem
fins lucrativos.
Objetivos
•	 Promover a implemen-
tação e a defesa dos
interesses de seus
associados.
•	 Incentivar a melhoria
técnica, profissional e
cultural de seus asso-
ciados.
•	 Viabilizar e desenvolver
a atividade produtiva de
seus cooperados.
•	 Transformar bens, atuando
no mercado.
•	 Armazenar e comercializar.
•	 Dar assistência técnica
e educacional aos seus
membros.
Amparo
legal •	 Constituição Federal
(Art. 5º).
•	 Código Civil.
•	 Constituição Federal (Art.
5º).
•	 Código Civil.
•	 Lei 5.764/71.
Agora que você já entendeu sobre as diferenças e as similaridades en-
tre o associativismo e o cooperativismo, vamos aprofundar os estudos
sobre os conceitos históricos e características do cooperativismo.
Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 80
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
AulA 2
aspeCtos HistóriCos e ConCeituais Do Cooperativismo
Você sabia que o cooperativismo surgiu em 1844, na Inglaterra, a partir
de um grupo de menos de 30 tecelões que buscavam uma alternativa
econômica para atuarem no mercado, sem sofrerem tantas pressões
do capitalismo?
Essa foi a forma desse grupo de tecelões reagirem ao sistema capi-
talista da época, que submetia os trabalhadores a preços abusivos,
exploração da jornada de trabalho de mulheres e crianças e do desem-
prego provocado pela revolução industrial.
Fonte: Shutterstock
Talvez os tecelões não tivessem noção da dimensão de suas ações,
mas eles estavam, naquele momento, mudando os padrões econômi-
cos da época e dando origem ao movimento cooperativista. No início,
Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 81
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
foram alvo de muitas críticas e ironias por parte dos comerciantes lo-
cais. No entanto, logo no primeiro ano de funcionamento da sociedade,
o seu capital aumentou significativamente e cerca de dez anos mais
tarde a cooperativa já contava com 1.400 cooperados.
O cooperativismo acabou evoluindo e conquistando um espaço pró-
prio, definido por uma nova forma de pensar o homem, o trabalho e
o desenvolvimento social. Por sua forma igualitária e social, o coope-
rativismo é aceito por todos os governos e reconhecido como fórmula
democrática para a solução de problemas socioeconômicos. Abaixo,
confira os marcos históricos e acompanhe a evolução do cooperativis-
mo no Brasil.
EVOLUÇÃO DO COOPERATIVISMO NO BRASIL
Surge no Brasil a construção de um estado
cooperativo com a fundação das primeiras
reduções jesuíticas. Por mais de 150 anos, esse
modelo deu exemplo de sociedade solidária,
fundamentada no trabalho coletivo, onde o bem-
estar do indivíduo e da família se sobrepunha ao
interesse econômico da produção.
Criação da primeira cooperativa de consumo
de que se tem registro no Brasil, em Ouro Preto
(MG), no ano de 1889, denominada Sociedade
Cooperativa Econômica dos Funcionários
Públicos de Ouro Preto. Depois, expandiu-se
para Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio
Grande do Sul, além de se espalhar em Minas
Gerais.
A história registra o início do movimento
cooperativista no Brasil. Foi quando o médico
francês Jean Maurice Faivre, adepto das ideias
reformadoras de Charles Fourier, fundou nos
sertões do Paraná, juntamente com um grupo de
europeus, a colônia Tereza Cristina, organizada
em bases cooperativas. Apesar de sua breve
existência, essa organização contribuiu na
memória coletiva como elemento formador do
florescente cooperativismo brasileiro.
Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 82
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Nasceram e se desenvolveram as cooperativas
no meio rural, idealizadas por produtores
agropecuários. Muitos deles de origem alemã
e italiana. Os imigrantes trouxeram de seus
países de origem a bagagem cultural, o trabalho
associativo e a experiência de atividades
familiares comunitárias, que os motivaram a se
organizar em cooperativas.
O cooperativismo brasileiro ganhou o
reconhecimento internacional. Roberto
Rodrigues, ex-presidente da Organização das
Cooperativas Brasileiras, foi eleito o primeiro
não europeu para a presidência da Aliança
Cooperativista Internacional (ACI). Este fato
contribuiu também para o desenvolvimento das
cooperativas brasileiras.
Surgiram as cooperativas de crédito no Rio
Grande do Sul, por iniciativa do padre suíço
Theodor Amstadt.
Foi criada a Organização das Cooperativas
Brasileiras (OCB) e no ano seguinte, a entidade
foi registrada em cartório. Nascia formalmente
aquela que é a única representante e defensora
dos interesses do cooperativismo nacional.
Sociedade civil e sem fins lucrativos, com
neutralidade política e religiosa.
Nascia o Serviço Nacional de Aprendizagem do
Cooperativismo (Sescoop). É responsável pelo
ensino, formação profissional, organização e
promoção social dos trabalhadores, associados e
funcionários das cooperativas brasileiras.
O cooperativismo de todos os ramos no Brasil
vem concentrando esforços e investindo cada
vez mais em profissionalização, em consequência
disso, vem conquistando mais espaço e respeito
nas relações comerciais.
Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 83
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Agora que você já conhece a história do cooperativismo, vamos enten-
der um pouco de seus conceitos e características de atuação nosso
país.
O cooperativismo é um sistema econômico e social que tem como
base as cooperativas. É uma forma de se organizar por meio da união
de pessoas, com objetivo de unir forças para atingir desenvolvimento
financeiro, econômico e social.
Dessa forma, o cooperativismo nasce da união de
pelo menos vinte pessoas que, juntas, buscam atingir
objetivos econômicos e sociais, que tem a finalidade
de conseguir benefícios para seus cooperados por
meio de ações coletivas e da gestão democrática e
participativa.
O principal objetivo de uma cooperativa é comercializar a produção dos
seus membros, permitindo que seus cooperados possam gerar renda
e reinvestir parte desses benefícios para o bem comum do grupo. As-
sim, todos os membros das cooperativas são também donos delas.
