SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 26
ESTÉTICA
Profº José Ferreira Júnior
A VIVÊNCIA ATRAVÉS DA ARTE
 Estética vem do grego aisthetiké.
 Refere-se a tudo aquilo que pode ser
  percebido pelos sentidos.
 DEFINIÇÕES DE ESTÉTICA:

 KANT  o estudo das condições da
  percepção pelos sentidos.
 ALEXANDER BAUMGARTEN  utilizou o
  termo estética pela primeira vez no sentido
  de teoria do belo e das suas manifestações
  através da arte.
A VIVÊNCIA ATRAVÉS DA ARTE
A  ESTÉTICA pretende alcançar um tipo
  específico de conhecimento: aquele que é
  captado pelos sentidos.
 A ESTÉTICA parte da experiência sensorial,
  da sensação, da percepção sensível, para
  chegar a um resultado que não apresenta a
  mesma clareza e distinção da lógica e da
  matemática.
 Seu principal objeto de investigação é o
  fenômeno artístico que se traduz na obra de
  arte.
O QUE É BELO?
O    ser humano pode fazer:
   JUÍZOS DE FATO  dizer o que são as coisas
   JUÍZOS DE VALOR  julgar se determinada
    coisa é boa, ruim, agradável, bonita, feia etc.
        JUÍZO MORAL
        JUÍZO ESTÉTICO julgamos se algum objeto,
         algum acontecimento, alguma pessoa ou algum outro
         ser é belo.
 Deuma forma geral belo é algo que nos
 agrada, que nos satisfaz os sentidos, que nos
 proporciona prazer sensível e espiritual.
O QUE É BELO?
 Osfilósofos que se dedicaram à investigação
 do que é a beleza se dividem quanto a essa
 questão:
   Para uns, a beleza é algo que está
    objetivamente nas coisas;
   Para outros, a beleza é apenas um juízo
    subjetivo, pessoal e intransferível a respeito das
    coisas.
 Onde   se encontra a beleza?
INTERPRETAÇÕES IDEALISTAS E
EMPIRISTAS
 Para  os filósofos idealistas a beleza é algo
  que existe em si mesma.
 Para Platão a beleza seria uma forma ideal
  que subsistiria por si mesma, como um
  modelo, no mundo das idéias.
 Para os filósofos materialistas-empiristas
  (Hume) a beleza não está propriamente nos
  objetos, mas depende do gosto de cada
  um, da maneira como cada pessoa vê e
  valoriza o objeto.
INTERPRETAÇÃO DE KANT
 LIVRO:  Crítica da Faculdade do Juízo.
 Buscou mostrar que, ainda que o juízo
  estético sobre as coisas seja uma
  capacidade subjetiva, pessoal, há, no
  entanto, aspectos universais na percepção
  estética dos indivíduos.
 A nossa estrutura sensível (os órgãos dos
  sentidos) e a nossa imaginação são as
  condições que tornam possível a percepção
  estética, mas essas condições são comuns a
  todos os homens.
INTERPRETAÇÃO DE KANT
 Kant  entendia que o juízo estético não é
  guiado pela razão e sim pela faculdade
  da imaginação.
 Julgamos belo aquilo que nos
  proporciona prazer, o que não é nada
  lógico ou racional e sim algo subjetivo, já
  que se relaciona ao prazer ou desprazer
  individual.
 Para Kant, “todos os juízos de gosto são
  juízos singulares”.
INTERPRETAÇÃO DE KANT
 Kant  também diz que “belo é o que
  apraz universalmente sem conceito”.
 O que isso significa?
 Kant afirma que é impossível conceituar,
  definir racionalmente o belo, pois
  “quando se julgam objetos
  simplesmente segundo conceitos, toda
  a representação da beleza é perdida”.
INTERPRETAÇÃO DE KANT
 Quando    dizemos que algo é belo,
  pretendemos que esse juízo esteja afirmando
  algo que pertence ao objeto realmente.
 Não dizemos “isto é belo para mim”, mas sim
  “isto é belo”, esperando que os outros
  concordem com esse julgamento.
 Portanto esse julgamento pretende ser voz
  universal, pois contém uma expectativa de
  que aquilo que julgamos belo seja, de fato,
  belo.
INTERPRETAÇÃO DE KANT
 Essa  expectativa se torna possível, para
  Kant, devido ao fundamento do juízo de
  gosto, que seria a vinculação universal
  entre o belo e o sentimento de prazer.
