SlideShare uma empresa Scribd logo
• Entre os séculos XVI e XVIII, o absolutismo existiu em
maior ou menor grau em todas as monarquias
europeias e em sua máxima perfeição somente na
França. Como características gerais podemos listar:
 Os interesses do rei estavam acima da lei;
 Não havia o cidadão, somente o súdito;
 O poder político estava concentrado nas mãos do
monarca que tinha poderes absolutos;
 O rei garantia a sobrevivência da nobreza, que
deveria se submeter para manter seus privilégios;
 Estabelecia-se uma aliança entre o rei e a
burguesia;
• Luís XIV (1638-1715) é
considerado o rei absolutista
modelo.
• É atribuída a ele a frase “O
Estado sou Eu”.
• Reforçou uma rígida etiqueta
em sua corte, a nobreza
orbitava em torno dele, que
era conhecido como “rei sol”.
• Onde seu retrato estivesse, ele
deveria receber as honras
como se fosse a própria
pessoa do rei.
• Chamamos de Antigo Regime esse
Estado marcado pelo Absolutismo e
pelo Mercantilismo.
• A sociedade do Antigo Regime era
estamental, isto é, o seu lugar na
sociedade, seus direitos e deveres,
eram determinados pelo grupo no
qual você nascia.
• Havia mobilidade social, mas ela era
muito limitada.
• No caso da França, esse modelo
compreendia três ordens, ou estados:
clero (1º), nobreza (2º) e o povo (3º
• O direito divino dos reis é uma doutrina política e
religiosa segundo a qual o poder dos reis tem como
fundamento a vontade de Deus.
• No Ocidente cristão, a doutrina consolidou-se na
França durante o Antigo Regime com base na crença
de que o monarca reina por vontade divina e, não, por
vontade de qualquer entidade terrena ou algum
contrato social.
• A Reforma Protestante não teve impacto sobre a
percepção do rei como um escolhido de Deus.
• Os dois principais idealizadores da teoria do direito divino
dos reis foram Jean Bodin (1530-1596) e Jacques Bossuet
(1627-1704)
• Bodin foi um teórico político, jurista francês, membro do
Parlamento de Paris e professor de Direito em Toulouse,
defendia que o Absolutismo era o modelo ideal de governo.
• “Nada havendo de maior sobre a terra, depois de Deus, que
os príncipes soberanos, e sendo por Ele estabelecidos
como seus representantes para governarem os outros
homens, é necessário lembrar-se com toda a obediência, a
fim de sentir e falar deles com toda a honra, pois quem
despreza seu príncipe soberano despreza a Deus, de Quem
ele é a imagem na terra.” (BODIN, Jean)
• Bossuet (1627-1704) foi um bispo e
teólogo francês, um dos principais
teóricos do absolutismo por direito
divino, defendendo que os reis
recebiam seu poder de Deus.
• Foi autor de La Politique tirée de
l'Écriture sainte, publicada
postumamente em 1709, na qual
defende a teoria do Direito divino dos
reis justificando que Deus delegava o
poder político aos monarcas,
conferindo-lhes autoridade ilimitada e
incontestável.
• Três razões fazem ver que este governo [monarquia hereditária] é
o melhor. A primeira é que é o mais natural e se perpetua por si
próprio (…). A segunda razão (…) é que este governo é o que
interessa mais na conservação do Estado e dos poderes que o
constituem: o príncipe, que trabalha para o seu Estado, trabalha
para os seus filhos, e o amor que tem pelo seu reino, confundi
com o que tem pela sua família, tornasse-lhe natural (…). A
terceira razão tira-se da dignidade das casas reais (…). A inveja,
que se tem naturalmente daqueles que estão acima de nós,
torna-se aqui em amor e respeito: os próprios grandes obedecem
sem repugnância a uma família que sempre viram como superior
e à qual se não conhece outra que a possa igualar (…). O trono
real não é o trono de um homem, mas o trono do próprio Deus
(…). Os reis (…) são deuses e participam de alguma maneira da
independência divina. O rei vê de mais longe e de mais alto; deve
acreditar-se que ele vê melhor, e deve obedecer-lhe sem
murmurar, pois o murmúrio é uma disposição para a sedição.
(BOSSUET, Jacues)
• Em 2001, o herdeiro do trono do Nepal massacrou a família real,
nove de seus membros foram mortos. Os guardas não reagiram.
Como poderiam atirar no príncipe, que era como um deus vivo?
Segundo consta, príncipe deu um tiro contra a própria cabeça.
• Na Inglaterra, a ideia de
direito divino não era
estranha, o rei, ou rainha,
era o chefe da Igreja,
porém, sem poderes
absolutos.
• O poder do rei tinha
limites, por exemplo, ele
não podia criar novos
impostos, pois era uma
atribuição do Parlamento.
• A lei também tinha sido
estabelecida por vontade
de Deus.
• Desde a Magna Carta (1215)
estava assentado que o
monarca não estava acima
de lei, que seu poder tinha
limites.
• Jaime I e seu filho Carlos I tentaram implantar as
ideias de direito divino aos moldes franceses na
Inglaterra, tentando ignorar o Parlamento.
• O contratualismo é uma teoria política e filosófica
baseada na ideia de que existe uma espécie de pacto ou
contrato social que retira o ser humano de seu estado de
natureza e coloca-o em convivência com outros seres
humanos em sociedade.
• Os contratualistas desmontaram os argumentos que
justificavam o poder real a partir do direito divino,
defendendo, cada um a sua maneira, que o que se
estabelecia entre o governante e a sociedade era um
pacto, um acordo, um contrato, no qual todos tinham
direitos e deveres.
• Foram filósofos contratualistas os ingleses Thomas
Hobbes e John Locke, e o suíço Jean-Jacques Rousseau.
• Segundo os filósofos contratualistas, há um período
da humanidade, que é o período pré-social, em que o
ser humano encontra-se em seu estado de natureza.
• O estado de natureza é o período em que a
sociedade ainda não se formou, quando não há uma
lei civil e, portanto, uma civilização para amparar o
convívio social.
• Esse estado é regido pela lei da natureza que coloca
os seres humanos em plena igualdade de direitos.
Chamamos esse conjunto de direitos naturais e a
teoria do estado de natureza de jusnaturalismo.
• O primeiro dos contratualistas
foi o filósofo, teórico político e
matemático Thomas Hobbes
(1588-1679). Hobbes foi muito
próximo da família real e
defendeu, até o fim de sua vida,
a monarquia.
• O eixo principal do pensamento
de Hobbes é que os homens só
podem viver em paz se
concordarem em submeter-se a
um poder absoluto e
centralizado.
• Seu principal livro se chama o Leviatã,
um grande monstro citado na Bíblia.
• O estado de natureza de Hobbes seria
marcado pela extrema violência de
todos contra todos. O medo da morte,
a mais forte das paixões, forçou os
homens a organizarem as bases da
vida social.
• Para Hobbes, o Estado deve ser forte e
com o poder centralizado, pois precisa
ter capacidade para conter os
impulsos naturais destrutivos das
pessoas.
• “O fim último, causa final e desígnio dos homens (que
amam naturalmente a liberdade e o domínio sobre os
outros), ao introduzir aquela restrição sobre si
mesmos sob a qual os vemos viver nos Estados, é o
cuidado com sua própria conservação e com uma vida
mais satisfeita. Quer dizer, o desejo de sair daquela
mísera condição de guerra que é a consequência
necessária (conforme se mostrou) das paixões
naturais dos homens, quando não há um poder visível
capaz de os manter em respeito, forçando-os, por
medo do castigo, ao cumprimento de seus pactos e
àquelas leis de natureza que foram expostas (...).”
Mesmo o poder
absoluto
precisava se
apoiar em um
consenso, no
corpo do
Leviatã é
possível ver os
súditos que
são o suporte
do poder do
monarca.
• O filósofo e médico foi o grande nome
do empirismo inglês e defendia que ao
nascermos éramos como uma tábula
rasa e que o conhecimento era
proveniente da experiência, tanto de
origem externa, nas sensações, quanto
nas internas, através das reflexões.
• Defendia a monarquia constitucional
parlamentarista, três poderes com
preeminência do legislativo e a
tolerância religiosa, pois o exercício da
fé deveria ser questão de ordem
privada.
John Locke (1632-
1704) era um porta-
voz do pensamento da
burguesia.
• Para Locke, todos os homens possuem
direitos naturais (vida, liberdade e
propriedade privada, fruto do trabalho) e
o Estado seria o garantidor desses
direitos em um contrato social.
• Locke discorda de Hobbes que defendia
que o estado de natureza era um estado
de guerra.
• Em seu estado de natureza, o homem
seria feliz, porém egoísta. Para resolver
os litígios gerados por interesses rivais,
deveria existir um poder mediador ao
qual todos devam estar submetidos.
• Logo, o Estado existiria para garantir os
direitos naturais, em troca, os seres
humanos abririam mão de parte da sua
liberdade.
• Todo o governo que desrespeitasse os
direitos naturais poderia e deveria ser
derrubado (direito à rebelião). Para Locke,
a soberania não reside no Estado, mas sim
na população.
• As ideias de Locke influenciarão os
colonos norte americanos na sua luta
contra a metrópole e estarão presentes na
declaração de independência das Treze
Colônias.
• “Para compreender corretamente o que é o poder
político e derivá-lo a partir de sua origem, devemos
considerar qual é a condição em que todos os homens
se encontram segundo a natureza. E esta condição é a
de completa liberdade para poder decidir suas ações e
dispor de seus bens e pessoas do modo que quiserem,
respeitados os limites das leis naturais, sem precisar
solicitar a permissão ou de depender da vontade de
qualquer outro ser humano.”
• “Eu asseguro, tranquilamente, que o governo civil é a
solução adequada para as inconveniências do estado
de natureza, que devem certamente ser grandes
quando os homens podem ser juízes em causa própria,
pois é fácil imaginar que um homem tão injusto a ponto
de lesar o irmão dificilmente será justo para condenar
a si mesmo pela mesma ofensa.”
• A tolerância religiosa não se estendia aos católicos,
considerados súditos de um príncipe estrangeiro.
• Locke tinha ações em companhias de tráfico de
escravos, condenava a escravidão de forma geral, mas
não a escravidão negra em particular.
• Não foi claro em defender a propriedade da terra dos
povos nativos da América, abrindo brecha para
justificar a apropriação delas pelos europeus.
• Defendia que crianças pobres fossem ensinadas a
trabalhar a partir dos três anos de idade para que não
fossem um peso para a sociedade.
• Os mendigos deveriam ser disciplinados e obrigados a
trabalhar.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

