AVALIAÇÃO DO MOVIMENTO HUMANO Profª Daniela Lopes dos Santos
HIPÓCRATES “ todas as partes do corpo que desempenham uma função, se usadas com moderação e exercitadas em atividades com as quais cada uma delas esteja acostumada, tornam-se automaticamente sadias, bem desenvolvidas e envelhecem mais lentamente; no entanto, se não forem usadas e permanecerem ociosas, acabarão por se tornar propensas a doenças, apresentar crescimento defeituoso e envelhecer com rapidez.”
QUALIDADE DE VIDA Expressão muito utilizada, na moda. Entretanto, não há ainda, um consenso sobre o que realmente significa. De forma geral, aplica-se ao indivíduo aparentemente saudável e ao seu grau de satisfação com a vida nos muitos aspectos que fazem parte dela. É facilmente confundida com o estado de felicidade, tendo portanto, um importante componente individual e subjetivo.
A falta de um consenso em torno da definição de qualidade de vida tem levado muitos estudiosos a empregar o termo de forma reduzida e indiscriminada, desconsiderando sua rica complexidade. Geralmente é associada ao conceito de saúde no sentido de ausência de doenças.
“Percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto da cultura e do sistema de valores nos quais ele vive, considerando suas expectativas, padrões e preocupações” (OMS).
Representa uma tentativa de nomear algumas características da experiência humana, sendo esta o fator central que determina a sensação subjetiva de bem estar; Consiste na possessão dos recursos necessários para satisfação das necessidades e desejos individuais, a participação em atividades que permitem o desenvolvimento pessoal, auto-realização e a possibilidade de uma comparação satisfatória entre si mesmo e os outros (Assunção Jr. et al., 1999).
Noção eminentemente humana que aproxima-se do grau de satisfação encontrado na vida familiar, amorosa, social e ambiental. Pressupõe uma síntese cultural de todos os elementos que determinada sociedade considera como seu padrão de conforto e bem-estar (Minayo et al., 1999).
Equilíbrio das variáveis positivas e negativas que influenciam a pessoa e o seu ambiente. Pessoalmente determinada por: estilo de vida; autocontrole e sentir-se útil. (Rossi, 2003)
Em suma parâmetros subjetivos (bem-estar, felicidade, amor, prazer, inserção social, liberdade, solidariedade, espiritualidade, realização pessoal) e objetivos (alimentação, acesso à água potável, habitação, trabalho, educação, saúde e lazer) se interagem dentro da cultura para constituir a noção contemporânea de qualidade de vida.
SAÚDE Até 1984 a Organização Mundial da Saúde considerava saúde como simples ausência de doenças. Após 1984 este conceito foi reestudado e tornou-se mais abrangente. Atualmente, define-se como “uma multiplicidade de aspectos do comportamento humano voltados a um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não meramente ausência de doença”.
É entendida dentro de uma concepção mais ampla como uma condição humana com dimensões física, social e psicológica, caracterizada num contínuo com pólos positivos e negativos. Saúde positiva seria aquela associada a uma capacidade de viver satisfatoriamente e de perceber um estado de bem estar geral enquanto saúde negativa seria aquela relacionada à morbidade e mortalidade prematura.  (Nahas, 2001)
O canadense Marc Lalonde propõe quatro amplos componentes, que interagem entre si, para definir saúde: A biologia humana; O meio ambiente; O estilo de vida e Organização da atenção à saúde.
Parece não fazer muito sentido centrar a idéia de saúde na dimensão estritamente orgânica, física ou biológica. “Saúde” não é um conceito universal, ao contrário, varia sob distintas condições sociais. Se refere a um processo, o qual resulta das possibilidades sociais, culturais, econômicas e políticas.
Há uma relação bastante estreita entre as doenças e as novas necessidades introduzidas pela sociedade industrial. A sociedade capitalista moderna enfatiza o consumo, a competitividade e o individualismo. Cabe refletir acerca da concepção de saúde imperante nesta sociedade.
A incidência de doenças varia segundo a classe social, o grupo étnico, o universo urbano e rural, a constituição da família, o desempenho dos diferentes papéis sociais, os processos de socialização, a violência e as condições de trabalho.
