FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA: o pensamento do século XX. 
JEAN PAUL SARTRE
SÉCULO XX – UMA ERA DE INCERTEZAS 
•O séc. XIX foi marcado por grandes convicções. 
•Os filósofos estavam confiantes no po...
Mundo de contrastes 
•Como definir os principais acontecimentos do séc. XX? Trágico ou maravilhoso? 
•De um lado, tivemos ...
IMPRESSÕES ANTAGÔNICAS 
•Por tudo isso, as impressões dos intelectuais que viveram o séc. XX são díspares. 
•Alguns o veem...
JEAN-PAUL SARTRE (1905 – 1980)
FENOMENOLOGIA 
•É a ciência dos fenômenos. 
•É a observação e descrição rigorosa de determinado fenômeno que é colocado à ...
EXISTENCIALISMO 
•Quem surgiu primeiro: a essência ou a consciência? 
•Consciência é um ato, uma ação! Ela nos direciona a...
•Pressupõe que a vida seja uma jornada de aquisição gradual de conhecimento sobre a essência do ser, por esta razão ela se...
•Logo, não há qualquer regra a que ele possa se reportar para ser guiado. Se não há nenhuma regra pré determinada que mold...
•E então, como o homem vem do nada (sua consciência é nada, que vai sendo construída com as experiências), a liberdade pre...
•Vale lembrar que liberdade não é abstração, mas algo que deve ser trabalhado continuamente, uma vez que o homem não é ali...
•Indo mais além, Sartre dizia que não podemos escolher o mundo, a realidade que vivemos. Mas podemos escolher o que fazer ...
Existencialismo e Marxismo 
•Se a liberdade é situada no contexto histórico, e se o homem não escolhe o contexto que ele n...
Para refletir... 
•Há limites para a nossa liberdade?
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Filosofia contemporânea - Jean Paul Sartre

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Considerado um dos maiores filósofos da atualidade, Sartre sempre era chamado para dirimir diversas questões do dia a dia da vida em sociedade, sendo considerado um filósofo atuante (não de gabinete).
Temas como liberdade, consciência e existencialismo são o foco de sua filosofia.

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Filosofia contemporânea - Jean Paul Sartre

