CENTRO UNIVERSITÁRIO EURO-AMERICANO –
                  UNIEURO


                        Gislene Baptista

                         Nathália Haar

                       Regienia Rodrigues

                          Safia Naser




    GARCIA,       Wilton.               Corpo      e     cultura
Contemporânea. IN: GARCIA, Wilton. CORPO,
MÍDIA     E      REPRESENTAÇÃO:                        ESTUDOS
CONTEMPORÂNEOS.               1ª         edição,   São   Paulo,
Pioneira T. L., 2005




                       BRASÍLIA – DF
                   NOVEMBRO -2012
GARCIA, Wilton. Corpo e cultura Contemporânea. IN: GARCIA, Wilton.
CORPO, MÍDIA E REPRESENTAÇÃO: ESTUDOS CONTEMPORÂNEOS. 1ª
edição, São Paulo, Pioneira T. L., 2005, 50 p



                                                                    1
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                                                                    2
                                                                     NATHÁLIA HAAR
                                                                    3
                                                                     REGIENIA RODRIGUES
                                                                    4
                                                                     SAFIA NASER



           A indução e o conflito de estar dentro dos padrões de beleza
estabelecidos pelos meios midiáticos para se sentir socializado leva a
sociedade a perda de valores e à banalização da vida, onde as pessoas
deixam de ter as suas características humanas e passam a ser produtos da
estética.

           A leitura da obra retrata o “ideal de beleza” contemporâneo que é
influenciado pelos meios de comunicações, ditando padrões impostos na
cultura moderna. Foca-se em diversos pontos que dão ao leitor uma forma
reflexiva sobre o materialismo do corpo e suas consequencias nas relações
sociais. O assunto é abrangente e destina-se a todos os públicos, uma vez que
o livro aponta uma temática polêmica nas atuais conjunturas socias.

           Wilton Garcia Sobrinho tem experiência na área de arte, comunicação e

           design sobre estudos contemporâneos. Possui graduação em Letras
pela pela PUC/SP; Mestrado e Doutorado em Comunicação pela ECA/USP; e
1
 Formação em Ciências Farmacêuticas, pós graduada em Farmacologia Clínica,pós graduanda em
Análises Clínicas
2
    Formação em Ciências Farmacêuticas, pós graduanda em Análises Clínicas
3
    Formação em Ciências Farmacêuticas, pós graduanda em Análises Clínicas
4
    Formação em Ciências Farmacêuticas, pós graduanda em Análises Clínicas
Pós-Doutorado em Multimeios pelo IA/UNICAMP. Trabalha com fotografia,
internet,    performance     e    vídeo.   Atualmente,     é   professor   de
Comunicação/Publicidade e Propaganda na Fatec Itaquaquecetuba-SP e do
Mestrado em Comunicação e Cultura da UNISO.

         O autor da obra Corpo, Mídia e Representações expõe a problemática
do culto ao corpo na mídia e suas consequências na sociedade. Debate-se a
inquietude do ser humano na busca do padrão de beleza estabelecido pela
cultura contemporânea, e os meios para se chegar a esse parâmetro de corpo
ideal que é diretamente influenciado pela mídia, e consequentemente nas
relações pessoais para a socialização.

         Corpo, Mídia e Representações é uma obra de cunho antropológico cuja
divisão se faz em 8 capítulos, composta de 160 páginas. São refleções e
pesquisas inaugurais, mas embasadas em autores fundantes como Bhabba,
McLuhan, Canclini, Hall, Maturana, Hutcheon etc.

         O capítulo segundo do livro de Garcia intitulado Corpo e Cultura
Contemporânea destaca os conflito e conceitos que são passados e as regras
que a midia quer estabeler, induzindo ao consumo sem limites (de produtos
estéticos, alimentícios, medicamentosos, vestimentas, etc.).

         O conflito central passa a ser o corpo não como objeto orgânico e sim
como linguagem, modificando conceitos que enunciam e agregam valores
socioculturais. A imagem corporal perfeita é justificada pelo autor como um
meio de adiar o envelhecimento e por consequencia a morte.

         Em tempos em que o corpo é introduzido nas relações de poder e que a
beleza se torna cada vez mais um atribuído na inserção de pessoas nos
círculos sociais e profissionais, nada mais razoável para o autor do que
analisar como a mídia forja o imaginário das pessoas no que concerne ao
corpo.

         Segundo Castro (2007), todas as classes sociais e faixas etárias são
afetadas diretamente com a questão da busca da perfeição da estética
corporal. De acordo com ele gera-se um esquema de frustações pessoais
quando não se alcança tais metas inatingíveis, apresentando um sentimento de
prepotência no individuo.

         Dantas (2011) expõe a cultuação do corpo como um instrumento para se
alcançar a felicidade, e esse corpo torna-se um molde que será moldado de
acordo com o que é ditado na era globalizada. Segundo ele, a mídia têm voz
ativa no que tange á procura do corpo esteticamente perfeito. Assim o corpo
não é uma simples prisão da alma e do espírito como diziam os medievais, ele
será sempre “eterno” e “perfeito” passível de perfeição a despeito do avanço da
idade.