 Como determinados objetos despertam
  em grande quantidade de pessoas o
  mesmo sentimento de prazer, é possível
  supor a existência de certa
  universalidade nos juízos estéticos.
INTERPRETAÇÃO DE HEGEL
 Hegel  trabalhou a questão da beleza numa
  perspectiva histórica.
 Para ele, o relativo consenso acerca de quais
  são as coisas belas mostra apenas que o
  entendimento do que é belo depende do
  momento histórico e do desenvolvimento
  cultural.
 Esses dois fatores determinariam certa visão
  de mundo, a partir da qual algumas coisas
  seriam consideradas belas e outras não.
INTERPRETAÇÃO DE HEGEL
 Em  Hegel, a beleza artística não diz respeito
  apenas à sensação de prazer que
  determinada obra possa proporcionar, mas à
  capacidade que ela tem de sintetizar um
  dado conteúdo cultural de um momento
  histórico.
 A arte não é apenas fruição, mas tem como
  função mostrar, de modo sensível, a evolução
  espiritual dos homens ao longo da história.
INTERPRETAÇÃO DE HEGEL
 Para  Hegel a percepção da beleza é uma
  construção social que depende do
  alargamento da capacidade de recepção do
  indivíduo, ou seja, da sua capacidade de ver,
  ouvir, sentir.
 A capacidade estética, que é subjetiva, seria
  formada a partir das relações objetivas da
  vivência social de cada um.
 Para Hegel, tanto a definição do que é beleza
  quanto a capacidade individual de percebê-la
  são construções histórico-sociais.
ARTE
EXPRESSÃO CRIATIVA DA SENSIBILIDADE
 ARTE    conjunto de coisas que se
  distinguem por revelar talento, perícia,
  habilidade e beleza.
 OBRA DE ARTE  música, romance, pintura,
  dança, poema.
 O que é arte?
     Para Susanne K. Langer, a arte pode ser
      entendida como a prática de criar formas
      perceptíveis expressivas do sentimento
      humano.
ARTE
EXPRESSÃO CRIATIVA DA SENSIBILIDADE
 Analisemos, então o conteúdo essencial
  dos termos da definição:
 PRÁTICA DE CRIAR  a arte é produto
  do fazer humano (prática + criatividade).
 FORMAS PERCEPTÍVEIS  a arte se
  concretiza em formas capazes de serem
  percebidas por nossa mente. Essas
  formas podem ser estáticas ou
  dinâmicas.
ARTE
EXPRESSÃO CRIATIVA DA SENSIBILIDADE
 EXPRESSÃO      DO SENTIMENTO HUMANO 
  a arte é sempre manifestação dos sentimos
  humanos. Esses sentimentos podem revelar
  emoção ou revolta.
 A função primordial da arte seria “objetivar o
  sentimento de modo que possamos contemplá-
  lo e entendê-lo”.
A ARTE COMO FENÔMENO SOCIAL
 Há  estudiosos que vêem na obra de arte uma
  manifestação pura e simples da sensibilidade
  individual do artista.
 Outros a encaram como uma atividade
  plenamente lúdica, gratuita, livre de quaisquer
  preocupações utilitárias ou condicionamentos
  exteriores à sua própria criação.
 Outra característica importante: o fato de que a
  arte é um fenômeno social.
A ARTE COMO FENÔMENO SOCIAL
A      arte é fenômeno social porque:
     O ARTISTA É UM SER SOCIAL  como ser social, o
      artista reflete na obra de arte sua maneira própria de
      sentir o mundo em que vive, as alegrias e as angústias,
      os problemas e as esperanças de seu momento histórico.
     A OBRA DE ARTE É PERCEBIDA SOCIALMENTE PELO
      PÚBLICO  por mais íntima e subjetiva que seja a
      experiência do artista deixada em sua obra, esta será
      sempre percebida de alguma maneira pelas pessoas. A
      obra de arte será um elemento social de comunicação da
      mensagem de seu criador.
   Como fenômeno social, a arte possui, portanto,
    relações com a sociedade.
A ARTE COMO FENÔMENO SOCIAL
 Essas   relações são dinâmicas, modificando-se
    conforme o contexto histórico. E envolvem 3
    elementos fundamentais:
     A OBRA DE ARTE
     O SEU AUTOR (artista)
     E O PÚBLICO.

