REFORMAS RELIGIOSAS
Prof.ª Valéria Fernandes
                           HISTÓRIA GERAL   1
PRÉ-REFORMA
                      RELIGIOSA
• John Wyclif e os lolardos –
  Inglaterra.
• Jan Huss – Boêmia.
• O Concílio de Constança
  (1414-1418).
• Rainha Isabel, a Católica e o
  Cardeal Cisneros – Espanha.
• Humanistas como Erasmo
  de Roterdã.                     Jan Huss
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Europa em 1500




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“Gostaria que a mais fraca mulher lesse os
Evangelhos e as Epístolas de São Paulo [...]
Gostaria que essas palavras fossem traduzidas
para todas as línguas, afim de que não só os
escoceses e irlandeses, como também turcos e
sarracenos pudessem lê-las. Anseio que o
lavrador as cante para si mesmo quando
acompanha o arado, o tecelão as murmure ao
som de sua lançadeira, que o viajante iluda
com elas a monotonia da jornada.”

Novum Testamentum omne de Erasmo de Roterdã

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MOTIVAÇÕES DA
          REFORMA RELIGIOSA
• Corrupção e despreparo do clero.
• Papas que se comportavam como príncipes
  seculares e, não, como líderes da igreja.
• Sentimentos nacionais, associados, ou não, a
  existência de um Estado.
• As críticas dos humanistas.
• Uma maior difusão da Bíblia e textos
  teológicos graças à invenção da imprensa.
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REFORMA LUTERANA
• Em 15 de março de 1517,
  o papa Leão X ofereceu
  indulgência aos que
  contribuíssem para a
  construção da basílica de
  São Pedro em Roma.
• Lutero e outros teólogos
  questionam a validade
  das indulgências.
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REFORMA LUTERANA
• Lutero, professor na Universidade
  de Wittenberg, se insurge contra a
  cobrança das indulgências.
• Em a 31/10/1517, Lutero pregou
  (*ou não*) as 95 Teses na porta da
  Igreja do Castelo de Wittenberg.
• As conciliações fracassaram e o
  Papa Leão X excomungou Lutero
  em 03/01/1521, na bula "Decet
  Romanum Pontificem".
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REFORMA LUTERANA
• A reforma de Lutero está ligada a ao processo
  de afirmação nacional alemã.
• Foi apoiada por parte da nobreza e havia o
  interesse pelas terras da Igreja Católica.
• Lutero não era o único a propor uma reforma,
  mas seu caso terminou por iniciar a
  fragmentação da Cristandade.
• Confissão de Augsburgo (1530) → Melanchton.
• Paz de Augsburgo (1555) → “A religião do
  príncipe é a religião do povo”.
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REFORMA LUTERANA
• A Guerra dos Camponeses fomentada pelas idéias
  anabatistas de Thomas Müntzer tinha por base a
  idéia de que “os pobres são demasiado infelizes para
  ter tempo de conhecer a Bíblia e rezar. Nenhuma
  reforma religiosa é possível sem revolução social”.
• Müntzer e seus discípulos compuseram os 12 Artigos
  e defendiam entre outras coisas: a livre escolha dos
  pastores, a abolição da corvéia e dos pequenos
  dízimos, que os grandes dízimos fossem usados em
  benefício da comunidade, e que a servidão fosse
  abolida.
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REFORMA LUTERANA
• Lutero termina por defender:
       Salvação pela graça mediante a fé.
       A Bíblia na língua do povo → alemão.
       Comunhão nas duas espécies → pão e vinho.
       Cabia ao príncipe escolher os pastores.
       Sacerdócio universal.
       Fim do celibato obrigatório.
       A veneração aos santos não foi abolida.
       Manteve o batismo infantil.
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REFORMA NA SUÍÇA
• A Reforma religiosa na Suíça
  começou quase ao mesmo tempo
  que na Alemanha.
