Transtornos do Humor nos Transtornos Alimentares

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Arquivo de palestra ministrada pela psicóloga Ana Carolina Schmidt no Curso de Aprimoramento em Transtornos Alimentares para Nutricionistas e Estudantes de Nutrição, promovido pelo Programa de Transtornos Alimentares (Ambulim), e Serviço de Nutrição e Dietética (SND) do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.

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Transtornos do Humor nos Transtornos Alimentares

  1. 1. Transtornos do Humor nos Transtornos Alimentares Ana Carolina Schmidt de Oliveira Psicóloga CRP 06/99198 Especialista em Dependência Química Mestranda Psiquiatria
  2. 2. Dicas de Vídeos • Dentro de nós (Documentário) • Vida (Curta Metragem)
  3. 3. Dica de Filme • Mr. Jones
  4. 4. Transtornos do Humor • F30-F39 Transtornos do humor [afetivos] • Característica principal: alteração do humor ou do afeto, no sentido de uma depressão (com ou sem ansiedade associada) ou de uma elação. • Modificação do nível global de atividade • Tendem a ser recorrentes • A ocorrência dos episódios individuais pode estar relacionada com situações ou fatos estressantes. (CID 10)
  5. 5. Episódio Maníaco • Exclusivamente a um episódio isolado. • Se já apresentou um ou mais episódios afetivos prévios  diagnóstico de transtorno afetivo bipolar
  6. 6. Hipomania • Presença de uma elevação ligeira mas persistente do humor, da energia e da atividade • Sentimento intenso de bem-estar e de eficácia física e psíquica (autoestima inflada) • Aumento da sociabilidade, do desejo de falar, da familiaridade e da energia sexual • Redução da necessidade de sono • Fuga ideias, pensamentos acelerados • Distrabilidade • Atividades com objetivos ou agitação psicomotora • Envolvimento em atividades arriscadas
  7. 7. Hipomania • A euforia e a sociabilidade são por vezes substituídas por irritabilidade, atitude pretensiosa ou comportamento grosseiro • Ausência de alucinações ou delírios • Deve persistir por vários dias (4 dias) • Não são tão graves de modo a entravar o funcionamento profissional ou levar a uma rejeição social (mas são percebidos) • Não associado à substância
  8. 8. Mania • Elevação do humor fora de proporção com a situação do sujeito • Jovialidade descuidada a uma agitação praticamente incontrolável • Aumento da energia, e do desejo de falar • Redução da necessidade de sono • Atividade dirigida a objetivos
  9. 9. Mania • Grande distração • Aumento da autoestima (ideias de grandeza e superestimativa de capacidades) • Perda das inibições sociais (condutas imprudentes, inapropriadas) • Duração mín. de uma semana • Impactos consideráveis para as atividades cotidianas • Não associado ao consumo de substância
  10. 10. Mania com Sintomas Psicóticos • Presença de ideias delirantes (grandeza) • Ou alucinações (voz que fala diretamente ao sujeito) • Ou de agitação, de atividade motora excessiva e de fuga de ideias (grave, incompreensível)
  11. 11. Transtorno Afetivo Bipolar • Dois ou mais episódios de humor e nível de atividade perturbados. – elevação do humor e aumento da energia e da atividade (hipomania ou mania) – e da atividade (depressão) • Pacientes que sofrem somente de episódios repetidos de hipomania ou mania são classificados como bipolares.
  12. 12. Transtorno Afetivo Bipolar • Risco de Suicídio – Tipo I: 15 vezes maior que na população geral – ¼ dos suicídios • Tipo II: 1/3 já tentou; suicidam mais que tipo I • Comorbidade com transtorno alimentar: mais em tipo II – 14% (TCA principalmente)
  13. 13. Classificações • TAB, episódio atual : – maníaco sem sintomas psicóticos – maníaco com sintomas psicóticos – depressivo leve ou moderado – depressivo grave sem sintomas psicóticos – depressivo grave com sintomas psicóticos – misto – em remissão
  14. 14. Episódios Depressivos • Humor • Prazer • Interesse • Energia e Fadiga • Atividade (ou ) • Concentração e Pensamento • Apetite e Peso (ou ) • Libido • Autoestima • Autoconfiança • Sono (ou )
  15. 15. Episódios Depressivos • Ideias de culpabilidade e ou de indignidade • Ideias ou atos autolesivos e de suicídio • Humor varia pouco • Sintomas “somáticos” • Prejuízos ou sofrimento significativos • Graus: leve, moderado e grave • Risco de suicídio: muito aumentada. Homens, solteiros, sozinhos, desesperança. • Comorbidade: principalmente anorexia e bulimia nervosa.
