EDUCAÇÃO PARA UM VIDA
   ATIVA E SAUDÁVEL
  Prof. Dra. Daniela Lopes dos Santos
 Núcleo de Estudos em Exercício Físico
          e Saúde - NESEFIS
SAÚDE
Até 1984 a Organização Mundial da Saúde
considerava saúde como simples ausência de
doenças. Após 1984 este conceito foi
reestudado e tornou-se mais abrangente.
Atualmente, define-se como “uma multiplicidade
de aspectos do comportamento humano
voltados a um estado de completo bem-estar
físico, mental e social, e não meramente
ausência de doença”.
É entendida dentro de uma concepção mais
ampla como uma condição humana com
dimensões física, social e psicológica,
caracterizada num contínuo com polos
positivos e negativos. Saúde positiva seria
aquela associada a uma capacidade de viver
satisfatoriamente e de perceber um estado
de bem estar geral enquanto saúde negativa
seria aquela relacionada à morbidade e
mortalidade prematura.
               (NAHAS, 2001)
Dimensões da Saúde
• física, que engloba a presença/ausência de
  doenças, a alimentação, a não aderência a
  hábitos nocivos e o uso correto do sistema de
  saúde;
• emocional, que se refere ao gerenciamento das
  tensões e do estresse, a auto-estima e
  entusiasmo em relação à vida;
• social,    que    envolve     qualidade   nos
  relacionamentos e equilíbrio com o meio
  ambiente;
• profissional, considerando-se satisfação com o
  trabalho,    desenvolvimento    constante      e
  reconhecimento do valor do trabalho realizado;
• intelectual, significando a utilização da
  criatividade sempre que possível expandindo
  conhecimentos;
• espiritual, indicando um propósito de vida
  baseado em valores, ética e com pensamentos
  otimistas.
APTIDÃO FÍSICA
• Capacidade de realizar tarefas diárias da vida
  em condições físicas e psicológicas satisfatórias
  de acordo com as necessidades exigidas pela
  atividade sem cansar.
• Estado dinâmico de energia e vitalidade que
  permite às pessoas realizarem, além das
  atividades do cotidiano, atividades de lazer e
  enfrentar situações de emergência sem
  apresentar fadiga.
Abordagens
• Aptidão física relacionada à performance
  motora, que inclui os componentes necessários
  para a obtenção de uma performance máxima
  no trabalho ou nos esportes;
• Aptidão física relacionada à saúde, que engloba
  as características que possibilitam maior
  energia para a realização de tarefas diárias,
  laborais e de lazer e que como conseqüência
  proporciona       um     menor      risco      de
  desenvolvimento       de    doenças      crônico-
  degenerativas associadas ao sedentarismo.
Características que influenciam
 a aptidão física (NAHAS, 2001)

           • hereditariedade,
         • o estado de saúde,
        • hábitos alimentares e
  • nível de atividade física habitual.
HISTÓRICO
• 4000 a.C. - relevos egípcios onde se
  observam exercícios como natação, remo,
  lutas, saltos e corridas;
• 2800 a.C. - sacerdote Kong Fu descreveu a
  atividade física como um fator especialmente
  importante no tratamento de pessoas com
  problemas respiratórios;
• Os chineses, egípcios e hindus, que foram os
  grandes médicos da antiguidade, utilizavam
  freqüentemente o exercício físico na
  recuperação de pessoas doentes;
• 776 a.C., cidade de Olímpia (Grécia Antiga) – atividades
  físicas organizadas, onde aconteciam jogos orientados
  mais por princípios filosóficos do que por aspectos
  esportivos; origem das Olimpíadas;
• a religião também teve as suas influências, pois em
  várias épocas pregou o repúdio ao exercício físico,
  considerando-o uma coisa do demônio;
• I e II Grandes Guerras Mundiais – avanço das pesquisas
  sobre saúde e aptidão física;
• Revolução Industrial - progresso tecnológico e científico
  nos levou adiante em muitos aspectos, mas nos fez
  recuar em um aspecto tão básico como a manutenção
  da saúde através do movimento. Maior sedentarismo
  gerou maior número de doenças.
• O homem é estruturado para o movimento,
  pois seu aparelho locomotor e o conjunto de
  sistemas      que      sustentam     a     sua
  operacionalidade constituem a maior parte da
  sua massa corporal.
• O homem historicamente foi sempre muito
  ativo. Utilizou-se do exercício físico para
  comer, já que precisava caçar, pescar,
  plantar e colher, para comunicar-se, pois as
  mensagens e notícias eram levadas a pé, a
  nado ou a cavalo, para deslocar-se de um
  local ao outro e para reproduzir-se, visto que
  o ato sexual é considerado uma atividade
  física até bastante intensa.
O EXERCÍCIO FÍSICO E SEU
PAPEL NA PROMOÇÃO DA
        SAÚDE
  Doenças crônico-degenerativas e
  os benefícios de um estilo de vida
                 ativo
OBESIDADE
• Enfermidade caracterizada pelo acúmulo
  excessivo de gordura corporal, associada a
  problemas de saúde.
• Quantidade percentual aumentada de
  gordura corporal, sendo considerada obesa
  uma mulher que possua mais de 30% de
  gordura em sua composição corporal total e
  um homem com mais de 25% de gordura
  corpórea em relação à massa magra.
CAUSAS
    • Genéticas
   • Ambientais
• Comportamentais
COMPLICAÇÕES CLÍNICAS
• Desde a antiguidade Hipócrates percebera
  maior tendência dos obesos para a morte
  súbita e, de fato, a questão da obesidade
  está muito além das preocupações estéticas.
  São sintomas comuns aos obesos o
  cansaço,      a     sudorese    excessiva,
  principalmente em pés, mãos e axilas, as
  dores nas pernas e coluna.
É FATOR DE RISCO PARA
         OUTRAS DOENÇAS
• Hipertensão arterial        • Intolerância à glicose
• Doenças                     • Distúrbios menstruais e
  cardiovasculares              infertilidade
• Doenças cérebro-            • Apnéia do sono
  vasculares                  • Varizes
• Diabetes Mellitus tipo II   • Fungos e infecções de
• Câncer (intestinal,           pele
  próstata, cólo de útero,    • Hipercolesterolemia
  mamas)
• Osteoartrite
CLASSIFICAÇÃO
• A forma mais amplamente usada e
  recomendada inclusive pela Organização
  Mundial da Saúde é o IMC (divisão do peso
  em Kg pela altura em metros ao quadrado).
• Além do IMC podemos usar a relação do
  peso/altura (tabela do Metropolitan Life
  Insurance Company), relação cintura-quadril
  ou as medidas de espessura de prega
  cutânea, densitometria, bioimpedância.
CONFORME O IMC

