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Agrupamento de Escolas de Arouca
Teoria do ConhecimentoAnálise comparativa de duas teorias explicativas do Conhecimento
Bruno Silva | Carlos Martins | Carlos Santos | João Almeida | João Bastos
FILOSOFIA
• I - Introdução
•
• II - Problemáticas estudadas pela gnosiologia:
• 1 | Natureza do Conhecimento
• | Realismo
• | Idealismo
• 2 | Possibilidade ou Validade do Conhecimento
• 2.1 | Dogmatismo
• 2.2 | Ceticismo
• 2.3 | Ceticismo versus Dogmatismo e Criticismo
• 3 | Origem do Conhecimento
• 3.1 | Empirismo
• 3.2 | Racionalismo
3.3 | Racionalismo Dogmático de René Descartes
• O método
• A dúvida
• O cógito “Penso, logo existo”
• A existência de Deus
• A teoria do erro e as três substâncias
• Conclusão
• 3.4 | Racionalismo versus Empirismo
ÍNDICE
FILOSOFIA 11º ANO
INTRODUÇÃO
FILOSOFIA 11º ANO
O conhecimento é um fenómeno complexo e difícil
de explicar.
O Homem interroga-se acerca da fonte do conhecimento
O Homem começa por
conhecer as ideias que
correspondem àquilo
que se verifica na
realidade
Porém os sentidos e a
razão podem induzir-
nos em erro!
O Homem põe em causa praticamente tudo o conhecimento
INTRODUÇÃO
FILOSOFIA 11º ANO
O conhecimento resulta da associação de três
variáveis:
Sujeito:
incumbido de
conhecer o
objeto.
Objeto:
que se deixa-
conhecer
Relação
Sujeito-Objeto
Objeto
Sujeito
Apreende as
caraterísticas do objeto
e regressa a si
A relação que se estabelece e
a existência de S e O
possibilita o conhecimento
PROBLEMAS DA GNOSIOLOGIA
FILOSOFIA 11º ANO
Natureza do
Conh.
•o conhecimento será uma representação subjetiva criada pelo ser
pensante? (Idealismo)
•imagem objetiva criada pelo sujeito que corresponde à realidade
(Realismo).
Possibilidade
do Conh.
•É possível adquirir um conhecimento verdadeiro, objetivo e absoluto da
realidade em geral (Dogmatismo)?
•Será que podemos conhecer umas coisas e outras não ou o conhecimento
é impossível (Ceticismo)?
Origem do
Conh.
•será que o conhecimento têm origem na razão? (Racionalismo)
•Ou na experiência? (Empirismo)
NATUREZA DO CONHECIMENTO
FILOSOFIA 11º ANO
Conhecemos
objetos em si
mesmos?
Ou meras
representações?
Realismo
Idealismo
Sujeito apreende o
objeto em si mesmo.
Realismo ingénuo: coisas podem ser
conhecidas de forma absoluta.
Relação de identidade S e O.
Realismo crítico: a relação S-O é de
correspondência. Imagem
apreendida assemelha-se à
realidade.
Reduz a realidade às
representações.
O conhecimento
resulta da razão e
imaginação que
reduz os fenómenos
a representações.
POSSIBILIDADE DO CONHECIMENTO
FILOSOFIA 11º ANO
Será possível
conhecermos
alguma
coisa?
Dogmatismo
Não se apercebe do
caráter relacional entre
S e O.
O conhecimento
é evidente,
absoluto e
necessário
Objetos
são dados
em si
mesmos
Atribui ao dogmatismo
uma CONOTAÇÃO
NEGATIVA
Possibilita o conhecimento.
Coisas c/ q
contac. não
oferecem
resistência
POSSIBILIDADE DO CONHECIMENTO
FILOSOFIA 11º ANO
Ceticismo
Será que o
conhecimento
é impossível?
Ceticismo
S é incapaz
apreender O
Duvida da
veracidade
das
representações
Ninguém
possui
verdades
absolutas
Não admite
nenhum critério
de
conhecimento
POSSIBILIDADE DO CONHECIMENTO
FILOSOFIA 11º ANO
Ceticismo
Radical
•o conhecimento
é impossível
•O sujeito ao
afirmar que é
impossível
pressupõe a
existência desse
conhecimento
•Sendo impossível
a S apreender P,
o juízo paralisa.
