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REFORMAS RELIGIOSAS
HISTÓRIA GERAL
Prof.ª Valéria Fernandes 1
PRÉ-REFORMA
RELIGIOSA
• John Wycliffe (c. 1320-1384) e os
lollardos – Inglaterra.
• Jan Hus – Boêmia (*atual
República Tcheca*).
• O Concílio de Constança (1414-
1418).
• Rainha Isabel de Castela e o
Cardeal Cisneros – Espanha.
• Humanistas como Erasmo de
Roterdã.
Jan Hus
(c. 1369-1415)
Prof.ª Valéria Fernandes 2
Europa em
1500:
Fragmentação
Política e
Unidade
Religiosa.
Prof.ª Valéria Fernandes 3
“Gostaria que a mais fraca mulher lesse os
Evangelhos e as Epístolas de São Paulo [...]
Gostaria que essas palavras fossem traduzidas
para todas as línguas, afim de que não só os
escoceses e irlandeses, como também turcos e
sarracenos pudessem lê-las. Anseio que o
lavrador as cante para si mesmo quando
acompanha o arado, o tecelão as murmure ao
som de sua lançadeira, que o viajante iluda com
elas a monotonia da jornada.”
“Novum Testamentum omne” de Erasmo de Roterdã
Prof.ª Valéria Fernandes 4
MOTIVAÇÕES DA
REFORMA RELIGIOSA
• Corrupção e despreparo do clero.
• Papas que se comportavam como príncipes
seculares e, não, como líderes da igreja.
• Sentimentos nacionais, associados, ou não, a
existência de um Estado.
• As críticas dos humanistas.
• Uma maior difusão da Bíblia e textos teológicos
graças à invenção da imprensa.
Prof.ª Valéria Fernandes 5
MOTIVAÇÕES DA
REFORMA RELIGIOSA
• Simonia é a venda de objetos considerados
sagrados ou a venda de cargos religiosos. Os
grandes senhores compravam cargos eclesiásticos
como forma de aumentar seu poder ou garantir uma
fonte de renda para seus filhos, o padre da paróquia
enfurecia os fiáis ao cobrar por serviços que
deveriam ser gratuitos. Já o Nicolaísmo está ligado
ao desregramento sexual do clero. Obrigados ao
celibato, muitos não mantinham a castidade e
envolviam-se em escândalos sexuais.
Prof.ª Valéria Fernandes 6
HUMANISMO REFORMISTA
• Um dos maiores intelectuais de seu
tempo, ele defendeu a seu modo uma
reforma de Igreja Católica e foi defensor
da tolerância.
• Propôs que a Bíblia estivesse na língua
do povo, o fim do celibato obrigatório,
questionou o culto às relíquias e à
Virgem Maria, criticou o abusos e
desregramento moral de membros do
clero, inclusive os papas.
• Respeitado por Lutero, discordava dele
principalmente em relação ao livre-
arbítrio.
Prof.ª Valéria Fernandes 7
Erasmo de
Rotterdam
(1466-1536)
REFORMA LUTERANA
• Em 15 de março de 1517, o papa
Leão X ofereceu indulgência
(perdão) aos que contribuíssem
para a construção da basílica de
São Pedro em Roma.
• A rigor, o que se vendia era o
documento, no senso comum, no
entanto, era o perdão.
• Vários teólogos questionam a
validade das indulgências e
veem a prática como
escandalosa.
Prof.ª Valéria Fernandes 8
REFORMA LUTERANA
• Martinho Lutero (1483-1546), monge
agostiniano e professor de teologia
na Universidade de Wittenberg, se
insurge contra a cobrança das
indulgências.
• Em a 31/10/1517, como forma de
protesto, Lutero pregou (*ou não*)
as 95 Teses na porta da Igreja do
Castelo de Wittenberg.
• As conciliações fracassaram e o
Papa Leão X excomungou Lutero
em 03/01/1521, na bula "Decet
Romanum Pontificem".
Prof.ª Valéria Fernandes 9
REFORMA LUTERANA
• A reforma de Lutero está ligada a ao processo de
afirmação nacional alemã → não unidade política,
mas tem uma igreja nacional.
• Foi apoiada por parte da nobreza e havia o
interesse pelas terras da Igreja Católica.
• Lutero não era o único a propor uma reforma,
mas seu caso terminou por iniciar a
fragmentação da Cristandade.
• Confissão de Augsburgo (1530) → Melanchton.
• Paz de Augsburgo (1555) → “A religião do príncipe
é a religião do povo”.
Prof.ª Valéria Fernandes 10
REFORMA LUTERANA
• A Guerra dos Camponeses, fomentada pelas idéias
anabatistas de Thomas Müntzer, tinha por base a idéia
de que “os pobres são demasiado infelizes para ter
tempo de conhecer a Bíblia e rezar. Nenhuma reforma
religiosa é possível sem revolução social”.
• Müntzer e seus discípulos compuseram os 12 Artigos
e defendiam entre outras coisas: a livre escolha dos
pastores, a abolição da corvéia e dos pequenos
dízimos, que os grandes dízimos fossem usados em
benefício da comunidade, e que a servidão fosse
abolida.
Prof.ª Valéria Fernandes 11
GUERRA DOS CAMPONESES
• Se estendeu de 1524 até 1525 fomentada pelas idéias
anabatistas de Thomas Müntzer os camponeses se
revoltaram em várias partes da Alemanha → Houve
saques de castelos e cidades, destruição de imagens
religiosas (iconoclastia) e confrontos com tropas da
nobreza.
