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A MENTE
19. A MENTE: PROCESSOS COGNITIVOS, EMOCIONAIS E CONATIVOS
O SABER, O SENTIR, O FAZER
A mente é um sistema que integra os processos cognitivos e também os processos
emocionais e conativos. É uma manifestação total de processos dinâmicos que interagem
constantementede formascomplexa:osprocessosmentaisimplicam-semutuamentede forma
integrada.
 Processos Cognitivos – Relacionam-se com o saber, respondem à questão “O quê?”,
englobam a perceção, a memória e a aprendizagem;
 Processos Emotivos – Relacionam-se com o sentir, respondem à questão “Como?”,
englobam a emoção, o afeto e o sentimento;
 Processos Conativos – Relacionam-se com o fazer, respondem à questão “Porquê?”.
O pensamento,associadoàdimensãocognitivadamente,envolve osprocessoscognitivos,
os emocionais e os conativos.
20. O CARATER ESPECIFICO DOS PROCESSOS COGNITIVOS
A cogniçãoé o conjunto demecanismospelosquaisumorganismo adquiresinformação,
a trata, a conserva, a explora; designa também o produto mental deste mecanismo, quer seja
encarado de um modo generalizado quer a propósito de um caso particular.
Osprocessoscognitivos sãocomplexos,porque implicam umconjuntode estruturasque
recebem, filtram, organizam, modelam, retêm dados provenientes do meio.
PERCEÇÃO
A perceção é um processo cognitivos atravésdo qual contactamos com o mundo, que
se caracterizapelofactode exigirapresençadoobjeto,darealidadeaconhecer.Pelaperceção,
organizamos e interpretamos as informações veiculadas pelos órgãos dos sentidos
(informações sensoriais).
O PROCESSO PERCETIVO
O teuconhecimentoé contruídopoe diferentes sistemassensoriais.Sdiferentesmodos
de interação com o mundo são processados paralelamente pelos sistemas sensoriais, que são
sensíveisadeterminadostiposde estímulos.Emboraareceçãosensorial sejadiferentesparaos
diferentes órgãos dos sentidos, há 3 elementos comuns: o estímulo físico; a sua tradução em
impulsos nervosos e a resposta à mensagem como perceção.
A perceção começa nos órgãos recetores que são sensíveis a estímulos específicos. A
sensação é o processo de detenção e receção dos estímulos nos órgãos dos sentidos. A maior
parte das entradas sensoriais percebem-se como uma sensação identificada com um estímulo
específico, que é traduzido em impulsos nervosos que são conduzidos ao sistema nervoso
central e processados pelo cérebro.
A nossa relaçãocom o meioestácondicionadapelasensibilidade dosnossos recetores
sensoriais, que diferem nas diversas espécies animais.
A perceçãoenvolve ainterpretação dasinformaçõessensoriaisrecebidas.A perceçãoé
uma atividade cognitivaque nãose limitaaoregistoda informaçãosensorial:implicaatribuição
de sentido, que remete para a nossa experiência.
As perceções, diferentemente das sensações, são fruto de um trabalho complexo de
análise e de síntese, destacando o seu caráter ativos e mediatizado pelos conhecimentos,
experiências, expetativas e interesses do sujeito.
A PERCEÇÃO COMO REPRESENTAÇÃO
A perceção constrói uma representação mental ou imagem da realidade. A perceção
visual dá-nos um mundo tridimensional, estável e com significado. É no cérebro que se vão
estruturar e organizar as representações do mundo. A informação proveniente dos órgãos
sensoriais é tratada pelo cérebro.
MEMÓRIA
É a nossa memória que retém conhecimentos, informações, ideias, acontecimentos,
encontros.E este património torna-nos únicos, assegurando-nos a nossa identidade pessoal.
Essencial à nossasobrevivência,é amemóriaque nospermite,sempre que precisamos
atualizar a informação necessária para dar resposta aos desafios do meio.Aprendemos a lidar
com o meio e é a memoria que atualiza, sempre que precisamos, os comportamentos
aprendidos adaptados à situação. A memória está na base de todos os processos cognitivos.
Sem memória não há cognição.
Processos da memória
Poderemosdizerque estamosprogramadospara filtrar os estímulose para recusar os
dados que são irrelevantes.
Cabe ao cérebroselecionaroque é revelante paraasseguraraprópriasobrevivênciado
individuoe daespécie. Oqueocérebrodeterminacomoimportante,ounão,ocorrenoprocesso
percetivo propriamente dito e no processamento da informação.
A informação é recebida pelos órgãos dos sentidos,retida rapidamente e sem seguida
processada, tratada. A memória é o conjunto de processos e estruturas que codificam,
armazenam no cérebro em armazenar, reter e recordar a informação.
1 - Codificação – Prepara as informações sensoriais para serem armazenadas no cérebro.
Consiste na tradução de dados num código. A atenção que dedicamos às informações a
memorizar implica uma codificação mais profunda.
2 - Armazenamento – Cada um dos elementos que constituem a memória de determinado
acontecimento está registado em várias áreas cerebrais. Registado em diferentes códigos.
Quandouma experiênciaé codificadae armazenada,ocorremmodificaçõesnocérebrode que
resultam traços mnésicos (engramas). O processo de fixação é complexo, estando o material
armazenado sujeito a modificações contínuas.
3 - Recuperação – Recupera-se a informação: lembramo-nos, recordamos, evocamos uma
informação. Primeiro processa-se o reconhecimento, e de seguida a evocação. Um
acontecimento é recordado mais facilmente se a pessoa voltar a sentir o mesmo estado
emocional que experimentou durante o episódio de aprendizagem.
MEMÓRIAS
Memória a curto prazo
A memória a curto prazo retém a informação durante um período limitado de tempo,
podendoseresquecidaoupassara memória a longoprazo. Na memóriaa curto prazo há duas
componentes:amemóriaimediata–omaterial recebidoficaretidodurante umfraçãoe tempo
– e a memória de trabalho – mantemos a informação enquanto ela nos é útil. A memória
imediata e a memória de trabalho são complementares, formando a memória a curto prazo.
Qualquer informação que tenha estado na memória a curto prazo e que se tenha
perdido,estaráperdidaparasempre,sóse mantendose transitarparaamemóriaalongoprazo.
Memória a longo prazo
A memória a longo prazo é um tipo de memória que é alimentada pelos materiais de
memóriade a curto prazo que são codificadosemsímbolos.A memóriaalongoprazoretémos
materiaisdurante horas,mesesoutoda a vida.Há também2 tipode memóriaa longoprazo: a
memórianãodeclarativa(ouimplícitaousemregisto) e a memóriadeclarativa(ouexplicitaou
com registo).
A memória não declarativa é uma memória automática, que mantém as informações
subjacentes à questão “Como?”. O exercício, o hábito, a repetição do conjunto das práticas
tornaram essa atividade automática, reflexa. Só se acede a este tipo de memória, agindo.
A memória declarativa implica a consciência do passado, do tempo, reportando-se a
acontecimentos, factos, pessoas. Distinguem-se, neste tipo de memória, 2 subsistemas: a
memória episódica – envolve recordações, reporta a lembranças da tua vida pessoal, é uma
memóriapessoal que manifestaumarelaçãoíntimaentre quemrecordae oque se recorda – e
a memóriasemântica–refere-se aoconhecimentogeral sobre omundo,e nãotem localização
no tempo.
MEMÓRIA CONSTRUÍDA
Quandoevocamosumobjeto,factoouacontecimento,asuarepresentaçãonamemória
não é uma reprodução fiel. As representações implicam uma seleção da informação, a sua
codificação, a associação a experiência anteriores ou a acontecimentos relevantes.
Marcadas pela experiência, pelas emoções, pelos afetos, as representações são
guardadas pela memória, sendo ativadas sempre que necessário.A realidade exterior ausente
pode ser substituída por uma realidade interior mantida pela memória, que entretanto foi
modificada.
Processo ativo
A informaçãoque apreendemosde ummesmoepisódiodavidaé,jáàpartida,diferente.
Cada um de nós enquadra a informação nos conhecimentos que já temos, enquadra os
acontecimentos no contexto das nossas experiências e expetativas.
A memória reconstrói os dados que recebe dando relevo a uns, distorcendo ou
omitindo outros. Quando os acontecimentos estão muito marcados pela emoção, os
pormenores escapam. Neste caso, o cérebro preenche essas falhas, reconstrói, portanto, a
memória.Àsvezesé difícil distinguiroque se passa do que na realidade aconteceu.A memória
é um processo ativo, dinâmico. De notar que não temos consciência deste processo. As
representaçõesque retemos aparecem-nostãoclarasque acreditamosserareproduçãofiel do
que realmente aconteceu.
