Saúde Pública

3.251 visualizações

Publicada em

Vigilância em Saúde Pública: Vigilância sanitária, epidemiológica e ambiental.

Publicada em: Saúde e medicina

Saúde Pública

  1. 1. Vigilância em Saúde Pública;Vigilância Sanitária,Epidemiológica e Ambiental.Denise Medeiros Selegato (Sula) – 3FBI:deniseselegato@yahoo.com.br
  2. 2. O que é Vigilância?? 1. Ato ou efeito de vigilar(-se). 2. Precaução, cuidado, prevenção. 3. Zelo, diligência. (Dicionário Aurélio)Observar, Analisar, Regular e Distribuir!
  3. 3. A vigilância como instrumento de saúdepública deve ser entendida como umpré-requisito para a elaboração deprogramas de saúde e um instrumentopara avaliação do seu impacto.
  4. 4. Vigilância Vigilância VigilânciaEpidemiológica Sanitária Ambiental + Participação social
  5. 5. Histórico Séculos XVII e XVIII. Tipo restritivo: I. Isolamento. II. Quarentena. III. Cordão sanitário.
  6. 6. Agravantes – Século XIX Crescimento das atividades comerciais nacionais e internacionais, principalmente via porto. Desenvolvimento da microbiologia e das ciências afins.
  7. 7. Década de 60 Observação sistemática de contatos de doentes.  “Nova” Vigilância.Acompanhamento sistemático de eventosadversos à saúde na comunidade, com opropósito de aprimorar as medidas decontrole.  “Novíssima” Vigilância.
  8. 8. “Novíssima” Vigilância em Saúde Pública  Coleta sistemática de dados relevantes (“acompanhamento”).  Análise contínua desses dados.  Regular a disseminação a todos os que necessitam conhecê-los. Primeiramente aplicada em 1956, nos Estados Unidos.
  9. 9. Hoje Identificar novos problemas e os fatores de risco que envolvem a ocorrência de doenças; Estimar a magnitude da mortalidade causadas por determinados agravos; Recomendar, com bases objetivas e científicas, as medidas necessárias para prevenir ou controlar a ocorrência de específicos agravos à saúde;
  10. 10. Hoje Avaliar a adequação de táticas e estratégias de medidas de intervenção, bem como seu impacto sobre a população; Revisar práticas antigas e atuais de sistemas de vigilância, afim de discutir prioridades em saúde pública e propor novos métodos de ação; Documentar a disseminação dedoenças (notificação); Detectar epidemias.
  11. 11. 1. Coleta de Dados
  12. 12. 1.Coleta de Dados Os dados coletados podem ser:o Demográficos;o Índice de Morbidade;o Índice de Mortalidade;o Notificação de epidemias e surtos;o Notificação de agravos inusitados;o Dados laboratoriais;o Dados de farmácia;o Imprensa;o Informação leiga.
  13. 13. 1.Coleta de Dados Principal fonte de dados: notificação São dados relativos a casos suspeitos ou confirmados de doenças ou óbitos.A notificação deve:l Conter dados fidedignos e precisos. Para isso, em geral, usam-se formulários apropriados que especificam exatamente quais os dados que devem ser colhidos.l Ser realizada em intervalos regulares.
  14. 14. 1.Coleta de DadosA notificação de agravos acontece para: Doenças transmissíveis (notificação compulsória)  Principal. Doenças não-transmissíveis ou outros agravos. 1. Cânceres; 2. Diabetes; 3. Causas Externas (homicídio, suicídio).
  15. 15. 1. Botulismo 20. Influenza humana por novo subtipo 2. Carbúnculo ou Antraz (pandêmico) 3. Cólera 21. Leishmaniose Tegumentar Americana 4. Coqueluche 22. Leishmaniose Visceral 5. Dengue 23. Leptospirose 6. Difteria 24. Malária 7. Doença de Creutzfeldt - Jacob 25. Meningite por Haemophilus influenzae 8. Doenças de Chagas (casos agudos) 26. Peste 9. Doença Meningocócica e outras 27. Poliomielite Meningites 28. Paralisia Flácida Aguda10.Esquistossomose (em área não endêmica) 29. Raiva Humana 11. Eventos Adversos Pós-Vacinação 30. Rubéola 12.Febre Amarela 31.Síndrome da Rubéola Congênita 13. Febre do Nilo Ocidental 32. Sarampo 14. Febre Maculosa 33. Sífilis Congênita 15. Febre Tifóide 34. Sífilis em gestante 16. Hanseníase 35. AIDS 17. Hantavirose 36. Síndrome Febril Íctero-hemorrágica Aguda 18. Hepatites Virais 37. Síndrome Respiratória Aguda Grave 19. Infecção pelo vírus HIV em gestantes e 38. Tétano crianças expostas ao risco de transmissão 39. Tularemia vertical 40. Tuberculose 41. Varíola
  16. 16. Tipos de Sistemas de Coleta em Saúde Pública Sistemas passivos. Sistemas ativos.
  17. 17. 1.Coleta de Dados Sistemas Passivos Tem como fonte de informação a notificação espontânea. Notificadores: médicos, farmacêuticos, enfermeiros, dentistas e etc... Método mais antigo e utilizado na maioria dos sistemas de vigilância.