• Lutero assumiu uma postura cuidadosa no início do
levante, conclamando os camponeses à submissão e
os senhores a tratá-los de forma cristã, mais tarde,
autorizou a nobreza a usar de todos os meios
possíveis para conter a revolta.
Prof.ª Valéria Fernandes 12
OS ANABATISTAS
Prof.ª Valéria Fernandes 13
• Chamados de reformadores
radicais em alguns livros.
• Defendiam que somente os adultos
fossem batizados, enquanto todos
os protestantes ainda praticavam o
batismo infantil.
• Alguns eram pacifistas.
• Com o aumento das perseguições
de católicos e protestantes,
assumiram posturas milenaristas e
participaram de revoltas populares.
• Seus descendentes são os atuais
menonitas.
Anabatista recebendo
o “terceiro” batismo.
GUERRA DOS CAMPONESES
• Ao lado, as batalhas mais
importantes.
• Ao longo do conflito, Müntzer
foi capturado e morto, os
camponeses massacrados e
os anabatistas passaram a
ser duramente perseguidos
por católicos e luteranos.
• O resultado da guerra foi o
retrocesso da reforma no sul
da Alemanha, com o retorno
de muitos camponeses ao
catolicismo.
Prof.ª Valéria Fernandes 14
REFORMA LUTERANA
• Lutero termina por defender:
 Salvação pela graça mediante a fé.
 A Bíblia na língua do povo → alemão.
 Comunhão nas duas espécies → pão e vinho.
 Cabia ao príncipe escolher os pastores.
 Sacerdócio universal.
 Fim do celibato obrigatório.
 A veneração aos santos não foi abolida.
 Manteve o batismo infantil.
Prof.ª Valéria Fernandes 15
REFORMA LUTERANA
• Philipp Melanchthon (1497-1560),
filólogo e teólogo redigiu a Confissão
de Augsburg (1530) e tornou-se o
principal líder do luteranismo após a
morte de seu fundador. Conhecido
como o "educador da Alemanha"
(Praeceptor Germaniae) por reformar
o ensino em território alemão e ser o
autor da primeira gramática dessa
língua.
Prof.ª Valéria Fernandes 16
Braço direito de Lutero
e seu herdeiro.
REFORMA NA SUÍÇA
• A Reforma religiosa começou na
Suíça quase ao mesmo tempo que
na Alemanha.
• A região também não tinha uma
unidade nacional e estava obrigada
a enviar soldados para os exércitos
de vários países.
• O padre Ulrich Zwinglio começa a
pregar em Zurique o chamado
“evangelho puro” em 1519 e se
coloca contra as indulgências.
Prof.ª Valéria Fernandes
Zwinglio
(1484-1531) 17
REFORMA NA SUÍÇA
• Se a pergunta de Lutero era “como eu posso ser
salvo?”, a de Zwinglio era “como salvar o meu povo?”.
• Zwinglio era humanista, admirador de Erasmo de
Roterdã e pregava que a Bíblia deveria pautar todas as
ações das pessoas.
• Discordava de Lutero em vários pontos, especialmente
em relação à Eucaristia (Ceia do Senhor).
• Zwinglio era contra o envio de soldados suíços para
guerras que não eram suas. Isso fez com que Zurique
fosse atacada e o reformador morreu em batalha.
Prof.ª Valéria Fernandes 18
PIONEIRO DO ECUMENISMO
• Martinho Bucero (1491-1551) não tem uma igreja
com seu nome, mas foi um dos reformadores mais
importantes de sua época, atuando principalmente
na cidade de Estrasburgo. Dominicano, tornou-se
protestante depois de ouvir uma pregação de
Lutero. Tentou conciliar o reformador alemão e
Zwinglio, mas fracassou. Muito próximo de
Melanchthon, negociou com Carlos V um acordo
entre protestantes e católicos no Sacro Império e
fracassou. Terminou obrigado a se exilar na
Inglaterra, em 1549, onde, sob a proteção de
Eduardo VI, ajudou na segunda revisão do Livro de
Oração Comum.
Prof.ª Valéria Fernandes 19
JOÃO CALVINO
• Calvino nasceu na França (1509) e
recebeu uma sólida formação
humanista.
• Sua educação foi patrocinada pelo
bispo de sua cidade (Noyon), patrão
de seu pai.
• A Reforma na França já estava em
andamento quando Calvino nasceu e
o reformador teve contato com ideias
luteranas e de outros reformadores.
Prof.ª Valéria Fernandes
João Calvino
(1509-1564)
20
JOÃO CALVINO
• Diferentemente de Lutero, não se sabe quando Calvino
rompeu com a Igreja Católica, mas em 1534, ele
voltou a sua cidade e abriu mão do dinheiro dado pelo
bispo para patrocinar-lhe os estudos.
• A Reforma na França estava condicionada pela
vontade do Rei → Se o monarca se sentisse ameaçado
em seu poder, haveria perseguição.
• Não havia um “perfil” protestante na França →
Nobres, burgueses (*como Calvino*), camponeses,
todos aderiram à Reforma e eram chamados de
huguenotes.
Prof.ª Valéria Fernandes 21
SIGNIFICADO DA PALAVRA
HUGUENOTE
 A origem da palavra não é clara. Há quem defenda que o
termo vem do nome de Besançon Hugues, líder da revolta
protestante de Genebra. Bernard Cottret diz que o termo vem
de “confederados”, em francês "eidguenot", derivado
do suíço-alemão “eidgenossen”, ou “partidário da Reforma”.