Dimensões da Saúde  (Silva, 1999) física , que engloba a presença/ausência de doenças, a alimentação, a não aderência a hábitos nocivos e o uso correto do sistema de saúde ; emocional , que se refere ao gerenciamento das tensões e do estresse, a auto-estima e entusiasmo em relação à vida;  social , que envolve qualidade nos relacionamentos e equilíbrio com o meio ambiente;
profissional , considerando-se satisfação com o trabalho, desenvolvimento constante e reconhecimento do valor do trabalho realizado;   intelectual , significando a utilização da criatividade sempre que possível expandindo conhecimentos ; espiritual , indicando um propósito de vida baseado em valores, ética e com pensamentos otimistas.
APTIDÃO FÍSICA Capacidade de realizar tarefas diárias da   vida em condições físicas e psicológicas satisfatórias de acordo com as necessidades exigidas pela atividade sem cansar (McArdle et al., 1991 ). Estado dinâmico de energia e vitalidade que permite às pessoas realizarem, além das atividades do cotidiano, atividades de lazer e enfrentar situações de emergência sem apresentar fadiga (Guedes & Guedes, 1995).
Abordagens Aptidão física relacionada à performance motora, que inclui os componentes necessários para a obtenção de uma performance máxima no trabalho ou nos esportes;  Aptidão física relacionada à saúde, que engloba as características que possibilitam maior energia para a realização de tarefas diárias, laborais e de lazer e que como conseqüência proporciona um menor risco de desenvolvimento de doenças crônico-degenerativas associadas ao sedentarismo.
Características que influenciam a aptidão física (Nahas, 2001) hereditariedade, o estado de saúde, hábitos alimentares e  nível de atividade física habitual.
DIMENSÕES DA APTIDÃO FÍSICA RELACIONADA À SAÚDE (Pitanga, 1998; Guedes & Guedes, 1995)
DIMENSÃO MORFOLÓGICA Índice de Massa Corporal; Relação cintura/quadril; Composição Corporal; Índice de Conicidade; Densitometria; Somatotipia.
DIMENSÃO  FUNCIONAL Capacidade aeróbica; Capacidade anaeróbica; Flexibilidade; Resistência muscular localizada; Força.
DIMENSÃO FISIOLÓGICA Pressão Arterial; Glicemia; Lipoproteínas.
DIMENSÃO COMPORTAMENTAL Tolerância ao estresse; Ansiedade; Depressão.
AVALIAÇÃO DA SAÚDE, QUALIDADE DE VIDA E EXTRATIFICAÇÃO DE RISCO PAR-Q; Anamnese; Registro Dietético; Risco Cardíaco; Questionários Qualidade de Vida; Nível de atividade física (IPAC, COMPAC, QUAFIRO).
ÍNDICE DE MASSA CORPORAL Índice sugerido pela OMS; Utilizado em vários tipos de pesquisas científicas; Sujeito à críticas por não considerar a massa magra e a massa óssea.
mórbida extremo 40 ou mais grau II muito alto 35 a 39,9 grau I alto 30 a 34,9 sobrepeso moderado 25 a 29,9 ausente baixo 18 a 24,9 TIPO RISCO IMC
ÍNDICE CINTURA-QUADRIL A medida da cintura deve ser apurada de acordo com a circunferência que passa entre o umbigo e as costelas e a medida do quadril, tomando-se a maior circunferência na região glútea. Um valor considerado de risco, será 1,0 ou acima. Considera-se um bom índice C/Q de 0.90 ou menor para homens e 0.80 ou menor para mulheres.
ÍNDICE DE CONICIDADE Proposto no início da década de 90, para a avaliação da obesidade e distribuição de gordura. Tem como referência o fato da obesidade central estar mais associada à doenças cardiovasculares do que a obesidade generalizada.
É baseado na idéia de que pessoas que acumulam gordura na região central do tronco tem a forma do corpo parecida com um duplo cone (com base comum) e as com menor gordura na região central do corpo teriam a aparência de um cilindro.
Índice C =  Circunferência Cintura (m) 0,109 √ Peso Corporal (kg) Estatura (m) * O valor obtido é igual ao número de vezes que a circunferência da cintura é maior do que deveria ser se não houvesse gordura abdominal.
ABSORTOMETRIA DE RAIO X DE DUPLA ENERGIA -DEXA Baseia-se no pressuposto de que o raio de absorção de radiações de cada tecido orgânico depende do comprimento de onda utilizada e do número dos elementos interpostos. A medida do DEXA informa o conteúdo mineral ósseo e seu resultado permite estabelecer estimativas quanto aos componentes de gordura e de massa isenta de gordura dos tecidos não-ósseos e demais tecidos (Lohman, 1996)
Em desenvolvimento há mais de 30 anos, a densitometria óssea vem sofrendo modificações e evoluções características da área da tecnologia em que encontra-se inserida. Inicialmente, as técnicas de densitometria possibilitavam somente o estudo de segmentos distais (antebraço e patela).
