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VAMOS RECORDAR! Pelo Tratado de Tordesilhas, Portugal
e Espanha dividiram o mundo entre si. Por esse arranjo,
boa parte do continente americano seria espanhol.
Ao chegarem ao novo continente, os europeus
encontraram muitos povos, alguns organizados em tribos,
nações e até impérios, como o inca e o asteca.
• É impossível saber ao certo,
mas as projeções apontam que
havia entre 50 e 112,5 milhões de
pessoas na América. No Império
Asteca seriam cerca de 25 milhões,
no Inca, 12 milhões.
• O fato é que as doenças trazidas
pelos europeus (sarampo, varíola,
tuberculose, gripe etc.), dizimaram
boa parte da população e devemos
somar as guerras, massacres,
migrações forçadas e exploração.
Exemplos da arte de três culturas/civilizações pré-
colombianas anteriores a chegada dos europeus:
Tarascan (conquistados pelos espanhóis em 1530),
Mochica (100-700 d.C.) e Olmeca (25000-400 a.C.).
• Quando os espanhóis chegaram
ao novo continente encontram três
grandes civilizações, duas no seu
auge, os astecas e os incas, e uma
em desagregação, a maia.
• Astecas e Incas tinham
impérios com grande extensão
territorial e dominavam sobre
outros povos que lhes pagavam
tributos. No caso dos astecas, os
espanhóis perceberam as tensões
entre os povos locais e os astecas
que tinham vindo do norte e se
aproveitaram delas.
• Uma das civilizações mais
antigas das Américas, seus
ancestrais viveram na
Guatemala desde pelo menos
2500 a.C.
• O núcleo da civilização maia
era a Península do Yucatán em
uma área que corresponde a
parte dos atuais México,
Guatemala, El Salvador,
Honduras e Belize.
• Os maias nunca formaram um
império centralizado, se
organizavam em cidades-estado
independentes, como os gregos
antigos.
Mapa das principais cidades
maias, Uxmal e Chichén-Itzá
foram anexadas pelos maias e
reconstruídas.
Templo de Kukulcán (El Castillo) domina o centro do
sítio arqueológico de Chichén-Itzá.
A Civilização
Maia foi uma
das mais
duradouras da
América e foi
contemporânea
do Egito, da
Antiga Grécia e
de Roma.
• As primeiras cidades datam de 750 a.C. e a sua
civilização passou por vários estágios. Os maias
tinham escrita, que está parcialmente decifrada, e um
calendário solar cujo marco inicial é o ano 3.114 a.C..
• Com algumas variações, as cidades maias eram
comandadas por um chefe que reforçava seu poder
através de complexos rituais religiosos. As cidades
maias eram grandes centros cerimonias e lá residiam
governantes, sacerdotes, funcionários e comerciantes
importantes em palácios e templos suntuosos.
• Artesãos e camponeses residiam em aldeias
espalhadas pelas selvas do Yucatán e se dirigiam aos
grandes centros para participar dos rituais.
• A base da alimentação maia era o milho, mas
cultivavam amplamente feijão, abóbora, algodão,
cacau e abacate.
Escultura de um templo em Copán e o rosto do rei
K'inich Kan B'alam II (635-702) da cidade de Palenque.
• A civilização maia passou por uma grande crise no
século IX, que colocou fim ao chamado período
clássico → houve tragédias naturais (epidemias, secas
prolongadas, inundações, terremotos, furacões) e
produzidas pela ação humana (invasões, golpes,
revoltas, esgotamento do solo etc.).
• A civilização maia sobreviveu sem o mesmo
brilhantismo, alguns centros foram abandonados, algo
que tinha acontecido antes. Os astecas e outros
povos conquistaram alguns territórios maias.
• Os primeiros contatos com os espanhóis se deram
em 1511, diferentemente dos astecas e incas, os mais
não tomaram os espanhóis por divindades, eles
sabiam que era uma invasão → os poucos centros
urbanos restantes foram tomados, mas algumas
aldeias mais remotas mantiveram viva a cultura maia.
O milho cultivado
na Península do
Yucatan tinha
diversos formatos e
cores e era a base
da alimentação dos
maias e outros
povos da região.
• Os astecas eram oriundos do atual território dos
Estados Unidos, um local mítico chamado de Aztlán,
daí, o nome do povo que irá construir um império que
tinha como centro a cidade de Tenochititlán, no lago
Texcoco, atual México. Os astecas fundaram a cidade
em 1325.
• Por meio de guerras e alianças, os astecas fundaram
seu império com vários povos com diversos graus de
subordinação e pagando tributos (penas raras, pedras
preciosas, tecidos de algodão, madeira cacau etc.)
que poderiam ser tributos agrícolas, ou mesmo
pessoas que deveriam ser sacrificadas aos deuses.
Os astecas faziam expedições punitivas caso
houvesse suspeita de infidelidade ou revolta. O povo
Cuctlaxtlan chegou a aprisionar em uma casa os
coletores de impostos astecas e atear fogo neles.
Mapa do Império
Asteca quando da
chegada dos
espanhóis, no século
XVI.
• O fato é que os astecas eram vistos pelos povos que
já ocupavam a região como invasores e isso será
muito importante nas estratégias de conquista dos
espanhóis. Os astecas cultuavam várias divindades,
mas a maior delas era Huitzilopochtli, deus da guerra,
da tempestade e do Sol, era a esta divindade que se
faziam os maiores sacrifícios humanos e os povos
subordinados deveriam cultuá-lo, também.
• A sociedade asteca era estratificada e o imperador,
visto como semidivino, ocupava seu topo. Sua riqueza
adivinha da complexa rede de cobrança de impostos.
Abaixo dele, a nobreza, que deveria levar uma vida
regrada e sem ostentação, compunha o corpo
administrativo, militar e sacerdotal. Suas despesas
eram mantidas pelo estado e seus filhos recebiam
educação especial.
Sacrifício humano e guerreiros astecas no Códice Florentino
(séc. XVI) estudo etnográfico feito pelo frade franciscano
espanhol Bernardino de Sahagún.
• Os sacerdotes astecas recebiam tributos e ajudavam
a gerenciar os armazéns. Em tempos de escassez, era
dever do estado distribuir alimentos e minorar o
sofrimento do povo.
• Abaixo dos nobres, estavam os comerciantes
(pochtecas), a profissão era passada de pai para filho e
eles também eram socialmente proibidos de ostentar
suas riquezas, pois, assim como no caso da nobreza,
isso poderia resultar em punição. A seguir, estavam os
artesãos. Se organizavam em corporações com
costumes próprios. Trabalhavam em suas casas, ou
nos palácios e templos.
• Na base, os camponeses, que produziam todos os
alimentos (milho, feijão, pimenta, cacau, tomate etc.),
pagavam pesados tributos, prestavam serviço militar e
ainda eram obrigados a trabalhar nas obras públicas.
“Esta grande cidade de
Temixtitán (sic) foi fundada
nesta lagoa salgada [...] Ela
tem quatro entradas, todas
de calçadas feitas a mão.
São ruas muito largas e
muito retas”, escreveu
Hernán Cortez ao imperador
em 1520. A capital dos
Astecas era chamada de
Veneza do Novo Mundo.
Ao lado, um desenho de
1524 de Tenochtitlan,
provavelmente baseado em
uma descrição feita por
Cortez.
Pirâmide do
Sol (em
destaque) e
outras ruínas
na antiga
capital dos
astecas.
Mural “A Grande Cidade de Tenochtitlan” de Diego Rivera
(1945). Está na Palácio Nacional, Cidade do México
• O Império Inca foi o maior dos impérios da América. A
civilização Inca surgiu nas terras altas do Peru no início
do século XIII, sua capital era Cuzco. Os espanhóis
começaram a conquista do Império Inca em 1532 e seu
último centro de resistência, Vilcabamba, foi
conquistado em 1572.
• Em chechua, o nome do Império Inca era
Tawantinsuyu, “Terra dos Quatro Cantos”, porque no seu
auge, se estendia da Argentina até a Colômbia e o era
dividido em quatro territórios (suyu), subdivididos em
províncias. No seu máximo de expansão, o império
chegou a ter mais de duzentos povos sob o domínio do
inca (senhor, soberano), o chefe supremo, que era visto
como um deus vivo (teocracia).
Os incas não tinham um
sistema de escrita, não
tinham inventado a roda, não
trabalhavam com o ferro.
Ainda assim, eles possuíam
um complexo meio de
comunicação e contagem, o
Quipo ou Quipu, que eram
feitos da união de cordões que
poderiam ser coloridos ou não,
conter ossos e/ou penas, onde
cada nó que se dava em cada
cordão significava uma
mensagem distinta, um
registro contábil diferente. A
maioria dos quipos
preservados traz registros
numéricos.
Dois mapas do
Império Inca
com as
fronteiras
políticas
atuais
demarcadas.
Um marcando
a sua
expansão,
outro, as suas
províncias.
• As origens do Império Inca é um obscura, mas algo é
certo, a infraestrutura deixada por impérios anteriores,
como sistemas hidráulicos e estradas. O Império Inca
chegou a ter 10-12 milhões de habitantes dos quais, no
máximo, 40 mil eram incas. Os incas usavam da
diplomacia para submeter outros povos antes de
recorrerem à força.
• A agricultura inca era muito desenvolvida e eles se
utilizavam de irrigação sistemática e da construção de
terraços. Nos degraus mais altos, plantavam vegetais
resistentes ao frio, como batata; nos do meio, milho,
abóbora e feijão; nos mais baixos, árvores frutíferas.
Havia colheita o ano inteiro. Criavam a llama, usado
como animal de carga, a alpaca e o guanaco, dos quais
obtinham lá e leite.
A “donzela do gelo”,
múmia altamente
preservada de uma
garota entre 12 e 15
anos morta em
sacrifício nas
montanhas da
Argentina. Ela foi
encontrada com
outras duas múmias
de crianças em 1999.
Antes de serem
sacrificados eram
mantidos por algumas
semanas em uma dieta
especial, eram
sedados com coca e
álcool e mortos com
um golpe na cabeça.
• A maioria da população inca era camponesa e vivia
da agricultura e/ou do pastoreio. Um conjunto de
famílias unidas por laços de sangue, ou aliança, formava
um ayllu, liderado por um kuraka. As terras da
comunidade eram divididas em três partes, uma para o
imperador, outra para os deuses (sacerdotes) e a de uso
da comunidade. Os camponeses também estavam
sujeitos à mita, trabalho gratuito e temporário ao
estado, que poderia ser feito na agricultura, na
construção ou reparo de obras públicas, nas minas etc.
• A sociedade inca era hierarquizada, no topo estava o
inca, o “filho do Sol”, abaixo a nobreza, de onde saiam
os chefes militares, sacerdotes e governantes, abaixo,
os profissionais especializados (construtores, tecelões,
projetistas, ourives etc.), na base, a maioria, os
camponeses.
Machu Pichu e Huayna Picchu são
duas joias da arquitetura clássica
inca. A primeira fica a 2.430
metros de altura, foi construída
por volta de 1450 e começou a ser
escavada em 1912. Já Huayna
Picchu (ao lado) fica 260 metros
acima e acredita-se que foi a
residência do supremo-sacerdotes
e das virgens consagradas.
• 1492, chegada de Colombo →
foi estabelecida a primeira
colônia permanente na ilha de
Hispaniola → Só encontraram
traços de ouro e a população
nativa local foi dizimada
rapidamente.
• Império Asteca → Hernán
Cortez chegou ao atual
México, em 1519, com 508
soldados, cavalos, canhões e
armas → O processo de
conquista do império asteca
durou até 1521.
• Império Inca → Entre 1531 e
1532, Francisco Pizarro
conquista o Peru, coração
do império, ainda que a
derrota total do império inca
tenha se arrastasse ainda
por algumas décadas → Ao
lado, execução do rei
Atahualpa, de Theodor de
Bry (1528-1598).