   IMC        RISCO         TIPO
18 a 24,9   baixo        ausente
25 a 29,9   moderado     sobrepeso
30 a 34,9   alto         grau I
35 a 39,9   muito alto   grau II
40 ou mais extremo       mórbida
CLASSIFICAÇÃO CONFORME A
        LOCALIZAÇÃO

• Difusa ou generalizada
• Andróide, troncular ou centrípeta – maior
  deposição de gordura visceral, na parte
  superior do corpo, mais comum nos homens
• Ginecóide ou ginóide – deposição de gordura
  subcutânea, predominantemente da cintura
  para baixo, mais comum em mulheres
CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO
     NÚMERO DE CÉLULAS
• Obesidade Hipercelular - quando ocorre aumento
  do número total de células adiposas (até 5 vezes
  superior ao número encontrado em indivíduo adulto
  normal). Ocorre na infância ou adolescência, porém
  pode também ser observada nas pessoas com mais
  de 75% de excesso de peso corporal.
• Obesidade Hipertrófica - aumento do tamanho
  dessas células por acúmulo de lipídeos. Se inicia na
  idade adulta, na gestação e se correlaciona melhor
  com a distribuição andróide de gordura.
ESTRATÉGIAS
• Reeducação alimentar – 5 a 6 refeições
  por dia com 50 a 60% de CHO, 25 a 30%
  de gorduras e 15 a 20% de proteínas; não
  se recomenda dietas inferiores a 800
  calorias/dia
• Exercícios – pelo menos 30 a 40 min por
  dia, ao menos 4 vezes por semana,
  exercícios aeróbicos e de aumento da
  massa magra, sem impacto, do gosto do
  indivíduo
BENEFÍCIOS DO EXERCÍCIO
• Aumento da massa magra;
• Diminuição do percentual de gordura;
• Menor reincidência de obesidade;
• Maior aderência ao tratamento;
• Aumento do metabolismo basal;
• Diminuição dos fatores de risco de
  arterocoronariopatias;
• Diminuição da ansiedade;
• Aumento da auto estima.
ESTUDO EM SANTA MARIA
• Foram estudadas crianças do 1º ano do
  ensino fundamental, com idade entre 5 e 8
  anos.
• Verificou-se   que     27,04%      destas
  apresentou sobrepeso e 13,78 obesidade
• O nível de atividade física foi abaixo do
  encontrado em outros estudos
HIPERTENSÃO
• Condição na qual a pressão sangüínea se
  mantém cronicamente elevada acima dos
  níveis considerados normais para a idade.
• Doença “silenciosa”.
• Tem uma relação direta com o risco
  cardiovascular e é um fator de risco para
  para aterosclerose.
PREVALÊNCIA
• Na maior parte dos países do mundo é de
  15 a 25% na população adulta.
• A raça negra tem uma prevalência de
  20,4%, a branca de 13,1% e os índios de
  7,2%.
• No Brasil a incidência é maior nos estados
  do sudeste.
CLASSIFICAÇÃO
Categoria   Sistólica   Diastólica
            (mmHg)       (mmHg)
Ótima        < 120         < 80
Normal       < 130        < 85
Alta-       130-139       85-89
Normal
Estágio 1   140-159       90-99
Estágio 2   160-179     100-109
Estágio 3   > = 180      > = 110
HIPERTENSÃO EM CRIANÇAS E
      ADOLESCENTES
• As definições de hipertensão levam em
  conta a idade, altura e sexo.
• Níveis pressóricos no percentil 95 ou
  maior são considerados elevados.
• Adoção de estilo de vida adequado
  previne    e    trata    de   forma não
  farmacológica.
PERCENTIL 95 DE PRESSÃO
ARTERIAL (PERC 75 ALTURA)

