Acreditação Hospitalar

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Acreditação Hospitalar

  1. 1. Acreditação1Denise Medeiros Selegato (Sula) – Turma 79denisemselegato@gmail.como Creditação x Acreditação.o Organização Nacional de Acreditação (ONA).o Joint Commission on Accreditation of HealthcareOrganizations (JCAHO).o Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA).
  2. 2. CreditaçãoISO 9000 = QUALIDADEDefine normas que estabelecem um modelo dedocumentação e manutenção da disciplina interna deuma empresa e os elementos necessários para assegurarque o produto atenda ás necessidades do consumidor. Não especifica a organização dos elementos a seremimplementados. É concedida a quem cumpre as normas.2
  3. 3.  1994: mais voltada para a área industrial (visavaprodutos que passaram por processos qualificados). ISO 9001: Determina normas que garantem a qualidadenas fases de atividades técnicas relacionadas aoproduto. ISO 9002: Determina normas que garante a qualidadenas fases de produção do produto. ISO 9003: Determina normas que garante a qualidadenas fases de inspeção do produto.3Evolução da ISO 9000
  4. 4. Evolução da ISO 9000 2000: passa a contemplar a área de serviços, visandoa satisfação do cliente.o As ISO 9001, 9002 e 9003 foram substituídas pela ISO 9001 :2000 que tem enfoque nos processos, é adequada aárea de serviços e compatível com a ISO 14000. ISO 14000: Normas que garantem uma boa gestãoambiental em todas as fases do produto.4
  5. 5. Acreditação Conceder reputação, tornar digno de confiança -Dicionário Aurélio.5É um método de consenso, racionalização e ordenação das instituiçõeshospitalares e, principalmente, de educação permanente dos seusprofissionais e que se expressa pela realização de um procedimento deavaliação dos recursos institucionais, voluntário, periódico e reservado, quetende a garantir a qualidade da assistência, por meio de padrõespreviamente estabelecidos;
  6. 6. Porque Acreditar um Hospital? Melhoria contínua dos processos desegurança de pacientes e profissionais; Qualidade da assistência; Construção de equipe de melhoriacontínua; Ótimo instrumento de gerenciamento; Os critérios são adaptados a realidadebrasileira (ONA).6
  7. 7. Organização Nacional deAcreditação Oferece manuais que buscam facilitar e guiar asempresas prestadoras de serviços a alcançar o graude qualidade desejado.Objetivo: promover a criação de um processopermanente de avaliação e de certificação daqualidade dos serviços de saúde, possibilitando assim oaprimoramento continuo das atividades desenvolvidaspelas prestadoras desses serviços, visando à garantia daqualidade na assistência digna, confiável e dequalidade aos usuários.7
  8. 8. Histórico da OrganizaçãoNacional de Acreditação 1990: Surgem em São Paulo os primeiros movimentos deacreditação, com foco na Associação Paulista de Medicina. 1992: Lançada a versão brasileira do Manual Garantia deQualidade – Acreditação de Hospitais para América Latina eCaribe de H. M. Novaes e J. M. Paganini. 1995: Portaria GM/MS nº 1.107, de 14 de junho de 1995, que criao Programa Brasileiro de Acreditação Hospitalar, desenvolvidopelo Ministério da Saúde, dentro do Programa de Garantia eAprimoramento da Qualidade em Saúde.8
  9. 9.  1998: Elaborada a primeira versão do Manual Brasileiro de Acreditação deHospitais. 1999: Fundação da Organização Nacional de Acreditação – ONA; 2001: Portaria GM/MS nº 538, de 17 de abril de 2001, que reconhece a ONAcomo instituição competente e autorizada a operacionalizar odesenvolvimento do Processo de Acreditação Hospitalar; Publicada a Portaria GM/MS nº 1970/GM, onde o Ministério da Saúde aprovao Manual Brasileiro de Acreditação Hospitalar (3a Edição). 2002: Publicada a Resolução RE nº 921, onde a ANVISA reconhece a ONAcomo instituição competente e autorizada a desenvolver do processo deAcreditação de organizações e serviços de saúde no Brasil.9 Histórico da OrganizaçãoNacional de Acreditação
  10. 10. Credenciamento deInstituições AcreditadorasO credenciamento de Instituições Acreditadoras é outorgadopela ONA e possui validade de 03 anos, devendo ser reavaliadacom nova visita, até o vencimento desse prazo.10Instituições Acreditadoras EstadoDICQ Sistema Nacional de Acreditação Ltda RJDet Norske Veritas SPFundação Carlos Alberto Vanzolini SPGermanischer Lloyd Certification South America – GL SPInstituto de Acreditação Hospitalar e Certificação em Saúde RSInstituto de Planejamento e Pesquisa para Acreditação emServiços de SaúdePRInstituto Qualisa de Gestão SP