O DEXA mede a quantidade de radiação absorvida pelo corpo ou segmento desejado, calculando a diferença entre a radiação emitida pela fonte de radiação e a que sensibiliza um detector de fótons. A isto se denomina “absorcíometria”. Tecnicamente, a absorcíometria, é a mensuração de uma das formas de interação dos fótons com a matéria – “A absorção” (Ragi, 1998).
Muitos autores tem utilizado o método do DEXA para a avaliação da composição corporal nos mais diversos grupos assegurando em seus trabalhos esta metodologia como uma nova alternativa que possivelmente deve substituir o método da hidrodensitometria (Pesagem hidrostática) no desenvolvimento de métodos duplamente indiretos de avaliação da composição corporal.
SOMATOTIPIA Na década de 40, Sheldon criou o termo  somatotipo  e as técnicas para a sua análise. A teoria pressupõe 3 componentes primários presentes em todos os indivíduos num grau maior ou menor dependendo da carga genética, podendo ser modificado pelo crescimento e treinamento.
Histórico da Somatotipia Divide-se os biotipologistas em 4 escolas: Francesa : Hallé (vascular, muscular e nervoso) e Sigaud (atmosférico, alimentício e ambiental social); -  Italiana : Viola (longilíneo, normolíneo e brevilíneo). Esta influenciou a biometria no Brasil até os anos 70.
Alemã : Kretschner usava patologias x formas do corpo (astênicos, atléticos, pícnicos e displásicos); Inglesa : Sheldon usava fotografia e classificava conforme gordura, músculo e linearidade (endomorfia, mesomorfia e ectomorfia). Astenia: estado de fadiga e esgotamento; Displasia: má formação ou disfunção no crescimento (delgado, fraco); Pícnico: sólido, forte.
Endomorfia : 1º componente. Indica tendência à obesidade. Baixo peso específico, massa flácida e formas arredondadas. Predominância do abdômen sobre o tórax, ombros altos e pescoço curto. Mesomorfia : 2º componente. Predomínio na economia orgânica dos tecidos que derivam da camada mesodérmica embrionária (ossos, músculos e tecidos conjuntivos). Maior peso. Corpo quadrado, musculatura forte, ossos grandes, tórax grande Ectomorfia : 3º componente. Predomínio de formas lineares e frágeis, maior superfície em relação à massa corporal. Ossos pequenos e músculos delgados
Determinação do Somatótipo Método Fotoscópico: indivíduo é fotografado em 3 posições, sendo medidas a estatura e o peso corporal. Método Antropométrico: através da análise de diâmetros, perímetros e dobras cutâneas, além da estatura e peso. A técnica mais utilizada é de Heath-Carter.
Método Antropométrico Estatura e Peso; Dobras cutâneas (tríceps, subescapular, suprailíaca, medial da perna); Diâmetros ósseos (biepicondiliano do fêmur e do úmero); Perímetros musculares (bíceps em contração, antebraço e perna).
Endomorfia: - 0.7182 + 0.1415(X) – 0.00068(X 2 ) + 0.0000014(X 3 ) X = somatório  dobras do tríceps, subescápula e suprailíaca Mesomorfia: 0.858(U) + 0.601(F) + 0.188(B) +0.161(P) – 0.131(H) + 4.50 U = diâmetro úmero, F = diâmetro fêmur,  B = perímetro braço, P = perímetro perna, H = altura
Ectomorfia: de acordo com Índice Ponderal IP = estatura/ raiz cúbica do peso Se IP > 40.75 (IP x 0.732) – 28.58 Se IP <= 40.75 (IP x 0.463) – 17.63 Então procede-se a plotagem no Somatotipograma.

Avaliação do movimento humano prof daniela

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    AVALIAÇÃO DO MOVIMENTOHUMANO Profª Daniela Lopes dos Santos
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    HIPÓCRATES “ todasas partes do corpo que desempenham uma função, se usadas com moderação e exercitadas em atividades com as quais cada uma delas esteja acostumada, tornam-se automaticamente sadias, bem desenvolvidas e envelhecem mais lentamente; no entanto, se não forem usadas e permanecerem ociosas, acabarão por se tornar propensas a doenças, apresentar crescimento defeituoso e envelhecer com rapidez.”