A Revolução Inglesa
A Revolução InglesaA Revolução Inglesa
A Revolução Inglesa
Paulo Alexandre
 
República Oligárquica
República OligárquicaRepública Oligárquica
República Oligárquica
Portal do Vestibulando
 
Independência das 13 Colônias Inglesas na América
Independência das 13 Colônias Inglesas na AméricaIndependência das 13 Colônias Inglesas na América
Independência das 13 Colônias Inglesas na América
eiprofessor
 
Revolução Inglesa
Revolução InglesaRevolução Inglesa
Revolução Inglesa
Guilherme Drumond
 
Proclamação da República
Proclamação da RepúblicaProclamação da República
Proclamação da República
ANDRÉA FERREIRA
 
His-8o-semana1-O Iluminismo e a ilustração.ppt
His-8o-semana1-O Iluminismo e a ilustração.pptHis-8o-semana1-O Iluminismo e a ilustração.ppt
His-8o-semana1-O Iluminismo e a ilustração.ppt
Gisele Finatti Baraglio
 
Os contratualistas
Os contratualistasOs contratualistas
Os contratualistas
Conrado_p_m
 
Política de Maquiavel
Política de Maquiavel Política de Maquiavel
Política de Maquiavel
Kaíne Colodetti
 
Maquiavel
MaquiavelMaquiavel
Maquiavel
Alison Nunes
 
O iluminismo(Resumo)
O iluminismo(Resumo)O iluminismo(Resumo)
O iluminismo(Resumo)
JPedroSR
 
Império bizantino
Império bizantinoImpério bizantino
Império bizantino
alinemaiahistoria
 
Era Vargas (1930-1945)
Era Vargas (1930-1945)Era Vargas (1930-1945)
Era Vargas (1930-1945)
Elton Zanoni
 
Iluminismo
Iluminismo Iluminismo
Iluminismo
Babilopestaliuli
 
A crise no império romano
A crise no império romanoA crise no império romano
A crise no império romano
Nilton Silva Jardim Junior
 
