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MOVIMENTOS
EMANCIPACIONISTAS
• Visavam a autonomia da colônia ou partes dela.
• Não havia ainda um sentimento nacional e
somente Portugal tinha a percepção exata de onde
terminava e começava a colônia, as elites locais
muitas vezes se conheciam não no Brasil, mas
enquanto concluíam seus estudos em Portugal.
• Originavam-se do sentimento de alteridade → os
colonos são diferentes dos portugueses.
• Nos movimentos nativistas, a revolta surgia de
insatisfações econômicas, normalmente.
2
MOVIMENTOS
EMANCIPACIONISTAS
• Inspirados por ideias iluministas (ideias francesas) e
por movimentos como a Revolução Americana (1776),
a Revolução Francesa (1789) e a Revolução Haitiana
(1791).
• São exemplos de movimentos emancipacionistas:
Conjuração Mineira (1789), Conjuração Carioca
(1794), Conjuração Baiana (1798), Conspiração dos
Suassunas (1801) e Revolução Pernambucana (1817),
que chegou a criar uma república independente e de
curta duração.
3
POLÍTICA PORTUGUESA
• A subida ao trono de D. Maria I (1734-1816) em
março de 1777, levou à derrubada do Marquês de
Pombal e todo o ministério → Este movimento é
chamado de Viradeira e teve implicações diretas na
política da metrópole em relação à colônia.
• D. Maria I suspendeu as medidas econômicas do
ministro, reforçou o poder da Igreja Católica, a
dependência em relação à Inglaterra, expurgou a
Universidade de Coimbra acusando alunos e
professores de heresia, enciclopedismo e outros
“crimes” ligados ao pensamento Iluminista.
• Baixou o Alvará proibindo atividades industriais no
Brasil em 1785. 4
• As políticas do Marquês de Pombal tentaram
modernizar a economia portuguesa.
5
O
Marquês
de
Pombal e
a Rainha
D. Maria I.
ALVARÁ DE D. MARIA I
• Fala do “grande número de fábricas e manufaturas
que de alguns anos por esta parte se têm difundido
em diferentes capitanias do Brasil”.
• E determina que “todas as fábricas, manufaturas ou
teares de galões, de tecidos, (...) excetuando-se tão
somente aqueles ditos teares ou manufaturas em
que se tecem, ou manufaturam, fazendas grossas
de algodão, que servem para o uso e vestuário de
negros, para enfardar, para empacotar, (...) todas as
mais sejam extintas e abolidas por qualquer parte
em que se acharem em meus domínios do Brasil”.
6
CONJURAÇÃO MINEIRA
• DATA: 1789.
• Apesar da queda na produção aurífera, a Coroa
Portuguesa mantinha uma pesada carga fiscal e
alegava que a culpa era do contrabando e da
sonegação dos colonos.
• A Derrama → os homens-bons (homens ricos, de
posses) deveriam completar o que faltasse das 100
arrobas (1500 kg) anuais de ouro determinadas
pela Coroa.
• A pressão da Metrópole alimentou a revolta
conhecida como Conjuração ou Inconfidência
Mineira.
7
Palavras como
“conjuração” e
“inconfidente” usadas
para nomear os
movimentos
emancipacionistas tem
caráter pejorativo. Os
colonos, pelo menos
na visão da metrópole,
deveriam permanecer
nesta condição, se
insurgir contra isso era
traição.
8
CONJURAÇÃO MINEIRA
• Ficou estabelecido que no dia da Derrama haveria
um levante.
• O grupo que tramava a revolta era socialmente
variado, ainda que em sua maioria fossem homens da
elite mineradora, havia militares de média e alta
patente, religiosos, intelectuais (*destacamos os
poetas Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio
Gonzaga*) e funcionários públicos.
• Joaquim José da Silva Xavier, o “Tiradentes”, era um
dos inconfidentes menos abastados, apesar de não
ser pobre, terminou ganhando notoriedade pós-morte
sendo transformado em herói no Brasil republicano.
9
CONJURAÇÃO MINEIRA
• Os conjurados pretendiam criar uma república nas
Minas Gerais, podendo se expandir para outras
regiões da colônia → a capital seria São João Del
Rei e nela pretendiam fundar uma universidade.
• Inspiravam-se nas idéias Iluministas e da Revolução
Americana.
• CUIDADO: A Inconfidência Mineira é anterior à
Revolução Francesa!
• Não havia consenso em relação à escravidão,
então, a proposta era mantê-la.
• Foi criada uma bandeira com o dístico "Libertas
Quæ Sera Tamen” (Liberdade ainda que Tardia).
10
A bandeira da nova República.
11
CONJURAÇÃO MINEIRA
• O movimento foi denunciado por Joaquim Silvério
dos Reis ao governador, o visconde de Barbacena,
em troca do perdão de suas dívidas.
• A derrama foi suspensa e o governador instaurou
uma devassa (apuração minuciosa de ato criminoso
mediante pesquisa e inquirição de testemunhas) e
acusou os conjurados de crime de lesa-majestade,
traição ao rei (*nesse caso, rainha*), inconfidência.
• Ainda em Vila Rica, Cláudio Manuel da Costa morreu
na prisão, provavelmente assassinado
• Todos foram presos, seus bens confiscados (*mas
não em sua totalidade*) e os líderes do movimento
foram mandados para o Rio de Janeiro.
12
• Tiradentes era militar e teve sua
carreira prejudicada não sendo
promovido à Comandante do
destacamento da Serra da
Mantiqueira por não ser tão bem
relacionado politicamente.
• Não era homem pobre, mas, também,
não era letrado. Seu nome ficou em
evidência, porque ele foi o maior
responsável por tornar públicas as
ideias que eram discutidas nas
reuniões privadas dos inconfidentes,
falava delas nos sítios, prostíbulos,
tavernas etc.
• Acabou servindo de bode expiatório.
(Para saber mais)
13
A construção do mito: O
Martírio de Tiradentes
(1789) de Francisco
Aurélio de Figueiredo e
Melo.