Ceticismo
Mitigado
•não há
conhecimentos
ou verdades
absolutas e
rigorosas
•conhecimentos
são avaliados
segundo a sua
aceitação ou
plausibilidade
Ceticismo
Metafísico
•podemos
conhecer tudo
aquilo que
podemos
experienciar
•Deus e a alma
sendo númenos
não são
suscetíveis de
serem
conhecidos
Ceticismo
1. CONHECIMENTO A POSTERIORI:
Adquirido apenas pela
experiência.
ARGUMENTO A POSTERIORI:
•Se, e só se, pelo menos uma das
suas premissas é a posteriori.
2. CONHECIMEMTO A PRIORI:
Adquirido apenas pelo
pensamento.
ARGUMENTO A PRIORI:
•Se, e só se, todas as suas
premissas são a priori.
FONTES DE CONHECIMENTO:
A POSTERIORI E A PRIORI
FILOSOFIA 11º ANO
FORMULAÇÃO DO
PROBLEMA:
 Qual é a fonte fundamental
de conhecimento?
O PROBLEMA DA ORIGEM DO
CONHECIMENTO
FILOSOFIA 11º ANO
RESPOSTAS AO PROBLEMA DA
ORIGEM DO CONHECIMENTO
FILOSOFIA 11º ANO
EMPIRISMO
Todo o conhecimento tem
uma origem empírica
(impressões)
Tudo o que ocorre na nossa mente
mais não é do que percepções
Princípio da Cópia.
Relação entre ideias
simples e complexas.
Nâo há ideias inatas
o homem quando nasce está
vazio de conhecimento
todo o conhecimento
dos factos é a posteriori
(depende da
experiência).
Os limites do conhecimento
coincidem com aquilo de que é
possível ter experiência.
EX: A ideia de Deus é a ideia a que
nenhum objecto da experiência
sensível corresponde
Racionalismo
• A razão é a fonte do conhecimento verdadeiro.
• Só através dela se pode encontrar um
conhecimento absoluto, que tem de ser
logicamente necessário e universalmente válido
• Os racionalistas afirmam que algum desse
conhecimento é a priori (independente da
experiência) como por exemplo as demonstrações
matemáticas.
• O sujeito impõe-se ao objeto através das noções
que traz em si e apreende-o socorrendo-se das
quadros mentais humanos
• Platão admitiu a existência dos mundos sensível
(experiência -> imperfeito) e inteligível (razão ->
absoluto)
• Descartes considera que existem ideias inatas.
RESPOSTAS AO PROBLEMA DA
ORIGEM DO CONHECIMENTO
FILOSOFIA 11º ANO
A EXPERIÊNCIA
O
RACIONALISMO
DE DESCARTES
RENÉ DESCARTES
DESCARTES, O
RACIONALISTA A RAZÃO
FILOSOFIA 11º ANO
 A razão é a fonte do conhecimento
verdadeiro.
 Só através dela se pode encontrar um
conhecimento absoluto, que tem de ser
logicamente necessário e
universalmente válido
Procurou para além os fundamentos do
conhecimento físico, os do transcendental.
Que justificou como verdadeiros e
absolutos porque pressupõem a
existência de uma Entidade Divina
Deitou por terra o corpo argumentativo
dos céticos.
RACIONALISMO
IDEIAS INATAS
(Princípio do
Conhecimento)
IDEIAS
CLARAS E
DISTINTAS
CERTEZA E
UNIVERSALIDADE
DO
CONHECIMENTO
AS IDEIAS
ADVENTÍCIAS
SÂO FALÍVEIS
(INCERTAS E
CONFUSAS)
A IDEIA DE DEUS É
A GARANTIA DO
VALOR DO
CONHECIMENTO,
FUNDAMENTO DA
VERDADE
ASPECTOS RACIONALISTAS DA
TEORIA DE DESCARTES
FILOSOFIA 11º ANO
MÉTODO CARTESIANO
FILOSOFIA 11º ANO
MÉTODO CARTESIANO
Inspirou-se na
índole
matemáticaPara formular 4 regras
(evidência, análise, síntese e
enumeração)
Que permitiram
orientar a razão
e a intuição e
dedução
Regras:
-Evidência: não aceitar algo precipitadamente e
assim minorar o risco de erro. Aceitar aquilo que é claro
e distinto.
-Análise: divisão das dificuldades em parcelas de
modo a melhor esclarecê-las.
-Síntese: ordenação pensamentos simples -> complexo
-Enumeração: fazer enumeração que nada omitam
Intuição vs Dedução
Intuição: atos de apreensão
direta e imediata de noções
simples
Dedução: encadeamento
das intuições.