O Iluminismo
O IluminismoO Iluminismo
Hobbes e o poder absoluto do Estado
Hobbes e o poder absoluto do EstadoHobbes e o poder absoluto do Estado
Hobbes e o poder absoluto do Estado
Alison Nunes
 
Revolução inglesa e industrial
Revolução inglesa e industrialRevolução inglesa e industrial
Revolução inglesa e industrial
Jefferson Barroso
 
Renascimento Cultural e Científico
Renascimento Cultural e CientíficoRenascimento Cultural e Científico
Renascimento Cultural e Científico
Claudenilson da Silva
 
Thomas hobbes
Thomas hobbesThomas hobbes
Thomas hobbes
António Daniel
 
Hannah arendt e o totalitarismo
Hannah arendt e o totalitarismoHannah arendt e o totalitarismo
Hannah arendt e o totalitarismo
Arlindo Picoli
 

Mais procurados (20)

A Revolução Inglesa
A Revolução InglesaA Revolução Inglesa
A Revolução Inglesa
 
República Oligárquica
República OligárquicaRepública Oligárquica
República Oligárquica
 
Independência das 13 Colônias Inglesas na América
Independência das 13 Colônias Inglesas na AméricaIndependência das 13 Colônias Inglesas na América
Independência das 13 Colônias Inglesas na América
 
Revolução Inglesa
Revolução InglesaRevolução Inglesa
Revolução Inglesa
 
Proclamação da República
Proclamação da RepúblicaProclamação da República
Proclamação da República
 
His-8o-semana1-O Iluminismo e a ilustração.ppt
His-8o-semana1-O Iluminismo e a ilustração.pptHis-8o-semana1-O Iluminismo e a ilustração.ppt
His-8o-semana1-O Iluminismo e a ilustração.ppt
 
Os contratualistas
Os contratualistasOs contratualistas
Os contratualistas
 
Política de Maquiavel
Política de Maquiavel Política de Maquiavel
Política de Maquiavel
 
Maquiavel
MaquiavelMaquiavel
Maquiavel
 
O iluminismo(Resumo)
O iluminismo(Resumo)O iluminismo(Resumo)
O iluminismo(Resumo)
 
Império bizantino
Império bizantinoImpério bizantino
Império bizantino
 
Era Vargas (1930-1945)
Era Vargas (1930-1945)Era Vargas (1930-1945)
Era Vargas (1930-1945)
 
Iluminismo
Iluminismo Iluminismo
Iluminismo
 
A crise no império romano
A crise no império romanoA crise no império romano
A crise no império romano
 
O Iluminismo
O IluminismoO Iluminismo
O Iluminismo
 
Hobbes e o poder absoluto do Estado
Hobbes e o poder absoluto do EstadoHobbes e o poder absoluto do Estado
Hobbes e o poder absoluto do Estado
 
Revolução inglesa e industrial
Revolução inglesa e industrialRevolução inglesa e industrial
Revolução inglesa e industrial
 
Renascimento Cultural e Científico
Renascimento Cultural e CientíficoRenascimento Cultural e Científico
Renascimento Cultural e Científico
 
Thomas hobbes
Thomas hobbesThomas hobbes
Thomas hobbes
 
Hannah arendt e o totalitarismo
Hannah arendt e o totalitarismoHannah arendt e o totalitarismo
Hannah arendt e o totalitarismo
 

Semelhante a Absolutismo Monárquico e a Crítica dos Contratualistas

Absolutismo imagens
Absolutismo imagensAbsolutismo imagens
Absolutismo imagens
andrecarlosocosta
 
Ciência política - John Lock
Ciência política - John LockCiência política - John Lock
Ciência política - John Lock
unisocionautas
 
Absolutismo Monárquico 2019
Absolutismo Monárquico 2019Absolutismo Monárquico 2019
Humanismo, Jusnaturalismo, Criticismo E Deontologia
Humanismo, Jusnaturalismo, Criticismo E DeontologiaHumanismo, Jusnaturalismo, Criticismo E Deontologia
Humanismo, Jusnaturalismo, Criticismo E Deontologia
Luci Bonini
 
Hobbes, Locke e Rousseau.pptx
Hobbes, Locke e Rousseau.pptxHobbes, Locke e Rousseau.pptx
Hobbes, Locke e Rousseau.pptx
Beliza Stasinski Lopes
 
Hobbes
HobbesHobbes
Hobbes
Jorge Miklos
 
Dois Tratados sobre o Governo - John Locke
Dois Tratados sobre o Governo - John LockeDois Tratados sobre o Governo - John Locke
Dois Tratados sobre o Governo - John Locke
M. Martins
 
Política
PolíticaPolítica
Política
tsocio
 
A Natureza Humana Para Hobbes E Rousseau
A Natureza Humana Para Hobbes E RousseauA Natureza Humana Para Hobbes E Rousseau
A Natureza Humana Para Hobbes E Rousseau
thiagopfaury
 
Cap 11 A Justificação do Estado Moderno
Cap 11   A Justificação do Estado ModernoCap 11   A Justificação do Estado Moderno
Cap 11 A Justificação do Estado Moderno
José Ferreira Júnior
 
Absolutismo e mercantilismo tmp
Absolutismo e mercantilismo tmpAbsolutismo e mercantilismo tmp
Absolutismo e mercantilismo tmp
Péricles Penuel
 
Do contrato social jean jacques rousseau
Do contrato social   jean jacques rousseauDo contrato social   jean jacques rousseau
Do contrato social jean jacques rousseau
AndreRodrigues89
 
Do contrato social jean jacques rousseau
Do contrato social   jean jacques rousseauDo contrato social   jean jacques rousseau
Do contrato social jean jacques rousseau
AndreRodrigues89
 
Maquiavel fil contratualistas
Maquiavel  fil contratualistasMaquiavel  fil contratualistas
Maquiavel fil contratualistas
Pitágoras
 
Estado absolutista
Estado absolutistaEstado absolutista
Estado absolutista
Ilana Fernandes
 
Concepções do Estado....
Concepções do Estado.... Concepções do Estado....
Concepções do Estado....
Charles Rogers Souza Da Silva (Messer)
 
Concepções de Estado 02
Concepções  de Estado 02Concepções  de Estado 02
Concepções de Estado 02
Charles Rogers Souza Da Silva (Messer)
 