Assim como a memória individual é condição da identidade pessoal, há também uma
memóriacoletivaque é parte integrante daidentidadede cadafamília,gruposocial e nação.Do
passadoretêm-se determinadosfactose esquecem-seoutros:háumseleçãoe uma idealização
do passado.Oprocessode reconstruçãoda memóriasocial dasnaçõesougruposociaisemque
oapagamentode determinadosfactose aexaltaçãode outrostem porobjetivoreforçaroslaços
sociais, sendo uma forma de definir a sua identidade.
ESQUECER PARA MEMORIZAR
O esquecimento é a incapacidade, provisoria ou definitiva, de recordar, de recuperar
dados, informações, experiências que foram memorizados.
O esquecimento é essencial, pois seria impossível conservar todos os materiais que
armazenamos.Oesquecimentotemuma funçãoseletivae adaptativa:afastaainformaçãoque
não é útil e necessária. Afasta também os conteúdos conflituosos.
A memóriatemcaráterseletivonamedidaemque nemtodaa informaçãoé guardada,
e um caráter adaptativo – a informação é transformada.
Esquecimento regressivo
O esquecimento regressivo ocorre quando surgem dificuldades em reter novos
materiais e em recordar conhecimentos, factos e norma aprendidos recentemente. Poder ser
devido à degenerescência dos tecidos cerebrais.
Esquecimento motivado
Nós esqueceríamos o que, inconscientemente, nos convém esquecer. Assim, os
conteúdostraumatizantes,penosos,asrecordaçõesangustiadasseriamesquecidosparaevitar
a angústia e a ansiedade,assegurando,assim, oequilíbriopsicológico – recalcamento.Através
do recalcamento os conteúdos do inconsciente seriam impedidos de aceder ao ego, à
consciência. É um mecanismo de defesa que tem como objetivos reduzir a tensão provocada
por conflitos internos.
Interferência das aprendizagens
As novas memórias interferem com a recuperação das memórias mais antigas –
processos de interferência.
Atualmente pensa-se que, mais do que desaparecer, o que acontece ao material que
não conseguimosrecordaré ter sofrido modificações,geralmente porefeitode transferências
de aprendizagens e experiências posteriores.
APRENDIZAGEM
Todosos comportamentosnormais,comuns,diários,sãoaprendidos,istoé, adquiridos
nos processos e socialização, ao longo do tempo, em diferentes contextos.
A aprendizagemé uma modificação relativamente estável do comportamento ou do
conhecimento, que resulta do exercício, experiencia, treino ou estudo. É um processo que,
envolvendo processos cognitivos, motivacionais e emocionais, se manifesta em
comportamentos.
Mas, nem todas as mudanças de comportamento são produto da aprendizagem; Há
uma série de comportamentosque sãoinatose se atualizam semexigiremaprendizagem(p.e.
pestanejar, respirar).
No ser humanos, a aprendizagem é a base do conjunto de comportamentos que o
distinguem dos outros animais. A imaturidade do ser humano, que o torna dependente dos
adultos durante tanto tempo, colocou no centro da sua evolução e desenvolvimento a
aprendizagem.A aprendizagemé umprocessocognitivofundamental noprocessodeadaptação
ao meio, é um processo cognitivos que nos torna humanos.
PROCESSOS DE APRENDIZAGEM
Há comportamentos que estão diretamente relacionados com os estímulos do meio e
que são previveis a partir da presença do estímulo. Este tipode comportamentos insere-se na
aprendizagem não simbólica (aprendizagem não associativa e associativa). Outros
comportamentos, como cumprimentar as pessoas, ler, são aprendizagens simbólicas, porque
envolvem a maneira como interpretamos a realidade.
1 – Aprendizagem não associativa (o indivíduo aprende as características de um só tipo de
estímulos)
A habituação– aprendera não reagira determinadoestímulo –permite-nosselecionar
o que nos interessanomeioambiente,centrandoanossaatençãono que é essencial paranós.
Através da sensitização aprendem-se as propriedades de um estímulo ameaçador ou
prejudicial e a apurar os reflexos para se prepararem para a defesa ou para a fuga.
2 – Aprendizagem associativa (para se aprender tem de se associar estímulos e respostas ou
associar estímulos)
2.1. O condicionamento clássico (não envolve a vontade do sujeito: o sujeito é passivo)
Pavlov descobriu o reflexo condicionado – um estímulo, que não provocava qualquer
resposta específica, depois de associado a outro estímulo, passou, por si só, a provocar uma
resposta condicionada.
Estímuloneutro – Estimuloque,antesdoacondicionamento,não produz a resposta desejada;
Estímulo não condicionado, incondicionado – Estímulo que desencadeia uma resposta não
aprendida;
Resposta incondicionada – Resposta inata, não aprendida;
Estímulo condicionado – Estímulo neutro que, associado ao estímulo incondicionado passa a
provocar uma resposta semelhante à desencadeada pelo estímulo incondicionado;
Respostacondicionada–Respostaque,depoisdocondicionamento,se segue aoestímulo,que
antes era neutro.
 Oestímuloincondicionadoprovocarespostaincondicionada –processoinatonãoaprendido
 O estímulo neutro, durante o processo de condicionamento, transforma-se em estímulo
condicionado.
 O estímulo condicionado provoca resposta condicionada. A resposta condicionada e a
resposta incondicionadas são semelhantes.
A resposta condicionada podia ser extinta: se o estímulo condicionado fosse apresentado
váriasvezessemserseguidodoestímuloincondicionado,arespostacondicionadaacabavapor
desaparecer.
2.2. O condicionamento operante
“A Caixa de Skinner” – O rato aprendeu a obter alimento: graças ao reforço (consequência
positiva), o animal aprendeu a carregar na alavanca. No caso de se suspender o reforço, a
resposta aprendida extingue-se.
Reforço – estímulo positivo ou negativo que, por trazer consequências positivas, aumenta a
probabilidade de uma resposta ocorrer.
Reforço positivo – estímulo que tem consequências positivas e que se segue a um dado
comportamento
Reforço negativo – o sujeito evita uma situação dolorosa, se se comportar de determinado
modo. É a eliminação do estímulo que permite evitar a situação dolorosa.
Ambos têm estas consequências: fortalecer, aumentar a ocorrência de um
comportamento. Aumentam a probabilidade que a resposta ocorra.
O castigo é um procedimentoque diminui a probabilidade de ocorrer uma resposta
através do recurso a um estímulo aversivo. É infligidoquando não há resposta ou quando a
respostanão é a desejável. Oreforçonegativovisaaumentara ocorrênciado comportamento,
o castigo visa diminuir ou evitar que um comportamento não desejável se repita.
A recompensa é o procedimentoouestimulousadopara aumentara probabilidadede
resposta. Corresponde ao reforço positivo do condicionamento operante.
3 – Aprendizagem por observação e imitação (aprendizagem social ou por modelação)
Muito do que aprendeste em contexto social, ao longo do processo de socialização,
observando e imitando os outros. Em muitos casos, basta a observação para aprendermos.
Bandura confirmou que a experiencia dos outros pode conduzir à aquisição de novos
comportamentos.Umindividuopode adquirirumnovocomportamentoapartirda observação
de um modelo.É atravésda modelação – observação,imitaçãoe integração - que uma pessoa
pode aprender um comportamento que passa a fazer parte do seu quadro de respostas. Não
basta,noentanto,observare reterumcomportamentoparaoimitar.A fasede execuçãoimplica
fatores internos do próprio sujeito.
A teoria cognitiva e social considera que cada individuo possui um conjunto de
competências que permitem a aprendizagem e o desenvolvimento. A aprendizagem é a
aquisição de conhecimentos através do processamento cognitivo da informação.
4 – Aprendizagem com recurso a símbolos e representações
4.1. Aquisição de conhecimentos
Existemesquemascognitivospréviosque permitemenquadrarasnovasaquisições.Os
novos conhecimentos podem aumentar e enriquecer os esquemas cognitivos preexistentes,
podemmodifica-losoupodemsuscitaracriação de novosesquemas.Contudo,esteprocessoé
complexo, porque os esquemas cognitivos são estruturas dinâmicas que proporcionamos
conhecimentosque já possuímos e integram os conhecimentosnovos. Só há aprendizagemse
houver esta relação, este processo de integração.
4.2. Aquisição de procedimentos e competências
De modoa executardeterminadatarefa,temosque desenvolverumconjuntode ações
concertadas, que se designam por procedimentos.
Sempre que surge a necessidade de aprender algo de novo, um nova competência,
mobilizamosos esquemas gerais relacionados. Aplicas os esquemas gerais desta competência,
à nova tarefa, fazendo as adaptações necessárias, integrando os novos elementos que te
permitamsereficaz.Com a repetição,vaisprogressivamente corrigindoasações inadequadas,
repetesasque avaliascomoadequadas,até oprocessosetornarautomático(passaafazerparte
de memória a longo prazo).