CONJURAÇÃO MINEIRA
• Todos os acusados negaram envolvimento na
conjura, menos Tiradentes.
• A sentença de 18 de abril de 1792, condenou os 12
inconfidentes à morte. No dia seguinte, um decreto
real mudou a sentença de 11 deles para degredo.
• Os degredados foram remetidos para as colônias na
África, e os religiosos recolhidos a conventos em
Portugal.
• Tiradentes foi morto em 21 de abril de 1792, seu
corpo esquartejado e exposto no Caminho Novo, sua
cabeça ficou exposta em Vila Rica até que foi
roubada na calada da noite.
14
CONJURAÇÃO MINEIRA
• A execução de Tiradentes, feita
para servir de exemplo, ficou na
memória popular. Sua casa foi
derrubada, o terreno salgado e
seus descendentes declarados
infames.
• Em 1889, a República, carente de
heróis, tomou para si Tiradentes,
deu-lhe feições de “Cristo” e
transformou-o em mito. O feriado
de 21 de abril somente foi criado
em 1965.
• O quadro de Pedro Américo de
1893, exemplifica bem isso. 15
AS MULHERES NA INCONFIDÊNCIA
• A única mulher que sabemos ter participado ativamente
do movimento foi Hipólita Jacinta Teixeira de Melo
(1748-1828), rica e culta, foi casada com o coronel
Francisco Antônio de Oliveira Lopes, um dos
inconfidentes. Reuniões aconteciam em sua casa e foi
dela o bilhete que identificava Joaquim Silvério dos Reis
como o traidor. Seu marido foi mandado para o degredo
em Moçambique. Teve seus bens confiscados, lutou na
Justiça e conseguiu reavê-los em 1808.
• Outras mulheres relacionadas aos inconfidentes foram
Bárbara Heliodora (1759-1819, esposa e apoiadora de
Alvarenga Peixoto, e Maria Doroteia Joaquina de Seixas
Brandão (1767-1853), a Marília de Dirceu, noiva do poeta
Tomás Antônio Gonzaga.
16
CONJURAÇÃO CARIOCA
• DATA: 1794.
• Inspirados pelas ideias iluministas e a Revolução
Francesa, os conjurados se reuniam na Sociedade
Literária do Rio de Janeiro, fundada pelo Vice-Rei
Luís de Vasconcelos e Souza, em 1786.
• Aparentemente, não passaram das discussões sobre
os ideais revolucionários e não tinham plano algum
para uma tomada de poder.
• Em 1794, foram denunciados por suas discussões e
ideias emancipacionistas e de crítica à Igreja
Católica. Por ordem do Vice-Rei, Conde de Rezende,
alguns dos membros da Sociedade foram presos e
libertados dois anos depois por falta de provas.
17
CONJURAÇÃO BAIANA
• DATA: 1798.
• Havia grande insatisfação com o governador e os
preços altos dos gêneros alimentícios.
• inspirava-se na Revolução Americana, na
Revolução Francesa e na Revolução Haitiana.
• A elite intelectual reunia-se na Loja Maçônica
Cavaleiros da Luz para discutir as idéias vindas do
estrangeiro.
• Essas idéias circulavam também nas ruas de
Salvador, entre a população mais pobre, negra e
mestiça, daí o nome de Conjuração dos Alfaiates.
O movimento é também chamado de Revolta dos
Búzios ou das Argolinhas. 18
• “Devido ao fato de alguns revoltosos usarem um búzio
(concha de molusco em forma de espiral) preso à uma
pulseira para facilitar a identificação entre si, o termo
“Revolta dos Búzios” tornou-se o predominante na
transmissão oral na Bahia, devido à associação com as
origens africanas, havendo também uma identificação
com a luta contra a escravidão e por uma sociedade
mais igualitária.” (Comissão de Cultura homenageia heróis
da Revolta dos Búzios. Agência Câmara de Notícias)
19
CONJURAÇÃO
BAIANA: UMA
REVOLTA COM
VÁRIOS NOMES
A PAPEL DA MAÇONARIA
• Maçon é pedreiro em francês.
Acredita-se que teve suas origens nas
corporações de ofício medievais.
• No século XVIII, no Reino Unido e na
França, a maçonaria começou a ganhar
suas feições modernas → seus
membros precisavam ser homens e
livres → abraçaram os ideais
iluministas, liberais e anticlericais.
• Muitos movimentos de independência
na América foram planejados em lojas
maçônicas.
20
CONJURAÇÃO BAIANA
• Os conjurados baianos defendiam, entre outras
coisas:
 A República.
 Abolição da Escravidão;
 Diminuição dos Impostos;
 Abertura dos Portos;
 Fim do preconceito racial;
 Salários mais justos;
 Que as portas dos conventos fossem abertas e
quem desejasse pudesse deixar a vida religiosa.
 Expansão do movimento para o resto da colônia;
21
Bandeira tricolor da Conjuração Baiana.
22
CONJURAÇÃO BAIANA
• Os ideais do movimento eram divulgados
principalmente pelos escritos do soldado mulato
Luiz Gonzaga das Virgens e pelos panfletos de
Cipriano Barata, médico e filósofo.
• Em 12 de agosto estoura o movimento com
panfletos colados por toda a cidade, especialmente
nas portas das igrejas.
• Em um deles se lia: "Animai-vos Povo baiense que
está para chegar o tempo feliz da nossa Liberdade: o
tempo em que todos seremos irmãos: o tempo em
que todos seremos iguais."
• Houve repressão e muitas denúncias e prisões.
Quarenta e nove foram detidas, a maioria negou sua
participação e tentou provar inocência. 23
CONJURAÇÃO BAIANA
• Alguns dos revoltosos foram condenados à morte,
outros sofreram suplício e foram mandados para o
degredo perpétuo ou temporário, alguns fora do
território português. Houve escravos cuja pena foi
de 500 chibatadas com seus donos obrigados a
vendê-los para fora da Bahia.
• Os condenados à morte foram executados em 8 de
novembro de 1799, três alfaiates e dois soldados.