Conforme já estudamos em aulas anteriores, o cooperativismo herdou
diversos fatores do associativismo, então os princípios do cooperativis-
mo são os mesmos do associativismo. Confira a seguir os princípios e
valores do cooperativismo.
Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 84
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
O cooperativismo tem em seus conceitos valores bastante humanitá-
rios, por isso podemos dizer que os objetivos ao se criar uma coopera-
tiva devem estar baseados em:
•	 constituir uma sociedade justa e livre, por meio de uma organiza-
ção social e econômica da comunidade em bases democráticas;
•	 atender as necessidades reais dos cooperados, ou seja, prestar
serviços a seus associados;
•	 obter um desempenho econômico eficiente, por meio da produ-
ção de bens e serviços com qualidade e da confiabilidade trans-
mitida a seus próprios associados e clientes.
Reflexão
A partir do conteúdo estudado até o momento, reflita sobre o seguinte:
Em sua opinião, quais os principais deveres de um cooperado?
Se preferir, utilize o espaço abaixo para anotar suas reflexões.
Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 85
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Olá, tudo bem?
Como participo de uma cooperativa há
muitos anos, posso garantir que os bene-
fícios de se constituir e participar de uma
são inúmeros. Porém, por se tratar de uma
sociedade onde todos os cooperados são
também donos do negócio, é importante
compreendermos que precisamos cumprir
alguns deveres.
O primeiro desses deveres é que todos de-
vem contribuir igualmente para a formação
do capital da cooperativa. Se a cooperativa
for bem administrada e obtiver uma receita
maior que as despesas, esses rendimentos
serão divididos entre os sócios.
Também precisamos operar com a coopera-
tiva, observar o estatuto social dela, cumprir
fielmente com os compromissos em rela-
ção à cooperativa, respeitar as decisões da
Assembleia Geral e do Conselho Diretor e
participar das atividades desenvolvidas pela
cooperativa.
E nossos deveres não param por aí! Tam-
bém precisamos zelar pelo interesse
comum e pela autonomia da sociedade,
pagar nossa parte, caso ocorram
Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 86
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
prejuízos financeiros, estimular a integração
da cooperativa com o movimento cooperati-
vista e buscar capacitação profissional
para o desempenho das atividades de coo-
perados.
Ao cumprir nossos deveres, contribuímos
para o fortalecimento da cooperativa e, con-
sequentemente, de nossos negócios rurais.
Até logo e bom estudo,
Paulo.
Ramos do cooperativismo no Brasil
Neste tópico, você conhecerá quantos, quais são e qual a atividade de
um dos ramos do cooperativismo no nosso país.
No ano de 1993, a Organização das Cooperativas Brasileiras, a OCB,
a fim de acompanhar a dinâmica social do país, reformulou as nomen-
claturas dos ramos cooperativos, inserindo-se dentro das exigências
atuais, de acordo com as características de trabalho de cada uma.
A seguir, confira quais são os ramos definidos e descritos pela OCB.
Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 87
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Ramo
agropecuário
Reunindo produtores rurais, agropastoris e de pesca, este
ramo foi por muitas décadas sinônimo de cooperativismo no
país, tamanha sua importância e força na economia. As coo-
perativas se caracterizavam pelos serviços prestados aos as-
sociados, como recebimento ou comercialização da produção
conjunta, armazenamento e industrialização, além da assis-
tência técnica, educacional e até social. Ainda é o ramo de
maior expressão econômica no cooperativismo, com significa-
tiva participação na economia nacional, inclusive na balança
comercial.
Ramo consumo
Inicialmente formado por cooperativas fechadas (exclusivas
para atender a funcionários de empresas), chegou a ter cen-
tenas, em meados do século XX. Hoje, o ramo busca fortaleci-
mento e competitividade, modernizando sua administração e
investindo em capacitação e treinamento de funcionários.
Ramo de crédito
Um dos primeiros ramos a se organizar no país e que atua no
crédito rural e urbano. Hoje, este ramo está consolidado e é
um dos que mais crescem no país. Possui três sistemas - Si-
credi, Sicoob e Unicred - e dois bancos cooperativos - Bansi-
credi e Bancoob.
Ramo educacional
O objetivo das cooperativas educacionais é unir ensino de boa
qualidade e preço justo. Assim, pais de alunos ou professores
formam e administram as escolas cooperativas, promovendo
a educação com base na democracia e na cooperação, sem
estimular a competição.
Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 88
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Ramo especial
Fundamentado pela Lei 9.867/99, este ramo se constitui de
cooperativas formadas por pessoas em situação de desvanta-
gem. As cooperativas atuam visando a inserção no mercado
de trabalho dessas pessoas, geração de renda e conquista da
cidadania.
Ramo habitacional
As cooperativas habitacionais têm como objetivo viabilizar
moradia aos associados.
Ramo de infraestrutura formado hoje por cooperativas de ele-
trificação rural, que existe desde 1941 e atende principalmen-
te às pequenas e médias propriedades rurais.
Ramo mineral
Previsto na Constituição Federal de 1988, este ramo atua
na pesquisa, extração, lavra, industrialização, comércio, im-
portação e exportação de produtos minerais. De grande al-
cance social, está presente principalmente nas pequenas e
médias jazidas, que não despertam interesse das grandes
mineradoras.
Ramo de produção
Estimula o empreendedorismo em que um grupo de profissio-
nais com objetivos comuns na exploração de diversas ativida-
des produtivas se reúne para produzir bens e produtos como
donos do seu próprio negócio. A ênfase maior deste ramo está
nos setores da agropecuária e industrial.
Ramo saúde
Reúne profissionais especializados na promoção da saúde
humana, como médicos, dentistas, psicólogos e outros profis-
sionais. Um dos maiores operadores de planos de saúde do
país é um sistema cooperativo (Unimed).
Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 89
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Ramo trabalho
Associação de profissionais de atividades afins para a presta-
ção de serviços. Tem muito espaço para se fortalecer com o
cenário de enxugamento de vagas no mercado formal de tra-
balho e forte expansão da construção civil do país nos últimos
anos.