Já Owen I.A. Roche diz que “huguenote” era uma combinação
de dois termos, um flamengo e outro alemão, “eid Genossen”
(colegas de juramento), já que as reuniões protestantes eram
secretas. Outros afirmam que o termo derive do nome de um
lugar no qual os protestantes franceses celebravam o próprio
culto; esse lugar era chamado "Torre de Hugon" e se encontra
em Tours.
Prof.ª Valéria Fernandes 22
JOÃO CALVINO
• Em março de 1536, Calvino publica a 1ª versão da
sua obra mais importante Institutas da Religião
Cristã em latim, com dedicatória ao rei da França.
• Com a perseguição, Calvino parte para Estrasbugo,
cidade de língua francesa reformada e liderada por
Bucero. Chegando em Genebra, é instado por
Guilherme Farel a permanecer.
• Genebra nem sempre foi acolhedora para com
Calvino, mas foi ali que ele desenvolveu sua reforma
religiosa e a cidade passou a ser conhecida como a
Jerusalém ou Roma do Protestantismo.
Prof.ª Valéria Fernandes 23
MURO DA REFORMA
Calvino fundou a Universidade de Genebra quee o homenageou no Muro
da Reforma junto com Theodore Beza, Guilherme Farel e John Knox.
Prof.ª Valéria Fernandes 24
JOÃO CALVINO
• “Por decreto de Deus, para manifestação de sua glória,
alguns homens são predestinados à vida eterna e
outros são predestinados à morte eterna.” → A
predestinação é fundamental ao Calvinismo.
• Justificação do trabalho e do lucro; ênfase na
austeridade e na disciplina; preocupação com a
educação → a riqueza fruto do trabalho honesto era
sinal da predestinação.
• A burguesia adere mais ao calvinismo → identificação
de classe X identificação nacional.
• Puritanos, presbiterianos, reformados etc. são todos
calvinistas.
Prof.ª Valéria Fernandes 25
• Na Idade Média e na Idade
Moderna, o trabalho era
estigmatizado a partir de uma
leitura de textos gregos e da
tradição católica.
• Para os filósofos gregos, o
trabalho manual era uma
tividade inferior e degradante.
• Na tradição católica, o trabalho
era associado ao castigo de
Adão ao se expulso do Paraíso,
os calvinistas deslocam o
trabalho para antes da Queda,
quando Deus ordena que o
primeiro homem tome conta do
Jardim.Prof.ª Valéria Fernandes 26
REFORMA NA ESCÓCIA
• Na Escócia, o avanço da reforma se
deveu a John Knox (1505-1572),
discípulo de Calvino. Perseguido, foi
condenado às galés, refugiou-se depois
em Genebra. Seu texto “Primeiro Toque
da Trombeta contra o Monstruoso
Governo de Mulheres”, o indispôs com a
rainha Elizabeth I da Inglaterra.
• De volta à Escócia, entrou em conflito
com a Rainha Mary, que era católica e
venceu.
• O parlamento escocês abraçou a
reforma em 1560, estabelecendo
oficialmente o presbiterianismo.
Prof.ª Valéria Fernandes 27
John Knox
(1505-1572)
REFORMA NA FRANÇA
• Houve 8 guerras de religião entre 1562 e 1598.
• O Massacre de São Bartolomeu foi somente o maior
(*entre 30 mil e 100 mil mortos*) de vários.
• A nobreza protestante e católica disputava o poder e
o apoio do rei, que oscilava entre os dois lados.
• Após se converter ao catolicismo, Henrique de
Navarra tornou-se rei da França e baixou o Edito de
Nantes (1598) que colocou fim ao conflito religioso.
• Mais tarde, o Cardeal Richelieu fez guerra aos
protestantes e diminuiu-lhes os direitos como forma
de fortalecer o poder do rei.
Prof.ª Valéria Fernandes 28
REFORMA NA FRANÇA
• Durante a regência de Catarina de Médicis e o
governo de seus filhos (Francisco II, Carlos IX
e Henrique III) explodiu a violência religiosa
na França.
• Os Bourbon (huguenotes) e os Guise
(católicos) disputavam a influência sobre o
rei.
• Catarina tentou a conciliação entre as partes,
mas a Liga Católica via esses movimentos
como inaceitáveis.
• Durante o seu governo foi fundada a França
Antártica (1555), no atual Rio de Janeiro, uma
tentativa de colonização francesa no
território brasileiro, um local de abrigo para
os huguenotes fora da França.
Prof.ª Valéria Fernandes 29
Catarina de Médicis (1519-
1559), de família burguesa,
foi mãe de três reis da
França.
Massacre da Noite de São Bartolomeu em 23 e 24 de
agosto de 1572.
Prof.ª Valéria Fernandes 30
REFORMA NA FRANÇA
• O Edito de Nantes colocou fim às
guerras de religião → dando aos
protestantes liberdade de culto
limitada e controle de algumas
cidades fortificadas.
• Em 1685, Luís XIV revogou o Edito
de Nantes com o Edito de
Fontainebleau → a França deveria
ter uma só Igreja → Os huguenotes
voltaram a ser perseguidos e
muitos saíram do país → A
migração dos huguenotes causou
problemas econômicos ao país.
Prof.ª Valéria Fernandes 31
REFORMA NA INGLATERRA
• Henrique VIII era um dos reis mais
católicos da Europa.
• Em 1521, publicou um livro em que
atacava as idéias de Lutero, recebendo
do papa o título de Defensor Fidei.
• Por questões pessoais (relação com
Ana Bolena, a esperança de um
herdeiro do sexo masculino), o rei
pleiteou junto à Roma a anulação de
seu casamento com Catarina de
Aragão.
