Cap 14 - O Empirismo Inglês

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Cap 14 - O Empirismo Inglês

  1. 1. Profº José Ferreira Júnior
  2. 2. • Século XVII  Filósofos Racionalistas • Descartes • Espinosa • Leibniz • Expressou o momento de ápice de alguns VALORES surgidos no Renascimento, como: • A ênfase no conhecimento do mundo; • A importância da razão; • Na utilização da matemática como instrumento metódico.
  3. 3. •Incansável busca em definir as “coisas” em termos de: • Substâncias • Princípios racionais • Idéias necssárias •Final do século XVII  a investigação filosófica tomaria outro rumo, tendo como palco principal a Inglaterra.
  4. 4. •Século XVII caracterizou-se fundamentalmente por ser METAFÍSICO e RACIONALISTA. •Já o século XVIII apresentaria uma tendência mais EPISTEMOLÓGICA e EMPIRISTA.
  5. 5. • EMPIRISMO •Iniciou-se com Aristóteles: “Não há nada no intelecto que não tenha estado antes nos sentidos”. •Não acreditam em idéias inatas. •A mente humana é um recipiente pronto para ser preenchido com aquilo que nossos sentidos captarem do mundo exterior.
  6. 6. • EMPIRISMO •Criticavam idéias filosóficas baseadas em conceitos excessivamente abstratos e intangíveis, como os metafísicos. •OBJETIVO  pretendia construir uma filosofia válida com base em noções que o homem pudesse conhecer e comprovar com seus próprios
  7. 7. • VIDA • É considerado o pai do empirismo, mesmo não sendo o seu criador. • Filho de uma família de comerciantes, nasceu na cidade de Wrington, na Inglaterra. • Estudou na Universidade de Oxford, onde se formou em medicina.
  8. 8. • VIDA •Ocupou diversos cargos políticos e foi sempre um opositor da monarquia absolutista. •Exilou-se na Holanda, junto com o conde, em 1683. •Retornou à Inglaterra com os monarcas e passou a se dedicar à sua obra filosófica: “Ensaio acerca do entendimento humano”. •Sua intenção era “investigar a origem, certeza e extensão do conhecimento humano”.
  9. 9. • VIDA • Em outras palavras, examinar o que a mente humana pode e não pode conhecer e fazer com que os homens reconheçam sua “ignorância acerca de uma coisa”. • Para Locke não importa saber o que existe fora de nós, e sim como nossa mente funciona e o que ela é capaz de conhecer. • As concepções de Locke acerca do entendimento humano também mostrarão fortes vínculos com o seu pensamento político, defensor que foi do
  10. 10. • O Ensaio acerca do entendimento humano inicia-se pela crítica ao inatismo. • Exemplo, segundo o inatismo, das idéias que já nasceriam impressas na mente das pessoas é o princípio lógico de não-contradição (“o que é, é” ou “A não é não-A”). • Locke argumenta que, se esse princípio fosse inato, não haveria quem não o conhecesse desde o momento do nascimento, no entanto, podemos constatar que existem pessoas que ignoram esse princípio.
  11. 11. • Para Locke a mente humana alcança as verdades gradualmente, seguindo determinados passos. • Isso significa que a mente não é apenas um agregado caótico de idéias sensoriais, resultantes da experiência externa, mas realiza certas operações com essas idéias, formando novas idéias. • Locke denomina a experiência interior dessas
  12. 12. • A afirmação de Locke significa também que, no limite, toda ideia tem como fonte primeira e fundamental a experiência. • As idéias surgem com a experiência, elas não podem ser inatas. • A mente humana seria “um gabinete vazio”, “um papel em branco”, ou, como se costuma dizer, uma tabula rasa.
