Miguel Tiago
Rafael Lima
Pós-colheita e
Beneficiamento
do Arroz
Operações pós-colheita;
Beneficiamento;
Comercialização.
Índice
Fonte: Site Afnews, 2016.
Fonte: Processo de produção do arroz da COOPERJA, Aline Manenti.
Operações pós-colheita
Limpeza do transportador;
Transporte deve ser feito o mais rápido possível;
Evitar perdas e misturas.
Transporte
Fonte: Embrapa Arroz e Feijão.
Pesagem;
Descarga por tombadores em moegas;
Avaliação técnica;
Transporte até o silo.
Recepção
Fonte:http://www.poliartmetal.com.br/plat
aforma-para-descarga.html
De acordo com a avaliação de necessidade;
Retirada de impurezas mais grosseiras;
Aumentar a eficiência do processo de secagem;
Reduzir custo;
Melhor classificação.
Pré-limpeza
Imediata quando umidade >14% ;
Deve atingir de 13 a 14% de umidade;
Para semente a temperatura deve ser abaixo de 45°C;
Para grão não deve ultrapassar a 70°C;
Quando há impossibilidade de secagem, proceder a
aeração de 12-24h.
Secagem
Intermitente:
Movimento dos grãos e do ar;
Contínua.
Tipos de secagem:
Fonte: Revista Seednews, 2010.
Pode ser armazenado no sistema convencional
(sacarias) ou à granel;
 Armazenamento em sacarias:
• Grãos secos;
• Boa ventilação;
• Pilhas: 4,5 – 5,5 m de altura
• 19 m de comprimento;
• Afastadas da parede.
Armazenamento
Fonte: Embrapa Arroz e Feijão.
Armazenamento à granel:
• Pode ser feito em tulhas ou silos;
• Mais adequada para grandes quantidades;
• Preocupação com temperatura.
Armazenamento
Fonte: Eduardo da Costa Eifert .
Arroz branco
Beneficiamento
Fonte: Processo de produção do arroz da COOPERJA, Aline
Retirando as impurezas que restaram da pré-limpeza;
Sucção e insuflação;
Número maior de peneiras;
Melhor controle da ventilação.
Limpeza secundária
Fonte: Embrapa milho e sorgo.
Retirada da casca;
Atrito entre dois roletes de borracha;
90% de descasque;
Câmara de ar;
Grão descascado (Integral).
Descascador
Fonte: Argosfoto.
Separador de marinheiro
Fonte: http://www.dietaseregimes.com/como-fazer-
farinha-de-arroz-e-seus-beneficios/
Brunidor
Extrai do arroz o farelo (pericarpo);
 Cilindro troncônico de ferro revestido de pedra
artificial;
Polidor
Acabamento do grão;
Retirada total do farelo;
Resfriador
Sai dos processos anteriores com temperatura elevada;
Para não estragar o grão.
Cilíndrico rotativo
Retirada de grãos rajados e matéria estranha;
Separar a quirera do arroz;
Plano rotativo
Retirar a quirera;
Quirera - ¼ do grão;
 Meio arroz ou canjica- ¼ a ½ grão;
Canjicão- ½ a ¾ de grão.
Classificação
Fonte: http://www.muehle-heiligenrode.de/bmtrieur.htm
Retirada de defeituosos: grãos picados, manchados,
rajados, pretos;
Sensores ópticos;
Válvula efetua um jato de ar.
Classificação eletrônica
Fonte: Processo de produção do
arroz da COOPERJA, Aline
Manenti.
Arroz parboilizado
Beneficiamento
Processo hidrotérmico em que o arroz com casca é
imerso em água a uma temperatura alta;
Pré-cozimento;
Nutrientes da película e do germe são passados
integralmente para o grão;
Sabor característico e tom amarelado são decorrentes
da mudança da estrutura do amido e fixação dos
nutrientes.
Arroz parboilizado
Fonte: Processo de produção do arroz da COOPERJA, Aline
Arroz é submetido a um pré-cozimento;
Para arroz seco a temperatura da água deve estar de
68 a 72°C;
Arroz verde 75 a 76°C;
Durante 6 a 7 horas;
Objetivo que tenha entre 30-32% de umidade para
quebras as pontes de hidrogênio das ligações de
amido, facilitando na gelatinização.
Encharcamento
Por um período de 2 a 3 minutos a uma temperatura
entre 400°C – 500°C;
Cozinha completamente o grão;
O vapor do arroz vai injetar os nutrientes (vitaminas e
minerais) que se encontram na película e germe.
Secador
 Arroz com casca, umidade em torno de 12,5 a 13%;
Ideal para não ocorrer problemas de proliferação de
fungos ou até mesmo insetos.
Estufa ou autoclave
Fonte: Elizonete peres.
Arroz branco X Parboilizado
Descascador;
Separador de marinheiro;
Brunidor;
Resfriador;
Selecionadoras.