 No que diz respeitos ao ARTISTA, as relações da sua
  arte com a sociedade podem ser de paz e harmonia,
  de fuga e ilusão, de protestos e revolta.
 Quanto à SOCIEDADE, seu relacionamento com
  determinada arte pode ser de ajuda e incentivo ou de
  censura e limitação à atividade criadora.
A ARTE COMO FENÔMENO UNIVERSAL
 Afirmar  que a arte é um fenômeno social não
  significa reduzi-la a mero produto de
  condicionamentos históricos e ideológicos.
 Na realização da obra de arte, todos os
  elementos que a envolvem precisam ser
  resolvidos artisticamente, isto é, precisam ser
  traduzidos em termos de criação estética.
 Nessa criação é que reside o valor essencial de
  toda grande obra de arte.
 Ocorre nela uma espécie de rompimento com o
  tempo imediato e um encontro do homem com
  a eternidade.
A ARTE COMO FENÔMENO UNIVERSAL
 Ascircunstâncias particulares que estão
 presentes na criação artística se unem,
 harmoniosamente, a elementos de
 universalidade, que penetram profundamente
 no espírito humano, gerando um sentido de
 permanente fascínio.
A ARTE E EDUCAÇÃO
 Muitas  especulações tomaram o rumo de
  associar o belo ao bom, entrelaçando os
  campos filosóficos da estética e da ética.
 Sócrates e Platão já diziam que o que é bom é
  belo, e o que é belo é bom.
 Também se verifica um entrelaçamento entre
  estética e ética quando se constata que o belo
  pode despertar o bom no indivíduo e que por
  isso, deve fazer parte de sua educação.
 Friedrich von Schiller propôs a educação
  estética, além da educação ética, como forma
  de harmonizar e aperfeiçoar o mundo e de o
  indivíduo alcançar a sua liberdade.
ARTE E CULTURA DE MASSA
 Schiller considera que exista uma arte ideal, cuja
  função seria servir à necessidade do espírito humano
  e não ao “mercado do século”, ou seja, aos
  interesses econômicos que determinam o que pode e
  deve ser feito para atender à demanda de mercado.
 De acordo com Adorno, a arte e os bens culturais
  estão submetidos aos interesses do mercado e,
  dessa forma, não passam de negócios, como
  qualquer outro produto.
 A indústria de lazer e divertimento investe em
  determinados produtos culturais que agradam às
  massas de forma imediata.
ARTE E CULTURA DE MASSA
 A indústria cultural lucra mais com investimentos
  baratos e com produções artísticas de pouca
  qualidade e de entretenimento fácil, que não trazem
  para o público nenhum enriquecimento pessoal e
  nenhuma contribuição ao questionamento das coisas,
  à reflexão.
 É a indústria do simples divertimento, da distração e,
  por isso mesmo, da perpetuação das atuais
  condições de existência.
 Indústria que pela difusão de suas “mercadorias
  culturais” vendem os valores dominantes do
  capitalismo, promovendo uma “colonização do
  capitalismo” dos consumidores desses produtos.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

   COTRIM, Gilberto. Fundamentos da Filosofia:
    história e grandes temas. 16 ed. reform. e ampl. São
    Paulo: Saraiva, 2006.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Mais procurados (20)

O QUE É POLÍTICA EM ARISTÓTELES
O QUE É POLÍTICA EM ARISTÓTELESO QUE É POLÍTICA EM ARISTÓTELES
O QUE É POLÍTICA EM ARISTÓTELES
 
Slides da aula de Filosofia (João Luís) sobre Ética e Moral
Slides da aula de Filosofia (João Luís) sobre Ética e MoralSlides da aula de Filosofia (João Luís) sobre Ética e Moral
Slides da aula de Filosofia (João Luís) sobre Ética e Moral
 
O belo e o feio
O belo e o feioO belo e o feio
O belo e o feio
 
Existencialismo
ExistencialismoExistencialismo
Existencialismo
 
1 teoria do conhecimento
1 teoria do conhecimento1 teoria do conhecimento
1 teoria do conhecimento
 
Filosofia Política
Filosofia PolíticaFilosofia Política
Filosofia Política
 
Racionalismo e Empirismo
Racionalismo e EmpirismoRacionalismo e Empirismo
Racionalismo e Empirismo
 
Teorias do conhecimento
Teorias do conhecimentoTeorias do conhecimento
Teorias do conhecimento
 
Filosofia e felicidade slide
Filosofia e felicidade slideFilosofia e felicidade slide
Filosofia e felicidade slide
 
Aula 08 - O Empirismo
Aula 08 - O EmpirismoAula 08 - O Empirismo
Aula 08 - O Empirismo
 
Arte e estética
Arte e estéticaArte e estética
Arte e estética
 
Ideologia
IdeologiaIdeologia
Ideologia
 
O que é Filosofia?
O que é Filosofia?O que é Filosofia?
O que é Filosofia?
 