Prof.ª Valéria Fernandes 32
Evangelho de João
traduzido por William
Tyndale.
REFORMA NA INGLATERRA
• O rompimento com Roma foi um
processo que se estendeu de 1525 até
1534.
• No continente, a ruptura com o
catolicismo foi feita por razões
teológicas e levada adiante por
homens comuns.
• Na Inglaterra, a Reforma esteve
condicionada a motivos pessoais e
políticos e foi forçada de cima para
baixo pelo rei que queria se divorciar e
casar novamente.
Prof.ª Valéria Fernandes 33
Prof.ª Valéria Fernandes 34
Henrique
VIII se
casou seis
vezes,
divorciou-se
duas vezes,
mandou
executar
duas
esposas e
teve três
filhos
legítimos.
REFORMA NA INGLATERRA
• Em 1531, Henrique VIII exigiu ser reconhecido pela
Igreja como Protetor e único chefe supremo da Igreja
e do clero da Inglaterra.
• Pelo Ato de Supremacia, novembro de 1534, o
Parlamento reconheceu Henrique VIII como "o único
chefe supremo na Terra da Igreja na Inglaterra".
• Durante o governo de Henrique VIII, mosteiros foram
destruídos e os bens da Igreja Católica confiscados.
Já em termos de teologia e doutrina, a Igreja
permaneceu próxima do Catolicismo.
Prof.ª Valéria Fernandes 35
Prof.ª Valéria Fernandes 36
Eduardo VI (1537-1553)sucedeu o pai e expandiu a reforma protestante,
já sua irmã e sucessora, Maria I (1516-1558), tentou levar a Inglaterra de
volta ao catolicismo.
REFORMA NA INGLATERRA
• Eduardo VI (1537-1553) consolidou aproximou a Igreja
da Inglaterra do Calvinismo → Promoveu a revisão do
Livro de Oração Comum (1549).
• Mary I (1553-1558) forçou o retorno ao Catolicismo e a
Inquisição se estabeleceu na Inglaterra.
• Elizabeth I (1558 -1603) governou como protestante,
mas levou adiante uma política de conciliação,
excluindo somente católicos radicais e puritanos. Em
1559, foi reconhecida como Governante Suprema da
Igreja e em 1552 foi publicado um novo Livro de
Oração Comum.
Prof.ª Valéria Fernandes 37
Mary Stuart (1542-1587), rainha da Escócia, era considerada pelos católicos legítima
herdeira do trono inglês. Derrotada pelos protestantes em seu país, pediu asilo a sua
prima Elizabeth I. Passou 19 anos presa. Uma conspiração frustrada colocá-la no
trono, fez com que fosse condenada à morte e decapitada.
Prof.ª Valéria Fernandes 38
A Invencível Armada foi lançada sobre a Inglaterra por Filipe II, rei da Espanha,
em 1588, em retaliação à execução de Mary.
Prof.ª Valéria Fernandes 39
PONTOS COMUNS A TODOS
OS PROTESTANTES
• Sola fide (somente a fé);
• Sola scriptura (somente a
Escritura);
• Solus Christus (somente
Cristo);
• Sola gratia (somente a graça);
• Soli Deo gloria (glória somente
a Deus).
40
Prof.ª Valéria Fernandes
REFORMA CATÓLICA
• Convocado por Paulo III, o Concílio de Trento (1545-
1563) teve existência tumultuada e foi interrompido
diversas vezes.
• Os protestantes participaram de parte do Concílio,
pois havia o desejo de conciliação.
• Nem todos o aceitaram → Foi aceito em parte da
Itália, em Sabóia, na Polônia, em Portugal, na
Espanha, nos Países-Baixos, e na Suíça católica,
depois, com reticências, em Veneza. Só foi aceito na
França em 1615. Na Alemanha, o imperador,
subordinado às decisões da dieta de Augsburgo, só
ratifica os decretos sobre a fé e o culto.
Prof.ª Valéria Fernandes 41
REFORMA CATÓLICA
• Reconhecidos pelo papa em 1528, dedicaram-se a zelar
pelos mais pobres, buscando impedir o avanço do
protestantismo, e eram também pregadores famosos
por seu poder de persuasão.
Prof.ª Valéria Fernandes 42
• Durante a Contrarreforma, foram
fundadas ordens e comunidades
religiosas com o intuito de conter o
avanço protestante na Europa. As duas
mais importantes são os jesuítas e os
capuchinhos.
• Surgidos em 1525, os capuchinhos são
franciscanos e defendiam que a regra
da ordem não estava sendo seguida da
forma correta. Matteo Bassi
(1495–1552)
REFORMA CATÓLICA
• Depois de alguma resistência por parte dos cardeais e
suspeitas da Inquisição, a nova ordem foi reconhecida
pelo papa em 1540.
• Combateram a reforma protestante dentro da Europa,
destacaram-se na área da educação no e trabalho
missionário pelo mundo.
Prof.ª Valéria Fernandes 43
• O militar Inácio de Loyola fundou
em 1534, a Sociedade de Jesus.
• O lema da ordem é "Ad maiorem
Dei gloriam" ("Para a maior glória
de Deus"). A ordem, além dos três
votos monásticos tradicionais,
pobreza, castidade e obediência,
inclui, também, a total obediência
ao papa. Inácio de Loyola (1491-1556)
Concilio
de Trento
de Elia
Naurizio,
quadro de
1633.
REFORMA CATÓLICA
• Decisões do Concílio de Trento:
 Salvação pela fé e pelas obras.
 Tradição tinha o mesmo peso da Bíblia.
 Bíblia e Missa deveriam permanecer em Latim.