• A região também não tinha uma
  unidade     nacional    e    estava
  obrigada a enviar soldados para
  os exércitos de vários países.
• O padre Ulrich Zwinglio começa
  a pregar em Zurique contra as
  indulgências     e o chamado
  “evangelho puro” em 1519.             Zwinglio
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REFORMA NA SUÍÇA
• Se a pergunta de Lutero era “como eu posso ser
  salvo?”, a de Zwinglio era “como salvar o meu
  povo?”.
• Zwinglio era humanista, admirador de Erasmo de
  Roterdã e pregava que a Bíblia deveria pautar todas
  as ações das pessoas.
• Ele e Lutero discordavam em vários pontos,
  especialmente em relação à Eucaristia.
• Zwinglio era contra o envio de soldados suíços para
  guerras que não eram suas. Isso fez com que Zurique
  fosse atacada e o reformador morreu em batalha.
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OS ANABATISTAS
• Chamados de reformadores
radicais em alguns livros.
• Defendiam      o     batismo
somente os adultos.
• Alguns eram pacifistas.
• Com as perseguições de
católicos e protestantes, o
movimento assumiu posturas
místicas e participaram de
revoltas populares.
• Seus descendentes são os       Anabatista recebendo o
atuais menonitas.                 “terceiro” batismo.
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JOÃO CALVINO
• Calvino nasceu na França
  (1509) e recebeu uma sólida
  formação humanista.
• Sua educação foi patrocinada
  pelo bispo de sua cidade
  (Noyon), patrão de seu pai.
• A Reforma na França já estava
  em andamento quando Calvino
  nasceu e o reformador teve
  contato com idéias luteranas e   João Calvino
  de outros reformistas.
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JOÃO CALVINO
• Diferentemente de Lutero, não se sabe quando
  Calvino rompeu com a Igreja Católica, mas em 1534,
  ele voltou a sua cidade e abriu mão do dinheiro
  dado pelo bispo para patrocinar-lhe os estudos.
• A Reforma na França estava condicionada pela
  vontade do Rei → Se o monarca se sentisse
  ameaçado em seu poder, havia perseguição.
• Não havia um “perfil” protestante na França.
  Nobres, burgueses (*como Calvino*), camponeses,
  todos aderiram à Reforma e eram chamados de
  huguenotes.
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SIGNIFICADO DA PALAVRA
       HUGUENOTE
 A origem da palavra não é clara. Há quem defenda que o
  termo vem do nome de Besançon Hugues, líder da revolta
  protestante de Genebra. Bernard Cottret diz que o termo
  vem de “confederados”, em francês "eidguenot", derivado
  do suíço-alemão “eidgenossen”, ou “partidário da
  Reforma”. Já Owen I.A. Roche diz que “huguenote” era
  uma combinação de dois termos, um flamengo e outro
  alemão, “eid Genossen” (colegas de juramento), já que as
  reuniões protestantes eram secretas. Outros afirmam que
  o termo derive do nome de um lugar no qual os
  protestantes franceses celebravam o próprio culto; esse
  lugar era chamado "Torre de Hugon" e se encontra em
  Tours.
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JOÃO CALVINO
• Em março de 1536, Calvino publica a 1ª versão da
  sua obra mais importante Institutas da Religião
  Cristã em latim, com dedicatória ao rei da França.
• Com a perseguição, Calvino parte para Estrasbugo,
  cidade de língua francesa reformada e liderada por
  Bucero. Chegando em Genebra e é instado por
  Gulherme Farel a permanecer.
• Genebra nem sempre foi acolhedora para com
  Calvino, mas foi ali que ele desenvolveu sua reforma
  religiosa e a cidade se tornou a Jerusalém ou Roma
  do Protestantismo.
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MURO DA REFORMA




Calvino fundou a Universidade de Genebra e o homenageou no
Muro da Reforma junto com Theodore Beza, Guilherme Farel e
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                           John Knox.