• Em 1545, as minas de prata
de Potosí, no Alto Peru (atual
Bolívia) foram descobertas.
• Quais fatores podem explicar a conquista dos
impérios pré-colombianos (asteca e inca) pelos
espanhóis? Não há um único fator, mas vários:
a) Superioridade tecnológica dos conquistadores;
b) Doenças trazidas pelos conquistadores;
c) Aliança dos espanhóis com tribos subjugadas
por astecas e incas;
d) O choque cultural → cavalos, outras formas de
se fazer a guerra, o fato dos espanhóis serem
fisicamente diferentes (brancos, com barba)
etc.
A conquista
de
Tenochtitlán,
segunda
metade do
século XVII,
autor
desconhecido.
O choque cultural desfavoreceu
os astecas e, mais tarde, os incas
de várias formas. Os astecas e
incas pensaram, no início, que os
espanhóis eram deuses. Os
astecas faziam guerra para
capturar os inimigos (e sacrificá-
los aos seus deuses), os
espanhóis para matar. Os
astecas não podiam contar com o
elemento surpresa, faziam rituais
muito visíveis antes do combate e
seus chefes usavam roupas
chamativas que denunciavam seu
status.
• Malinche, ou Malintzin, ou ainda Marina era
uma nativa da tribo Nahua que foi dada
como tributo, junto com mais 19 mulheres,
aos espanhóis. As mulheres foram
batizadas e distribuídas entre os homens
de Hernán Cortés.
• Quando suas capacidades como intérprete
de Malinche foram descobertos, o
comandante tomou-a para si e teve
inclusive um filho com ela, um dos
primeiros mestiços nascidos no México.
• Malinche foi fundamental na conquista dos
astecas e foi tratada como traidora pela
historiografia do México por muito tempo,
nas últimas décadas, sua imagem está
sendo revista.
Presságio, Códice
Durán Historia de las
Indias de la Nueva
España e Islas de Tierra
Firme. Século XVI.
• Cuidado! Uma ideia muito comum na internet e alguns
livros é a de que os astecas teriam previsto a chegada
de conquistadores e que seria vontade dos deuses a sua
derrota. Essa interpretação dos acontecimentos, no
entanto, é posterior aos acontecimentos e contaminada
por eles.
• Título medieval que significava “aquele que ia na
frente” e foi usado como um título militar por alguns
conquistadores espanhóis na América nos séculos
XV e XVI. Concedidos pelo monarca, os adelantados
tinham poderes de governador e juiz de uma região
que foram encarregados de conquistar, em troca de
financiamento e organização das explorações
iniciais, assentamentos e pacificação da área alvo
em nome da Coroa Espanhola. Essas áreas
geralmente ficavam fora da jurisdição de uma
audiência ou vice-rei, e os adelantados eram
autorizados a se comunicarem diretamente com o
Conselho das Índias. O primeiro adelantado das
Américas foi Bartolomeo, irmão de Cristóvão
Colombo, que governou Hispaniola durante a
ausência de seu irmão de 1494 a 1498.
Adelantados
concedidos por
Carlos V entre 1534
e 1539 antes do
estabelecimento do
Vice-Reino do Peru.
• As minas de Potosí foram o principal
centro produtor de prata em toda a
América, durante o período colonial. As
jazidas foram descobertas 1545 e a
primeira mina foi registrada no mesmo
ano. Ao final do século XVIII contavam-
se cerca de 5 mil minas na região.
• A sua exploração em grande escala foi
possibilitada pela descoberta, em 1563,
de jazidas de mercúrio em
Huancavelica. O sistema de exploração
mineira era baseado no trabalho
indígena, por meio da mita.
• Apesar do controle fiscal da Metrópole,
estima-se que 1/3 da produção tenha
circulado via contrabando.
• O trabalho nas minas era feito por indígenas, chamados de
mitayos, porque deveriam pagar a mita. O trabalho nas
minas era insalubre e a exploração destruía a saúde dos
trabalhadores e ajudava a desestruturar as comunidades
nativas.
• Termo de origem quéchua que significa turno, foi um
sistema de trabalho compulsório, assalariado e
temporário existente na região conquistada pelo
Império Espanhol na América do Sul, tendo sido
aplicada na América Andina especialmente na região
mineradora de Potosí (Bolívia) a partir de 1573.
• Esta prática implicava na concentração de indígenas
em determinados locais e resultou na desestruturação
de algumas comunidades nativas. Os homens partiam
e não voltavam, como na época do Império Inca, pois
muitos trabalhavam nas minas até a morte e as
mulheres, velhos e crianças acabavam se deslocando,
também.
• Em 1546, descobriram-se minas de prata na região
conhecida como Cerro de La Bufa, na Nova Espanha
(México). Em 1548, a área em torno do Cerro de La Bufa
foi nomeada “As minas de Zacatecas” e a capital foi
oficialmente fundada em 23 de dezembro de 1588.
• A região de Zacatecas é rica em minerais até nossos dias
e atendeu aos interesses da metrópole, porque a prata
era abundante, mas, também, em ouro e mercúrio,
fundamental para a atividade mineradora. Hoje, o México
é o maior produtor mundial de prata.
• Outra região mineradora de prata e ouro importante do
México foi a região de Pachuca. As primeiras minas foram
descobertas em uma fazenda no ano de 1553. Até 1560,
ou seja, 8 anos após a descoberta, os população era de
2.200 habitantes, o que significou um aumento de quase
300% em relação a 1550.
• Foi estabelecido no final do século XVI, consistia no
trabalho forçado de todos os indígenas do sexo
masculino com idades entre 14 e 60 anos, de acordo
com as necessidades dos espanhóis. O salário era
variava por província ou tipo de trabalho. Legalmente,
era realizado por um período limitado de uma semana
e em rodízio, um em cada 25 homens era distribuído, e
o sistema estava a cargo de um juiz distribuidor
(funcionário real). Devido à exploração excessiva e ao
aumento da contratação de mão de obra livre, foi
legalmente abolida em 1632, embora na Cidade do
México tenha sido mantida em algumas obras
públicas.
• Era um sistema de trabalho espanhol que
recompensava os conquistadores com o trabalho de
grupos específicos de pessoas não cristãs
conquistadas. Os trabalhadores, em teoria, recebiam
benefícios dos conquistadores para os quais
trabalhavam, sendo a religião católica o principal
benefício. Foi estabelecida pela primeira vez na
Espanha após a conquista cristã dos territórios
mouros e foi aplicada em uma escala muito maior nas
Américas e nas Filipinas.
• A exploração dos nativos levou à denúncias desde o
próprio século XVI, houve reforma do sistema, mas ele
só foi abolido em todo o Império Espanhol no final
século XVIII.
• O frade dominicano Bartolomeu de Las
Casas (1474 ou 1484-1566) chamado
de defensor dos índios viajou várias
vezes para a América, teve uma
encomienda e denunciou os abusos
cometidos contra os nativos pelos
espanhóis, tentou influenciar os reis e
conseguiu a inimizade tanto dos
colonos, quanto das autoridades civis e
religiosas. Sua visão da conquista é
muito influente até hoje.
• Ao lado a capa da edição de 1552, do
livro "Brevíssima relação da destruição
das Índias Ocidentais".
“Aqueles que foram de Espanha para esses países (e
se têm na conta de cristãos) usaram de duas
maneiras gerais e principais para extirpar da face da
terra aquelas míseras nações. Uma foi a guerra
injusta, cruel, tirânica e sangrenta. Outra foi matar
todos aqueles que podiam ainda respirar ou suspirar
e pensar em recobrar a liberdade ou subtrair-se aos
tormentos que suportam, como fazem todos os
senhores naturais e os homens valorosos e fortes;
pois comumente na guerra não deixam viver senão
mulheres e crianças: e depois oprimem-nos com a
mais horrível e áspera servidão a que jamais tenham
submetido homens ou animais.”
(LAS CASAS, Frei Bartolomeu de. O paraíso
destruído. Brevíssima relação da destruição das
Índias [1552]. Porto Alegra: L&PM, 2001.)
• O termo se refere a grandes propriedades rurais, as
menores eram chamadas de estâncias ou ranchos, e
pertenciam quase exclusivamente a espanhóis e criollos
e, em casos raros, à mestiços. Na Argentina (e no Sul do
Brasil), o termo estância é usado para latifúndios que no
México seriam chamadas de haciendas.
• As haciendas eram um empreendimento barato, os
trabalhadores poderiam ser livres (peonagem), ou em
regime de trabalho compulsório (repartimiento,
encomienda, mita, escravidão).
• A produção poderia ser em regime de plantation
(latifúndio/monocultura/mão-de-obra-barata) e voltada para
o mercado externo (açúcar, tabaco, índigo, cacau etc.), ou
para o mercado interno (gado, cereais, legumes etc.), pois
a população nas colônias espanholas era grande.
GRANDE PROPRIEDADE
MÃO-DE-OBRA BARATA
MONOCULTURA
DE
PRODUTOS
TROPICAIS
PARA O
MERCADO
EXTERNO
• A Hacienda de San Antonio Del Muerto em Monterrey,
México, tem ruínas e uma capela restaurada aberta para o
turismo.
• Forma de trabalho assalariado livre, surgido na
segunda metade do século XVI, esses trabalhadores
eram chamados de ganhadores ou peões. A
consolidação da peonagem ocorreu por diversos
motivos: a expansão das fazendas; o boom da
mineração; o aumento da população mestiça não
sujeita a leis de proteção; e a diminuição da população
indígena.
• Durante o século XVII, foi adquirindo a modalidade de
servidão por dívida, onde o empregador adiantava uma
quantia em dinheiro aos trabalhadores e os obrigava a
comprar os produtos em seus armazéns (tienda raya),
cuidando para que a dívida nunca fosse paga, para que
quando os trabalhadores morressem eram herdadas
pelos filhos e netos.
• Eram oficinas que utilizavam o trabalho manual,
inclusive de indígenas. Existiam com permissão da
Metrópole, porque a população era grande e o
abastecimento com produtos vindos da Europa era
lento. Assim, desde cedo desenvolveu-se um vigoroso
comércio interno nas colônias.
• As principais obrajes produziam tecidos (cobertores,
ponchos, xales etc.) e ficavam próximas do mercado
consumidor, como Quito que vendia para o Vice-Reino
de Nova Granada e Tucúman, que ficava no norte do
Vice-Reino do Prata e abastecia Potosí.
• Havia também associações de artesãos, organizadas,
ou não, em corporações de ofício, algumas, as de
maior prestígio, porém, só admitiam brancos, ou
mestiços.
• Era um modelo que limitava o número de portos de
comércio entre a metrópole e as colônias e garantia
maior controle sobre as embarcações que saiam e
chegavam à Espanha e nas Américas tentando impedir
o contrabando.
• Os únicos portos comerciais encontravam-se em
Havana (Cuba) Veracruz (México), Porto Belo (Panamá)
e Cartagena (Colômbia). Todas as embarcações que
saíam dessas regiões colônias só podiam desembarcar
no porto de Cádiz e, caso necessário, Sevilha poderia
ser usada como um segundo porto.
• Foi fundada pela Coroa de Castela, em 1503 no porto
de Sevilha (e transferida para Cádiz em 1717) como
agência da coroa do Império Espanhol. Antes da
constituição do Conselho das Índias em 1524, tinha
amplos poderes relacionados ao ultramar,
especialmente em questões financeiras comerciais e
disputas judiciais daí decorrentes. Também era
responsável pelo licenciamento de emigrantes,
treinamento de pilotos, liberação de viagens, criação
de mapas e cartas náuticas, guardava informações
secretas sobre rotas comerciais e novas descobertas,
inventários de propriedades de espanhóis que morriam
no exterior etc. Seu nome oficial era La Casa y
Audiencia de Indias.