COMO APRENDES, QUANDO APRENDES
A aprendizagemé umprocessocognitivoque implicaque oserhumanosinterajacomo
meio, a partir da sua experiencia de vida. Para se adaptar, cada um de nós tem de gerir a
informação que recebe, tendo em conta as solicitações da situação e as informações que já
possuímos. A aprendizagemé um processopessoal,que envolve atotalidade dapessoa:o seu
pensamento, as suas emoções, sentimentos e afetos, a sua história de vida. Ao aprender,
modificamo-nos e reorganizamo-nos interiormente.
Motivação
Aprende-se melhor e mais depressa se tiveres motivação,se estás interessadopor um
assuntooutema.Motivado,tensumaatitude ativae empenhadanoprocessode aprendizagem
e, por isso, aprendes melhor. Contudo, a relação entre a aprendizagem e a motivação é
dinâmica. A motivação pode ocorrer durante o processo de aprendizagem.
Os conhecimentos anteriores
Há conhecimentos, aprendizagensprévias,que,se nãotiveremsidoconcretizados,não
te permitem aprender. Uma nova aprendizagem só acontece quando o material novo se
incorpora, se relaciona, com os conhecimentos e saberes que possuímos.
A quantidade de informação
A nossa possibilidade de aprender novas informações é limitada e, por isso, é preciso
proceder-se aumaseleçãodainformaçãorelevante,organizando-ade modoapodersergerida
em termos de aprendizagem.
A diversificação das atividades
Quantomaisdiversificadasforamasabordagens aum tema,quantomaisdiferenciadas
formas as tarefas, maior é a motivação e a concentração e melhor decorre a aprendizagem.
A planificação e a organização
A definição clara de objetivos, a seleção de estratégicas, é essencial para uma
aprendizagem bem-sucedida. É preciso planificar, organizar o teu trabalho por etapas, e ir
avaliando os resultados. Além da eficácia, promovem o controlo dos teus processos de
aprendizagem e, desse modo, a tua autonomia.
A cooperação
Determinadostiposde problemassãomelhorresolvidose aaprendizagemé mais eficaz
se trabalharmosde forma cooperativacomos outros.A aprendizagemcooperativa,aoimplicar
a interaçãoe a ajuda mútua,possibilitaaresoluçãode problemascomplexosde formaeficaze
elaborada.
AS EMOÇÕES
Emoçõessão encaradascomo processocom valor adaptativo, fundamentaisnoatode decidir.
21. CARATER ESPECIFICO DOS PROCESSO EMOCIONAIS
É muito difícil escondermos as nossas emoções. As emoções estão presentes nas
interações sociais, acompanhando ou até substituindo a expressão linguística.
O caraterprematurado serhumanostorna-odependente dosadultos que dele cuidam,
com quem temde comunicar para poder manifestasassuas necessidadese desejos.Éatravés
das emoçõesque comunicamos,elaborandoumsistemade troca atravésde gestose mímicas.
Ossinaisemocionaisconstituemumsistemade comunicaçãoprecocequepermiteaobebélevar
o adultoa participarna suasensibilidadee aobter as respostasnecessáriasaoseubem-estare
à sua sobrevivência. Por sua vez, o adulto interpreta e responde.
As emoções têm um valor adaptativo, porque são sinalizadoras de determinados
estados. O código de comunicação que as constitui pode ser menos preciso que o código
linguístico, mas a comunicação é mais rápida e poderosa.
EMOÇÕES, AFETOS E SENTIMENTOS
 As emoções estão relacionados com o tempo;
 As emoções variam de intensidade;
 As emoções refletem-se em alterações corporais;
 As emoções têm causas e objetos a que se dirigem;
 As emoções caracterizam-se pela sua versatilidade, aparecendo e desaparecendo com
rapidez;
 As emoções caracterizam-se pela sua polaridade: são positivas (alegria) ou negativas
(desgosto, medo);
 As emoções não são hábitos, são reações a experiencias especificas;
 A emoção é determinada pela interpretação dos factos.
Asemoções sãoprocessosdesencadeadosporumacontecimento,pessoa,situação,que
é objeto de uma avaliação cognitiva nem sempre consciente. A emoção é uma experiência
subjetiva que pode ser acompanhada por reações orgânicas, gestos, expressos vocais. Pode
traduzir-se por uma tendência para a ação. Há diferentes tipos de emoções:
 Emoções primárias – alegria, tristeza, medo, cólera, surpresa ou aversão;
 Emoções secundárias – vergonha, ciúme, culpa ou orgulho;
 Emoções de fundo – bem-estar, mal-estar, calma ou tensão.
As emoções primárias são inatas, úteis para uma reação rápida quando surgem
determinados estímulos do meio: externo ou interno.
Asemoçõessecundárias foram-seconstruindosobreasemoçõesiniciaise seriamasque
se experimentam mais tarde. Implicam uma avaliação cognitiva das situações e o recurso a
aprendizagens feitas.
Afetos e Sentimentos
Nas relações que estabelecemos interferem os afetos uma vez que somos afetados
pelos outros e afetamo-los. Os afetos exprimem-se através das emoções, sendo organizados
pelasexperienciaemocionaisque se repetem.Osafetos,exprimidosatravésde amor ou ódio,
são vividos intensamente sob a forma de emoções.
Os sentimentos são estados voltados para o nosso interior, são privados e não são
observáveis.Ossentimentos prolongam-se notempoe sãode menorintensidadede expressão
e não se associam a uma causa imediata. Não é inerente aos sentimentos termos consciência
deles. Passamos por 3 fases:
1 – O estado de emoção: emoção é desencadeada e experimentada inconscientemente;
2 – O estado de sentimento: pode ser representado de forma não consciente;
3 – O estadode sentimentostornadoconsciente: conhecidopeloorganismoque experimenta
a emoção e o sentimento.
COMPONENTE DAS EMOÇÕES
1 – Componente cognitiva: Se nãotivessepresenciadoacena,ouse não tivesse conhecimento
do facto, não experimentaria qualquer emoção;
2 – Componente avaliativa: Reação à situação em função dos interesses, valores e objetivos.
3 – Componente fisiológica: Refere-se às manifestações orgânicas da emoção
4 – Componente expressiva: Tem uma função social importante, porque é uma forma de
comunicação;
5 – Componente comportamental: Oestadoemocionalpodelevaraodesencadeamentode um
conjunto de comportamentos;
6 – Componente subjetiva: Éo estadoafetivoassociadoàemoção.É o maisdifícil de conhecer
e estudar.
Conclusão:A emoçãonãose pode reduziranenhumadascomponentesque enunciámos,sendo
que cada um influencia todas as outras.
PERSPETIVAS SOBRE AS EMOÇÕES
Perspetiva evolutiva
Darwin: As emoções têm uma relação muito estreita com a evolução das espécies
 Procuroutraços comunsna expressãodas emoções entre os diferentes povos primitivos;
 Recolheu dados junto dos psiquiatras sobre a manifestação das emoções em doentes
mentais;
 Registouasreaçõesdosseusfilhosfaceasituaçõesquelhesprovocavamalegria,frustração,
etc..
 A partir destes dados e de fotografias de pessoas em estados emocionais semelhantes,
procurou comparar a expressão das emoções humanas com a dos animais (macacos)
produzindo um catálogo das emoções.
 Há 6 emoções universais: Alegria, Tristeza, Surpresa, Cólera, Desgosto e Medo
 Todas as manifestaçõescorporais, de cada emoção, têm um valor comunicacional para os
que estão presentes, que podem evitar uma situação de confronto;
 As emoções têm um papel adaptativo fundamental na história da espécie humana, sendo
determinantes na nossa capacidade de sobrevivência.
 Há emoções que se manifestam da mesma forma, universais, independentemente dos
processosde aprendizageme dacultura onde se observam (medoe surpresaforamas que
a tribo teve mais dificuldade em reconhecer).
 Existe um conjunto de emoções não aprendidas partilhadas pela Humanidade e que são
património comum ao nível da sua expressão facial.
Perspetiva fisiológica
 WilliamJamesapresentouumateoriadasemoçõesquecontrariaoque nospareceevidente
e indiscutível.Assim sendo, ele afirma que, numa situação de perigo, não fugimos porque
temos medo, mas sim “temos porque fugimos”, isto porque sentimos medo a partir do
momento em que nos apercebemos das reações fisiológicas: pernas a tremer, coração a
batermaisforte,etc..Osestímulosestãoinicialmente ligadosarespostasfísicasquesómais
tarde são interpretadas como emoções.
 Segundo William, são as componentes fisiológicas dos comportamentos que geram as
emoções; Portanto, se retirarmos as componentes fisiológicas ficamos apenas com a
perceção cognitiva e não emocional;
 Esta perspetiva defende que não só a mente influencia o corpo, mas também o corpo
influencia a mente.
