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O Mito da Caverna
Todos são capazes de conhecer. Mas qual seria a
origem do conhecimento?
Para Platão a busca pelo conhecimento verdadeiro
deve ser entendida como a busca pela essência.
Aquilo que é eterno e imutável.
Os primeiro escritos de Platão foram uma resposta à
injusta condenação de Sócrates. Para Platão, o
discurso não é mera expressão e uma opinião,
devendo estar fundamentado no que é verdadeiro.
Platão incorporou e desenvolveu os ensinamentos
socráticos.
Na tentativa de reproduzir as conversas que Sócrates
mantinha, criou a forma do “diálogo”. Nesse diálogo
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refere-se a essa busca da verdade pelo jogo do diálogo.
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características, na medida em que caracteriza pessoas,
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boa, o cavalo bom. O “bom” sempre existe,
independentemente dos diversos itens que caracteriza.
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com todas as suas imperfeições; mas além dele existe
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conhecer esse mundo.
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sobre o mundo material, pois, os nossos sentidos nos
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corpo (que se transforma e acaba por morrer) e aquilo que
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pertence ao mundo das ideias, portanto, sempre existiu e
sempre existirá.
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estava em contato antes de se juntar ao corpo.
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Caderno 1 aula 4 platao e o mundo das ideias

  • 1. O Mito da Caverna
  • 2. Todos são capazes de conhecer. Mas qual seria a origem do conhecimento? Para Platão a busca pelo conhecimento verdadeiro deve ser entendida como a busca pela essência. Aquilo que é eterno e imutável.
  • 3. Os primeiro escritos de Platão foram uma resposta à injusta condenação de Sócrates. Para Platão, o discurso não é mera expressão e uma opinião, devendo estar fundamentado no que é verdadeiro. Platão incorporou e desenvolveu os ensinamentos socráticos.
  • 4. Na tentativa de reproduzir as conversas que Sócrates mantinha, criou a forma do “diálogo”. Nesse diálogo estavam presente a maiêutica e a ironia. A dialética refere-se a essa busca da verdade pelo jogo do diálogo.
  • 5. Existe algo que se chama Bom, e esse algo assume diversas características, na medida em que caracteriza pessoas, objetos e ações. Desse modo, temos o homem bom, a ação boa, o cavalo bom. O “bom” sempre existe, independentemente dos diversos itens que caracteriza. Chama-se a isso de forma: a forma Bom é única e eterna. O filósofo, busca conhecer as formas e sua essência.
  • 6. Existe um mundo concreto, percebido pelos sentidos, com todas as suas imperfeições; mas além dele existe outro, o mundo das ideias, que contém as formas imutáveis e perfeitas. A tarefa do filósofo seria conhecer esse mundo. Platão defendia a superioridade do mundo das ideias sobre o mundo material, pois, os nossos sentidos nos enganam.
  • 7. O ser humano carrega essa dualidade: é ao mesmo tempo corpo (que se transforma e acaba por morrer) e aquilo que não é corpo e podemos chamar de alma (considerada imortal e sede do pensamento). Se a alma é eterna, pertence ao mundo das ideias, portanto, sempre existiu e sempre existirá.
  • 8. A lembrança das formas perfeitas com as quais nossa alma estava em contato antes de se juntar ao corpo. As ideias são inatas (já nascemos com elas); os que amam o conhecimento (os filósofos) simplesmente aproximam- se delas, aprimorando o conhecimento que já possuem. Quando Platão se refere a Eros, como o amor ao conhecimento e o desejo de se aproximar do imortal, a alma desejaria se libertar da prisão imperfeita que é o corpo.