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Koch, Ingedore Villaça. Ler e Compreender : os sentidos do
texto. São Paulo : Contexto, 2006.
O que é intertextualidade
(para a Linguística Textual) ?
1. Quantas vezes, no processo de escrita, escrevemos um texto
recorrendo a outro(s) texto(s) ?
2. Quantas vezes, no processo de leitura de um texto,
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reconhecimento de outros textos – ou do modo como
constituí-los?
•

Música disponível em : http://ccmixter.org/content/zep_hurme/zep_hurme_-_We_Are_Free.mp3
“(...) como afirma Bakhtin
(1992:291), “cada enunciado é
um elo da cadeia muito
complexa de outros
enunciados.”
( Bakhtin, 1992, p. 291 apud
Koch, 2006 , p. 78 )
E agora, José?
“(...) Para o processo de compreensão e reprodução de
sentido, esse conhecimento é de fundamental
importância.” (Koch, 2006, p.78)
“Em sentido amplo, a intertextualidade se
faz presente em todo e qualquer texto,
como componente decisivo de suas
condições de produção. Isto é, ela é
condição mesma da existência de textos, já
que há sempre um já-dito, prévio a todo
dizer. Segundo J. Kristeva, criadora do
termo, todo texto é um mosaico de
citações, de outros dizeres que o
antecederam e lhe deram origem.” (Koch,
2006, p.86)
Fernando Collor, em 2013,
Senador da República do Brasil:

• Collor rasga prestação
“(...) stricto sensu, a intertex
“
Como vemos, a intertextualidade é
elemento constituinte e constitutivo do
processo
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escrita/leitura
e
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quais a produção/recepção de um dado
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1. INTERTEXTUALIDADE EXPLÍCITA
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(Explícita ou Implícita?)
Ocorre quando há citação da fonte do intertexto, como
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•
•
•
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tem a opção de não fazê-lo? (Koch, 2006, p.
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2. Intertextualidade Implícita
• Ocorre sem a citação expressa da fonte, cabendo ao
interlocutor recuperá-la na memória para construir o
sentido do texto, como nas alusões, nas paródias, em
certos tipos de paráfrase e ironias ( cf. Koch, 1991,
1997 a (e) b, 2004) (Koch , 2006, p. 92).
• Há manipulação que o produtor do texto opera sobre
o texto alheio ou mesmo próprio, com o fim de
produzir determinados efeito de sentido, recurso
muito usado, por exemplo, na canção popular, bem
como na literatura. (Koch, 2006, p. 93)
• É o que Grésillon e Maingueneau (1984) denominam
détournement, efetuado por meio de substituições,
supressões, acréscimos, transposições operadas sobre
o enunciado-fonte. (Koch, 2006, p. 93).
Propaganda da loja de roupas Marisa
CONCEITO DE DETOURNEMENT
•

Acreditamos que a noção de détournement – termo que, na falta de uma tradução que
nos pareça satisfatória, preferimos manter no original – tal qual como formulada por
Grésillon e Maingueneau (1984), se ampliada, seria capaz de subsumir grande parte
dos casos de intertextualidade implícita.

•

Segundo esses autores, “o detournement consiste em produzir um enunciado que
possui as marcas linguísticas de uma enunciação proverbial, mas que não pertence ao
estoque dos provérbios reconhecidos” ( Grésillon, 1984, p.114 apud Koch, 2008, p.
45).
Preconizam eles a existência de um détournement de tipo lúdico, simples jogos com a
sonoridade das palavras, como aqueles que as crianças – mas não só elas – gostam de
inventar, que não estejam a serviço de uma manobra política ou ideológica, a par de
outro, de tipo militante, que visa a dar autoridade a um enunciado (captação) ou a
destruir aquela do provérbio em nome de interesses das mais diversas ordens
(subversão).
Aqui, pois, o objetivo é levar o interlocutor a ativar o enunciado original, para
argumentar a partir dele; ou então, ironizá-lo, ridicularizá-lo, contraditá-lo, adaptá-lo a
novas situações, ou orientá-los para um outro sentido, diferente do sentido original.

•

•
• Os autores reconhecem que esta distinção
coloca problemas de fronteira, mas
acreditam que possuem valor operatório.
• Somos de opinião contudo que todo e
qualquer exemplo de détournement é
“militante” em maior ou menor grau, visto
que ele sempre vai orientar a construção de
novos sentidos pelo interlocutor.
• Fonte: (Koch, 2008, p.45)
Texto de uma menina do 6º ano vespertino, em 2013, sobre
o filme-desenho “O Pequeno Príncipe”, baseado no
romance do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry:

Era
uma
vez
o
Pequeno
Prinssipe
e
ele
e
o
seu
Passeiro gostava de Passeia
muito ele foi para cidade i ai a
segui
viu
um
relogio
que
Ponteiros girava muito rapido
e consigiu endereita o relogio
ele viu a raposa ele saiu e
ajudou
o
príncipe
ganho
Texto de um menino do 6º ano vespertino em 2013 sobre o
filme-desenho “O Pequeno Príncipe”, baseado no romance
do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry:

que o relogoiro tava casado de
conseta relojio e uma corbra
disse que eli queria vota no
tempo
mas
que
causaria
plomeba no tempo mas tive uma
pequeno
defeido
mas,
o
perqueno principal” raposa, que
entralo no planeta no relogio e
que vam so vão o relogoiro io
planeta so que o relogio cai e
Referências Bibliográficas
•

Bakthin, M. [1953]. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 199

•

Gresillon, A.
e Maingueneau, D. Pholiphonie, proverbe
détournement. Languages 73, 1984, pp. 112-25.