 Criação do Index → Lista dos livros proibidos.
 Manutenção do celibato dos padres.
 Somente os sacerdotes poderiam interpretar a Bíblia,
rezar a missa e ministrar os sacramentos.
 Proibida a comunhão nas duas espécies.
 Criação de seminários para a formação de padres.
 Bispos deveriam residir nas dioceses e padres nas
suas paróquias.
 Reativação da Inquisição.
 Proibição da venda de indulgências.
Prof.ª Valéria Fernandes 45

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Reformas Religiosas (novo)

  • 2. PRÉ-REFORMA RELIGIOSA • John Wycliffe (c. 1320-1384) e os lollardos – Inglaterra. • Jan Hus – Boêmia (*atual República Tcheca*). • O Concílio de Constança (1414- 1418). • Rainha Isabel de Castela e o Cardeal Cisneros – Espanha. • Humanistas como Erasmo de Roterdã. Jan Hus (c. 1369-1415) Prof.ª Valéria Fernandes 2
  • 4. “Gostaria que a mais fraca mulher lesse os Evangelhos e as Epístolas de São Paulo [...] Gostaria que essas palavras fossem traduzidas para todas as línguas, afim de que não só os escoceses e irlandeses, como também turcos e sarracenos pudessem lê-las. Anseio que o lavrador as cante para si mesmo quando acompanha o arado, o tecelão as murmure ao som de sua lançadeira, que o viajante iluda com elas a monotonia da jornada.” “Novum Testamentum omne” de Erasmo de Roterdã Prof.ª Valéria Fernandes 4
  • 5. MOTIVAÇÕES DA REFORMA RELIGIOSA • Corrupção e despreparo do clero. • Papas que se comportavam como príncipes seculares e, não, como líderes da igreja. • Sentimentos nacionais, associados, ou não, a existência de um Estado. • As críticas dos humanistas. • Uma maior difusão da Bíblia e textos teológicos graças à invenção da imprensa. Prof.ª Valéria Fernandes 5
  • 6. MOTIVAÇÕES DA REFORMA RELIGIOSA • Simonia é a venda de objetos considerados sagrados ou a venda de cargos religiosos. Os grandes senhores compravam cargos eclesiásticos como forma de aumentar seu poder ou garantir uma fonte de renda para seus filhos, o padre da paróquia enfurecia os fiáis ao cobrar por serviços que deveriam ser gratuitos. Já o Nicolaísmo está ligado ao desregramento sexual do clero. Obrigados ao celibato, muitos não mantinham a castidade e envolviam-se em escândalos sexuais. Prof.ª Valéria Fernandes 6
  • 7. HUMANISMO REFORMISTA • Um dos maiores intelectuais de seu tempo, ele defendeu a seu modo uma reforma de Igreja Católica e foi defensor da tolerância. • Propôs que a Bíblia estivesse na língua do povo, o fim do celibato obrigatório, questionou o culto às relíquias e à Virgem Maria, criticou o abusos e desregramento moral de membros do clero, inclusive os papas. • Respeitado por Lutero, discordava dele principalmente em relação ao livre- arbítrio. Prof.ª Valéria Fernandes 7 Erasmo de Rotterdam (1466-1536)
  • 8. REFORMA LUTERANA • Em 15 de março de 1517, o papa Leão X ofereceu indulgência (perdão) aos que contribuíssem para a construção da basílica de São Pedro em Roma. • A rigor, o que se vendia era o documento, no senso comum, no entanto, era o perdão. • Vários teólogos questionam a validade das indulgências e veem a prática como escandalosa. Prof.ª Valéria Fernandes 8
  • 9. REFORMA LUTERANA • Martinho Lutero (1483-1546), monge agostiniano e professor de teologia na Universidade de Wittenberg, se insurge contra a cobrança das indulgências. • Em a 31/10/1517, como forma de protesto, Lutero pregou (*ou não*) as 95 Teses na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg. • As conciliações fracassaram e o Papa Leão X excomungou Lutero em 03/01/1521, na bula "Decet Romanum Pontificem". Prof.ª Valéria Fernandes 9
  • 10. REFORMA LUTERANA • A reforma de Lutero está ligada a ao processo de afirmação nacional alemã → não unidade política, mas tem uma igreja nacional. • Foi apoiada por parte da nobreza e havia o interesse pelas terras da Igreja Católica. • Lutero não era o único a propor uma reforma, mas seu caso terminou por iniciar a fragmentação da Cristandade. • Confissão de Augsburgo (1530) → Melanchton. • Paz de Augsburgo (1555) → “A religião do príncipe é a religião do povo”. Prof.ª Valéria Fernandes 10
  • 11. REFORMA LUTERANA • A Guerra dos Camponeses, fomentada pelas idéias anabatistas de Thomas Müntzer, tinha por base a idéia de que “os pobres são demasiado infelizes para ter tempo de conhecer a Bíblia e rezar. Nenhuma reforma religiosa é possível sem revolução social”. • Müntzer e seus discípulos compuseram os 12 Artigos e defendiam entre outras coisas: a livre escolha dos pastores, a abolição da corvéia e dos pequenos dízimos, que os grandes dízimos fossem usados em benefício da comunidade, e que a servidão fosse abolida. Prof.ª Valéria Fernandes 11
  • 12. GUERRA DOS CAMPONESES • Se estendeu de 1524 até 1525 fomentada pelas idéias anabatistas de Thomas Müntzer os camponeses se revoltaram em várias partes da Alemanha → Houve saques de castelos e cidades, destruição de imagens religiosas (iconoclastia) e confrontos com tropas da nobreza. • Lutero assumiu uma postura cuidadosa no início do levante, conclamando os camponeses à submissão e os senhores a tratá-los de forma cristã, mais tarde, autorizou a nobreza a usar de todos os meios possíveis para conter a revolta. Prof.ª Valéria Fernandes 12
  • 13. OS ANABATISTAS Prof.ª Valéria Fernandes 13 • Chamados de reformadores radicais em alguns livros. • Defendiam que somente os adultos fossem batizados, enquanto todos os protestantes ainda praticavam o batismo infantil. • Alguns eram pacifistas. • Com o aumento das perseguições de católicos e protestantes, assumiram posturas milenaristas e participaram de revoltas populares. • Seus descendentes são os atuais menonitas. Anabatista recebendo o “terceiro” batismo.
