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PICADAS E MORDIDAS DE ARTRÓPODES


          PEDICULOSE


           ESCABIOSE

                                Diego Antunes
                                 Ediane Canal
                           Juliana M. de Paula
                       Maria Pasionaria Blanco
                                Suélyn Féderle
Picadas e Mordidas de Artrópodes

 Artrópode são animais que pertencem ao filo Arthropoda
 (exoesqueleto duro e articulado e pares de pernas
 articuladas). Entre eles: aranhas, carrapatos, escorpiões,
 abelhas, formigas e vespas.
Epidemiologia

 Picadas ou Ferroadas de Artrópodes: mais comuns em indivíduos
  que brincam ou trabalham ao ar livre e provocam uma colméia de
  abelhas. Também mais comum em quem usa perfume ou spray de
  cabelo perfumados.

 Mordidas de Artrópodes: crianças recebem mais mordidas devido
  a maiores períodos de exposição ao ar livre. Mais comuns no
  verão, seguido do outono e da primavera.
Etiologia
 Picadas de Artrópodes
   - Incluem marimbondos, vespão, vespas, formigas, abelhas,
     abelhões, abelhas africanas e escorpiões.
   - Pela picada, os insetos introduzem substância venenosa no
     organismo do indivíduo.
   - Os humanos são picados somente quando perturbam os insetos.

 Mordidas de Artrópodes
   - Mosquitos, pulgas, carrapatos, pulga tropical, aranhas (mais
     importantes: viúva-negra e marrom) e centopéias.
   - As substâncias estranhas que são injetadas no corpo através da
     picada variam de acordo com o tipo de artrópode.
Sinais e Sintomas
 Picadas de Artrópodes
        - Ocorre imediatamente dor aguda com sensação de
  queimadura.
        - Vermelhidão local e edema aparecem dentro de poucos
  minutos.
        - A reação local desaparece normalmente durante as 4 a 6 horas
  seguintes, em alguns casos, no entanto pode durar até 7 dias.
        - Pode causar coceira associada a lesão saliente, conhecida
  como urticária ou hives (formado de favos de mel).
        - Picadas podem evoluir para pápulas (pequenas elevações
  sólidas, superficiais e circunscritas da pele, com menos de 1 cm de
  diâmetro), vesículas (elevações da epiderme pequenas e circunscritas
  contendo fluido claro) ou lesão bolhosa (elevação grande da pele
  contendo mistura de sangue ou mistura de pus) com prurido intenso ou
  dolorosa.
Sinais e Sintomas
 Picadas de Artrópodes
       - Pode ocorrer anafilaxia (reação sistêmica generalizada) em
  resposta à picada. Os sintomas mais comuns que envolvem a
  pele são urticária, rubor e angioedema) pápulas gigantes que se
  desenvolvem na pele como resultado da dilatação e do aumento
  da permeabilidade de pequenos vasos sanguíneos). Podem
  ocorrer broncoespasmo, colapso circulatório com choque,
  convulsões, hipotensão e edema das vias superiores, além de
  suor intenso, náuseas, vômitos, palidez e desmaio. (A anafilaxia é
  um emergência médica que requer tratamento com epinefrina
  parenteral e remoção para um atendimento de emergência).
       - Sintomas e gravidade variam de acordo com o tipo de
  artrópode.
Pápulas   Hives
Sinais e Sintomas
 Mordidas de Artrópodes
        - Há um grande número de mordidas de artrópodes e um
  amplo espectro de diferentes sinais e sintomas associados aos
  vários tipos de mordidas, o que dificulta a correta interpretação da
  lesão pelo farmacêutico.
        - Coceira associada com algumas mordidas pode resultar em
  excessivos arranhões e escoriações da pele, que podem conduzir a
  uma infecção secundária.
Artrópodes de maior interesse
1. Insetos
    Moscas, mosquitos, pulgas, barbeiros e percevejos, piolhos, etc
2. Aracnídeos
    Aranhas: 3 gêneros importantes:
        Phoneutria (armadeira).
        Latrodectus (viúva negra).
        Loxoceles (aranha marrom).
    Carrapatos
    Escorpiões: venenosos:
        Tityus serrulatus (amarelo domiciliar).
        Tityus bahiensis (marrom, campos e serrados,possui veneno neurotóxico).
3. Crustáceos
    Camarões, lagostas, caraguejos, siris, tatuiras – são inofensivos ao
     homem, uso alimenticio
4. Quilópodes e Díplodes
    interesse para saúde : só centopéia.
Aracnídeos - Aranhas
a) Armadeiras
     São muito agressivas e podem saltar sobre as suas vítimas.
     Vivem entre bananeiras, terrenos baldios e podem entrar nas
      residências, escondendo-se em lugares mais escuros.
     A sua picada causa dor local e pode provocar vômitos, diarréia,
      queda da pressão arterial e convulsões.
Aracnídeos - Aranhas