         O embelezamento consegue fluir e se adaptar aos diversos meios os
quais ele penetra, baseando-se nos modelos de legitimação vigentes de um
determinado local e tempo. Assim sendo os sucessos criados pelo discurso da
mídia difundiram-se na oferta e procura por bens e serviços de alimentos
dietéticos, cirurgias plásticas e de academias, todo o arsenal prontamente
preparado para que ajudem o individuo a alcançar suas metas.

         A imagem que a mídia passa para a sociedade causa efeitos negativos,
uma vez que a comparação que homens e mulheres fazem através dos
modelos dos anúncios, gera na maioria das vezes, baixa auto-estima e auto-
percepção negativa (MARTIN e GENTRY, 1997)

         É visível que se inverteram as prioridades, pois não há nenhum
problema em procurarmos estar de bem com a vida e com nosso corpo embora
seja vital que se faça de forma correta e sem exageros. Não devemos perder
nossa identidade por conta de demasiado narcisismo,devemos contrapor esses
dois pontos de forma a sermos medianos nas nossas decisões sem sermos
influenciados com o fenômeno do culto ao corpo e os seus lados negativos.

         O livro aborda um tema que embora polêmico, é contemporâneo e real
de nossa sociedade. A linguagem atinge os mais diferentes tipos de público,
tanto os leigos como acadêmicos no assunto. Embora muitas vezes generalista
em suas opiniões, nos faz refletir a respeito dos verdadeiros conceitos que
devemos manter, porque somos muito mais que um corpo, somos corpo, alma
e espírito, seres individuais, com características próprias, não podendo nos
submeter a regras ou padrões estabelecidos por qualquer que sejam os meios
e por esse motivo o grupo indicaria este livro a todos os tipos de público.




REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CASTRO, A. L. Culto ao corpo e sociedade: mídia, estilos de vida e cultura
de consumo 2ª edição, São Paulo, Annablume, Fapesp, 150 p, 2007.

DANTAS J. B. Um ensaio sobre o culto ao corpo na contemporaneidade.
Est. Pesqui. Psicol, Rio de Janeiro, v.11, n.3, p.898-912, 2011.

MARTIN, M. C. GENTRY, J. W. Stuck in the model trap: The effects of
beautiful models in ads on female pre-adolescents and adolescents.
Journal of Advertising, v.26, p 19-33, 1997.

PLATAFORMA                   LATTES.                 Disponível        em
<http://lattes.cnpq.br/3458459542807532> Acesso em 10/11/2012.

CORPO, MÍDIA E REPRESENTAÇÃO: ESTUDOS CONTEMPORÂNEOS.