  • 14. GUERRA DOS CAMPONESES • Ao lado, as batalhas mais importantes. • Ao longo do conflito, Müntzer foi capturado e morto, os camponeses massacrados e os anabatistas passaram a ser duramente perseguidos por católicos e luteranos. • O resultado da guerra foi o retrocesso da reforma no sul da Alemanha, com o retorno de muitos camponeses ao catolicismo. Prof.ª Valéria Fernandes 14
  • 15. REFORMA LUTERANA • Lutero termina por defender:  Salvação pela graça mediante a fé.  A Bíblia na língua do povo → alemão.  Comunhão nas duas espécies → pão e vinho.  Cabia ao príncipe escolher os pastores.  Sacerdócio universal.  Fim do celibato obrigatório.  A veneração aos santos não foi abolida.  Manteve o batismo infantil. Prof.ª Valéria Fernandes 15
  • 16. REFORMA LUTERANA • Philipp Melanchthon (1497-1560), filólogo e teólogo redigiu a Confissão de Augsburg (1530) e tornou-se o principal líder do luteranismo após a morte de seu fundador. Conhecido como o "educador da Alemanha" (Praeceptor Germaniae) por reformar o ensino em território alemão e ser o autor da primeira gramática dessa língua. Prof.ª Valéria Fernandes 16 Braço direito de Lutero e seu herdeiro.
  • 17. REFORMA NA SUÍÇA • A Reforma religiosa começou na Suíça quase ao mesmo tempo que na Alemanha. • A região também não tinha uma unidade nacional e estava obrigada a enviar soldados para os exércitos de vários países. • O padre Ulrich Zwinglio começa a pregar em Zurique o chamado “evangelho puro” em 1519 e se coloca contra as indulgências. Prof.ª Valéria Fernandes Zwinglio (1484-1531) 17
  • 18. REFORMA NA SUÍÇA • Se a pergunta de Lutero era “como eu posso ser salvo?”, a de Zwinglio era “como salvar o meu povo?”. • Zwinglio era humanista, admirador de Erasmo de Roterdã e pregava que a Bíblia deveria pautar todas as ações das pessoas. • Discordava de Lutero em vários pontos, especialmente em relação à Eucaristia (Ceia do Senhor). • Zwinglio era contra o envio de soldados suíços para guerras que não eram suas. Isso fez com que Zurique fosse atacada e o reformador morreu em batalha. Prof.ª Valéria Fernandes 18
  • 19. PIONEIRO DO ECUMENISMO • Martinho Bucero (1491-1551) não tem uma igreja com seu nome, mas foi um dos reformadores mais importantes de sua época, atuando principalmente na cidade de Estrasburgo. Dominicano, tornou-se protestante depois de ouvir uma pregação de Lutero. Tentou conciliar o reformador alemão e Zwinglio, mas fracassou. Muito próximo de Melanchthon, negociou com Carlos V um acordo entre protestantes e católicos no Sacro Império e fracassou. Terminou obrigado a se exilar na Inglaterra, em 1549, onde, sob a proteção de Eduardo VI, ajudou na segunda revisão do Livro de Oração Comum. Prof.ª Valéria Fernandes 19
  • 20. JOÃO CALVINO • Calvino nasceu na França (1509) e recebeu uma sólida formação humanista. • Sua educação foi patrocinada pelo bispo de sua cidade (Noyon), patrão de seu pai. • A Reforma na França já estava em andamento quando Calvino nasceu e o reformador teve contato com ideias luteranas e de outros reformadores. Prof.ª Valéria Fernandes João Calvino (1509-1564) 20
  • 21. JOÃO CALVINO • Diferentemente de Lutero, não se sabe quando Calvino rompeu com a Igreja Católica, mas em 1534, ele voltou a sua cidade e abriu mão do dinheiro dado pelo bispo para patrocinar-lhe os estudos. • A Reforma na França estava condicionada pela vontade do Rei → Se o monarca se sentisse ameaçado em seu poder, haveria perseguição. • Não havia um “perfil” protestante na França → Nobres, burgueses (*como Calvino*), camponeses, todos aderiram à Reforma e eram chamados de huguenotes. Prof.ª Valéria Fernandes 21
  • 22. SIGNIFICADO DA PALAVRA HUGUENOTE  A origem da palavra não é clara. Há quem defenda que o termo vem do nome de Besançon Hugues, líder da revolta protestante de Genebra. Bernard Cottret diz que o termo vem de “confederados”, em francês "eidguenot", derivado do suíço-alemão “eidgenossen”, ou “partidário da Reforma”. Já Owen I.A. Roche diz que “huguenote” era uma combinação de dois termos, um flamengo e outro alemão, “eid Genossen” (colegas de juramento), já que as reuniões protestantes eram secretas. Outros afirmam que o termo derive do nome de um lugar no qual os protestantes franceses celebravam o próprio culto; esse lugar era chamado "Torre de Hugon" e se encontra em Tours. Prof.ª Valéria Fernandes 22
