Natureza e Cultura

37.537 visualizações

Publicada em

Diferenças entre o animal natural e o animal cultural

Publicada em: Educação
5 comentários
18 gostaram
Estatísticas
Notas
Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
37.537
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
1.046
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
957
Comentários
5
Gostaram
18
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Natureza e Cultura

  1. 1. Filosofia Profº José Ferreira Júnior
  2. 2. Amala e Kamala encontradas em 1920, com comportamento animal. Quais as diferenças entre o homem e o animal?
  3. 3.  Os animais são capacitados para enfrentar certas dificuldades. asas Couro peludo Armadura protetora rapidez
  4. 4. Derruba qualquer animal. Voa mais alto, Enxergar mais longe, Ser mais rápido,
  5. 5. O homem - ser cultural  Pelo controle do fogo e habilidade de fazer roupas e casas, o homem pode viver desde os pólos da Terra até o Equador.
  6. 6.  Ação por instinto – ação regida por leis biológicas, idênticas na espécie e invariáveis de indivíduo para indivíduo. Presente em todos os animais;  Ação pela inteligência – é uma resposta ao problema ou a situação nova de maneira improvisada e criativa. Presente nos animais superiores. Trata-se de uma ação flexível, ou seja, suas respostas variam de acordo com a situação e também de animal para animal.
  7. 7.  Linguagem Programada – é idêntica em todos os indivíduos da espécie. Ex.: o rosnar do cão;  Linguagem Rudimentar – encontra-se nos animais superiores e se dá pela inteligência mediante aprendizagem por reflexo condicionado. Ex.: a linguagem de sinais ensinada aos chimpanzés;  Linguagem Simbólica – pertencente aos seres humanos, bem como é o divisor de águas entre a natureza humana e dos animais: somos seres que falam. É graças a ela que podemos abstrair o mundo.
  8. 8.  A Linguagem humana intervém como forma abstrata que nos distancia da experiência vivida e nos permite reorganizá-la em outro contexto, dando-lhe novo sentido. É ela que nos possibilita o retorno para agir sobre o mundo e transformá-lo.  O mundo que resulta do pensar e do agir humanos não pode ser chamado de natural, pois se encontra modificado e ampliado por nós. Portanto, as diferenças entre ser humano e animal não são apenas de grau porque, enquanto o animal permanece mergulhado na natureza, nós somos capazes de transformá-la em cultura.
  9. 9. A ação cultural é coletiva, por ser exercida como tarefa social, pela qual a palavra toma sentido pelo diálogo. Cultura é o modo como indivíduos e comunidades respondem às suas necessidades e aos seus desejos simbólicos.
  10. 10.  O Mundo cultural é um sistema de significados já estabelecidos por outros. Ao nascermos encontramo-nos diante de valores já dado.  Todas as diferenças existentes no comportamento modelado em sociedade resultam da maneira pela qual são organizadas as relações entre os indivíduos.  É por meio delas que se estabelecem os valores e as regras de conduta que norteiam a construção da vida social, econômica e política. TRADIÇÃO E RUPTURA
  11. 11.  Heidegger alerta para o mundo do “se”. Veste-se, come-se, pensa-se, não como cada um gostaria de se vestir, comer, ou pensar, mas como a maioria o faz.  Entretanto, assim como a massificação decorre da aceitação sem crítica de valores impostos pelo grupo social, também é verdade que a vida autentica nasce na sociedade e a partir dela.  Se o processo de humanização se faz por meio das relações pessoais, será dos impasses e confrontos surgidos nessas relações que a consciência de si poderá emergir lentamente. Ao mesmo tempo que nos reconhecemos como seres sociais, também somos pessoas, temos uma individualidade que nos distingue dos demais. TRADIÇÃO E RUPTURA
  12. 12.  Apesar das sociedades tradicionais fixarem hábitos mais duradouros que ordenavam a vida de maneira padronizada com estilos e comportamentos mais resistentes, a partir dos anos de 1960 nota-se uma mudança de paradigma, porque os parâmetros que vinham orientando novo modo de pensar, valorar e agir desde o Renascimento e a Idade Moderna começam a entrar em crise no fim do século XIX.
  13. 13.  Estamos vivendo a era da sociedade da informação e do conhecimento, que tem transformado de maneira radical todos os setores de nossas vidas.  A influência da mídia e da informática acelerou o processo de globalização, a partir de uma nova rede de comunicação que nos coloca em contato com qualquer pessoa ou grupo em todos os lugares do planeta.  As grandes transformações que tiveram início no final dos anos de 1960 e meados da década de 1970 criaram entre outras inovações, uma nova estrutura social dominante: a sociedade em rede. A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO
  14. 14.  Segundo o sociólogo Manuel Castells, uma sociedade em rede é um conjunto de nós interconectados e pode ser dos mais variados tipos.  O desafio dos novos tempos é ser capaz de selecionar a informação e refletir sobre seu significado. A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO
  15. 15.  Os animais superiores, por mais adestrados que sejam, jamais conseguirão transpor o limite que separa a natureza da cultura. Haja vista que, esse limiar encontra-se na linguagem simbólica, na ação criativa e intencional, na imitação capaz de efetuar transformações inesperadas.  A cultura é, portanto, um processo que caracteriza o ser humano como ser de mutação, que se faz à medida que transcende, que ultrapassa a própria experiência.
  16. 16.  Quando o filósofo francês contemporâneo Georges Gusdorf – retomando de Heidegger e Sartre citação similar – diz que “o homem não é o que é , mas é o que não é”.  O homem define-se pelo lançar-se no futuro, antecipando, por meio de projetos, sua ação consciente sobre o mundo.  Trata-se, portanto, de uma postura existencialista, ou seja, o ser humano está aberto a possibilidade de construir ele próprio sua existência.
  17. 17.  Quer mostrar assim, que o homem não se define por uma essência, ou seja, que o mesmo possui uma mesma natureza universal, idêntica em todos os tempos e lugares.  E o que seria uma mera fragilidade, pois o ser humano não se encontra, como os animais, em harmonia com a natureza, é sua força, já que sua característica mais nobre: é a capacidade de produzir sua própria história e de se tornar sujeito de seus atos.
  18. 18.  ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: introdução à Filosofia. 4. ed. Ver. São Paulo: Moderna, 2009.  www.youtube.com.br

×