Apresentação de jhon locke (2)
Apresentação de jhon locke (2)Apresentação de jhon locke (2)
Apresentação de jhon locke (2)
Rômulo Dos Santos Pinheiro
 
AULA DE CIENCIA POLITICA - TGE. O ESTADOppt
AULA DE CIENCIA POLITICA - TGE. O ESTADOpptAULA DE CIENCIA POLITICA - TGE. O ESTADOppt
AULA DE CIENCIA POLITICA - TGE. O ESTADOppt
dramagnoliaaleixoadv
 
Luís XIV e o Absolutismo
Luís XIV e o AbsolutismoLuís XIV e o Absolutismo
Luís XIV e o Absolutismo
JoanaRitaSilva
 

Semelhante a Absolutismo Monárquico e a Crítica dos Contratualistas (20)

Absolutismo imagens
Absolutismo imagensAbsolutismo imagens
Absolutismo imagens
 
Ciência política - John Lock
Ciência política - John LockCiência política - John Lock
Ciência política - John Lock
 
Absolutismo Monárquico 2019
Absolutismo Monárquico 2019Absolutismo Monárquico 2019
Absolutismo Monárquico 2019
 
Humanismo, Jusnaturalismo, Criticismo E Deontologia
Humanismo, Jusnaturalismo, Criticismo E DeontologiaHumanismo, Jusnaturalismo, Criticismo E Deontologia
Humanismo, Jusnaturalismo, Criticismo E Deontologia
 
Hobbes, Locke e Rousseau.pptx
Hobbes, Locke e Rousseau.pptxHobbes, Locke e Rousseau.pptx
Hobbes, Locke e Rousseau.pptx
 
Hobbes
HobbesHobbes
Hobbes
 
Dois Tratados sobre o Governo - John Locke
Dois Tratados sobre o Governo - John LockeDois Tratados sobre o Governo - John Locke
Dois Tratados sobre o Governo - John Locke
 
Política
PolíticaPolítica
Política
 
A Natureza Humana Para Hobbes E Rousseau
A Natureza Humana Para Hobbes E RousseauA Natureza Humana Para Hobbes E Rousseau
A Natureza Humana Para Hobbes E Rousseau
 
Cap 11 A Justificação do Estado Moderno
Cap 11   A Justificação do Estado ModernoCap 11   A Justificação do Estado Moderno
Cap 11 A Justificação do Estado Moderno
 
Absolutismo e mercantilismo tmp
Absolutismo e mercantilismo tmpAbsolutismo e mercantilismo tmp
Absolutismo e mercantilismo tmp
 
Do contrato social jean jacques rousseau
Do contrato social   jean jacques rousseauDo contrato social   jean jacques rousseau
Do contrato social jean jacques rousseau
 
Do contrato social jean jacques rousseau
Do contrato social   jean jacques rousseauDo contrato social   jean jacques rousseau
Do contrato social jean jacques rousseau
 
Maquiavel fil contratualistas
Maquiavel  fil contratualistasMaquiavel  fil contratualistas
Maquiavel fil contratualistas
 
Estado absolutista
Estado absolutistaEstado absolutista
Estado absolutista
 
Concepções do Estado....
Concepções do Estado.... Concepções do Estado....
Concepções do Estado....
 
Concepções de Estado 02
Concepções  de Estado 02Concepções  de Estado 02
Concepções de Estado 02
 
Apresentação de jhon locke (2)
Apresentação de jhon locke (2)Apresentação de jhon locke (2)
Apresentação de jhon locke (2)
 
AULA DE CIENCIA POLITICA - TGE. O ESTADOppt
AULA DE CIENCIA POLITICA - TGE. O ESTADOpptAULA DE CIENCIA POLITICA - TGE. O ESTADOppt
AULA DE CIENCIA POLITICA - TGE. O ESTADOppt
 
Luís XIV e o Absolutismo
Luís XIV e o AbsolutismoLuís XIV e o Absolutismo
Luís XIV e o Absolutismo
 

Mais de Valéria Shoujofan

América Latina: Da Independência à Consolidação dos Estados Nacionais
América Latina: Da Independência à Consolidação dos Estados NacionaisAmérica Latina: Da Independência à Consolidação dos Estados Nacionais
América Latina: Da Independência à Consolidação dos Estados Nacionais
Valéria Shoujofan
 
Segundo Reinando: Escravidão e Imigração
Segundo Reinando: Escravidão e ImigraçãoSegundo Reinando: Escravidão e Imigração
Segundo Reinando: Escravidão e Imigração
Valéria Shoujofan
 
Entre Negociações, Reiterações e Transgressões.pptx
Entre Negociações, Reiterações e Transgressões.pptxEntre Negociações, Reiterações e Transgressões.pptx
Entre Negociações, Reiterações e Transgressões.pptx
Valéria Shoujofan
 
Revolução Americana
Revolução AmericanaRevolução Americana
Revolução Americana
Valéria Shoujofan
 
Iluminismo e Déspotas Esclarecidos
Iluminismo e Déspotas EsclarecidosIluminismo e Déspotas Esclarecidos
Iluminismo e Déspotas Esclarecidos
Valéria Shoujofan
 
Primeira e Segunda Revolução Industrial
Primeira e Segunda Revolução IndustrialPrimeira e Segunda Revolução Industrial
Primeira e Segunda Revolução Industrial
Valéria Shoujofan
 
Inglaterra: Revolução Científica e Revolução Agrícola
Inglaterra: Revolução Científica e Revolução AgrícolaInglaterra: Revolução Científica e Revolução Agrícola
Inglaterra: Revolução Científica e Revolução Agrícola
Valéria Shoujofan
 
Reformas Religiosas (novo)
Reformas Religiosas (novo)Reformas Religiosas (novo)
Reformas Religiosas (novo)
Valéria Shoujofan
 
Revoluções Inglesas - século XVII
Revoluções Inglesas - século XVIIRevoluções Inglesas - século XVII
Revoluções Inglesas - século XVII
Valéria Shoujofan
 
