História - 8º ano Unidade 1 O expansionismo Europeu 
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O expansionismo europeu 
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1 – Conhecer e compreender o pioneirismo português no processo europeu de expansão. 
1. Relacionar o arranque do processo de expansão europeu com as dificuldades e tensões acumuladas na segunda metade do século XIV. 
2. Relacionar o crescimento demográfico e comercial europeu do século XV com as necessidades de expansão interna e externa da Europa. 
3. Explicar as condições políticas, sociais, técnicas, científicas e religiosas que possibilitaram o arranque da expansão portuguesa.
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2 – Conhecer os processos de expansão dos Impérios Peninsulares. 
1. Descrever as prioridades concedidas à expansão nos períodos do Infante D. Henrique, de D. Afonso V, de D. João II e de D. Manuel I e os seus resultados. 
2. Caracterizar os principais sistemas de exploração do Império português nas ilhas atlânticas, costa ocidental africana, Brasil e Império português do Oriente. 
3. Identificar os conflitos entre Portugal e Castela pela posse de territórios ultramarinos, relacionando-os com os tratados de Alcáçovas e de Tordesilhas e com a consolidação da teoria do Mare Clausum. 
4. Caracterizar a conquista e construção do Império espanhol da América. 
5. Reconhecer o apogeu de Portugal como a grande potência mundial na primeira metade do século XVI e de Espanha na segunda metade da mesma centúria.
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3 – Compreender as transformações do comércio à escala mundial. 
1. Caracterizar as grandes rotas do comércio mundial do século XVI. 
2. Avaliar as consequências do comércio intercontinental no quotidiano e nos consumos mundiais. 
3. Descrever a dinamização dos centros económicos europeus decorrente da mundialização da economia. 
4. Explicar o domínio de Antuérpia na distribuição e venda dos produtos coloniais na Europa.
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4 – Compreender os séculos XV e XVI como período de amplificação dos níveis de multiculturalidade das sociedades. 
1. Identificar, no âmbito de processos de colonização, fenómenos de intercâmbio, aculturação e assimilação. 
2. Caracterizar a escravatura nos séculos XV e XVI e as atitudes dos europeus face a negros e índios. 
3. Referenciar a intensificação das perseguições aos judeus que culminaram na expulsão ou na conversão forçada e na perseguição dos mesmos de muitos territórios da Europa Ocidental, com destaque para o caso português. 
4. Constatar a permanência e a universalidade de valores e atitudes racistas até à atualidade.
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5 – Conhecer o processo de união dos impérios peninsulares e a Restauração da independência portuguesa em 1640. 
1. Indicar os motivos da crise do Império português a partir da segunda metade do século XVI. 
2. Descrever os fatores que estiveram na origem da perda de independência portuguesa em 1580 e da concretização de uma monarquia dual. 
3. Relacionar a ascensão económica e colonial da Europa do Norte com a crise do Império espanhol e as suas repercussões em Portugal. 4. Relacionar o incumprimento das promessas feitas por Filipe I, nas cortes de Tomar, pelos seus sucessores com o crescente descontentamento dos vários grupos sociais portugueses. 
5. Descrever os principais acontecimentos da Restauração da independência de Portugal no 1.º de Dezembro de 1640.
Após a crise do século XIV, o XV foi de recuperação económica; 
A população e a produção agrícola e artesanal crescem; 
Desenvolve-se o comércio; 
Surgem novas áreas comerciais: Cidades Hanseáticas, Flandres, cidades italianas; 
Hansa 
Flandres 
Cidades 
Italianas 
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Mapa da Europa no século XV 
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Principais estados: França e Inglaterra; 
O Sacro Império Romano-Germano estava dividido em dezenas de pequenos estados; 
Na Península Ibérica existem 4 estados: Portugal, Castela, Aragão e Navarra, o último reino muçulmano (Granada) foi conquistado em 1492; 
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Mapa mundo da época medieval 
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O que é que este mapa nos revela sobre o conhecimento que os europeus tinham do Mundo no início do século XV? 
O conhecimento do Mundo era muito reduzido. O continente americano era completamente desconhecido, a Ásia era apenas conhecida através do relato de alguns viajante, como Marco Polo. A África, com exceção da zona mediterrânica, também era completamente desconhecida. 
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Os europeus imaginavam regiões e mares desconhecidos, cheios de perigos e de monstros e outros animais imaginários; 
Considerava-se que a temperatura na zona do equador seria tão alta que não era possível habitar essa zona; 
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A expansão europeia 
Objetivos dessa expansão: 
Necessidade de ouro. O desenvolvimento do comércio criou a necessidade de mais moeda. O ouro era muito raro na Europa e por isso era vital alcançar as regiões produtoras de ouro, nomeadamente em África; 
Procuram de alcançar as regiões produtoras de especiarias que se localizavam na Ásia; 
O ouro e as especiarias chegavam à Europa através de comerciantes muçulmanos; 
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As motivações portuguesas: 
Os grupos sociais (burguesia e parte da nobreza) interessados no comércio queriam ter acesso: 
Ao ouro africano, às especiarias, ao açúcar e às plantas tintureiras; 
Às fontes de escravos; 
A regiões produtoras de cereais; 
A nobreza pretendia continuar a guerra contra os muçulmanos como forma de aumentar os seus domínios senhoriais; 
Motivações religiosas, expandir a fé cristã, combater o Islão. 