Perspetiva cognitivista
É o modocomo encara uma situação,como interpretoque causariaa emoçãoe não os
acontecimentos,ouseja,as nossascognições(perceções,recordações,aprendizagens) sãoum
elemento fundamental do desenvolvimento das nossas emoções.
A interpretação dos acontecimentos depende da minha história pessoal, dos meus
quadroscognitivose domeucontextode vida.Então,aemoçãoé determinadapelomodocomo
representamos a situação e pela avaliação pessoal que lhe atribuirmos. P.e., as emoções não
são as mesmas se o acontecimento é percebido como novo ou como habitual.
No entanto, críticos desta teoria defendem que afirmar que há um processamento
cognitivo prévio às emoções não significa que encaramos a situação afetados pelas nossas
interpretações, recordaçõese expetativas. Também defendem que não é necessário estar em
posse de aptidões cognitivas desenvolvidas para experimentarem emoções, pois animais e
recém-nascidos são capazes de as exprimir.
Perspetiva culturalista
Defende que asemoçõessãocomportamentosaprendidosnoprocessode socialização,
ou seja, são resultado de uma construção social, necessitam de ser aprendidos.
As emoções e as diferentes formas de as exprimir variam de cultura para cultura, e
portanto, no tempo e no espaço. Exemplo disso, em algumas culturas não se admite que um
homem chore, enquanto noutras essa expressão é valorizada.
Cada cultura tem o seu conjunto de regras que especificam o tipo de emoções que se
podem manifestar nas diferentes situações.
Pessoas da mesma cultura sentem de maneira idêntica a mesma emoção. Existe, por
assimdizer,umalinguagemdeemoçãoreconhecidaportodosaquelesque pertencemàmesma
cultura.
A RAZÃO E A EMOÇÃO
O processode tomada de decisão passa por terconhecimentoda situaçãosobre a qual
se temse decidir;conheceras diferentesopçõesde açãoe conheceras consequênciasde cada
opção no presente e no futuro.
Para Damásio,a emoção e a razão estariamna base das nossasdecisões.A tomada de
decisão seria suportada por 2 vias complementares funcionando paralelamente:
1 – A representação das consequências de uma opção é disponibilizada pelo raciocínio:
avaliação da situação, levantamento das opções possíveis, comparações lógicas, etc.;
2 – A perceçãoda situaçãoprovoca, ao mesmotempo,a ativação de experiênciasemocionais
experimentadas anteriormente em situações semelhantes.
As emoções são processos indispensáveis no ato de decidir.
Marcador somático – Mecanismo automatizado que suporta as nossas decisões
Um mecanismoautomático orientariaanossatomadade decisão:nãoperdemostanto
tempoaanalisarasituação;apercebendo-nosdoque seriainútil analisartodasaspossibilidades,
poderíamos escolher à sorte; e poderíamos transferir a responsabilidade da decisão para a
pessoa que colocava as alternativas.
Por mais simples que a decisão seja, existe sempre uma emoção associada à escolha
feita. Sem emoção, ficaríamos impossibilitados de fazer as escolhas mais simples.
A associaçãofeitaentre asituaçãocomplexae oestadoemocionalassociadoaesse tipo
de situaçõespermiteoestabelecimentodaligaçãoentreo tipode situaçãoe oestadosomático,
isto é, o estado do corpo. As manifestaçõescorporais associadas simulariam as consequências
esperadas orientando as escolhas.
Quandoocorre anecessidade dedecidir,umprocessoé aberto:oestadosomáticopode
então atuar como um sinal de alarme e levar à rejeição de uma opção, ou como um sinal de
incentivo, atração e levar à sua adoção. Os marcadores somáticos informam o córtex sobre as
decisões a tomar. O nosso pensamento tem necessidade das emoções para ser eficaz.
A CONAÇÃO
22. O CARÁTER ESPECIFICO DOS PROCESSOS CONATIVOS
Esta mente em construção integra as diferentes dimensões: conhecer, sentir e agir.
A conação é constituídapor umconjuntode processosque se ligamàexecuçãode uma
ação ou comportamento, que movem o ser humano num determinado sentido.
Em todos os comportamentos existem 2 componentes: componente objetiva -
manifesta-se nos movimentos e que se pode observar -, e componente subjetiva – disposição
interna para a ação, que é a conação.
A conaçãoé inerenteaoscomportamentosque envolvemesforço,desejo,vontade,em
que há uma tendência consciente para agir, para atuar.
É isto,nofundo,aconação: a motivação, oempenho,avontade e odesejoque move os
indivíduos em direção a um fim ou objetivo que, ao dar sentido à sua ação, faz com que esta
tenha significado para ele.
INTENCIONALIDADE
Ospensamentos,emoções,perceções,comportamentos,etc.,sãointencionais e acerca
de algo: quando pensamos, pensamos acerca de alguma coisa, quando sentimos, sentimos
acerca de alguma coisa.
Searle consideraaintencionalidadeagrande diferençaentreumcomputadore amente
humana: o computador não pensa, porque não acede ao sentido, ao conteúdo. Só funciona
sobre símbolosabstratos,semsignificado.Apesarde outrosanimaisteremdesejose intenções,
só o ser humano os associam à linguagem e ao significado.
A intencionalidade do funcionamento mental e da ação dos seres humanos indica-nos
que o que sentimos, fazemos e pensamos tem um propósito.
A forma como reagimos a alguma coisa ou como nos relacionamos com os outros são
processos organizados pelo sentido.
Os significadosvãosendoconstruídosa partir do nosso envolvimento nomundoe das
experiênciasquetemosaolongodavida:nãosãoindependentesdoscontextosemquesurgem,
nemdo que sabemose sentimos,nemdasintençõesque orientamesse mesmoenvolvimento.
TENDÊNCIA
Tendênciaé umimpulso espontâneo queorienta a condutado indivíduo.A tendência vai
do sujeito para o objeto. Ela respondeu a uma necessidade interna (pulsões sexuais, afetivas,
intelectuais, etc.). Somos levados a realizar os nossos próprios fins com o que o mundo nos
oferece; a tendência está sempre presente, persistente, inacabada.
O comportamento desencadeado por uma tendência é acompanhado por um ciclo
motivacional:
1 – Necessidade: Desequilíbrio provocado por uma carência, uma privação;
2 – Impulso: A experiência do défice orgânico desencadeia uma energia ou tensão que visa a
ação e que é o impulso. A necessidade passa, portanto, a ser representada pelo impulso que
orienta o organismo em direção a um objetivo;
3 – Resposta:É constituídapelasatividadesdesenvolvidase desencadeadaspeloimpulsopara
se obter o que se necessita;
4 – Saciedade:Quandooobjetivoé alcançado,oimpulsodesapareceoué reduzido.Oequilíbrio
é restabelecido.
Quanto à origem:
 Tendências primárias – manifestam-se desde o nascimento e são independentes da
aprendizagem. Contudo a sua manifestação e expressão são condicionadas por normas e
regras sociais;
 Tendências secundárias – são aprendidas, adquiridas no processo de socialização e
correspondem a necessidades sociais.
Quanto ao objeto:
 Tendências individuais – Relacionam-se com os interesses do indivíduo e visam o seu
desenvolvimento e preservação.
 Tendênciassociais- Estãonabase dasinteraçõessociaise têmavercomo estabelecimento
das relações com os outros;
 Tendênciasideais –Relacionam-secoma promoçãode valoresque podemserintelectuais,
estéticos e éticos.
Esforço de Realização
O conceito de esforço de realização relaciona-se com o empenho para concretizarmos
os nossos desejos e objetivos.
Asmotivaçõesorganiza-sesegundoumahierarquiade necessidades representadanuma
pirâmide: na base estão as necessidades básicas que asseguram a sobrevivência, e no topo a
necessidade de autorrealização.
Necessidades fisiológicas
Sãovitaisparao serhumano.A suasatisfaçãoasseguraasobrevivência - afome,osono,asede,
o evitamento da dor -, já que visam a manutenção do equilíbrio interno do organismo.
Necessidades de segurança
O indivíduo procura satisfaz a necessidade de se sentir protegido relativamente ao meio,
potencialmente perigoso, e dispor de um ambiente estável.
Necessidades de afiliação
É a necessidade de recebere darafeto,confiança,amor.Estanecessidadereflete-se naprocura
de fazer parte de grupos: família, amigos, trabalho.
Necessidades de estima
Necessidade de se sentir respeitado e estimado pelos outros. A autoestima dependeria em
grande parte da satisfação desta necessidade. A necessidade de se sentir competente
dependeria da satisfação das necessidades de estima, que desenvolveria sentimentos de
autoconfiança, já a sua frustração pode dar origem a sentimentos de inferioridade.