Poli
Classificação
Classificação de grãos Especificações
Longo-fino
Comprimento ≥ 6 mm
Espessura ≤ 1,90 mm
Relação comprimento/largura > 2,75 mm
Longo Comprimento ≥ 6 mm
Médio Comprimento entre 5 mm a menos de 6 mm
Curto Comprimento < 5 mm
Misturado Presença de duas ou mais classes
Fonte: Adaptado de CASTRO [et. al.], 1999.
Poli
Classificação
Tipo
Defeitos graves (%) Defeitos gerais Total de
quebrados
Quirera
(%)
Matérias
estranhas e
impurezas
Mofados e
ardidos agregados** (%) e quirera
(%)
(máximo
)
1 0,25 0,25 4 10 0,5
2 0,5 0,5 8 20 1,0
3 1,0 1,0 14 30 2,0
4 1,5 2,0 22 40 3,0
5 2,0 4,0 34 50 4,0
Fonte: Adaptado de CASTRO [et. al.], 1999.
Empacotamento
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=C_1Z51MmAMI
Comercialização
Fonte: Embrapa
Casca: Camas, abrasivos, combustível (poder
calorífico é 30% superior da madeira), agente filtrante
(cinzas);
Farelo: Extrai-se óleo comestível, e o restante é
aproveitado na fabricação de ração animal;
Subprodutos
Quirera (1/4 do grão): Fabricação de ração animal e
na fermentação de cerveja;
Palha: Para fazer celulose e papel de boa qualidade;
Outros: Farinha e cereais matinais.
Subprodutos
Agrega pouco valor;
Não é uma commodity propriamente dita;
Consumo local;
Dificuldade na comercialização
Produto Cidade Preço
Arroz Sequeiro Cultivar Primavera Sc
60Kg
Rio Verde-GO
58,00
Arroz em Casca Irrigado Sc 60Kg Paranavaí-PR 67,75
Arroz em Casca Longo Fino Sc 60Kg Gurupi-TO 60,00
Arroz Sequeiro Tipo 1 Sc 60Kg Sorriso-MT 41,00
Fonte: Agrolink, 14 de Julho.
Fonte: FAO & USDA, Patrício Mendez
Cenário mundial
Perspectiva
Miguel Tiago da Silva Junior
migueltsj1@gmail.com
(62) 9 8204-5408
Rafael Fernandes de Lima
agro.rafaelfernandes@gmail.com
(62) 9 9330-0699
Obrigado!

Pós-colheita e Beneficiamento do Arroz

  • 1.
    Miguel Tiago Rafael Lima Pós-colheitae Beneficiamento do Arroz
  • 2.
  • 3.
    Fonte: Processo deprodução do arroz da COOPERJA, Aline Manenti.
  • 4.
  • 5.
    Limpeza do transportador; Transportedeve ser feito o mais rápido possível; Evitar perdas e misturas. Transporte Fonte: Embrapa Arroz e Feijão.
  • 6.
    Pesagem; Descarga por tombadoresem moegas; Avaliação técnica; Transporte até o silo. Recepção Fonte:http://www.poliartmetal.com.br/plat aforma-para-descarga.html
  • 7.
    De acordo coma avaliação de necessidade; Retirada de impurezas mais grosseiras; Aumentar a eficiência do processo de secagem; Reduzir custo; Melhor classificação. Pré-limpeza
  • 8.
    Imediata quando umidade>14% ; Deve atingir de 13 a 14% de umidade; Para semente a temperatura deve ser abaixo de 45°C; Para grão não deve ultrapassar a 70°C; Quando há impossibilidade de secagem, proceder a aeração de 12-24h. Secagem
  • 9.
    Intermitente: Movimento dos grãose do ar; Contínua. Tipos de secagem: Fonte: Revista Seednews, 2010.
  • 10.
    Pode ser armazenadono sistema convencional (sacarias) ou à granel;  Armazenamento em sacarias: • Grãos secos; • Boa ventilação; • Pilhas: 4,5 – 5,5 m de altura • 19 m de comprimento; • Afastadas da parede. Armazenamento Fonte: Embrapa Arroz e Feijão.
  • 11.
    Armazenamento à granel: •Pode ser feito em tulhas ou silos; • Mais adequada para grandes quantidades; • Preocupação com temperatura. Armazenamento Fonte: Eduardo da Costa Eifert .
  • 12.
  • 13.
    Fonte: Processo deprodução do arroz da COOPERJA, Aline
  • 14.
    Retirando as impurezasque restaram da pré-limpeza; Sucção e insuflação; Número maior de peneiras; Melhor controle da ventilação. Limpeza secundária Fonte: Embrapa milho e sorgo.
  • 15.