O quinto condenado à pena capital, o ourives Luís
Pires, fugitivo, jamais foi localizado.
• Ao contrário da Conjuração Mineira, a Baiana tinha
um caráter popular, mestiço e defendia mudanças
profundas na estrutura social vigente na colônia.
24
CONJURAÇÃO BAIANA
25
O REVOLUCIONÁRIO PARA TODAS
AS REVOLUÇÕES
• Cipriano Barata (1762-1838) foi
enviado para a prisão no Rio de
Janeiro e liberto em 1800.
• Tomou parte na Revolução
Pernambucana (1817) e na
Confederação do Equador (1824).
• Foi, também, deputado da Bahia
nas Cortes de Lisboa (1821) e ativo
jornalista.
• Preso por ordem de D. Pedro I, foi
libertado em 1830.
26
CONSPIRAÇÃO DOS SUASSUNAS
• DATA: 1801.
• Teve como centro a Loja Maçônica Areópago de
Itambé e o Seminário de Olinda.
• Influenciada pelo Iluminismo e pela Revolução
Francesa, queriam proclamar uma república e pedir
proteção de Napoleão.
• Em 1801 foram delatados, procedeu-se a devassa,
mas todos foram absolvidos por falta de provas.
• O Areópago foi fechado em 1802 e reaberto com o
nome de Academia dos Suassunas.
• Alguns participantes tomaram parte na Revolução
Pernambucana (1817).
27
Joaquim Nabuco
(1849-1910)
REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA
• DATA: 1817.
• Influência do Iluminismo, da Independência dos
Estados Unidos e da Revolução Haitiana, que
chegavam pelo importante porto de Recife.
• As lojas maçônicas Areópago de Itambé, a
Patriotismo, a Restauração, a Pernambuco do
Oriente e a Pernambuco do Ocidente foram centros
de discussão e difusão do movimento.
• Outro nome → Revolução dos Padres
• Recife e Olinda tinham juntas cerca de 40 mil
habitantes, o Rio tinha 60 mil.
• Havia toda uma tradição de resistência local,
potencializada pela insatisfação com o governo de
D. João VI. 29
• Vários motivos impulsionaram o movimento:
 Preferência por portugueses na administração
pública.
 Novos impostos criados por D. João VI e que
revertiam para o embelezamento do Rio de
Janeiro e o sustento da Corte.
 Grande seca de 1816, que prejudicou a produção
açucareira e de algodão.
 Concorrência do algodão americano e do açúcar
da Jamaica.
 Pressão abolicionista inglesa.
 O movimento era republicano e queria a
independência não só de Pernambuco.
30
REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA
As estrelas da bandeira da Revolução
representam Pernambuco, Paraíba e Ceará.
31
• Em 6 de março de 1817, as conspirações para
derrubar o governador Caetano Pinto do Pernambuco
foram delatadas. Os revolucionários planejavam
revoltar-se na Páscoa, mas o governador,
conhecendo os nomes que encabeçavam a
revolução, ordenou a prisão e punição para todos os
militares e civis que estivessem envolvidos na trama.
• No quartel de artilharia, quando o capitão José de
Barros Lima, o Leão Coroado, recebeu a ordem de
prisão do comandante da tropa, o português Barbosa
de Castro, desembainhou a espada e o matou. O
capitão negro Pedro Pedroso, pegou essa mesma
espada e assumiu o comando da tropa, que marchou
sobre a cidade, recebendo o apoio da maioria da
população. 32
O Quartel do Regimento de Artilharia foi o palco do
estopim da Revolução. 33
• O governador se refugiou no Forte do Brum, que foi
cercado. Por fim, ele se se rende e abandona
Pernambuco.
• O movimento teve vários líderes e estabeleceu um
conselho governativo de cinco membros, inspirado
no Diretório (*É preciso recordar a Revolução
Francesa!*).
• Em 29 de março foi convocada uma assembleia
constituinte que estabelece a separação entre os
três poderes; liberdade de imprensa; alguns
impostos foram abolidos; para atender aos
interesses dos grandes plantadores, a escravidão
foi mantida; o catolicismo foi mantido como
religião oficial, com liberdade de culto.
34
 Decreto publicado no Correio Braziliense em 1817.
35
• Um dos desdobramentos curiosos da revolução foi a
substituição do vinho por aguardente na missa e o
uso de hóstia feita de mandioca.
• Emissários foram enviados para outras províncias,
como a Bahia e Rio Grande do Norte.
• Houve adesão ao movimento no Ceará, com rápida
repressão por parte da Coroa.
• Antônio Gonçalves da Cruz Cabugá foi enviado aos
Estados Unidos, para conseguir comprar armas, o
apoio do governo americano à república nordestina
e a adesão de exilados franceses partidários de
Napoleão → Não houve tempo, a República caiu
antes. 36
Seminário de Olinda: A revolta contou com a
participação maciça de padres e seminaristas
influenciados pelo Iluminismo francês. 37
• O governador, Conde dos Arcos, enviou tropas por
terra pela Bahia e por mar do Rio de Janeiro → ao
todo, 8 mil homens participaram da repressão.
• O Coronel Pedro Pedroso, pardo e abolicionista, fez
uma proposta ao governo, que se desse a liberdade
aos escravos e, assim, a revolução teria o apoio
necessário para lutar contras as tropas do governo.
Conseguiu permissão para recrutar negros e
mulatos que, ao se tornarem soldados da república,
seriam alforriados. Estava criado o batalhão dos
“Bravos da Pátria”. Pedroso é uma personagem
controversa, pois sobreviveu à 1817, tentou sublevar
o Recife negro em 1823 (Pedrosada) e serviu ao
Império contra a Confederação do Equador em 1824.
38
•
Revolução
Pernambucana
de
1917.
Atlas
Histórico
do
Brasil.
Fundação
Getúlio
Vargas.
39
• O combate durou 75 dias e em 19 de maio, o governo
provisório se rendeu e Recife foi tomada.
