AGRUPAMENTO DE ESCOLAS ALEXANDRE
HERCULANO
MEMÓRIA
INTRODUÇÃO
A memória é o sistema de
armazenamento do ser
humano.
Quando evocamos um objeto, um facto ou
acontecimento a su...
MEMÓRIA CONSTRUÍDA
Algumas das memórias podem estar associadas a experiências
positivas ou negativas, que afetam o modo co...
Memórias vincadas pela experiência, pelas emoções,
pelos afetos, as representações são guardadas pela
memória, sendo ativa...
PROCESSO ATIVO
A memória reconstrói dados dando importância a uns,
distorcendo ou omitindo outros
Há um fenómeno que contr...
A nossa memória é única pois é a única capaz de
reter, organizar e manipular, informações lembranças,
acontecimentos, etc....
Cada um de nós enquadra a informação nos conhecimentos
que possui, os acontecimentos nos contextos das nossas
experiências...
Não temos consciência deste processo, as reproduções
produzidas pelos nossos cérebros são tão claras que
acreditamos que f...
CONCLUSÃO
A nossa memória tem capacidade de identificar tudo o que
lhe é transmitido tendo em conta a história pessoal.
À ...
É a nossa memória que retém
conhecimentos, informações, ideias,
acontecimentos, encontros.
Assegura-nos da nossa identidad...
PROCESSOS DA MEMÓRIA
 A memoria é a capacidade de adquirir, armazenar
e evocar factos passados.
 A função de lembrar e o...
PROCESSOS DA MEMÓRIA
 A fixação das lembranças é
consideravelmente facilitada quando as
ideias a reter estão apoiadas por...
CODIFICAÇÃO
 Codificação é o processo pelo qual a forma física
da informação de entrada transforma-se numa
representação ...
ARMAZENAMENTO
 Uma das questões mais inquietantes
no estudo da memória é a de saber
como e onde se processa o
armazenamen...
RECUPERAÇÃO
 Nesta etapa recupera-se a informação, isto
é, lembramo-nos, recordamos e evocamos
uma informação.
 Seguindo...
A memória a curto prazo é dotada de duas componentes:
Memória imediata e memória de trabalho
É um tipo de memória
que supo...
MEMÓRIA IMEDIATA
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fracção de segundos, cerca de 30 segundos, a ...
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Neste tipo de memória mantemos a informação somente enquanto
ela nos é útil.
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Chama- se memória de trabalho à actividade de armazenamento e
utilização de informações ligadas de maneira especifica à re...
Todas as actividades mentais implicam de uma certa forma o recurso a memória
provisória, isto acontece porque a principal ...
CONCLUSÃO
A memória a curto prazo é fundamental pois
permite-nos organizar o nosso dia, não só pela
capacidade de adquirir...
MEMÓRIA A LONGO PRAZO
 A memória a longo
prazo é um tipo de
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MEMÓRIA DECLARATIVA
 Pode ser chamada de
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memória com registo,
implica a consciência do
passado, repo...
MEMÓRIA EPISÓDICA
MEMÓRIA DECLARATIVA
MEMÓRIA SEMÂNTICA
MEMÓRIA DECLARATIVA
MEMÓRIA NÃO DECLARATIVA:
 Esta pode ser chamada de
memória implícita ou sem
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CONCLUSÃO:
“A capacidade de memória a longo prazo é
tão vasta que alguns investigadores
questionam mesmo se terá algum lim...
CURIOSIDADE
ESQUECIMENTO
Esquecimento – incapacidade de recordar, recuperar dados, informações, experiências
que foram memorizadas ant...
A memória não reproduz os dados tal como foram armazenados. A memória é um
processo ativo e tem um caráter seletivo e um c...
ESQUECIMENTO REGRESSIVO
Este tipo de esquecimento dá-se em pessoas com certa idade e deve-se à
degeneração dos tecidos cer...
ESQUECIMENTO MOTIVADO
Constitui um mecanismo de defesa através do qual pensamentos, sentimentos e
recordações dolorosas sã...
INTERFERÊNCIA DE APRENDIZAGENS
Interferência de aprendizagens – As novas memórias interferem com a
recuperação das memória...
"A memória é o espelho em que vemos os ausentes."
(Joseph Joubert)
Assim como a memória pode ser um paraíso do qual não
po...
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Memória

  1. 1. AGRUPAMENTO DE ESCOLAS ALEXANDRE HERCULANO
  2. 2. MEMÓRIA
  3. 3. INTRODUÇÃO A memória é o sistema de armazenamento do ser humano. Quando evocamos um objeto, um facto ou acontecimento a sua representação na memória não é uma reprodução fiel. Não são postais ilustrados ou fotografias fieis.
  4. 4. MEMÓRIA CONSTRUÍDA Algumas das memórias podem estar associadas a experiências positivas ou negativas, que afetam o modo como as produzimos e reproduzimos As representações implicam uma seleção da informação, a sua codificação, a sua associação a experiências passadas ou acontecimentos marcantes.