• Chamada também de frota das Índias foi
um transporte marítimo anual, formado por
galeões, de diversos metais (ouro e prata),
pedras preciosas, especiarias (seda), bens
agrícolas (tabaco) e outros produtos
exóticos das colônias espanholas à
Espanha. O transporte ocorreria por meio
de duas frotas, que se reuniam perto de
Havana, e que juntas partiam para a
Europa. O comboio foi organizado a partir
de 1526 em Sevilha, a partir de 1543, foi
obrigatório que todas a frotas da prata
fossem fortemente armadas. A última frota
da prata partiu em 1776. Na década de
1780, a Espanha concedeu liberdade de
comércio às suas colônias.
Galeão espanhol de
Albrecht Dürer
(1471-1528).
• A Coroa espanhola participou ativamente do processo
de colonização da América, evitando um excesso de
concentração de poderes locais.
• O sistema imperial espanhol volta-se para a produção,
transporte e proteção de metais preciosos, com
destaque para a prata → a Espanha se tornou o
império mais rico do mundo no século XVI.
• Administração colonial espanhola consistia em:
• Conselho Real e Supremo das Índias → com sede em
em Madri, era a autoridade suprema para todas as
questões coloniais → Era autoridade administrativa e
tribunal superior em todas as causas cíveis e penais
referentes à América.
A América Espanhola
foi dividida em Vice-
Reinados e Capitanias-
Gerais, onde havia a
necessidade de maior
segurança por causa da
pirataria, contrabando,
ameaça de outros
países.
Na época da União
Ibérica (1580-1640), as
capitanias do Brasil
eram chamadas de
Capitanias Reais.
• Vice-Reinos → grandes porções territoriais sob a
responsabilidade de um vice-rei, o cargo político
mais importante nas colônias, representava o rei e
sua autoridade política geral em seu território. →
Foram quatro os vice-reinos → Nova Espanha (1535,
México e Califórnia); Peru (1543, Peru e Bolívia);
Nova Granada (1739, parte da Venezuela, Colômbia e
Equador); e Rio de Prata (1776, Argentina, Uruguai,
Paraguai, parte da Bolívia).
• Capitanias-Gerais → forma de administração
utilizada nas colônias que tinham importância militar
ou estratégica para a metrópole → Foram elas: Cuba
(1764), Chile (1541), Guatemala (1560), Venezuela
(1777) e Yucatán (1546).
• Cabildo ou ayuntamiento → conselho ou câmara
municipal, unidade local de governo nas cidades e
vilas → era formado pelos homens ricos locais →
tinha supervisão sobre propriedades e obras públicas,
arrecadação de impostos e abastecimento urbano.
• Real Audiência nas Índias → estava presente em
várias regiões da América Espanhola e tinha como
função velar pelo cumprimento do direito, pela
proteção dos governados e pela aplicação da justiça
no continente, eram corte de apelação contra
decretos de vice-reis → tinham foro civil e militar, não
julgavam (todas) as questões eclesiásticas, militares
e mercantis → em alguns casos, suas sentenças
poderiam ser apeladas ao Conselho das Índias →
podiam ordenar o confisco de livros.
• Sociedade colonial espanhola seguia um modelo que
lembra uma sociedade de castas, isto é, o seu lugar
na sociedade era determinado pelo grupo no qual
você nascia com (praticamente) nenhuma
possibilidade de mobilidade social.
• Nesse tipo de sociedade, que chamamos de
sociedade estratificada, a riqueza de um indivíduo
pode lhe trazer alguns privilégios, mas ele ou ela
nunca poderá ocupar certas funções ou cargos que
eram reservados exclusivamente para outro grupo.
Por exemplo, os nascidos na Espanha compunham o
topo da administração civil, militar e eclesiástica
com raras exceções, que lembremos, podem ser
concedidas por um rei que tem poderes absolutos,
mas o estigma continuaria lá.
1) Chapetones/Espanhóis/Peninsulares → nascidos na
Metrópole, ocupavam os postos mais altos da
administração espanhola, do exército e da Igreja.
2) Criollos → brancos descendentes de espanhóis,
alguns dos mais ricos da colônia eram desse grupo,
latifundiários, comerciantes, tinham altos cargos na
Igreja Católica e administração pública, mas eram
discriminados.
3) Mestiços ou Mestizos → filhos de espanhóis com
indígenas, exerciam funções como artesãos e
capatazes, poderiam receber as ordens religiosas
menores e baixas patentes militares.
4) Escravizados Africanos e Indígenas → ocupavam a
base da sociedade, em algumas regiões, os negros
estavam acima dos nativos, porque tinham sido
comprados e tinham valor econômico.
• A colonização e a evangelização eram inseparáveis. Era
dever da Coroa garantir que os nativos pudessem aderir
à fé católica. As encomendas estão intimamente ligadas
a esse esforço. Ser espanhol, ou súdito da Espanha, era
ser católico, não havia escolha. A expansão poderia ser:
• Patronato Real → os reis da Espanha tinham o poder
sobre a Igreja nas Américas dado pelos papas em bulas
do século XV e XVI. Deveriam favorecer a expansão da
fé católica apoiando missionários e abrindo paróquias.
• Missões → os franciscanos foram os pioneiros em 1493,
e se dedicaram a evangelizar os nativos em missões; os
jesuítas vieram em 1570 e tiveram muito sucesso na
América do Sul onde montaram grandes missões com
centenas de nativos em cada uma delas, às vezes,
próximas de fortificações militares; já os dominicanos
vieram em 1508 e se concentraram principalmente no
Caribe e no México.
Catedral de
Santa María
la Menor, a
primeira
das
Américas.
Foi
construída
por ordem
do bispo
dominicano
da cidade
de Santo
Domingo
entre 1514
e 1541 .
No final do século 18, Rodrigo Mendoza é um mercador de
escravos espanhol que faz da violência seu modo de vida,
mata o próprio irmão na disputa pela mulher que ama. Porém,
o remorso leva-o a juntar-se aos jesuítas em uma missão. Lá,
ele fará de tudo para defender os índios que antes
escravizara.
Sugestão de
filme:
A Missão (The
Mission/1986).
• O primeiro pedido para que a Inquisição viesse para a
colônia veio em 1493, feito por um frade dominicano
preocupado com os costumes licenciosos dos colonos
e nativos.
• Em 1509, veio a primeira visitação. Diferentemente
do que ocorreu no Brasil, não eram somente visitas
espaçadas e temporárias, pois foram criados três
tribunais: Lima (1570), México (1571) e Cartagena
(1610). Por existirem tribunais, as penas de morte
eram aplicadas na América, sem necessidade de
remeter um condenado para a Metrópole.
• A Inquisição na América fazia um trabalho semelhante
ao da Europa, reprimia a heresia, a feitiçaria e as
práticas judaizantes. Muitas vítimas eram indígenas.
• Juana Inés de la Cruz (1648-1695)
foi o maior intelectual das
colônias espanholas durante o
século XVI. Foi dramaturga,
poetisa, filósofa e teóloga.
• Filha bastarda de um capitão
espanhol e uma criolla,
demonstrou grande aptidão para
os estudos desde a infância.
• Enviada para a corte do vice-rei
na cidade do México, virou
atração por seu intelecto e
recusou várias propostas de
casamento. Tornou-se freira para
poder ter liberdade para estudar.
• Foi acusada de heresia pelo
Bispo de Puebla e condenada a se
penitenciar, vendendo seus livros
e dando o dinheiro aos pobres.
A Espanha não
proibiu a
fundação de
escolas
superiores nas
colônias. A
Universidade de
São Marcos, em
Lima, capital do
Peru, foi
fundada em 12
de maio 1551, é
a instituição
mais antiga das
Américas.
• A Inglaterra não iniciou o processo de Grandes
Navegações junto com as nações ibéricas. Esse
atraso pode ser explicado pelo envolvimento do país
na Guerra dos Cem Anos (1337-1453) e o conflito
interno que se seguiu, a Guerra das Duas Rosas
(1455-1487). Centralizado o poder nas mãos da
Dinastia Tudor, as reforma religiosa foi outro fator
que atrapalhou o estado inglês nas suas estratégias
coloniais.
• Ainda assim, em 1496, o rei Henrique VII contratou o
navegador italiano Giovanni Caboto para navegar
para o Novo Mundo.
• Caboto fez duas viagens para a
América, na primeira, em 1497,
chegou a Newfoundland, mas
acreditou ter chegado às Índias. Ele
empreendeu ainda outra viagem, mas
desapareceu.
• Durante o governo de Elizabeth I, os
corsários, como John Hawkins e
Francis Drake (ao lado), foram
encorajados a se engajarem no ataque
contra navios, inclusive levando
escravizados, e colônias portuguesas
e espanholas, durante a União Ibérica.
• Foi durante o reinado de Elizabeth I
(1558-1603) que a Inglaterra iniciou a
colonização da América. Ao lado, o
Ditchley Portrait (1792) mostra a
rainha pisando sobre o globo. Em
1633, a legislação do país trazia
registrado que “este reino da
Inglaterra é um Império”.
• Em 1584, Sir Walter Raleigh recebeu
autorização de Elizabeth I e partiu
para a América fundando a colônia
Roanoke na costa da atual Carolina do
Norte, acredita-se que o próprio
Raleigh a apelidou de “Virginia”.
• A primeira colonização da Virgínia
não deu certo e o rei Jaime I
decidiu substituir o sistema de
grandes doações de terra por
companhias de comércio.
• A Companhia de Londres fundou em
1607 a cidade de Jamestown, o
primeiro assentamento inglês bem
sucedido nas Américas. Ao lado a
torre de uma igreja construída em
1639.
• Em 1619, os primeiros escravizados
africanos, originários do porto de
Luanda (Angola) desembarcaram
em Jamestown.
• O rei Jaime I (1603-1625) queria que a Inglaterra tivesse
uma só igreja, a Anglicana, por isso, perseguiu católicos e
outros grupos protestantes. Os puritanos organizaram em
1620, a viagem do Mayflower levando os chamados de pais
peregrinos (pilgrim fathers) para a América, onde fundaram a
colônia de Plymouth, em Massachusetts. Os puritanos e
outras minorias religiosas viam a América como a “terra
prometida” e não pretendiam voltar para a Inglaterra.
AS TREZE
COLÔNIAS QUE
DARÃO ORIGEM
AOS ESTADOS
UNIDOS DA
AMÉRICA.
• O que definia o modelo econômico seguido nas
colônias eram alguns fatores os interesses da
metrópole, o clima e o tipo de solo e relevo.
• Assim, as colônias do Norte, em especial, a chamada
Nova Inglaterra, foram ocupadas por famílias fugindo
da perseguição religiosa. A região tinha um clima
semelhante ao da Inglaterra. Adotou-se um modelo de
pequena propriedade utilizando trabalho familiar, com a
fundação de vilas e cidades que produziam algumas
manufaturas, faziam comércio entre si e o chamado
Comércio Triangular (explicação em breve).
• A escravidão, ou a servidão de contrato (indentured
servitude), nunca foram centrais nessa região.
• Era uma forma de trabalho em que uma
pessoa se comprometia a trabalhar
sem salário por determinado número
de anos, mediante contrato de eventual
indenização ou quitação de dívida.
Mais tarde, também foi usado como
uma forma de uma pessoa pagar o
custo do transporte para as colônias
nas Américas.
• A servidão de contrato poderia ser
imposta a um condenado na Inglaterra
e que era leiloado para o cumprimento
de uma pena-trabalho na América.
Contrato de servidão
temporária firmado
em 1738 em troca do
pagamento da viagem
para a América.
• As colônias do Centro, como Maryland, fundada para
receber os católicos, conviviam condições semelhantes
ao norte e que poderiam favorecer o desenvolvimento de
alguma lavoura mais extensiva, como arroz, anil,
algodão, assim, o modelo variava.
• Nas colônias do Sul dominava o modelo de plantation
que, com a Revolução Industrial na Inglaterra (séc. XVIII),
passou a ser dominado pelo cultivo do algodão.