  11. 11. Processo de Acreditação pelaONASolicitação de informações para o processo de avaliação1. O hospital manifesta interesse para ser avaliada junto àInstituição Acreditadora.2. A Instituição Acreditadora coleta as informações necessáriospara formular a proposta. Para isso, a envia um questionáriopreliminar ao hospital e solicita os seguintes documentos: Alvará de funcionamento da organização. Licença sanitária; Registro do responsável técnico no CRM.3. A Instituição Acreditadora encaminha proposta ao hospital eao ONA.11
  12. 12. Processo de Acreditação pelaONAContratação da Instituição Acreditadora4. O hospital efetua pagamento de taxa de inscrição junto à ONA que,corresponde a 10% do valor do contrato firmado com InstituiçãoAcreditadora contratada.5. A Instituição Acreditadora contratada aguardará a confirmação porparte da ONA do pagamento para efetuar a confirmação eagendamento da visita.126. A Instituição Acreditadora indica a equipe de avaliadores queentrará em contato com a direção do hospital para a aprovação eagendamento da visita.
  13. 13. 13Início do processo de avaliação: 30 diasEmissão do Relatório de AvaliaçãoAjuste das não conformidadesmenores: 90 diasSolicitação de nova visitaPrazo de nova auditoria: 30 diasElaboração do relatório finalHospital registraciênciaHospital registraciência.
  14. 14. Processo de Acreditação pelaONASetores Avaliadoso Liderança e administação (direção, administração e garantia daqualidade);o Serviços profissionais e organização da assistência (corpo clínico eenfermagem).o Serviço de atenção ao paciente (internação, atendimentoambulatorial, emergência, centro cirúrgico, anestesiologia,obstetrícia, neonatologia, UTI, hemoterapia, reabilitação, medicinanuclear e radioterapia).o Serviços de apoio ao diagnóstico (laboratório clínico, diagnóstico porimagem, métodos gráficos e anatomia patológica).o Serviços de apoio técnico e abastecimento (arquivo médico,controle de infecções, estatísticas, farmácia, nutrição e dietética,lavanderia, central de processamento de materiais e esterilização,higiene, segurança e saúde ocupacional e serviço social).o Serviço de apoio administrativo e infra-estrutura (documentação daplanta e estrutura física, estrutura físico-funcional, sistema elétrico,manutenção geral, controle de resíduos e potabilidade da água esegurança geral).o Ensino e pesquisa (biblioteca/informação científica).14
  15. 15. Processo de Acreditação pelaONACritérios de Avaliação Todos os setores e subgrupos devem estar conformespara obtenção do certificado de acreditação. Na auditoria, não se avalia um setor ou departamentoisoladamente, isso porque a organização hospitalar éconsiderada um sistema complexo, na qual suasestruturas e processos estão interligados profundamente. As pessoas no desempenho de suas funções são as queafetam diretamente a qualidade do produto ou serviçoque produzem. Portanto, deve-se dar educaçãocontinuada para as pessoas, sempre aumentando o nívelde qualidade.15
  16. 16. Processo de Acreditação pelaONAAvaliação Não conformidade maior: ausência ou na incapacidadetotal do hopsital em atender ao requisito como um todoou grande número de não conformidades menores emum único item ou distribuídas de tal forma que afetem acoerência e funcionamento do sistema. Não conformidade menor: falta de cumprimento derequisitos do sistema da qualidade que provavelmentenão implicará em uma “quebra” do sistema dequalidade. Observação: falha localizada ou falha potencial,comprovadamente não generalizada que não possuirelevância sobre a atividade avaliada que leva a crercomo uma provável não conformidade futura.16
  17. 17.  Na falta de seções, a equipe avaliadora buscará verificarse os demais setores cumprem a proposta do setorausente. Na presença de setores não inclusos no instrumento deavaliação, estes também serão avaliados. No caso de terceirização de setores, o setor tercerizadodeve ter baixo volume (baixo número de procedimentosou pequena expressão no perfil epidemiológico daorganização) ou de baixo impacto em termos de riscospara os usuários da organização.17 Processo de Acreditação pelaONAAvaliação