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Porque foi Portugal o primeiro país a iniciar essa expansão europeia? 
Em Portugal, no início do século XV estavam reunidas as condições para se iniciar o processo de expansão; 
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Condições geográficas 
Portugal fica situado no extremo ocidental da Europa; 
Perto da costa africana e dos arquipélagos atlânticos; 
Longa costa marítima e bons portos naturais; 
Pesca e comércio a longa distância; 
Em Portugal existiam marinheiros experientes. 
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Condições políticas 
D. João I 
Nos finais do século XIV ocupa o poder uma nova dinastia e uma nova nobreza com vontade de conquistar mais terras e riquezas; 
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Condições técnicas e científicas 
Portugal foi um local de encontro de várias culturas, sobretudo a judaica e muçulmana que proporcionaram muitos conhecimentos técnicos no domínio da navegação; 
Os portugueses conheciam o astrolábio, a bússola, o quadrante e outros instrumentos que permitiam a navegação astronómica. 
Navegação astronómica – navegação no alto mar orientada pela posição de determinados astros; 
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A caravela era um navio que permitia bolinar. 
Bolinar – navegar com ventos contrários. 
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A expansão portuguesa começou em 1415, com a conquista de Ceuta. Porque foi escolhida esta cidade? 
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A cidade de Ceuta está situada no Norte de África (Marrocos) no estreito de Gibraltar, os barcos que entram e saem do Mar Mediterrâneo têm de passar em frente da cidade; 
Era um ponto de chegada das rotas de caravanas que traziam o ouro do sul de África; 
Estava situada numa zona rica em cereais; 
Por outro lado os portugueses viam a conquista de Ceuta como um ataque ao Islão. 
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A conquista da cidade foi relativamente fácil mas a cidade ficou cercada pelos muçulmanos; 
Os ataques eram frequentes e os terrenos em volta da cidade não podiam ser cultivados; 
Os muçulmanos desviram as rotas comerciais; 
A conquista de Ceuta foi um desastre económico. 
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Perante o fracasso económico da conquista de Ceuta surge um novo plano; 
Alcançar, por via marítima as zonas produtoras de ouro e especiarias. 
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Após a conquista de Ceuta os portugueses iniciaram as viagens de descoberta na costa africana; 
Quem tomou a iniciativa dessas viagens? 
O infante D. Henrique entre 1416 e 1460 desempenhou um importante papel; 
Também o rei, D. João I e o infante D. Pedro promoveram algumas viagens; 
Em 1434, Gil Eanes, ultrapassou o Cabo Bojador e iniciavam-se as viagens em mares desconhecidos. 
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Os portugueses chegam aos arquipélagos da Madeira em 1419 e dos Açores em 1427; 
Estes arquipélagos já aparecem representados em mapas do século XIV, pelo que não se trata de descoberta mas redescoberta; 
Estes arquipélagos estavam desabitados; 
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O Infante D. Henrique iniciou a colonização da Madeira, entregando-a a capitães-donatários; 
Membros da pequena nobreza a quem eram doados grandes extensões de territórios; 
Os capitães-donatários tinham o direito de administrar justiça, de cobrar impostos e de distribuir terras aos colonizadores que pretendessem explorá-las; 
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Os primeiros capitães-donatários foram João Gonçalves Zarco, Tristão Vaz Teixeira e Bartolomeu Perestrelo (Porto Santo); 
Os Açores também foram doados a capitães-donatários; 
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Produção económica: 
Madeira – cereais, vinha e cana-de-açúcar; 
Açores – cereais, criação de gado e plantas tintureiras. 