CONSTRUÇÃO DO MUNDO MODERNO (XIV-XVII): ÁFRICA ATLÂNTICA
CONSTRUÇÃO DO MUNDO MODERNO (XIV-XVII): ÁFRICA ATLÂNTICACONSTRUÇÃO DO MUNDO MODERNO (XIV-XVII): ÁFRICA ATLÂNTICA
CONSTRUÇÃO DO MUNDO MODERNO (XIV-XVII): ÁFRICA ATLÂNTICA
Valéria Shoujofan
 
Conquista e Colonização das Américas (1º ano)
Conquista e Colonização das Américas (1º ano)Conquista e Colonização das Américas (1º ano)
Conquista e Colonização das Américas (1º ano)
Valéria Shoujofan
 
Revoltas Emancipacionistas
Revoltas EmancipacionistasRevoltas Emancipacionistas
Revoltas Emancipacionistas
Valéria Shoujofan
 
Período Joanino (1808-1821)
Período Joanino (1808-1821)Período Joanino (1808-1821)
Período Joanino (1808-1821)
Valéria Shoujofan
 
Independência do Brasil e Primeiro Reinado
Independência do Brasil e Primeiro ReinadoIndependência do Brasil e Primeiro Reinado
Independência do Brasil e Primeiro Reinado
Valéria Shoujofan
 
Renascimento Urbano e Comercial e Cruzadas
Renascimento Urbano e Comercial e CruzadasRenascimento Urbano e Comercial e Cruzadas
Renascimento Urbano e Comercial e Cruzadas
Valéria Shoujofan
 
Sistema feudal - Igreja Católica - Parte 2
Sistema feudal - Igreja Católica - Parte 2Sistema feudal - Igreja Católica - Parte 2
Sistema feudal - Igreja Católica - Parte 2
Valéria Shoujofan
 
Sociedade feudal - Parte 1
Sociedade feudal - Parte 1Sociedade feudal - Parte 1
Sociedade feudal - Parte 1
Valéria Shoujofan
 
Formação das Monarquias Nacionais e Absolutismo
Formação das Monarquias Nacionais e AbsolutismoFormação das Monarquias Nacionais e Absolutismo
Formação das Monarquias Nacionais e Absolutismo
Valéria Shoujofan
 
Reformas religiosas do Século XVI
Reformas religiosas do Século XVIReformas religiosas do Século XVI
Reformas religiosas do Século XVI
Valéria Shoujofan
 
Renascimento Cultural
Renascimento CulturalRenascimento Cultural
Renascimento Cultural
Valéria Shoujofan
 

Mais de Valéria Shoujofan (20)

América Latina: Da Independência à Consolidação dos Estados Nacionais
América Latina: Da Independência à Consolidação dos Estados NacionaisAmérica Latina: Da Independência à Consolidação dos Estados Nacionais
América Latina: Da Independência à Consolidação dos Estados Nacionais
 
Segundo Reinando: Escravidão e Imigração
Segundo Reinando: Escravidão e ImigraçãoSegundo Reinando: Escravidão e Imigração
Segundo Reinando: Escravidão e Imigração
 
Entre Negociações, Reiterações e Transgressões.pptx
Entre Negociações, Reiterações e Transgressões.pptxEntre Negociações, Reiterações e Transgressões.pptx
Entre Negociações, Reiterações e Transgressões.pptx
 
Revolução Americana
Revolução AmericanaRevolução Americana
Revolução Americana
 
Iluminismo e Déspotas Esclarecidos
Iluminismo e Déspotas EsclarecidosIluminismo e Déspotas Esclarecidos
Iluminismo e Déspotas Esclarecidos
 
Primeira e Segunda Revolução Industrial
Primeira e Segunda Revolução IndustrialPrimeira e Segunda Revolução Industrial
Primeira e Segunda Revolução Industrial
 
Inglaterra: Revolução Científica e Revolução Agrícola
Inglaterra: Revolução Científica e Revolução AgrícolaInglaterra: Revolução Científica e Revolução Agrícola
Inglaterra: Revolução Científica e Revolução Agrícola
 
Reformas Religiosas (novo)
Reformas Religiosas (novo)Reformas Religiosas (novo)
Reformas Religiosas (novo)
 
Revoluções Inglesas - século XVII
Revoluções Inglesas - século XVIIRevoluções Inglesas - século XVII
Revoluções Inglesas - século XVII
 
CONSTRUÇÃO DO MUNDO MODERNO (XIV-XVII): ÁFRICA ATLÂNTICA
CONSTRUÇÃO DO MUNDO MODERNO (XIV-XVII): ÁFRICA ATLÂNTICACONSTRUÇÃO DO MUNDO MODERNO (XIV-XVII): ÁFRICA ATLÂNTICA
CONSTRUÇÃO DO MUNDO MODERNO (XIV-XVII): ÁFRICA ATLÂNTICA
 
Conquista e Colonização das Américas (1º ano)
Conquista e Colonização das Américas (1º ano)Conquista e Colonização das Américas (1º ano)
Conquista e Colonização das Américas (1º ano)
 
Revoltas Emancipacionistas
Revoltas EmancipacionistasRevoltas Emancipacionistas
Revoltas Emancipacionistas
 
Período Joanino (1808-1821)
Período Joanino (1808-1821)Período Joanino (1808-1821)
Período Joanino (1808-1821)
 
Independência do Brasil e Primeiro Reinado
Independência do Brasil e Primeiro ReinadoIndependência do Brasil e Primeiro Reinado
Independência do Brasil e Primeiro Reinado
 
Renascimento Urbano e Comercial e Cruzadas
Renascimento Urbano e Comercial e CruzadasRenascimento Urbano e Comercial e Cruzadas
Renascimento Urbano e Comercial e Cruzadas
 
Sistema feudal - Igreja Católica - Parte 2
Sistema feudal - Igreja Católica - Parte 2Sistema feudal - Igreja Católica - Parte 2
Sistema feudal - Igreja Católica - Parte 2
 
Sociedade feudal - Parte 1
Sociedade feudal - Parte 1Sociedade feudal - Parte 1
Sociedade feudal - Parte 1
 
Formação das Monarquias Nacionais e Absolutismo
Formação das Monarquias Nacionais e AbsolutismoFormação das Monarquias Nacionais e Absolutismo
Formação das Monarquias Nacionais e Absolutismo
 
Reformas religiosas do Século XVI
Reformas religiosas do Século XVIReformas religiosas do Século XVI
Reformas religiosas do Século XVI
 
Renascimento Cultural
Renascimento CulturalRenascimento Cultural
Renascimento Cultural
 