Ramo transporte
Composto por cooperativas de transporte de carga e passa-
geiros - táxis e vans inclusos - é outro desmembramento do
ramo trabalho. Mais novo dos ramos, foi criado em 2002.
Ramo turismo e
lazer
Visa a prestação de serviços turísticos, artísticos, entreteni-
mento, esportes e hotelaria por profissionais dessas áreas.
Ramo de
infraestrutura
Formado hoje por cooperativas de eletrificação rural, este
ramo existe desde 1941 e atende, principalmente, às peque-
nas e médias propriedades rurais. As cooperativas preenchem
uma lacuna das concessionárias de energia nas regiões de
baixo consumo. Além da construção de redes, as cooperativas
são responsáveis pela produção, geração, manutenção, ope-
ração e distribuição da energia elétrica.
Como você já entendeu o que é e como funciona o cooperativismo,
vamos agora relacionar a dinâmica do cooperativismo com o nosso
meio rural?
Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 90
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Aula 3
Cooperativismo e negócio rural
No meio rural, o cooperativismo surge das necessidades dos produto-
res rurais em unir-se em busca de um objetivo em comum. Uma forma
de introduzir seus produtos no mercado é formando uma cooperativa,
assim, além de almejar e desenvolver ações por benefícios para as co-
munidades, conseguem também financiamento por meio de políticas
públicas destinadas à produção agrícola.
Em organização coletiva, os produtores rurais conseguem promover seu
nome e fixar uma marca atravessando barreiras, resultando em uma re-
presentatividade maior perante o mercado consumidor. O principal obje-
tivo, neste caso, é buscar melhores condições de trabalho e negociação,
tanto na questão material, como tratores, sementes, colheitadeira entre
outros, quanto também na questão do crédito. Fortalecidos pela união
os cooperados podem se colocar como uma classe que possui um lugar
representativo em meio aos grandes produtores rurais.
A cooperativa é ainda um meio de tornar o trabalho do
pequeno agricultor reconhecido e ampliar seu espaço
no mercado consumidor.
A constituição de uma cooperativa está acompanhada de uma pers-
pectiva de ganho global, por isso é necessário observar os detalhes
fundamentais para seu funcionamento, como:
•	 o estabelecimento de uma sede;
Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 91
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
•	 a criação de um espaço para desenvolvimento de suas ativida-
des burocráticas;
•	 a eleição da diretoria executiva, que deve praticar comunicação
com seus associados, informando de seus diretos e deveres.
Reflexão
A partir do conteúdo estudado até o momento, reflita sobre o seguinte:
Como você tem percebido a ação de cooperativas na sua região? Elas
contribuem de forma significativa para alavancar os negócios de seus
cooperados?
Se preferir, utilize o espaço abaixo para anotar suas reflexões.
Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 92
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Olá, tudo bem?
Uma coisa que você, enquanto cooperado,
precisa estar atento é aos benefícios em
relação ao seu investimento de capital e de
trabalho, identificando assim a legitimidade
da cooperativa que só ocorre quando legiti-
ma benefícios aos seus cooperados.
Você sabia que no Brasil a maioria das coo-
perativas está relacionada ao meio rural,
vinculadas à agricultura, pesca e
artesanato?
Já no meio urbano e empresarial, as princi-
pais cooperativas são de crédito/financeiras
e as formadas por trabalhadores que se
unem para assumir empresas que passa-
ram por problemas financeiros e legais, e
são chamadas de empresas recuperadas.
Um dos fatores que vem contribuindo para
o crescimento do número de cooperativas
no Brasil, é o estímulo ao empreendedoris-
mo. Com isso, as pessoas passaram a ter
mais informações sobre as iniciativas eco-
nômicas solidárias.
Até logo e bom estudo,
Paulo.
Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 93
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
As cooperativas agropecuárias no cenário nacional ocupam um espa-
ço de grande importância para os produtores rurais e o agronegócio.
São elas que intermediam a compra de insumos, máquinas e a produ-
ção final, ajudando o cooperado na difícil tarefa de comprar e vender
bem. Grande parte da produção nacional de commodities e produtos
agroindustriais passa pelas cooperativas, sendo mais expressivos nos
estados com forte atuação agropecuária.
A cooperativa agropecuária pode reunir como associados, produtores
autônomos que compram e vendem em conjunto, por meio da coope-
rativa ou produtores que formam unidades produtivas comuns, explo-
radas por trabalhadores familiares. Seja qual for o tipo de cooperativa,
o cooperativismo é um modelo de economia solidária que procura ma-
ximizar o predomínio do fator trabalho sobre o fator capital.
Fonte: Shutterstock
Isso significa que o cooperativismo é uma associação socioeconômica
de pessoas (e, em certos casos, de pequenas empresas, conforme es-
tudamos em aulas anteriores) que produz bens e serviços. A redução
Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 94
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
de custos em relação às receitas e a conquista de mercados privilegia-
dos, como resultado da eficiência gerencial da cooperativa, resultarão,
portanto, em benefício dos produtores, isto é, em eficácia da empresa.
Reside aí, na agricultura familiar, a principal razão da conveniência
cooperativa em relação a empresas não cooperativas, o fortalecimento
da estrutura de mercado.
A união de milhares de produtores rurais familiares em cooperativas
permite gerar economia de escala a nível local e global e condições de
concorrência com os setores oligopolizados do complexo rural. A união
cooperativa pode acontecer:
•	 localmente, unindo produtores;
•	 a níveis mais amplos, unindo cooperativas em centrais e federa-
ções cooperativas;
•	 unindo cooperativas como acionistas exclusivos ou majoritários
de empresas não cooperativas.
A cooperativa trabalha baseada em seus custos, não gerando lucro,
com o fortalecimento de uma eficiente estrutura de mercado, e trans-
fere aos produtores rurais associados este menor custo sob forma de
melhor preço e mais capital.
A grande estrutura cooperativa beneficia também os
produtores e consumidores em geral, porque substitui
uma estrutura de mercado por outra mais eficaz.