  13. 13. • Uma criança, por exemplo, quando vem ao mundo, não mostra indícios de possuir qualquer ideia sobre ele, seu contato com as coisas vai aos poucos preenchendo sua mente com os conteúdos que lhe serão familiares depois: luzes, cores, sons, formas, sabores, odores e assim por
  14. 14. • Locke explica quando a criança entra em contato pela primeira vez com um objeto qualquer, esse objeto não sugere ou fornece à sua mente uma ideia única, e sim uma série de idéias. • Exemplo: de um cubo de gelo, ela formará primeiro idéias como: branco, frio e duro; da neve, idéias como: branco, frio e macio; de limão idéias como: verde e ácido. • Essas idéias Locke denomina simples.
  15. 15. • Ideias simples  se formam por meio das duas vias: a sensação e a reflexão. • Somente depois de entrar em contato diversas vezes com o mesmo tipo de objeto, a criança formará em sua mente a ideia desse objeto como um todo, isto é, uma ideia complexa. • As ideias simples são o material básico de todo o nosso entendimento, que poderá, diz o filósofo, “repetir, comparar e uni-las numa variedade quase infinita, formando à vontade novas ideias complexas”.
  16. 16. • Segundo Locke, o conhecimento se dá quando a mente, nas operações que realiza com ideias oriundas dos sentidos ou da reflexão, procura perceber o acordo ou o desacordo que existe entre essas ideias. • Por exemplo: na frase “branco não é preto” ocorre o conhecimento intuitivo no qual a mente percebe o desacordo de duas ideias (branco e preto) “imediatamente por elas mesmas”, ou seja, pela própria evidência contida nas ideias de “branco” e “preto” e a certeza de que há desacordo entre elas.
  17. 17. • Locke critica a dúvida cartesiana, pois, todos nós teríamos o conhecimento intuitivo de existir, dado pelos sentidos e pela reflexão. • Quando a mente não consegue perceber imediatamente o acordo ou o desacordo entre duas ideias, temo o conhecimento demonstrativo, cujo modelo clássico é
  18. 18. • Locke também discorda de Descartes, para quem as verdades matemáticas seriam as mais certas e evidentes. • Para Locke, no conhecimento demonstrativo a mente é obrigada a recorrer a outras ideias para descobrir o acordo ou o desacordo entre determinadas ideias, formando o que
  19. 19. • Locke dirá também que as coisas do mundo exterior possuem qualidades primárias, como extensão, figura, solidez e movimento – ou seja, propriedades numéricas, quantitativas –, e qualidades secundárias, como cor, sabor, odor – propriedades propriamente
  20. 20. • As ideias que formamos com base nas qualidades primárias correspondem àquilo que verdadeiramente existe nas coisas, o que não ocorre em relação às ideias formadas com base nas qualidades secundárias, que podem variar de individuo para individuo, deixando-nos sem saber com certeza qual é a característica verdadeiramente presente na coisa em questão.
  21. 21. • As qualidades primárias pertenceriam às coisas e não dependeriam dos sentidos. • Para Locke a palavra substância não passa de uma palavra, isto é, ela se refere a um “não-sei-o-quê”, que está fora do alcance da experiência e do conhecimento do homem e por isso não deve ser discutido pela filosofia.
  22. 22. • Nasceu em Kilkenny, na Irlanda. • Ordenou-se sacerdote da Igreja Anglicana, em 1710. • Preocupou-se com as discussões filosóficas e científicas da época, que para ele estavam conduzindo a sociedade ao materialismo e ao ceticismo.
  23. 23. • Berkeley acreditava totalmente no que se percebe pelos sentidos, a ponto de considerar loucura alguém pensar que há ideias ou coisas dissociadas deles. • Criticava os filósofos que defendiam a existência de ideias gerais abstratas, entre eles Locke. • As ideias abstratas se formariam, de acordo com Locke, pelo processo de abstração, no qual a mente separa as ideias que aparecem juntas nas coisas.