  16. 16. Episódio Depressivo Leve • Dois ou três dos sintomas citados, em geral: – Humor deprimido, perda de interesse, fadiga – Mínimo dois meses – Capaz de desempenhar a maior parte de suas atividades
  17. 17. Episódio Depressivo Moderado • Quatro ou mais dos sintomas citados • Muita dificuldade para desempenhar as atividades de rotina
  18. 18. Episódio Depressivo Grave • Vários dos sintomas são marcantes e angustiantes • Típico: perda da autoestima e ideias de desvalia ou culpa • Sintomas “somáticos” • Ideias e os atos suicidas
  19. 19. Episódio Depressivo Grave com Sintomas Psicóticos • Alucinações e ideias delirantes • Lentidão psicomotora ou estupor • Grave • Todas as atividades sociais normais tornam-se impossíveis • Risco de suicídio, desidratação ou desnutrição
  20. 20. Transtorno Depressivo Recorrente • Ocorrência repetida de episódios depressivos • Ausência de antecedente de mania • Início em qualquer idade • Início pode ser agudo ou insidioso • Duração variável de algumas semanas a alguns meses • Pelo menos dois episódios devem ter durado no mínimo duas semanas, separados por meses
  21. 21. Classificação • Transtorno depressivo recorrente, episódio atual: – leve – moderado – grave sem sintomas psicóticos – grave com sintomas psicóticos – em remissão
  22. 22. Ciclotimia • Flutuante • Instabilidade persistente do humor • Numerosos períodos de depressão ou de leve elação • Nenhum deles suficientemente grave ou prolongado para responder aos critérios de um transtorno afetivo bipolar ou de um transtorno depressivo recorrente. • Sofrimento e incapacidade consideráveis
  23. 23. Distimia • Flutuante • Rebaixamento crônico do humor • Persistindo ao menos por vários anos • Gravidade não é suficiente • Sofrimento e incapacidade consideráveis
  24. 24. Instrumentos • MINI • SCID • BDI (Beck)
  25. 25. Transtornos Alimentares • Comorbidades Psiquiátricas são frequentes em TA • Principalmente nos indivíduos que procuram tratamento • TH: ocorrem em 52% a 98% dos pacientes • Episódio depressivo maior 50% • Distimia 75% • Tratar comorbidade melhora prognóstico
  26. 26. TA Restritivo Evitativo • Diagnóstico diferencial – Transtorno Depressivo Maior: inapetência ingesta restrita, perda de peso  resolve com o tratamento do humor. – TARV: todos os critérios estabelecidos, e tratamento específico para perturbação alimentar.
  27. 27. Anorexia Nervosa • Diagnóstico Diferencial – Transtorno Depressivo Maior: ocorre perda de peso, mas não há desejo extremo por esta perda, nem medo intenso de ganhar peso. • Comorbidade – TAB e Transtornos Depressivos • Risco de Suicídio – Elevado: 12:100.000 por ano – Avaliar histórico, ideação, comportamentos e fatores de risco.
  28. 28. Bulimia Nervosa • Diagnostico Diferencial – Transtorno Depressivo Maior: pode ocorrer hiperfagia, mas sem comportamentos compensatórios e preocupação excessiva com a forma e peso. Para comorbidade, critérios de ambos devem ser estabelecidos. • Comorbidades – Sintomas depressivos, TAB, Transtornos Depressivos • Risco de Suicídio – Alto, deve ser avaliado
  29. 29. Transtorno de Compulsão Alimentar • Diagnóstico Diferencial – TAB: pode haver compulsão e outros sintomas, mas os critérios de ambos deves estar estabelecidos para diagnóstico de comorbidade. – T Depressivos: pode haver aumento da ingesta e ganho de peso, mas os critérios de ambos deves estar estabelecidos para diagnóstico de comorbidade • Comorbidade – TAB, T depressivos
  30. 30. Outros • Pica – Diagnóstico Diferencial: • Autolesão e comportamento suicida: ingestão de itens nocivos (agulhas, facas) • Ruminação – Comorbidade • Pode ocorrer concomitante a outro transtorno mental se justificar atenção específica.
  31. 31. Destaques
  32. 32. Desafios • Aspectos psicológicos: causadores, consequências ou mantenedores da condição • Aumento dos sintomas comorbidos durante o tratamento (ex: diante da dieta aumentar sintomas depressivos) • Adesão ao tratamento (todos as modalidades-colaboração dos profissionais) • Motivação para a mudança • Qualidade de vida • Consumo de Substâncias Psicoativas • Gravidade (internação)
  33. 33. Tratamento • Ser biopsicossocial • Comorbidades Psiquiátricas devem ser tratadas concomitantemente • Manejo Multidisciplinar – Psicoterapia (TCC) – Intervenção Psiquiátrica – Atividades Físicas – Alimentação • Precisa avaliar cada caso, não tem como fazer um “pacotão”.
  34. 34. Obrigada anacarolina@vidamental.com.br

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