Último

Fernão Lopes. pptx
Fernão Lopes.                       pptxFernão Lopes.                       pptx
Fernão Lopes. pptx
TomasSousa7
 
CADERNO DE CONCEITOS E ORIENTAÇÕES DO CENSO ESCOLAR 2024.pdf
CADERNO DE CONCEITOS E ORIENTAÇÕES DO CENSO ESCOLAR 2024.pdfCADERNO DE CONCEITOS E ORIENTAÇÕES DO CENSO ESCOLAR 2024.pdf
CADERNO DE CONCEITOS E ORIENTAÇÕES DO CENSO ESCOLAR 2024.pdf
NatySousa3
 
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdfO que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
Pastor Robson Colaço
 
Leonardo da Vinci .pptx
Leonardo da Vinci                  .pptxLeonardo da Vinci                  .pptx
Leonardo da Vinci .pptx
TomasSousa7
 
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
AntnioManuelAgdoma
 
Sistema de Bibliotecas UCS - Chronica do emperador Clarimundo, donde os reis ...
Sistema de Bibliotecas UCS - Chronica do emperador Clarimundo, donde os reis ...Sistema de Bibliotecas UCS - Chronica do emperador Clarimundo, donde os reis ...
Sistema de Bibliotecas UCS - Chronica do emperador Clarimundo, donde os reis ...
Biblioteca UCS
 
0002_matematica_6ano livro de matemática
0002_matematica_6ano livro de matemática0002_matematica_6ano livro de matemática
0002_matematica_6ano livro de matemática
Giovana Gomes da Silva
 
Sinais de pontuação
Sinais de pontuaçãoSinais de pontuação
Sinais de pontuação
Mary Alvarenga
 
livro ciclo da agua educação infantil.pdf
livro ciclo da agua educação infantil.pdflivro ciclo da agua educação infantil.pdf
livro ciclo da agua educação infantil.pdf
cmeioctaciliabetesch
 
“A classe operária vai ao paraíso os modos de produzir e trabalhar ao longo ...
“A classe operária vai ao paraíso  os modos de produzir e trabalhar ao longo ...“A classe operária vai ao paraíso  os modos de produzir e trabalhar ao longo ...
“A classe operária vai ao paraíso os modos de produzir e trabalhar ao longo ...
AdrianoMontagna1
 
Potenciação e Radiciação de Números Racionais
Potenciação e Radiciação de Números RacionaisPotenciação e Radiciação de Números Racionais
Potenciação e Radiciação de Números Racionais
wagnermorais28
 
A dinâmica da população mundial de acordo com as teorias populacionais.pptx
A dinâmica da população mundial de acordo com as teorias populacionais.pptxA dinâmica da população mundial de acordo com as teorias populacionais.pptx
A dinâmica da população mundial de acordo com as teorias populacionais.pptx
ReinaldoSouza57
 
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
SILVIAREGINANAZARECA
 
Egito antigo resumo - aula de história.pdf
Egito antigo resumo - aula de história.pdfEgito antigo resumo - aula de história.pdf
Egito antigo resumo - aula de história.pdf
sthefanydesr
 
OS elementos de uma boa Redação para o ENEM.pdf
OS elementos de uma boa Redação para o ENEM.pdfOS elementos de uma boa Redação para o ENEM.pdf
OS elementos de uma boa Redação para o ENEM.pdf
AmiltonAparecido1
 
Slides Lição 9, Betel, Ordenança para uma vida de santificação, 2Tr24.pptx
Slides Lição 9, Betel, Ordenança para uma vida de santificação, 2Tr24.pptxSlides Lição 9, Betel, Ordenança para uma vida de santificação, 2Tr24.pptx
Slides Lição 9, Betel, Ordenança para uma vida de santificação, 2Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
Slides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptxSlides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
Estrutura Pedagógica - Laboratório de Educação a Distância.ppt
Estrutura Pedagógica - Laboratório de Educação a Distância.pptEstrutura Pedagógica - Laboratório de Educação a Distância.ppt
Estrutura Pedagógica - Laboratório de Educação a Distância.ppt
livrosjovert
 
Especialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdf
Especialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdfEspecialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdf
Especialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdf
DanielCastro80471
 
Educação trabalho HQ em sala de aula uma excelente ideia
Educação  trabalho HQ em sala de aula uma excelente  ideiaEducação  trabalho HQ em sala de aula uma excelente  ideia
Educação trabalho HQ em sala de aula uma excelente ideia
joseanesouza36
 

Último (20)

Fernão Lopes. pptx
Fernão Lopes.                       pptxFernão Lopes.                       pptx
Fernão Lopes. pptx
 
CADERNO DE CONCEITOS E ORIENTAÇÕES DO CENSO ESCOLAR 2024.pdf
CADERNO DE CONCEITOS E ORIENTAÇÕES DO CENSO ESCOLAR 2024.pdfCADERNO DE CONCEITOS E ORIENTAÇÕES DO CENSO ESCOLAR 2024.pdf
CADERNO DE CONCEITOS E ORIENTAÇÕES DO CENSO ESCOLAR 2024.pdf
 
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdfO que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
 
Leonardo da Vinci .pptx
Leonardo da Vinci                  .pptxLeonardo da Vinci                  .pptx
Leonardo da Vinci .pptx
 
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
 
Sistema de Bibliotecas UCS - Chronica do emperador Clarimundo, donde os reis ...
Sistema de Bibliotecas UCS - Chronica do emperador Clarimundo, donde os reis ...Sistema de Bibliotecas UCS - Chronica do emperador Clarimundo, donde os reis ...
Sistema de Bibliotecas UCS - Chronica do emperador Clarimundo, donde os reis ...
 
0002_matematica_6ano livro de matemática
0002_matematica_6ano livro de matemática0002_matematica_6ano livro de matemática
0002_matematica_6ano livro de matemática
 
Sinais de pontuação
Sinais de pontuaçãoSinais de pontuação
Sinais de pontuação
 
livro ciclo da agua educação infantil.pdf
livro ciclo da agua educação infantil.pdflivro ciclo da agua educação infantil.pdf
livro ciclo da agua educação infantil.pdf
 
“A classe operária vai ao paraíso os modos de produzir e trabalhar ao longo ...
“A classe operária vai ao paraíso  os modos de produzir e trabalhar ao longo ...“A classe operária vai ao paraíso  os modos de produzir e trabalhar ao longo ...
“A classe operária vai ao paraíso os modos de produzir e trabalhar ao longo ...
 