• As colônias do Sul, mesmo gozando de certa autonomia,
tinham uma sociedade e economia semelhantes ao que
tivemos no Brasil → uma elite aristocrática e senhora de
terras, uma população livre (camadas médias e pobres)
restrita e uma massa de escravizados negros.
• O início da colonização no norte foi feita por
puritanos, que se fixaram principalmente na Nova
Inglaterra (Connecticut, Maine, Massachusetts, New
Hampshire, Rhode Island e Vermont).
• Os puritanos apesar de terem fugido da perseguição
religiosa exigiam que nas suas colônias todos
seguissem sua doutrina, aqueles que pegos em
alguma falta poderiam receber várias punições,
inclusive a morte. Os quakers foram as grandes
vítimas dessa perseguição, inclusive na Virgínia (Sul).
• A colônia da Pensilvânia foi fundada por William Penn
como um lugar de diversidade religiosa. As colônias
do Centro tenderam a ser mais tolerantes reunindo
puritanos, quakers, batistas, católicos, judeus etc.
• Conhecidos como Sociedade dos
Amigos, é um grupo religioso
fundado por George Fox em 1652.
• Questionavam as hierarquias da
Igreja Anglicana e defendiam de
uma Luz Interior, o Espírito Santo.
• Viviam de forma simples, as
mulheres exerciam liderança e
participavam ativamente dos cultos,
praticavam a caridade. Foram
perseguidos pelo rei Carlos II.
Liderados por William Penn, criaram
a colônia da Pensilvânia em 1681.
Destacaram-se na luta abolicionista
e pelos direitos das mulheres.
• Durante a ocupação
holandesa, os judeus foram
bem-vindos no Brasil, com a
retomada pelos portugueses
em 1654, vinte e três
refugiados judeus do Brasil
holandês chegaram a Nova
Amsterdã (que logo se
tornaria Nova York) em
1654. A primeira sinagoga
fundada no que hoje são os
Estados Unidos teve parte
da sua documentação
escrita em português.
Construída em 1762 e inaugurada
em 1763, a Sinagoga do Touro é a
única sinagoga sobrevivente
construída na América colonial.
• Cada grupo religioso protestante
(puritanos, anglicanos, batistas,
luteranos etc.) tinha uma forma
de abordar a questão. No geral,
houve trabalho missionário com
os nativos, mas a postura era
diferente da católica. Os
nativos deveriam se tornar como
os brancos em matéria religiosa,
sem adaptações.
• De resto, a outra atitude foi de
expulsar os nativos vistos
sempre com suspeita e como
ameaça à colonização britânica.
Placa comemorativa do
início do trabalho
missionário puritano com
a criação das chamadas
“vilas de oração.
• Foram uma série de audiências e
processos contra pessoas acusadas
de bruxaria no Massachusetts colonial
entre fevereiro de 1692 e maio de
1693. Mais de duzentas pessoas foram
acusadas. Trinta foram considerados
culpadas, dezenove das quais foram
executadas na forca (14 mulheres e 5
homens). Um outro homem, Giles
Corey, foi pressionado até a morte por
uma pedra por se recusar a declarar-
se culpado, e pelo menos cinco
pessoas morreram na prisão.
• Sugestão de filme: As Bruxas de
Salém (The Crucible) de 1996.
• A Coroa inglesa não organizou ou montou uma
colonização como a espanhola, ou a portuguesa, que
será estudada em uma próxima sequência didática →
Boa parte da colonização coube à iniciativa privada,
especialmente com uso das Companhias de Comércio.
• Estabeleceu-se então, aquilo que ficou conhecido
como Negligência Salutar → uma política de
"abandono" (pouca interferência) adotada pela
monarquia inglesa → as colônias tinham leis próprias
diferentes entre si e da metrópole, em alguns casos,
havia impostos próprios, poderiam cunhar moeda,
tinham imprensa, não precisavam de autorização real
para abrir escolas e universidades etc.
• A negligência salutar repercutiu diretamente na forma
como os colonos faziam comércio. Eles não estavam
obrigados pela Metrópole a comprar os produtos que a
Metrópole produzia, tampouco obrigados a vender
somente para a Inglaterra.
• Isso permitiu a criação do Comércio Triangular: as
colônias do norte vendiam manufaturados, cereais,
óleo de baleia etc. para as Antilhas de onde
compravam melaço, que era transformado em rum e
trocado junto com tecidos e armas na África por
escravizados, que eram vendidos nas Antilhas.
• Algumas limitações começaram a ser impostas pela
Inglaterra a partir do século XVII com os Atos de
Navegação, mas o conflito só viria no final do século
XVIII.
Há outras
triangulações
possíveis
incluindo
com a
metrópole.
• Além de ingleses, franceses e espanhóis
que tiveram colônias na América do
Norte, houve colônias dinamarquesas,
suecas, holandesas e alemães.
• Entre 1638 e 1655 os suecos fundaram a
Nova Suécia e a cidade de Nova
Estocolmo, que depois se tornou Nova
Jersey. O mapa, ao lado, tem a imagem
de Cristina, rainha do país. Nova York
foi Nova Amsterdã entre 1624 e 1664.
• Essas pequenas colônias terminaram
conquistadas pelos ingleses e seus
colonos.
“Gostaria de ver a cláusula do
testamento de Adão que me afastou da
partilha do mundo” (Rei Francisco I)
• Os franceses, em virtude de seus problemas internos
(Guerra dos Cem Anos, Guerras de Religião), não tiveram
condições de se lançar às navegações como fizeram
portugueses e espanhóis. No entanto, não reconheceram o
Tratado de Tordesilhas (1494), que dividia o mundo entre as
nações Ibéricas.
• Para os franceses, deveria valer o princípio de uti possidetis
ou uti possidetis iuris segundo o qual os que de fato
ocupam um território possuem direito sobre este. A
expressão advém da frase latina uti possidetis, ita
possideatis, que significa "como possuís, assim possuais".
• Os reis da França vão patrocinar expedições à América,
mas não havia nenhum projeto colonial.
• Em 1524, Francisco I contratou o navegador italiano
Giovanni da Verrazano que explorou a região entre a Flórida
e Terra Nova buscando um caminho para o Oceano Pacífico.
Não atingiu seu objetivo, mas é considerado o primeiro
europeu a ter explorado a costa americana do Atlântico
Norte (EUA e Canadá). Há historiadores que defendem, no
entanto, que a Terra Nova foi descoberta em 1472 pelo
navegador português João Vaz Corte Real, vinte anos antes
de Cristóvão Colombo aportar na América, em uma missão
conjunta com os dinamarqueses.
• Em 1534, Jacques Cartier fez a primeira das três viagens de
exploração da Terra Nova e rio São Lourenço. Em 1541,
Cartier foi em busca do lendário Reino de Saguenay e fundou
um povoado permanente às margens do rio São Lourenço.
Em agosto de 1541 foi construída uma fortificação
denominada Charlesbourg-Royal, que deu origem à cidade de
Québec. Cartie continuou a busca do lugar lendário e chegou
ao rio Ottawa. Cartier voltou para a França em 1542.
• No início da colonização, os franceses
dedicaram-se ao contrabando e
pirataria. Um dos alvos era a costa do
Brasil, onde firmaram acordos com os
índios para ter acesso ao pau-brasil.
• Em 1555, os franceses tentaram
estabelecer uma colônia na região da
Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro.
Aliando-se aos indígenas da região,
fundaram a França Antártica.
• Uma nova leva de franceses, na
maioria protestantes, em 1557,
aumentou a tensão com os
portugueses.
• Os franceses só foram expulsos em
1567 por Mem de Sá com a ajuda dos
jesuítas, em especial, José de
Anchieta. Os franceses foram
derrotados, assim como a
Confederação dos Tamoios (1554-
1567).
• Expulsos do Rio de Janeiro, mais tarde os franceses
ocuparam a região do Maranhão. Nesse local, entre 1612 e
1615, os franceses criaram a França Equinocial, onde
fundaram a cidade de São Luís.
• Os franceses
tiveram mais
sorte na região
das Guianas.
• Entre 1602 e
1654, os
franceses
tentaram
ocupar a região
sem grande
progresso.
• Os nativos resistiam e as doenças tropicais dizimavam os colonos.
• Em 1656, os holandeses conquistaram a região e introduziram a
plantation do açúcar e a escravidão negra. Os franceses
retomaram a Guiana em 1664.
• As atividades eram voltadas a exportação, índigo, do algodão, da
cana de açúcar, do café, da baunilha, além do extrativismo de
especiarias e madeiras exóticas. O Tratado de Utrecht (1713)
determinou o fim da expansão francesa na Amazônia, mas o país
controla a Guiana até nossos dias.
• Em 1608, durante o reinado de Henrique IV, foi criada a
Companhia Comercial Nova França dando início à exploração do
Canadá. Nessa cidade, iniciou-se o comércio de peles de forma
intensa com os indígenas algonquinos. A economia girava em
torno de atividades extrativistas: madeira, peles e outros
produtos de interesse dos europeus.
• Em 1642, Montreal foi fundada por missionários católicos e em
1673, a região dos Grandes Lagos recebeu os jesuítas, que
descobriram a foz do Mississipi.
• A partir daí os franceses passaram a ocupar a região dos Grandes
Lagos, onde conheceram a foz do rio Mississipi. O rio auxiliou os
franceses a ocuparem a região central do continente norte-
americano, desde os Grandes Lagos até o Golfo do México. A
região ficou conhecida como Louisiana, nome dado em
homenagem ao rei Luís XIV.
• Na região do Golfo do México, construíram a cidade de Nova
Orleans, um importante entreposto comercial, onde eram
escoadas principalmente madeiras e peles, já que não houve um
incentivo à produção agrícola nos territórios franceses. A coroa
francesa não investiu na colonização, cabendo o esforço à
companhias de comércio, particulares, ou a Igreja Católica.
• Nas Antilhas, os franceses
conquistaram algumas ilhas,
destacando-se parte da Ilha de
Santo Domingo, atual Haiti.
• Inicialmente a plantation utilizou
o trabalho dos “engagés”
(engajados), condenados e/ou
marginalizados que iam para a
colônia em troca de trabalho e
acesso a terra após três anos de
serviços.
• Com o aumento da produção,
essa mão de obra foi substituída
pelo trabalho de africanos
escravizados. No século XVII, o
ministro das Finanças de Luís
XIV mudou a política colonial e
criou a Companhia das Índias
Ocidentais (1635), com objetivo
de administrar as colônias.
• Além do Haiti, principal colônia na região, os franceses anexaram
Tobago, Martinica, Guadalupe nas Antilhas (América Central).
• A Guerra dos Sete Anos
(1756-63) foi um conflito
internacional que envolveu
várias nações como França,
Inglaterra, Espanha,
Portugal, Prússia, Rússia etc.
• O conflito foi lutado
principalmente na Europa,
mas pode ser considerado
uma guerra mundial, tendo
combates na Ásia e na
América.
• Derrotada na Guerra, a
França assinou o Tratado de
Paris cedendo suas colônias
no Canadá (Quebec) para a
Inglaterra, a Louisiania para
a Espanha e reconhecendo a
soberania britânica ao leste
do Rio Mississipi.
• Em 1800, a França
recuperou a Louisiania,
porém, em 1803, o país
vendeu os territórios na
região para os Estados
Unidos.
• A Revolução Haitiana, ou Revolta de São Domingos (1791-1804), foi
um movimento que levou à eliminação da escravidão e à
independência do Haiti, tornando-o a primeira república governada
por pessoas de ascendência africana inspirados pelas ideias da
Revolução Francesa. O movimento é um marco, mas a França
tentou retomar a região e outros países decretaram embargo
comercial temendo que o “mal exemplo” revolucionário pudesse se
espalhar.