APLICAÇãO DO MÉTODO
FILOSOFIA 11º ANO
FILOSOFIA:
a ideia de Deus perfeito
sustenta o conhecimento
fundamentos colocados
por Deus na consciência
humana
Vários tipos de
conhecimentos que se
procuraram alicerçar
A DÚVIDA
CARTESIANA
FILOSOFIA 11º ANO
Dúvida
é através dela que repudiamos
tudo aquilo que provoque dúvidas
afeta somente as verdades que
servem os homens concretos
Pode ser legitimada com base em:
precon
ceitos
caráter
enganador
dos sentidos
Finitude humana
Erros nas
demonstr
ações
A existência de um
deus enganador
Considera que aquilo que nos
engana uma vez, nos enganará
sistematicamente
A dúvida é uma suspensão do
juízo uma vez que o juízo procura
essencialmente a certeza
CARACTERÍSTICAS
DA DÚVIDA
CARTESIANA
FILOSOFIA 11º ANO
CARACTERÍSTICAS
DA DÚVIDA
METÓDICA
CARTESIANA
FILOSOFIA 11º ANO
2. VOLUNTÁRIA: duvidar é uma
decisão intelectual, é um ato de
vontade livre;
3. PROVISÓRIA: duvidar tem por
finalidade alcançar uma verdade que
resista à dúvida – cogito;
4. HIPERBÓLICA OU EXCESSIVA:
duvidar consiste em rejeitar como falso
tudo o que possa suscitar a mínima
dúvida, chegando-se a atingir, neste
processo, a crença natural na existência
da realidade exterior.
1. METÓDICA é utilizada como um
meio para atingir a verdade
absoluta e unívoca
CARACTERÍSTICAS
DA DÚVIDA
METÓDICA
CARTESIANA
FILOSOFIA 11º ANO
5. UNIVERSAL: duvidar consiste
em rejeitar como falso tudo o que
possa suscitar a mínima dúvida,
chegando-se a atingir, neste
processo, a crença natural na
existência da realidade exterior.
6. RADICAL: duvidar consiste em
rejeitar como falso tudo o que
possa suscitar a mínima dúvida,
chegando-se a atingir, neste
processo, a crença natural na
existência da realidade exterior.
FILOSOFIA 11º ANO
O CÓGITO “PENSO, LOGO EXISTO”
As idades inatas são evidentes, isto é, claras e distintas.
São eternas, imutáveis e absolutas.
O cogito serve de paradigma para as várias enunciações
verdadeiras
O cogito é a única realidade da qual não podemos duvidar,
realidade essa que é a nossa própria existência.
A existência é indissociável ao próprio pensamento
Se hipoteticamente não nos abstivéssemos de quaisquer
preconceitos , a alma seria à posteriori pois não seria mais do que
uma avaliação ou opinião subjetiva por parte do Homem.
FILOSOFIA 11º ANO
A EXISTÊNCIA DE DEUS
O cogito por si só , é insuficiente para fundamentar o
conhecimento.
têm origem nas
experiências
sensíveis.
I. adventícias I. factícias I. inatas
brotam da
imaginação
do sujeito
advém da razão
sendo parte
integrante dela
Sabor, textura Seres mitológicos Matemática
FILOSOFIA 11º ANO
A EXISTÊNCIA DE DEUS
O mundo inteligível é um domínio no qual não há
espaço para a mais diminuta dúvida ou incerteza
nem o erro é admissível
DEUS: omnisciente, omnipotente e sumamente perfeito pelo
que é certo e indubitável, cuja existente é provada por :
constatação de que na ideia de ser perfeito estão contidas todas
as perfeições sendo a existência uma dessas certezas.
Podemos procurar a causa que faz com que essa ideia faça parte
de nós sendo que essa causa representa uma substância eterna.
desmistificar qual a causa por detrás da existência do ser
pensante, causa essa que é Deus
FILOSOFIA 11º ANO
TEORIA DO ERRO E DAS TRÊS
SUBSTÂNCIAS
Relativamente ao erro, o entendimento e a vontade são cruciais.
O erro surge como reflexo da imperfeição humana, que se precipita.
Para Descartes, podemos assim, ter ideias claras e distintas dos
atributos dos três tipos de substâncias: a substância pensante, a
substância extensa e a substância divina.
S. Pensante S. Extensa S. Divina
atributo
essencial é o
pensamento
atributo
essencial é o
extensão
atributo essencial é
o perfeição
existente em Deus
o ser humano é o produto da reação entre a alma ou razão e o corpo
RACIONALISMO CARTESIANO: Síntese
1. A DECISÃO DE DUVIDAR: A dúvida liberta
a mente das falsas crenças (a experiência
sensível, as opiniões e as crenças sem
fundamento)
2. SUJEITO PURAMENTE RACIONAL: O nosso
conhecimento pode desenvolver-se com
base apenas na razão.