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Em 1460, ano da morte do Infante D. Henrique, os portugueses tinham alcançado a Serra Leoa, o desinteresse do rei Afonso V, levou a um abrandamento das viagens de descoberta; 
Mais interessado nas conquista no Norte de África, o rei fez um contrato com o mercador Fernão Gomes (1469-1474) de exploração da costa africana; 
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No reinado de D. Afonso V, os portugueses conquistaram, no Norte de África, as cidades de Alcácer Ceguer (1458), Arzila e Tânger (1471); 
Na exploração da costa africana os portugueses atingiram a costa da Mina (ouro) e descobriram as ilhas de São Tomé e Príncipe, Fernando Pó e Ano Bom; 
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Com a subida ao poder de D. João II (1481-1495), o principal objetivo da expansão foi o de alcançar a Índia por mar, contornando o continente africano; 
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Em 1487, Afonso Paiva e Pêro da Covilhã são enviados para Oriente, por terra, para recolherem informações sobre a navegação no Oceano Índico; 
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Em 1488, Bartolomeu Dias, atingiu o limite sul da África e alcançou o Oceano Índico 
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A rivalidade entre Portugal e Castela 
A rivalidade entre Castela e Portugal começou no século XV, com a disputa sobre o arquipélago das Canárias; 
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O Tratado de Alcáçovas, 1479, entre Portugal e Castela, resolveu este primeiro conflito; 
Portugal desistiu da posse das Canárias e Castela reconheceu a exclusividade do domínio português a sul das Canárias; 
A descoberta da América (1492) por Cristóvão Colombo reacendeu a rivalidade luso-castelhana; 
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Colombo foi um mercador italiano, nascido em Génova, que viveu alguns anos em Portugal e recolheu informações sobre a possível existência de terras a ocidente dos Açores; 
Concebeu o plano de atingir a Índia (Oriente) navegando para Ocidente; 
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D. João I não mostrou interesse por esse plano e Colombo foi apresentá-lo aos Reis Católicos, reis de Espanha; 
Cristóvão Colombo atingiu a América, embora pensasse que tinha atingido a Índia (1492); 
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A quem pertenciam as novas terras descobertas? 
Portugal e Espanha tinham um entendimento totalmente diferente sobre este problema; 
Depois de muitas negociações, chegaram a um acordo confirmado pelo Papa; 
Portugal e Espanha assinaram em 1494, o Tratado de Tordesilhas; 
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O Tratado de Tordesilhas estabeleceu a divisão do Mundo em dois hemisférios; 
As terras descobertas ou a descobrir passavam a pertencer a Portugal ou Espanha, conforme o hemisfério onde se situassem; 
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A chegada à Índia e ao Brasil 
Em 1498, depois da morte de D. João II, no reinado de D. Manuel I, Vasco da Gama alcança a Índia, contornando África. 
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Os portugueses chegaram a Calecute (Índia) e abriram uma nova rota comercial (rota do Cabo); 
Estava descoberto o caminho marítimo para as especiarias; 
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Alguns historiadores levantam a hipótese de os portugueses terem alcançado o Brasil antes de 1494,; 
Isso explicaria o facto de os portugueses incluírem o território no tratado; 
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Oficialmente, o Brasil foi descoberto em 1500, por uma frota comandada por Pedro Álvares Cabral; 
A armada dirigia-se para a Índia, e uma tempestade ou intencionalmente a frota fez um desvio para sudoeste e, a 22 de abril de 1500, descobriu uma nova terra batizada de Terra de Vera Cruz; 
Mais tarde, devido à abundância de uma árvore chamada pau- brasil, essas terras passaram a ser conhecidas por Brasil. 
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Os portugueses em África 
Em África, durante os séculos XV e XVI, os portugueses fixaram-se em algumas zonas litorais do continente; 
Dedicaram-se, em especial, ao comércio de escravos, marfim e especiarias; 
Construíram feitorias (posto comercial fortificado) para realizarem as trocas; 
Principais feitorias: S. Jorge da Mina, Sofala e Ilha de Moçambique. 
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Os arquipélagos de Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe eram despovoados; 
Tornaram-se entrepostos de comércio de escravos; 
Em São Tomé desenvolveu-se as plantações de cana-de-açúcar; 
As populações levadas para estes arquipélagos foram, desde muito cedo, cristianizadas; 
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O Império Português no Oriente 
Ao contrário da África, o Oriente, nos séculos XV e XVI, era um mundo desenvolvido, urbanizado e poderoso; 
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A Ásia era muito povoada, com uma agricultura diversificada, produção abundante de especiarias; 
O desenvolvimento técnico, em alguns casos, era superior ao europeu; 
Atividade industrial desenvolvida: 
Porcelanas e sedas – China; 
Tecidos de algodão – Índia; 
Objetos lacados e papel – China e Japão;
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A Ásia estava dividida em pequeno estados (as exceções eram o Império Persa e a China); 
As principais religiões eram o Budismo, Hinduísmo (Índia) e Islamismo; 
Os portugueses não procuraram conquistar um império territorial mas um império comercial, baseado no domínio dos mares; 
Essa intenção levou a vários combates navais contra os muçulmanos; 
Esta política iniciou-se com a nomeação de D. Francisco de Almeida vice-rei da Índia (1505-1509);
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O segundo vice-rei da Índia, Afonso de Albuquerque, conquistou algumas cidades estratégicas: Ormuz, Goa e Malaca;
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Goa ficava numa zona rica em especiarias; 
Ormuz, permitia controlar a navegação no Golfo Pérsico (uma das principais rotas do comércio muçulmano); 
Malaca permitia controlar o comércio da China, Japão e arquipélago indonésio; 
Os portugueses procuraram estabelecer no oceano Índico um regime de monopólio comercial;
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Portugal construiu no Oriente uma rede de feitorias para controlar o comércio; 
Goa tornou-se a capital do Império Português do Oriente; 
Todas as mercadorias afluíam para Goa e daí eram enviadas para Lisboa; 
O rei português controlava todo esse comércio, por isso se diz que o comércio com o Oriente era um monopólio régio; 
Em Lisboa, foi criada a Casa da Índia, para organizar e controlar todo o comércio português com o Oriente;
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As relações dos portugueses com as populações locais variou entre o amigável e o conflito; 
Os conflitos nasceram sobretudo por causas religiosas e de disputas comerciais; 
Os casamentos de portugueses com mulheres indígenas eram frequentes (casamentos mistos) e levou à miscigenação de populações; 
Os missionários portugueses tiveram dificuldades na difusão da fé cristã; 
Destacaram-se os Jesuítas e o papel de S. Francisco Xavier;
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Colonização do Brasil 
Em 1500 o Brasil era um território coberto por densas florestas; 
Era povoado por ameríndios que eram seminómadas, desconheciam os metais, viviam da caça e de uma agricultura rudimentar; 
Até 1530, os portugueses limitaram- se a explorar o pau-brasil; 
As tentativas de franceses e espanhóis de se instalarem no território levou os portugueses a iniciarem a colonização.