JOÃO CALVINO
• “Por decreto de Deus, para manifestação de sua
  glória, alguns homens são predestinados à vida
  eterna e outros são predestinados à morte eterna.”
  → A predestinação é fundamental ao Calvinismo.
• Justificação do trabalho e do lucro; ênfase na
  auteridade e disciplina;       preocupação com a
  educação.
• A burguesia adere mais ao calvinismo →
  identificação de classe X identificação nacional.
• Espalhou-se por toda a Europa.             Puritanos,
  presbiterianos, reformados, todos são calvinistas.
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REFORMA NA FRANÇA




• Massacre da Noite de São Bartolomeu em 23 e 24 de agosto de
  1572.
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REFORMA NA FRANÇA
• Houve 8 guerras de religião entre 1562 e 1598.
• O Massacre de São Bartolomeu foi somente o maior
  (*entre 30 mil e 100 mil mortos*) de vários.
• A nobreza protestante e católica disputava o poder e
  o apoio do rei.
• A ascensão de Henrique de Navarra e o Edito de
  Nantes (1598) colocou fim ao conflito.
• Mais tarde, o Cardeal Richilieu fez guerra aos
  protestantes e diminuiu-lhe os direitos como forma
  de fortalecer o poder real.
• Por fim, Luís XIV suspendeu o Edito de Nantes.
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REFORMA NA INGLATERRA
• Henrique VIII era um dos reis
  mais católicos da Europa.
• Em 1521, publicou um livro em
  que atacava as idéias de Lutero,
  recebendo do papa o título de
  Defensor Fidei.
• Por questões pessoais (relação com
  Ana Bolena, a esperança de um
  herdeiro do sexo masculino), o rei
  pleiteou junto à Roma a anulação
  de seu casamento com Catarina de       Evangelho de João
                                       traduzido por William
  Aragão.                                     Tyndale.
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REFORMA NA INGLATERRA
• O rompimento com Roma foi um
  processo que se estendeu de 1525
  até 1534.
• No continente, a ruptura com o
  catolicismo foi feita por razões
  teológicas e levada adiante por
  homens comuns.
• Na Inglaterra, a Reforma esteve
  condicionada por motivos pessoais
  e políticos e foi forçada de cima
  para baixo pelo rei.
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Prof.ª Valéria Fernandes   24
REFORMA NA INGLATERRA
• Em 1531, Henrique VIII exigiu ser reconhecido pela
  Igreja como Protetor e único chefe supremo da
  Igreja e do clero da Inglaterra.
• Pelo Ato de Supremacia, novembro de 1534, o
  Parlamento reconheceu Henrique VIII como "o
  único chefe supremo na Terra da Igreja na
  Inglaterra".
• Durante o governo de Henrique VIII, mosteiros
  foram destruídos e os bens da Igreja Católica
  confiscados. Já em termos de teologia e doutrina, a
  Igreja permaneceu próxima do Catolicismo.
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REFORMA NA INGLATERRA
• Eduardo VI (1537-1553) consolidou aproximou a
  Igreja da Inglaterra do Calvinismo → Livro de
  Oração Comum (1549).
• Mary I (1553-1558) forçou o retorno ao Catolicismo e
  a Inquisição se estabeleceu na Inglaterra.
• Elizabeth I (1558 -1603) governou como protestante,
  mas levou adiante uma política de conciliação,
  excluindo somente católicos radicais e puritanos. Em
  1559, foi reconhecida como Governante Suprema da
  Igreja e em 1552 foi publicado um novo Livro de
  Oração Comum.
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• A Invencível Armada foi lançada sobre a Inglaterra por Filipe
   Prof.ª Valéria Fernandes II, rei da Espanha, em 1588.    27
REFORMA CATÓLICA
• Convocado por Paulo III, o Concílio de Trento (1545-
  1563) teve existência tumultuada e interrompido
  diversas vezes.