  Idade   Meninas   Meninos

1 ano     105/59    104/58

6 anos    112/73    115/75

12 anos   124/81    125/82

17 anos   130/85    138/88
CAUSAS
  • 95% dos casos é idiopática;
     • Doença renal crônica;
       • Hereditariedade;
• Alimentação (excesso de sódio);
          • Obesidade;
        • Sedentarismo;
   • Forma de lidar com stress;
            • Fumo.
PREVENÇÃO E CONTROLE
• Perda de peso se estiver com sobrepeso;
• Limite da ingesta diária de álcool (720ml de
  cerveja, 300ml de vinho, 60ml de uísque);
• Aumento da atividade física;
• Redução da ingesta de sódio (2,4g de sódio
  e 6,0g de cloreto de sódio por dia);
• Ingesta adequada de potássio (90mmol/dia);
• Ingesta adequada de cálcio e magnésio;
• Evitar o fumo e a ingesta de gorduras
  saturadas;
• Lidar adequadamente com o stress.
EXERCÍCIO FÍSICO
•   Aeróbicos e de fortalecimento muscular;
•   Dinâmicos (bomba muscular);
•   Relaxamento e meditação;
•   Duração de 30 a 60 minutos;
•   Mínimo de 3 a 5 vezes por semana;
•   Manter a continuidade;
•   Intensidade baixa a moderada.
DIABETES MELLITUS
• Desordem metabólica de etiologia múltipla
  caracterizada por hiperglicemia crônica
  com distúrbios no metabolismo de CHO,
  gorduras e proteínas, resultantes dos
  defeitos na secreção e/ou ação da
  insulina.
• Disfunção das células Beta das ilhotas de
  Langerhans do pâncreas.
INSULINA
• Hormônio elaborado pelas células Beta das
  ilhotas de Langerhans e secretado pelo
  pâncreas que tem como função facilitar a
  entrada da glicose no músculo para ser utilizada
  como combustível. No diabético que não produz
  insulina ou produz pouco, a glicose se forma no
  sangue, e como não é utilizada escoa para a
  urina e passa pelo corpo.
• O CORPO PERDE UM IMPORTANTE
  COMBUSTÍVEL APESAR DE TÊ-LO EM
  GRANDE QUANTIDADE.
SINTOMAS
• Sede, Poliúria, Visão borrada, Perda de peso,
  Torpor, Cansaço

             DIAGNÓSTICO
• Glicose plasmática de 200 mg/dl ou maior em
  qualquer hora do dia;
• Glicose plasmática de 126 mg/dl ou maior após
  8 horas de jejum;
• Glicose plasmática de 200 mg/dl ou maior, 2 h
  após ingestão de 75 gramas de glicose líquida –
  teste de tolerância à glicose;
• 500 mg de glicose na urina de 24 h.
EFEITOS A LONGO TERMO
• Retinopatia passível de cegueira
• Nefropatia que pode levar à falha renal
• Neuropatia com risco de úlceras nos pés e
  amputação
• Doenças cardiovasculares, periféricas e
  cerebrovasculares
• Coma e morte se não for tratada
CLASSIFICAÇÃO
• A primeira classificação mundialmente aceita foi
  publicada pela OMS em 1980 e modificada em
  1983:
- 1980: tipo I (ID) e tipo II (NID) + Gestacional e
  IG
- 1983: somente ID e NID e incluída a diabetes
  relacionada à má nutrição
- Atual: tipo I (auto imune, destruição das células
  Beta) e tipo II (resistência à insulina e defeito na
  secreção de insulina)
EXERCÍCIOS PARA DIABÉTICOS

• Aeróbicos de baixa a moderada
  intensidade;
• Duração entre 30 e 60 minutos;
• Envolvendo a maior massa muscular
  possível;
• Regularidade de 3 a 5 vezes por semana.
CUIDADOS DURANTE O
           EXERCÍCIO
• Hipoglicemia (efeito insulina + exercício);
• Hiperglicemia (produção hepática de
  glicose);
• Calçado adequado;
• Evitar contato corpo a corpo;
• Alimentação adequada antes (CHO);
• Local de aplicação da insulina.
BENEFÍCIOS DO EXERCÍCIO
• Redução da dose diária de insulina;
• Redução      dos     fatores  de    risco   de
  arterocoronariopatias;
• Redução da adesividade das plaquetas;
• Redução da hemoglobina glicosilada;
• Aumento da resistência geral;
• Aumento da auto estima;
• Aumento da possibilidade de ingestão de alguns
  alimentos proibidos.
ASMA
• Condição inflamatória crônica das vias
  aéreas,     cuja     causa     não    está
  completamente          elucidada.      Em
  conseqüência da inflamação as vias
  aéreas tornam-se hiper-responsivas e se
  estreitam facilmente em resposta a
  inúmeros estímulos. Isto pode resultar em
  tosse, sibilos, sensação de opressão
  torácica e dispnéia.
FATORES DESNCADEANTES