b) Aranha-marrom
    Tem hábitos noturnos e vive entre folhas secas, cascas de
     árvores e também pode entrar nas residências, escondendo-se
     em lugares mais escuros.
    O acidente sempre ocorre da mesma maneira, quando a pessoa
     veste a roupa, com o animal dentro, comprimindo-o contra o
     corpo.
    Seu veneno é extremamente potente, sendo anestésico
     hemolítico (destroi a células sanguineas) e proteolitico (destrói os
     tecidos, causando necrose).
    A sua picada não é muito dolorida, mas provoca grandes feridas,
     febre, vômitos e, nos casos mais graves e raros, pode destruir os
     glóbulos vermelhos do sangue, causando anemia, comprometer
     as funções do fígado e até levar à morte.
Aracnídeos - Aranhas
b) Aranha-marrom
Aracnídeos - Aranhas
c) Viúva-negra
     Vive em vegetação rasteira e em barrancos.
     A sua picada causa dor local, cãibras, calafrios, alterações no
      ritmo respiratório e cardíaco e problemas renais.
     É rara no Brasil.
Aracnídeos - Escorpiões
 O veneno dos escorpiões é neurotóxico. Agindo especialmente
  sobre o sistema nervoso, pode causar a morte por asfixia, pois os
  comandos que controlam a respiração ficam bloqueados. A ação do
  veneno é muito forte.
 A dor intensa que provoca no local da ferroada logo depois se
  irradia para todo o corpo do doente. Para acalmar as dores, os
  médicos, geralmente, fazem anestesia no local da ferroada e podem
  até sedar o paciente para que ele possa suportar o sofrimento.
 O soro antiescorpiônico é o único remédio eficaz contra as ferroadas
  dos escorpiões. Ele é fabricado pelo Instituto Butantã, em São
  Paulo.
 A maioria dos acidentes com escorpião ocorre nos meses quentes e
  chuvosos.
Aracnídeos - Escorpiões

 As picadas de escorpião atingem predominantemente os membros
  superiores, mão e antebraço.
 A maioria dos casos tem curso benigno, os óbitos têm sido
  associados na maioria das vezes, aos acidentes causados pelo
  escorpião T.serrulatus, e em ocorrências envolvendo crianças e
  idosos.




           Tityus serrulatus             Tityus bahiensis
Centopéia

 A mordida da centopéia produz
  manifestações locais na vítima,
  como dor e eritema. Alguns casos
  podem ser acompanhados de
  manifestações sistêmicas, como
  cefaléia, febre e vômitos.

 Acidente benigno, sendo o
  tratamento basicamente
  sintomático, no entanto,
  recomenda-se encaminhamento
  médico.
Prevenção

 Picadas de Artrópodes
       -Não usar cosméticos ou produtos de higiene pessoal que
  emitam odor.
       -Quando um inseto que pode picar está na área, permaneça
  parado ou mova-se lentamente.
       -Não corra à frente de insetos que podem picar.
       -Não bata ou aperte insetos que possam picar.
       -Fique atento aos insetos.
       -Vista roupas protetoras quando entrar em território de insetos.
       -Vista roupas pretas ou escuras.
       -Cuidado em atividades de alto risco (jardinagem, cortar
  grama, colher flores, podar árvores e plantas).
       -Inspecione periodicamente sua residência.
Prevenção
 Picadas de Artrópodes
       -Manter jardins e quintais limpos.
       -Evitar folhagens densas.
       -Limpar periodicamente terrenos baldios vizinhos.
       -Sacudir roupas e sapatos antes de usá-los.
       -Usar calçados e luvas de raspa de couro ao trabalhar com
  lenha ou em locais de risco.
       -Usar telas em ralos do chão, pias ou tanques.
       -Afastar camas e berços da parede, evitar que roupas de cama
  e mosquiteiros toquem o chão, não pendurar roupas na parede.
Prevenção
 Mordidas de Artrópodes
        - Para evitar mordida de carrapatos, vista calça comprida,
  enfiada dentro das meias, camiseta de mangas compridas com
  punhos fechados e sapatos que cubram o pé inteiro.
        - Inspecione o corpo à procura de carrapatos após atividade
  na rua.
        - Usar repelente de insetos.
Tratamento Não-Farmacológico

 Mordidas de Artrópodes
        - Aplicação de gelo pode proporcionar alívio pela diminuição
  do edema e da vermelhidão.
        - Se o inseto for uma abelha, o ferrão ainda pode estar dentro
  da pele e deve ser removido pois ele continua a liberar veneno. Usar
  um movimento de esfrega paralelo à superfície da pele. Não
  comprimir o local da mordida com pinça para remover o veneno,
  pois isso irá injetá-lo ainda mais.
        - Pasta de bicarbonato de sódio ajuda a neutralizar o ácido
  fórmico injetado por formigas.
Precauções Gerais