Estética slide
Estética slideEstética slide
Estética slide
 
Estetica (atividade II)
Estetica   (atividade II)Estetica   (atividade II)
Estetica (atividade II)
 
OS PRIMEIROS FILÓSOFOS
OS PRIMEIROS FILÓSOFOSOS PRIMEIROS FILÓSOFOS
OS PRIMEIROS FILÓSOFOS
 
Filosofia 02 - Sócrates, Platão e Aristóteles
Filosofia 02 - Sócrates, Platão e  AristótelesFilosofia 02 - Sócrates, Platão e  Aristóteles
Filosofia 02 - Sócrates, Platão e Aristóteles
 
Slides da aula de Filosofia (João Luís) sobre A Liberdade Filosófica
Slides da aula de Filosofia (João Luís) sobre A Liberdade FilosóficaSlides da aula de Filosofia (João Luís) sobre A Liberdade Filosófica
Slides da aula de Filosofia (João Luís) sobre A Liberdade Filosófica
 
Filosofia Socrática
Filosofia SocráticaFilosofia Socrática
Filosofia Socrática
 
Filosofia
Filosofia Filosofia
Filosofia
 

Semelhante a Cap 15 Filosofia Estética

Vamos falar de arte(1)
Vamos falar de arte(1)Vamos falar de arte(1)
Vamos falar de arte(1)
Luis Silva
 
Experi%c3%a ancia%20est%c3%a9tica[1]
Experi%c3%a ancia%20est%c3%a9tica[1]Experi%c3%a ancia%20est%c3%a9tica[1]
Experi%c3%a ancia%20est%c3%a9tica[1]
Julia Martins
 
Apostila do 2º ano 3º e 4º bi
Apostila do 2º ano   3º e 4º biApostila do 2º ano   3º e 4º bi
Apostila do 2º ano 3º e 4º bi
Duzg
 
3 fil prov. bimestral 2 cham bc 3bi
3 fil    prov. bimestral  2 cham bc 3bi3 fil    prov. bimestral  2 cham bc 3bi
3 fil prov. bimestral 2 cham bc 3bi
Felipe Serra
 

Semelhante a Cap 15 Filosofia Estética (20)

9 - ESTÉTICA - Gilberto Coutrim.pptx
9 - ESTÉTICA - Gilberto Coutrim.pptx9 - ESTÉTICA - Gilberto Coutrim.pptx
9 - ESTÉTICA - Gilberto Coutrim.pptx
 
Estética 4
Estética 4Estética 4
Estética 4
 
Vamos falar de arte(1)
Vamos falar de arte(1)Vamos falar de arte(1)
Vamos falar de arte(1)
 
Entendendo a arte
Entendendo a arteEntendendo a arte
Entendendo a arte
 
estética -pp2003.ppt filosofia e arte da estética.
estética -pp2003.ppt filosofia e arte da estética.estética -pp2003.ppt filosofia e arte da estética.
estética -pp2003.ppt filosofia e arte da estética.
 
Estética 31
Estética 31Estética 31
Estética 31
 
Experi%c3%a ancia%20est%c3%a9tica[1]
Experi%c3%a ancia%20est%c3%a9tica[1]Experi%c3%a ancia%20est%c3%a9tica[1]
Experi%c3%a ancia%20est%c3%a9tica[1]
 
Apostila do 2º ano 3º e 4º bi
Apostila do 2º ano   3º e 4º biApostila do 2º ano   3º e 4º bi
Apostila do 2º ano 3º e 4º bi
 
Arte
ArteArte
Arte
 
a arte como fenomeno social
a arte como fenomeno  social a arte como fenomeno  social
a arte como fenomeno social
 
3 fil prov. bimestral 2 cham bc 3bi
3 fil    prov. bimestral  2 cham bc 3bi3 fil    prov. bimestral  2 cham bc 3bi
3 fil prov. bimestral 2 cham bc 3bi
 