•   poeira doméstica;     • mudanças de
•   polens;                 temperatura e pressão;
•   pelos;                • distúrbios emocionais;
•   fumaça de cigarro;    • hiperventilação;
•   poluição ambiental;   • exercício físico;
•   pó de giz;            • infecções virais;
•   odores fortes;        • refluxo gastroesofágico;
•   aerossóis químicos;   • algumas medicações.
•   fatores endócrinos;
EPIDEMIOLOGIA
• A prevalência varia de 3 a 7% da população
  geral, variando conforme a região;
• Estimou-se em 100 a 150 milhões o número
  provável de asmáticos no mundo em 2000 e
  cerca de 180.000 mortes decorrentes da
  doença;
• Cerca de 50% dos casos iniciam-se antes dos
  10 anos;
• Há um predomínio do sexo masculino na
  infância e do feminino na fase adulta;
• 25% dos casos iniciam-se após os 40 anos.
CLASSIFICAÇÃO CONFORME A
        GRAVIDADE
        • Leve intermitente;
        • Leve persistente;
     • Moderada persistente;
       • Severa persistente.
ASMA INDUZIDA PELO
           EXERCÍCIO
• Ocorre normalmente após esforços vigorosos;
• Pode ocorrer em qualquer idade;
• Crianças com rinite tem propensão 6 a 8 vezes
  maior;
• Exercícios intermitentes de curta duração
  tendem a impedir a crise;
• Exercícios com os braços causam menos
  broncoespasmo do que os que usam pernas;
• A incidência é menor nos esportes coletivos.
BENEFÍCIOS DO EXERCÍCIO
• Aumento da capacidade vital;
• Fortalecimento dos músculos envolvidos
  na respiração;
• Diminuição da descarga adrenérgica;
• Aumento da auto estima;
• Aumento do consumo máximo de O2;
• Diminuição da freqüência das crises.
ASMÁTICOS E O ESPORTE
• Nos Jogos Olímpicos de Los Angeles (1984),
  11,2% dos atletas da equipe norte-americana
  eram asmáticos, sendo que estes obtiveram 41
  medalhas: 15 de ouro, 20 de prata e 6 de
  bronze;
• Nos Jogos de Atlanta (1996), 16,7% dos atletas
  da equipe norte-americana eram asmáticos, e
  destes, 30% ganharam medalhas.
DISLIPIDEMIA
• Alterações       metabólicas      lipídicas
  decorrentes de distúrbios em qualquer
  fase do metabolismo lipídico, que
  ocasionem repercussão nos níveis séricos
  das lipoproteínas.
• Alterações da concentração de lipídeos no
  sangue.
COLESTEROL
• Tipo de substância gordurosa que provém da
  produção orgânica e dos alimentos que se
  ingere. O corpo precisa deste para funcionar
  adequadamente, pois cumpre funções como
  produção de hormônios, fabricação de vitamina
  D, transporte de gorduras do intestino para o
  fígado, músculos e tecido adiposo.
• Geralmente o organismo não necessita mais do
  que o produzido pelo fígado.
TIPOS DE COLESTEROL
• HDL (high density lipoprotein) – conhecido
  popularmente como “colesterol bom”. Tem a
  função de conduzir o excesso de colesterol para
  fora das artérias impedindo o seu depósito e a
  obstrução dos vasos.
• LDL (low density lipoprotein) – conhecido
  popularmente como o “colesterol ruim”. É
  responsável pelo transporte e depósito de
  gorduras nas paredes das artérias, dando início
  e acelerando o processo        areterosclerose,
  obstruindo as artérias.
VALORES DE REFERÊNCIA
 PARA ADULTOS (mg/dl)
Lípides   Desejável   Limítrofe   Alto

CT          <200      200-239     >240

LDL-C       <130      130-159     >160

HDL-C       >45

TG          <150      150-200     >200
VALORES DE REFERÊNCIA
     2 a 19 ANOS (mg/dl)
Lípide   Idade   Desejável Limítrofe   Alto
CT                 <170     170-199    >200
LDL-C              <110     110-129    >130
HDL-C     < 10     >40
         anos
HDL-C    10-19     >35
TG        < 10     <100                >100
         anos
TG       10-19     <130                >130
TRATAMENTO
•   Mudança individualizada no estilo de vida;
•   Hábitos alimentares saudáveis;
•   Busca e manutenção do peso ideal;
•   Exercício físico aeróbico regular;
•   Combate ao tabagismo;
•   Promoção do equilíbrio emocional.
TIPOS DE GORDURAS NA
         ALIMENTAÇÃO
• SATURADAS – aumentam o LDL-C e o nível de
  gorduras totais. Presentes em produtos de
  origem animal e algumas plantas: carne de
  gado, porco, sebo, manteiga, nata, leite, queijo,
  óleo de côco, azeites tropicais, manteiga de
  cacau. Recomenda-se não ingerir mais do que
  200mg por dia de colesterol e não mais do que
  7% de calorias oriundas de gorduras saturadas.
• POLINSATURADAS – substituindo gorduras
  saturadas por polinsaturadas é possível diminuir
  o colesterol total. Encontradas nos óleos de
  sésamo, girassol, milho, soja e de peixe, nozes
  e sementes.
• MONOINSATURADAS – ajudam a diminuir o
  colesterol sangüíneo. Encontradas nos óleos de
  canola e oliva, amendoim e abacate.
DICAS ALIMENTARES
• Substituir o leite integral e queijos gordurosos
  por leite e iogurte desnatados, queijos brancos;
• Dar preferência às carnes brancas;
• Utilizar óleos com moderação preferindo os
  vegetais;
• Preferir alimentos assados/grelhados/cozidos;
• Evitar patês, creme de leite, chantilly, maionese;
• Fracionar a alimentação em 6 refeições ao dia;
• Não abusar do álcool.
EFEITOS DO EXERCÍCIO