• Sugestão de filme: O Último dos Moicanos (The Last of the
Mohicans), filme de 1992, se passa durante a Guerra dos Sete anos e
mostra as alianças de ingleses e franceses com as tribos indígenas
da América do Norte. Este filme é uma das muitas adaptações do
livro de mesmo nome publicado por James Fenimore Cooper em
1826.
• RESUMINDO:
I. A França não tinha um projeto colonial e a monarquia
fez o possível para não investir recursos próprios na
América.
II. Houve a tentativa de tomar colônias portuguesas e o
país se engajou na pirataria e no contrabando.
III.Ainda assim, a Franca constituiu um respeitável
império colonial que abrangia a América do Norte,
ilhas do Caribe e América do Sul.
IV.As atividades econômicas predominantes eram o
extrativismo e a plantation, a depender das
potencialidades do território.
V. A Guerra dos Sete Anos (1756-63) fez com que os
franceses perdessem boa parte de suas possessões
na América, restando as Guianas e algumas ilhas do
Caribe.

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Conquista e Colonização das Américas (1º ano)

  • 1.
  • 2. VAMOS RECORDAR! Pelo Tratado de Tordesilhas, Portugal e Espanha dividiram o mundo entre si. Por esse arranjo, boa parte do continente americano seria espanhol.
  • 3. Ao chegarem ao novo continente, os europeus encontraram muitos povos, alguns organizados em tribos, nações e até impérios, como o inca e o asteca.
  • 4. • É impossível saber ao certo, mas as projeções apontam que havia entre 50 e 112,5 milhões de pessoas na América. No Império Asteca seriam cerca de 25 milhões, no Inca, 12 milhões. • O fato é que as doenças trazidas pelos europeus (sarampo, varíola, tuberculose, gripe etc.), dizimaram boa parte da população e devemos somar as guerras, massacres, migrações forçadas e exploração.
  • 5. Exemplos da arte de três culturas/civilizações pré- colombianas anteriores a chegada dos europeus: Tarascan (conquistados pelos espanhóis em 1530), Mochica (100-700 d.C.) e Olmeca (25000-400 a.C.).
  • 6. • Quando os espanhóis chegaram ao novo continente encontram três grandes civilizações, duas no seu auge, os astecas e os incas, e uma em desagregação, a maia. • Astecas e Incas tinham impérios com grande extensão territorial e dominavam sobre outros povos que lhes pagavam tributos. No caso dos astecas, os espanhóis perceberam as tensões entre os povos locais e os astecas que tinham vindo do norte e se aproveitaram delas.
  • 7. • Uma das civilizações mais antigas das Américas, seus ancestrais viveram na Guatemala desde pelo menos 2500 a.C. • O núcleo da civilização maia era a Península do Yucatán em uma área que corresponde a parte dos atuais México, Guatemala, El Salvador, Honduras e Belize. • Os maias nunca formaram um império centralizado, se organizavam em cidades-estado independentes, como os gregos antigos. Mapa das principais cidades maias, Uxmal e Chichén-Itzá foram anexadas pelos maias e reconstruídas.
  • 8. Templo de Kukulcán (El Castillo) domina o centro do sítio arqueológico de Chichén-Itzá.
  • 9. A Civilização Maia foi uma das mais duradouras da América e foi contemporânea do Egito, da Antiga Grécia e de Roma.
  • 10. • As primeiras cidades datam de 750 a.C. e a sua civilização passou por vários estágios. Os maias tinham escrita, que está parcialmente decifrada, e um calendário solar cujo marco inicial é o ano 3.114 a.C.. • Com algumas variações, as cidades maias eram comandadas por um chefe que reforçava seu poder através de complexos rituais religiosos. As cidades maias eram grandes centros cerimonias e lá residiam governantes, sacerdotes, funcionários e comerciantes importantes em palácios e templos suntuosos. • Artesãos e camponeses residiam em aldeias espalhadas pelas selvas do Yucatán e se dirigiam aos grandes centros para participar dos rituais. • A base da alimentação maia era o milho, mas cultivavam amplamente feijão, abóbora, algodão, cacau e abacate.
  • 11. Escultura de um templo em Copán e o rosto do rei K'inich Kan B'alam II (635-702) da cidade de Palenque.
  • 12. • A civilização maia passou por uma grande crise no século IX, que colocou fim ao chamado período clássico → houve tragédias naturais (epidemias, secas prolongadas, inundações, terremotos, furacões) e produzidas pela ação humana (invasões, golpes, revoltas, esgotamento do solo etc.). • A civilização maia sobreviveu sem o mesmo brilhantismo, alguns centros foram abandonados, algo que tinha acontecido antes. Os astecas e outros povos conquistaram alguns territórios maias. • Os primeiros contatos com os espanhóis se deram em 1511, diferentemente dos astecas e incas, os mais não tomaram os espanhóis por divindades, eles sabiam que era uma invasão → os poucos centros urbanos restantes foram tomados, mas algumas aldeias mais remotas mantiveram viva a cultura maia.
  • 13. O milho cultivado na Península do Yucatan tinha diversos formatos e cores e era a base da alimentação dos maias e outros povos da região.
  • 14. • Os astecas eram oriundos do atual território dos Estados Unidos, um local mítico chamado de Aztlán, daí, o nome do povo que irá construir um império que tinha como centro a cidade de Tenochititlán, no lago Texcoco, atual México. Os astecas fundaram a cidade em 1325. • Por meio de guerras e alianças, os astecas fundaram seu império com vários povos com diversos graus de subordinação e pagando tributos (penas raras, pedras preciosas, tecidos de algodão, madeira cacau etc.) que poderiam ser tributos agrícolas, ou mesmo pessoas que deveriam ser sacrificadas aos deuses. Os astecas faziam expedições punitivas caso houvesse suspeita de infidelidade ou revolta. O povo Cuctlaxtlan chegou a aprisionar em uma casa os coletores de impostos astecas e atear fogo neles.
  • 15. Mapa do Império Asteca quando da chegada dos espanhóis, no século XVI.
  • 16. • O fato é que os astecas eram vistos pelos povos que já ocupavam a região como invasores e isso será muito importante nas estratégias de conquista dos espanhóis. Os astecas cultuavam várias divindades, mas a maior delas era Huitzilopochtli, deus da guerra, da tempestade e do Sol, era a esta divindade que se faziam os maiores sacrifícios humanos e os povos subordinados deveriam cultuá-lo, também. • A sociedade asteca era estratificada e o imperador, visto como semidivino, ocupava seu topo. Sua riqueza adivinha da complexa rede de cobrança de impostos. Abaixo dele, a nobreza, que deveria levar uma vida regrada e sem ostentação, compunha o corpo administrativo, militar e sacerdotal. Suas despesas eram mantidas pelo estado e seus filhos recebiam educação especial.
  • 17. Sacrifício humano e guerreiros astecas no Códice Florentino (séc. XVI) estudo etnográfico feito pelo frade franciscano espanhol Bernardino de Sahagún.
  • 18. • Os sacerdotes astecas recebiam tributos e ajudavam a gerenciar os armazéns. Em tempos de escassez, era dever do estado distribuir alimentos e minorar o sofrimento do povo. • Abaixo dos nobres, estavam os comerciantes (pochtecas), a profissão era passada de pai para filho e eles também eram socialmente proibidos de ostentar suas riquezas, pois, assim como no caso da nobreza, isso poderia resultar em punição. A seguir, estavam os artesãos. Se organizavam em corporações com costumes próprios. Trabalhavam em suas casas, ou nos palácios e templos. • Na base, os camponeses, que produziam todos os alimentos (milho, feijão, pimenta, cacau, tomate etc.), pagavam pesados tributos, prestavam serviço militar e ainda eram obrigados a trabalhar nas obras públicas.
  • 19. “Esta grande cidade de Temixtitán (sic) foi fundada nesta lagoa salgada [...] Ela tem quatro entradas, todas de calçadas feitas a mão. São ruas muito largas e muito retas”, escreveu Hernán Cortez ao imperador em 1520. A capital dos Astecas era chamada de Veneza do Novo Mundo. Ao lado, um desenho de 1524 de Tenochtitlan, provavelmente baseado em uma descrição feita por Cortez.
  • 20. Pirâmide do Sol (em destaque) e outras ruínas na antiga capital dos astecas.
  • 21. Mural “A Grande Cidade de Tenochtitlan” de Diego Rivera (1945). Está na Palácio Nacional, Cidade do México
  • 22. • O Império Inca foi o maior dos impérios da América. A civilização Inca surgiu nas terras altas do Peru no início do século XIII, sua capital era Cuzco. Os espanhóis começaram a conquista do Império Inca em 1532 e seu último centro de resistência, Vilcabamba, foi conquistado em 1572. • Em chechua, o nome do Império Inca era Tawantinsuyu, “Terra dos Quatro Cantos”, porque no seu auge, se estendia da Argentina até a Colômbia e o era dividido em quatro territórios (suyu), subdivididos em províncias. No seu máximo de expansão, o império chegou a ter mais de duzentos povos sob o domínio do inca (senhor, soberano), o chefe supremo, que era visto como um deus vivo (teocracia).
  • 23. Os incas não tinham um sistema de escrita, não tinham inventado a roda, não trabalhavam com o ferro. Ainda assim, eles possuíam um complexo meio de comunicação e contagem, o Quipo ou Quipu, que eram feitos da união de cordões que poderiam ser coloridos ou não, conter ossos e/ou penas, onde cada nó que se dava em cada cordão significava uma mensagem distinta, um registro contábil diferente. A maioria dos quipos preservados traz registros numéricos.
  • 24. Dois mapas do Império Inca com as fronteiras políticas atuais demarcadas. Um marcando a sua expansão, outro, as suas províncias.
  • 25. • As origens do Império Inca é um obscura, mas algo é certo, a infraestrutura deixada por impérios anteriores, como sistemas hidráulicos e estradas. O Império Inca chegou a ter 10-12 milhões de habitantes dos quais, no máximo, 40 mil eram incas. Os incas usavam da diplomacia para submeter outros povos antes de recorrerem à força. • A agricultura inca era muito desenvolvida e eles se utilizavam de irrigação sistemática e da construção de terraços. Nos degraus mais altos, plantavam vegetais resistentes ao frio, como batata; nos do meio, milho, abóbora e feijão; nos mais baixos, árvores frutíferas. Havia colheita o ano inteiro. Criavam a llama, usado como animal de carga, a alpaca e o guanaco, dos quais obtinham lá e leite.
  • 26. A “donzela do gelo”, múmia altamente preservada de uma garota entre 12 e 15 anos morta em sacrifício nas montanhas da Argentina. Ela foi encontrada com outras duas múmias de crianças em 1999. Antes de serem sacrificados eram mantidos por algumas semanas em uma dieta especial, eram sedados com coca e álcool e mortos com um golpe na cabeça.
  • 27. • A maioria da população inca era camponesa e vivia da agricultura e/ou do pastoreio. Um conjunto de famílias unidas por laços de sangue, ou aliança, formava um ayllu, liderado por um kuraka. As terras da comunidade eram divididas em três partes, uma para o imperador, outra para os deuses (sacerdotes) e a de uso da comunidade. Os camponeses também estavam sujeitos à mita, trabalho gratuito e temporário ao estado, que poderia ser feito na agricultura, na construção ou reparo de obras públicas, nas minas etc. • A sociedade inca era hierarquizada, no topo estava o inca, o “filho do Sol”, abaixo a nobreza, de onde saiam os chefes militares, sacerdotes e governantes, abaixo, os profissionais especializados (construtores, tecelões, projetistas, ourives etc.), na base, a maioria, os camponeses.
  • 28. Machu Pichu e Huayna Picchu são duas joias da arquitetura clássica inca. A primeira fica a 2.430 metros de altura, foi construída por volta de 1450 e começou a ser escavada em 1912. Já Huayna Picchu (ao lado) fica 260 metros acima e acredita-se que foi a residência do supremo-sacerdotes e das virgens consagradas.