  • 23. JOÃO CALVINO • Em março de 1536, Calvino publica a 1ª versão da sua obra mais importante Institutas da Religião Cristã em latim, com dedicatória ao rei da França. • Com a perseguição, Calvino parte para Estrasbugo, cidade de língua francesa reformada e liderada por Bucero. Chegando em Genebra, é instado por Guilherme Farel a permanecer. • Genebra nem sempre foi acolhedora para com Calvino, mas foi ali que ele desenvolveu sua reforma religiosa e a cidade passou a ser conhecida como a Jerusalém ou Roma do Protestantismo. Prof.ª Valéria Fernandes 23
  • 24. MURO DA REFORMA Calvino fundou a Universidade de Genebra quee o homenageou no Muro da Reforma junto com Theodore Beza, Guilherme Farel e John Knox. Prof.ª Valéria Fernandes 24
  • 25. JOÃO CALVINO • “Por decreto de Deus, para manifestação de sua glória, alguns homens são predestinados à vida eterna e outros são predestinados à morte eterna.” → A predestinação é fundamental ao Calvinismo. • Justificação do trabalho e do lucro; ênfase na austeridade e na disciplina; preocupação com a educação → a riqueza fruto do trabalho honesto era sinal da predestinação. • A burguesia adere mais ao calvinismo → identificação de classe X identificação nacional. • Puritanos, presbiterianos, reformados etc. são todos calvinistas. Prof.ª Valéria Fernandes 25
  • 26. • Na Idade Média e na Idade Moderna, o trabalho era estigmatizado a partir de uma leitura de textos gregos e da tradição católica. • Para os filósofos gregos, o trabalho manual era uma tividade inferior e degradante. • Na tradição católica, o trabalho era associado ao castigo de Adão ao se expulso do Paraíso, os calvinistas deslocam o trabalho para antes da Queda, quando Deus ordena que o primeiro homem tome conta do Jardim.Prof.ª Valéria Fernandes 26
  • 27. REFORMA NA ESCÓCIA • Na Escócia, o avanço da reforma se deveu a John Knox (1505-1572), discípulo de Calvino. Perseguido, foi condenado às galés, refugiou-se depois em Genebra. Seu texto “Primeiro Toque da Trombeta contra o Monstruoso Governo de Mulheres”, o indispôs com a rainha Elizabeth I da Inglaterra. • De volta à Escócia, entrou em conflito com a Rainha Mary, que era católica e venceu. • O parlamento escocês abraçou a reforma em 1560, estabelecendo oficialmente o presbiterianismo. Prof.ª Valéria Fernandes 27 John Knox (1505-1572)
  • 28. REFORMA NA FRANÇA • Houve 8 guerras de religião entre 1562 e 1598. • O Massacre de São Bartolomeu foi somente o maior (*entre 30 mil e 100 mil mortos*) de vários. • A nobreza protestante e católica disputava o poder e o apoio do rei, que oscilava entre os dois lados. • Após se converter ao catolicismo, Henrique de Navarra tornou-se rei da França e baixou o Edito de Nantes (1598) que colocou fim ao conflito religioso. • Mais tarde, o Cardeal Richelieu fez guerra aos protestantes e diminuiu-lhes os direitos como forma de fortalecer o poder do rei. Prof.ª Valéria Fernandes 28
  • 29. REFORMA NA FRANÇA • Durante a regência de Catarina de Médicis e o governo de seus filhos (Francisco II, Carlos IX e Henrique III) explodiu a violência religiosa na França. • Os Bourbon (huguenotes) e os Guise (católicos) disputavam a influência sobre o rei. • Catarina tentou a conciliação entre as partes, mas a Liga Católica via esses movimentos como inaceitáveis. • Durante o seu governo foi fundada a França Antártica (1555), no atual Rio de Janeiro, uma tentativa de colonização francesa no território brasileiro, um local de abrigo para os huguenotes fora da França. Prof.ª Valéria Fernandes 29 Catarina de Médicis (1519- 1559), de família burguesa, foi mãe de três reis da França.
  • 30. Massacre da Noite de São Bartolomeu em 23 e 24 de agosto de 1572. Prof.ª Valéria Fernandes 30
  • 31. REFORMA NA FRANÇA • O Edito de Nantes colocou fim às guerras de religião → dando aos protestantes liberdade de culto limitada e controle de algumas cidades fortificadas. • Em 1685, Luís XIV revogou o Edito de Nantes com o Edito de Fontainebleau → a França deveria ter uma só Igreja → Os huguenotes voltaram a ser perseguidos e muitos saíram do país → A migração dos huguenotes causou problemas econômicos ao país. Prof.ª Valéria Fernandes 31
  • 32. REFORMA NA INGLATERRA • Henrique VIII era um dos reis mais católicos da Europa. • Em 1521, publicou um livro em que atacava as idéias de Lutero, recebendo do papa o título de Defensor Fidei. • Por questões pessoais (relação com Ana Bolena, a esperança de um herdeiro do sexo masculino), o rei pleiteou junto à Roma a anulação de seu casamento com Catarina de Aragão. Prof.ª Valéria Fernandes 32 Evangelho de João traduzido por William Tyndale.