Ensaio estética
Ensaio estéticaEnsaio estética
Ensaio estética
 
Filosofia estética
Filosofia   estéticaFilosofia   estética
Filosofia estética
 
Arte
ArteArte
Arte
 
Arte
ArteArte
Arte
 
4166 11585-1-pb
4166 11585-1-pb4166 11585-1-pb
4166 11585-1-pb
 
Arte e Estética na Filosofia.docx
Arte e Estética na Filosofia.docxArte e Estética na Filosofia.docx
Arte e Estética na Filosofia.docx
 
Conceito de arte
Conceito de arteConceito de arte
Conceito de arte
 
O que é arte?
O que é arte?O que é arte?
O que é arte?
 
Introdução ao estudo da literatura
Introdução ao estudo da literaturaIntrodução ao estudo da literatura
Introdução ao estudo da literatura
 

Mais de José Ferreira Júnior

Projeto do curso de capacitação em linux educacional
Projeto do curso de capacitação em linux educacionalProjeto do curso de capacitação em linux educacional
Projeto do curso de capacitação em linux educacional
José Ferreira Júnior
 
Cap 11 A Justificação do Estado Moderno
Cap 11   A Justificação do Estado ModernoCap 11   A Justificação do Estado Moderno
Cap 11 A Justificação do Estado Moderno
José Ferreira Júnior
 
UNID 2 - ENTRE A RAZÃO E A FÉ - INTRODUÇÃO (TODOS OS CAMINHOS PARTEM DE ROMA)
UNID 2 - ENTRE A RAZÃO E A FÉ - INTRODUÇÃO (TODOS OS CAMINHOS PARTEM DE ROMA)UNID 2 - ENTRE A RAZÃO E A FÉ - INTRODUÇÃO (TODOS OS CAMINHOS PARTEM DE ROMA)
UNID 2 - ENTRE A RAZÃO E A FÉ - INTRODUÇÃO (TODOS OS CAMINHOS PARTEM DE ROMA)
José Ferreira Júnior
 
Cap 3 os mestres do pensamento - postar
Cap 3   os mestres do pensamento - postarCap 3   os mestres do pensamento - postar
Cap 3 os mestres do pensamento - postar
José Ferreira Júnior
 
Cap 2 os filosofos da natureza - postar
Cap 2   os filosofos da natureza - postarCap 2   os filosofos da natureza - postar
Cap 2 os filosofos da natureza - postar
José Ferreira Júnior
 

Mais de José Ferreira Júnior (20)

Cap 17 Marxismo
Cap 17   MarxismoCap 17   Marxismo
Cap 17 Marxismo
 
Cap 16 Os Seguidores e os Críticos de Kant
Cap 16   Os Seguidores e os Críticos de KantCap 16   Os Seguidores e os Críticos de Kant
Cap 16 Os Seguidores e os Críticos de Kant
 
Cap 15 O Iluminismo
Cap 15   O IluminismoCap 15   O Iluminismo
Cap 15 O Iluminismo
 
Calendário Acadêmico Superior - 2014
Calendário Acadêmico Superior - 2014Calendário Acadêmico Superior - 2014
Calendário Acadêmico Superior - 2014
 
Cap 14 - O Empirismo Inglês
Cap 14 - O Empirismo InglêsCap 14 - O Empirismo Inglês
Cap 14 - O Empirismo Inglês
 
Projeto do curso de capacitação em linux educacional
Projeto do curso de capacitação em linux educacionalProjeto do curso de capacitação em linux educacional
Projeto do curso de capacitação em linux educacional
 
Cap 13 - O Grande Racionalismo
Cap 13 - O Grande RacionalismoCap 13 - O Grande Racionalismo
Cap 13 - O Grande Racionalismo
 
Cap 12 As Origens da Ciência Moderna
Cap 12   As Origens da Ciência ModernaCap 12   As Origens da Ciência Moderna
Cap 12 As Origens da Ciência Moderna
 
Cap 11 A Justificação do Estado Moderno
Cap 11   A Justificação do Estado ModernoCap 11   A Justificação do Estado Moderno
Cap 11 A Justificação do Estado Moderno
 
Os Utopistas
Os UtopistasOs Utopistas
Os Utopistas
 
Natureza e Cultura
Natureza e CulturaNatureza e Cultura
Natureza e Cultura
 
Cap 8 O Advento da Escolástica
Cap 8   O Advento da EscolásticaCap 8   O Advento da Escolástica
Cap 8 O Advento da Escolástica
 