• Antes da rendição da junta, o presidente do governo,
André de Albuquerque Maranhão, rico senhor de
engenho, foi morto pela tropa governista que invadiu
o palácio aos gritos de "Viva o Senhor D. João VI" e
"Morra a Liberdade“.
• Maranhão, que estava sentado na mesa de
despachos, Negou-se a se entregar, foi ferido por um
golpe de espada, tentando se defender, teve os dedos
cortados. Foi jogado pela janela do palácio e preso
sozinho em uma cela na Fortaleza dos Reis Magos,
sem assistência médica, sangrou até a morte. No
outro dia, seu corpo foi exibido nu em praça pública.
40
• Houve várias prisões e penas duríssimas aplicadas aos
líderes do movimento. Quatorze pessoas foram
executados, incluindo os líderes da revolução.
• José Luís de Mendonça (fuzilado), José de Barros Lima, o
Leão Coroado, elemento chave no início da revolução
(enforcado, teve cabeça e mãos cortadas e o corpo
arrastado pela cidade), Domingos José Martins (fuzilado),
o Padre João Ribeiro (suicidou-se, mas seu corpo foi
desenterrado e esquartejado) e José Inácio Ribeiro de
Abreu e Lima, o Padre Roma (morto na Bahia), José
Peregrino, de 19 anos (enforcado e suas partes
esquartejadas enviadas à Paraíba). Cruz Cabugá escapou,
outros líderes foram condenados à prisão.
• O filho do Padre Roma, fugiu da prisão com a ajuda da
maçonaria e juntou-se às tropas de Bolívar, tornando-se
general e lutando a seu lado por mais de 10 anos. 41
• Como compensação pela sua fidelidade ao Príncipe
Regente, Alagoas foi desmembrado de Pernambuco.
Mais tarde, após a Confederação do Equador,
Pernambuco perdeu outros territórios. 42
A Revolução Pernambucana atrasou a vinda da Arquiduquesa
Leopoldina para o Brasil. Como a esquadra portuguesa não
poderia se deslocar para a Europa, a partida prevista para junho,
só ocorreu em 13 de agosto.
43
E a Independência estava às
portas...
• Os movimentos emancipacionistas evidenciaram a
insatisfação de parte da população em relação ao
governo metropolitano.
• A presença de D. João VI na colônia não aliviou as
tensões, muito pelo contrário.
• Entre as elites havia forte influência de idéias
liberais, republicanas e federalistas.
• No plano social, não havia por parte dessas elites
interesse em grandes mudanças estruturais, a
manutenção da escravidão era quase consenso.
44
O docudrama 1817 – A Revolução Esquecida, de Tizuka
Yamazaki e Ricardo Favilla, foi lançado em 2017 para
marcar os 200 anos da Revolução Pernambucana. Está
disponível no Youtube. 45
(ESPCEX/2007) A Família Real Portuguesa, fugindo das
tropas de Napoleão Bonaparte, trouxe para o Brasil
uma corte parasitária, composta por 15.000 pessoas.
Para custeá-la, as despesas com o serviço público
aumentaram e o governo, para compensar, criou novos
impostos, o que gerou protestos organizados e um
movimento armado de grandes proporções. Tal
movimento foi a
[A] Revolução Constitucionalista do Porto.
[B] Revolução Pernambucana.
[C] Conjuração Baiana.
[D] Cabanagem.
[E] Conjuração dos Alfaiates.
46
(ESPCEX/2018) Quase duas décadas depois da
Conjuração Baiana, durante a estada da Família Real
portuguesa no Brasil e o governo de D. João VI,
ocorreu um levante emancipacionista em Pernambuco
que ficaria conhecido como Revolução Pernambucana.
Um dos motivos desta revolta foi
[A] o fim do monopólio comercial de Portugal sobre a
colônia.
[B] a grande seca de 1816.
[C] a elevação do Brasil a Reino Unido a Portugal e
Algarves.
[D] a liberação da atividade industrial no Brasil.
[E] a cobrança forçada de impostos atrasados.
47
(FUVEST/2010) “Eis que uma revolução, proclamando
um governo absolutamente independente da sujeição
à corte do Rio de Janeiro, rebentou em Pernambuco,
em março de 1817. É um assunto para o nosso ânimo
tão pouco simpático que, se nos fora permitido
[colocar] sobre ele um véu, o deixaríamos fora do
quadro que nos propusemos tratar.” (F. A. Varnhagen.
História geral do Brasil, 1854.)
O texto trata da Revolução pernambucana de 1817.
Com relação a esse acontecimento é possível afirmar
que os insurgentes
48
a)pretendiam a separação de Pernambuco do
restante do reino, impondo a expulsão dos
portugueses desse território.
b) contaram com a ativa participação de homens
negros, pondo em risco a manutenção da escravidão
na região.
c) dominaram Pernambuco e o norte da colônia,
decretando o fim dos privilégios da Companhia do
Grão-Pará e Maranhão.
d) propuseram a independência e a república,
congregando proprietários, comerciantes e pessoas
das camadas populares.
e) implantaram um governo de terror, ameaçando o
direito dos pequenos proprietários à livre exploração
da terra.
49
(ENEM/2021) O movimento sedicioso ocorrido na
capitania de Pernambuco, no ano 1817, foi analisado
de formas diferentes por dois meios de comunicação
daquela época. O Correio Braziliense apontou para o
fato de ser “a comoção no Brasil motivada por um
descontentamento geral, e não por maquinações de
alguns indivíduos". Já a Gazeta do Rio de Janeiro
considerou o movimento como um "pontual desvio de
norma, apenas uma 'mancha' nas 'páginas da História
Portuguesa’, tão distinta pelos testemunhos de amor
e respeito que os vassalos desta nação consagram ao
seu soberano".
JANCSÔ. I. PIMENTA, J. P. Peças da um mosaico. In
MOTA. C. G. (Org) Viagem Incompleta: a experiência
brasileira (1500-2000) São Paulo; Senac. 2000
(adaptado).