  18. 18. Avaliadoreso Avaliador-líder: é responsável por todas as fases do processode avaliação.o Deve ter capacidade gerencial e experiência eautoridade para tomar decisões relativas àcoordenação do processo de avaliação.o Equipe de avaliadores: composta por, no mínimo, trêsmembros, ou seja, um médico, um enfermeiro e umadministrador.o Coleta de evidência: se dá através de entrevistas compacientes, exame de documentos, observação dasatividades e condições nas áreas avaliadas, entrevista comprofissionais operacionais dos serviços, medições e registros.18
  19. 19. Níveis de Complexidade Nível 1 (segurança): contemplam normas mínimas legais doexercício profissional e outras características imprescindíveis para aprestação da assistência médico-hospitalar.o Selo "Acreditado“. Nível 2 (segurança e organização): adotam boas práticas naorganização da assistência médico-hospitalar, bem como fococentral no paciente.o Selo "Acreditado Pleno“. Nível 3 (segurança, organização e práticas de gestão dequalidade): instituições que procuram sistematicamente a melhoracontinua do seu atendimento e atingem padrões de excelência naprestação da assistência médico-hospitalar.o Selo "Acreditado com Excelência".19
  20. 20. Selos20
  21. 21. Níveis deAcreditaçãoemFarmácia21Nível 01Responsável técnico e corpo functional habilitadosControle de medicamentos e correlatos quanto aoarmazenamento, estoques satélites e distribuição para asunidades de internação.Condições estruturais e operacionais que atendam a todosos requisitos de segurança para o cliente interno e externo,conforme normas e regulamentos vigentes.Equipamentos e instalações adequadas aosprocedimentos de Farmácia.Condições específicas de armazenamento, de acordocom as características físico-químicas dos medicamentos ecorrelatos.Área de dispensação interna para análise das prescriçõese guarda dos produtos.Área adequada para separação e preparação das doses.Locais adequados com câmaras de fluxo laminar parapreparação de nutrição parenteral e de drogas citotóxicas(se for o caso).Programa de manutenção preventiva de equipamentos.Condições para lavagem e anti-sepsia das mãos.Precauções padrão e rotinas de controle de infecção.
  22. 22. 22Nível 02 Nível 03Trabalha em consonância com a CCI nanormatização e dispensação do uso terapêuticoe profilático de antibióticos.Ciclos de melhoria com impacto sistêmico.Participação (formal e informal) na aquisição edistribuição de medicamentos, materiaismédico-hospitalares, germicidas e correlatos.Sistema de informação baseado em taxas e indicadores quepermitem análises e comparações.Programa de educação e treinamentocontinuado.Sistema de aferição da satisfação dos clientes (internos eexternos).Grupos de trabalho para a melhoria deprocessos e integração institucional.Sistemas de planejamento e melhoria contínua em termos deestrutura, novas tecnologias, atualização técnico-profissional,ações assistenciais e procedimentos.Sistema de análise crítica dos casos atendidos,visando à melhoria da técnica, controle deproblemas, melhoria de processos eprocedimentos, minimização de riscos e efeitoscolaterais.-Procedimentos de orientação aocliente/paciente e voltados para a continuidadede cuidados ao cliente e seguimento de casos.-Manual(is) de normas, rotinas e procedimentosdocumentado(s), atualizado(s) e disponível(is).-
  23. 23. Preço da Acreditação23
  24. 24. Manutenção daCertificação24
  25. 25. Cenário Atual 154 certificações hospitalares no Brasil.25
  26. 26. Cenário Atual26
  27. 27. Joint Commission on Accreditation ofHealthcare Organizations (JCAHO) 1951. Entidade independente, não governamental e semfins lucrativos. Promove Acreditãção em mais de 20.000 prestadorasde serviços de saúde nos EUA. Congresso Americano passa a estabelecerrecomendações de que a Acreditação sejaestabelecida como pré-requisito para procedimentosde financiamento em programa oficiais do Governo.27