Cap 7 Entre a Patrística e a Escolástica
Cap 7   Entre a Patrística e a EscolásticaCap 7   Entre a Patrística e a Escolástica
Cap 7 Entre a Patrística e a Escolástica
 
Cap 9 A Cristianização de Aristóteles
Cap 9   A Cristianização de AristótelesCap 9   A Cristianização de Aristóteles
Cap 9 A Cristianização de Aristóteles
 
Cap 6 Corações Inquietos
Cap 6   Corações InquietosCap 6   Corações Inquietos
Cap 6 Corações Inquietos
 
UNID 2 - ENTRE A RAZÃO E A FÉ - INTRODUÇÃO (TODOS OS CAMINHOS PARTEM DE ROMA)
UNID 2 - ENTRE A RAZÃO E A FÉ - INTRODUÇÃO (TODOS OS CAMINHOS PARTEM DE ROMA)UNID 2 - ENTRE A RAZÃO E A FÉ - INTRODUÇÃO (TODOS OS CAMINHOS PARTEM DE ROMA)
UNID 2 - ENTRE A RAZÃO E A FÉ - INTRODUÇÃO (TODOS OS CAMINHOS PARTEM DE ROMA)
 
Cap 4 - Filosofia Helenística
Cap 4 - Filosofia HelenísticaCap 4 - Filosofia Helenística
Cap 4 - Filosofia Helenística
 
Cap 3 os mestres do pensamento - postar
Cap 3   os mestres do pensamento - postarCap 3   os mestres do pensamento - postar
Cap 3 os mestres do pensamento - postar
 
Cap 1 o domínio dos deuses - postar
Cap 1   o domínio dos deuses - postarCap 1   o domínio dos deuses - postar
Cap 1 o domínio dos deuses - postar
 
Cap 2 os filosofos da natureza - postar
Cap 2   os filosofos da natureza - postarCap 2   os filosofos da natureza - postar
Cap 2 os filosofos da natureza - postar
 