A nova geração de cooperativas, na atual conjuntura mundial, está pro-
movendo algumas mudanças na agricultura. Uma delas são os baixos
preços das commodities, que forçam os produtores rurais a agregarem
Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 95
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
valor aos seus produtos. Para isso, precisam da ajuda das cooperati-
vas para que façam o processamento agroindustrial dos produtos.
Cooperativas de crédito
O número de cooperativas de crédito ou cooperativas financeiras,
como passaram a ser chamadas recentemente, aumentou em função
da redução do crédito rural e das dificuldades enfrentadas para o seu
acesso pelos produtores rurais familiares em bancos. Em virtude da
escassez de recursos, os bancos ampliaram a adoção de critérios mais
rígidos na concessão de empréstimos, exigindo um grande número de
garantias, o que levou a uma forte seleção da clientela.
As cooperativas de crédito têm grande importância no desenvolvimen-
to socioeconômico do país, enfatizando sempre a solidariedade e vi-
sando uma sociedade mais justa, livre e fraterna. A participação dos
associados é indispensável nessa organização, pois sem eles a coo-
perativa não existe.
Lembre-se queumacooperativa éformadaporpessoas
e não por capital, sua adesão é voluntária e envolve
uma educação cooperativa voltada especialmente
para conscientização política e social.
As cooperativas de crédito se diferenciam dos bancos comerciais por
apresentarem baixa tributação, ou seja, são entidades sem fins lucra-
tivos. Seu objetivo é a captação e a administração de poupanças, em-
préstimos e prestação de serviços aos associados.
Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 96
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Sendo assim, apresentam uma
prestação de serviços financeiros
mais vantajosa aos seus associa-
dos, como, por exemplo, emprésti-
mos com menores taxas, remune-
rações de aplicações com maiores
taxas, além de cobrarem menos ta-
rifas e com menores exigências que
um banco comercial. O modelo de
cooperativismo pode ser aplicado
em qualquer área.
O aumento do número de cooperados, operações financeiras como
empréstimos depósitos e outros no cooperativismo financeiro mostra
que cada vez mais as pessoas estão em busca de uma empresa coo-
perativa para fazer suas movimentações financeiras. No caso do agro-
negócio, isto é ainda mais evidente, pois temos diversos casos no Bra-
sil de cooperativas que foram constituídas a partir das necessidades
e dificuldades de grupos de agricultores em buscar recursos junto aos
bancos para financiar seus investimentos. Atualmente as cooperativas
de crédito estão alocadas em nosso país por diversos sistemas, porém
podemos considerar como principais atuantes nesta área Sicoob, Si-
credi, Unicred e Cressol.
O cooperativismo se tornou um sistema de grande expansão de seg-
mentos e, consequentemente, foram surgindo os descaminhos de sua
verdadeira essência. Poucas cooperativas em todos os ramos enfa-
tizam claramente a doutrina cooperativista, o que vem ocasionando
sérios problemas para as cooperativas e para o próprio sistema coo-
perativista.
Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 97
Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio
Este fato pode ser considerado uma das maiores barreiras ao cresci-
mento e correto desenvolvimento do sistema cooperativo. Por isso, é
de extrema importância a abordagem apresentada sobre os controles
internos, sendo eles os guias das cooperativas para seguir as leis e
normas que as regem, de forma ética e transparente.
Nesta aula, você teve a oportunidade de aprender um pouco sobre as
formas de cooperativismo rural, políticas de expansão, benefícios e ad-
versidades do cooperativismo no meio rural. Então, no próximo módulo,
vamos estudar sobre o planejamento empresarial nas cooperativas.
Siga em frente e bom estudo!

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  • 3. 2015. Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - SENAR Informações e Contato Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Goiás - SENAR/AR-GO Rua87,nº662,Ed.Faeg,1ºAndar–SetorSul,Goiânia/GO,CEP:74.093- 300 (62) 3412-2700 / 3412-2701 – E-mail: senar@senargo.org.br http://www.senargo.org.br/ http://ead.senargo.org.br/ Programa Minha Empresa Rural Presidente do conselho administrativo José Mário Schreiner Titulares do conselho administrativo Daniel Klüppel Carrara, Alair Luiz dos Santos, Osvaldo Moreira Guima- rães e Tiago Freitas de Mendonça. Suplentes do conselho administrativo Bartolomeu Braz Pereira, Silvano José da Silva, Eleandro Borges da Silva, Bruno Heuser Higino da Costa e Tiago de Castro Raynaud de Faria. Superintendente Eurípedes Bassamurfo da Costa Gestora Rosilene Jaber Alves COORDENAÇÃO Stella Miranda Menezes Corrêa Ficha Técnica
  • 4. IEA - instituto de estudos avançados s/s Conteudista – Jaqueline Bernardi Ferreira Tratamento de linguagem e revisão IEA – INSTITUTO DE ESTUDOS AVANÇADOS S/S Diagramação e projeto gráfico IEA – INSTITUTO DE ESTUDOS AVANÇADOS S/S
  • 5. Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 74 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Cooperativismo rural Você sabia que o cooperativismo está correlacionado ao associativis- mo? Ele é muito presente no meio rural e, muitas vezes, fundamental para que os produtores tenham força e garantam a sustentabilidade de seus negócios rurais. Uma característica fundamental é o espírito de colaboração dos pro- dutores rurais. Havendo solidariedade entre eles, mais facilmente será atingida a preparação técnica e profissional, que, muitas vezes, faz falta para suas atividades. Módulo 4
  • 6. Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 75 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Fonte: Shutterstock Neste módulo, você estudará mais de perto as particularidades e as características do cooperativismo rural. Para isso, ele está dividido em três aulas: • Aula 1: Diferenças entre associativismo e cooperativismo • Aula 2: Aspectos históricos e conceituais do cooperativismo • Aula 3: Cooperativismo e o negócio rural Ao final deste módulo, você será capaz de identificar as diferenças entre associativismo e cooperativismo, reconhecer os princípios e as particularidades do cooperativismo no Brasil, identificar os ramos do cooperativismo, analisar a dinâmica de funcionamento de organiza- ções cooperativistas rurais, identificar as políticas para expansão do cooperativismo rural e avaliar os benefícios e as adversidades das or- ganizações cooperativistas. Siga em frente e bom estudo!