  5. 5. Memórias vincadas pela experiência, pelas emoções, pelos afetos, as representações são guardadas pela memória, sendo ativadas sempre que necessário. A realidade exterior ausente é traduzida por numa realidade interior mantida pela memória que entretanto foi modificada.
  6. 6. PROCESSO ATIVO A memória reconstrói dados dando importância a uns, distorcendo ou omitindo outros Há um fenómeno que contribui para a distorção ou afetação, quando os acontecimentos são muito marcados pela emoção, os pormenores escapam, quando isto acontece o próprio cérebro preenche as falhas, reconstruindo assim a memória. Por isto se diz que a memória é um processo ativo, dinâmico.
  7. 7. A nossa memória é única pois é a única capaz de reter, organizar e manipular, informações lembranças, acontecimentos, etc. A memória reproduz os acontecimentos como se fosse um filme.
  8. 8. Cada um de nós enquadra a informação nos conhecimentos que possui, os acontecimentos nos contextos das nossas experiências pessoais e expectativas, ou seja cada um acrescenta inconscientemente interpretações próprias sendo estas reflexos da própria experiência, preocupações do momento, dos sentimentos, etc.
  9. 9. Não temos consciência deste processo, as reproduções produzidas pelos nossos cérebros são tão claras que acreditamos que foi mesmo o que aconteceu... Por isso se pode explicar que uma mesma ocasião presenciada por diferentes pessoas, tenham descrições não coincidentes, isto porque cada pessoa regista o acontecimento com a sua própria interpretação, afectada por outras informações, sentimentos e emoções.
  10. 10. CONCLUSÃO A nossa memória tem capacidade de identificar tudo o que lhe é transmitido tendo em conta a história pessoal. À medida que adquirimos novas informações no nosso quotidiano, esta armazena-se sob forma de memória e estabelece no cérebro novas alterações anatómicas. Uma vez que todos nós somos educados em ambientes diferentes, e experiências diferentes a arquitetura do cérebro de cada um de nós é modificada de forma única. A memória faz-nos seres completos e únicos, cada um a sua maneira, a memória individual é a condição de identidade pessoal no entanto ajuda na construção de uma memória coletiva, construindo a identidade de cada familía, grupo social. Há uma seleção e idealização do passado para que isto seja possivél.
  11. 11. É a nossa memória que retém conhecimentos, informações, ideias, acontecimentos, encontros. Assegura-nos da nossa identidade pessoal, a aprendizagem de novos conhecimentos, novos conceitos, novos sentimentos e novas experiências. A memória está na base de todos os processos cognitivos. Logo sem memória não há cognição. CONCLUSÃO
  12. 12. PROCESSOS DA MEMÓRIA  A memoria é a capacidade de adquirir, armazenar e evocar factos passados.  A função de lembrar e o seu contrário, esquecer, são igualmente importantes, não teríamos possibilidade de funcionar como organismo se não estivéssemos programados para filtrar os estímulos e dados irrelevantes. Cabe ao cérebro selecionar o que é relevante para assegurar a sobrevivência do indivíduo.
  13. 13. PROCESSOS DA MEMÓRIA  A fixação das lembranças é consideravelmente facilitada quando as ideias a reter estão apoiadas por atos.  A informação é recebida pelos órgãos dos sentidos, retida e em seguida processada por três processos  Codificar  Armazenar  Recuperar
  14. 14. CODIFICAÇÃO  Codificação é o processo pelo qual a forma física da informação de entrada transforma-se numa representação interna (tradução de dados num código).  Esta codificação pode ser acústica, visual ou semântica.
  15. 15. ARMAZENAMENTO  Uma das questões mais inquietantes no estudo da memória é a de saber como e onde se processa o armazenamento da informação recebida.  Cada lembrança esta registada em varias áreas cerebrais e em diferentes códigos.  Cada informação recebida (engrama), produz varias modificações neuronais que mantendo-se permite que se recorde o que se memorizou.
  16. 16. RECUPERAÇÃO  Nesta etapa recupera-se a informação, isto é, lembramo-nos, recordamos e evocamos uma informação.  Seguindo duas principais etapas:  reconhecimento (em que se conclui se temos ou não a informação)  Evocação (onde se obtém o conteúdo da informação)
  17. 17. A memória a curto prazo é dotada de duas componentes: Memória imediata e memória de trabalho É um tipo de memória que suporta a informação adquirida durante um tempo limitado. Pode no entanto ser esquecida ou por ventura pode passar à memória a longo prazo. MEMÓRIA A CURTO PRAZO
  18. 18. MEMÓRIA IMEDIATA O conteúdo adquirido fica retido somente durante um pequena fracção de segundos, cerca de 30 segundos, a não ser que a informação seja repetida mentalmente. E no máximo pode conservar até sete unidades de informação (5-9 elementos). 375 496 172 256 738 609 23.96.QF 978
  19. 19. MEMÓRIA DE TRABALHO Neste tipo de memória mantemos a informação somente enquanto ela nos é útil. A memória de trabalho atribui as actividades mentais, uma certa importância pois apesar de estas não terem por objectivo a memorização de informações, há sempre memorização que se pode aplicar eficazmente.
