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Como é a entrevista clínica
de crianças de 2 a 12 anos
em neurociências?
Hewdy Lobo Ribeiro
Médico Psiquiatra da Infância e Adolescência
CREMESP 114681
Entrevista clínica na infância
• Os profissionais das neurociências são demandados a
identificar na infância:
• Os mais diversos problemas que afetam o sistema nervoso
central em desenvolvimento
• A gravidade de suas consequências do ponto de vista cognitivo,
comportamental e funcional
• Portanto são necessários conhecimentos e treino
específicos – são técnicas e conhecimentos diferentes dos
adultos
• A entrevista clínica é a fase da avaliação em neurociências
em que a aplicação desses conhecimentos é máxima
2 anos
• Capacidade motora: sobe e desce escadas usando os dois
pés a cada degrau; inclina-se e pega objetos sem cair; gira
botões; pode se vestir parcialmente; apresenta resposta
flexora do reflexo plantar em 100% dos casos;
• Linguagem: presenta vocabulário médio de 200 a 300
palavras; nomeia objetos cotidianos comuns; enuncia
aspectos morfossintáticos – os enunciados até os 2 anos
são de unidades linguísticas não associadas.
• Os 5 a 6 anos seguintes serão dedicados à aquisição de
estruturas mais complexas, que compõem os aspectos
morfossintáticos da língua.
3 anos
• Capacidade visual: apresenta acuidade visual normal;
• Capacidade motora: Sobe escadas usando um pé por degrau;
pedala triciclos; veste-se completamente, exceto o uso de
cadarços, cintos e botões;
• Funções sociais básicas: entre 3 e 4 anos, compreende a
relação causa-efeito, e apresenta emergência da consciência,
empatia, desenvolvimento moral, e habilidades de interação
social, adquiridas ao brincar com os pares;
• Linguagem: apresenta vocabulário médio com 900 a 1.000
palavras; constrói sentenças simples com 3 a 4 palavras com
sujeito e verbo; pode seguir comandos com dois passos;
pragueja, xinga.
5 anos
• Capacidade motora: salta; amarra os cadarços; copia um
triângulo; fala a própria idade corretamente;
• Funções sociais básicas: de 4 a 7 anos - teoria da mente -
entendimento dos sentimentos e desejos dos outros;
• Linguagem: apresenta vocabulário com 1.500 a 2.200
palavras; faz inúmeras perguntas aos 4 anos; enuncia
sentenças mais complexas; discute sentimentos.
• De 5 a 7 anos: adquire de maneira fluida, embora lenta, a
capacidade de leitura e escrita; apresenta escrita fonética
adequada, o sistema ortográfico utilizado evolui nos anos
seguintes.
6 anos a 12 anos
• 6 anos - Linguagem: apresenta vocabulário expressivo
médio de 2.600 palavras; apresenta vocabulário receptivo
de 20.000 a 24.000 palavras; apresenta discurso completo.
• Mais de 12 anos – Liguagem: apresenta vocabulário de 50
mil ou mais palavras; utiliza raciocínio formal, abstrato
com insight, julgamento, inferências.
Referência
• PAULA JJ, COSTA DS. A entrevista clínica em
neuropsicologia. MALLOY-DINIZ LF, MATTOS P, ABREU,N,
FUENTES, D. Neuropsicologia: Aplicações Clínicas.
ArtMed, 2016.
Pós-graduação
• Profissionais que buscam níveis melhores de
trabalho, reconhecimento e remuneração
• Incomodado, inseguro e insatisfeito
• Curso de investimento justo, professores do
mercado e conhecimentos práticos
• Matrícula na nossa pós-graduação
• Neurociências na Infância e Adolescência
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(11) 2166-1066 / 0800-010-9000
Muito obrigado!