• Os protestantes participaram de parte do Concílio,
  pois havia o desejo de conciliação.
• Foi aceito em parte da Itália, em Sabóia, na Polônia,
  em Portugal, na Espanha, nos Países-Baixos, e na
  Suíça católica, depois, com reticências, em Veneza. Só
  foram aceitos na França em 1615. Na Alemanha, o
  imperador, ligado pelas decisões da dieta de
  Augsburgo, só ratifica os decretos sobre a fé e o culto.
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REFORMA CATÓLICA
• Inácio de Loyola
  fundou em 1534 a
  ordem dos jesuítas.
• O lema da ordem é
  "Ad maiorem Dei
  gloriam" ("Para a
  maior glória de
  Deus").
• Em 1540, a Ordem foi reconhecida pelo papa.
• Combateram a reforma protestante dentro da Europa
  e dedicaram-se ao trabalho missionário pelo mundo.
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REFORMA CATÓLICA
• Decisões do Concílio de Trento:
     Salvação pela fé e pelas obras.
     Tradição tinha o mesmo status que a Bíblia.
     Bíblia e Missa deveriam permanecer em Latim.
     Criação do Index → Lista dos livros proibidos.
     Manutenção do celibato dos padres.
     Proibida a comunhão nas duas espécies.
     Criação de seminários para a formação de padres.
     Bispos deveriam residir nas dioceses.
     Reativação da Inquisição.
     Proibição da venda de indulgências.
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PONTOS COMUNS A TODOS
    OS PROTESTANTES
• Sola fide (somente a fé);
• Sola scriptura (somente a
  Escritura);
• Solus    Christus    (somente
  Cristo);
• Sola gratia (somente a graça);
• Soli Deo gloria (glória
  somente a Deus).
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Reformas Religiosas - Século XVI

  • 1.
    REFORMAS RELIGIOSAS Prof.ª ValériaFernandes HISTÓRIA GERAL 1
  • 2.
    PRÉ-REFORMA RELIGIOSA • John Wyclif e os lolardos – Inglaterra. • Jan Huss – Boêmia. • O Concílio de Constança (1414-1418). • Rainha Isabel, a Católica e o Cardeal Cisneros – Espanha. • Humanistas como Erasmo de Roterdã. Jan Huss Prof.ª Valéria Fernandes 2
  • 3.
    Europa em 1500 Prof.ª Valéria Fernandes 3
  • 4.
    “Gostaria que amais fraca mulher lesse os Evangelhos e as Epístolas de São Paulo [...] Gostaria que essas palavras fossem traduzidas para todas as línguas, afim de que não só os escoceses e irlandeses, como também turcos e sarracenos pudessem lê-las. Anseio que o lavrador as cante para si mesmo quando acompanha o arado, o tecelão as murmure ao som de sua lançadeira, que o viajante iluda com elas a monotonia da jornada.” Novum Testamentum omne de Erasmo de Roterdã Prof.ª Valéria Fernandes 4
  • 5.
    MOTIVAÇÕES DA REFORMA RELIGIOSA • Corrupção e despreparo do clero. • Papas que se comportavam como príncipes seculares e, não, como líderes da igreja. • Sentimentos nacionais, associados, ou não, a existência de um Estado. • As críticas dos humanistas. • Uma maior difusão da Bíblia e textos teológicos graças à invenção da imprensa. Prof.ª Valéria Fernandes 5
  • 6.
    REFORMA LUTERANA • Em15 de março de 1517, o papa Leão X ofereceu indulgência aos que contribuíssem para a construção da basílica de São Pedro em Roma. • Lutero e outros teólogos questionam a validade das indulgências. Prof.ª Valéria Fernandes 6
  • 7.
    REFORMA LUTERANA • Lutero,professor na Universidade de Wittenberg, se insurge contra a cobrança das indulgências. • Em a 31/10/1517, Lutero pregou (*ou não*) as 95 Teses na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg. • As conciliações fracassaram e o Papa Leão X excomungou Lutero em 03/01/1521, na bula "Decet Romanum Pontificem". Prof.ª Valéria Fernandes 7
  • 8.