3. A EXISTÊNCIA DE IDEIAS INATAS: A razão
humana extrai de si própria os
conhecimentos (a priori).
4. O PRINCÍPIO DE CLAREZA E DISTINÇÃO:
Aquilo que a mente (razão) concebe com
clareza e distinção não pode ser falso.
5. A VERACIDADE DIVINA: Se Deus (Ser Perfeito)
existe, então a hipótese do deus enganador é
rejeitada. Deus é a garantia da verdade das
evidências. Ou seja, a estabilidade da verdade é
garantida por Deus.
FILOSOFIA 11º ANO
FILOSOFIA 11º ANO
COMPARAÇÃO ENTRE
DESCARTES
E HUME
DESCARTES
• Admite a existência de duas fontes de
conhecimento, a experiência e a razão
(pensamento), mas considera a experiência a
fonte fundamental do conhecimento;
• O conhecimento de facto (questões de facto) é
adquirido pela experiência (a posteriori) dado
que a razão nada nos diz sobre o mundo
exterior. Hume defende que as crenças básicas
não Têm um carácter racional (a priori);
• A RAZÃO NADA NOS DIZ SOBRE O
MUNDO: OS CONHECIMENTOS SOBRE O
MUNDO DOS FACTOS TÊM O SEU
FUNDAMENTO NA EXPERIÊNCIA;
• NEGA A EXISTÊNCIA DE IDEIAS INATAS.
O CONHECIMENTO TEM ORIGEM NAS
IMPRESSÔES.
• Admite a existência de duas fontes de
conhecimento, a experiência e a razão
(pensamento), mas considera a razão ou o
pensamento a fonte fundamaental de
conhecimento;
• A justificação do conhecimento é dada pela
razão ou pelo pensamento. A primeira certeza
cartesiana, motor de todo o conhecimento, o
cogito (Penso, logo existo), é adquirida pela
razão. Descartes defende que as crenças
básicas têm um carácter racional(a priori);
• OS SENTIDOS NÂO MERECEM
CONFIANÇA (enganadores);
• RECONHCE UM PAPEL FULCRAL ÀS
IDEIAS INATAS CONSIDERADAS COMO
PRINCÍPIO DO CONHECIMENTO;
HUME
COMPARAÇÃO ENTRE DESCARTES
E HUME
FILOSOFIA 11º ANO
DESCARTES
• Todas as nossas ideias TÊM
ORIGEM NAS IMPRESSÕES,
isto é, são cópias das nossas
impressões, externas (dados dos
sentidos) ou internas (desejos,
sentimentos, etc). As ideias
simples são cópias directas das
impressões e as ideias complexas
são combinações de ideias simples
geradas pela imaginação;
• LIMITES DO CONHECIMENTO:
A EXPERIÊNCIA
(IMPRESSÕES).
• As ideias inatas são ideias
provenientes da razão, claras e
distintas, que não têm origem nos
sentidos, garantindo a certeza e a
universalidade do conhecimento. Por
sua vez, Descartes considera que as
ideias adventícias, provenientes dos
sentidos, como ideias falíveis,
incertas e confusas, que não
conduzem ao conhecimento verdadeiro;
• PROBLEMA DOS LIMITES DO
CONHECIMENTO: CRENÇA NA
CERTEZA INABALÁVEL DO
CONHEDIMENTO E NO
CONHECIMENTO UNIVERSAL
(fundamentado na existência de Deus).
HUME
COMPARAÇÃO ENTRE DESCARTES
E HUME
FILOSOFIA 11º ANO
DESCARTES
• DEFENDE UM CEPTICISMO
MODERADO OU MITIGADO COM
BASE NOS SEGUINTES
ARGUMENTOS: 1. AUSÊNCIA DE
JUSTIFICAÇÕES PARA AS
CRENÇAS NA EXISTÊNCIA DO
MUNDO EXTERIOR E NA
UNIFORMIDADE DA NATUREZA; 2-
CONSCIÊNCIA DOS LIMITES DO
ENTENDIMENTO HUMANO. Apesar
do princípio de causalidade não ser mais
do que uma crença subjectiva, o produto
de um hábito, sem essa crença, a vida
seria impraticável.