Potenciação e Radiciação de Números Racionais
Potenciação e Radiciação de Números RacionaisPotenciação e Radiciação de Números Racionais
Potenciação e Radiciação de Números Racionais
 
A dinâmica da população mundial de acordo com as teorias populacionais.pptx
A dinâmica da população mundial de acordo com as teorias populacionais.pptxA dinâmica da população mundial de acordo com as teorias populacionais.pptx
A dinâmica da população mundial de acordo com as teorias populacionais.pptx
 
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
 
Egito antigo resumo - aula de história.pdf
Egito antigo resumo - aula de história.pdfEgito antigo resumo - aula de história.pdf
Egito antigo resumo - aula de história.pdf
 
OS elementos de uma boa Redação para o ENEM.pdf
OS elementos de uma boa Redação para o ENEM.pdfOS elementos de uma boa Redação para o ENEM.pdf
OS elementos de uma boa Redação para o ENEM.pdf
 
Slides Lição 9, Betel, Ordenança para uma vida de santificação, 2Tr24.pptx
Slides Lição 9, Betel, Ordenança para uma vida de santificação, 2Tr24.pptxSlides Lição 9, Betel, Ordenança para uma vida de santificação, 2Tr24.pptx
Slides Lição 9, Betel, Ordenança para uma vida de santificação, 2Tr24.pptx
 
Slides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptxSlides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptx
 
Estrutura Pedagógica - Laboratório de Educação a Distância.ppt
Estrutura Pedagógica - Laboratório de Educação a Distância.pptEstrutura Pedagógica - Laboratório de Educação a Distância.ppt
Estrutura Pedagógica - Laboratório de Educação a Distância.ppt
 
Especialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdf
Especialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdfEspecialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdf
Especialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdf
 
Educação trabalho HQ em sala de aula uma excelente ideia
Educação  trabalho HQ em sala de aula uma excelente  ideiaEducação  trabalho HQ em sala de aula uma excelente  ideia
Educação trabalho HQ em sala de aula uma excelente ideia
 