 Pacientes que apresentam anafilaxia à mordida ou picada de inseto:
   - devem obter e preencher uma prescrição para produtos úteis no
     tratamento da anafilaxia que contenham epinefrina, de forma que
     possam ser tratados imediatamente em caso de ocorrência de
     picada ou mordida;
   - devendo estes produtos serem guardados em casa em local
     apropriado e de fácil acesso;
   - devem inclusive, ensinar membros da família como usar
     epinefrina no caso de estarem impossibilitados de se auto-
     injetarem.
Encaminhar ao Médico
 Pacientes que foram mordidos por aranhas tipo viúva-negra, aranha
  marrom, centopéias, formigas-de-fogo, abelhas africanas ou
  escorpiões.
 Pacientes que estejam apresentando sinais e sintomas de reação
  anafilática (dificuldade de respirar ou engolir, tontura, inchaço da
  língua). Estes devem receber tratamento emergencial.
 Pacientes com menos de 2 anos de idade que tenham sido
  mordidos ou picados.
 Se os sintomas da mordida ou picada permanecerem por mais de 7
  dias.
Informações Importantes
 Atenção médica imediata é aconselhável quando a picada de inseto
  tem a possibilidade de causar problemas graves.

 Analgésicos e anti-histamínicos de uso oral, que não exijam
  prescrição médica, podem reduzir a dor de picadas ou mordidas de
  insetos, entretanto, estes produtos não foram aprovados pela FDA
  para esta indicação.

 Quando os carrapatos forem removidos do corpo, estes devem ser
  colocados em frascos fechados e datados, para poderem auxiliar
  um posterior diagnóstico.

 Farmacêuticos devem aconselhar pessoas que descobriram que
  pulgas infestaram suas residências a contatar um veterinário ou
  uma empresa de controle de pragas para ajudar na erradicação das
  pulgas.
Tratamento Farmacológico

 Picadas e mordidas de artrópodes: ANALGÉSICOS DE USO
  EXTERNO

         Genérico      Mecanismo de ação           Produtos

   Revulsivos          Causam irritação ou         Cânfora e
                      inflamação branda da    Salicilato de Metila
                         pele. A sensação           (Gelol®)
                           produzida na
                        superfície da pele
                          (como coceira,
                       queimação, calor ou
                      esfriamento) mascara
                       a dor mais profunda.
Tratamento Farmacológico

 Picadas e mordidas de artrópodes: ANALGÉSICOS DE USO
  EXTERNO

       Genérico          Mecanismo de ação           Produtos

  Anestésicos tópicos      Penetram a pele          Benzocaína,
                        lesada para anestesiar Lidocaína (Xylocaina®)
                         os receptores de dor
                          na pele e estruturas
                         imediatamente sob a
                                 pele.



   Fenol, fenolato de   Reduz a sensibilidade
         sódio          dos receptores da dor
                          e coceira da pele.
Tratamento Farmacológico

 Picadas e mordidas de artrópodes: ANALGÉSICOS DE USO
  EXTERNO

       Genérico          Mecanismo de ação       Produtos

    Anti-histamínicos    Reduz a sensibilidade   Caladryl®
 tópicos (difenidramina) dos receptores da dor
                          e a coceira na pele.


    Hidrocortisona         Tem efeitos anti-     Berlison®
                             puriginoso e
                            anitinflamatório
                          quando aplicada à
                                  pele.
Tratamento Farmacológico

 Picadas e mordidas de artrópodes: ANALGÉSICOS DE USO
  EXTERNO

       Genérico            Mecanismo de ação       Produtos

 Adstringentes (acetato    Reduzem a dor e o
      de alumínio)             inchaço.

    Protetor da pele      Reduz irritações leves   Aveno ®
   (colóide ou gel de      ou coceira por meio
         aveia)            da produção de uma
                            barreira mecânica
                            contra o estímulo
                          incômodo e doloroso.
Tratamento Farmacológico

 Picadas e mordidas de artrópodes: AGENTE ORAL


       Genérico      Mecanismo de ação       Produtos

      Loratadina     Diminui a coceira por   Claritin®
                     meio do bloqueio dos
                     efeitos da histamina
                           na pele.
Tratamento Farmacológico

 Picadas e mordidas de artrópodes: REPELENTES DE
  INSETOS

      Genérico       Mecanismo de ação      Produtos

     N,N-dietil-3-     O mecanismo é        Repelex®,
    metilbenzamida      desconhecido,         Off®
        (DEET)        entretanto, o odor
                      pode ser capaz de
                        repelir insetos.
Tratamento Farmacológico
 Picadas e mordidas de artrópodes: SORO ANTIARACNÍDEO