  • 7. Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 76 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Aula 1 Diferenças entre o associativismo e o cooperativismo Nesta aula, você terá a oportunidade de entender as diferenças entre o associativismo e o cooperativismo, bem como as propostas deles. Antes de aprofundarmos no assunto, é importante que você tenha uma noção básica das diferenças entre eles. Para isso, analise abaixo os conceitos de associativismo e cooperativismo. Associativismo Coperativismo O conceito de associativismo está relacionado à adoção de métodos de trabalho que es- timulem a confiança, a ajuda mútua, o fortalecimento do capital humano, entre outros fatores. Já o cooperativismo está ligado à união de pessoas para o atendimento de aspirações e necessidades econômicas, sociais e culturais comuns, por meio de uma empresa de sociedade coletiva. O associativismo e o cooperativismo são conceitos que apresentam correlação às definições dos capitais: humano, social e empresarial – fatores estes fundamentais para a promoção do desenvolvimento territorial.  Se por um lado o associativismo tem como proposta reunir um grupo de pessoas ou de entidades em busca de interesses comuns, sendo
  • 8. Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 77 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio eles econômicos, sociais, filantrópicos, científicos, políticos ou cultu- rais. Por outro lado, o cooperativismo está relacionado ao conceito de capital empresarial ou cultura empreendedora, caracterizando-se es- sencialmente por ser uma alternativa de produção e distribuição de ri- quezas embasada em interesse pelas pessoas, democracia, igualdade e justiça. O cooperativismo herdou muitas características do associativismo, como por exemplo: A realização, no máximo a cada quatro anos, das eleições para o conselho de administração, ocasião em que é analisado o desempenho dos dirigentes e em que eles são eleitos pela comunidade envolvida. A realização anual de assembleias ordinárias para obter a aprovação das contas do exercício administrativo do ano anterior e a renovação de dois terços do conselho fiscal. Os mecanismos de sensibilização das pessoas em prol do empreendimento cooperativo. O modelo de governança corporativa, que acontece a partir da eleição democrática de dirigentes.
  • 9. Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 78 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio A realização, no máximo a cada quatro anos, das eleições para o conselho de administração, ocasião em que é analisado o desempenho dos dirigentes e em que eles são eleitos pela comunidade envolvida. O duplo papel dos associados: o de proprietário e o de beneficiário do objetivo social da cooperativa. Sendo assim, as pessoas que dirigirem as cooperativas de crédito são escolhidas entre os associados e prestam contas diretamente a eles. A realização anual de assembleias ordinárias para obter a aprovação das contas do exercício administrativo do ano anterior e a renovação de dois terços do conselho fiscal. Da noção do associativismo, talvez, vem à ideia de que a cooperativa é uma organização de pessoas e não de capital e, portanto, dada a sua natureza social, não tem fins lucrativos. O sucesso das cooperativas passa pela manutenção de bons meca- nismos de mobilização de seus associados, de seleção de dirigentes e de prestação de contas. A experiência tem mostrado que quanto maior a participação dos sócios em suas cooperativas, sobretudo nas as- sembleias, mais estável tende a ser o funcionamento delas. O associado, além de beneficiário da infraestrutura e dos preços prati- cados pela cooperativa, participa da distribuição dos resultados gera- dos ao final de cada exercício social. Agora que você já conhece melhor o associativismo e o cooperativis- mo, analise o quadro-resumo contendo as diferenças entre uma asso- ciação e uma cooperativa.
  • 10. Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 79 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Associação Cooperativa Definição Sociedade civil sem fins lucrativos. Sociedade civil/comercial sem fins lucrativos. Objetivos • Promover a implemen- tação e a defesa dos interesses de seus associados. • Incentivar a melhoria técnica, profissional e cultural de seus asso- ciados. • Viabilizar e desenvolver a atividade produtiva de seus cooperados. • Transformar bens, atuando no mercado. • Armazenar e comercializar. • Dar assistência técnica e educacional aos seus membros. Amparo legal • Constituição Federal (Art. 5º). • Código Civil. • Constituição Federal (Art. 5º). • Código Civil. • Lei 5.764/71. Agora que você já entendeu sobre as diferenças e as similaridades en- tre o associativismo e o cooperativismo, vamos aprofundar os estudos sobre os conceitos históricos e características do cooperativismo.
  • 11. Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 80 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio AulA 2 aspeCtos HistóriCos e ConCeituais Do Cooperativismo Você sabia que o cooperativismo surgiu em 1844, na Inglaterra, a partir de um grupo de menos de 30 tecelões que buscavam uma alternativa econômica para atuarem no mercado, sem sofrerem tantas pressões do capitalismo? Essa foi a forma desse grupo de tecelões reagirem ao sistema capi- talista da época, que submetia os trabalhadores a preços abusivos, exploração da jornada de trabalho de mulheres e crianças e do desem- prego provocado pela revolução industrial. Fonte: Shutterstock Talvez os tecelões não tivessem noção da dimensão de suas ações, mas eles estavam, naquele momento, mudando os padrões econômi- cos da época e dando origem ao movimento cooperativista. No início,
  • 12. Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 81 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio foram alvo de muitas críticas e ironias por parte dos comerciantes lo- cais. No entanto, logo no primeiro ano de funcionamento da sociedade, o seu capital aumentou significativamente e cerca de dez anos mais tarde a cooperativa já contava com 1.400 cooperados. O cooperativismo acabou evoluindo e conquistando um espaço pró- prio, definido por uma nova forma de pensar o homem, o trabalho e o desenvolvimento social. Por sua forma igualitária e social, o coope- rativismo é aceito por todos os governos e reconhecido como fórmula democrática para a solução de problemas socioeconômicos. Abaixo, confira os marcos históricos e acompanhe a evolução do cooperativis- mo no Brasil. EVOLUÇÃO DO COOPERATIVISMO NO BRASIL Surge no Brasil a construção de um estado cooperativo com a fundação das primeiras reduções jesuíticas. Por mais de 150 anos, esse modelo deu exemplo de sociedade solidária, fundamentada no trabalho coletivo, onde o bem- estar do indivíduo e da família se sobrepunha ao interesse econômico da produção. Criação da primeira cooperativa de consumo de que se tem registro no Brasil, em Ouro Preto (MG), no ano de 1889, denominada Sociedade Cooperativa Econômica dos Funcionários Públicos de Ouro Preto. Depois, expandiu-se para Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, além de se espalhar em Minas Gerais. A história registra o início do movimento cooperativista no Brasil. Foi quando o médico francês Jean Maurice Faivre, adepto das ideias reformadoras de Charles Fourier, fundou nos sertões do Paraná, juntamente com um grupo de europeus, a colônia Tereza Cristina, organizada em bases cooperativas. Apesar de sua breve existência, essa organização contribuiu na memória coletiva como elemento formador do florescente cooperativismo brasileiro.