  • 3.
    QUALIDADE DE VIDAExpressão muito utilizada, na moda. Entretanto, não há ainda, um consenso sobre o que realmente significa. De forma geral, aplica-se ao indivíduo aparentemente saudável e ao seu grau de satisfação com a vida nos muitos aspectos que fazem parte dela. É facilmente confundida com o estado de felicidade, tendo portanto, um importante componente individual e subjetivo.
  • 4.
    A falta deum consenso em torno da definição de qualidade de vida tem levado muitos estudiosos a empregar o termo de forma reduzida e indiscriminada, desconsiderando sua rica complexidade. Geralmente é associada ao conceito de saúde no sentido de ausência de doenças.
  • 5.
    “Percepção do indivíduode sua posição na vida, no contexto da cultura e do sistema de valores nos quais ele vive, considerando suas expectativas, padrões e preocupações” (OMS).
  • 6.
    Representa uma tentativade nomear algumas características da experiência humana, sendo esta o fator central que determina a sensação subjetiva de bem estar; Consiste na possessão dos recursos necessários para satisfação das necessidades e desejos individuais, a participação em atividades que permitem o desenvolvimento pessoal, auto-realização e a possibilidade de uma comparação satisfatória entre si mesmo e os outros (Assunção Jr. et al., 1999).
  • 7.
    Noção eminentemente humanaque aproxima-se do grau de satisfação encontrado na vida familiar, amorosa, social e ambiental. Pressupõe uma síntese cultural de todos os elementos que determinada sociedade considera como seu padrão de conforto e bem-estar (Minayo et al., 1999).
  • 8.
    Equilíbrio das variáveispositivas e negativas que influenciam a pessoa e o seu ambiente. Pessoalmente determinada por: estilo de vida; autocontrole e sentir-se útil. (Rossi, 2003)
  • 9.
    Em suma parâmetrossubjetivos (bem-estar, felicidade, amor, prazer, inserção social, liberdade, solidariedade, espiritualidade, realização pessoal) e objetivos (alimentação, acesso à água potável, habitação, trabalho, educação, saúde e lazer) se interagem dentro da cultura para constituir a noção contemporânea de qualidade de vida.
  • 10.
    SAÚDE Até 1984a Organização Mundial da Saúde considerava saúde como simples ausência de doenças. Após 1984 este conceito foi reestudado e tornou-se mais abrangente. Atualmente, define-se como “uma multiplicidade de aspectos do comportamento humano voltados a um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não meramente ausência de doença”.
  • 11.
    É entendida dentrode uma concepção mais ampla como uma condição humana com dimensões física, social e psicológica, caracterizada num contínuo com pólos positivos e negativos. Saúde positiva seria aquela associada a uma capacidade de viver satisfatoriamente e de perceber um estado de bem estar geral enquanto saúde negativa seria aquela relacionada à morbidade e mortalidade prematura. (Nahas, 2001)
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    O canadense MarcLalonde propõe quatro amplos componentes, que interagem entre si, para definir saúde: A biologia humana; O meio ambiente; O estilo de vida e Organização da atenção à saúde.
  • 13.
    Parece não fazermuito sentido centrar a idéia de saúde na dimensão estritamente orgânica, física ou biológica. “Saúde” não é um conceito universal, ao contrário, varia sob distintas condições sociais. Se refere a um processo, o qual resulta das possibilidades sociais, culturais, econômicas e políticas.
  • 14.
    Há uma relaçãobastante estreita entre as doenças e as novas necessidades introduzidas pela sociedade industrial. A sociedade capitalista moderna enfatiza o consumo, a competitividade e o individualismo. Cabe refletir acerca da concepção de saúde imperante nesta sociedade.
  • 15.
    A incidência dedoenças varia segundo a classe social, o grupo étnico, o universo urbano e rural, a constituição da família, o desempenho dos diferentes papéis sociais, os processos de socialização, a violência e as condições de trabalho.
  • 16.