       Genérico         Mecanismo de ação         Produtos
   Soro antiaracnídeo   Imunização passiva   O soro para aranha
                           (anticorpos).     marrom é composto
                                             de antihistamínico,
                                             anticolinesterásico,
                                               dapsona, soro
                                                antiaracnideo
                                                polivalente e
                                              antiloxoceles EV.
Pediculose
 Infestação causada pelo piolho, que vive em humanos e
 alimenta-se do seu sangue. Áreas típicas de infestação
 incluem cabeça, corpo e área púbica do hospedeiro.
Epidemiologia

 Crianças na fase pré-escolar apresentam maior risco de infestação.
  Os adultos são menos afetados pela pediculose capilar que as
  crianças.
 A pediculose capilar é encontrada em pessoas de todos as classes
  sociais e econômicas. A epidemia é mais comum          entre final de
  agosto e início de setembro, depois de           feriados escolares
  prolongados e no verão.
 Enquanto que, as      infestações da região púbica são mais comuns
  em meninas adolescentes (entre 15 e 19 anos) e homens jovens
  (20 anos ou mais) sexualmente ativos.
Etiologia
 O agente causador da pediculose inclui os piolhos de cabeça
  (Pediculus humanus var. capitis), do corpo (Pediculus humanus var.
  corporis) e da região púbica (Phthirus pubis).




Pediculus humanus var.                              Phthirus pubis
        capitis

                          Pediculus humanus
                             var. corporis
Etiologia

 No caso da piolho que infesta o couro cabeludo, os ovos são
    incubados pelo calor do corpo e chocados entre 6 a 9 dias. Após
    emergirem dos ovos, as ninfas escondidas no couro cabeludo
    alimentam-se de sangue seis vezes por dia, tendo um tempo de vida
    de aproximadamente 21 dias.

    A infestação na cabeça é transmitida por contado direto com a
    cabeça do indivíduo infestado ou por compartilhar pentes, escovas
    ou chapéus. Piolhos de cabeça não têm asas, portanto não pulam
    de um hospedeiro para outro.

 Piolhos da região púbica vivem e colocam seus ovos nos pêlos
    pubianos. A transmissão acontece pelo contato direto durante a
    atividade sexual com indivíduo infestado.
Sinais e Sintomas
 Pediculose Capilar:
   - A infestação por piolhos capilares é frequentemente
     assintomática, contudo, pode haver coceira no couro
     cabeludo.
   -   A confirmação da infestação é feita com base na
     visualização de parasitas adultos vivos (achatado, cinza-
     amarronzado). Para encontrar os piolhos deve-se procurar
     nas áreas mais quentes do couro cabeludo: área acima da
     testa, acima das orelhas e na parte da nuca.
   - O uso de pente fino (com espaço entre os dentes não maior
     que 0,33 mm) auxilia a detecção de piolhos.
   - Ovos fechados e abertos (lêndeas) são mais numerosos e
     mais fáceis de serem vistos. Elas ficam grudadas ao folículo
     capilar perto da couro cabeludo.
   - Podem ocorrem lesões pequenas, vermelhas e bolhosas no
     curo cabeludo.
Sinais e Sintomas
 Pediculose Capilar

        - Pacientes com piolho capilar podem arranhar o couro
  cabeludo a ponto de lesar a pele, resultando em infecção
  secundária.
        - As fezes do piolho podem estar presentes como pontos
  pretos nos colarinhos ou travesseiros.
        - Sem tratamento, a infestação pode levar à reação
  alérgica generalizada, devido à proteína da saliva do piolho
  injetada no hospedeiro durante a alimentação.Sintomas
  alérgicos: linfoadenopatia regional no pescoço e parte posterior
  da cabeça, febre, reação alérgica difusa e generalizada em
  áreas não infestadas, dor de cabeça, sensação de membros
  pesados, rigidez muscular e lassidão generalizada.
Sinais e Sintomas
 Pediculose púbica