  24. 24. • A ideias de cor é, para Locke, uma abstração que exclui as demais qualidades do objeto, como a sua forma e a sua solidez. • A ideia de homem seria uma abstração mais complexa, pois ela separa, por exemplo, nas ideias compostas de Pedro, Jaime e João o que é comum neles, formando assim a ideia abstrata de homem, que se aplica a todos os homens
  25. 25. • Para Berkeley, as IDEIAS ABSTRATAS são invenção dos intelectuais; ou seja, elas não existem, pois é impossível conceber a ideia de movimento separa da ideia de um corpo que se move rápida ou lentamente, para a frente e para trás. • Do mesmo modo, a ideia de HOMEM virá sempre acompanhada de suas características físicas, como a cor da pele, a estatura, ...
  26. 26. • Para Berkeley todas as ideias são sempre de coisas particulares e nunca gerais. • Isso significa que para Berkeley o que se denomina ideia abstrata ou geral não passa de uma ideia particular, que repousa numa impressão sensorial, numa ideia já percebida pelo sentidos, e que ela sempre existe em conjunto com uma série de outras ideias sensorialmente percebidas, e não como uma ideia isolada.
  27. 27. • Berkeley revela-se um empirista mais radical ao discutir a distinção feita por Locke entre as QUALIDADES PRIMÁRIAS (extensão, forma, movimento, etc) e as QUALIDADES SECUNDÁRIAS (cor, sabor, odor, etc). • Locke dizia que as PRIMÁRIAS são inerentes às coisas e, portanto, não dependem dos sentidos; as SECUNDÁRIAS, ao contrário, são dados dos sentidos e não correspondem a nada de
  28. 28. • A teoria de Locke traz implícito um dualismo: algumas ideias são o efeito de coisas externas (as primárias) e outras não (as secundárias). • As primárias pressupõem a existência de uma exterioridade, uma coisa fora de nós, um mundo feito de substância ou matéria. • Berkeley não aceita essa concepção, pois para ele só existe aquilo que percebemos (as qualidades secundárias).
  29. 29. • Só existe os conteúdos da consciência resultantes da experiência: as percepções ou ideias. • Tudo o que temos são percepções, ideias das coisas, mas as coisas existem concretamente. • Para Berkeley é errado pensar que uma ideia é o efeito de uma coisa externa. • As qualidades primárias (forma, extensão, movimento, etc) não passam de ideias abstratas e estas não existem com tal, isto
  30. 30. • O que resta é a IMATERIALIDADE do mundo: não podemos saber ao certo se há algo além da mente que percebe e das ideias percebidas. • “Ser é perceber e ser percebido”. • Existem duas modalidades inseparáveis de ser: • O ser que percebe • O ser que é percebido
  31. 31. • Berkeley quer dizer fundamentalmente que as coisas existem apenas como percepção do espírito, mente ou consciência, isto é, como ideias, e não como coisas materiais. • Como é que certas coisas parecem subsistir mesmo quando não são vistas ou tocadas? • RESPOSTA: existir como objeto de percepção é uma característica intrínseca tanto da mesa como da árvore, mesmo quando ninguém as olha ou toca.
  32. 32. • Essa característica seria mantida por um espírito “que tudo realiza em tudo” e “por quem todo existe”, ou seja, Deus. • É Deus quem garante não só que a mesa continue existindo como “ser percebido” mesmo quando ninguém a vê, mas também é ele a causa das ideias dos objetos sensíveis impressas
  33. 33. • As ideias dos objetos sensíveis não vêm de nenhuma substância material, e sim espiritual. • A única substância é o espírito. • A realidade como um todo existe na mente divina, que se comunica com os homens por meio da experiência que estes têm das coisas.
  34. 34. • Nasceu na cidade de Edimburgo em pleno Século das Luzes (séc. XVIII). • Na juventude, Hume deixou os estudos jurídicos para os quais o encaminhara a família e se dedicou às suas paixões: as letra e a
  35. 35. • Deixou a Escócia e viveu por algum tempo na França, onde iniciou sua produção filosófica. • Hume também se dedicou à política e à diplomacia, tendo ocupado alguns cargos públicos, entre os quais o de secretário da embaixada inglesa na França, em 1763. • Mesmo acusado de ateísmo, o filósofo morreu coberto de fama e glória, como sempre desejara, além de ter sido muito querido e respeitado tanto por sua personalidade afável e bondosa como pela extensão e profundidade de seus conhecimentos.