    REFORMA LUTERANA • Areforma de Lutero está ligada a ao processo de afirmação nacional alemã. • Foi apoiada por parte da nobreza e havia o interesse pelas terras da Igreja Católica. • Lutero não era o único a propor uma reforma, mas seu caso terminou por iniciar a fragmentação da Cristandade. • Confissão de Augsburgo (1530) → Melanchton. • Paz de Augsburgo (1555) → “A religião do príncipe é a religião do povo”. Prof.ª Valéria Fernandes 8
  • 9.
    REFORMA LUTERANA • AGuerra dos Camponeses fomentada pelas idéias anabatistas de Thomas Müntzer tinha por base a idéia de que “os pobres são demasiado infelizes para ter tempo de conhecer a Bíblia e rezar. Nenhuma reforma religiosa é possível sem revolução social”. • Müntzer e seus discípulos compuseram os 12 Artigos e defendiam entre outras coisas: a livre escolha dos pastores, a abolição da corvéia e dos pequenos dízimos, que os grandes dízimos fossem usados em benefício da comunidade, e que a servidão fosse abolida. Prof.ª Valéria Fernandes 9
  • 10.
    REFORMA LUTERANA • Luterotermina por defender:  Salvação pela graça mediante a fé.  A Bíblia na língua do povo → alemão.  Comunhão nas duas espécies → pão e vinho.  Cabia ao príncipe escolher os pastores.  Sacerdócio universal.  Fim do celibato obrigatório.  A veneração aos santos não foi abolida.  Manteve o batismo infantil. Prof.ª Valéria Fernandes 10
  • 11.
    REFORMA NA SUÍÇA •A Reforma religiosa na Suíça começou quase ao mesmo tempo que na Alemanha. • A região também não tinha uma unidade nacional e estava obrigada a enviar soldados para os exércitos de vários países. • O padre Ulrich Zwinglio começa a pregar em Zurique contra as indulgências e o chamado “evangelho puro” em 1519. Zwinglio Prof.ª Valéria Fernandes 11
  • 12.
    REFORMA NA SUÍÇA •Se a pergunta de Lutero era “como eu posso ser salvo?”, a de Zwinglio era “como salvar o meu povo?”. • Zwinglio era humanista, admirador de Erasmo de Roterdã e pregava que a Bíblia deveria pautar todas as ações das pessoas. • Ele e Lutero discordavam em vários pontos, especialmente em relação à Eucaristia. • Zwinglio era contra o envio de soldados suíços para guerras que não eram suas. Isso fez com que Zurique fosse atacada e o reformador morreu em batalha. Prof.ª Valéria Fernandes 12
  • 13.
    OS ANABATISTAS • Chamadosde reformadores radicais em alguns livros. • Defendiam o batismo somente os adultos. • Alguns eram pacifistas. • Com as perseguições de católicos e protestantes, o movimento assumiu posturas místicas e participaram de revoltas populares. • Seus descendentes são os Anabatista recebendo o atuais menonitas. “terceiro” batismo. Prof.ª Valéria Fernandes 13
  • 14.
    JOÃO CALVINO • Calvinonasceu na França (1509) e recebeu uma sólida formação humanista. • Sua educação foi patrocinada pelo bispo de sua cidade (Noyon), patrão de seu pai. • A Reforma na França já estava em andamento quando Calvino nasceu e o reformador teve contato com idéias luteranas e João Calvino de outros reformistas. Prof.ª Valéria Fernandes 14
  • 15.