Necessidades de autorrealização
Necessidade que cada um tem de realizar o seu potencial tornando-se em tudo aquilo em que
uma pessoa é capaz de se tornar. As necessidades de autorrealização manifestar-se-iam pela
necessidade de o indivíduo concretizar as suas potencialidades, de atingir a sua realização
pessoal e de conseguirobterêxitoe sucesso.Énecessárioesforçoparaatingiraautorrealização.

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Psicologia - a mente, as emoções e a conação

  • 1. A MENTE 19. A MENTE: PROCESSOS COGNITIVOS, EMOCIONAIS E CONATIVOS O SABER, O SENTIR, O FAZER A mente é um sistema que integra os processos cognitivos e também os processos emocionais e conativos. É uma manifestação total de processos dinâmicos que interagem constantementede formascomplexa:osprocessosmentaisimplicam-semutuamentede forma integrada.  Processos Cognitivos – Relacionam-se com o saber, respondem à questão “O quê?”, englobam a perceção, a memória e a aprendizagem;  Processos Emotivos – Relacionam-se com o sentir, respondem à questão “Como?”, englobam a emoção, o afeto e o sentimento;  Processos Conativos – Relacionam-se com o fazer, respondem à questão “Porquê?”. O pensamento,associadoàdimensãocognitivadamente,envolve osprocessoscognitivos, os emocionais e os conativos. 20. O CARATER ESPECIFICO DOS PROCESSOS COGNITIVOS A cogniçãoé o conjunto demecanismospelosquaisumorganismo adquiresinformação, a trata, a conserva, a explora; designa também o produto mental deste mecanismo, quer seja encarado de um modo generalizado quer a propósito de um caso particular. Osprocessoscognitivos sãocomplexos,porque implicam umconjuntode estruturasque recebem, filtram, organizam, modelam, retêm dados provenientes do meio. PERCEÇÃO A perceção é um processo cognitivos atravésdo qual contactamos com o mundo, que se caracterizapelofactode exigirapresençadoobjeto,darealidadeaconhecer.Pelaperceção, organizamos e interpretamos as informações veiculadas pelos órgãos dos sentidos (informações sensoriais). O PROCESSO PERCETIVO O teuconhecimentoé contruídopoe diferentes sistemassensoriais.Sdiferentesmodos de interação com o mundo são processados paralelamente pelos sistemas sensoriais, que são sensíveisadeterminadostiposde estímulos.Emboraareceçãosensorial sejadiferentesparaos diferentes órgãos dos sentidos, há 3 elementos comuns: o estímulo físico; a sua tradução em impulsos nervosos e a resposta à mensagem como perceção. A perceção começa nos órgãos recetores que são sensíveis a estímulos específicos. A sensação é o processo de detenção e receção dos estímulos nos órgãos dos sentidos. A maior parte das entradas sensoriais percebem-se como uma sensação identificada com um estímulo específico, que é traduzido em impulsos nervosos que são conduzidos ao sistema nervoso central e processados pelo cérebro. A nossa relaçãocom o meioestácondicionadapelasensibilidade dosnossos recetores sensoriais, que diferem nas diversas espécies animais.
  • 2. A perceçãoenvolve ainterpretação dasinformaçõessensoriaisrecebidas.A perceçãoé uma atividade cognitivaque nãose limitaaoregistoda informaçãosensorial:implicaatribuição de sentido, que remete para a nossa experiência. As perceções, diferentemente das sensações, são fruto de um trabalho complexo de análise e de síntese, destacando o seu caráter ativos e mediatizado pelos conhecimentos, experiências, expetativas e interesses do sujeito. A PERCEÇÃO COMO REPRESENTAÇÃO A perceção constrói uma representação mental ou imagem da realidade. A perceção visual dá-nos um mundo tridimensional, estável e com significado. É no cérebro que se vão estruturar e organizar as representações do mundo. A informação proveniente dos órgãos sensoriais é tratada pelo cérebro. MEMÓRIA É a nossa memória que retém conhecimentos, informações, ideias, acontecimentos, encontros.E este património torna-nos únicos, assegurando-nos a nossa identidade pessoal. Essencial à nossasobrevivência,é amemóriaque nospermite,sempre que precisamos atualizar a informação necessária para dar resposta aos desafios do meio.Aprendemos a lidar com o meio e é a memoria que atualiza, sempre que precisamos, os comportamentos aprendidos adaptados à situação. A memória está na base de todos os processos cognitivos. Sem memória não há cognição. Processos da memória Poderemosdizerque estamosprogramadospara filtrar os estímulose para recusar os dados que são irrelevantes. Cabe ao cérebroselecionaroque é revelante paraasseguraraprópriasobrevivênciado individuoe daespécie. Oqueocérebrodeterminacomoimportante,ounão,ocorrenoprocesso percetivo propriamente dito e no processamento da informação. A informação é recebida pelos órgãos dos sentidos,retida rapidamente e sem seguida processada, tratada. A memória é o conjunto de processos e estruturas que codificam, armazenam no cérebro em armazenar, reter e recordar a informação. 1 - Codificação – Prepara as informações sensoriais para serem armazenadas no cérebro. Consiste na tradução de dados num código. A atenção que dedicamos às informações a memorizar implica uma codificação mais profunda. 2 - Armazenamento – Cada um dos elementos que constituem a memória de determinado acontecimento está registado em várias áreas cerebrais. Registado em diferentes códigos. Quandouma experiênciaé codificadae armazenada,ocorremmodificaçõesnocérebrode que resultam traços mnésicos (engramas). O processo de fixação é complexo, estando o material armazenado sujeito a modificações contínuas. 3 - Recuperação – Recupera-se a informação: lembramo-nos, recordamos, evocamos uma informação. Primeiro processa-se o reconhecimento, e de seguida a evocação. Um
  • 3. acontecimento é recordado mais facilmente se a pessoa voltar a sentir o mesmo estado emocional que experimentou durante o episódio de aprendizagem. MEMÓRIAS Memória a curto prazo A memória a curto prazo retém a informação durante um período limitado de tempo, podendoseresquecidaoupassara memória a longoprazo. Na memóriaa curto prazo há duas componentes:amemóriaimediata–omaterial recebidoficaretidodurante umfraçãoe tempo – e a memória de trabalho – mantemos a informação enquanto ela nos é útil. A memória imediata e a memória de trabalho são complementares, formando a memória a curto prazo. Qualquer informação que tenha estado na memória a curto prazo e que se tenha perdido,estaráperdidaparasempre,sóse mantendose transitarparaamemóriaalongoprazo. Memória a longo prazo A memória a longo prazo é um tipo de memória que é alimentada pelos materiais de memóriade a curto prazo que são codificadosemsímbolos.A memóriaalongoprazoretémos materiaisdurante horas,mesesoutoda a vida.Há também2 tipode memóriaa longoprazo: a memórianãodeclarativa(ouimplícitaousemregisto) e a memóriadeclarativa(ouexplicitaou com registo). A memória não declarativa é uma memória automática, que mantém as informações subjacentes à questão “Como?”. O exercício, o hábito, a repetição do conjunto das práticas tornaram essa atividade automática, reflexa. Só se acede a este tipo de memória, agindo. A memória declarativa implica a consciência do passado, do tempo, reportando-se a acontecimentos, factos, pessoas. Distinguem-se, neste tipo de memória, 2 subsistemas: a memória episódica – envolve recordações, reporta a lembranças da tua vida pessoal, é uma memóriapessoal que manifestaumarelaçãoíntimaentre quemrecordae oque se recorda – e a memóriasemântica–refere-se aoconhecimentogeral sobre omundo,e nãotem localização no tempo. MEMÓRIA CONSTRUÍDA Quandoevocamosumobjeto,factoouacontecimento,asuarepresentaçãonamemória não é uma reprodução fiel. As representações implicam uma seleção da informação, a sua codificação, a associação a experiência anteriores ou a acontecimentos relevantes. Marcadas pela experiência, pelas emoções, pelos afetos, as representações são guardadas pela memória, sendo ativadas sempre que necessário.A realidade exterior ausente pode ser substituída por uma realidade interior mantida pela memória, que entretanto foi modificada. Processo ativo A informaçãoque apreendemosde ummesmoepisódiodavidaé,jáàpartida,diferente. Cada um de nós enquadra a informação nos conhecimentos que já temos, enquadra os acontecimentos no contexto das nossas experiências e expetativas.