  • 1.
    CENTRO UNIVERSITÁRIO EURO-AMERICANO– UNIEURO Gislene Baptista Nathália Haar Regienia Rodrigues Safia Naser GARCIA, Wilton. Corpo e cultura Contemporânea. IN: GARCIA, Wilton. CORPO, MÍDIA E REPRESENTAÇÃO: ESTUDOS CONTEMPORÂNEOS. 1ª edição, São Paulo, Pioneira T. L., 2005 BRASÍLIA – DF NOVEMBRO -2012
  • 2.
    GARCIA, Wilton. Corpoe cultura Contemporânea. IN: GARCIA, Wilton. CORPO, MÍDIA E REPRESENTAÇÃO: ESTUDOS CONTEMPORÂNEOS. 1ª edição, São Paulo, Pioneira T. L., 2005, 50 p 1 GISLENE BAPTISTA 2 NATHÁLIA HAAR 3 REGIENIA RODRIGUES 4 SAFIA NASER A indução e o conflito de estar dentro dos padrões de beleza estabelecidos pelos meios midiáticos para se sentir socializado leva a sociedade a perda de valores e à banalização da vida, onde as pessoas deixam de ter as suas características humanas e passam a ser produtos da estética. A leitura da obra retrata o “ideal de beleza” contemporâneo que é influenciado pelos meios de comunicações, ditando padrões impostos na cultura moderna. Foca-se em diversos pontos que dão ao leitor uma forma reflexiva sobre o materialismo do corpo e suas consequencias nas relações sociais. O assunto é abrangente e destina-se a todos os públicos, uma vez que o livro aponta uma temática polêmica nas atuais conjunturas socias. Wilton Garcia Sobrinho tem experiência na área de arte, comunicação e design sobre estudos contemporâneos. Possui graduação em Letras pela pela PUC/SP; Mestrado e Doutorado em Comunicação pela ECA/USP; e 1 Formação em Ciências Farmacêuticas, pós graduada em Farmacologia Clínica,pós graduanda em Análises Clínicas 2 Formação em Ciências Farmacêuticas, pós graduanda em Análises Clínicas 3 Formação em Ciências Farmacêuticas, pós graduanda em Análises Clínicas 4 Formação em Ciências Farmacêuticas, pós graduanda em Análises Clínicas
  • 3.
    Pós-Doutorado em Multimeiospelo IA/UNICAMP. Trabalha com fotografia, internet, performance e vídeo. Atualmente, é professor de Comunicação/Publicidade e Propaganda na Fatec Itaquaquecetuba-SP e do Mestrado em Comunicação e Cultura da UNISO. O autor da obra Corpo, Mídia e Representações expõe a problemática do culto ao corpo na mídia e suas consequências na sociedade. Debate-se a inquietude do ser humano na busca do padrão de beleza estabelecido pela cultura contemporânea, e os meios para se chegar a esse parâmetro de corpo ideal que é diretamente influenciado pela mídia, e consequentemente nas relações pessoais para a socialização. Corpo, Mídia e Representações é uma obra de cunho antropológico cuja divisão se faz em 8 capítulos, composta de 160 páginas. São refleções e pesquisas inaugurais, mas embasadas em autores fundantes como Bhabba, McLuhan, Canclini, Hall, Maturana, Hutcheon etc. O capítulo segundo do livro de Garcia intitulado Corpo e Cultura Contemporânea destaca os conflito e conceitos que são passados e as regras que a midia quer estabeler, induzindo ao consumo sem limites (de produtos estéticos, alimentícios, medicamentosos, vestimentas, etc.). O conflito central passa a ser o corpo não como objeto orgânico e sim como linguagem, modificando conceitos que enunciam e agregam valores socioculturais. A imagem corporal perfeita é justificada pelo autor como um meio de adiar o envelhecimento e por consequencia a morte. Em tempos em que o corpo é introduzido nas relações de poder e que a beleza se torna cada vez mais um atribuído na inserção de pessoas nos círculos sociais e profissionais, nada mais razoável para o autor do que analisar como a mídia forja o imaginário das pessoas no que concerne ao corpo. Segundo Castro (2007), todas as classes sociais e faixas etárias são afetadas diretamente com a questão da busca da perfeição da estética
  • 4.
    corporal. De acordocom ele gera-se um esquema de frustações pessoais quando não se alcança tais metas inatingíveis, apresentando um sentimento de prepotência no individuo. Dantas (2011) expõe a cultuação do corpo como um instrumento para se alcançar a felicidade, e esse corpo torna-se um molde que será moldado de acordo com o que é ditado na era globalizada. Segundo ele, a mídia têm voz ativa no que tange á procura do corpo esteticamente perfeito. Assim o corpo não é uma simples prisão da alma e do espírito como diziam os medievais, ele será sempre “eterno” e “perfeito” passível de perfeição a despeito do avanço da idade. O embelezamento consegue fluir e se adaptar aos diversos meios os quais ele penetra, baseando-se nos modelos de legitimação vigentes de um determinado local e tempo. Assim sendo os sucessos criados pelo discurso da mídia difundiram-se na oferta e procura por bens e serviços de alimentos dietéticos, cirurgias plásticas e de academias, todo o arsenal prontamente preparado para que ajudem o individuo a alcançar suas metas. A imagem que a mídia passa para a sociedade causa efeitos negativos, uma vez que a comparação que homens e mulheres fazem através dos modelos dos anúncios, gera na maioria das vezes, baixa auto-estima e auto- percepção negativa (MARTIN e GENTRY, 1997) É visível que se inverteram as prioridades, pois não há nenhum problema em procurarmos estar de bem com a vida e com nosso corpo embora seja vital que se faça de forma correta e sem exageros. Não devemos perder nossa identidade por conta de demasiado narcisismo,devemos contrapor esses dois pontos de forma a sermos medianos nas nossas decisões sem sermos influenciados com o fenômeno do culto ao corpo e os seus lados negativos. O livro aborda um tema que embora polêmico, é contemporâneo e real de nossa sociedade. A linguagem atinge os mais diferentes tipos de público, tanto os leigos como acadêmicos no assunto. Embora muitas vezes generalista
  • 5.
    em suas opiniões,nos faz refletir a respeito dos verdadeiros conceitos que devemos manter, porque somos muito mais que um corpo, somos corpo, alma e espírito, seres individuais, com características próprias, não podendo nos submeter a regras ou padrões estabelecidos por qualquer que sejam os meios e por esse motivo o grupo indicaria este livro a todos os tipos de público. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
  • 6.
    CASTRO, A. L.Culto ao corpo e sociedade: mídia, estilos de vida e cultura de consumo 2ª edição, São Paulo, Annablume, Fapesp, 150 p, 2007. DANTAS J. B. Um ensaio sobre o culto ao corpo na contemporaneidade. Est. Pesqui. Psicol, Rio de Janeiro, v.11, n.3, p.898-912, 2011. MARTIN, M. C. GENTRY, J. W. Stuck in the model trap: The effects of beautiful models in ads on female pre-adolescents and adolescents. Journal of Advertising, v.26, p 19-33, 1997. PLATAFORMA LATTES. Disponível em <http://lattes.cnpq.br/3458459542807532> Acesso em 10/11/2012.