  28. 28. Consórcio Brasileiro deAcreditação 1998: Constituído do Consórcio Brasileiro de Acreditação deSistemas e Serviços de Saúde – CBA. 2000: CBA atua em parceria com a Joint Commission onAccreditation of Healthcare Organizations, através da JointComission International. Certificado que a CBA satisfaz os padrões internacionaisconstantes do Programa de Acreditação Internacional. O CBA se tornou o representante exclusivo e legal da JointCommission International no Brasil, para aplicação dametodologia de Acreditação Internacional.28
  29. 29.  Contribuir para a melhoria da qualidade do atendimentoao paciente e ao beneficiário. Desenvolver métodos, técnicas e procedimentos emAcreditação de serviços de saúde e operadoras deplanos de saúde. Desenvolver iniciativas na área de capacitação eaperfeiçoamento de recursos humanos que viabilizem aadequada utilização e exame dos métodos e técnicasempregados nesse processo; Reconhecer a qualidade dos serviços de saúde eoperadoras de planos de saúde, no país ou no exterior. Desenvolver projetos para a prestação de assessoria ecooperação técnico/científica a instituições da área desaúde, ensino e pesquisa, governamentais e nãogovernamentais.29
  30. 30.  É importante ressaltar que a avaliação é realizada para análiseda qualidade do serviço profissional prestado, independente dosrecursos tecnológicos envolvidos. A avaliação é realizada in loco a cada três anos. Ao final dociclo de acreditação, a instituição deve ser reavaliada pararenovação de sua outorga de acreditação. Para serem acreditadas, as instituições devem demonstrarconformidade aceitável com todos os padrões e atingir umapontuação numérica mínima nesses padrões, como identificadonas regras de decisão.30Avaliação do ConsórcioBrasileiro de Acreditação (CBA)
  31. 31. Manual de AcreditaçãoInternacionalSetores considerados fundamentais:o Emergência;o Recursos Humanos;o Prevenção e controle deinfecção;o Gestão da Informação;o Segurança;o Gestão de medicamentos;o Equipe Médica;31o Metas de segurança do paciente;o Enfermagem;o Melhoria de Desempenho;o Prestação de cuidados, tratamentoe Serviços;o Registro de cuidados, tratamento eServiços;o Direitos e responsabilidades doindivíduo.
  32. 32. Custo da AcreditaçãoInternacionalo Em 2010, a tarifa média para uma análise completade um hospital pela era de US$ 46.000,00.o O custo é determinado pelo tamanho ecomplexidade do hospital, pois determina o númerode avaliadores e o número de dias necessários paraavaliar os padrões.o Além disso, o custo de transporte e hospedagempara a equipe e de alimentação e transporte locaisnão estão incluídos.32
  33. 33. “Gold Seal of Approval™” Pode ser utilizado por instituições acreditadas paraindicar e celebrar seu status de acreditação.33
  34. 34. Hospitais AcreditadosInternacionalmenteo HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEINo SOCIEDADE HOSPITAL SAMARITANOo HOSPITAL SÍRIO LIBANÊSo HOSPITAL ALEMÃO OSWALDO CRUZo HOSPITAL DO CORAÇÃO – HCORo HOSPITAL PAULISTANOo HOSPITAL TOTAL CORo HOSPITAL SÃO JOSÉ DA REAL E BENEMÉTICAASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE BENEFICIÊNCIAo HOSPITAL NOVE DE JULHOo HOSPITAL SÃO CAMILO – POMPÉIA34
  35. 35. ONA X CBA ONA: é uma comissão, no momento, voltada para ofortalecimento da estruturação dos hospitaisbrasileiros, se adequando a realidade brasileira. CBA: segue o padrão mundial, comandado pelaJACHO, em fortalecer os processos de obtenção dequalidade.35
  36. 36. Referências1. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. DesmistificandoA Certificação E A Acreditação De Hospitais. II CongressoLatinoamericano De Enganharia Biomédica. 2001; 23 (5), 23 –25. Disponível emhttp://www.memsocbio.sld.cu/arrepdf/00268.pdf. Acessoem: 18.10.2012.2. Organização Nacional de Acreditação. Disponível em:https://www.ona.org.br. Acesso em:18.10.2012.3. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Normas DeAcreditação Hospitalar. 2008. Disponível em:http://tcc.bu.ufsc.br/Adm290036. Acesso em: 18.10.2012.4. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual Brasileiro De AcreditaçãoHospitalar. Disponível em:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/acreditacao_hospitalar.pdf. Acesso em : 18.10.2012.5. Consórcio Brasileiro de Acreditação. Disponível em:http://www.cbacred.org.br/site. Acesso em: 19.10.2012.6. Joint Commission on Accreditation of HealthcareOrganizations. Disponível em:http://www.jointcommission.org. Acesso em: 19.10.2012.36

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