• PARA DECIDIRMOS QUAIS AS
CRENÇAS QUE PODEMOS
ACEITAR COMO VERDADEIRAS,
TEMOS DE REJEITAR COMO
FALSO TUDO O QUE NÃO SEJA
INDUBITÁVEL (cepticismo
metodológico). ORA HÁ UM
CONHECIMENTO QUE RESISTE
A TODAS AS DÚVIDAS
CÉPTICAS: ESSE
CONHECIMENTO (PENSO,
LOGO EXISTO) É JUSTIFICADO
PELO PRÓPRIO ACTO DE
DUVIDAR.
HUME
COMPARAÇÃO ENTRE DESCARTES
E HUME
FILOSOFIA 11º ANO
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Bioética e manipulação genética
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Trabalho Bioetica e Manipulação Genetica. filosofia
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Trabalho teoria do conhecimento

  • 1. Agrupamento de Escolas de Arouca Teoria do ConhecimentoAnálise comparativa de duas teorias explicativas do Conhecimento Bruno Silva | Carlos Martins | Carlos Santos | João Almeida | João Bastos FILOSOFIA
  • 2. • I - Introdução • • II - Problemáticas estudadas pela gnosiologia: • 1 | Natureza do Conhecimento • | Realismo • | Idealismo • 2 | Possibilidade ou Validade do Conhecimento • 2.1 | Dogmatismo • 2.2 | Ceticismo • 2.3 | Ceticismo versus Dogmatismo e Criticismo • 3 | Origem do Conhecimento • 3.1 | Empirismo • 3.2 | Racionalismo 3.3 | Racionalismo Dogmático de René Descartes • O método • A dúvida • O cógito “Penso, logo existo” • A existência de Deus • A teoria do erro e as três substâncias • Conclusão • 3.4 | Racionalismo versus Empirismo ÍNDICE FILOSOFIA 11º ANO
  • 3. INTRODUÇÃO FILOSOFIA 11º ANO O conhecimento é um fenómeno complexo e difícil de explicar. O Homem interroga-se acerca da fonte do conhecimento O Homem começa por conhecer as ideias que correspondem àquilo que se verifica na realidade Porém os sentidos e a razão podem induzir- nos em erro! O Homem põe em causa praticamente tudo o conhecimento
  • 4. INTRODUÇÃO FILOSOFIA 11º ANO O conhecimento resulta da associação de três variáveis: Sujeito: incumbido de conhecer o objeto. Objeto: que se deixa- conhecer Relação Sujeito-Objeto Objeto Sujeito Apreende as caraterísticas do objeto e regressa a si A relação que se estabelece e a existência de S e O possibilita o conhecimento
  • 5. PROBLEMAS DA GNOSIOLOGIA FILOSOFIA 11º ANO Natureza do Conh. •o conhecimento será uma representação subjetiva criada pelo ser pensante? (Idealismo) •imagem objetiva criada pelo sujeito que corresponde à realidade (Realismo). Possibilidade do Conh. •É possível adquirir um conhecimento verdadeiro, objetivo e absoluto da realidade em geral (Dogmatismo)? •Será que podemos conhecer umas coisas e outras não ou o conhecimento é impossível (Ceticismo)? Origem do Conh. •será que o conhecimento têm origem na razão? (Racionalismo) •Ou na experiência? (Empirismo)
  • 6. NATUREZA DO CONHECIMENTO FILOSOFIA 11º ANO Conhecemos objetos em si mesmos? Ou meras representações? Realismo Idealismo Sujeito apreende o objeto em si mesmo. Realismo ingénuo: coisas podem ser conhecidas de forma absoluta. Relação de identidade S e O. Realismo crítico: a relação S-O é de correspondência. Imagem apreendida assemelha-se à realidade. Reduz a realidade às representações. O conhecimento resulta da razão e imaginação que reduz os fenómenos a representações.