  • 13. Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 82 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Nasceram e se desenvolveram as cooperativas no meio rural, idealizadas por produtores agropecuários. Muitos deles de origem alemã e italiana. Os imigrantes trouxeram de seus países de origem a bagagem cultural, o trabalho associativo e a experiência de atividades familiares comunitárias, que os motivaram a se organizar em cooperativas. O cooperativismo brasileiro ganhou o reconhecimento internacional. Roberto Rodrigues, ex-presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras, foi eleito o primeiro não europeu para a presidência da Aliança Cooperativista Internacional (ACI). Este fato contribuiu também para o desenvolvimento das cooperativas brasileiras. Surgiram as cooperativas de crédito no Rio Grande do Sul, por iniciativa do padre suíço Theodor Amstadt. Foi criada a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e no ano seguinte, a entidade foi registrada em cartório. Nascia formalmente aquela que é a única representante e defensora dos interesses do cooperativismo nacional. Sociedade civil e sem fins lucrativos, com neutralidade política e religiosa. Nascia o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop). É responsável pelo ensino, formação profissional, organização e promoção social dos trabalhadores, associados e funcionários das cooperativas brasileiras. O cooperativismo de todos os ramos no Brasil vem concentrando esforços e investindo cada vez mais em profissionalização, em consequência disso, vem conquistando mais espaço e respeito nas relações comerciais.
  • 14. Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 83 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Agora que você já conhece a história do cooperativismo, vamos enten- der um pouco de seus conceitos e características de atuação nosso país. O cooperativismo é um sistema econômico e social que tem como base as cooperativas. É uma forma de se organizar por meio da união de pessoas, com objetivo de unir forças para atingir desenvolvimento financeiro, econômico e social. Dessa forma, o cooperativismo nasce da união de pelo menos vinte pessoas que, juntas, buscam atingir objetivos econômicos e sociais, que tem a finalidade de conseguir benefícios para seus cooperados por meio de ações coletivas e da gestão democrática e participativa. O principal objetivo de uma cooperativa é comercializar a produção dos seus membros, permitindo que seus cooperados possam gerar renda e reinvestir parte desses benefícios para o bem comum do grupo. As- sim, todos os membros das cooperativas são também donos delas. Conforme já estudamos em aulas anteriores, o cooperativismo herdou diversos fatores do associativismo, então os princípios do cooperativis- mo são os mesmos do associativismo. Confira a seguir os princípios e valores do cooperativismo.
  • 15. Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 84 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio O cooperativismo tem em seus conceitos valores bastante humanitá- rios, por isso podemos dizer que os objetivos ao se criar uma coopera- tiva devem estar baseados em: • constituir uma sociedade justa e livre, por meio de uma organiza- ção social e econômica da comunidade em bases democráticas; • atender as necessidades reais dos cooperados, ou seja, prestar serviços a seus associados; • obter um desempenho econômico eficiente, por meio da produ- ção de bens e serviços com qualidade e da confiabilidade trans- mitida a seus próprios associados e clientes. Reflexão A partir do conteúdo estudado até o momento, reflita sobre o seguinte: Em sua opinião, quais os principais deveres de um cooperado? Se preferir, utilize o espaço abaixo para anotar suas reflexões.
  • 16. Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 85 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Olá, tudo bem? Como participo de uma cooperativa há muitos anos, posso garantir que os bene- fícios de se constituir e participar de uma são inúmeros. Porém, por se tratar de uma sociedade onde todos os cooperados são também donos do negócio, é importante compreendermos que precisamos cumprir alguns deveres. O primeiro desses deveres é que todos de- vem contribuir igualmente para a formação do capital da cooperativa. Se a cooperativa for bem administrada e obtiver uma receita maior que as despesas, esses rendimentos serão divididos entre os sócios. Também precisamos operar com a coopera- tiva, observar o estatuto social dela, cumprir fielmente com os compromissos em rela- ção à cooperativa, respeitar as decisões da Assembleia Geral e do Conselho Diretor e participar das atividades desenvolvidas pela cooperativa. E nossos deveres não param por aí! Tam- bém precisamos zelar pelo interesse comum e pela autonomia da sociedade, pagar nossa parte, caso ocorram
  • 17. Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 86 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio prejuízos financeiros, estimular a integração da cooperativa com o movimento cooperati- vista e buscar capacitação profissional para o desempenho das atividades de coo- perados. Ao cumprir nossos deveres, contribuímos para o fortalecimento da cooperativa e, con- sequentemente, de nossos negócios rurais. Até logo e bom estudo, Paulo. Ramos do cooperativismo no Brasil Neste tópico, você conhecerá quantos, quais são e qual a atividade de um dos ramos do cooperativismo no nosso país. No ano de 1993, a Organização das Cooperativas Brasileiras, a OCB, a fim de acompanhar a dinâmica social do país, reformulou as nomen- claturas dos ramos cooperativos, inserindo-se dentro das exigências atuais, de acordo com as características de trabalho de cada uma. A seguir, confira quais são os ramos definidos e descritos pela OCB.