  • 29.
  • 30. • 1492, chegada de Colombo → foi estabelecida a primeira colônia permanente na ilha de Hispaniola → Só encontraram traços de ouro e a população nativa local foi dizimada rapidamente. • Império Asteca → Hernán Cortez chegou ao atual México, em 1519, com 508 soldados, cavalos, canhões e armas → O processo de conquista do império asteca durou até 1521.
  • 31. • Império Inca → Entre 1531 e 1532, Francisco Pizarro conquista o Peru, coração do império, ainda que a derrota total do império inca tenha se arrastasse ainda por algumas décadas → Ao lado, execução do rei Atahualpa, de Theodor de Bry (1528-1598). • Em 1545, as minas de prata de Potosí, no Alto Peru (atual Bolívia) foram descobertas.
  • 32. • Quais fatores podem explicar a conquista dos impérios pré-colombianos (asteca e inca) pelos espanhóis? Não há um único fator, mas vários: a) Superioridade tecnológica dos conquistadores; b) Doenças trazidas pelos conquistadores; c) Aliança dos espanhóis com tribos subjugadas por astecas e incas; d) O choque cultural → cavalos, outras formas de se fazer a guerra, o fato dos espanhóis serem fisicamente diferentes (brancos, com barba) etc.
  • 34. O choque cultural desfavoreceu os astecas e, mais tarde, os incas de várias formas. Os astecas e incas pensaram, no início, que os espanhóis eram deuses. Os astecas faziam guerra para capturar os inimigos (e sacrificá- los aos seus deuses), os espanhóis para matar. Os astecas não podiam contar com o elemento surpresa, faziam rituais muito visíveis antes do combate e seus chefes usavam roupas chamativas que denunciavam seu status.
  • 35. • Malinche, ou Malintzin, ou ainda Marina era uma nativa da tribo Nahua que foi dada como tributo, junto com mais 19 mulheres, aos espanhóis. As mulheres foram batizadas e distribuídas entre os homens de Hernán Cortés. • Quando suas capacidades como intérprete de Malinche foram descobertos, o comandante tomou-a para si e teve inclusive um filho com ela, um dos primeiros mestiços nascidos no México. • Malinche foi fundamental na conquista dos astecas e foi tratada como traidora pela historiografia do México por muito tempo, nas últimas décadas, sua imagem está sendo revista.
  • 36. Presságio, Códice Durán Historia de las Indias de la Nueva España e Islas de Tierra Firme. Século XVI. • Cuidado! Uma ideia muito comum na internet e alguns livros é a de que os astecas teriam previsto a chegada de conquistadores e que seria vontade dos deuses a sua derrota. Essa interpretação dos acontecimentos, no entanto, é posterior aos acontecimentos e contaminada por eles.
  • 37. • Título medieval que significava “aquele que ia na frente” e foi usado como um título militar por alguns conquistadores espanhóis na América nos séculos XV e XVI. Concedidos pelo monarca, os adelantados tinham poderes de governador e juiz de uma região que foram encarregados de conquistar, em troca de financiamento e organização das explorações iniciais, assentamentos e pacificação da área alvo em nome da Coroa Espanhola. Essas áreas geralmente ficavam fora da jurisdição de uma audiência ou vice-rei, e os adelantados eram autorizados a se comunicarem diretamente com o Conselho das Índias. O primeiro adelantado das Américas foi Bartolomeo, irmão de Cristóvão Colombo, que governou Hispaniola durante a ausência de seu irmão de 1494 a 1498.
  • 38. Adelantados concedidos por Carlos V entre 1534 e 1539 antes do estabelecimento do Vice-Reino do Peru.
  • 39. • As minas de Potosí foram o principal centro produtor de prata em toda a América, durante o período colonial. As jazidas foram descobertas 1545 e a primeira mina foi registrada no mesmo ano. Ao final do século XVIII contavam- se cerca de 5 mil minas na região. • A sua exploração em grande escala foi possibilitada pela descoberta, em 1563, de jazidas de mercúrio em Huancavelica. O sistema de exploração mineira era baseado no trabalho indígena, por meio da mita. • Apesar do controle fiscal da Metrópole, estima-se que 1/3 da produção tenha circulado via contrabando.
  • 40. • O trabalho nas minas era feito por indígenas, chamados de mitayos, porque deveriam pagar a mita. O trabalho nas minas era insalubre e a exploração destruía a saúde dos trabalhadores e ajudava a desestruturar as comunidades nativas.
  • 41. • Termo de origem quéchua que significa turno, foi um sistema de trabalho compulsório, assalariado e temporário existente na região conquistada pelo Império Espanhol na América do Sul, tendo sido aplicada na América Andina especialmente na região mineradora de Potosí (Bolívia) a partir de 1573. • Esta prática implicava na concentração de indígenas em determinados locais e resultou na desestruturação de algumas comunidades nativas. Os homens partiam e não voltavam, como na época do Império Inca, pois muitos trabalhavam nas minas até a morte e as mulheres, velhos e crianças acabavam se deslocando, também.
  • 42. • Em 1546, descobriram-se minas de prata na região conhecida como Cerro de La Bufa, na Nova Espanha (México). Em 1548, a área em torno do Cerro de La Bufa foi nomeada “As minas de Zacatecas” e a capital foi oficialmente fundada em 23 de dezembro de 1588. • A região de Zacatecas é rica em minerais até nossos dias e atendeu aos interesses da metrópole, porque a prata era abundante, mas, também, em ouro e mercúrio, fundamental para a atividade mineradora. Hoje, o México é o maior produtor mundial de prata. • Outra região mineradora de prata e ouro importante do México foi a região de Pachuca. As primeiras minas foram descobertas em uma fazenda no ano de 1553. Até 1560, ou seja, 8 anos após a descoberta, os população era de 2.200 habitantes, o que significou um aumento de quase 300% em relação a 1550.
  • 43. • Foi estabelecido no final do século XVI, consistia no trabalho forçado de todos os indígenas do sexo masculino com idades entre 14 e 60 anos, de acordo com as necessidades dos espanhóis. O salário era variava por província ou tipo de trabalho. Legalmente, era realizado por um período limitado de uma semana e em rodízio, um em cada 25 homens era distribuído, e o sistema estava a cargo de um juiz distribuidor (funcionário real). Devido à exploração excessiva e ao aumento da contratação de mão de obra livre, foi legalmente abolida em 1632, embora na Cidade do México tenha sido mantida em algumas obras públicas.
  • 44. • Era um sistema de trabalho espanhol que recompensava os conquistadores com o trabalho de grupos específicos de pessoas não cristãs conquistadas. Os trabalhadores, em teoria, recebiam benefícios dos conquistadores para os quais trabalhavam, sendo a religião católica o principal benefício. Foi estabelecida pela primeira vez na Espanha após a conquista cristã dos territórios mouros e foi aplicada em uma escala muito maior nas Américas e nas Filipinas. • A exploração dos nativos levou à denúncias desde o próprio século XVI, houve reforma do sistema, mas ele só foi abolido em todo o Império Espanhol no final século XVIII.
  • 45. • O frade dominicano Bartolomeu de Las Casas (1474 ou 1484-1566) chamado de defensor dos índios viajou várias vezes para a América, teve uma encomienda e denunciou os abusos cometidos contra os nativos pelos espanhóis, tentou influenciar os reis e conseguiu a inimizade tanto dos colonos, quanto das autoridades civis e religiosas. Sua visão da conquista é muito influente até hoje. • Ao lado a capa da edição de 1552, do livro "Brevíssima relação da destruição das Índias Ocidentais".
  • 46. “Aqueles que foram de Espanha para esses países (e se têm na conta de cristãos) usaram de duas maneiras gerais e principais para extirpar da face da terra aquelas míseras nações. Uma foi a guerra injusta, cruel, tirânica e sangrenta. Outra foi matar todos aqueles que podiam ainda respirar ou suspirar e pensar em recobrar a liberdade ou subtrair-se aos tormentos que suportam, como fazem todos os senhores naturais e os homens valorosos e fortes; pois comumente na guerra não deixam viver senão mulheres e crianças: e depois oprimem-nos com a mais horrível e áspera servidão a que jamais tenham submetido homens ou animais.” (LAS CASAS, Frei Bartolomeu de. O paraíso destruído. Brevíssima relação da destruição das Índias [1552]. Porto Alegra: L&PM, 2001.)
  • 47. • O termo se refere a grandes propriedades rurais, as menores eram chamadas de estâncias ou ranchos, e pertenciam quase exclusivamente a espanhóis e criollos e, em casos raros, à mestiços. Na Argentina (e no Sul do Brasil), o termo estância é usado para latifúndios que no México seriam chamadas de haciendas. • As haciendas eram um empreendimento barato, os trabalhadores poderiam ser livres (peonagem), ou em regime de trabalho compulsório (repartimiento, encomienda, mita, escravidão). • A produção poderia ser em regime de plantation (latifúndio/monocultura/mão-de-obra-barata) e voltada para o mercado externo (açúcar, tabaco, índigo, cacau etc.), ou para o mercado interno (gado, cereais, legumes etc.), pois a população nas colônias espanholas era grande.
  • 49. • A Hacienda de San Antonio Del Muerto em Monterrey, México, tem ruínas e uma capela restaurada aberta para o turismo.
  • 50. • Forma de trabalho assalariado livre, surgido na segunda metade do século XVI, esses trabalhadores eram chamados de ganhadores ou peões. A consolidação da peonagem ocorreu por diversos motivos: a expansão das fazendas; o boom da mineração; o aumento da população mestiça não sujeita a leis de proteção; e a diminuição da população indígena. • Durante o século XVII, foi adquirindo a modalidade de servidão por dívida, onde o empregador adiantava uma quantia em dinheiro aos trabalhadores e os obrigava a comprar os produtos em seus armazéns (tienda raya), cuidando para que a dívida nunca fosse paga, para que quando os trabalhadores morressem eram herdadas pelos filhos e netos.
  • 51. • Eram oficinas que utilizavam o trabalho manual, inclusive de indígenas. Existiam com permissão da Metrópole, porque a população era grande e o abastecimento com produtos vindos da Europa era lento. Assim, desde cedo desenvolveu-se um vigoroso comércio interno nas colônias. • As principais obrajes produziam tecidos (cobertores, ponchos, xales etc.) e ficavam próximas do mercado consumidor, como Quito que vendia para o Vice-Reino de Nova Granada e Tucúman, que ficava no norte do Vice-Reino do Prata e abastecia Potosí. • Havia também associações de artesãos, organizadas, ou não, em corporações de ofício, algumas, as de maior prestígio, porém, só admitiam brancos, ou mestiços.
  • 52. • Era um modelo que limitava o número de portos de comércio entre a metrópole e as colônias e garantia maior controle sobre as embarcações que saiam e chegavam à Espanha e nas Américas tentando impedir o contrabando. • Os únicos portos comerciais encontravam-se em Havana (Cuba) Veracruz (México), Porto Belo (Panamá) e Cartagena (Colômbia). Todas as embarcações que saíam dessas regiões colônias só podiam desembarcar no porto de Cádiz e, caso necessário, Sevilha poderia ser usada como um segundo porto.
  • 53. • Foi fundada pela Coroa de Castela, em 1503 no porto de Sevilha (e transferida para Cádiz em 1717) como agência da coroa do Império Espanhol. Antes da constituição do Conselho das Índias em 1524, tinha amplos poderes relacionados ao ultramar, especialmente em questões financeiras comerciais e disputas judiciais daí decorrentes. Também era responsável pelo licenciamento de emigrantes, treinamento de pilotos, liberação de viagens, criação de mapas e cartas náuticas, guardava informações secretas sobre rotas comerciais e novas descobertas, inventários de propriedades de espanhóis que morriam no exterior etc. Seu nome oficial era La Casa y Audiencia de Indias.