  • 7. POSSIBILIDADE DO CONHECIMENTO FILOSOFIA 11º ANO Será possível conhecermos alguma coisa? Dogmatismo Não se apercebe do caráter relacional entre S e O. O conhecimento é evidente, absoluto e necessário Objetos são dados em si mesmos Atribui ao dogmatismo uma CONOTAÇÃO NEGATIVA Possibilita o conhecimento. Coisas c/ q contac. não oferecem resistência
  • 8. POSSIBILIDADE DO CONHECIMENTO FILOSOFIA 11º ANO Ceticismo Será que o conhecimento é impossível? Ceticismo S é incapaz apreender O Duvida da veracidade das representações Ninguém possui verdades absolutas Não admite nenhum critério de conhecimento
  • 9. POSSIBILIDADE DO CONHECIMENTO FILOSOFIA 11º ANO Ceticismo Radical •o conhecimento é impossível •O sujeito ao afirmar que é impossível pressupõe a existência desse conhecimento •Sendo impossível a S apreender P, o juízo paralisa. Ceticismo Mitigado •não há conhecimentos ou verdades absolutas e rigorosas •conhecimentos são avaliados segundo a sua aceitação ou plausibilidade Ceticismo Metafísico •podemos conhecer tudo aquilo que podemos experienciar •Deus e a alma sendo númenos não são suscetíveis de serem conhecidos Ceticismo
  • 10. 1. CONHECIMENTO A POSTERIORI: Adquirido apenas pela experiência. ARGUMENTO A POSTERIORI: •Se, e só se, pelo menos uma das suas premissas é a posteriori. 2. CONHECIMEMTO A PRIORI: Adquirido apenas pelo pensamento. ARGUMENTO A PRIORI: •Se, e só se, todas as suas premissas são a priori. FONTES DE CONHECIMENTO: A POSTERIORI E A PRIORI FILOSOFIA 11º ANO
  • 11. FORMULAÇÃO DO PROBLEMA:  Qual é a fonte fundamental de conhecimento? O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO FILOSOFIA 11º ANO
  • 12. RESPOSTAS AO PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO FILOSOFIA 11º ANO EMPIRISMO Todo o conhecimento tem uma origem empírica (impressões) Tudo o que ocorre na nossa mente mais não é do que percepções Princípio da Cópia. Relação entre ideias simples e complexas. Nâo há ideias inatas o homem quando nasce está vazio de conhecimento todo o conhecimento dos factos é a posteriori (depende da experiência). Os limites do conhecimento coincidem com aquilo de que é possível ter experiência. EX: A ideia de Deus é a ideia a que nenhum objecto da experiência sensível corresponde
  • 13. Racionalismo • A razão é a fonte do conhecimento verdadeiro. • Só através dela se pode encontrar um conhecimento absoluto, que tem de ser logicamente necessário e universalmente válido • Os racionalistas afirmam que algum desse conhecimento é a priori (independente da experiência) como por exemplo as demonstrações matemáticas. • O sujeito impõe-se ao objeto através das noções que traz em si e apreende-o socorrendo-se das quadros mentais humanos • Platão admitiu a existência dos mundos sensível (experiência -> imperfeito) e inteligível (razão -> absoluto) • Descartes considera que existem ideias inatas. RESPOSTAS AO PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO FILOSOFIA 11º ANO
  • 15. DESCARTES, O RACIONALISTA A RAZÃO FILOSOFIA 11º ANO  A razão é a fonte do conhecimento verdadeiro.  Só através dela se pode encontrar um conhecimento absoluto, que tem de ser logicamente necessário e universalmente válido Procurou para além os fundamentos do conhecimento físico, os do transcendental. Que justificou como verdadeiros e absolutos porque pressupõem a existência de uma Entidade Divina Deitou por terra o corpo argumentativo dos céticos.
  • 16. RACIONALISMO IDEIAS INATAS (Princípio do Conhecimento) IDEIAS CLARAS E DISTINTAS CERTEZA E UNIVERSALIDADE DO CONHECIMENTO AS IDEIAS ADVENTÍCIAS SÂO FALÍVEIS (INCERTAS E CONFUSAS) A IDEIA DE DEUS É A GARANTIA DO VALOR DO CONHECIMENTO, FUNDAMENTO DA VERDADE ASPECTOS RACIONALISTAS DA TEORIA DE DESCARTES FILOSOFIA 11º ANO
  • 17. MÉTODO CARTESIANO FILOSOFIA 11º ANO MÉTODO CARTESIANO Inspirou-se na índole matemáticaPara formular 4 regras (evidência, análise, síntese e enumeração) Que permitiram orientar a razão e a intuição e dedução Regras: -Evidência: não aceitar algo precipitadamente e assim minorar o risco de erro. Aceitar aquilo que é claro e distinto. -Análise: divisão das dificuldades em parcelas de modo a melhor esclarecê-las. -Síntese: ordenação pensamentos simples -> complexo -Enumeração: fazer enumeração que nada omitam Intuição vs Dedução Intuição: atos de apreensão direta e imediata de noções simples Dedução: encadeamento das intuições.