    JOÃO CALVINO • Diferentementede Lutero, não se sabe quando Calvino rompeu com a Igreja Católica, mas em 1534, ele voltou a sua cidade e abriu mão do dinheiro dado pelo bispo para patrocinar-lhe os estudos. • A Reforma na França estava condicionada pela vontade do Rei → Se o monarca se sentisse ameaçado em seu poder, havia perseguição. • Não havia um “perfil” protestante na França. Nobres, burgueses (*como Calvino*), camponeses, todos aderiram à Reforma e eram chamados de huguenotes. Prof.ª Valéria Fernandes 15
  • 16.
    SIGNIFICADO DA PALAVRA HUGUENOTE  A origem da palavra não é clara. Há quem defenda que o termo vem do nome de Besançon Hugues, líder da revolta protestante de Genebra. Bernard Cottret diz que o termo vem de “confederados”, em francês "eidguenot", derivado do suíço-alemão “eidgenossen”, ou “partidário da Reforma”. Já Owen I.A. Roche diz que “huguenote” era uma combinação de dois termos, um flamengo e outro alemão, “eid Genossen” (colegas de juramento), já que as reuniões protestantes eram secretas. Outros afirmam que o termo derive do nome de um lugar no qual os protestantes franceses celebravam o próprio culto; esse lugar era chamado "Torre de Hugon" e se encontra em Tours. Prof.ª Valéria Fernandes 16
  • 17.
    JOÃO CALVINO • Emmarço de 1536, Calvino publica a 1ª versão da sua obra mais importante Institutas da Religião Cristã em latim, com dedicatória ao rei da França. • Com a perseguição, Calvino parte para Estrasbugo, cidade de língua francesa reformada e liderada por Bucero. Chegando em Genebra e é instado por Gulherme Farel a permanecer. • Genebra nem sempre foi acolhedora para com Calvino, mas foi ali que ele desenvolveu sua reforma religiosa e a cidade se tornou a Jerusalém ou Roma do Protestantismo. Prof.ª Valéria Fernandes 17
  • 18.
    MURO DA REFORMA Calvinofundou a Universidade de Genebra e o homenageou no Muro da Reforma junto com Theodore Beza, Guilherme Farel e Prof.ª Valéria Fernandes 18 John Knox.
  • 19.
    JOÃO CALVINO • “Pordecreto de Deus, para manifestação de sua glória, alguns homens são predestinados à vida eterna e outros são predestinados à morte eterna.” → A predestinação é fundamental ao Calvinismo. • Justificação do trabalho e do lucro; ênfase na auteridade e disciplina; preocupação com a educação. • A burguesia adere mais ao calvinismo → identificação de classe X identificação nacional. • Espalhou-se por toda a Europa. Puritanos, presbiterianos, reformados, todos são calvinistas. Prof.ª Valéria Fernandes 19
  • 20.
    REFORMA NA FRANÇA •Massacre da Noite de São Bartolomeu em 23 e 24 de agosto de 1572. Prof.ª Valéria Fernandes 20
  • 21.
    REFORMA NA FRANÇA •Houve 8 guerras de religião entre 1562 e 1598. • O Massacre de São Bartolomeu foi somente o maior (*entre 30 mil e 100 mil mortos*) de vários. • A nobreza protestante e católica disputava o poder e o apoio do rei. • A ascensão de Henrique de Navarra e o Edito de Nantes (1598) colocou fim ao conflito. • Mais tarde, o Cardeal Richilieu fez guerra aos protestantes e diminuiu-lhe os direitos como forma de fortalecer o poder real. • Por fim, Luís XIV suspendeu o Edito de Nantes. Prof.ª Valéria Fernandes 21
  • 22.
    REFORMA NA INGLATERRA •Henrique VIII era um dos reis mais católicos da Europa. • Em 1521, publicou um livro em que atacava as idéias de Lutero, recebendo do papa o título de Defensor Fidei. • Por questões pessoais (relação com Ana Bolena, a esperança de um herdeiro do sexo masculino), o rei pleiteou junto à Roma a anulação de seu casamento com Catarina de Evangelho de João traduzido por William Aragão. Tyndale. Prof.ª Valéria Fernandes 22
  • 23.