       - Infestação por piolhos pubianos tem como principal
  sintoma a coceira na região pubiana.
       - Caso a infestação por piolhos pubianos permaneça por
  muito tempo ou seja muito grave, podem aparecer máculas azuis
  dolorosas (pontos achatados na pele) debaixo da pele do
  abdome, coxas ou tórax. Estas máculas são resultado da reação
  da célula sanguínea com a proteína salivar do piolho.
       - As fezes dos piolhos pubianos produzem manchas pretas,
  vermelhas ou cor de ferrugem na roupa íntima.
Prevenção
 Nunca dividir chapéus, pentes, capacetes, mantas, escovas, fones
    de ouvido, travesseiros e outros objetos que possam ter tocado no
    cabelo de outra pessoa.
   Manter capas, casacos, chapéus e objetos pessoais separados de
    outras pessoas.
   Providenciar que as crianças durmam separadamente.
   Inspecionar as crianças com frequência. Caso sejam vistos piolhos
    vivos, tratar a criança imediatamente.
   Evitar jogos que envolvam cabeça com
    cabeça ou cabeça com corpo.
   Evitar atividade sexual com aqueles
    que tenham outros parceiros.
   Evitar dividir toalhas de banho ou
    qualquer outro objeto que tenha contato
    com a área pubiana de outra pessoa.
   Evitar banheiros públicos.
Tratamento Não-Farmacológico
 Pediculose
        - Sprays de pesticida ambiental não devem ser utilizados.
  Devem ser apresentadas alternativas como aspiração e
  isolamento de objetos em sacos plásticos para livrar o ambiente
  de piolhos.
        - Lençóis, roupas e toalhas devem ser lavados com água
  quente e secados em ar quente por pelo menos 20 minutos.
        - Itens de vestuário ou outros objetos que não podem ser
  lavados devem ser ser colocados em um saco plástico lacrado
  por 2 semanas.
        - O pente-fino ou pente-de-lêndea tem sua habilidade de
  remover lêndeas questionável. Uma alternativa é o
  LiceMeister®, que faz uma melhor remoção das lêndeas.
        - O RobiComb® é um pente de piolho eletrônico que diz
  detectar e matar piolhos sem o uso de produtos ou substâncias
  químicas.
LiceMeister®   RobiComb®
Precauções Gerais

 O uso de remédios caseiros para pediculose deve ser
 desincentivado. Gasolina e querosene têm sido usados por
 pessoas desinformadas , resultando em queimaduras graves e
 morte de crianças pequenas.


               Encaminhar ao Médico
  Pacientes   que tenham infestação de piolhos nas
   sobrancelhas ou nos cílios.
  Pacientes com urticária ou lesão no formato de colméia de
   cor anormal, arroxeada ou com bolhas, ou lesões no formato
   de colméia que não cocem.
Informações Importantes
 É importante informar à escola, o grupo de brincadeiras e os pais
  dos amigos da criança quando uma infestação de piolhos de cabeça
  é encontrada.
 Quando uma infestação de piolhos pubianos é encontrada em uma
  criança, a possibilidade de abuso sexual deve ser considerada.
 Alguns pais reagem ao piolho de cabeça raspando a cabeça da
  criança. Informá-los que os tratamentos são eficazes, sem a
  necessidade de fazer com que a criança se sinta anormal ou
  marcada.
 O uso de tratamento racional para piolhos, acompanhado de
  remoção total de lêndeas e ovos, é necessário para assegurar que a
  infestação seja detida.
Tratamento Farmacológico

 Pediculose: PEDICULICIDA


      Genérico       Mecanismo de ação       Produtos

     Permetrina      Derivada da piretrina   Nedax®,
                         que retarda a        Kwell®
                       repolarização da
                     membrana da célula
                    nervosa do piolho pelo
                     bloqueio do canal de
                       sódio. Essa ação
                    resulta na paralisação
                      dos piolhos. Eficaz
                    apenas para piolho de
                           cabeça.
Escabiose
 Conhecida como sarna – dermatose de caracetrística pruriginosa.

 Agente Etiológico: Sarcoptes scabiei (ácaro).

 Afeta humanos a mais de 2500 anos.

 Relacionado à guerras e aglomerações
 populacionais.

 Uma pessoa infestada tem de 10 a 15
ácaros no corpo.
Epidemiologia

 Transmisssão:
principalmente por
contato íntimo, mas
também por
vestimentas, toalhas e
roupas de cama.

 Ciclo de vida exclusivo
em humanos (4 a 8
dias).

 Avança 2 mm/dia.

 Noite – prurido.
Fisiopatologia

 Sintomas pruriginosos: reação de hipersensibilidade às proteínas do
ácaro, ovos, saliva e fezes.

 Sintomas demoram 2 a 6 semanas para ocorrer.

 Em indivíduos já sensibilizados - 24 h.

 Ovos eclodem entre 3 e 5 dias (repetição do tratamento em 1 semana).

 Maior frequência no outono, em todos os países do mundo.

Todas as classes, mas está mais associado à falta de higiene.

 Surtos em asilos, creches, hospitais…
Regiões do corpo afetadas

 Pregas interdigitais das mãos e pés.
 Áreas perianais e periumbilicais.
 Prega cubital.
 Pregas axilares anteriores.
 Cintura.
 Face anterior do punho.
 Nádegas.