  18. 18. Desvantagens Vantagens  Menor custo. Menos sensível  Maior simplicidade. (subnotificação). Menos representativo  Nem sempre é essencial (maior dificuldade dispormos do número total para a padronização da de casos para estabelecer definição de caso). medidas efetivas de controle.
  19. 19. 1.Coleta de Dados Sistemas Ativos Principal característica:Contato direto, a intervalos regulares, entre asequipes da vigilância e as fontes de informação (ex: hospital, laboratórios, clínicas).
  20. 20. Desvantagem Vantagens  Mais caros.  Permite conhecer melhor oNecessitam de uma melhor comportamento dos infra-estrutura dos serviços agravos à saúde na de saúde e a elaboração de comunidade. uma equipe especializada para a coleta de dados.
  21. 21. 1.Coleta de Dados Postos Sentinelas É um observatório ativo de agravos à saúde e do desempenho e segurança de produtos de saúde regularmente usados. Consiste na escolha de um estabelecimento de saúde, onde é formada uma equipe que, através da coleta ativa e sistemática de dados, obtém as informações epidemiológicas desejadas pelo sistema de vigilância.
  22. 22. 1.Coleta de Dados Região Norte - 18 hospitais sentinelas Região Nordeste - 41 hospitais sentinelas Região Centro-oeste - 13 hospitais sentinelas Região Sudeste - 80 hospitais sentinelas Região Sul - 36 hospitais sentinelas
  23. 23. 1.Coleta de Dados Fluxo de notificaçãoNíveis mais Periféricos Aumento da área de abrangência e do volume de informações disponíveis.Níveis mais Centrais(realiza a análise dos dados deforma mais refinada, e apoia asações desenvolvidas à nívellocal)
  24. 24. 1.Coleta de DadosLimitações dos Sistemas de Notificações 1. Subnotificação (sistemas passivos); 3. Baixa representatividade; 5. Inconsistência da definição de caso.
  25. 25. 1.Coleta de DadosLimitações dos Sistemas de Notificações 1. Subnotificação Pode diminuir a eficiência das ações de controle de doenças, pois: 1. Induz distorções: i. Na tendência observada em sua incidência; ii. Na estimativa do risco atribuível para se contrair uma enfermidade. 2. Interfere na exatidão da avaliação do impacto de medidas de intervenção.
  26. 26. 1.Coleta de DadosLimitações dos Sistemas de Notificações 1. SubnotificaçãoA subnotificação está relacionada com: Falta de conhecimento, por parte dos profissionais da saúde, da importância e dos procedimentos necessários para a notificação; Desconhecimento da lista de doenças submetidasà vigilância;
  27. 27. 1.Coleta de DadosLimitações de Sistemas de Notificações 1. Subnotificação • Falta de submetidas pelos profissionais, da relevância das doenças percepção, à vigilância; • Ausênciapreenchimento notificação,pela ausência consumido no de adesão à da ficha e pelo tempo do retorno da informação analisada com as recomendações técnicas pertinentes.
  28. 28. 1.Coleta de DadosLimitações dos Sistemas de Notificações 2. Baixa RepresentatividadeÉ resultante da subnotificação, dificultando a identificação de tendências, grupos e fatores de risco.Erros Sistemáticos: Maior notificação de casos de maior gravidade e hospitalizados do que os de característica benigna (mesmo que estes constituam as principais fontes de infecção). Notifica-se, com maior intensidade, doenças focalizadas pelos meios de comunicação.
  29. 29. 2. Análise de Dados
  30. 30. 2. Análise de Dados Identificação de Prioridades paraElaboração de um Programa de Ação o Incidência e prevalência de casos; o Letalidade (Pólio, Raiva); o Índices de produtividade perdida; o Taxa de mortalidade; o Anos de vida potencialmente perdidos;
  31. 31. 2. Análise de Dadoso Impacto potencial das medidas de intervenção sobre os fatores de risco (risco atribuível);o Identificação de subgrupos da população que estarão sujeitos a um risco elevado de ser atingidos pelo dano;o Custo e facilidade da intervenção x eficácia.
  32. 32. 2. Análise de DadosSistema Nacional de Laboratório de Saúde Pública Foi instituído pela Portaria n.º 2.031, de 23 de setembro de 2004. Tem objetivo de atender, com maior eficácia, as ações de vigilância.
  33. 33. 3. Regulação e Disseminação dos Dados Obtidos
  34. 34. Programas Programa Nacional dePrograma Nacional de Controle da DengueControle da Hanseníase
  35. 35. Programa Nacional de HIV/AidsPrograma Nacional deControle da Tuberculose
  36. 36. Programa Nacional de Imunizações