  • 18. Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 87 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Ramo agropecuário Reunindo produtores rurais, agropastoris e de pesca, este ramo foi por muitas décadas sinônimo de cooperativismo no país, tamanha sua importância e força na economia. As coo- perativas se caracterizavam pelos serviços prestados aos as- sociados, como recebimento ou comercialização da produção conjunta, armazenamento e industrialização, além da assis- tência técnica, educacional e até social. Ainda é o ramo de maior expressão econômica no cooperativismo, com significa- tiva participação na economia nacional, inclusive na balança comercial. Ramo consumo Inicialmente formado por cooperativas fechadas (exclusivas para atender a funcionários de empresas), chegou a ter cen- tenas, em meados do século XX. Hoje, o ramo busca fortaleci- mento e competitividade, modernizando sua administração e investindo em capacitação e treinamento de funcionários. Ramo de crédito Um dos primeiros ramos a se organizar no país e que atua no crédito rural e urbano. Hoje, este ramo está consolidado e é um dos que mais crescem no país. Possui três sistemas - Si- credi, Sicoob e Unicred - e dois bancos cooperativos - Bansi- credi e Bancoob. Ramo educacional O objetivo das cooperativas educacionais é unir ensino de boa qualidade e preço justo. Assim, pais de alunos ou professores formam e administram as escolas cooperativas, promovendo a educação com base na democracia e na cooperação, sem estimular a competição.
  • 19. Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 88 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Ramo especial Fundamentado pela Lei 9.867/99, este ramo se constitui de cooperativas formadas por pessoas em situação de desvanta- gem. As cooperativas atuam visando a inserção no mercado de trabalho dessas pessoas, geração de renda e conquista da cidadania. Ramo habitacional As cooperativas habitacionais têm como objetivo viabilizar moradia aos associados. Ramo de infraestrutura formado hoje por cooperativas de ele- trificação rural, que existe desde 1941 e atende principalmen- te às pequenas e médias propriedades rurais. Ramo mineral Previsto na Constituição Federal de 1988, este ramo atua na pesquisa, extração, lavra, industrialização, comércio, im- portação e exportação de produtos minerais. De grande al- cance social, está presente principalmente nas pequenas e médias jazidas, que não despertam interesse das grandes mineradoras. Ramo de produção Estimula o empreendedorismo em que um grupo de profissio- nais com objetivos comuns na exploração de diversas ativida- des produtivas se reúne para produzir bens e produtos como donos do seu próprio negócio. A ênfase maior deste ramo está nos setores da agropecuária e industrial. Ramo saúde Reúne profissionais especializados na promoção da saúde humana, como médicos, dentistas, psicólogos e outros profis- sionais. Um dos maiores operadores de planos de saúde do país é um sistema cooperativo (Unimed).
  • 20. Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 89 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Ramo trabalho Associação de profissionais de atividades afins para a presta- ção de serviços. Tem muito espaço para se fortalecer com o cenário de enxugamento de vagas no mercado formal de tra- balho e forte expansão da construção civil do país nos últimos anos. Ramo transporte Composto por cooperativas de transporte de carga e passa- geiros - táxis e vans inclusos - é outro desmembramento do ramo trabalho. Mais novo dos ramos, foi criado em 2002. Ramo turismo e lazer Visa a prestação de serviços turísticos, artísticos, entreteni- mento, esportes e hotelaria por profissionais dessas áreas. Ramo de infraestrutura Formado hoje por cooperativas de eletrificação rural, este ramo existe desde 1941 e atende, principalmente, às peque- nas e médias propriedades rurais. As cooperativas preenchem uma lacuna das concessionárias de energia nas regiões de baixo consumo. Além da construção de redes, as cooperativas são responsáveis pela produção, geração, manutenção, ope- ração e distribuição da energia elétrica. Como você já entendeu o que é e como funciona o cooperativismo, vamos agora relacionar a dinâmica do cooperativismo com o nosso meio rural?
  • 21. Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 90 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Aula 3 Cooperativismo e negócio rural No meio rural, o cooperativismo surge das necessidades dos produto- res rurais em unir-se em busca de um objetivo em comum. Uma forma de introduzir seus produtos no mercado é formando uma cooperativa, assim, além de almejar e desenvolver ações por benefícios para as co- munidades, conseguem também financiamento por meio de políticas públicas destinadas à produção agrícola. Em organização coletiva, os produtores rurais conseguem promover seu nome e fixar uma marca atravessando barreiras, resultando em uma re- presentatividade maior perante o mercado consumidor. O principal obje- tivo, neste caso, é buscar melhores condições de trabalho e negociação, tanto na questão material, como tratores, sementes, colheitadeira entre outros, quanto também na questão do crédito. Fortalecidos pela união os cooperados podem se colocar como uma classe que possui um lugar representativo em meio aos grandes produtores rurais. A cooperativa é ainda um meio de tornar o trabalho do pequeno agricultor reconhecido e ampliar seu espaço no mercado consumidor. A constituição de uma cooperativa está acompanhada de uma pers- pectiva de ganho global, por isso é necessário observar os detalhes fundamentais para seu funcionamento, como: • o estabelecimento de uma sede;
  • 22. Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 91 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio • a criação de um espaço para desenvolvimento de suas ativida- des burocráticas; • a eleição da diretoria executiva, que deve praticar comunicação com seus associados, informando de seus diretos e deveres. Reflexão A partir do conteúdo estudado até o momento, reflita sobre o seguinte: Como você tem percebido a ação de cooperativas na sua região? Elas contribuem de forma significativa para alavancar os negócios de seus cooperados? Se preferir, utilize o espaço abaixo para anotar suas reflexões.
  • 23. Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 92 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Olá, tudo bem? Uma coisa que você, enquanto cooperado, precisa estar atento é aos benefícios em relação ao seu investimento de capital e de trabalho, identificando assim a legitimidade da cooperativa que só ocorre quando legiti- ma benefícios aos seus cooperados. Você sabia que no Brasil a maioria das coo- perativas está relacionada ao meio rural, vinculadas à agricultura, pesca e artesanato? Já no meio urbano e empresarial, as princi- pais cooperativas são de crédito/financeiras e as formadas por trabalhadores que se unem para assumir empresas que passa- ram por problemas financeiros e legais, e são chamadas de empresas recuperadas. Um dos fatores que vem contribuindo para o crescimento do número de cooperativas no Brasil, é o estímulo ao empreendedoris- mo. Com isso, as pessoas passaram a ter mais informações sobre as iniciativas eco- nômicas solidárias. Até logo e bom estudo, Paulo.