  • 54. • Chamada também de frota das Índias foi um transporte marítimo anual, formado por galeões, de diversos metais (ouro e prata), pedras preciosas, especiarias (seda), bens agrícolas (tabaco) e outros produtos exóticos das colônias espanholas à Espanha. O transporte ocorreria por meio de duas frotas, que se reuniam perto de Havana, e que juntas partiam para a Europa. O comboio foi organizado a partir de 1526 em Sevilha, a partir de 1543, foi obrigatório que todas a frotas da prata fossem fortemente armadas. A última frota da prata partiu em 1776. Na década de 1780, a Espanha concedeu liberdade de comércio às suas colônias. Galeão espanhol de Albrecht Dürer (1471-1528).
  • 55. • A Coroa espanhola participou ativamente do processo de colonização da América, evitando um excesso de concentração de poderes locais. • O sistema imperial espanhol volta-se para a produção, transporte e proteção de metais preciosos, com destaque para a prata → a Espanha se tornou o império mais rico do mundo no século XVI. • Administração colonial espanhola consistia em: • Conselho Real e Supremo das Índias → com sede em em Madri, era a autoridade suprema para todas as questões coloniais → Era autoridade administrativa e tribunal superior em todas as causas cíveis e penais referentes à América.
  • 56. A América Espanhola foi dividida em Vice- Reinados e Capitanias- Gerais, onde havia a necessidade de maior segurança por causa da pirataria, contrabando, ameaça de outros países. Na época da União Ibérica (1580-1640), as capitanias do Brasil eram chamadas de Capitanias Reais.
  • 57. • Vice-Reinos → grandes porções territoriais sob a responsabilidade de um vice-rei, o cargo político mais importante nas colônias, representava o rei e sua autoridade política geral em seu território. → Foram quatro os vice-reinos → Nova Espanha (1535, México e Califórnia); Peru (1543, Peru e Bolívia); Nova Granada (1739, parte da Venezuela, Colômbia e Equador); e Rio de Prata (1776, Argentina, Uruguai, Paraguai, parte da Bolívia). • Capitanias-Gerais → forma de administração utilizada nas colônias que tinham importância militar ou estratégica para a metrópole → Foram elas: Cuba (1764), Chile (1541), Guatemala (1560), Venezuela (1777) e Yucatán (1546).
  • 58. • Cabildo ou ayuntamiento → conselho ou câmara municipal, unidade local de governo nas cidades e vilas → era formado pelos homens ricos locais → tinha supervisão sobre propriedades e obras públicas, arrecadação de impostos e abastecimento urbano. • Real Audiência nas Índias → estava presente em várias regiões da América Espanhola e tinha como função velar pelo cumprimento do direito, pela proteção dos governados e pela aplicação da justiça no continente, eram corte de apelação contra decretos de vice-reis → tinham foro civil e militar, não julgavam (todas) as questões eclesiásticas, militares e mercantis → em alguns casos, suas sentenças poderiam ser apeladas ao Conselho das Índias → podiam ordenar o confisco de livros.
  • 59. • Sociedade colonial espanhola seguia um modelo que lembra uma sociedade de castas, isto é, o seu lugar na sociedade era determinado pelo grupo no qual você nascia com (praticamente) nenhuma possibilidade de mobilidade social. • Nesse tipo de sociedade, que chamamos de sociedade estratificada, a riqueza de um indivíduo pode lhe trazer alguns privilégios, mas ele ou ela nunca poderá ocupar certas funções ou cargos que eram reservados exclusivamente para outro grupo. Por exemplo, os nascidos na Espanha compunham o topo da administração civil, militar e eclesiástica com raras exceções, que lembremos, podem ser concedidas por um rei que tem poderes absolutos, mas o estigma continuaria lá.
  • 60.
  • 61. 1) Chapetones/Espanhóis/Peninsulares → nascidos na Metrópole, ocupavam os postos mais altos da administração espanhola, do exército e da Igreja. 2) Criollos → brancos descendentes de espanhóis, alguns dos mais ricos da colônia eram desse grupo, latifundiários, comerciantes, tinham altos cargos na Igreja Católica e administração pública, mas eram discriminados. 3) Mestiços ou Mestizos → filhos de espanhóis com indígenas, exerciam funções como artesãos e capatazes, poderiam receber as ordens religiosas menores e baixas patentes militares. 4) Escravizados Africanos e Indígenas → ocupavam a base da sociedade, em algumas regiões, os negros estavam acima dos nativos, porque tinham sido comprados e tinham valor econômico.
  • 62. • A colonização e a evangelização eram inseparáveis. Era dever da Coroa garantir que os nativos pudessem aderir à fé católica. As encomendas estão intimamente ligadas a esse esforço. Ser espanhol, ou súdito da Espanha, era ser católico, não havia escolha. A expansão poderia ser: • Patronato Real → os reis da Espanha tinham o poder sobre a Igreja nas Américas dado pelos papas em bulas do século XV e XVI. Deveriam favorecer a expansão da fé católica apoiando missionários e abrindo paróquias. • Missões → os franciscanos foram os pioneiros em 1493, e se dedicaram a evangelizar os nativos em missões; os jesuítas vieram em 1570 e tiveram muito sucesso na América do Sul onde montaram grandes missões com centenas de nativos em cada uma delas, às vezes, próximas de fortificações militares; já os dominicanos vieram em 1508 e se concentraram principalmente no Caribe e no México.
  • 63. Catedral de Santa María la Menor, a primeira das Américas. Foi construída por ordem do bispo dominicano da cidade de Santo Domingo entre 1514 e 1541 .
  • 64. No final do século 18, Rodrigo Mendoza é um mercador de escravos espanhol que faz da violência seu modo de vida, mata o próprio irmão na disputa pela mulher que ama. Porém, o remorso leva-o a juntar-se aos jesuítas em uma missão. Lá, ele fará de tudo para defender os índios que antes escravizara. Sugestão de filme: A Missão (The Mission/1986).
  • 65. • O primeiro pedido para que a Inquisição viesse para a colônia veio em 1493, feito por um frade dominicano preocupado com os costumes licenciosos dos colonos e nativos. • Em 1509, veio a primeira visitação. Diferentemente do que ocorreu no Brasil, não eram somente visitas espaçadas e temporárias, pois foram criados três tribunais: Lima (1570), México (1571) e Cartagena (1610). Por existirem tribunais, as penas de morte eram aplicadas na América, sem necessidade de remeter um condenado para a Metrópole. • A Inquisição na América fazia um trabalho semelhante ao da Europa, reprimia a heresia, a feitiçaria e as práticas judaizantes. Muitas vítimas eram indígenas.
  • 66. • Juana Inés de la Cruz (1648-1695) foi o maior intelectual das colônias espanholas durante o século XVI. Foi dramaturga, poetisa, filósofa e teóloga. • Filha bastarda de um capitão espanhol e uma criolla, demonstrou grande aptidão para os estudos desde a infância. • Enviada para a corte do vice-rei na cidade do México, virou atração por seu intelecto e recusou várias propostas de casamento. Tornou-se freira para poder ter liberdade para estudar. • Foi acusada de heresia pelo Bispo de Puebla e condenada a se penitenciar, vendendo seus livros e dando o dinheiro aos pobres.
  • 67. A Espanha não proibiu a fundação de escolas superiores nas colônias. A Universidade de São Marcos, em Lima, capital do Peru, foi fundada em 12 de maio 1551, é a instituição mais antiga das Américas.
  • 68.
  • 69. • A Inglaterra não iniciou o processo de Grandes Navegações junto com as nações ibéricas. Esse atraso pode ser explicado pelo envolvimento do país na Guerra dos Cem Anos (1337-1453) e o conflito interno que se seguiu, a Guerra das Duas Rosas (1455-1487). Centralizado o poder nas mãos da Dinastia Tudor, as reforma religiosa foi outro fator que atrapalhou o estado inglês nas suas estratégias coloniais. • Ainda assim, em 1496, o rei Henrique VII contratou o navegador italiano Giovanni Caboto para navegar para o Novo Mundo.
  • 70. • Caboto fez duas viagens para a América, na primeira, em 1497, chegou a Newfoundland, mas acreditou ter chegado às Índias. Ele empreendeu ainda outra viagem, mas desapareceu. • Durante o governo de Elizabeth I, os corsários, como John Hawkins e Francis Drake (ao lado), foram encorajados a se engajarem no ataque contra navios, inclusive levando escravizados, e colônias portuguesas e espanholas, durante a União Ibérica.
  • 71. • Foi durante o reinado de Elizabeth I (1558-1603) que a Inglaterra iniciou a colonização da América. Ao lado, o Ditchley Portrait (1792) mostra a rainha pisando sobre o globo. Em 1633, a legislação do país trazia registrado que “este reino da Inglaterra é um Império”. • Em 1584, Sir Walter Raleigh recebeu autorização de Elizabeth I e partiu para a América fundando a colônia Roanoke na costa da atual Carolina do Norte, acredita-se que o próprio Raleigh a apelidou de “Virginia”.
  • 72. • A primeira colonização da Virgínia não deu certo e o rei Jaime I decidiu substituir o sistema de grandes doações de terra por companhias de comércio. • A Companhia de Londres fundou em 1607 a cidade de Jamestown, o primeiro assentamento inglês bem sucedido nas Américas. Ao lado a torre de uma igreja construída em 1639. • Em 1619, os primeiros escravizados africanos, originários do porto de Luanda (Angola) desembarcaram em Jamestown.
  • 73. • O rei Jaime I (1603-1625) queria que a Inglaterra tivesse uma só igreja, a Anglicana, por isso, perseguiu católicos e outros grupos protestantes. Os puritanos organizaram em 1620, a viagem do Mayflower levando os chamados de pais peregrinos (pilgrim fathers) para a América, onde fundaram a colônia de Plymouth, em Massachusetts. Os puritanos e outras minorias religiosas viam a América como a “terra prometida” e não pretendiam voltar para a Inglaterra.
  • 74. AS TREZE COLÔNIAS QUE DARÃO ORIGEM AOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA.
  • 75. • O que definia o modelo econômico seguido nas colônias eram alguns fatores os interesses da metrópole, o clima e o tipo de solo e relevo. • Assim, as colônias do Norte, em especial, a chamada Nova Inglaterra, foram ocupadas por famílias fugindo da perseguição religiosa. A região tinha um clima semelhante ao da Inglaterra. Adotou-se um modelo de pequena propriedade utilizando trabalho familiar, com a fundação de vilas e cidades que produziam algumas manufaturas, faziam comércio entre si e o chamado Comércio Triangular (explicação em breve). • A escravidão, ou a servidão de contrato (indentured servitude), nunca foram centrais nessa região.
  • 76. • Era uma forma de trabalho em que uma pessoa se comprometia a trabalhar sem salário por determinado número de anos, mediante contrato de eventual indenização ou quitação de dívida. Mais tarde, também foi usado como uma forma de uma pessoa pagar o custo do transporte para as colônias nas Américas. • A servidão de contrato poderia ser imposta a um condenado na Inglaterra e que era leiloado para o cumprimento de uma pena-trabalho na América. Contrato de servidão temporária firmado em 1738 em troca do pagamento da viagem para a América.
  • 77. • As colônias do Centro, como Maryland, fundada para receber os católicos, conviviam condições semelhantes ao norte e que poderiam favorecer o desenvolvimento de alguma lavoura mais extensiva, como arroz, anil, algodão, assim, o modelo variava. • Nas colônias do Sul dominava o modelo de plantation que, com a Revolução Industrial na Inglaterra (séc. XVIII), passou a ser dominado pelo cultivo do algodão. • As colônias do Sul, mesmo gozando de certa autonomia, tinham uma sociedade e economia semelhantes ao que tivemos no Brasil → uma elite aristocrática e senhora de terras, uma população livre (camadas médias e pobres) restrita e uma massa de escravizados negros.