Cap 15 Filosofia Estética

  • 2. A VIVÊNCIA ATRAVÉS DA ARTE  Estética vem do grego aisthetiké.  Refere-se a tudo aquilo que pode ser percebido pelos sentidos.  DEFINIÇÕES DE ESTÉTICA:  KANT  o estudo das condições da percepção pelos sentidos.  ALEXANDER BAUMGARTEN  utilizou o termo estética pela primeira vez no sentido de teoria do belo e das suas manifestações através da arte.
  • 3. A VIVÊNCIA ATRAVÉS DA ARTE A ESTÉTICA pretende alcançar um tipo específico de conhecimento: aquele que é captado pelos sentidos.  A ESTÉTICA parte da experiência sensorial, da sensação, da percepção sensível, para chegar a um resultado que não apresenta a mesma clareza e distinção da lógica e da matemática.  Seu principal objeto de investigação é o fenômeno artístico que se traduz na obra de arte.
  • 4. O QUE É BELO? O ser humano pode fazer:  JUÍZOS DE FATO  dizer o que são as coisas  JUÍZOS DE VALOR  julgar se determinada coisa é boa, ruim, agradável, bonita, feia etc.  JUÍZO MORAL  JUÍZO ESTÉTICO julgamos se algum objeto, algum acontecimento, alguma pessoa ou algum outro ser é belo.  Deuma forma geral belo é algo que nos agrada, que nos satisfaz os sentidos, que nos proporciona prazer sensível e espiritual.
  • 5. O QUE É BELO?  Osfilósofos que se dedicaram à investigação do que é a beleza se dividem quanto a essa questão:  Para uns, a beleza é algo que está objetivamente nas coisas;  Para outros, a beleza é apenas um juízo subjetivo, pessoal e intransferível a respeito das coisas.  Onde se encontra a beleza?
  • 6. INTERPRETAÇÕES IDEALISTAS E EMPIRISTAS  Para os filósofos idealistas a beleza é algo que existe em si mesma.  Para Platão a beleza seria uma forma ideal que subsistiria por si mesma, como um modelo, no mundo das idéias.  Para os filósofos materialistas-empiristas (Hume) a beleza não está propriamente nos objetos, mas depende do gosto de cada um, da maneira como cada pessoa vê e valoriza o objeto.
  • 7. INTERPRETAÇÃO DE KANT  LIVRO: Crítica da Faculdade do Juízo.  Buscou mostrar que, ainda que o juízo estético sobre as coisas seja uma capacidade subjetiva, pessoal, há, no entanto, aspectos universais na percepção estética dos indivíduos.  A nossa estrutura sensível (os órgãos dos sentidos) e a nossa imaginação são as condições que tornam possível a percepção estética, mas essas condições são comuns a todos os homens.
  • 8. INTERPRETAÇÃO DE KANT  Kant entendia que o juízo estético não é guiado pela razão e sim pela faculdade da imaginação.  Julgamos belo aquilo que nos proporciona prazer, o que não é nada lógico ou racional e sim algo subjetivo, já que se relaciona ao prazer ou desprazer individual.  Para Kant, “todos os juízos de gosto são juízos singulares”.
  • 9. INTERPRETAÇÃO DE KANT  Kant também diz que “belo é o que apraz universalmente sem conceito”.  O que isso significa?  Kant afirma que é impossível conceituar, definir racionalmente o belo, pois “quando se julgam objetos simplesmente segundo conceitos, toda a representação da beleza é perdida”.
  • 10. INTERPRETAÇÃO DE KANT  Quando dizemos que algo é belo, pretendemos que esse juízo esteja afirmando algo que pertence ao objeto realmente.  Não dizemos “isto é belo para mim”, mas sim “isto é belo”, esperando que os outros concordem com esse julgamento.  Portanto esse julgamento pretende ser voz universal, pois contém uma expectativa de que aquilo que julgamos belo seja, de fato, belo.
  • 11. INTERPRETAÇÃO DE KANT  Essa expectativa se torna possível, para Kant, devido ao fundamento do juízo de gosto, que seria a vinculação universal entre o belo e o sentimento de prazer.  Como determinados objetos despertam em grande quantidade de pessoas o mesmo sentimento de prazer, é possível supor a existência de certa universalidade nos juízos estéticos.
  • 12. INTERPRETAÇÃO DE HEGEL  Hegel trabalhou a questão da beleza numa perspectiva histórica.  Para ele, o relativo consenso acerca de quais são as coisas belas mostra apenas que o entendimento do que é belo depende do momento histórico e do desenvolvimento cultural.  Esses dois fatores determinariam certa visão de mundo, a partir da qual algumas coisas seriam consideradas belas e outras não.
  • 13. INTERPRETAÇÃO DE HEGEL  Em Hegel, a beleza artística não diz respeito apenas à sensação de prazer que determinada obra possa proporcionar, mas à capacidade que ela tem de sintetizar um dado conteúdo cultural de um momento histórico.  A arte não é apenas fruição, mas tem como função mostrar, de modo sensível, a evolução espiritual dos homens ao longo da história.
  • 14. INTERPRETAÇÃO DE HEGEL  Para Hegel a percepção da beleza é uma construção social que depende do alargamento da capacidade de recepção do indivíduo, ou seja, da sua capacidade de ver, ouvir, sentir.  A capacidade estética, que é subjetiva, seria formada a partir das relações objetivas da vivência social de cada um.  Para Hegel, tanto a definição do que é beleza quanto a capacidade individual de percebê-la são construções histórico-sociais.