 Lesão típica:
  - ♀ - ao redor dos mamilos;
  - ♂ - genitais externos.

 Lactentes, idosos e imunodeprimidos: couro cabeludo, pescoço,orelhas
e região palo-plantar.
Sinais e Sintomas
      Erupções cutâneas acompanhadas de
     pequenos nódulos (“bolinhas”)
     vermelhos e túneis que têm a aparência
     de linhas finas, onduladas brancas ou
     acizentadas.
Diagnóstico

 Baseado em 4 critérios:   - sintomatologia
                            - lesões cutâneas
                            - topografias da lesão
                            - epidemiologia.

 Raspado de pele: observar os ácaros ou seus ovos.

 Pode ocorrer infecções bacteriana secundária (estrepcoco β-hemolítico
– glomerulonefrite).
Tratamento não farmacológico

 Roupas, toalhos, lençóis…. lavar com água quente e detergente e secar
em secadoras com ar quente.

 Pelúcias e travesseiros devem ser mantidos em sacos plásticos por 14
dias (morte de todos os ácaros).

 Carpetes e móveis estofados: cuidadosamente limpos com aspirador de
pó.
Tratamento farmacológico


 Segundo a Resolução RDC 138 de 2003 todos os antiparasitários de
uso tópico são de venda livre;



Enxofre (Dermic® e outros)
       - 5-10% creme;
       - largamente usado a mais de um século em todo o mundo;
       - aplicação durante 3 dias a noite (reaplicação em uma semana);
       - mal odor, mancha roupas e resseca a pele;
       - tratamento de escolha em lactentes e gestantes;
Tratamento farmacológico

 Tiabendazol (Tiabiose ®)
       - interfere na polimerização dos microtúbulos;
       - creme ou loção;
       - aplicra após banho morno durante 5 a 10 dias;



 Deltametrina (Escabin®)
         - xampu, loção e sabonete;
         - 4 aplicações intercaladas por períodos de 24h;
         - inseticida piretróide – fixa-se nos gânglios nervosos periféricos e
nas estruturas motoras do SNC, produzindo
excitabilidade, incoordenação motora, paralisia, letargia e morte do
parasita;
Tratamento farmacológico


  Benzoato de benzila (Miticoçan® e Parasimed®)
        - emulsão tópica e sabonete;
        - eficaz, mas irritante à pele;
        - ardência na área genital e rosto;
        - atua no sistema nervoso do parasita;



 Permetrina (Nedax® e Kwell ®)
        - alta eficácia e segurança;
        - atua sobre as nervosas do parasita, atrasando a
polarização e provocando paralisia e morte;
        - creme ou loção;
        - 30g para uma aplicação da cabeça aos pés – atuar 8-12 h;
Tratamento farmacológico
                 Venda sob prescrição médica

 Ivermectina (Revectina®)
       - comprimidos 6mg (facilidade de tratamento);
       - atua nos canais de Cl-, causando paralisia
muscular;
       - dose única de acordo com peso corporal;

 Monosulfiram (Tetmosol®)
      - solução tópica: aplicar depois do banho (diluir);
      - sabonete: substituir sabonete normal;
      - 2 ou 3 dias de aplicação consecutiva;
      - veículo alcoólico – irritante;

Lindano
       - proibido no Brasil – RDC 228/2001 e RDC 18/2003 Anvisa;
Tratar ou encaminhar ao médico?

 Avaliar gravidade da lesão: locais das lesões, se há infecção
secundária, presença de outros sintomas…

 Lesões leves (somente erupções e coceira): medicar.

 Lesões graves (infeccionadas, muitas áreas afetadas...): encaminhar ao
médico.

 Na dúvida (não tem certeza se é escabiose), encaminhar a um médico,
para avaliação e confirmação do diagnóstico (as lesões podem ser
facilmente confundidas com picadas ou reações alérgicas).

 Também encaminhar ao médico casos de haver reinfecção e gestantes.
Cuidados

 Tratar também familiares mais próximos e parceiros sexuais dos últimos
30 dias.

 Aplicar em todo o corpo, não somente nas áreas afetadas.

 O prurido e eczema podem persistir mesmo após eliminação do parasita
– podem ser usadas corticosteróides tópicos.

 Manter unhas aparadas e evitar coçar.

 Após 24h do ínicio do tratamento o risco de transmissão é mínimo.
Caso Clínico 1


Mãe vai à farmácia acompanhada do filho de 8 anos, relatando que
no dia anterior o menino sofreu picada de abelha no dorso da mão.
O menino queixa-se de dor e coceira somente no local da picada, o
qual encontra-se vermelho e inchado. A mãe comenta que é a
primeira vez que o menino foi picado por abelha.