  • 33. REFORMA NA INGLATERRA • O rompimento com Roma foi um processo que se estendeu de 1525 até 1534. • No continente, a ruptura com o catolicismo foi feita por razões teológicas e levada adiante por homens comuns. • Na Inglaterra, a Reforma esteve condicionada a motivos pessoais e políticos e foi forçada de cima para baixo pelo rei que queria se divorciar e casar novamente. Prof.ª Valéria Fernandes 33
  • 34. Prof.ª Valéria Fernandes 34 Henrique VIII se casou seis vezes, divorciou-se duas vezes, mandou executar duas esposas e teve três filhos legítimos.
  • 35. REFORMA NA INGLATERRA • Em 1531, Henrique VIII exigiu ser reconhecido pela Igreja como Protetor e único chefe supremo da Igreja e do clero da Inglaterra. • Pelo Ato de Supremacia, novembro de 1534, o Parlamento reconheceu Henrique VIII como "o único chefe supremo na Terra da Igreja na Inglaterra". • Durante o governo de Henrique VIII, mosteiros foram destruídos e os bens da Igreja Católica confiscados. Já em termos de teologia e doutrina, a Igreja permaneceu próxima do Catolicismo. Prof.ª Valéria Fernandes 35
  • 36. Prof.ª Valéria Fernandes 36 Eduardo VI (1537-1553)sucedeu o pai e expandiu a reforma protestante, já sua irmã e sucessora, Maria I (1516-1558), tentou levar a Inglaterra de volta ao catolicismo.
  • 37. REFORMA NA INGLATERRA • Eduardo VI (1537-1553) consolidou aproximou a Igreja da Inglaterra do Calvinismo → Promoveu a revisão do Livro de Oração Comum (1549). • Mary I (1553-1558) forçou o retorno ao Catolicismo e a Inquisição se estabeleceu na Inglaterra. • Elizabeth I (1558 -1603) governou como protestante, mas levou adiante uma política de conciliação, excluindo somente católicos radicais e puritanos. Em 1559, foi reconhecida como Governante Suprema da Igreja e em 1552 foi publicado um novo Livro de Oração Comum. Prof.ª Valéria Fernandes 37
  • 38. Mary Stuart (1542-1587), rainha da Escócia, era considerada pelos católicos legítima herdeira do trono inglês. Derrotada pelos protestantes em seu país, pediu asilo a sua prima Elizabeth I. Passou 19 anos presa. Uma conspiração frustrada colocá-la no trono, fez com que fosse condenada à morte e decapitada. Prof.ª Valéria Fernandes 38
  • 39. A Invencível Armada foi lançada sobre a Inglaterra por Filipe II, rei da Espanha, em 1588, em retaliação à execução de Mary. Prof.ª Valéria Fernandes 39
  • 40. PONTOS COMUNS A TODOS OS PROTESTANTES • Sola fide (somente a fé); • Sola scriptura (somente a Escritura); • Solus Christus (somente Cristo); • Sola gratia (somente a graça); • Soli Deo gloria (glória somente a Deus). 40 Prof.ª Valéria Fernandes
  • 41. REFORMA CATÓLICA • Convocado por Paulo III, o Concílio de Trento (1545- 1563) teve existência tumultuada e foi interrompido diversas vezes. • Os protestantes participaram de parte do Concílio, pois havia o desejo de conciliação. • Nem todos o aceitaram → Foi aceito em parte da Itália, em Sabóia, na Polônia, em Portugal, na Espanha, nos Países-Baixos, e na Suíça católica, depois, com reticências, em Veneza. Só foi aceito na França em 1615. Na Alemanha, o imperador, subordinado às decisões da dieta de Augsburgo, só ratifica os decretos sobre a fé e o culto. Prof.ª Valéria Fernandes 41
  • 42. REFORMA CATÓLICA • Reconhecidos pelo papa em 1528, dedicaram-se a zelar pelos mais pobres, buscando impedir o avanço do protestantismo, e eram também pregadores famosos por seu poder de persuasão. Prof.ª Valéria Fernandes 42 • Durante a Contrarreforma, foram fundadas ordens e comunidades religiosas com o intuito de conter o avanço protestante na Europa. As duas mais importantes são os jesuítas e os capuchinhos. • Surgidos em 1525, os capuchinhos são franciscanos e defendiam que a regra da ordem não estava sendo seguida da forma correta. Matteo Bassi (1495–1552)
  • 43. REFORMA CATÓLICA • Depois de alguma resistência por parte dos cardeais e suspeitas da Inquisição, a nova ordem foi reconhecida pelo papa em 1540. • Combateram a reforma protestante dentro da Europa, destacaram-se na área da educação no e trabalho missionário pelo mundo. Prof.ª Valéria Fernandes 43 • O militar Inácio de Loyola fundou em 1534, a Sociedade de Jesus. • O lema da ordem é "Ad maiorem Dei gloriam" ("Para a maior glória de Deus"). A ordem, além dos três votos monásticos tradicionais, pobreza, castidade e obediência, inclui, também, a total obediência ao papa. Inácio de Loyola (1491-1556)
  • 45. REFORMA CATÓLICA • Decisões do Concílio de Trento:  Salvação pela fé e pelas obras.  Tradição tinha o mesmo peso da Bíblia.  Bíblia e Missa deveriam permanecer em Latim.  Criação do Index → Lista dos livros proibidos.  Manutenção do celibato dos padres.  Somente os sacerdotes poderiam interpretar a Bíblia, rezar a missa e ministrar os sacramentos.  Proibida a comunhão nas duas espécies.  Criação de seminários para a formação de padres.  Bispos deveriam residir nas dioceses e padres nas suas paróquias.  Reativação da Inquisição.  Proibição da venda de indulgências. Prof.ª Valéria Fernandes 45