  • 4. A memória reconstrói os dados que recebe dando relevo a uns, distorcendo ou omitindo outros. Quando os acontecimentos estão muito marcados pela emoção, os pormenores escapam. Neste caso, o cérebro preenche essas falhas, reconstrói, portanto, a memória.Àsvezesé difícil distinguiroque se passa do que na realidade aconteceu.A memória é um processo ativo, dinâmico. De notar que não temos consciência deste processo. As representaçõesque retemos aparecem-nostãoclarasque acreditamosserareproduçãofiel do que realmente aconteceu. Assim como a memória individual é condição da identidade pessoal, há também uma memóriacoletivaque é parte integrante daidentidadede cadafamília,gruposocial e nação.Do passadoretêm-se determinadosfactose esquecem-seoutros:háumseleçãoe uma idealização do passado.Oprocessode reconstruçãoda memóriasocial dasnaçõesougruposociaisemque oapagamentode determinadosfactose aexaltaçãode outrostem porobjetivoreforçaroslaços sociais, sendo uma forma de definir a sua identidade. ESQUECER PARA MEMORIZAR O esquecimento é a incapacidade, provisoria ou definitiva, de recordar, de recuperar dados, informações, experiências que foram memorizados. O esquecimento é essencial, pois seria impossível conservar todos os materiais que armazenamos.Oesquecimentotemuma funçãoseletivae adaptativa:afastaainformaçãoque não é útil e necessária. Afasta também os conteúdos conflituosos. A memóriatemcaráterseletivonamedidaemque nemtodaa informaçãoé guardada, e um caráter adaptativo – a informação é transformada. Esquecimento regressivo O esquecimento regressivo ocorre quando surgem dificuldades em reter novos materiais e em recordar conhecimentos, factos e norma aprendidos recentemente. Poder ser devido à degenerescência dos tecidos cerebrais. Esquecimento motivado Nós esqueceríamos o que, inconscientemente, nos convém esquecer. Assim, os conteúdostraumatizantes,penosos,asrecordaçõesangustiadasseriamesquecidosparaevitar a angústia e a ansiedade,assegurando,assim, oequilíbriopsicológico – recalcamento.Através do recalcamento os conteúdos do inconsciente seriam impedidos de aceder ao ego, à consciência. É um mecanismo de defesa que tem como objetivos reduzir a tensão provocada por conflitos internos. Interferência das aprendizagens As novas memórias interferem com a recuperação das memórias mais antigas – processos de interferência. Atualmente pensa-se que, mais do que desaparecer, o que acontece ao material que não conseguimosrecordaré ter sofrido modificações,geralmente porefeitode transferências de aprendizagens e experiências posteriores.
  • 5. APRENDIZAGEM Todosos comportamentosnormais,comuns,diários,sãoaprendidos,istoé, adquiridos nos processos e socialização, ao longo do tempo, em diferentes contextos. A aprendizagemé uma modificação relativamente estável do comportamento ou do conhecimento, que resulta do exercício, experiencia, treino ou estudo. É um processo que, envolvendo processos cognitivos, motivacionais e emocionais, se manifesta em comportamentos. Mas, nem todas as mudanças de comportamento são produto da aprendizagem; Há uma série de comportamentosque sãoinatose se atualizam semexigiremaprendizagem(p.e. pestanejar, respirar). No ser humanos, a aprendizagem é a base do conjunto de comportamentos que o distinguem dos outros animais. A imaturidade do ser humano, que o torna dependente dos adultos durante tanto tempo, colocou no centro da sua evolução e desenvolvimento a aprendizagem.A aprendizagemé umprocessocognitivofundamental noprocessodeadaptação ao meio, é um processo cognitivos que nos torna humanos. PROCESSOS DE APRENDIZAGEM Há comportamentos que estão diretamente relacionados com os estímulos do meio e que são previveis a partir da presença do estímulo. Este tipode comportamentos insere-se na aprendizagem não simbólica (aprendizagem não associativa e associativa). Outros comportamentos, como cumprimentar as pessoas, ler, são aprendizagens simbólicas, porque envolvem a maneira como interpretamos a realidade. 1 – Aprendizagem não associativa (o indivíduo aprende as características de um só tipo de estímulos) A habituação– aprendera não reagira determinadoestímulo –permite-nosselecionar o que nos interessanomeioambiente,centrandoanossaatençãono que é essencial paranós. Através da sensitização aprendem-se as propriedades de um estímulo ameaçador ou prejudicial e a apurar os reflexos para se prepararem para a defesa ou para a fuga. 2 – Aprendizagem associativa (para se aprender tem de se associar estímulos e respostas ou associar estímulos) 2.1. O condicionamento clássico (não envolve a vontade do sujeito: o sujeito é passivo) Pavlov descobriu o reflexo condicionado – um estímulo, que não provocava qualquer resposta específica, depois de associado a outro estímulo, passou, por si só, a provocar uma resposta condicionada. Estímuloneutro – Estimuloque,antesdoacondicionamento,não produz a resposta desejada; Estímulo não condicionado, incondicionado – Estímulo que desencadeia uma resposta não aprendida; Resposta incondicionada – Resposta inata, não aprendida;
  • 6. Estímulo condicionado – Estímulo neutro que, associado ao estímulo incondicionado passa a provocar uma resposta semelhante à desencadeada pelo estímulo incondicionado; Respostacondicionada–Respostaque,depoisdocondicionamento,se segue aoestímulo,que antes era neutro.  Oestímuloincondicionadoprovocarespostaincondicionada –processoinatonãoaprendido  O estímulo neutro, durante o processo de condicionamento, transforma-se em estímulo condicionado.  O estímulo condicionado provoca resposta condicionada. A resposta condicionada e a resposta incondicionadas são semelhantes. A resposta condicionada podia ser extinta: se o estímulo condicionado fosse apresentado váriasvezessemserseguidodoestímuloincondicionado,arespostacondicionadaacabavapor desaparecer. 2.2. O condicionamento operante “A Caixa de Skinner” – O rato aprendeu a obter alimento: graças ao reforço (consequência positiva), o animal aprendeu a carregar na alavanca. No caso de se suspender o reforço, a resposta aprendida extingue-se. Reforço – estímulo positivo ou negativo que, por trazer consequências positivas, aumenta a probabilidade de uma resposta ocorrer. Reforço positivo – estímulo que tem consequências positivas e que se segue a um dado comportamento Reforço negativo – o sujeito evita uma situação dolorosa, se se comportar de determinado modo. É a eliminação do estímulo que permite evitar a situação dolorosa. Ambos têm estas consequências: fortalecer, aumentar a ocorrência de um comportamento. Aumentam a probabilidade que a resposta ocorra. O castigo é um procedimentoque diminui a probabilidade de ocorrer uma resposta através do recurso a um estímulo aversivo. É infligidoquando não há resposta ou quando a respostanão é a desejável. Oreforçonegativovisaaumentara ocorrênciado comportamento, o castigo visa diminuir ou evitar que um comportamento não desejável se repita. A recompensa é o procedimentoouestimulousadopara aumentara probabilidadede resposta. Corresponde ao reforço positivo do condicionamento operante. 3 – Aprendizagem por observação e imitação (aprendizagem social ou por modelação) Muito do que aprendeste em contexto social, ao longo do processo de socialização, observando e imitando os outros. Em muitos casos, basta a observação para aprendermos. Bandura confirmou que a experiencia dos outros pode conduzir à aquisição de novos comportamentos.Umindividuopode adquirirumnovocomportamentoapartirda observação de um modelo.É atravésda modelação – observação,imitaçãoe integração - que uma pessoa pode aprender um comportamento que passa a fazer parte do seu quadro de respostas. Não
  • 7. basta,noentanto,observare reterumcomportamentoparaoimitar.A fasede execuçãoimplica fatores internos do próprio sujeito. A teoria cognitiva e social considera que cada individuo possui um conjunto de competências que permitem a aprendizagem e o desenvolvimento. A aprendizagem é a aquisição de conhecimentos através do processamento cognitivo da informação. 4 – Aprendizagem com recurso a símbolos e representações 4.1. Aquisição de conhecimentos Existemesquemascognitivospréviosque permitemenquadrarasnovasaquisições.Os novos conhecimentos podem aumentar e enriquecer os esquemas cognitivos preexistentes, podemmodifica-losoupodemsuscitaracriação de novosesquemas.Contudo,esteprocessoé complexo, porque os esquemas cognitivos são estruturas dinâmicas que proporcionamos conhecimentosque já possuímos e integram os conhecimentosnovos. Só há aprendizagemse houver esta relação, este processo de integração. 4.2. Aquisição de procedimentos e competências De modoa executardeterminadatarefa,temosque desenvolverumconjuntode ações concertadas, que se designam por procedimentos. Sempre que surge a necessidade de aprender algo de novo, um nova competência, mobilizamosos esquemas gerais relacionados. Aplicas os esquemas gerais desta competência, à nova tarefa, fazendo as adaptações necessárias, integrando os novos elementos que te permitamsereficaz.Com a repetição,vaisprogressivamente corrigindoasações inadequadas, repetesasque avaliascomoadequadas,até oprocessosetornarautomático(passaafazerparte de memória a longo prazo). COMO APRENDES, QUANDO APRENDES A aprendizagemé umprocessocognitivoque implicaque oserhumanosinterajacomo meio, a partir da sua experiencia de vida. Para se adaptar, cada um de nós tem de gerir a informação que recebe, tendo em conta as solicitações da situação e as informações que já possuímos. A aprendizagemé um processopessoal,que envolve atotalidade dapessoa:o seu pensamento, as suas emoções, sentimentos e afetos, a sua história de vida. Ao aprender, modificamo-nos e reorganizamo-nos interiormente. Motivação Aprende-se melhor e mais depressa se tiveres motivação,se estás interessadopor um assuntooutema.Motivado,tensumaatitude ativae empenhadanoprocessode aprendizagem e, por isso, aprendes melhor. Contudo, a relação entre a aprendizagem e a motivação é dinâmica. A motivação pode ocorrer durante o processo de aprendizagem. Os conhecimentos anteriores Há conhecimentos, aprendizagensprévias,que,se nãotiveremsidoconcretizados,não te permitem aprender. Uma nova aprendizagem só acontece quando o material novo se incorpora, se relaciona, com os conhecimentos e saberes que possuímos.