O farmacêutico indica o tratamento com Caladryl® (difenidramina –
anti-histamínico tópico) e recomenda que se os sintomas
persistirem por mais de 7 dias procure o médico.
Caso Clínico 2

Homem de 45 anos vai a uma farmácia da região de Curitiba
queixando-se de dor intensa e coceira no braço, no local a pele
encontra-se endurecida e arroxeada. Também relata sensação de
mal-estar, calafrios e apresenta sudorese. O homem comenta
achar estranho que a dor iniciou “do nada” e foi ficando cada vez
mais forte.




O farmacêutico suspeita de picada de aranha marrom e recomenda
que o paciente procure atendimento médico de emergência o mais
rápido possível.
Caso Clínico 3
Em uma farmácia da região metropolitana de Curitiba, uma mãe junto a
seu filho de aproximadamente 7 anos relata ao farmacêutico que seu filho
apresenta coceira na cabeça já fazem 7 dias. O farmacêutico (no auge de
sua sabedoria) verifica que há a presença de pontos brancos próximos a
raiz do couro cabeludo e pontos pretos.




Suspeita-se de pediculose, o farmacêutico recomendou o uso de Nedax®
Shampoo por 3 dias e após 8 a 14 dias, novamente utilizá-lo, devido à
possível reinfestação por permanência de ovos. Lençóis, roupas e toalhas
devem ser lavados com água quente, para evitar a infestação entre os
seus familiares. Se possível, deve-se verificar quem é a pessoa que
transmitiu o parasita.
Caso Clínico 4
Jovem, 25 anos, vai à farmácia apresentando erupções cutâneas na
pele que descreve como “bolinhas”, avermelhadas nas pernas,
punhos, costas, virília e abdômen. A jovem diz não saber a causa,
mas que sua irmã (que dorme no mesmo quarto) começou a
apresentar os mesmos sintomas. Diz também que as lesões coçam
bastante, principalmente à noite. Umas das lesões apresentavam
sinais de infecção e ela diz ter machucado com as unhas ao coçar.
Quastionada pela farmacêutica sobre seus hábitos, comenta que usa
transporte público diariamente.




             Suspeita de escabiose (sintomas típicos).
        Presença de infecção        encaminhar ao médico.

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Picadas e mordidas de artrópodes, pediculose e escabiose