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Em 1534, o Brasil foi dividido em capitanias, entregues a título hereditário a capitães-donatários com a incumbência de estes promoverem a colonização; 
A falta de recursos, as rivalidades entre eles, os ataques de índios e franceses fragilizaram este sistema; 
Em 1549, D. João III, nomeou o primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa, que fundou a cidade de S. Salvador da Baía que durante muito tempo foi a capital do Brasil.
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Tomé de Sousa iniciou a colonização do Brasil; 
Foram enviados colonos e os primeiros missionários; 
No final do século XV existiam no Brasil 25.000 portugueses; 
Começaram a ser importados escravos negros e começou-se a desenvolver a plantação de cana-de-açúcar;
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Império Espanhol na América 
No início do século XV, existiam na América três civilizações desenvolvidas que construíram cidades, estradas e monumentos: 
Maia, Asteca e Inca. 
A partir de 1519, os espanhóis iniciaram a colonização da América central e do sul;
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Beneficiando de alianças com tribos inimigas, da superioridade das 
armas de fogo e do fator surpresa os espanhóis conquistaram essas civilizações; 
Fernando Cortez conquistou o México (Astecas) e Francisco Pizarro conquistou o império Inca;
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Espanha passou a dominar um enorme império na América; 
Pilhou as riquezas acumuladas por estas civilizações e depois explorou minas de ouro e prata; 
A Europa ficou inundada com a prata e ouro americanos; 
A população índia diminuiu, devido às doenças (varíola), ao trabalho forçado nas minas e à brutalidade da conquista espanhola; 
A população foi convertida ao cristianismo pelos missionários;
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O comércio à escala global
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Com as descobertas ibéricas do século XV e XVI iniciou-se o comércio a uma escala intercontinental; 
Este comércio irá provocar a mudança de hábitos em muitas regiões bem como na própria agricultura; 
Plantas raras e por isso caras, passaram a ser de consumo quotidiano: açúcar e especiarias; 
Plantas desconhecidas na Europa começaram a ser plantadas: batata, milho, mandioca, etc.
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Lisboa e Sevilha passaram a ser as cabeças de um comércio intercontinental; 
No entanto a distribuição das mercadorias pela Europa foi dominada por várias cidades do norte da Europa, sobretudo a cidade de Antuérpia, na Flandres (atual Bélgica);
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As mercadorias compradas a baixo preço na origem eram vendidas a preços mais elevados na Europa, o que proporcionou lucros fabulosos; 
Quem mais beneficiou com este comércio foi a burguesia europeia, sobretudo do norte da Europa; 
Investiram em novos negócios e emprestaram, a juros elevados, aos reis de Portugal e Espanha
Bibliografia: 
Apresentação construída com base nos livros: 
Neto, Helena e outros, História 8, Editora Santillana, 2014 
Diniz, Maria Emília, Tavares, Adérito, Caldeira, Arlindo M., História 8, Raiz Editora, 2012 
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Unidade 1 o expansionismo europeu

  • 1.
    História - 8ºano Unidade 1 O expansionismo Europeu http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
  • 2.
    O expansionismo europeu 2 1 – Conhecer e compreender o pioneirismo português no processo europeu de expansão. 1. Relacionar o arranque do processo de expansão europeu com as dificuldades e tensões acumuladas na segunda metade do século XIV. 2. Relacionar o crescimento demográfico e comercial europeu do século XV com as necessidades de expansão interna e externa da Europa. 3. Explicar as condições políticas, sociais, técnicas, científicas e religiosas que possibilitaram o arranque da expansão portuguesa.
  • 3.