  • 8. A quantidade de informação A nossa possibilidade de aprender novas informações é limitada e, por isso, é preciso proceder-se aumaseleçãodainformaçãorelevante,organizando-ade modoapodersergerida em termos de aprendizagem. A diversificação das atividades Quantomaisdiversificadasforamasabordagens aum tema,quantomaisdiferenciadas formas as tarefas, maior é a motivação e a concentração e melhor decorre a aprendizagem. A planificação e a organização A definição clara de objetivos, a seleção de estratégicas, é essencial para uma aprendizagem bem-sucedida. É preciso planificar, organizar o teu trabalho por etapas, e ir avaliando os resultados. Além da eficácia, promovem o controlo dos teus processos de aprendizagem e, desse modo, a tua autonomia. A cooperação Determinadostiposde problemassãomelhorresolvidose aaprendizagemé mais eficaz se trabalharmosde forma cooperativacomos outros.A aprendizagemcooperativa,aoimplicar a interaçãoe a ajuda mútua,possibilitaaresoluçãode problemascomplexosde formaeficaze elaborada. AS EMOÇÕES Emoçõessão encaradascomo processocom valor adaptativo, fundamentaisnoatode decidir. 21. CARATER ESPECIFICO DOS PROCESSO EMOCIONAIS É muito difícil escondermos as nossas emoções. As emoções estão presentes nas interações sociais, acompanhando ou até substituindo a expressão linguística. O caraterprematurado serhumanostorna-odependente dosadultos que dele cuidam, com quem temde comunicar para poder manifestasassuas necessidadese desejos.Éatravés das emoçõesque comunicamos,elaborandoumsistemade troca atravésde gestose mímicas. Ossinaisemocionaisconstituemumsistemade comunicaçãoprecocequepermiteaobebélevar o adultoa participarna suasensibilidadee aobter as respostasnecessáriasaoseubem-estare à sua sobrevivência. Por sua vez, o adulto interpreta e responde. As emoções têm um valor adaptativo, porque são sinalizadoras de determinados estados. O código de comunicação que as constitui pode ser menos preciso que o código linguístico, mas a comunicação é mais rápida e poderosa. EMOÇÕES, AFETOS E SENTIMENTOS  As emoções estão relacionados com o tempo;  As emoções variam de intensidade;  As emoções refletem-se em alterações corporais;
  • 9.  As emoções têm causas e objetos a que se dirigem;  As emoções caracterizam-se pela sua versatilidade, aparecendo e desaparecendo com rapidez;  As emoções caracterizam-se pela sua polaridade: são positivas (alegria) ou negativas (desgosto, medo);  As emoções não são hábitos, são reações a experiencias especificas;  A emoção é determinada pela interpretação dos factos. Asemoções sãoprocessosdesencadeadosporumacontecimento,pessoa,situação,que é objeto de uma avaliação cognitiva nem sempre consciente. A emoção é uma experiência subjetiva que pode ser acompanhada por reações orgânicas, gestos, expressos vocais. Pode traduzir-se por uma tendência para a ação. Há diferentes tipos de emoções:  Emoções primárias – alegria, tristeza, medo, cólera, surpresa ou aversão;  Emoções secundárias – vergonha, ciúme, culpa ou orgulho;  Emoções de fundo – bem-estar, mal-estar, calma ou tensão. As emoções primárias são inatas, úteis para uma reação rápida quando surgem determinados estímulos do meio: externo ou interno. Asemoçõessecundárias foram-seconstruindosobreasemoçõesiniciaise seriamasque se experimentam mais tarde. Implicam uma avaliação cognitiva das situações e o recurso a aprendizagens feitas. Afetos e Sentimentos Nas relações que estabelecemos interferem os afetos uma vez que somos afetados pelos outros e afetamo-los. Os afetos exprimem-se através das emoções, sendo organizados pelasexperienciaemocionaisque se repetem.Osafetos,exprimidosatravésde amor ou ódio, são vividos intensamente sob a forma de emoções. Os sentimentos são estados voltados para o nosso interior, são privados e não são observáveis.Ossentimentos prolongam-se notempoe sãode menorintensidadede expressão e não se associam a uma causa imediata. Não é inerente aos sentimentos termos consciência deles. Passamos por 3 fases: 1 – O estado de emoção: emoção é desencadeada e experimentada inconscientemente; 2 – O estado de sentimento: pode ser representado de forma não consciente; 3 – O estadode sentimentostornadoconsciente: conhecidopeloorganismoque experimenta a emoção e o sentimento. COMPONENTE DAS EMOÇÕES 1 – Componente cognitiva: Se nãotivessepresenciadoacena,ouse não tivesse conhecimento do facto, não experimentaria qualquer emoção; 2 – Componente avaliativa: Reação à situação em função dos interesses, valores e objetivos. 3 – Componente fisiológica: Refere-se às manifestações orgânicas da emoção
  • 10. 4 – Componente expressiva: Tem uma função social importante, porque é uma forma de comunicação; 5 – Componente comportamental: Oestadoemocionalpodelevaraodesencadeamentode um conjunto de comportamentos; 6 – Componente subjetiva: Éo estadoafetivoassociadoàemoção.É o maisdifícil de conhecer e estudar. Conclusão:A emoçãonãose pode reduziranenhumadascomponentesque enunciámos,sendo que cada um influencia todas as outras. PERSPETIVAS SOBRE AS EMOÇÕES Perspetiva evolutiva Darwin: As emoções têm uma relação muito estreita com a evolução das espécies  Procuroutraços comunsna expressãodas emoções entre os diferentes povos primitivos;  Recolheu dados junto dos psiquiatras sobre a manifestação das emoções em doentes mentais;  Registouasreaçõesdosseusfilhosfaceasituaçõesquelhesprovocavamalegria,frustração, etc..  A partir destes dados e de fotografias de pessoas em estados emocionais semelhantes, procurou comparar a expressão das emoções humanas com a dos animais (macacos) produzindo um catálogo das emoções.  Há 6 emoções universais: Alegria, Tristeza, Surpresa, Cólera, Desgosto e Medo  Todas as manifestaçõescorporais, de cada emoção, têm um valor comunicacional para os que estão presentes, que podem evitar uma situação de confronto;  As emoções têm um papel adaptativo fundamental na história da espécie humana, sendo determinantes na nossa capacidade de sobrevivência.  Há emoções que se manifestam da mesma forma, universais, independentemente dos processosde aprendizageme dacultura onde se observam (medoe surpresaforamas que a tribo teve mais dificuldade em reconhecer).  Existe um conjunto de emoções não aprendidas partilhadas pela Humanidade e que são património comum ao nível da sua expressão facial. Perspetiva fisiológica  WilliamJamesapresentouumateoriadasemoçõesquecontrariaoque nospareceevidente e indiscutível.Assim sendo, ele afirma que, numa situação de perigo, não fugimos porque temos medo, mas sim “temos porque fugimos”, isto porque sentimos medo a partir do momento em que nos apercebemos das reações fisiológicas: pernas a tremer, coração a batermaisforte,etc..Osestímulosestãoinicialmente ligadosarespostasfísicasquesómais tarde são interpretadas como emoções.  Segundo William, são as componentes fisiológicas dos comportamentos que geram as emoções; Portanto, se retirarmos as componentes fisiológicas ficamos apenas com a perceção cognitiva e não emocional;
  • 11.  Esta perspetiva defende que não só a mente influencia o corpo, mas também o corpo influencia a mente. Perspetiva cognitivista É o modocomo encara uma situação,como interpretoque causariaa emoçãoe não os acontecimentos,ouseja,as nossascognições(perceções,recordações,aprendizagens) sãoum elemento fundamental do desenvolvimento das nossas emoções. A interpretação dos acontecimentos depende da minha história pessoal, dos meus quadroscognitivose domeucontextode vida.Então,aemoçãoé determinadapelomodocomo representamos a situação e pela avaliação pessoal que lhe atribuirmos. P.e., as emoções não são as mesmas se o acontecimento é percebido como novo ou como habitual. No entanto, críticos desta teoria defendem que afirmar que há um processamento cognitivo prévio às emoções não significa que encaramos a situação afetados pelas nossas interpretações, recordaçõese expetativas. Também defendem que não é necessário estar em posse de aptidões cognitivas desenvolvidas para experimentarem emoções, pois animais e recém-nascidos são capazes de as exprimir. Perspetiva culturalista Defende que asemoçõessãocomportamentosaprendidosnoprocessode socialização, ou seja, são resultado de uma construção social, necessitam de ser aprendidos. As emoções e as diferentes formas de as exprimir variam de cultura para cultura, e portanto, no tempo e no espaço. Exemplo disso, em algumas culturas não se admite que um homem chore, enquanto noutras essa expressão é valorizada. Cada cultura tem o seu conjunto de regras que especificam o tipo de emoções que se podem manifestar nas diferentes situações. Pessoas da mesma cultura sentem de maneira idêntica a mesma emoção. Existe, por assimdizer,umalinguagemdeemoçãoreconhecidaportodosaquelesque pertencemàmesma cultura. A RAZÃO E A EMOÇÃO O processode tomada de decisão passa por terconhecimentoda situaçãosobre a qual se temse decidir;conheceras diferentesopçõesde açãoe conheceras consequênciasde cada opção no presente e no futuro. Para Damásio,a emoção e a razão estariamna base das nossasdecisões.A tomada de decisão seria suportada por 2 vias complementares funcionando paralelamente: 1 – A representação das consequências de uma opção é disponibilizada pelo raciocínio: avaliação da situação, levantamento das opções possíveis, comparações lógicas, etc.; 2 – A perceçãoda situaçãoprovoca, ao mesmotempo,a ativação de experiênciasemocionais experimentadas anteriormente em situações semelhantes. As emoções são processos indispensáveis no ato de decidir.