  1. 1. FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA: o pensamento do século XX. JEAN PAUL SARTRE
  2. 2. SÉCULO XX – UMA ERA DE INCERTEZAS •O séc. XIX foi marcado por grandes convicções. •Os filósofos estavam confiantes no poder da razão, os cientistas entusiasmados com os avanços tecnológicos, os capitalistas com a expansão industrial, os românticos com a valorização da pátria, etc. •No entanto, poucas dessas convicções subsistiram no século XX, caracterizado como a era das incertezas. •Freud, ao fundar a psicanálise e a psicologia do inconsciente, colocou em dúvida a hegemonia da razão. •Einsten, formulou a teoria da relatividade, Heisenberg criou o princípio da incerteza.
  3. 3. Mundo de contrastes •Como definir os principais acontecimentos do séc. XX? Trágico ou maravilhoso? •De um lado, tivemos 02 grandes guerras mundiais; explosão da barbárie nazista que aterrorizou o mundo; a Revolução Russa que impulsionou o socialismo e que levou à Guerra Fria... •Por outro lado, depois da II GM a tecnologia deu um salto enorme, com a invenção de telescópios, naves, curas...mas que trouxe com ela a corrida armamentista, o medo da destruição atômica e a degradação ambiental. •Os avanços tecnológicos em pouco contribuíram para diminuir as desigualdades sociais.
  4. 4. IMPRESSÕES ANTAGÔNICAS •Por tudo isso, as impressões dos intelectuais que viveram o séc. XX são díspares. •Alguns o veem como uma época inédita pela vastidão de dramas humanos, massacres, guerras... •Outros reconhecem que, apesar das violências, o séc. XX foi também um período de progresso e de importantes conquistas sociais. •Por conta dessas contradições, surge no séc. XX uma mentalidade menos arrogante quanto aos benefícios infalíveis da racionalidade científica. •Destituídas de valores éticos, a ciência e a tecnologia nem sempre contribuem para o desenvolvimento do ser humano.
  5. 5. JEAN-PAUL SARTRE (1905 – 1980)
  6. 6. FENOMENOLOGIA •É a ciência dos fenômenos. •É a observação e descrição rigorosa de determinado fenômeno que é colocado à consciência. •Como se forma a nossa consciência a partir das nossas experiências independentemente de qualquer teoria. •Sartre leva tão a fundo que percebe que, ao estudar a consciência, encontramos a liberdade. •“A consciência é consciência de algo.” -> a consciência não é algo, mas sim a consciência de algo.
  7. 7. EXISTENCIALISMO •Quem surgiu primeiro: a essência ou a consciência? •Consciência é um ato, uma ação! Ela nos direciona a conhecer as coisas, e por isso existe primeiro para depois se relacionar com outros seres. •Logo, os objetos, os seres não possuem uma essência anterior. •Para os existencialistas, a existência tem prioridade sobre a essência humana, portanto o homem existe independente de qualquer definição pré-estabelecida sobre seu ser. •É preciso compreender os fenômenos tais como eles parecem ser, sem depender do real conhecimento de sua natureza essencial.
  8. 8. •Pressupõe que a vida seja uma jornada de aquisição gradual de conhecimento sobre a essência do ser, por esta razão ela seria mais importante que a substância humana. • Seus seguidores não creem que o homem tenha sido criado com um propósito determinado, mas sim que ele se construa à medida que percorre sua caminhada existencial. •Assim, diferente do que pensam outras correntes, não há um molde de como o ser deve ser. Tudo que ele é ou será depende unicamente da sua existência, de como ele percebe as coisas.
  9. 9. •Logo, não há qualquer regra a que ele possa se reportar para ser guiado. Se não há nenhuma regra pré determinada que molde o homem, se ele não deve se reportar a nada, ele é imediatamente livre! •Assim, ele cria do nada ( da sua consciência) uma razão para sua vida, e por isso está condenado à liberdade. • O existencialismo de Sartre é ateu, porque o homem era responsável por definir a sua essência e não Deus. • Esta visão dá margem a uma angústia existencial diante daquilo que não se pode compreender ou conceder um sentido.
  10. 10. •E então, como o homem vem do nada (sua consciência é nada, que vai sendo construída com as experiências), a liberdade preenche o homem. •Por isso, a liberdade deve ser vivida sempre, para que o homem continue construindo suas escolhas. • Por intermédio de suas escolhas, o indivíduo constrói a si mesmo. •O exercício da liberdade em situações concretas é que move o ser humano, que gera a incerteza, que leva à produção de sentidos.
  11. 11. •Vale lembrar que liberdade não é abstração, mas algo que deve ser trabalhado continuamente, uma vez que o homem não é alienado do mundo. •As coisas são como são, mas poderiam ser diferentes. •Assim como não há essência para o homem, não há justificação para o mundo ser como é, e por isso o home é capaz de mudá-lo. •Portanto, há uma situação que a liberdade pode mudar. •“Sem obstáculos não há liberdade”. •A liberdade está relacionada, portanto, com situações reais.
  12. 12. •Indo mais além, Sartre dizia que não podemos escolher o mundo, a realidade que vivemos. Mas podemos escolher o que fazer com essa realidade.
  13. 13. Existencialismo e Marxismo •Se a liberdade é situada no contexto histórico, e se o homem não escolhe o contexto que ele nasce, cabe a ele, através da formação da sua consciência (que é uma ação que leva à liberdade) mudar o contexto. •Por isso Sartre se identificava com o Socialismo Marxista, pois o homem não escolhe as condições históricas em que vive, mas a partir do momento que se encontra nessa situação, pode mudá-la. •É nossa responsabilidade mudar ou não o mundo! -> já estamos envolvidos. •A verdade é que, mesmo que que nossa escolha seja não fazer nada, fazemos parte do mundo e somos responsáveis por ele.
  14. 14. Para refletir... •Há limites para a nossa liberdade?

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