50
Os fragmentos das matérias jornalísticas sobre o
acontecimento, embora com percepções diversas,
relacionam-se a um aspecto do processo de
independência da colônia luso-americana expresso
em dissensões entre
a) quadros dirigentes em torno da abolição da ordem
escravocrata.
b) grupos regionais acerca da configuração politico-
territorial.
c) intelectuais laicos acerca da revogação do domínio
eclesiástico.
d) homens livres em tomo da extensão do direito de
voto.
e) elites locais acerca da ordenação do monopólio
fundiário. 51

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Revoltas Emancipacionistas

  • 1.
  • 2. MOVIMENTOS EMANCIPACIONISTAS • Visavam a autonomia da colônia ou partes dela. • Não havia ainda um sentimento nacional e somente Portugal tinha a percepção exata de onde terminava e começava a colônia, as elites locais muitas vezes se conheciam não no Brasil, mas enquanto concluíam seus estudos em Portugal. • Originavam-se do sentimento de alteridade → os colonos são diferentes dos portugueses. • Nos movimentos nativistas, a revolta surgia de insatisfações econômicas, normalmente. 2
  • 3. MOVIMENTOS EMANCIPACIONISTAS • Inspirados por ideias iluministas (ideias francesas) e por movimentos como a Revolução Americana (1776), a Revolução Francesa (1789) e a Revolução Haitiana (1791). • São exemplos de movimentos emancipacionistas: Conjuração Mineira (1789), Conjuração Carioca (1794), Conjuração Baiana (1798), Conspiração dos Suassunas (1801) e Revolução Pernambucana (1817), que chegou a criar uma república independente e de curta duração. 3
  • 4. POLÍTICA PORTUGUESA • A subida ao trono de D. Maria I (1734-1816) em março de 1777, levou à derrubada do Marquês de Pombal e todo o ministério → Este movimento é chamado de Viradeira e teve implicações diretas na política da metrópole em relação à colônia. • D. Maria I suspendeu as medidas econômicas do ministro, reforçou o poder da Igreja Católica, a dependência em relação à Inglaterra, expurgou a Universidade de Coimbra acusando alunos e professores de heresia, enciclopedismo e outros “crimes” ligados ao pensamento Iluminista. • Baixou o Alvará proibindo atividades industriais no Brasil em 1785. 4
  • 5. • As políticas do Marquês de Pombal tentaram modernizar a economia portuguesa. 5 O Marquês de Pombal e a Rainha D. Maria I.
  • 6. ALVARÁ DE D. MARIA I • Fala do “grande número de fábricas e manufaturas que de alguns anos por esta parte se têm difundido em diferentes capitanias do Brasil”. • E determina que “todas as fábricas, manufaturas ou teares de galões, de tecidos, (...) excetuando-se tão somente aqueles ditos teares ou manufaturas em que se tecem, ou manufaturam, fazendas grossas de algodão, que servem para o uso e vestuário de negros, para enfardar, para empacotar, (...) todas as mais sejam extintas e abolidas por qualquer parte em que se acharem em meus domínios do Brasil”. 6
  • 7. CONJURAÇÃO MINEIRA • DATA: 1789. • Apesar da queda na produção aurífera, a Coroa Portuguesa mantinha uma pesada carga fiscal e alegava que a culpa era do contrabando e da sonegação dos colonos. • A Derrama → os homens-bons (homens ricos, de posses) deveriam completar o que faltasse das 100 arrobas (1500 kg) anuais de ouro determinadas pela Coroa. • A pressão da Metrópole alimentou a revolta conhecida como Conjuração ou Inconfidência Mineira. 7
  • 8. Palavras como “conjuração” e “inconfidente” usadas para nomear os movimentos emancipacionistas tem caráter pejorativo. Os colonos, pelo menos na visão da metrópole, deveriam permanecer nesta condição, se insurgir contra isso era traição. 8
  • 9. CONJURAÇÃO MINEIRA • Ficou estabelecido que no dia da Derrama haveria um levante. • O grupo que tramava a revolta era socialmente variado, ainda que em sua maioria fossem homens da elite mineradora, havia militares de média e alta patente, religiosos, intelectuais (*destacamos os poetas Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga*) e funcionários públicos. • Joaquim José da Silva Xavier, o “Tiradentes”, era um dos inconfidentes menos abastados, apesar de não ser pobre, terminou ganhando notoriedade pós-morte sendo transformado em herói no Brasil republicano. 9
  • 10. CONJURAÇÃO MINEIRA • Os conjurados pretendiam criar uma república nas Minas Gerais, podendo se expandir para outras regiões da colônia → a capital seria São João Del Rei e nela pretendiam fundar uma universidade. • Inspiravam-se nas idéias Iluministas e da Revolução Americana. • CUIDADO: A Inconfidência Mineira é anterior à Revolução Francesa! • Não havia consenso em relação à escravidão, então, a proposta era mantê-la. • Foi criada uma bandeira com o dístico "Libertas Quæ Sera Tamen” (Liberdade ainda que Tardia). 10
  • 11. A bandeira da nova República. 11
  • 12. CONJURAÇÃO MINEIRA • O movimento foi denunciado por Joaquim Silvério dos Reis ao governador, o visconde de Barbacena, em troca do perdão de suas dívidas. • A derrama foi suspensa e o governador instaurou uma devassa (apuração minuciosa de ato criminoso mediante pesquisa e inquirição de testemunhas) e acusou os conjurados de crime de lesa-majestade, traição ao rei (*nesse caso, rainha*), inconfidência. • Ainda em Vila Rica, Cláudio Manuel da Costa morreu na prisão, provavelmente assassinado • Todos foram presos, seus bens confiscados (*mas não em sua totalidade*) e os líderes do movimento foram mandados para o Rio de Janeiro. 12
  • 13. • Tiradentes era militar e teve sua carreira prejudicada não sendo promovido à Comandante do destacamento da Serra da Mantiqueira por não ser tão bem relacionado politicamente. • Não era homem pobre, mas, também, não era letrado. Seu nome ficou em evidência, porque ele foi o maior responsável por tornar públicas as ideias que eram discutidas nas reuniões privadas dos inconfidentes, falava delas nos sítios, prostíbulos, tavernas etc. • Acabou servindo de bode expiatório. (Para saber mais) 13 A construção do mito: O Martírio de Tiradentes (1789) de Francisco Aurélio de Figueiredo e Melo.