  • 18. APLICAÇãO DO MÉTODO FILOSOFIA 11º ANO FILOSOFIA: a ideia de Deus perfeito sustenta o conhecimento fundamentos colocados por Deus na consciência humana Vários tipos de conhecimentos que se procuraram alicerçar
  • 19. A DÚVIDA CARTESIANA FILOSOFIA 11º ANO Dúvida é através dela que repudiamos tudo aquilo que provoque dúvidas afeta somente as verdades que servem os homens concretos Pode ser legitimada com base em: precon ceitos caráter enganador dos sentidos Finitude humana Erros nas demonstr ações A existência de um deus enganador Considera que aquilo que nos engana uma vez, nos enganará sistematicamente A dúvida é uma suspensão do juízo uma vez que o juízo procura essencialmente a certeza
  • 21. CARACTERÍSTICAS DA DÚVIDA METÓDICA CARTESIANA FILOSOFIA 11º ANO 2. VOLUNTÁRIA: duvidar é uma decisão intelectual, é um ato de vontade livre; 3. PROVISÓRIA: duvidar tem por finalidade alcançar uma verdade que resista à dúvida – cogito; 4. HIPERBÓLICA OU EXCESSIVA: duvidar consiste em rejeitar como falso tudo o que possa suscitar a mínima dúvida, chegando-se a atingir, neste processo, a crença natural na existência da realidade exterior. 1. METÓDICA é utilizada como um meio para atingir a verdade absoluta e unívoca
  • 22. CARACTERÍSTICAS DA DÚVIDA METÓDICA CARTESIANA FILOSOFIA 11º ANO 5. UNIVERSAL: duvidar consiste em rejeitar como falso tudo o que possa suscitar a mínima dúvida, chegando-se a atingir, neste processo, a crença natural na existência da realidade exterior. 6. RADICAL: duvidar consiste em rejeitar como falso tudo o que possa suscitar a mínima dúvida, chegando-se a atingir, neste processo, a crença natural na existência da realidade exterior.
  • 23. FILOSOFIA 11º ANO O CÓGITO “PENSO, LOGO EXISTO” As idades inatas são evidentes, isto é, claras e distintas. São eternas, imutáveis e absolutas. O cogito serve de paradigma para as várias enunciações verdadeiras O cogito é a única realidade da qual não podemos duvidar, realidade essa que é a nossa própria existência. A existência é indissociável ao próprio pensamento Se hipoteticamente não nos abstivéssemos de quaisquer preconceitos , a alma seria à posteriori pois não seria mais do que uma avaliação ou opinião subjetiva por parte do Homem.
  • 24. FILOSOFIA 11º ANO A EXISTÊNCIA DE DEUS O cogito por si só , é insuficiente para fundamentar o conhecimento. têm origem nas experiências sensíveis. I. adventícias I. factícias I. inatas brotam da imaginação do sujeito advém da razão sendo parte integrante dela Sabor, textura Seres mitológicos Matemática
  • 25. FILOSOFIA 11º ANO A EXISTÊNCIA DE DEUS O mundo inteligível é um domínio no qual não há espaço para a mais diminuta dúvida ou incerteza nem o erro é admissível DEUS: omnisciente, omnipotente e sumamente perfeito pelo que é certo e indubitável, cuja existente é provada por : constatação de que na ideia de ser perfeito estão contidas todas as perfeições sendo a existência uma dessas certezas. Podemos procurar a causa que faz com que essa ideia faça parte de nós sendo que essa causa representa uma substância eterna. desmistificar qual a causa por detrás da existência do ser pensante, causa essa que é Deus
  • 26. FILOSOFIA 11º ANO TEORIA DO ERRO E DAS TRÊS SUBSTÂNCIAS Relativamente ao erro, o entendimento e a vontade são cruciais. O erro surge como reflexo da imperfeição humana, que se precipita. Para Descartes, podemos assim, ter ideias claras e distintas dos atributos dos três tipos de substâncias: a substância pensante, a substância extensa e a substância divina. S. Pensante S. Extensa S. Divina atributo essencial é o pensamento atributo essencial é o extensão atributo essencial é o perfeição existente em Deus o ser humano é o produto da reação entre a alma ou razão e o corpo