•

Koch, I. G. V. e Elias, V. M. S. Ler e Compreender : os sentidos do texto.
São Paulo: Contexto, 2006.

•

Koch, I. G. V., Bentes, A. C. e Cavalcante, Mônica Magalhães.
Intertextualidades: diálogos possíveis. 2ª ed. São Paulo: Cortez, 2008.

•

Kristeva, J. Introdução à semanálise. São Paulo: Perspectiva, 1974.

et
Endereços eletrônicos
imagens e dos vídeos
•

•
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•

Fonte: http://img.americanas.com.br/produtos/01/00/item/7278/8/7278876GG.jpg
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Intertextualidade na Linguística Textual

  • 1. Koch, Ingedore Villaça. Ler e Compreender : os sentidos do texto. São Paulo : Contexto, 2006. O que é intertextualidade (para a Linguística Textual) ? 1. Quantas vezes, no processo de escrita, escrevemos um texto recorrendo a outro(s) texto(s) ? 2. Quantas vezes, no processo de leitura de um texto, necessário se faz, para a produção de sentido, o reconhecimento de outros textos – ou do modo como constituí-los? • Música disponível em : http://ccmixter.org/content/zep_hurme/zep_hurme_-_We_Are_Free.mp3
  • 2. “(...) como afirma Bakhtin (1992:291), “cada enunciado é um elo da cadeia muito complexa de outros enunciados.” ( Bakhtin, 1992, p. 291 apud Koch, 2006 , p. 78 ) E agora, José?
  • 3.
  • 4. “(...) Para o processo de compreensão e reprodução de sentido, esse conhecimento é de fundamental importância.” (Koch, 2006, p.78)
  • 5. “Em sentido amplo, a intertextualidade se faz presente em todo e qualquer texto, como componente decisivo de suas condições de produção. Isto é, ela é condição mesma da existência de textos, já que há sempre um já-dito, prévio a todo dizer. Segundo J. Kristeva, criadora do termo, todo texto é um mosaico de citações, de outros dizeres que o antecederam e lhe deram origem.” (Koch, 2006, p.86)
  • 6. Fernando Collor, em 2013, Senador da República do Brasil: • Collor rasga prestação
  • 8. “ Como vemos, a intertextualidade é elemento constituinte e constitutivo do processo de escrita/leitura e compreende as diversas maneiras pelas quais a produção/recepção de um dado texto depende de conhecimentos de outros textos por parte dos interlocutores, ou seja, dos diversos tipos de relações que um texto mantém com outros textos.”
  • 9. Modo da Intertextualidade 1. INTERTEXTUALIDADE EXPLÍCITA Bom Conselho - Chico Buarque 1973.avi (Explícita ou Implícita?) Ocorre quando há citação da fonte do intertexto, como acontece nos: • • • • Discursos relatados; Citações e referências; Resumo, resenhas, traduções; Retomadas de texto do parceiro.
  • 10.
  • 11. Porque e para que o autor citou a fonte, se tem a opção de não fazê-lo? (Koch, 2006, p. 91)
  • 12. 2. Intertextualidade Implícita • Ocorre sem a citação expressa da fonte, cabendo ao interlocutor recuperá-la na memória para construir o sentido do texto, como nas alusões, nas paródias, em certos tipos de paráfrase e ironias ( cf. Koch, 1991, 1997 a (e) b, 2004) (Koch , 2006, p. 92). • Há manipulação que o produtor do texto opera sobre o texto alheio ou mesmo próprio, com o fim de produzir determinados efeito de sentido, recurso muito usado, por exemplo, na canção popular, bem como na literatura. (Koch, 2006, p. 93) • É o que Grésillon e Maingueneau (1984) denominam détournement, efetuado por meio de substituições, supressões, acréscimos, transposições operadas sobre o enunciado-fonte. (Koch, 2006, p. 93).
  • 13. Propaganda da loja de roupas Marisa