  • 14. CONJURAÇÃO MINEIRA • Todos os acusados negaram envolvimento na conjura, menos Tiradentes. • A sentença de 18 de abril de 1792, condenou os 12 inconfidentes à morte. No dia seguinte, um decreto real mudou a sentença de 11 deles para degredo. • Os degredados foram remetidos para as colônias na África, e os religiosos recolhidos a conventos em Portugal. • Tiradentes foi morto em 21 de abril de 1792, seu corpo esquartejado e exposto no Caminho Novo, sua cabeça ficou exposta em Vila Rica até que foi roubada na calada da noite. 14
  • 15. CONJURAÇÃO MINEIRA • A execução de Tiradentes, feita para servir de exemplo, ficou na memória popular. Sua casa foi derrubada, o terreno salgado e seus descendentes declarados infames. • Em 1889, a República, carente de heróis, tomou para si Tiradentes, deu-lhe feições de “Cristo” e transformou-o em mito. O feriado de 21 de abril somente foi criado em 1965. • O quadro de Pedro Américo de 1893, exemplifica bem isso. 15
  • 16. AS MULHERES NA INCONFIDÊNCIA • A única mulher que sabemos ter participado ativamente do movimento foi Hipólita Jacinta Teixeira de Melo (1748-1828), rica e culta, foi casada com o coronel Francisco Antônio de Oliveira Lopes, um dos inconfidentes. Reuniões aconteciam em sua casa e foi dela o bilhete que identificava Joaquim Silvério dos Reis como o traidor. Seu marido foi mandado para o degredo em Moçambique. Teve seus bens confiscados, lutou na Justiça e conseguiu reavê-los em 1808. • Outras mulheres relacionadas aos inconfidentes foram Bárbara Heliodora (1759-1819, esposa e apoiadora de Alvarenga Peixoto, e Maria Doroteia Joaquina de Seixas Brandão (1767-1853), a Marília de Dirceu, noiva do poeta Tomás Antônio Gonzaga. 16
  • 17. CONJURAÇÃO CARIOCA • DATA: 1794. • Inspirados pelas ideias iluministas e a Revolução Francesa, os conjurados se reuniam na Sociedade Literária do Rio de Janeiro, fundada pelo Vice-Rei Luís de Vasconcelos e Souza, em 1786. • Aparentemente, não passaram das discussões sobre os ideais revolucionários e não tinham plano algum para uma tomada de poder. • Em 1794, foram denunciados por suas discussões e ideias emancipacionistas e de crítica à Igreja Católica. Por ordem do Vice-Rei, Conde de Rezende, alguns dos membros da Sociedade foram presos e libertados dois anos depois por falta de provas. 17
  • 18. CONJURAÇÃO BAIANA • DATA: 1798. • Havia grande insatisfação com o governador e os preços altos dos gêneros alimentícios. • inspirava-se na Revolução Americana, na Revolução Francesa e na Revolução Haitiana. • A elite intelectual reunia-se na Loja Maçônica Cavaleiros da Luz para discutir as idéias vindas do estrangeiro. • Essas idéias circulavam também nas ruas de Salvador, entre a população mais pobre, negra e mestiça, daí o nome de Conjuração dos Alfaiates. O movimento é também chamado de Revolta dos Búzios ou das Argolinhas. 18
  • 19. • “Devido ao fato de alguns revoltosos usarem um búzio (concha de molusco em forma de espiral) preso à uma pulseira para facilitar a identificação entre si, o termo “Revolta dos Búzios” tornou-se o predominante na transmissão oral na Bahia, devido à associação com as origens africanas, havendo também uma identificação com a luta contra a escravidão e por uma sociedade mais igualitária.” (Comissão de Cultura homenageia heróis da Revolta dos Búzios. Agência Câmara de Notícias) 19 CONJURAÇÃO BAIANA: UMA REVOLTA COM VÁRIOS NOMES
  • 20. A PAPEL DA MAÇONARIA • Maçon é pedreiro em francês. Acredita-se que teve suas origens nas corporações de ofício medievais. • No século XVIII, no Reino Unido e na França, a maçonaria começou a ganhar suas feições modernas → seus membros precisavam ser homens e livres → abraçaram os ideais iluministas, liberais e anticlericais. • Muitos movimentos de independência na América foram planejados em lojas maçônicas. 20
  • 21. CONJURAÇÃO BAIANA • Os conjurados baianos defendiam, entre outras coisas:  A República.  Abolição da Escravidão;  Diminuição dos Impostos;  Abertura dos Portos;  Fim do preconceito racial;  Salários mais justos;  Que as portas dos conventos fossem abertas e quem desejasse pudesse deixar a vida religiosa.  Expansão do movimento para o resto da colônia; 21
  • 22. Bandeira tricolor da Conjuração Baiana. 22
  • 23. CONJURAÇÃO BAIANA • Os ideais do movimento eram divulgados principalmente pelos escritos do soldado mulato Luiz Gonzaga das Virgens e pelos panfletos de Cipriano Barata, médico e filósofo. • Em 12 de agosto estoura o movimento com panfletos colados por toda a cidade, especialmente nas portas das igrejas. • Em um deles se lia: "Animai-vos Povo baiense que está para chegar o tempo feliz da nossa Liberdade: o tempo em que todos seremos irmãos: o tempo em que todos seremos iguais." • Houve repressão e muitas denúncias e prisões. Quarenta e nove foram detidas, a maioria negou sua participação e tentou provar inocência. 23
  • 24. CONJURAÇÃO BAIANA • Alguns dos revoltosos foram condenados à morte, outros sofreram suplício e foram mandados para o degredo perpétuo ou temporário, alguns fora do território português. Houve escravos cuja pena foi de 500 chibatadas com seus donos obrigados a vendê-los para fora da Bahia. • Os condenados à morte foram executados em 8 de novembro de 1799, três alfaiates e dois soldados. O quinto condenado à pena capital, o ourives Luís Pires, fugitivo, jamais foi localizado. • Ao contrário da Conjuração Mineira, a Baiana tinha um caráter popular, mestiço e defendia mudanças profundas na estrutura social vigente na colônia. 24