    Dimensões da Saúde (Silva, 1999) física , que engloba a presença/ausência de doenças, a alimentação, a não aderência a hábitos nocivos e o uso correto do sistema de saúde ; emocional , que se refere ao gerenciamento das tensões e do estresse, a auto-estima e entusiasmo em relação à vida; social , que envolve qualidade nos relacionamentos e equilíbrio com o meio ambiente;
  • 17.
    profissional , considerando-sesatisfação com o trabalho, desenvolvimento constante e reconhecimento do valor do trabalho realizado; intelectual , significando a utilização da criatividade sempre que possível expandindo conhecimentos ; espiritual , indicando um propósito de vida baseado em valores, ética e com pensamentos otimistas.
  • 18.
    APTIDÃO FÍSICA Capacidadede realizar tarefas diárias da vida em condições físicas e psicológicas satisfatórias de acordo com as necessidades exigidas pela atividade sem cansar (McArdle et al., 1991 ). Estado dinâmico de energia e vitalidade que permite às pessoas realizarem, além das atividades do cotidiano, atividades de lazer e enfrentar situações de emergência sem apresentar fadiga (Guedes & Guedes, 1995).
  • 19.
    Abordagens Aptidão físicarelacionada à performance motora, que inclui os componentes necessários para a obtenção de uma performance máxima no trabalho ou nos esportes; Aptidão física relacionada à saúde, que engloba as características que possibilitam maior energia para a realização de tarefas diárias, laborais e de lazer e que como conseqüência proporciona um menor risco de desenvolvimento de doenças crônico-degenerativas associadas ao sedentarismo.
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    Características que influenciama aptidão física (Nahas, 2001) hereditariedade, o estado de saúde, hábitos alimentares e nível de atividade física habitual.
  • 21.
    DIMENSÕES DA APTIDÃOFÍSICA RELACIONADA À SAÚDE (Pitanga, 1998; Guedes & Guedes, 1995)
  • 22.
    DIMENSÃO MORFOLÓGICA Índicede Massa Corporal; Relação cintura/quadril; Composição Corporal; Índice de Conicidade; Densitometria; Somatotipia.
  • 23.
    DIMENSÃO FUNCIONALCapacidade aeróbica; Capacidade anaeróbica; Flexibilidade; Resistência muscular localizada; Força.
  • 24.
    DIMENSÃO FISIOLÓGICA PressãoArterial; Glicemia; Lipoproteínas.
  • 25.
    DIMENSÃO COMPORTAMENTAL Tolerânciaao estresse; Ansiedade; Depressão.
  • 26.
    AVALIAÇÃO DA SAÚDE,QUALIDADE DE VIDA E EXTRATIFICAÇÃO DE RISCO PAR-Q; Anamnese; Registro Dietético; Risco Cardíaco; Questionários Qualidade de Vida; Nível de atividade física (IPAC, COMPAC, QUAFIRO).
  • 27.
    ÍNDICE DE MASSACORPORAL Índice sugerido pela OMS; Utilizado em vários tipos de pesquisas científicas; Sujeito à críticas por não considerar a massa magra e a massa óssea.
  • 28.
    mórbida extremo 40ou mais grau II muito alto 35 a 39,9 grau I alto 30 a 34,9 sobrepeso moderado 25 a 29,9 ausente baixo 18 a 24,9 TIPO RISCO IMC
  • 29.
    ÍNDICE CINTURA-QUADRIL Amedida da cintura deve ser apurada de acordo com a circunferência que passa entre o umbigo e as costelas e a medida do quadril, tomando-se a maior circunferência na região glútea. Um valor considerado de risco, será 1,0 ou acima. Considera-se um bom índice C/Q de 0.90 ou menor para homens e 0.80 ou menor para mulheres.
  • 30.
    ÍNDICE DE CONICIDADEProposto no início da década de 90, para a avaliação da obesidade e distribuição de gordura. Tem como referência o fato da obesidade central estar mais associada à doenças cardiovasculares do que a obesidade generalizada.
  • 31.
    É baseado naidéia de que pessoas que acumulam gordura na região central do tronco tem a forma do corpo parecida com um duplo cone (com base comum) e as com menor gordura na região central do corpo teriam a aparência de um cilindro.
  • 32.
    Índice C = Circunferência Cintura (m) 0,109 √ Peso Corporal (kg) Estatura (m) * O valor obtido é igual ao número de vezes que a circunferência da cintura é maior do que deveria ser se não houvesse gordura abdominal.
  • 33.