    O expansionismo europeu 3 2 – Conhecer os processos de expansão dos Impérios Peninsulares. 1. Descrever as prioridades concedidas à expansão nos períodos do Infante D. Henrique, de D. Afonso V, de D. João II e de D. Manuel I e os seus resultados. 2. Caracterizar os principais sistemas de exploração do Império português nas ilhas atlânticas, costa ocidental africana, Brasil e Império português do Oriente. 3. Identificar os conflitos entre Portugal e Castela pela posse de territórios ultramarinos, relacionando-os com os tratados de Alcáçovas e de Tordesilhas e com a consolidação da teoria do Mare Clausum. 4. Caracterizar a conquista e construção do Império espanhol da América. 5. Reconhecer o apogeu de Portugal como a grande potência mundial na primeira metade do século XVI e de Espanha na segunda metade da mesma centúria.
  • 4.
    O expansionismo europeu 4 3 – Compreender as transformações do comércio à escala mundial. 1. Caracterizar as grandes rotas do comércio mundial do século XVI. 2. Avaliar as consequências do comércio intercontinental no quotidiano e nos consumos mundiais. 3. Descrever a dinamização dos centros económicos europeus decorrente da mundialização da economia. 4. Explicar o domínio de Antuérpia na distribuição e venda dos produtos coloniais na Europa.
  • 5.
    O expansionismo europeu 5 4 – Compreender os séculos XV e XVI como período de amplificação dos níveis de multiculturalidade das sociedades. 1. Identificar, no âmbito de processos de colonização, fenómenos de intercâmbio, aculturação e assimilação. 2. Caracterizar a escravatura nos séculos XV e XVI e as atitudes dos europeus face a negros e índios. 3. Referenciar a intensificação das perseguições aos judeus que culminaram na expulsão ou na conversão forçada e na perseguição dos mesmos de muitos territórios da Europa Ocidental, com destaque para o caso português. 4. Constatar a permanência e a universalidade de valores e atitudes racistas até à atualidade.
  • 6.
    O expansionismo europeu 6 5 – Conhecer o processo de união dos impérios peninsulares e a Restauração da independência portuguesa em 1640. 1. Indicar os motivos da crise do Império português a partir da segunda metade do século XVI. 2. Descrever os fatores que estiveram na origem da perda de independência portuguesa em 1580 e da concretização de uma monarquia dual. 3. Relacionar a ascensão económica e colonial da Europa do Norte com a crise do Império espanhol e as suas repercussões em Portugal. 4. Relacionar o incumprimento das promessas feitas por Filipe I, nas cortes de Tomar, pelos seus sucessores com o crescente descontentamento dos vários grupos sociais portugueses. 5. Descrever os principais acontecimentos da Restauração da independência de Portugal no 1.º de Dezembro de 1640.
  • 7.
    Após a crisedo século XIV, o XV foi de recuperação económica; A população e a produção agrícola e artesanal crescem; Desenvolve-se o comércio; Surgem novas áreas comerciais: Cidades Hanseáticas, Flandres, cidades italianas; Hansa Flandres Cidades Italianas O expansionismo europeu 7
  • 8.
    Mapa da Europano século XV O expansionismo europeu 8
  • 9.
    Principais estados: Françae Inglaterra; O Sacro Império Romano-Germano estava dividido em dezenas de pequenos estados; Na Península Ibérica existem 4 estados: Portugal, Castela, Aragão e Navarra, o último reino muçulmano (Granada) foi conquistado em 1492; O expansionismo europeu 9
  • 10.
    Mapa mundo daépoca medieval O expansionismo europeu 10
  • 11.
    O que éque este mapa nos revela sobre o conhecimento que os europeus tinham do Mundo no início do século XV? O conhecimento do Mundo era muito reduzido. O continente americano era completamente desconhecido, a Ásia era apenas conhecida através do relato de alguns viajante, como Marco Polo. A África, com exceção da zona mediterrânica, também era completamente desconhecida. O expansionismo europeu 11
  • 12.
    Os europeus imaginavamregiões e mares desconhecidos, cheios de perigos e de monstros e outros animais imaginários; Considerava-se que a temperatura na zona do equador seria tão alta que não era possível habitar essa zona; O expansionismo europeu 12
  • 13.
    A expansão europeia Objetivos dessa expansão: Necessidade de ouro. O desenvolvimento do comércio criou a necessidade de mais moeda. O ouro era muito raro na Europa e por isso era vital alcançar as regiões produtoras de ouro, nomeadamente em África; Procuram de alcançar as regiões produtoras de especiarias que se localizavam na Ásia; O ouro e as especiarias chegavam à Europa através de comerciantes muçulmanos; O expansionismo europeu 13
  • 14.
    As motivações portuguesas: Os grupos sociais (burguesia e parte da nobreza) interessados no comércio queriam ter acesso: Ao ouro africano, às especiarias, ao açúcar e às plantas tintureiras; Às fontes de escravos; A regiões produtoras de cereais; A nobreza pretendia continuar a guerra contra os muçulmanos como forma de aumentar os seus domínios senhoriais; Motivações religiosas, expandir a fé cristã, combater o Islão. O expansionismo europeu 14
  • 15.
    Porque foi Portugalo primeiro país a iniciar essa expansão europeia? Em Portugal, no início do século XV estavam reunidas as condições para se iniciar o processo de expansão; O expansionismo europeu 15
  • 16.