Hewdy Lobo Ribeiro
lobo@vidamental.com.br
11 99622 8835

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  • 1. Como é a entrevista clínica de crianças de 2 a 12 anos em neurociências? Hewdy Lobo Ribeiro Médico Psiquiatra da Infância e Adolescência CREMESP 114681
  • 2. Entrevista clínica na infância • Os profissionais das neurociências são demandados a identificar na infância: • Os mais diversos problemas que afetam o sistema nervoso central em desenvolvimento • A gravidade de suas consequências do ponto de vista cognitivo, comportamental e funcional • Portanto são necessários conhecimentos e treino específicos – são técnicas e conhecimentos diferentes dos adultos • A entrevista clínica é a fase da avaliação em neurociências em que a aplicação desses conhecimentos é máxima
  • 3. 2 anos • Capacidade motora: sobe e desce escadas usando os dois pés a cada degrau; inclina-se e pega objetos sem cair; gira botões; pode se vestir parcialmente; apresenta resposta flexora do reflexo plantar em 100% dos casos; • Linguagem: presenta vocabulário médio de 200 a 300 palavras; nomeia objetos cotidianos comuns; enuncia aspectos morfossintáticos – os enunciados até os 2 anos são de unidades linguísticas não associadas. • Os 5 a 6 anos seguintes serão dedicados à aquisição de estruturas mais complexas, que compõem os aspectos morfossintáticos da língua.
  • 4. 3 anos • Capacidade visual: apresenta acuidade visual normal; • Capacidade motora: Sobe escadas usando um pé por degrau; pedala triciclos; veste-se completamente, exceto o uso de cadarços, cintos e botões; • Funções sociais básicas: entre 3 e 4 anos, compreende a relação causa-efeito, e apresenta emergência da consciência, empatia, desenvolvimento moral, e habilidades de interação social, adquiridas ao brincar com os pares; • Linguagem: apresenta vocabulário médio com 900 a 1.000 palavras; constrói sentenças simples com 3 a 4 palavras com sujeito e verbo; pode seguir comandos com dois passos; pragueja, xinga.
  • 5. 5 anos • Capacidade motora: salta; amarra os cadarços; copia um triângulo; fala a própria idade corretamente; • Funções sociais básicas: de 4 a 7 anos - teoria da mente - entendimento dos sentimentos e desejos dos outros; • Linguagem: apresenta vocabulário com 1.500 a 2.200 palavras; faz inúmeras perguntas aos 4 anos; enuncia sentenças mais complexas; discute sentimentos. • De 5 a 7 anos: adquire de maneira fluida, embora lenta, a capacidade de leitura e escrita; apresenta escrita fonética adequada, o sistema ortográfico utilizado evolui nos anos seguintes.
  • 6. 6 anos a 12 anos • 6 anos - Linguagem: apresenta vocabulário expressivo médio de 2.600 palavras; apresenta vocabulário receptivo de 20.000 a 24.000 palavras; apresenta discurso completo. • Mais de 12 anos – Liguagem: apresenta vocabulário de 50 mil ou mais palavras; utiliza raciocínio formal, abstrato com insight, julgamento, inferências.
  • 7. Referência • PAULA JJ, COSTA DS. A entrevista clínica em neuropsicologia. MALLOY-DINIZ LF, MATTOS P, ABREU,N, FUENTES, D. Neuropsicologia: Aplicações Clínicas. ArtMed, 2016.
  • 8. Pós-graduação • Profissionais que buscam níveis melhores de trabalho, reconhecimento e remuneração • Incomodado, inseguro e insatisfeito • Curso de investimento justo, professores do mercado e conhecimentos práticos • Matrícula na nossa pós-graduação • Neurociências na Infância e Adolescência
  • 9. Contatos Hewdy Lobo lobo@vidamental.com.br (11) 9 9622-8835 Pós-Graduação Vida Mental cursos@vidamental.com.br (11) 99901-6189 Universidade Paulista-UNIP (11) 2166-1066 / 0800-010-9000
  • 10. Muito obrigado! Hewdy Lobo Ribeiro lobo@vidamental.com.br 11 99622 8835