• Trabalhos científicos têm demonstrado que o
  exercício aeróbico aumenta significativamente o
  HDL-colesterol;
• Exercícios de forma geral reduzem o LDL-
  colesterol;
• A relação HDL/LDL tende a ser melhor em
  indivíduos ativos.
DADOS DE SANTA MARIA
•   1142 adolescentes estudados
•   85,8% hábitos alimentares inadequados
•   53,5% atividade física insuficiente
•   31,3% pressão arterial elevada
•   23,9% excesso de peso
•   22,3% excesso de uso de álcool
•   8,6% fumante
O rio só chega até o mar porque aprendeu
          a desviar os obstáculos

Saúde e desporto

  • 1.
    EDUCAÇÃO PARA UMVIDA ATIVA E SAUDÁVEL Prof. Dra. Daniela Lopes dos Santos Núcleo de Estudos em Exercício Físico e Saúde - NESEFIS
  • 2.
    SAÚDE Até 1984 aOrganização Mundial da Saúde considerava saúde como simples ausência de doenças. Após 1984 este conceito foi reestudado e tornou-se mais abrangente. Atualmente, define-se como “uma multiplicidade de aspectos do comportamento humano voltados a um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não meramente ausência de doença”.
  • 3.
    É entendida dentrode uma concepção mais ampla como uma condição humana com dimensões física, social e psicológica, caracterizada num contínuo com polos positivos e negativos. Saúde positiva seria aquela associada a uma capacidade de viver satisfatoriamente e de perceber um estado de bem estar geral enquanto saúde negativa seria aquela relacionada à morbidade e mortalidade prematura. (NAHAS, 2001)
  • 4.
    Dimensões da Saúde •física, que engloba a presença/ausência de doenças, a alimentação, a não aderência a hábitos nocivos e o uso correto do sistema de saúde; • emocional, que se refere ao gerenciamento das tensões e do estresse, a auto-estima e entusiasmo em relação à vida; • social, que envolve qualidade nos relacionamentos e equilíbrio com o meio ambiente;
  • 5.
    • profissional, considerando-sesatisfação com o trabalho, desenvolvimento constante e reconhecimento do valor do trabalho realizado; • intelectual, significando a utilização da criatividade sempre que possível expandindo conhecimentos; • espiritual, indicando um propósito de vida baseado em valores, ética e com pensamentos otimistas.
  • 6.
    APTIDÃO FÍSICA • Capacidadede realizar tarefas diárias da vida em condições físicas e psicológicas satisfatórias de acordo com as necessidades exigidas pela atividade sem cansar. • Estado dinâmico de energia e vitalidade que permite às pessoas realizarem, além das atividades do cotidiano, atividades de lazer e enfrentar situações de emergência sem apresentar fadiga.
  • 7.
    Abordagens • Aptidão físicarelacionada à performance motora, que inclui os componentes necessários para a obtenção de uma performance máxima no trabalho ou nos esportes; • Aptidão física relacionada à saúde, que engloba as características que possibilitam maior energia para a realização de tarefas diárias, laborais e de lazer e que como conseqüência proporciona um menor risco de desenvolvimento de doenças crônico- degenerativas associadas ao sedentarismo.
  • 8.
    Características que influenciam a aptidão física (NAHAS, 2001) • hereditariedade, • o estado de saúde, • hábitos alimentares e • nível de atividade física habitual.
  • 9.
    HISTÓRICO • 4000 a.C.- relevos egípcios onde se observam exercícios como natação, remo, lutas, saltos e corridas; • 2800 a.C. - sacerdote Kong Fu descreveu a atividade física como um fator especialmente importante no tratamento de pessoas com problemas respiratórios; • Os chineses, egípcios e hindus, que foram os grandes médicos da antiguidade, utilizavam freqüentemente o exercício físico na recuperação de pessoas doentes;
  • 10.
    • 776 a.C.,cidade de Olímpia (Grécia Antiga) – atividades físicas organizadas, onde aconteciam jogos orientados mais por princípios filosóficos do que por aspectos esportivos; origem das Olimpíadas; • a religião também teve as suas influências, pois em várias épocas pregou o repúdio ao exercício físico, considerando-o uma coisa do demônio; • I e II Grandes Guerras Mundiais – avanço das pesquisas sobre saúde e aptidão física; • Revolução Industrial - progresso tecnológico e científico nos levou adiante em muitos aspectos, mas nos fez recuar em um aspecto tão básico como a manutenção da saúde através do movimento. Maior sedentarismo gerou maior número de doenças.
  • 11.
    • O homemé estruturado para o movimento, pois seu aparelho locomotor e o conjunto de sistemas que sustentam a sua operacionalidade constituem a maior parte da sua massa corporal. • O homem historicamente foi sempre muito ativo. Utilizou-se do exercício físico para comer, já que precisava caçar, pescar, plantar e colher, para comunicar-se, pois as mensagens e notícias eram levadas a pé, a nado ou a cavalo, para deslocar-se de um local ao outro e para reproduzir-se, visto que o ato sexual é considerado uma atividade física até bastante intensa.