  • 12. Marcador somático – Mecanismo automatizado que suporta as nossas decisões Um mecanismoautomático orientariaanossatomadade decisão:nãoperdemostanto tempoaanalisarasituação;apercebendo-nosdoque seriainútil analisartodasaspossibilidades, poderíamos escolher à sorte; e poderíamos transferir a responsabilidade da decisão para a pessoa que colocava as alternativas. Por mais simples que a decisão seja, existe sempre uma emoção associada à escolha feita. Sem emoção, ficaríamos impossibilitados de fazer as escolhas mais simples. A associaçãofeitaentre asituaçãocomplexae oestadoemocionalassociadoaesse tipo de situaçõespermiteoestabelecimentodaligaçãoentreo tipode situaçãoe oestadosomático, isto é, o estado do corpo. As manifestaçõescorporais associadas simulariam as consequências esperadas orientando as escolhas. Quandoocorre anecessidade dedecidir,umprocessoé aberto:oestadosomáticopode então atuar como um sinal de alarme e levar à rejeição de uma opção, ou como um sinal de incentivo, atração e levar à sua adoção. Os marcadores somáticos informam o córtex sobre as decisões a tomar. O nosso pensamento tem necessidade das emoções para ser eficaz. A CONAÇÃO 22. O CARÁTER ESPECIFICO DOS PROCESSOS CONATIVOS Esta mente em construção integra as diferentes dimensões: conhecer, sentir e agir. A conação é constituídapor umconjuntode processosque se ligamàexecuçãode uma ação ou comportamento, que movem o ser humano num determinado sentido. Em todos os comportamentos existem 2 componentes: componente objetiva - manifesta-se nos movimentos e que se pode observar -, e componente subjetiva – disposição interna para a ação, que é a conação. A conaçãoé inerenteaoscomportamentosque envolvemesforço,desejo,vontade,em que há uma tendência consciente para agir, para atuar. É isto,nofundo,aconação: a motivação, oempenho,avontade e odesejoque move os indivíduos em direção a um fim ou objetivo que, ao dar sentido à sua ação, faz com que esta tenha significado para ele. INTENCIONALIDADE Ospensamentos,emoções,perceções,comportamentos,etc.,sãointencionais e acerca de algo: quando pensamos, pensamos acerca de alguma coisa, quando sentimos, sentimos acerca de alguma coisa. Searle consideraaintencionalidadeagrande diferençaentreumcomputadore amente humana: o computador não pensa, porque não acede ao sentido, ao conteúdo. Só funciona sobre símbolosabstratos,semsignificado.Apesarde outrosanimaisteremdesejose intenções, só o ser humano os associam à linguagem e ao significado.
  • 13. A intencionalidade do funcionamento mental e da ação dos seres humanos indica-nos que o que sentimos, fazemos e pensamos tem um propósito. A forma como reagimos a alguma coisa ou como nos relacionamos com os outros são processos organizados pelo sentido. Os significadosvãosendoconstruídosa partir do nosso envolvimento nomundoe das experiênciasquetemosaolongodavida:nãosãoindependentesdoscontextosemquesurgem, nemdo que sabemose sentimos,nemdasintençõesque orientamesse mesmoenvolvimento. TENDÊNCIA Tendênciaé umimpulso espontâneo queorienta a condutado indivíduo.A tendência vai do sujeito para o objeto. Ela respondeu a uma necessidade interna (pulsões sexuais, afetivas, intelectuais, etc.). Somos levados a realizar os nossos próprios fins com o que o mundo nos oferece; a tendência está sempre presente, persistente, inacabada. O comportamento desencadeado por uma tendência é acompanhado por um ciclo motivacional: 1 – Necessidade: Desequilíbrio provocado por uma carência, uma privação; 2 – Impulso: A experiência do défice orgânico desencadeia uma energia ou tensão que visa a ação e que é o impulso. A necessidade passa, portanto, a ser representada pelo impulso que orienta o organismo em direção a um objetivo; 3 – Resposta:É constituídapelasatividadesdesenvolvidase desencadeadaspeloimpulsopara se obter o que se necessita; 4 – Saciedade:Quandooobjetivoé alcançado,oimpulsodesapareceoué reduzido.Oequilíbrio é restabelecido. Quanto à origem:  Tendências primárias – manifestam-se desde o nascimento e são independentes da aprendizagem. Contudo a sua manifestação e expressão são condicionadas por normas e regras sociais;  Tendências secundárias – são aprendidas, adquiridas no processo de socialização e correspondem a necessidades sociais. Quanto ao objeto:  Tendências individuais – Relacionam-se com os interesses do indivíduo e visam o seu desenvolvimento e preservação.  Tendênciassociais- Estãonabase dasinteraçõessociaise têmavercomo estabelecimento das relações com os outros;  Tendênciasideais –Relacionam-secoma promoçãode valoresque podemserintelectuais, estéticos e éticos.
  • 14. Esforço de Realização O conceito de esforço de realização relaciona-se com o empenho para concretizarmos os nossos desejos e objetivos. Asmotivaçõesorganiza-sesegundoumahierarquiade necessidades representadanuma pirâmide: na base estão as necessidades básicas que asseguram a sobrevivência, e no topo a necessidade de autorrealização. Necessidades fisiológicas Sãovitaisparao serhumano.A suasatisfaçãoasseguraasobrevivência - afome,osono,asede, o evitamento da dor -, já que visam a manutenção do equilíbrio interno do organismo. Necessidades de segurança O indivíduo procura satisfaz a necessidade de se sentir protegido relativamente ao meio, potencialmente perigoso, e dispor de um ambiente estável. Necessidades de afiliação É a necessidade de recebere darafeto,confiança,amor.Estanecessidadereflete-se naprocura de fazer parte de grupos: família, amigos, trabalho. Necessidades de estima Necessidade de se sentir respeitado e estimado pelos outros. A autoestima dependeria em grande parte da satisfação desta necessidade. A necessidade de se sentir competente dependeria da satisfação das necessidades de estima, que desenvolveria sentimentos de autoconfiança, já a sua frustração pode dar origem a sentimentos de inferioridade. Necessidades de autorrealização Necessidade que cada um tem de realizar o seu potencial tornando-se em tudo aquilo em que uma pessoa é capaz de se tornar. As necessidades de autorrealização manifestar-se-iam pela necessidade de o indivíduo concretizar as suas potencialidades, de atingir a sua realização pessoal e de conseguirobterêxitoe sucesso.Énecessárioesforçoparaatingiraautorrealização.