    Condições geográficas Portugalfica situado no extremo ocidental da Europa; Perto da costa africana e dos arquipélagos atlânticos; Longa costa marítima e bons portos naturais; Pesca e comércio a longa distância; Em Portugal existiam marinheiros experientes. O expansionismo europeu 16
  • 17.
    Condições políticas D.João I Nos finais do século XIV ocupa o poder uma nova dinastia e uma nova nobreza com vontade de conquistar mais terras e riquezas; O expansionismo europeu 17
  • 18.
    Condições técnicas ecientíficas Portugal foi um local de encontro de várias culturas, sobretudo a judaica e muçulmana que proporcionaram muitos conhecimentos técnicos no domínio da navegação; Os portugueses conheciam o astrolábio, a bússola, o quadrante e outros instrumentos que permitiam a navegação astronómica. Navegação astronómica – navegação no alto mar orientada pela posição de determinados astros; O expansionismo europeu 18
  • 19.
    A caravela eraum navio que permitia bolinar. Bolinar – navegar com ventos contrários. O expansionismo europeu 19
  • 20.
    A expansão portuguesacomeçou em 1415, com a conquista de Ceuta. Porque foi escolhida esta cidade? O expansionismo europeu 20
  • 21.
    A cidade deCeuta está situada no Norte de África (Marrocos) no estreito de Gibraltar, os barcos que entram e saem do Mar Mediterrâneo têm de passar em frente da cidade; Era um ponto de chegada das rotas de caravanas que traziam o ouro do sul de África; Estava situada numa zona rica em cereais; Por outro lado os portugueses viam a conquista de Ceuta como um ataque ao Islão. O expansionismo europeu 21
  • 22.
    A conquista dacidade foi relativamente fácil mas a cidade ficou cercada pelos muçulmanos; Os ataques eram frequentes e os terrenos em volta da cidade não podiam ser cultivados; Os muçulmanos desviram as rotas comerciais; A conquista de Ceuta foi um desastre económico. O expansionismo europeu 22
  • 23.
    Perante o fracassoeconómico da conquista de Ceuta surge um novo plano; Alcançar, por via marítima as zonas produtoras de ouro e especiarias. O expansionismo europeu 23
  • 24.
    Após a conquistade Ceuta os portugueses iniciaram as viagens de descoberta na costa africana; Quem tomou a iniciativa dessas viagens? O infante D. Henrique entre 1416 e 1460 desempenhou um importante papel; Também o rei, D. João I e o infante D. Pedro promoveram algumas viagens; Em 1434, Gil Eanes, ultrapassou o Cabo Bojador e iniciavam-se as viagens em mares desconhecidos. O expansionismo europeu 24
  • 25.
  • 26.
    Os portugueses chegamaos arquipélagos da Madeira em 1419 e dos Açores em 1427; Estes arquipélagos já aparecem representados em mapas do século XIV, pelo que não se trata de descoberta mas redescoberta; Estes arquipélagos estavam desabitados; O expansionismo europeu 26
  • 27.
    O Infante D.Henrique iniciou a colonização da Madeira, entregando-a a capitães-donatários; Membros da pequena nobreza a quem eram doados grandes extensões de territórios; Os capitães-donatários tinham o direito de administrar justiça, de cobrar impostos e de distribuir terras aos colonizadores que pretendessem explorá-las; O expansionismo europeu 27
  • 28.
    Os primeiros capitães-donatáriosforam João Gonçalves Zarco, Tristão Vaz Teixeira e Bartolomeu Perestrelo (Porto Santo); Os Açores também foram doados a capitães-donatários; O expansionismo europeu 28
  • 29.
    Produção económica: Madeira– cereais, vinha e cana-de-açúcar; Açores – cereais, criação de gado e plantas tintureiras. O expansionismo europeu 29
  • 30.
    Em 1460, anoda morte do Infante D. Henrique, os portugueses tinham alcançado a Serra Leoa, o desinteresse do rei Afonso V, levou a um abrandamento das viagens de descoberta; Mais interessado nas conquista no Norte de África, o rei fez um contrato com o mercador Fernão Gomes (1469-1474) de exploração da costa africana; O expansionismo europeu 30
  • 31.
    No reinado deD. Afonso V, os portugueses conquistaram, no Norte de África, as cidades de Alcácer Ceguer (1458), Arzila e Tânger (1471); Na exploração da costa africana os portugueses atingiram a costa da Mina (ouro) e descobriram as ilhas de São Tomé e Príncipe, Fernando Pó e Ano Bom; O expansionismo europeu 31
  • 32.
    Com a subidaao poder de D. João II (1481-1495), o principal objetivo da expansão foi o de alcançar a Índia por mar, contornando o continente africano; O expansionismo europeu 32
  • 33.
    Em 1487, AfonsoPaiva e Pêro da Covilhã são enviados para Oriente, por terra, para recolherem informações sobre a navegação no Oceano Índico; O expansionismo europeu 33
  • 34.