  • 12.
    O EXERCÍCIO FÍSICOE SEU PAPEL NA PROMOÇÃO DA SAÚDE Doenças crônico-degenerativas e os benefícios de um estilo de vida ativo
  • 13.
    OBESIDADE • Enfermidade caracterizadapelo acúmulo excessivo de gordura corporal, associada a problemas de saúde. • Quantidade percentual aumentada de gordura corporal, sendo considerada obesa uma mulher que possua mais de 30% de gordura em sua composição corporal total e um homem com mais de 25% de gordura corpórea em relação à massa magra.
  • 14.
    CAUSAS • Genéticas • Ambientais • Comportamentais
  • 15.
    COMPLICAÇÕES CLÍNICAS • Desdea antiguidade Hipócrates percebera maior tendência dos obesos para a morte súbita e, de fato, a questão da obesidade está muito além das preocupações estéticas. São sintomas comuns aos obesos o cansaço, a sudorese excessiva, principalmente em pés, mãos e axilas, as dores nas pernas e coluna.
  • 16.
    É FATOR DERISCO PARA OUTRAS DOENÇAS • Hipertensão arterial • Intolerância à glicose • Doenças • Distúrbios menstruais e cardiovasculares infertilidade • Doenças cérebro- • Apnéia do sono vasculares • Varizes • Diabetes Mellitus tipo II • Fungos e infecções de • Câncer (intestinal, pele próstata, cólo de útero, • Hipercolesterolemia mamas) • Osteoartrite
  • 17.
    CLASSIFICAÇÃO • A formamais amplamente usada e recomendada inclusive pela Organização Mundial da Saúde é o IMC (divisão do peso em Kg pela altura em metros ao quadrado). • Além do IMC podemos usar a relação do peso/altura (tabela do Metropolitan Life Insurance Company), relação cintura-quadril ou as medidas de espessura de prega cutânea, densitometria, bioimpedância.
  • 18.
    CONFORME O IMC IMC RISCO TIPO 18 a 24,9 baixo ausente 25 a 29,9 moderado sobrepeso 30 a 34,9 alto grau I 35 a 39,9 muito alto grau II 40 ou mais extremo mórbida
  • 19.
    CLASSIFICAÇÃO CONFORME A LOCALIZAÇÃO • Difusa ou generalizada • Andróide, troncular ou centrípeta – maior deposição de gordura visceral, na parte superior do corpo, mais comum nos homens • Ginecóide ou ginóide – deposição de gordura subcutânea, predominantemente da cintura para baixo, mais comum em mulheres
  • 20.
    CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO NÚMERO DE CÉLULAS • Obesidade Hipercelular - quando ocorre aumento do número total de células adiposas (até 5 vezes superior ao número encontrado em indivíduo adulto normal). Ocorre na infância ou adolescência, porém pode também ser observada nas pessoas com mais de 75% de excesso de peso corporal. • Obesidade Hipertrófica - aumento do tamanho dessas células por acúmulo de lipídeos. Se inicia na idade adulta, na gestação e se correlaciona melhor com a distribuição andróide de gordura.
  • 21.
    ESTRATÉGIAS • Reeducação alimentar– 5 a 6 refeições por dia com 50 a 60% de CHO, 25 a 30% de gorduras e 15 a 20% de proteínas; não se recomenda dietas inferiores a 800 calorias/dia • Exercícios – pelo menos 30 a 40 min por dia, ao menos 4 vezes por semana, exercícios aeróbicos e de aumento da massa magra, sem impacto, do gosto do indivíduo
  • 22.
    BENEFÍCIOS DO EXERCÍCIO •Aumento da massa magra; • Diminuição do percentual de gordura; • Menor reincidência de obesidade; • Maior aderência ao tratamento; • Aumento do metabolismo basal; • Diminuição dos fatores de risco de arterocoronariopatias; • Diminuição da ansiedade; • Aumento da auto estima.
  • 23.
    ESTUDO EM SANTAMARIA • Foram estudadas crianças do 1º ano do ensino fundamental, com idade entre 5 e 8 anos. • Verificou-se que 27,04% destas apresentou sobrepeso e 13,78 obesidade • O nível de atividade física foi abaixo do encontrado em outros estudos
  • 24.
    HIPERTENSÃO • Condição naqual a pressão sangüínea se mantém cronicamente elevada acima dos níveis considerados normais para a idade. • Doença “silenciosa”. • Tem uma relação direta com o risco cardiovascular e é um fator de risco para para aterosclerose.
  • 25.
    PREVALÊNCIA • Na maiorparte dos países do mundo é de 15 a 25% na população adulta. • A raça negra tem uma prevalência de 20,4%, a branca de 13,1% e os índios de 7,2%. • No Brasil a incidência é maior nos estados do sudeste.
  • 26.
    CLASSIFICAÇÃO Categoria Sistólica Diastólica (mmHg) (mmHg) Ótima < 120 < 80 Normal < 130 < 85 Alta- 130-139 85-89 Normal Estágio 1 140-159 90-99 Estágio 2 160-179 100-109 Estágio 3 > = 180 > = 110
  • 27.
    HIPERTENSÃO EM CRIANÇASE ADOLESCENTES • As definições de hipertensão levam em conta a idade, altura e sexo. • Níveis pressóricos no percentil 95 ou maior são considerados elevados. • Adoção de estilo de vida adequado previne e trata de forma não farmacológica.