  • 14. CONCEITO DE DETOURNEMENT • Acreditamos que a noção de détournement – termo que, na falta de uma tradução que nos pareça satisfatória, preferimos manter no original – tal qual como formulada por Grésillon e Maingueneau (1984), se ampliada, seria capaz de subsumir grande parte dos casos de intertextualidade implícita. • Segundo esses autores, “o detournement consiste em produzir um enunciado que possui as marcas linguísticas de uma enunciação proverbial, mas que não pertence ao estoque dos provérbios reconhecidos” ( Grésillon, 1984, p.114 apud Koch, 2008, p. 45). Preconizam eles a existência de um détournement de tipo lúdico, simples jogos com a sonoridade das palavras, como aqueles que as crianças – mas não só elas – gostam de inventar, que não estejam a serviço de uma manobra política ou ideológica, a par de outro, de tipo militante, que visa a dar autoridade a um enunciado (captação) ou a destruir aquela do provérbio em nome de interesses das mais diversas ordens (subversão). Aqui, pois, o objetivo é levar o interlocutor a ativar o enunciado original, para argumentar a partir dele; ou então, ironizá-lo, ridicularizá-lo, contraditá-lo, adaptá-lo a novas situações, ou orientá-los para um outro sentido, diferente do sentido original. • •
  • 15.
  • 16. • Os autores reconhecem que esta distinção coloca problemas de fronteira, mas acreditam que possuem valor operatório. • Somos de opinião contudo que todo e qualquer exemplo de détournement é “militante” em maior ou menor grau, visto que ele sempre vai orientar a construção de novos sentidos pelo interlocutor. • Fonte: (Koch, 2008, p.45)
  • 17.
  • 18.
  • 19.
  • 20.
  • 21.
  • 22.
  • 23. Texto de uma menina do 6º ano vespertino, em 2013, sobre o filme-desenho “O Pequeno Príncipe”, baseado no romance do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry: Era uma vez o Pequeno Prinssipe e ele e o seu Passeiro gostava de Passeia muito ele foi para cidade i ai a segui viu um relogio que Ponteiros girava muito rapido e consigiu endereita o relogio ele viu a raposa ele saiu e ajudou o príncipe ganho
  • 24. Texto de um menino do 6º ano vespertino em 2013 sobre o filme-desenho “O Pequeno Príncipe”, baseado no romance do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry: que o relogoiro tava casado de conseta relojio e uma corbra disse que eli queria vota no tempo mas que causaria plomeba no tempo mas tive uma pequeno defeido mas, o perqueno principal” raposa, que entralo no planeta no relogio e que vam so vão o relogoiro io planeta so que o relogio cai e
  • 25. Referências Bibliográficas • Bakthin, M. [1953]. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 199 • Gresillon, A. e Maingueneau, D. Pholiphonie, proverbe détournement. Languages 73, 1984, pp. 112-25. • Koch, I. G. V. e Elias, V. M. S. Ler e Compreender : os sentidos do texto. São Paulo: Contexto, 2006. • Koch, I. G. V., Bentes, A. C. e Cavalcante, Mônica Magalhães. Intertextualidades: diálogos possíveis. 2ª ed. São Paulo: Cortez, 2008. • Kristeva, J. Introdução à semanálise. São Paulo: Perspectiva, 1974. et
  • 26. Endereços eletrônicos imagens e dos vídeos • • • • • • • • • • • • • • Fonte: http://img.americanas.com.br/produtos/01/00/item/7278/8/7278876GG.jpg http://2.bp.blogspot.com/-JRiu4cOgvoU/TjojGooT9tI/AAAAAAAAAVs/BaR5VectYh0/s1600/tira115.gif Fonte: http://1.bp.blogspot.com/-IczzfTd50Rg/T3X5Q2evoWI/AAAAAAAAAHY/ZeO2c0DDNIg/s1600/Vida+de+passarinho+(15).jpg Fonte: http://adwhiz.zip.net/images/realtime_marisa_pdv.jpg Fonte: http://3.bp.blogspot.com/--FIM6wUbZBM/URuwN2CIWYI/AAAAAAAAAHo/SGNGl13gF7c/s1600/Jo%C3%A3o+e+Maria+-+Ca %C3%A7adores+de+Bruxas.jpg Fonte: http://b.vimeocdn.com/ts/433/067/433067223_640.jpg Fonte: http://baixacultura.org/wp-content/uploads/2012/08/detou.jpg Fonte: http://propagandice.files.wordpress.com/2010/05/celta1.jpg?w=420 Fonte do vídeo de Collor : http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=MZs66KY9tVg Fonte: http://propagandice.files.wordpress.com/2010/05/celta1.jpg?w=420 Fonte de “Bom Conselho” de Chico Buarque: http://www.youtube.com/watch?v=wkcYU699Jj0 Fonte da propaganda de “João e Maria”: http://www.youtube.com/watch?v=QEkjFWTrMKk Fonte de provérbios cearenses abaixo: https://fbcdn-sphotos-d-a.akamaihd.net/hphotos-aksnc7/427330_503032303092327_94581692_n.jpg Fonte de preguiça provérbio com Calvin: http://mensagens.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/proverbiospopulares/proverbios-populares5.jpg Fonte da música “E agora, José”: http://www.youtube.com/watch?v=jM-Q4mofucY