  • 15. ARTE EXPRESSÃO CRIATIVA DA SENSIBILIDADE  ARTE  conjunto de coisas que se distinguem por revelar talento, perícia, habilidade e beleza.  OBRA DE ARTE  música, romance, pintura, dança, poema.  O que é arte?  Para Susanne K. Langer, a arte pode ser entendida como a prática de criar formas perceptíveis expressivas do sentimento humano.
  • 16. ARTE EXPRESSÃO CRIATIVA DA SENSIBILIDADE  Analisemos, então o conteúdo essencial dos termos da definição:  PRÁTICA DE CRIAR  a arte é produto do fazer humano (prática + criatividade).  FORMAS PERCEPTÍVEIS  a arte se concretiza em formas capazes de serem percebidas por nossa mente. Essas formas podem ser estáticas ou dinâmicas.
  • 17. ARTE EXPRESSÃO CRIATIVA DA SENSIBILIDADE  EXPRESSÃO DO SENTIMENTO HUMANO  a arte é sempre manifestação dos sentimos humanos. Esses sentimentos podem revelar emoção ou revolta.  A função primordial da arte seria “objetivar o sentimento de modo que possamos contemplá- lo e entendê-lo”.
  • 18. A ARTE COMO FENÔMENO SOCIAL  Há estudiosos que vêem na obra de arte uma manifestação pura e simples da sensibilidade individual do artista.  Outros a encaram como uma atividade plenamente lúdica, gratuita, livre de quaisquer preocupações utilitárias ou condicionamentos exteriores à sua própria criação.  Outra característica importante: o fato de que a arte é um fenômeno social.
  • 19. A ARTE COMO FENÔMENO SOCIAL A arte é fenômeno social porque:  O ARTISTA É UM SER SOCIAL  como ser social, o artista reflete na obra de arte sua maneira própria de sentir o mundo em que vive, as alegrias e as angústias, os problemas e as esperanças de seu momento histórico.  A OBRA DE ARTE É PERCEBIDA SOCIALMENTE PELO PÚBLICO  por mais íntima e subjetiva que seja a experiência do artista deixada em sua obra, esta será sempre percebida de alguma maneira pelas pessoas. A obra de arte será um elemento social de comunicação da mensagem de seu criador.  Como fenômeno social, a arte possui, portanto, relações com a sociedade.
  • 20. A ARTE COMO FENÔMENO SOCIAL  Essas relações são dinâmicas, modificando-se conforme o contexto histórico. E envolvem 3 elementos fundamentais:  A OBRA DE ARTE  O SEU AUTOR (artista)  E O PÚBLICO.  No que diz respeitos ao ARTISTA, as relações da sua arte com a sociedade podem ser de paz e harmonia, de fuga e ilusão, de protestos e revolta.  Quanto à SOCIEDADE, seu relacionamento com determinada arte pode ser de ajuda e incentivo ou de censura e limitação à atividade criadora.
  • 21. A ARTE COMO FENÔMENO UNIVERSAL  Afirmar que a arte é um fenômeno social não significa reduzi-la a mero produto de condicionamentos históricos e ideológicos.  Na realização da obra de arte, todos os elementos que a envolvem precisam ser resolvidos artisticamente, isto é, precisam ser traduzidos em termos de criação estética.  Nessa criação é que reside o valor essencial de toda grande obra de arte.  Ocorre nela uma espécie de rompimento com o tempo imediato e um encontro do homem com a eternidade.
  • 22. A ARTE COMO FENÔMENO UNIVERSAL  Ascircunstâncias particulares que estão presentes na criação artística se unem, harmoniosamente, a elementos de universalidade, que penetram profundamente no espírito humano, gerando um sentido de permanente fascínio.
  • 23. A ARTE E EDUCAÇÃO  Muitas especulações tomaram o rumo de associar o belo ao bom, entrelaçando os campos filosóficos da estética e da ética.  Sócrates e Platão já diziam que o que é bom é belo, e o que é belo é bom.  Também se verifica um entrelaçamento entre estética e ética quando se constata que o belo pode despertar o bom no indivíduo e que por isso, deve fazer parte de sua educação.  Friedrich von Schiller propôs a educação estética, além da educação ética, como forma de harmonizar e aperfeiçoar o mundo e de o indivíduo alcançar a sua liberdade.
  • 24. ARTE E CULTURA DE MASSA  Schiller considera que exista uma arte ideal, cuja função seria servir à necessidade do espírito humano e não ao “mercado do século”, ou seja, aos interesses econômicos que determinam o que pode e deve ser feito para atender à demanda de mercado.  De acordo com Adorno, a arte e os bens culturais estão submetidos aos interesses do mercado e, dessa forma, não passam de negócios, como qualquer outro produto.  A indústria de lazer e divertimento investe em determinados produtos culturais que agradam às massas de forma imediata.
  • 25. ARTE E CULTURA DE MASSA  A indústria cultural lucra mais com investimentos baratos e com produções artísticas de pouca qualidade e de entretenimento fácil, que não trazem para o público nenhum enriquecimento pessoal e nenhuma contribuição ao questionamento das coisas, à reflexão.  É a indústria do simples divertimento, da distração e, por isso mesmo, da perpetuação das atuais condições de existência.  Indústria que pela difusão de suas “mercadorias culturais” vendem os valores dominantes do capitalismo, promovendo uma “colonização do capitalismo” dos consumidores desses produtos.
  • 26. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA  COTRIM, Gilberto. Fundamentos da Filosofia: história e grandes temas. 16 ed. reform. e ampl. São Paulo: Saraiva, 2006.