  • 28.
    PERCENTIL 95 DEPRESSÃO ARTERIAL (PERC 75 ALTURA) Idade Meninas Meninos 1 ano 105/59 104/58 6 anos 112/73 115/75 12 anos 124/81 125/82 17 anos 130/85 138/88
  • 29.
    CAUSAS •95% dos casos é idiopática; • Doença renal crônica; • Hereditariedade; • Alimentação (excesso de sódio); • Obesidade; • Sedentarismo; • Forma de lidar com stress; • Fumo.
  • 30.
    PREVENÇÃO E CONTROLE •Perda de peso se estiver com sobrepeso; • Limite da ingesta diária de álcool (720ml de cerveja, 300ml de vinho, 60ml de uísque); • Aumento da atividade física; • Redução da ingesta de sódio (2,4g de sódio e 6,0g de cloreto de sódio por dia); • Ingesta adequada de potássio (90mmol/dia); • Ingesta adequada de cálcio e magnésio; • Evitar o fumo e a ingesta de gorduras saturadas; • Lidar adequadamente com o stress.
  • 31.
    EXERCÍCIO FÍSICO • Aeróbicos e de fortalecimento muscular; • Dinâmicos (bomba muscular); • Relaxamento e meditação; • Duração de 30 a 60 minutos; • Mínimo de 3 a 5 vezes por semana; • Manter a continuidade; • Intensidade baixa a moderada.
  • 32.
    DIABETES MELLITUS • Desordemmetabólica de etiologia múltipla caracterizada por hiperglicemia crônica com distúrbios no metabolismo de CHO, gorduras e proteínas, resultantes dos defeitos na secreção e/ou ação da insulina. • Disfunção das células Beta das ilhotas de Langerhans do pâncreas.
  • 33.
    INSULINA • Hormônio elaboradopelas células Beta das ilhotas de Langerhans e secretado pelo pâncreas que tem como função facilitar a entrada da glicose no músculo para ser utilizada como combustível. No diabético que não produz insulina ou produz pouco, a glicose se forma no sangue, e como não é utilizada escoa para a urina e passa pelo corpo. • O CORPO PERDE UM IMPORTANTE COMBUSTÍVEL APESAR DE TÊ-LO EM GRANDE QUANTIDADE.
  • 34.
    SINTOMAS • Sede, Poliúria,Visão borrada, Perda de peso, Torpor, Cansaço DIAGNÓSTICO • Glicose plasmática de 200 mg/dl ou maior em qualquer hora do dia; • Glicose plasmática de 126 mg/dl ou maior após 8 horas de jejum; • Glicose plasmática de 200 mg/dl ou maior, 2 h após ingestão de 75 gramas de glicose líquida – teste de tolerância à glicose; • 500 mg de glicose na urina de 24 h.
  • 35.
    EFEITOS A LONGOTERMO • Retinopatia passível de cegueira • Nefropatia que pode levar à falha renal • Neuropatia com risco de úlceras nos pés e amputação • Doenças cardiovasculares, periféricas e cerebrovasculares • Coma e morte se não for tratada
  • 36.
    CLASSIFICAÇÃO • A primeiraclassificação mundialmente aceita foi publicada pela OMS em 1980 e modificada em 1983: - 1980: tipo I (ID) e tipo II (NID) + Gestacional e IG - 1983: somente ID e NID e incluída a diabetes relacionada à má nutrição - Atual: tipo I (auto imune, destruição das células Beta) e tipo II (resistência à insulina e defeito na secreção de insulina)
  • 37.
    EXERCÍCIOS PARA DIABÉTICOS •Aeróbicos de baixa a moderada intensidade; • Duração entre 30 e 60 minutos; • Envolvendo a maior massa muscular possível; • Regularidade de 3 a 5 vezes por semana.
  • 38.
    CUIDADOS DURANTE O EXERCÍCIO • Hipoglicemia (efeito insulina + exercício); • Hiperglicemia (produção hepática de glicose); • Calçado adequado; • Evitar contato corpo a corpo; • Alimentação adequada antes (CHO); • Local de aplicação da insulina.
  • 39.
    BENEFÍCIOS DO EXERCÍCIO •Redução da dose diária de insulina; • Redução dos fatores de risco de arterocoronariopatias; • Redução da adesividade das plaquetas; • Redução da hemoglobina glicosilada; • Aumento da resistência geral; • Aumento da auto estima; • Aumento da possibilidade de ingestão de alguns alimentos proibidos.
  • 40.
    ASMA • Condição inflamatóriacrônica das vias aéreas, cuja causa não está completamente elucidada. Em conseqüência da inflamação as vias aéreas tornam-se hiper-responsivas e se estreitam facilmente em resposta a inúmeros estímulos. Isto pode resultar em tosse, sibilos, sensação de opressão torácica e dispnéia.
  • 41.
    FATORES DESNCADEANTES • poeira doméstica; • mudanças de • polens; temperatura e pressão; • pelos; • distúrbios emocionais; • fumaça de cigarro; • hiperventilação; • poluição ambiental; • exercício físico; • pó de giz; • infecções virais; • odores fortes; • refluxo gastroesofágico; • aerossóis químicos; • algumas medicações. • fatores endócrinos;
  • 42.
    EPIDEMIOLOGIA • A prevalênciavaria de 3 a 7% da população geral, variando conforme a região; • Estimou-se em 100 a 150 milhões o número provável de asmáticos no mundo em 2000 e cerca de 180.000 mortes decorrentes da doença; • Cerca de 50% dos casos iniciam-se antes dos 10 anos; • Há um predomínio do sexo masculino na infância e do feminino na fase adulta; • 25% dos casos iniciam-se após os 40 anos.