  • 24. Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 93 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio As cooperativas agropecuárias no cenário nacional ocupam um espa- ço de grande importância para os produtores rurais e o agronegócio. São elas que intermediam a compra de insumos, máquinas e a produ- ção final, ajudando o cooperado na difícil tarefa de comprar e vender bem. Grande parte da produção nacional de commodities e produtos agroindustriais passa pelas cooperativas, sendo mais expressivos nos estados com forte atuação agropecuária. A cooperativa agropecuária pode reunir como associados, produtores autônomos que compram e vendem em conjunto, por meio da coope- rativa ou produtores que formam unidades produtivas comuns, explo- radas por trabalhadores familiares. Seja qual for o tipo de cooperativa, o cooperativismo é um modelo de economia solidária que procura ma- ximizar o predomínio do fator trabalho sobre o fator capital. Fonte: Shutterstock Isso significa que o cooperativismo é uma associação socioeconômica de pessoas (e, em certos casos, de pequenas empresas, conforme es- tudamos em aulas anteriores) que produz bens e serviços. A redução
  • 25. Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 94 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio de custos em relação às receitas e a conquista de mercados privilegia- dos, como resultado da eficiência gerencial da cooperativa, resultarão, portanto, em benefício dos produtores, isto é, em eficácia da empresa. Reside aí, na agricultura familiar, a principal razão da conveniência cooperativa em relação a empresas não cooperativas, o fortalecimento da estrutura de mercado. A união de milhares de produtores rurais familiares em cooperativas permite gerar economia de escala a nível local e global e condições de concorrência com os setores oligopolizados do complexo rural. A união cooperativa pode acontecer: • localmente, unindo produtores; • a níveis mais amplos, unindo cooperativas em centrais e federa- ções cooperativas; • unindo cooperativas como acionistas exclusivos ou majoritários de empresas não cooperativas. A cooperativa trabalha baseada em seus custos, não gerando lucro, com o fortalecimento de uma eficiente estrutura de mercado, e trans- fere aos produtores rurais associados este menor custo sob forma de melhor preço e mais capital. A grande estrutura cooperativa beneficia também os produtores e consumidores em geral, porque substitui uma estrutura de mercado por outra mais eficaz. A nova geração de cooperativas, na atual conjuntura mundial, está pro- movendo algumas mudanças na agricultura. Uma delas são os baixos preços das commodities, que forçam os produtores rurais a agregarem
  • 26. Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 95 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio valor aos seus produtos. Para isso, precisam da ajuda das cooperati- vas para que façam o processamento agroindustrial dos produtos. Cooperativas de crédito O número de cooperativas de crédito ou cooperativas financeiras, como passaram a ser chamadas recentemente, aumentou em função da redução do crédito rural e das dificuldades enfrentadas para o seu acesso pelos produtores rurais familiares em bancos. Em virtude da escassez de recursos, os bancos ampliaram a adoção de critérios mais rígidos na concessão de empréstimos, exigindo um grande número de garantias, o que levou a uma forte seleção da clientela. As cooperativas de crédito têm grande importância no desenvolvimen- to socioeconômico do país, enfatizando sempre a solidariedade e vi- sando uma sociedade mais justa, livre e fraterna. A participação dos associados é indispensável nessa organização, pois sem eles a coo- perativa não existe. Lembre-se queumacooperativa éformadaporpessoas e não por capital, sua adesão é voluntária e envolve uma educação cooperativa voltada especialmente para conscientização política e social. As cooperativas de crédito se diferenciam dos bancos comerciais por apresentarem baixa tributação, ou seja, são entidades sem fins lucra- tivos. Seu objetivo é a captação e a administração de poupanças, em- préstimos e prestação de serviços aos associados.
  • 27. Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 96 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Sendo assim, apresentam uma prestação de serviços financeiros mais vantajosa aos seus associa- dos, como, por exemplo, emprésti- mos com menores taxas, remune- rações de aplicações com maiores taxas, além de cobrarem menos ta- rifas e com menores exigências que um banco comercial. O modelo de cooperativismo pode ser aplicado em qualquer área. O aumento do número de cooperados, operações financeiras como empréstimos depósitos e outros no cooperativismo financeiro mostra que cada vez mais as pessoas estão em busca de uma empresa coo- perativa para fazer suas movimentações financeiras. No caso do agro- negócio, isto é ainda mais evidente, pois temos diversos casos no Bra- sil de cooperativas que foram constituídas a partir das necessidades e dificuldades de grupos de agricultores em buscar recursos junto aos bancos para financiar seus investimentos. Atualmente as cooperativas de crédito estão alocadas em nosso país por diversos sistemas, porém podemos considerar como principais atuantes nesta área Sicoob, Si- credi, Unicred e Cressol. O cooperativismo se tornou um sistema de grande expansão de seg- mentos e, consequentemente, foram surgindo os descaminhos de sua verdadeira essência. Poucas cooperativas em todos os ramos enfa- tizam claramente a doutrina cooperativista, o que vem ocasionando sérios problemas para as cooperativas e para o próprio sistema coo- perativista.
  • 28. Módulo 4 - Cooperativismo Rural // 97 Associativismo, Cooperativismo e Sindicalismo no Agronegócio Este fato pode ser considerado uma das maiores barreiras ao cresci- mento e correto desenvolvimento do sistema cooperativo. Por isso, é de extrema importância a abordagem apresentada sobre os controles internos, sendo eles os guias das cooperativas para seguir as leis e normas que as regem, de forma ética e transparente. Nesta aula, você teve a oportunidade de aprender um pouco sobre as formas de cooperativismo rural, políticas de expansão, benefícios e ad- versidades do cooperativismo no meio rural. Então, no próximo módulo, vamos estudar sobre o planejamento empresarial nas cooperativas. Siga em frente e bom estudo!