Absolutismo Monárquico e a Crítica dos Contratualistas

  • 1.
  • 2. • Entre os séculos XVI e XVIII, o absolutismo existiu em maior ou menor grau em todas as monarquias europeias e em sua máxima perfeição somente na França. Como características gerais podemos listar:  Os interesses do rei estavam acima da lei;  Não havia o cidadão, somente o súdito;  O poder político estava concentrado nas mãos do monarca que tinha poderes absolutos;  O rei garantia a sobrevivência da nobreza, que deveria se submeter para manter seus privilégios;  Estabelecia-se uma aliança entre o rei e a burguesia;
  • 3. • Luís XIV (1638-1715) é considerado o rei absolutista modelo. • É atribuída a ele a frase “O Estado sou Eu”. • Reforçou uma rígida etiqueta em sua corte, a nobreza orbitava em torno dele, que era conhecido como “rei sol”. • Onde seu retrato estivesse, ele deveria receber as honras como se fosse a própria pessoa do rei.
  • 4.
  • 5.
  • 6. • Chamamos de Antigo Regime esse Estado marcado pelo Absolutismo e pelo Mercantilismo. • A sociedade do Antigo Regime era estamental, isto é, o seu lugar na sociedade, seus direitos e deveres, eram determinados pelo grupo no qual você nascia. • Havia mobilidade social, mas ela era muito limitada. • No caso da França, esse modelo compreendia três ordens, ou estados: clero (1º), nobreza (2º) e o povo (3º
  • 7. • O direito divino dos reis é uma doutrina política e religiosa segundo a qual o poder dos reis tem como fundamento a vontade de Deus. • No Ocidente cristão, a doutrina consolidou-se na França durante o Antigo Regime com base na crença de que o monarca reina por vontade divina e, não, por vontade de qualquer entidade terrena ou algum contrato social. • A Reforma Protestante não teve impacto sobre a percepção do rei como um escolhido de Deus.
  • 8. • Os dois principais idealizadores da teoria do direito divino dos reis foram Jean Bodin (1530-1596) e Jacques Bossuet (1627-1704) • Bodin foi um teórico político, jurista francês, membro do Parlamento de Paris e professor de Direito em Toulouse, defendia que o Absolutismo era o modelo ideal de governo. • “Nada havendo de maior sobre a terra, depois de Deus, que os príncipes soberanos, e sendo por Ele estabelecidos como seus representantes para governarem os outros homens, é necessário lembrar-se com toda a obediência, a fim de sentir e falar deles com toda a honra, pois quem despreza seu príncipe soberano despreza a Deus, de Quem ele é a imagem na terra.” (BODIN, Jean)
  • 9. • Bossuet (1627-1704) foi um bispo e teólogo francês, um dos principais teóricos do absolutismo por direito divino, defendendo que os reis recebiam seu poder de Deus. • Foi autor de La Politique tirée de l'Écriture sainte, publicada postumamente em 1709, na qual defende a teoria do Direito divino dos reis justificando que Deus delegava o poder político aos monarcas, conferindo-lhes autoridade ilimitada e incontestável.
  • 10. • Três razões fazem ver que este governo [monarquia hereditária] é o melhor. A primeira é que é o mais natural e se perpetua por si próprio (…). A segunda razão (…) é que este governo é o que interessa mais na conservação do Estado e dos poderes que o constituem: o príncipe, que trabalha para o seu Estado, trabalha para os seus filhos, e o amor que tem pelo seu reino, confundi com o que tem pela sua família, tornasse-lhe natural (…). A terceira razão tira-se da dignidade das casas reais (…). A inveja, que se tem naturalmente daqueles que estão acima de nós, torna-se aqui em amor e respeito: os próprios grandes obedecem sem repugnância a uma família que sempre viram como superior e à qual se não conhece outra que a possa igualar (…). O trono real não é o trono de um homem, mas o trono do próprio Deus (…). Os reis (…) são deuses e participam de alguma maneira da independência divina. O rei vê de mais longe e de mais alto; deve acreditar-se que ele vê melhor, e deve obedecer-lhe sem murmurar, pois o murmúrio é uma disposição para a sedição. (BOSSUET, Jacues)
  • 11. • Em 2001, o herdeiro do trono do Nepal massacrou a família real, nove de seus membros foram mortos. Os guardas não reagiram. Como poderiam atirar no príncipe, que era como um deus vivo? Segundo consta, príncipe deu um tiro contra a própria cabeça.
  • 12. • Na Inglaterra, a ideia de direito divino não era estranha, o rei, ou rainha, era o chefe da Igreja, porém, sem poderes absolutos. • O poder do rei tinha limites, por exemplo, ele não podia criar novos impostos, pois era uma atribuição do Parlamento. • A lei também tinha sido estabelecida por vontade de Deus. • Desde a Magna Carta (1215) estava assentado que o monarca não estava acima de lei, que seu poder tinha limites.
  • 13. • Jaime I e seu filho Carlos I tentaram implantar as ideias de direito divino aos moldes franceses na Inglaterra, tentando ignorar o Parlamento.
  • 14. • O contratualismo é uma teoria política e filosófica baseada na ideia de que existe uma espécie de pacto ou contrato social que retira o ser humano de seu estado de natureza e coloca-o em convivência com outros seres humanos em sociedade. • Os contratualistas desmontaram os argumentos que justificavam o poder real a partir do direito divino, defendendo, cada um a sua maneira, que o que se estabelecia entre o governante e a sociedade era um pacto, um acordo, um contrato, no qual todos tinham direitos e deveres. • Foram filósofos contratualistas os ingleses Thomas Hobbes e John Locke, e o suíço Jean-Jacques Rousseau.
  • 15. • Segundo os filósofos contratualistas, há um período da humanidade, que é o período pré-social, em que o ser humano encontra-se em seu estado de natureza. • O estado de natureza é o período em que a sociedade ainda não se formou, quando não há uma lei civil e, portanto, uma civilização para amparar o convívio social. • Esse estado é regido pela lei da natureza que coloca os seres humanos em plena igualdade de direitos. Chamamos esse conjunto de direitos naturais e a teoria do estado de natureza de jusnaturalismo.
  • 16. • O primeiro dos contratualistas foi o filósofo, teórico político e matemático Thomas Hobbes (1588-1679). Hobbes foi muito próximo da família real e defendeu, até o fim de sua vida, a monarquia. • O eixo principal do pensamento de Hobbes é que os homens só podem viver em paz se concordarem em submeter-se a um poder absoluto e centralizado.
  • 17. • Seu principal livro se chama o Leviatã, um grande monstro citado na Bíblia. • O estado de natureza de Hobbes seria marcado pela extrema violência de todos contra todos. O medo da morte, a mais forte das paixões, forçou os homens a organizarem as bases da vida social. • Para Hobbes, o Estado deve ser forte e com o poder centralizado, pois precisa ter capacidade para conter os impulsos naturais destrutivos das pessoas.
  • 18. • “O fim último, causa final e desígnio dos homens (que amam naturalmente a liberdade e o domínio sobre os outros), ao introduzir aquela restrição sobre si mesmos sob a qual os vemos viver nos Estados, é o cuidado com sua própria conservação e com uma vida mais satisfeita. Quer dizer, o desejo de sair daquela mísera condição de guerra que é a consequência necessária (conforme se mostrou) das paixões naturais dos homens, quando não há um poder visível capaz de os manter em respeito, forçando-os, por medo do castigo, ao cumprimento de seus pactos e àquelas leis de natureza que foram expostas (...).”
  • 19. Mesmo o poder absoluto precisava se apoiar em um consenso, no corpo do Leviatã é possível ver os súditos que são o suporte do poder do monarca.
  • 20. • O filósofo e médico foi o grande nome do empirismo inglês e defendia que ao nascermos éramos como uma tábula rasa e que o conhecimento era proveniente da experiência, tanto de origem externa, nas sensações, quanto nas internas, através das reflexões. • Defendia a monarquia constitucional parlamentarista, três poderes com preeminência do legislativo e a tolerância religiosa, pois o exercício da fé deveria ser questão de ordem privada. John Locke (1632- 1704) era um porta- voz do pensamento da burguesia.
  • 21. • Para Locke, todos os homens possuem direitos naturais (vida, liberdade e propriedade privada, fruto do trabalho) e o Estado seria o garantidor desses direitos em um contrato social. • Locke discorda de Hobbes que defendia que o estado de natureza era um estado de guerra. • Em seu estado de natureza, o homem seria feliz, porém egoísta. Para resolver os litígios gerados por interesses rivais, deveria existir um poder mediador ao qual todos devam estar submetidos.
  • 22. • Logo, o Estado existiria para garantir os direitos naturais, em troca, os seres humanos abririam mão de parte da sua liberdade. • Todo o governo que desrespeitasse os direitos naturais poderia e deveria ser derrubado (direito à rebelião). Para Locke, a soberania não reside no Estado, mas sim na população. • As ideias de Locke influenciarão os colonos norte americanos na sua luta contra a metrópole e estarão presentes na declaração de independência das Treze Colônias.
  • 23. • “Para compreender corretamente o que é o poder político e derivá-lo a partir de sua origem, devemos considerar qual é a condição em que todos os homens se encontram segundo a natureza. E esta condição é a de completa liberdade para poder decidir suas ações e dispor de seus bens e pessoas do modo que quiserem, respeitados os limites das leis naturais, sem precisar solicitar a permissão ou de depender da vontade de qualquer outro ser humano.” • “Eu asseguro, tranquilamente, que o governo civil é a solução adequada para as inconveniências do estado de natureza, que devem certamente ser grandes quando os homens podem ser juízes em causa própria, pois é fácil imaginar que um homem tão injusto a ponto de lesar o irmão dificilmente será justo para condenar a si mesmo pela mesma ofensa.”
  • 24. • A tolerância religiosa não se estendia aos católicos, considerados súditos de um príncipe estrangeiro. • Locke tinha ações em companhias de tráfico de escravos, condenava a escravidão de forma geral, mas não a escravidão negra em particular. • Não foi claro em defender a propriedade da terra dos povos nativos da América, abrindo brecha para justificar a apropriação delas pelos europeus. • Defendia que crianças pobres fossem ensinadas a trabalhar a partir dos três anos de idade para que não fossem um peso para a sociedade. • Os mendigos deveriam ser disciplinados e obrigados a trabalhar.