    ABSORTOMETRIA DE RAIOX DE DUPLA ENERGIA -DEXA Baseia-se no pressuposto de que o raio de absorção de radiações de cada tecido orgânico depende do comprimento de onda utilizada e do número dos elementos interpostos. A medida do DEXA informa o conteúdo mineral ósseo e seu resultado permite estabelecer estimativas quanto aos componentes de gordura e de massa isenta de gordura dos tecidos não-ósseos e demais tecidos (Lohman, 1996)
  • 34.
    Em desenvolvimento hámais de 30 anos, a densitometria óssea vem sofrendo modificações e evoluções características da área da tecnologia em que encontra-se inserida. Inicialmente, as técnicas de densitometria possibilitavam somente o estudo de segmentos distais (antebraço e patela).
  • 35.
    O DEXA medea quantidade de radiação absorvida pelo corpo ou segmento desejado, calculando a diferença entre a radiação emitida pela fonte de radiação e a que sensibiliza um detector de fótons. A isto se denomina “absorcíometria”. Tecnicamente, a absorcíometria, é a mensuração de uma das formas de interação dos fótons com a matéria – “A absorção” (Ragi, 1998).
  • 36.
    Muitos autores temutilizado o método do DEXA para a avaliação da composição corporal nos mais diversos grupos assegurando em seus trabalhos esta metodologia como uma nova alternativa que possivelmente deve substituir o método da hidrodensitometria (Pesagem hidrostática) no desenvolvimento de métodos duplamente indiretos de avaliação da composição corporal.
  • 37.
    SOMATOTIPIA Na décadade 40, Sheldon criou o termo somatotipo e as técnicas para a sua análise. A teoria pressupõe 3 componentes primários presentes em todos os indivíduos num grau maior ou menor dependendo da carga genética, podendo ser modificado pelo crescimento e treinamento.
  • 38.
    Histórico da SomatotipiaDivide-se os biotipologistas em 4 escolas: Francesa : Hallé (vascular, muscular e nervoso) e Sigaud (atmosférico, alimentício e ambiental social); - Italiana : Viola (longilíneo, normolíneo e brevilíneo). Esta influenciou a biometria no Brasil até os anos 70.
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    Alemã : Kretschnerusava patologias x formas do corpo (astênicos, atléticos, pícnicos e displásicos); Inglesa : Sheldon usava fotografia e classificava conforme gordura, músculo e linearidade (endomorfia, mesomorfia e ectomorfia). Astenia: estado de fadiga e esgotamento; Displasia: má formação ou disfunção no crescimento (delgado, fraco); Pícnico: sólido, forte.
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    Endomorfia : 1ºcomponente. Indica tendência à obesidade. Baixo peso específico, massa flácida e formas arredondadas. Predominância do abdômen sobre o tórax, ombros altos e pescoço curto. Mesomorfia : 2º componente. Predomínio na economia orgânica dos tecidos que derivam da camada mesodérmica embrionária (ossos, músculos e tecidos conjuntivos). Maior peso. Corpo quadrado, musculatura forte, ossos grandes, tórax grande Ectomorfia : 3º componente. Predomínio de formas lineares e frágeis, maior superfície em relação à massa corporal. Ossos pequenos e músculos delgados
  • 41.
    Determinação do SomatótipoMétodo Fotoscópico: indivíduo é fotografado em 3 posições, sendo medidas a estatura e o peso corporal. Método Antropométrico: através da análise de diâmetros, perímetros e dobras cutâneas, além da estatura e peso. A técnica mais utilizada é de Heath-Carter.
  • 42.
    Método Antropométrico Estaturae Peso; Dobras cutâneas (tríceps, subescapular, suprailíaca, medial da perna); Diâmetros ósseos (biepicondiliano do fêmur e do úmero); Perímetros musculares (bíceps em contração, antebraço e perna).
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    Endomorfia: - 0.7182+ 0.1415(X) – 0.00068(X 2 ) + 0.0000014(X 3 ) X = somatório dobras do tríceps, subescápula e suprailíaca Mesomorfia: 0.858(U) + 0.601(F) + 0.188(B) +0.161(P) – 0.131(H) + 4.50 U = diâmetro úmero, F = diâmetro fêmur, B = perímetro braço, P = perímetro perna, H = altura
  • 44.
    Ectomorfia: de acordocom Índice Ponderal IP = estatura/ raiz cúbica do peso Se IP > 40.75 (IP x 0.732) – 28.58 Se IP <= 40.75 (IP x 0.463) – 17.63 Então procede-se a plotagem no Somatotipograma.