  • 78. • O início da colonização no norte foi feita por puritanos, que se fixaram principalmente na Nova Inglaterra (Connecticut, Maine, Massachusetts, New Hampshire, Rhode Island e Vermont). • Os puritanos apesar de terem fugido da perseguição religiosa exigiam que nas suas colônias todos seguissem sua doutrina, aqueles que pegos em alguma falta poderiam receber várias punições, inclusive a morte. Os quakers foram as grandes vítimas dessa perseguição, inclusive na Virgínia (Sul). • A colônia da Pensilvânia foi fundada por William Penn como um lugar de diversidade religiosa. As colônias do Centro tenderam a ser mais tolerantes reunindo puritanos, quakers, batistas, católicos, judeus etc.
  • 79. • Conhecidos como Sociedade dos Amigos, é um grupo religioso fundado por George Fox em 1652. • Questionavam as hierarquias da Igreja Anglicana e defendiam de uma Luz Interior, o Espírito Santo. • Viviam de forma simples, as mulheres exerciam liderança e participavam ativamente dos cultos, praticavam a caridade. Foram perseguidos pelo rei Carlos II. Liderados por William Penn, criaram a colônia da Pensilvânia em 1681. Destacaram-se na luta abolicionista e pelos direitos das mulheres.
  • 80. • Durante a ocupação holandesa, os judeus foram bem-vindos no Brasil, com a retomada pelos portugueses em 1654, vinte e três refugiados judeus do Brasil holandês chegaram a Nova Amsterdã (que logo se tornaria Nova York) em 1654. A primeira sinagoga fundada no que hoje são os Estados Unidos teve parte da sua documentação escrita em português. Construída em 1762 e inaugurada em 1763, a Sinagoga do Touro é a única sinagoga sobrevivente construída na América colonial.
  • 81. • Cada grupo religioso protestante (puritanos, anglicanos, batistas, luteranos etc.) tinha uma forma de abordar a questão. No geral, houve trabalho missionário com os nativos, mas a postura era diferente da católica. Os nativos deveriam se tornar como os brancos em matéria religiosa, sem adaptações. • De resto, a outra atitude foi de expulsar os nativos vistos sempre com suspeita e como ameaça à colonização britânica. Placa comemorativa do início do trabalho missionário puritano com a criação das chamadas “vilas de oração.
  • 82. • Foram uma série de audiências e processos contra pessoas acusadas de bruxaria no Massachusetts colonial entre fevereiro de 1692 e maio de 1693. Mais de duzentas pessoas foram acusadas. Trinta foram considerados culpadas, dezenove das quais foram executadas na forca (14 mulheres e 5 homens). Um outro homem, Giles Corey, foi pressionado até a morte por uma pedra por se recusar a declarar- se culpado, e pelo menos cinco pessoas morreram na prisão. • Sugestão de filme: As Bruxas de Salém (The Crucible) de 1996.
  • 83. • A Coroa inglesa não organizou ou montou uma colonização como a espanhola, ou a portuguesa, que será estudada em uma próxima sequência didática → Boa parte da colonização coube à iniciativa privada, especialmente com uso das Companhias de Comércio. • Estabeleceu-se então, aquilo que ficou conhecido como Negligência Salutar → uma política de "abandono" (pouca interferência) adotada pela monarquia inglesa → as colônias tinham leis próprias diferentes entre si e da metrópole, em alguns casos, havia impostos próprios, poderiam cunhar moeda, tinham imprensa, não precisavam de autorização real para abrir escolas e universidades etc.
  • 84. • A negligência salutar repercutiu diretamente na forma como os colonos faziam comércio. Eles não estavam obrigados pela Metrópole a comprar os produtos que a Metrópole produzia, tampouco obrigados a vender somente para a Inglaterra. • Isso permitiu a criação do Comércio Triangular: as colônias do norte vendiam manufaturados, cereais, óleo de baleia etc. para as Antilhas de onde compravam melaço, que era transformado em rum e trocado junto com tecidos e armas na África por escravizados, que eram vendidos nas Antilhas. • Algumas limitações começaram a ser impostas pela Inglaterra a partir do século XVII com os Atos de Navegação, mas o conflito só viria no final do século XVIII.
  • 86. • Além de ingleses, franceses e espanhóis que tiveram colônias na América do Norte, houve colônias dinamarquesas, suecas, holandesas e alemães. • Entre 1638 e 1655 os suecos fundaram a Nova Suécia e a cidade de Nova Estocolmo, que depois se tornou Nova Jersey. O mapa, ao lado, tem a imagem de Cristina, rainha do país. Nova York foi Nova Amsterdã entre 1624 e 1664. • Essas pequenas colônias terminaram conquistadas pelos ingleses e seus colonos.
  • 87.
  • 88. “Gostaria de ver a cláusula do testamento de Adão que me afastou da partilha do mundo” (Rei Francisco I) • Os franceses, em virtude de seus problemas internos (Guerra dos Cem Anos, Guerras de Religião), não tiveram condições de se lançar às navegações como fizeram portugueses e espanhóis. No entanto, não reconheceram o Tratado de Tordesilhas (1494), que dividia o mundo entre as nações Ibéricas. • Para os franceses, deveria valer o princípio de uti possidetis ou uti possidetis iuris segundo o qual os que de fato ocupam um território possuem direito sobre este. A expressão advém da frase latina uti possidetis, ita possideatis, que significa "como possuís, assim possuais". • Os reis da França vão patrocinar expedições à América, mas não havia nenhum projeto colonial.
  • 89. • Em 1524, Francisco I contratou o navegador italiano Giovanni da Verrazano que explorou a região entre a Flórida e Terra Nova buscando um caminho para o Oceano Pacífico. Não atingiu seu objetivo, mas é considerado o primeiro europeu a ter explorado a costa americana do Atlântico Norte (EUA e Canadá). Há historiadores que defendem, no entanto, que a Terra Nova foi descoberta em 1472 pelo navegador português João Vaz Corte Real, vinte anos antes de Cristóvão Colombo aportar na América, em uma missão conjunta com os dinamarqueses. • Em 1534, Jacques Cartier fez a primeira das três viagens de exploração da Terra Nova e rio São Lourenço. Em 1541, Cartier foi em busca do lendário Reino de Saguenay e fundou um povoado permanente às margens do rio São Lourenço. Em agosto de 1541 foi construída uma fortificação denominada Charlesbourg-Royal, que deu origem à cidade de Québec. Cartie continuou a busca do lugar lendário e chegou ao rio Ottawa. Cartier voltou para a França em 1542.
  • 90. • No início da colonização, os franceses dedicaram-se ao contrabando e pirataria. Um dos alvos era a costa do Brasil, onde firmaram acordos com os índios para ter acesso ao pau-brasil. • Em 1555, os franceses tentaram estabelecer uma colônia na região da Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro. Aliando-se aos indígenas da região, fundaram a França Antártica. • Uma nova leva de franceses, na maioria protestantes, em 1557, aumentou a tensão com os portugueses. • Os franceses só foram expulsos em 1567 por Mem de Sá com a ajuda dos jesuítas, em especial, José de Anchieta. Os franceses foram derrotados, assim como a Confederação dos Tamoios (1554- 1567).
  • 91. • Expulsos do Rio de Janeiro, mais tarde os franceses ocuparam a região do Maranhão. Nesse local, entre 1612 e 1615, os franceses criaram a França Equinocial, onde fundaram a cidade de São Luís.
  • 92. • Os franceses tiveram mais sorte na região das Guianas. • Entre 1602 e 1654, os franceses tentaram ocupar a região sem grande progresso. • Os nativos resistiam e as doenças tropicais dizimavam os colonos. • Em 1656, os holandeses conquistaram a região e introduziram a plantation do açúcar e a escravidão negra. Os franceses retomaram a Guiana em 1664. • As atividades eram voltadas a exportação, índigo, do algodão, da cana de açúcar, do café, da baunilha, além do extrativismo de especiarias e madeiras exóticas. O Tratado de Utrecht (1713) determinou o fim da expansão francesa na Amazônia, mas o país controla a Guiana até nossos dias.
  • 93. • Em 1608, durante o reinado de Henrique IV, foi criada a Companhia Comercial Nova França dando início à exploração do Canadá. Nessa cidade, iniciou-se o comércio de peles de forma intensa com os indígenas algonquinos. A economia girava em torno de atividades extrativistas: madeira, peles e outros produtos de interesse dos europeus. • Em 1642, Montreal foi fundada por missionários católicos e em 1673, a região dos Grandes Lagos recebeu os jesuítas, que descobriram a foz do Mississipi. • A partir daí os franceses passaram a ocupar a região dos Grandes Lagos, onde conheceram a foz do rio Mississipi. O rio auxiliou os franceses a ocuparem a região central do continente norte- americano, desde os Grandes Lagos até o Golfo do México. A região ficou conhecida como Louisiana, nome dado em homenagem ao rei Luís XIV. • Na região do Golfo do México, construíram a cidade de Nova Orleans, um importante entreposto comercial, onde eram escoadas principalmente madeiras e peles, já que não houve um incentivo à produção agrícola nos territórios franceses. A coroa francesa não investiu na colonização, cabendo o esforço à companhias de comércio, particulares, ou a Igreja Católica.
  • 94. • Nas Antilhas, os franceses conquistaram algumas ilhas, destacando-se parte da Ilha de Santo Domingo, atual Haiti. • Inicialmente a plantation utilizou o trabalho dos “engagés” (engajados), condenados e/ou marginalizados que iam para a colônia em troca de trabalho e acesso a terra após três anos de serviços. • Com o aumento da produção, essa mão de obra foi substituída pelo trabalho de africanos escravizados. No século XVII, o ministro das Finanças de Luís XIV mudou a política colonial e criou a Companhia das Índias Ocidentais (1635), com objetivo de administrar as colônias. • Além do Haiti, principal colônia na região, os franceses anexaram Tobago, Martinica, Guadalupe nas Antilhas (América Central).
  • 95. • A Guerra dos Sete Anos (1756-63) foi um conflito internacional que envolveu várias nações como França, Inglaterra, Espanha, Portugal, Prússia, Rússia etc. • O conflito foi lutado principalmente na Europa, mas pode ser considerado uma guerra mundial, tendo combates na Ásia e na América. • Derrotada na Guerra, a França assinou o Tratado de Paris cedendo suas colônias no Canadá (Quebec) para a Inglaterra, a Louisiania para a Espanha e reconhecendo a soberania britânica ao leste do Rio Mississipi. • Em 1800, a França recuperou a Louisiania, porém, em 1803, o país vendeu os territórios na região para os Estados Unidos.
  • 96. • A Revolução Haitiana, ou Revolta de São Domingos (1791-1804), foi um movimento que levou à eliminação da escravidão e à independência do Haiti, tornando-o a primeira república governada por pessoas de ascendência africana inspirados pelas ideias da Revolução Francesa. O movimento é um marco, mas a França tentou retomar a região e outros países decretaram embargo comercial temendo que o “mal exemplo” revolucionário pudesse se espalhar.
  • 97. • Sugestão de filme: O Último dos Moicanos (The Last of the Mohicans), filme de 1992, se passa durante a Guerra dos Sete anos e mostra as alianças de ingleses e franceses com as tribos indígenas da América do Norte. Este filme é uma das muitas adaptações do livro de mesmo nome publicado por James Fenimore Cooper em 1826.
  • 98. • RESUMINDO: I. A França não tinha um projeto colonial e a monarquia fez o possível para não investir recursos próprios na América. II. Houve a tentativa de tomar colônias portuguesas e o país se engajou na pirataria e no contrabando. III.Ainda assim, a Franca constituiu um respeitável império colonial que abrangia a América do Norte, ilhas do Caribe e América do Sul. IV.As atividades econômicas predominantes eram o extrativismo e a plantation, a depender das potencialidades do território. V. A Guerra dos Sete Anos (1756-63) fez com que os franceses perdessem boa parte de suas possessões na América, restando as Guianas e algumas ilhas do Caribe.