  • 43.
    CLASSIFICAÇÃO CONFORME A GRAVIDADE • Leve intermitente; • Leve persistente; • Moderada persistente; • Severa persistente.
  • 44.
    ASMA INDUZIDA PELO EXERCÍCIO • Ocorre normalmente após esforços vigorosos; • Pode ocorrer em qualquer idade; • Crianças com rinite tem propensão 6 a 8 vezes maior; • Exercícios intermitentes de curta duração tendem a impedir a crise; • Exercícios com os braços causam menos broncoespasmo do que os que usam pernas; • A incidência é menor nos esportes coletivos.
  • 45.
    BENEFÍCIOS DO EXERCÍCIO •Aumento da capacidade vital; • Fortalecimento dos músculos envolvidos na respiração; • Diminuição da descarga adrenérgica; • Aumento da auto estima; • Aumento do consumo máximo de O2; • Diminuição da freqüência das crises.
  • 46.
    ASMÁTICOS E OESPORTE • Nos Jogos Olímpicos de Los Angeles (1984), 11,2% dos atletas da equipe norte-americana eram asmáticos, sendo que estes obtiveram 41 medalhas: 15 de ouro, 20 de prata e 6 de bronze; • Nos Jogos de Atlanta (1996), 16,7% dos atletas da equipe norte-americana eram asmáticos, e destes, 30% ganharam medalhas.
  • 47.
    DISLIPIDEMIA • Alterações metabólicas lipídicas decorrentes de distúrbios em qualquer fase do metabolismo lipídico, que ocasionem repercussão nos níveis séricos das lipoproteínas. • Alterações da concentração de lipídeos no sangue.
  • 48.
    COLESTEROL • Tipo desubstância gordurosa que provém da produção orgânica e dos alimentos que se ingere. O corpo precisa deste para funcionar adequadamente, pois cumpre funções como produção de hormônios, fabricação de vitamina D, transporte de gorduras do intestino para o fígado, músculos e tecido adiposo. • Geralmente o organismo não necessita mais do que o produzido pelo fígado.
  • 49.
    TIPOS DE COLESTEROL •HDL (high density lipoprotein) – conhecido popularmente como “colesterol bom”. Tem a função de conduzir o excesso de colesterol para fora das artérias impedindo o seu depósito e a obstrução dos vasos. • LDL (low density lipoprotein) – conhecido popularmente como o “colesterol ruim”. É responsável pelo transporte e depósito de gorduras nas paredes das artérias, dando início e acelerando o processo areterosclerose, obstruindo as artérias.
  • 50.
    VALORES DE REFERÊNCIA PARA ADULTOS (mg/dl) Lípides Desejável Limítrofe Alto CT <200 200-239 >240 LDL-C <130 130-159 >160 HDL-C >45 TG <150 150-200 >200
  • 51.
    VALORES DE REFERÊNCIA 2 a 19 ANOS (mg/dl) Lípide Idade Desejável Limítrofe Alto CT <170 170-199 >200 LDL-C <110 110-129 >130 HDL-C < 10 >40 anos HDL-C 10-19 >35 TG < 10 <100 >100 anos TG 10-19 <130 >130
  • 52.
    TRATAMENTO • Mudança individualizada no estilo de vida; • Hábitos alimentares saudáveis; • Busca e manutenção do peso ideal; • Exercício físico aeróbico regular; • Combate ao tabagismo; • Promoção do equilíbrio emocional.
  • 53.
    TIPOS DE GORDURASNA ALIMENTAÇÃO • SATURADAS – aumentam o LDL-C e o nível de gorduras totais. Presentes em produtos de origem animal e algumas plantas: carne de gado, porco, sebo, manteiga, nata, leite, queijo, óleo de côco, azeites tropicais, manteiga de cacau. Recomenda-se não ingerir mais do que 200mg por dia de colesterol e não mais do que 7% de calorias oriundas de gorduras saturadas.
  • 54.
    • POLINSATURADAS –substituindo gorduras saturadas por polinsaturadas é possível diminuir o colesterol total. Encontradas nos óleos de sésamo, girassol, milho, soja e de peixe, nozes e sementes. • MONOINSATURADAS – ajudam a diminuir o colesterol sangüíneo. Encontradas nos óleos de canola e oliva, amendoim e abacate.
  • 55.
    DICAS ALIMENTARES • Substituiro leite integral e queijos gordurosos por leite e iogurte desnatados, queijos brancos; • Dar preferência às carnes brancas; • Utilizar óleos com moderação preferindo os vegetais; • Preferir alimentos assados/grelhados/cozidos; • Evitar patês, creme de leite, chantilly, maionese; • Fracionar a alimentação em 6 refeições ao dia; • Não abusar do álcool.
  • 56.
    EFEITOS DO EXERCÍCIO •Trabalhos científicos têm demonstrado que o exercício aeróbico aumenta significativamente o HDL-colesterol; • Exercícios de forma geral reduzem o LDL- colesterol; • A relação HDL/LDL tende a ser melhor em indivíduos ativos.
  • 57.
    DADOS DE SANTAMARIA • 1142 adolescentes estudados • 85,8% hábitos alimentares inadequados • 53,5% atividade física insuficiente • 31,3% pressão arterial elevada • 23,9% excesso de peso • 22,3% excesso de uso de álcool • 8,6% fumante
  • 58.
    O rio sóchega até o mar porque aprendeu a desviar os obstáculos