    Em 1488, BartolomeuDias, atingiu o limite sul da África e alcançou o Oceano Índico O expansionismo europeu 34
  • 35.
    A rivalidade entrePortugal e Castela A rivalidade entre Castela e Portugal começou no século XV, com a disputa sobre o arquipélago das Canárias; O expansionismo europeu 35
  • 36.
    O Tratado deAlcáçovas, 1479, entre Portugal e Castela, resolveu este primeiro conflito; Portugal desistiu da posse das Canárias e Castela reconheceu a exclusividade do domínio português a sul das Canárias; A descoberta da América (1492) por Cristóvão Colombo reacendeu a rivalidade luso-castelhana; O expansionismo europeu 36
  • 37.
    Colombo foi ummercador italiano, nascido em Génova, que viveu alguns anos em Portugal e recolheu informações sobre a possível existência de terras a ocidente dos Açores; Concebeu o plano de atingir a Índia (Oriente) navegando para Ocidente; O expansionismo europeu 37
  • 38.
    D. João Inão mostrou interesse por esse plano e Colombo foi apresentá-lo aos Reis Católicos, reis de Espanha; Cristóvão Colombo atingiu a América, embora pensasse que tinha atingido a Índia (1492); O expansionismo europeu 38
  • 39.
    A quem pertenciamas novas terras descobertas? Portugal e Espanha tinham um entendimento totalmente diferente sobre este problema; Depois de muitas negociações, chegaram a um acordo confirmado pelo Papa; Portugal e Espanha assinaram em 1494, o Tratado de Tordesilhas; O expansionismo europeu 39
  • 40.
    O Tratado deTordesilhas estabeleceu a divisão do Mundo em dois hemisférios; As terras descobertas ou a descobrir passavam a pertencer a Portugal ou Espanha, conforme o hemisfério onde se situassem; O expansionismo europeu 40
  • 41.
    A chegada àÍndia e ao Brasil Em 1498, depois da morte de D. João II, no reinado de D. Manuel I, Vasco da Gama alcança a Índia, contornando África. O expansionismo europeu 41
  • 42.
    Os portugueses chegarama Calecute (Índia) e abriram uma nova rota comercial (rota do Cabo); Estava descoberto o caminho marítimo para as especiarias; O expansionismo europeu 42
  • 43.
    Alguns historiadores levantama hipótese de os portugueses terem alcançado o Brasil antes de 1494,; Isso explicaria o facto de os portugueses incluírem o território no tratado; O expansionismo europeu 43
  • 44.
    Oficialmente, o Brasilfoi descoberto em 1500, por uma frota comandada por Pedro Álvares Cabral; A armada dirigia-se para a Índia, e uma tempestade ou intencionalmente a frota fez um desvio para sudoeste e, a 22 de abril de 1500, descobriu uma nova terra batizada de Terra de Vera Cruz; Mais tarde, devido à abundância de uma árvore chamada pau- brasil, essas terras passaram a ser conhecidas por Brasil. O expansionismo europeu 44
  • 45.
    Os portugueses emÁfrica Em África, durante os séculos XV e XVI, os portugueses fixaram-se em algumas zonas litorais do continente; Dedicaram-se, em especial, ao comércio de escravos, marfim e especiarias; Construíram feitorias (posto comercial fortificado) para realizarem as trocas; Principais feitorias: S. Jorge da Mina, Sofala e Ilha de Moçambique. O expansionismo europeu 45
  • 46.
    Os arquipélagos deCabo Verde e S. Tomé e Príncipe eram despovoados; Tornaram-se entrepostos de comércio de escravos; Em São Tomé desenvolveu-se as plantações de cana-de-açúcar; As populações levadas para estes arquipélagos foram, desde muito cedo, cristianizadas; O expansionismo europeu 46
  • 47.
    O Império Portuguêsno Oriente Ao contrário da África, o Oriente, nos séculos XV e XVI, era um mundo desenvolvido, urbanizado e poderoso; O expansionismo europeu 47
  • 48.
    O expansionismo europeu 48 A Ásia era muito povoada, com uma agricultura diversificada, produção abundante de especiarias; O desenvolvimento técnico, em alguns casos, era superior ao europeu; Atividade industrial desenvolvida: Porcelanas e sedas – China; Tecidos de algodão – Índia; Objetos lacados e papel – China e Japão;
  • 49.
    O expansionismo europeu 49 A Ásia estava dividida em pequeno estados (as exceções eram o Império Persa e a China); As principais religiões eram o Budismo, Hinduísmo (Índia) e Islamismo; Os portugueses não procuraram conquistar um império territorial mas um império comercial, baseado no domínio dos mares; Essa intenção levou a vários combates navais contra os muçulmanos; Esta política iniciou-se com a nomeação de D. Francisco de Almeida vice-rei da Índia (1505-1509);
  • 50.
    O expansionismo europeu 50 O segundo vice-rei da Índia, Afonso de Albuquerque, conquistou algumas cidades estratégicas: Ormuz, Goa e Malaca;
  • 51.