  36. 36. • Hume sintetizou exemplarmente as noções centrais do empirismo e levou às últimas consequências o programa empirista de não admitir hipóteses que não possam ser experimentadas pelos sentidos. • Hume descartará as hipóteses de Locke (existência de não-sei-o-quê) e Berkeley (defendeu a existência de um espírito), por meio de um método inquisitivo e radical de investigação da origem das ideias e do
  37. 37. • Para investigar a origem das ideias e com elas se formam, Hume parte do cotidiano das pessoas e, sobretudo, do ponto de vista das crianças. • O ponto zero de formação das ideias é a mais tenra idade, e elas se formam a partir da experiência. • Hume segue esse princípio à risca. • Segundo ele, todos os materiais da mente, ou conteúdos da consciência, constituem
  38. 38. • As percepções se subdividem em: •IMPRESSÕES – que são as percepções mais vivas, como aquelas que temos “quando ouvimos, vemos, sentimos, amamos, desejamos ou queremos”; •IDEIAS ou PENSAMENTOS – que são percepções mais fracas que as impressões, pois são cópias destas, e ocorrem quando recordamos, imaginamos, refletimos.
  39. 39. • Na análise da formação das ideias do homem, Hume propõe que se deve primeiro decompor uma ideia complexa nas ideias simples que a constituem, para então verificar quais são as impressões simples e complexas. • Quando vemos um pássaro, por exemplo, formamos na mente uma impressão complexa, que se constitui de várias impressões simples, como a de bico, pena e
  40. 40. • Hume considera esse método importante para descobrir noções falsas, uma vez que a mente demonstra ter muita liberdade e não muito controle sobre as ideias. • A mente forma a ideia complexa de anjo com a ideia simples de asa e a ideia complexa de homem, da mesma maneira que compõe a ideia complexa de sereia com base nas ideias complexas de peixe e de mulher.
  41. 41. • Os processos cognitivos do conhecimento ocorrem quando a mente reúne, junta, conecta mais de uma ideia, simples ou complexa. • Para Hume, existem 3 tipos de associação de ideias: • DE SEMELHANÇA – pela qual uma pessoa, quando vê um retrato, pensa no que está retratado; • DE CONTIGUIDADE – pela qual a ideia de neve faz pensar no branco, pois neve e branco são ideias próximas ou contínguas;
  42. 42. • Hume divide a INVESTIGAÇÃO humana em dois gêneros: • RELAÇÃO DE IDEIAS – pertencem as ciências matemáticas e a lógica, cujas proposições podem ser descobertas pela “simples operação do pensamento e não dependem de algo existente em alguma parte do Universo“. • RELAÇÃO DE FATO – resulta da relação que fazemos entre fatos, acontecimentos, coisas vividas.
  43. 43. • O que Hume pretende demonstrar é que as relações de fatos estabelecidas pela mente não se baseiam em nenhum princípio racional, mas apenas na experiência, ou, mais especificamente no hábito. • Para Hume, a CAUSALIDADE como princípio racional não passaria de outra ficção racionalista, pois as causas e os
  44. 44. • Como explicar, então: • A certeza que se tem sobre o futuro? • A certeza de que o Sol nascerá amanhã? • De que o ferimento trará dor? • Hume responde que essa certeza é na verdade uma crença. E essa crença se deve à regularidade com que nossas experiências se repetem, gerando o costume ou hábito.
  45. 45. • A relação de causa e efeito é uma crença baseada na experiência habitual de fatos semelhantes. • A ciência, que se constitui de afirmações fundamentadas em relação de fatos, não tem bases racionais. • São a crença e o hábito que fundamentam as leis “imutáveis” da natureza.
  46. 46. • CHALITA, Gabriel. Vivendo a Filosofia. 4 ed. São Paulo: Ática, 2012.

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