  • 26. O REVOLUCIONÁRIO PARA TODAS AS REVOLUÇÕES • Cipriano Barata (1762-1838) foi enviado para a prisão no Rio de Janeiro e liberto em 1800. • Tomou parte na Revolução Pernambucana (1817) e na Confederação do Equador (1824). • Foi, também, deputado da Bahia nas Cortes de Lisboa (1821) e ativo jornalista. • Preso por ordem de D. Pedro I, foi libertado em 1830. 26
  • 27. CONSPIRAÇÃO DOS SUASSUNAS • DATA: 1801. • Teve como centro a Loja Maçônica Areópago de Itambé e o Seminário de Olinda. • Influenciada pelo Iluminismo e pela Revolução Francesa, queriam proclamar uma república e pedir proteção de Napoleão. • Em 1801 foram delatados, procedeu-se a devassa, mas todos foram absolvidos por falta de provas. • O Areópago foi fechado em 1802 e reaberto com o nome de Academia dos Suassunas. • Alguns participantes tomaram parte na Revolução Pernambucana (1817). 27
  • 29. REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA • DATA: 1817. • Influência do Iluminismo, da Independência dos Estados Unidos e da Revolução Haitiana, que chegavam pelo importante porto de Recife. • As lojas maçônicas Areópago de Itambé, a Patriotismo, a Restauração, a Pernambuco do Oriente e a Pernambuco do Ocidente foram centros de discussão e difusão do movimento. • Outro nome → Revolução dos Padres • Recife e Olinda tinham juntas cerca de 40 mil habitantes, o Rio tinha 60 mil. • Havia toda uma tradição de resistência local, potencializada pela insatisfação com o governo de D. João VI. 29
  • 30. • Vários motivos impulsionaram o movimento:  Preferência por portugueses na administração pública.  Novos impostos criados por D. João VI e que revertiam para o embelezamento do Rio de Janeiro e o sustento da Corte.  Grande seca de 1816, que prejudicou a produção açucareira e de algodão.  Concorrência do algodão americano e do açúcar da Jamaica.  Pressão abolicionista inglesa.  O movimento era republicano e queria a independência não só de Pernambuco. 30 REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA
  • 31. As estrelas da bandeira da Revolução representam Pernambuco, Paraíba e Ceará. 31
  • 32. • Em 6 de março de 1817, as conspirações para derrubar o governador Caetano Pinto do Pernambuco foram delatadas. Os revolucionários planejavam revoltar-se na Páscoa, mas o governador, conhecendo os nomes que encabeçavam a revolução, ordenou a prisão e punição para todos os militares e civis que estivessem envolvidos na trama. • No quartel de artilharia, quando o capitão José de Barros Lima, o Leão Coroado, recebeu a ordem de prisão do comandante da tropa, o português Barbosa de Castro, desembainhou a espada e o matou. O capitão negro Pedro Pedroso, pegou essa mesma espada e assumiu o comando da tropa, que marchou sobre a cidade, recebendo o apoio da maioria da população. 32
  • 33. O Quartel do Regimento de Artilharia foi o palco do estopim da Revolução. 33
  • 34. • O governador se refugiou no Forte do Brum, que foi cercado. Por fim, ele se se rende e abandona Pernambuco. • O movimento teve vários líderes e estabeleceu um conselho governativo de cinco membros, inspirado no Diretório (*É preciso recordar a Revolução Francesa!*). • Em 29 de março foi convocada uma assembleia constituinte que estabelece a separação entre os três poderes; liberdade de imprensa; alguns impostos foram abolidos; para atender aos interesses dos grandes plantadores, a escravidão foi mantida; o catolicismo foi mantido como religião oficial, com liberdade de culto. 34
  • 35.  Decreto publicado no Correio Braziliense em 1817. 35
  • 36. • Um dos desdobramentos curiosos da revolução foi a substituição do vinho por aguardente na missa e o uso de hóstia feita de mandioca. • Emissários foram enviados para outras províncias, como a Bahia e Rio Grande do Norte. • Houve adesão ao movimento no Ceará, com rápida repressão por parte da Coroa. • Antônio Gonçalves da Cruz Cabugá foi enviado aos Estados Unidos, para conseguir comprar armas, o apoio do governo americano à república nordestina e a adesão de exilados franceses partidários de Napoleão → Não houve tempo, a República caiu antes. 36
  • 37. Seminário de Olinda: A revolta contou com a participação maciça de padres e seminaristas influenciados pelo Iluminismo francês. 37
  • 38. • O governador, Conde dos Arcos, enviou tropas por terra pela Bahia e por mar do Rio de Janeiro → ao todo, 8 mil homens participaram da repressão. • O Coronel Pedro Pedroso, pardo e abolicionista, fez uma proposta ao governo, que se desse a liberdade aos escravos e, assim, a revolução teria o apoio necessário para lutar contras as tropas do governo. Conseguiu permissão para recrutar negros e mulatos que, ao se tornarem soldados da república, seriam alforriados. Estava criado o batalhão dos “Bravos da Pátria”. Pedroso é uma personagem controversa, pois sobreviveu à 1817, tentou sublevar o Recife negro em 1823 (Pedrosada) e serviu ao Império contra a Confederação do Equador em 1824. 38
  • 40. • O combate durou 75 dias e em 19 de maio, o governo provisório se rendeu e Recife foi tomada. • Antes da rendição da junta, o presidente do governo, André de Albuquerque Maranhão, rico senhor de engenho, foi morto pela tropa governista que invadiu o palácio aos gritos de "Viva o Senhor D. João VI" e "Morra a Liberdade“. • Maranhão, que estava sentado na mesa de despachos, Negou-se a se entregar, foi ferido por um golpe de espada, tentando se defender, teve os dedos cortados. Foi jogado pela janela do palácio e preso sozinho em uma cela na Fortaleza dos Reis Magos, sem assistência médica, sangrou até a morte. No outro dia, seu corpo foi exibido nu em praça pública. 40