  • 27. RACIONALISMO CARTESIANO: Síntese 1. A DECISÃO DE DUVIDAR: A dúvida liberta a mente das falsas crenças (a experiência sensível, as opiniões e as crenças sem fundamento) 2. SUJEITO PURAMENTE RACIONAL: O nosso conhecimento pode desenvolver-se com base apenas na razão. 3. A EXISTÊNCIA DE IDEIAS INATAS: A razão humana extrai de si própria os conhecimentos (a priori). 4. O PRINCÍPIO DE CLAREZA E DISTINÇÃO: Aquilo que a mente (razão) concebe com clareza e distinção não pode ser falso. 5. A VERACIDADE DIVINA: Se Deus (Ser Perfeito) existe, então a hipótese do deus enganador é rejeitada. Deus é a garantia da verdade das evidências. Ou seja, a estabilidade da verdade é garantida por Deus. FILOSOFIA 11º ANO
  • 28. FILOSOFIA 11º ANO COMPARAÇÃO ENTRE DESCARTES E HUME
  • 29. DESCARTES • Admite a existência de duas fontes de conhecimento, a experiência e a razão (pensamento), mas considera a experiência a fonte fundamental do conhecimento; • O conhecimento de facto (questões de facto) é adquirido pela experiência (a posteriori) dado que a razão nada nos diz sobre o mundo exterior. Hume defende que as crenças básicas não Têm um carácter racional (a priori); • A RAZÃO NADA NOS DIZ SOBRE O MUNDO: OS CONHECIMENTOS SOBRE O MUNDO DOS FACTOS TÊM O SEU FUNDAMENTO NA EXPERIÊNCIA; • NEGA A EXISTÊNCIA DE IDEIAS INATAS. O CONHECIMENTO TEM ORIGEM NAS IMPRESSÔES. • Admite a existência de duas fontes de conhecimento, a experiência e a razão (pensamento), mas considera a razão ou o pensamento a fonte fundamaental de conhecimento; • A justificação do conhecimento é dada pela razão ou pelo pensamento. A primeira certeza cartesiana, motor de todo o conhecimento, o cogito (Penso, logo existo), é adquirida pela razão. Descartes defende que as crenças básicas têm um carácter racional(a priori); • OS SENTIDOS NÂO MERECEM CONFIANÇA (enganadores); • RECONHCE UM PAPEL FULCRAL ÀS IDEIAS INATAS CONSIDERADAS COMO PRINCÍPIO DO CONHECIMENTO; HUME COMPARAÇÃO ENTRE DESCARTES E HUME FILOSOFIA 11º ANO
  • 30. DESCARTES • Todas as nossas ideias TÊM ORIGEM NAS IMPRESSÕES, isto é, são cópias das nossas impressões, externas (dados dos sentidos) ou internas (desejos, sentimentos, etc). As ideias simples são cópias directas das impressões e as ideias complexas são combinações de ideias simples geradas pela imaginação; • LIMITES DO CONHECIMENTO: A EXPERIÊNCIA (IMPRESSÕES). • As ideias inatas são ideias provenientes da razão, claras e distintas, que não têm origem nos sentidos, garantindo a certeza e a universalidade do conhecimento. Por sua vez, Descartes considera que as ideias adventícias, provenientes dos sentidos, como ideias falíveis, incertas e confusas, que não conduzem ao conhecimento verdadeiro; • PROBLEMA DOS LIMITES DO CONHECIMENTO: CRENÇA NA CERTEZA INABALÁVEL DO CONHEDIMENTO E NO CONHECIMENTO UNIVERSAL (fundamentado na existência de Deus). HUME COMPARAÇÃO ENTRE DESCARTES E HUME FILOSOFIA 11º ANO
  • 31. DESCARTES • DEFENDE UM CEPTICISMO MODERADO OU MITIGADO COM BASE NOS SEGUINTES ARGUMENTOS: 1. AUSÊNCIA DE JUSTIFICAÇÕES PARA AS CRENÇAS NA EXISTÊNCIA DO MUNDO EXTERIOR E NA UNIFORMIDADE DA NATUREZA; 2- CONSCIÊNCIA DOS LIMITES DO ENTENDIMENTO HUMANO. Apesar do princípio de causalidade não ser mais do que uma crença subjectiva, o produto de um hábito, sem essa crença, a vida seria impraticável. • PARA DECIDIRMOS QUAIS AS CRENÇAS QUE PODEMOS ACEITAR COMO VERDADEIRAS, TEMOS DE REJEITAR COMO FALSO TUDO O QUE NÃO SEJA INDUBITÁVEL (cepticismo metodológico). ORA HÁ UM CONHECIMENTO QUE RESISTE A TODAS AS DÚVIDAS CÉPTICAS: ESSE CONHECIMENTO (PENSO, LOGO EXISTO) É JUSTIFICADO PELO PRÓPRIO ACTO DE DUVIDAR. HUME COMPARAÇÃO ENTRE DESCARTES E HUME FILOSOFIA 11º ANO