    O expansionismo europeu 51 Goa ficava numa zona rica em especiarias; Ormuz, permitia controlar a navegação no Golfo Pérsico (uma das principais rotas do comércio muçulmano); Malaca permitia controlar o comércio da China, Japão e arquipélago indonésio; Os portugueses procuraram estabelecer no oceano Índico um regime de monopólio comercial;
  • 52.
    O expansionismo europeu 52 Portugal construiu no Oriente uma rede de feitorias para controlar o comércio; Goa tornou-se a capital do Império Português do Oriente; Todas as mercadorias afluíam para Goa e daí eram enviadas para Lisboa; O rei português controlava todo esse comércio, por isso se diz que o comércio com o Oriente era um monopólio régio; Em Lisboa, foi criada a Casa da Índia, para organizar e controlar todo o comércio português com o Oriente;
  • 53.
    O expansionismo europeu 53 As relações dos portugueses com as populações locais variou entre o amigável e o conflito; Os conflitos nasceram sobretudo por causas religiosas e de disputas comerciais; Os casamentos de portugueses com mulheres indígenas eram frequentes (casamentos mistos) e levou à miscigenação de populações; Os missionários portugueses tiveram dificuldades na difusão da fé cristã; Destacaram-se os Jesuítas e o papel de S. Francisco Xavier;
  • 54.
    O expansionismo europeu 54 Colonização do Brasil Em 1500 o Brasil era um território coberto por densas florestas; Era povoado por ameríndios que eram seminómadas, desconheciam os metais, viviam da caça e de uma agricultura rudimentar; Até 1530, os portugueses limitaram- se a explorar o pau-brasil; As tentativas de franceses e espanhóis de se instalarem no território levou os portugueses a iniciarem a colonização.
  • 55.
    O expansionismo europeu 55 Em 1534, o Brasil foi dividido em capitanias, entregues a título hereditário a capitães-donatários com a incumbência de estes promoverem a colonização; A falta de recursos, as rivalidades entre eles, os ataques de índios e franceses fragilizaram este sistema; Em 1549, D. João III, nomeou o primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa, que fundou a cidade de S. Salvador da Baía que durante muito tempo foi a capital do Brasil.
  • 56.
    O expansionismo europeu 56 Tomé de Sousa iniciou a colonização do Brasil; Foram enviados colonos e os primeiros missionários; No final do século XV existiam no Brasil 25.000 portugueses; Começaram a ser importados escravos negros e começou-se a desenvolver a plantação de cana-de-açúcar;
  • 57.
    O expansionismo europeu 57 Império Espanhol na América No início do século XV, existiam na América três civilizações desenvolvidas que construíram cidades, estradas e monumentos: Maia, Asteca e Inca. A partir de 1519, os espanhóis iniciaram a colonização da América central e do sul;
  • 58.
    O expansionismo europeu 58 Beneficiando de alianças com tribos inimigas, da superioridade das armas de fogo e do fator surpresa os espanhóis conquistaram essas civilizações; Fernando Cortez conquistou o México (Astecas) e Francisco Pizarro conquistou o império Inca;
  • 59.
  • 60.
    O expansionismo europeu 60 Espanha passou a dominar um enorme império na América; Pilhou as riquezas acumuladas por estas civilizações e depois explorou minas de ouro e prata; A Europa ficou inundada com a prata e ouro americanos; A população índia diminuiu, devido às doenças (varíola), ao trabalho forçado nas minas e à brutalidade da conquista espanhola; A população foi convertida ao cristianismo pelos missionários;
  • 61.
    O expansionismo europeu 61 O comércio à escala global
  • 62.
    O expansionismo europeu 62 Com as descobertas ibéricas do século XV e XVI iniciou-se o comércio a uma escala intercontinental; Este comércio irá provocar a mudança de hábitos em muitas regiões bem como na própria agricultura; Plantas raras e por isso caras, passaram a ser de consumo quotidiano: açúcar e especiarias; Plantas desconhecidas na Europa começaram a ser plantadas: batata, milho, mandioca, etc.
  • 63.
    O expansionismo europeu 63 Lisboa e Sevilha passaram a ser as cabeças de um comércio intercontinental; No entanto a distribuição das mercadorias pela Europa foi dominada por várias cidades do norte da Europa, sobretudo a cidade de Antuérpia, na Flandres (atual Bélgica);
  • 64.
    O expansionismo europeu 64 As mercadorias compradas a baixo preço na origem eram vendidas a preços mais elevados na Europa, o que proporcionou lucros fabulosos; Quem mais beneficiou com este comércio foi a burguesia europeia, sobretudo do norte da Europa; Investiram em novos negócios e emprestaram, a juros elevados, aos reis de Portugal e Espanha
  • 65.
    Bibliografia: Apresentação construídacom base nos livros: Neto, Helena e outros, História 8, Editora Santillana, 2014 Diniz, Maria Emília, Tavares, Adérito, Caldeira, Arlindo M., História 8, Raiz Editora, 2012 O expansionismo europeu 65