    REFORMA NA INGLATERRA •O rompimento com Roma foi um processo que se estendeu de 1525 até 1534. • No continente, a ruptura com o catolicismo foi feita por razões teológicas e levada adiante por homens comuns. • Na Inglaterra, a Reforma esteve condicionada por motivos pessoais e políticos e foi forçada de cima para baixo pelo rei. Prof.ª Valéria Fernandes 23
  • 24.
  • 25.
    REFORMA NA INGLATERRA •Em 1531, Henrique VIII exigiu ser reconhecido pela Igreja como Protetor e único chefe supremo da Igreja e do clero da Inglaterra. • Pelo Ato de Supremacia, novembro de 1534, o Parlamento reconheceu Henrique VIII como "o único chefe supremo na Terra da Igreja na Inglaterra". • Durante o governo de Henrique VIII, mosteiros foram destruídos e os bens da Igreja Católica confiscados. Já em termos de teologia e doutrina, a Igreja permaneceu próxima do Catolicismo. Prof.ª Valéria Fernandes 25
  • 26.
    REFORMA NA INGLATERRA •Eduardo VI (1537-1553) consolidou aproximou a Igreja da Inglaterra do Calvinismo → Livro de Oração Comum (1549). • Mary I (1553-1558) forçou o retorno ao Catolicismo e a Inquisição se estabeleceu na Inglaterra. • Elizabeth I (1558 -1603) governou como protestante, mas levou adiante uma política de conciliação, excluindo somente católicos radicais e puritanos. Em 1559, foi reconhecida como Governante Suprema da Igreja e em 1552 foi publicado um novo Livro de Oração Comum. Prof.ª Valéria Fernandes 26
  • 27.
    • A InvencívelArmada foi lançada sobre a Inglaterra por Filipe Prof.ª Valéria Fernandes II, rei da Espanha, em 1588. 27
  • 28.
    REFORMA CATÓLICA • Convocadopor Paulo III, o Concílio de Trento (1545- 1563) teve existência tumultuada e interrompido diversas vezes. • Os protestantes participaram de parte do Concílio, pois havia o desejo de conciliação. • Foi aceito em parte da Itália, em Sabóia, na Polônia, em Portugal, na Espanha, nos Países-Baixos, e na Suíça católica, depois, com reticências, em Veneza. Só foram aceitos na França em 1615. Na Alemanha, o imperador, ligado pelas decisões da dieta de Augsburgo, só ratifica os decretos sobre a fé e o culto. Prof.ª Valéria Fernandes 28
  • 29.
    REFORMA CATÓLICA • Ináciode Loyola fundou em 1534 a ordem dos jesuítas. • O lema da ordem é "Ad maiorem Dei gloriam" ("Para a maior glória de Deus"). • Em 1540, a Ordem foi reconhecida pelo papa. • Combateram a reforma protestante dentro da Europa e dedicaram-se ao trabalho missionário pelo mundo. Prof.ª Valéria Fernandes 29
  • 30.
    REFORMA CATÓLICA • Decisõesdo Concílio de Trento:  Salvação pela fé e pelas obras.  Tradição tinha o mesmo status que a Bíblia.  Bíblia e Missa deveriam permanecer em Latim.  Criação do Index → Lista dos livros proibidos.  Manutenção do celibato dos padres.  Proibida a comunhão nas duas espécies.  Criação de seminários para a formação de padres.  Bispos deveriam residir nas dioceses.  Reativação da Inquisição.  Proibição da venda de indulgências. Prof.ª Valéria Fernandes 30
  • 31.
    PONTOS COMUNS ATODOS OS PROTESTANTES • Sola fide (somente a fé); • Sola scriptura (somente a Escritura); • Solus Christus (somente Cristo); • Sola gratia (somente a graça); • Soli Deo gloria (glória somente a Deus). Prof.ª Valéria Fernandes 31