  37. 37. 3. Regulação e Disseminação dos Dados Obtidos Avaliação dos Programas de Vigilância em Saúde PúblicaSão usados para determinar a necessidade derealização de ações de saúde como para avaliar aefetividade dessas ações.
  38. 38. 3. Regulação e Disseminação dos Dados ObtidosA avaliação deve estar presente em todos os níveis do sistema, e deve levar em consideração:l A importância de determinado evento;l A utilidade e custo do determinado programa de ação;l A qualidade do programa de ação, medida através da representatividade, oportunidade, simplicidade, flexibilidade e aceitabilidade.
  39. 39. Observar Analisar Vigilâncias em Saúde PúblicaRegular Distribuir
  40. 40. Vigilância Sanitária
  41. 41. Vigilância SanitáriaDefinição: promulgada pela Lei 8.080“Conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde, abrangendo: o controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se relacionem com a saúde, compreendidas todas as etapas e processos, da produção ao consumo; e o controle da prestação de serviços que se relacionam direta ou indiretamente com a saúde.”
  42. 42. Vigilância SanitáriaANVISA
  43. 43. Vigilância Sanitária ANVISA: Justificativas São decorrentes de exigências sociais e políticas. Diluição do papel da administração pública como fornecedor exclusivo ou principal de serviços públicos.
  44. 44. Vigilância Epidemiológica: Prevenção e Controle
  45. 45. Vigilância Epidemiológica Definição: promulgada na Lei 8080/90“Conjunto de ações que propiciam oconhecimento, a detecção ou prevenção dequalquer mudança nos fatores determinantes econdicionantes da saúde individual ou coletiva,com a finalidade de recomendar e adotar medidasde prevenção e controle de determinadasdoenças ou agravos.”
  46. 46. Vigilância Epidemiológica Doenças prioritárias para a Vigilância EpidemiológicaA decisão sobre uma doença deve ser dependente das políticas de saúde e das prioridades de cada país, estado, região.
  47. 47. Vigilância EpidemiológicaEstas prioridades são determinadas com base: número de pessoas atingidas (magnitude); medidas de controle existentes (vulnerabilidade); viabilidade da implantação das medidas de controle (factibilidade); recursos disponíveis; definição dos grupos de população expostos a maior risco, nos quais deve-se concentrar medidas de controle.
  48. 48. Vigilância EpidemiológicaFuncionamento?
  49. 49. Vigilância Epidemiológica Tipos de dados utilizados pela V.E1. Dados demográficos (população total e a compreendida pelo programa) por: grupo de idade; zona geográfica; gênero, etc.
  50. 50. Vigilância Epidemiológica Tipos de dados utilizados pela V.E2. Dados de morbidade e mortalidade:Devem conter: nome, idade, sexo, residência, profissão, etc; datas do início da doença, da notificação e da investigação; antecedentes e data de vacinação; lista de comunicantes (contatos).
  51. 51. Vigilância Epidemiológica Tipos de dados utilizados pela V.E3. Dados do Programa de Controle de Doenças.ex: Programa de imunização número de doses de vacinas; cobertura vacinal; percentual de unidades com notificação regular; retroalimentação; apoio laboratorial.
  52. 52. Vigilância Ambiental
  53. 53. Vigilância AmbientalDefinição regulamentada no Decreto n.° 3.450, 2000, pela FUNASA“Conjunto de ações que proporciona o conhecimento e a detecção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes do meio ambiente que interferem na saúde humana, com a finalidade de identificar as medidas de prevenção e controle dos fatores de risco ambientais relacionados às doenças ou outros agravos à saúde.”
  54. 54. Dúvidas? ? Obrigada!
  55. 55. Bibliografia Teixeira, Carmen F., Pinto, Lorene L. Vilasbôas , Ana Luiza. O processo de trabalho da vigilância em saúde. Vilasbôas, Ana Luzia. Planejamento e progamação das ações de vigilância em saúde no nível local do Sistema Único de Saúde. Revista Brasileira – Saúde Da Família 16 – Ano VII – Outubro a Dezembro de 2007 pg.63 a 67 http://189.28.128.100/portal/saude/profissional/area.cfm?id_area=974 – acesado em 07/06/2009 http://www.saude.sc.gov.br/gestores/sala_de_leitura/saude_e_cidadania/ed_07/06_0 - acessado em 07/06/2009 www.anvisa.gov.br/ - acessado em 28/06/2009 http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_cidadania_volume07.pdf - acessado em 28/06/2009 Filme: www.mundofox.com.br/br/videos/epidemias http://www.presidenteprudente.sp.gov.br/secretarias/sms_vigilancia_epidemiologic http://www.opas.org.br/ambiente/temas.cfm?id=52&area=Conceito

×