    Retirada da casca; Atritoentre dois roletes de borracha; 90% de descasque; Câmara de ar; Grão descascado (Integral). Descascador Fonte: Argosfoto.
  • 16.
    Separador de marinheiro Fonte:http://www.dietaseregimes.com/como-fazer- farinha-de-arroz-e-seus-beneficios/
  • 17.
    Brunidor Extrai do arrozo farelo (pericarpo);  Cilindro troncônico de ferro revestido de pedra artificial; Polidor Acabamento do grão; Retirada total do farelo; Resfriador Sai dos processos anteriores com temperatura elevada; Para não estragar o grão.
  • 18.
    Cilíndrico rotativo Retirada degrãos rajados e matéria estranha; Separar a quirera do arroz; Plano rotativo Retirar a quirera; Quirera - ¼ do grão;  Meio arroz ou canjica- ¼ a ½ grão; Canjicão- ½ a ¾ de grão. Classificação
  • 19.
  • 20.
    Retirada de defeituosos:grãos picados, manchados, rajados, pretos; Sensores ópticos; Válvula efetua um jato de ar. Classificação eletrônica Fonte: Processo de produção do arroz da COOPERJA, Aline Manenti.
  • 21.
  • 22.
    Processo hidrotérmico emque o arroz com casca é imerso em água a uma temperatura alta; Pré-cozimento; Nutrientes da película e do germe são passados integralmente para o grão; Sabor característico e tom amarelado são decorrentes da mudança da estrutura do amido e fixação dos nutrientes. Arroz parboilizado
  • 23.
    Fonte: Processo deprodução do arroz da COOPERJA, Aline
  • 24.
    Arroz é submetidoa um pré-cozimento; Para arroz seco a temperatura da água deve estar de 68 a 72°C; Arroz verde 75 a 76°C; Durante 6 a 7 horas; Objetivo que tenha entre 30-32% de umidade para quebras as pontes de hidrogênio das ligações de amido, facilitando na gelatinização. Encharcamento
  • 25.
    Por um períodode 2 a 3 minutos a uma temperatura entre 400°C – 500°C; Cozinha completamente o grão; O vapor do arroz vai injetar os nutrientes (vitaminas e minerais) que se encontram na película e germe. Secador  Arroz com casca, umidade em torno de 12,5 a 13%; Ideal para não ocorrer problemas de proliferação de fungos ou até mesmo insetos. Estufa ou autoclave
  • 26.
    Fonte: Elizonete peres. Arrozbranco X Parboilizado
  • 27.
  • 28.
    Poli Classificação Classificação de grãosEspecificações Longo-fino Comprimento ≥ 6 mm Espessura ≤ 1,90 mm Relação comprimento/largura > 2,75 mm Longo Comprimento ≥ 6 mm Médio Comprimento entre 5 mm a menos de 6 mm Curto Comprimento < 5 mm Misturado Presença de duas ou mais classes Fonte: Adaptado de CASTRO [et. al.], 1999.
  • 29.
    Poli Classificação Tipo Defeitos graves (%)Defeitos gerais Total de quebrados Quirera (%) Matérias estranhas e impurezas Mofados e ardidos agregados** (%) e quirera (%) (máximo ) 1 0,25 0,25 4 10 0,5 2 0,5 0,5 8 20 1,0 3 1,0 1,0 14 30 2,0 4 1,5 2,0 22 40 3,0 5 2,0 4,0 34 50 4,0 Fonte: Adaptado de CASTRO [et. al.], 1999.
  • 30.
  • 31.
  • 32.
  • 33.
    Casca: Camas, abrasivos,combustível (poder calorífico é 30% superior da madeira), agente filtrante (cinzas); Farelo: Extrai-se óleo comestível, e o restante é aproveitado na fabricação de ração animal; Subprodutos
  • 34.
    Quirera (1/4 dogrão): Fabricação de ração animal e na fermentação de cerveja; Palha: Para fazer celulose e papel de boa qualidade; Outros: Farinha e cereais matinais. Subprodutos
  • 35.
    Agrega pouco valor; Nãoé uma commodity propriamente dita; Consumo local; Dificuldade na comercialização Produto Cidade Preço Arroz Sequeiro Cultivar Primavera Sc 60Kg Rio Verde-GO 58,00 Arroz em Casca Irrigado Sc 60Kg Paranavaí-PR 67,75 Arroz em Casca Longo Fino Sc 60Kg Gurupi-TO 60,00 Arroz Sequeiro Tipo 1 Sc 60Kg Sorriso-MT 41,00 Fonte: Agrolink, 14 de Julho.
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    Fonte: FAO &USDA, Patrício Mendez Cenário mundial
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  • 38.
    Miguel Tiago daSilva Junior migueltsj1@gmail.com (62) 9 8204-5408 Rafael Fernandes de Lima agro.rafaelfernandes@gmail.com (62) 9 9330-0699 Obrigado!