  20. 20. Chama- se memória de trabalho à actividade de armazenamento e utilização de informações ligadas de maneira especifica à realização de uma tarefa. Qualquer informação que tenha estado armazenada na memória a curto prazo e foi perdida estará perdida para sempre, a não ser que passe para a memória a longo prazo MEMÓRIA DE TRABALHO
  21. 21. Todas as actividades mentais implicam de uma certa forma o recurso a memória provisória, isto acontece porque a principal característica da actividade humana, isto é, nunca são instantâneas, desenrolam-se no tempo. As actividades cognitivas e especialmente as actividades cognitivas complexas, implicam conservar na memória a curto prazo um conjunto de informações necessárias a realização da tarefa.
  22. 22. CONCLUSÃO A memória a curto prazo é fundamental pois permite-nos organizar o nosso dia, não só pela capacidade de adquirir e armazenar informação mas também pela capacidade fantástica que tem de nos fazer esquecer. A memória imediata e a memória de trabalho são complementares, formam a memória a curto prazo. No entanto tem uma ligação à memória a longo prazo pois se a informação armazenada for repetida várias vezes, ou até mesmo uma simples informção mexer com os nossos sentimentos e com a nossa mente passa de uma memória a curto prazo para longo prazo.
  23. 23. MEMÓRIA A LONGO PRAZO  A memória a longo prazo é um tipo de memória alimentada pelos materiais da memória a curto prazo que são codificados em símbolos.  A informação enviada da memória a curto prazo é transformada à medida que vai sendo integrada.
  24. 24. MEMÓRIA DECLARATIVA  Pode ser chamada de memória explícita ou memória com registo, implica a consciência do passado, reportando-se a acontecimentos, factos, pessoas. É graças a este tipo de memória que descreves as funções das áreas pré-frontais, o nome dos avós, a aniversário de um amigo, etc.
  25. 25. MEMÓRIA EPISÓDICA MEMÓRIA DECLARATIVA
  26. 26. MEMÓRIA SEMÂNTICA MEMÓRIA DECLARATIVA
  27. 27. MEMÓRIA NÃO DECLARATIVA:  Esta pode ser chamada de memória implícita ou sem registo. É uma memória automática, que mantém as informações subjacentes à questão “Como?”  O hábito, a repetição do conjunto das práticas tornaram esta atividade automática, reflexa.
  28. 28. CONCLUSÃO: “A capacidade de memória a longo prazo é tão vasta que alguns investigadores questionam mesmo se terá algum limite”
  29. 29. CURIOSIDADE
  30. 30. ESQUECIMENTO Esquecimento – incapacidade de recordar, recuperar dados, informações, experiências que foram memorizadas anteriormente.
  31. 31. A memória não reproduz os dados tal como foram armazenados. A memória é um processo ativo e tem um caráter seletivo e um caráter adaptativo. Caráter seletivo – afasta a informação que não é útil e necessária. Caráter adaptativo – a informação que armazenamos é transformada.
  32. 32. ESQUECIMENTO REGRESSIVO Este tipo de esquecimento dá-se em pessoas com certa idade e deve-se à degeneração dos tecidos cerebrais. O esquecimento regressivo ocorre quando surgem dificuldades em reter novos materiais e em recordar conhecimentos, factos e nomes aprendidos recentemente. Uma vida intelectualmente ativa diminuem significativamente os efeitos do envelhecimento.
  33. 33. ESQUECIMENTO MOTIVADO Constitui um mecanismo de defesa através do qual pensamentos, sentimentos e recordações dolorosas são afastados da consciência com o objectivo de reduzir a tensão. Os conteúdos recalcados não podem ser recuperados através de um acto de vontade.
  34. 34. INTERFERÊNCIA DE APRENDIZAGENS Interferência de aprendizagens – As novas memórias interferem com a recuperação das memórias mais antigas. Geralmente, o que acontece ao material que não nos conseguimos recordar é este ter sofrido modificações por efeito de transferências de aprendizagens e experiências posteriores. Quando não nos conseguimos lembrar de determinado conteúdo, muitas vezes significa que esse mesmo conteúdo sofreu tantas transformações que já não o reconhecemos.
  35. 35. "A memória é o espelho em que vemos os ausentes." (Joseph Joubert) Assim como a memória pode ser um paraíso do qual não podemos ser levados, ela pode também ser um infermo do qual não conseguimos escapar. (John Lancaster Spalding) “É preciso começar a perder a memória, ainda que se trate de fragmentos desta, para perceber que é esta memória que faz toda a nossa vida. Uma vida sem memória não seria uma vida. Nossa memória é nossa coerência, nossa razão, nossa ação, nosso sentimento. Sem ela, não somos nada.” (Luis Buñuel)

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