  • 41. • Houve várias prisões e penas duríssimas aplicadas aos líderes do movimento. Quatorze pessoas foram executados, incluindo os líderes da revolução. • José Luís de Mendonça (fuzilado), José de Barros Lima, o Leão Coroado, elemento chave no início da revolução (enforcado, teve cabeça e mãos cortadas e o corpo arrastado pela cidade), Domingos José Martins (fuzilado), o Padre João Ribeiro (suicidou-se, mas seu corpo foi desenterrado e esquartejado) e José Inácio Ribeiro de Abreu e Lima, o Padre Roma (morto na Bahia), José Peregrino, de 19 anos (enforcado e suas partes esquartejadas enviadas à Paraíba). Cruz Cabugá escapou, outros líderes foram condenados à prisão. • O filho do Padre Roma, fugiu da prisão com a ajuda da maçonaria e juntou-se às tropas de Bolívar, tornando-se general e lutando a seu lado por mais de 10 anos. 41
  • 42. • Como compensação pela sua fidelidade ao Príncipe Regente, Alagoas foi desmembrado de Pernambuco. Mais tarde, após a Confederação do Equador, Pernambuco perdeu outros territórios. 42
  • 43. A Revolução Pernambucana atrasou a vinda da Arquiduquesa Leopoldina para o Brasil. Como a esquadra portuguesa não poderia se deslocar para a Europa, a partida prevista para junho, só ocorreu em 13 de agosto. 43
  • 44. E a Independência estava às portas... • Os movimentos emancipacionistas evidenciaram a insatisfação de parte da população em relação ao governo metropolitano. • A presença de D. João VI na colônia não aliviou as tensões, muito pelo contrário. • Entre as elites havia forte influência de idéias liberais, republicanas e federalistas. • No plano social, não havia por parte dessas elites interesse em grandes mudanças estruturais, a manutenção da escravidão era quase consenso. 44
  • 45. O docudrama 1817 – A Revolução Esquecida, de Tizuka Yamazaki e Ricardo Favilla, foi lançado em 2017 para marcar os 200 anos da Revolução Pernambucana. Está disponível no Youtube. 45
  • 46. (ESPCEX/2007) A Família Real Portuguesa, fugindo das tropas de Napoleão Bonaparte, trouxe para o Brasil uma corte parasitária, composta por 15.000 pessoas. Para custeá-la, as despesas com o serviço público aumentaram e o governo, para compensar, criou novos impostos, o que gerou protestos organizados e um movimento armado de grandes proporções. Tal movimento foi a [A] Revolução Constitucionalista do Porto. [B] Revolução Pernambucana. [C] Conjuração Baiana. [D] Cabanagem. [E] Conjuração dos Alfaiates. 46
  • 47. (ESPCEX/2018) Quase duas décadas depois da Conjuração Baiana, durante a estada da Família Real portuguesa no Brasil e o governo de D. João VI, ocorreu um levante emancipacionista em Pernambuco que ficaria conhecido como Revolução Pernambucana. Um dos motivos desta revolta foi [A] o fim do monopólio comercial de Portugal sobre a colônia. [B] a grande seca de 1816. [C] a elevação do Brasil a Reino Unido a Portugal e Algarves. [D] a liberação da atividade industrial no Brasil. [E] a cobrança forçada de impostos atrasados. 47
  • 48. (FUVEST/2010) “Eis que uma revolução, proclamando um governo absolutamente independente da sujeição à corte do Rio de Janeiro, rebentou em Pernambuco, em março de 1817. É um assunto para o nosso ânimo tão pouco simpático que, se nos fora permitido [colocar] sobre ele um véu, o deixaríamos fora do quadro que nos propusemos tratar.” (F. A. Varnhagen. História geral do Brasil, 1854.) O texto trata da Revolução pernambucana de 1817. Com relação a esse acontecimento é possível afirmar que os insurgentes 48
  • 49. a)pretendiam a separação de Pernambuco do restante do reino, impondo a expulsão dos portugueses desse território. b) contaram com a ativa participação de homens negros, pondo em risco a manutenção da escravidão na região. c) dominaram Pernambuco e o norte da colônia, decretando o fim dos privilégios da Companhia do Grão-Pará e Maranhão. d) propuseram a independência e a república, congregando proprietários, comerciantes e pessoas das camadas populares. e) implantaram um governo de terror, ameaçando o direito dos pequenos proprietários à livre exploração da terra. 49
  • 50. (ENEM/2021) O movimento sedicioso ocorrido na capitania de Pernambuco, no ano 1817, foi analisado de formas diferentes por dois meios de comunicação daquela época. O Correio Braziliense apontou para o fato de ser “a comoção no Brasil motivada por um descontentamento geral, e não por maquinações de alguns indivíduos". Já a Gazeta do Rio de Janeiro considerou o movimento como um "pontual desvio de norma, apenas uma 'mancha' nas 'páginas da História Portuguesa’, tão distinta pelos testemunhos de amor e respeito que os vassalos desta nação consagram ao seu soberano". JANCSÔ. I. PIMENTA, J. P. Peças da um mosaico. In MOTA. C. G. (Org) Viagem Incompleta: a experiência brasileira (1500-2000) São Paulo; Senac. 2000 (adaptado). 50
  • 51. Os fragmentos das matérias jornalísticas sobre o acontecimento, embora com percepções diversas, relacionam-se a um aspecto do processo de independência da colônia luso-americana expresso em dissensões entre a) quadros dirigentes em torno da abolição da ordem escravocrata. b) grupos regionais acerca da configuração politico- territorial. c) intelectuais laicos acerca da revogação do domínio eclesiástico. d) homens livres em tomo da extensão do direito de voto. e) elites locais acerca da ordenação do monopólio fundiário. 51