  • 1. PICADAS E MORDIDAS DE ARTRÓPODES PEDICULOSE ESCABIOSE Diego Antunes Ediane Canal Juliana M. de Paula Maria Pasionaria Blanco Suélyn Féderle
  • 2. Picadas e Mordidas de Artrópodes  Artrópode são animais que pertencem ao filo Arthropoda (exoesqueleto duro e articulado e pares de pernas articuladas). Entre eles: aranhas, carrapatos, escorpiões, abelhas, formigas e vespas.
  • 3. Epidemiologia  Picadas ou Ferroadas de Artrópodes: mais comuns em indivíduos que brincam ou trabalham ao ar livre e provocam uma colméia de abelhas. Também mais comum em quem usa perfume ou spray de cabelo perfumados.  Mordidas de Artrópodes: crianças recebem mais mordidas devido a maiores períodos de exposição ao ar livre. Mais comuns no verão, seguido do outono e da primavera.
  • 4. Etiologia  Picadas de Artrópodes - Incluem marimbondos, vespão, vespas, formigas, abelhas, abelhões, abelhas africanas e escorpiões. - Pela picada, os insetos introduzem substância venenosa no organismo do indivíduo. - Os humanos são picados somente quando perturbam os insetos.  Mordidas de Artrópodes - Mosquitos, pulgas, carrapatos, pulga tropical, aranhas (mais importantes: viúva-negra e marrom) e centopéias. - As substâncias estranhas que são injetadas no corpo através da picada variam de acordo com o tipo de artrópode.
  • 5. Sinais e Sintomas  Picadas de Artrópodes - Ocorre imediatamente dor aguda com sensação de queimadura. - Vermelhidão local e edema aparecem dentro de poucos minutos. - A reação local desaparece normalmente durante as 4 a 6 horas seguintes, em alguns casos, no entanto pode durar até 7 dias. - Pode causar coceira associada a lesão saliente, conhecida como urticária ou hives (formado de favos de mel). - Picadas podem evoluir para pápulas (pequenas elevações sólidas, superficiais e circunscritas da pele, com menos de 1 cm de diâmetro), vesículas (elevações da epiderme pequenas e circunscritas contendo fluido claro) ou lesão bolhosa (elevação grande da pele contendo mistura de sangue ou mistura de pus) com prurido intenso ou dolorosa.
  • 6. Sinais e Sintomas  Picadas de Artrópodes - Pode ocorrer anafilaxia (reação sistêmica generalizada) em resposta à picada. Os sintomas mais comuns que envolvem a pele são urticária, rubor e angioedema) pápulas gigantes que se desenvolvem na pele como resultado da dilatação e do aumento da permeabilidade de pequenos vasos sanguíneos). Podem ocorrer broncoespasmo, colapso circulatório com choque, convulsões, hipotensão e edema das vias superiores, além de suor intenso, náuseas, vômitos, palidez e desmaio. (A anafilaxia é um emergência médica que requer tratamento com epinefrina parenteral e remoção para um atendimento de emergência). - Sintomas e gravidade variam de acordo com o tipo de artrópode.
  • 7. Pápulas Hives
  • 8. Sinais e Sintomas  Mordidas de Artrópodes - Há um grande número de mordidas de artrópodes e um amplo espectro de diferentes sinais e sintomas associados aos vários tipos de mordidas, o que dificulta a correta interpretação da lesão pelo farmacêutico. - Coceira associada com algumas mordidas pode resultar em excessivos arranhões e escoriações da pele, que podem conduzir a uma infecção secundária.
  • 9. Artrópodes de maior interesse 1. Insetos  Moscas, mosquitos, pulgas, barbeiros e percevejos, piolhos, etc 2. Aracnídeos  Aranhas: 3 gêneros importantes:  Phoneutria (armadeira).  Latrodectus (viúva negra).  Loxoceles (aranha marrom).  Carrapatos  Escorpiões: venenosos:  Tityus serrulatus (amarelo domiciliar).  Tityus bahiensis (marrom, campos e serrados,possui veneno neurotóxico). 3. Crustáceos  Camarões, lagostas, caraguejos, siris, tatuiras – são inofensivos ao homem, uso alimenticio 4. Quilópodes e Díplodes  interesse para saúde : só centopéia.
  • 10. Aracnídeos - Aranhas a) Armadeiras  São muito agressivas e podem saltar sobre as suas vítimas.  Vivem entre bananeiras, terrenos baldios e podem entrar nas residências, escondendo-se em lugares mais escuros.  A sua picada causa dor local e pode provocar vômitos, diarréia, queda da pressão arterial e convulsões.
  • 11. Aracnídeos - Aranhas b) Aranha-marrom  Tem hábitos noturnos e vive entre folhas secas, cascas de árvores e também pode entrar nas residências, escondendo-se em lugares mais escuros.  O acidente sempre ocorre da mesma maneira, quando a pessoa veste a roupa, com o animal dentro, comprimindo-o contra o corpo.  Seu veneno é extremamente potente, sendo anestésico hemolítico (destroi a células sanguineas) e proteolitico (destrói os tecidos, causando necrose).  A sua picada não é muito dolorida, mas provoca grandes feridas, febre, vômitos e, nos casos mais graves e raros, pode destruir os glóbulos vermelhos do sangue, causando anemia, comprometer as funções do fígado e até levar à morte.
  • 12. Aracnídeos - Aranhas b) Aranha-marrom
  • 13. Aracnídeos - Aranhas c) Viúva-negra  Vive em vegetação rasteira e em barrancos.  A sua picada causa dor local, cãibras, calafrios, alterações no ritmo respiratório e cardíaco e problemas renais.  É rara no Brasil.
  • 14. Aracnídeos - Escorpiões  O veneno dos escorpiões é neurotóxico. Agindo especialmente sobre o sistema nervoso, pode causar a morte por asfixia, pois os comandos que controlam a respiração ficam bloqueados. A ação do veneno é muito forte.  A dor intensa que provoca no local da ferroada logo depois se irradia para todo o corpo do doente. Para acalmar as dores, os médicos, geralmente, fazem anestesia no local da ferroada e podem até sedar o paciente para que ele possa suportar o sofrimento.  O soro antiescorpiônico é o único remédio eficaz contra as ferroadas dos escorpiões. Ele é fabricado pelo Instituto Butantã, em São Paulo.  A maioria dos acidentes com escorpião ocorre nos meses quentes e chuvosos.
  • 15. Aracnídeos - Escorpiões  As picadas de escorpião atingem predominantemente os membros superiores, mão e antebraço.  A maioria dos casos tem curso benigno, os óbitos têm sido associados na maioria das vezes, aos acidentes causados pelo escorpião T.serrulatus, e em ocorrências envolvendo crianças e idosos. Tityus serrulatus Tityus bahiensis
  • 16. Centopéia  A mordida da centopéia produz manifestações locais na vítima, como dor e eritema. Alguns casos podem ser acompanhados de manifestações sistêmicas, como cefaléia, febre e vômitos.  Acidente benigno, sendo o tratamento basicamente sintomático, no entanto, recomenda-se encaminhamento médico.
  • 17. Prevenção  Picadas de Artrópodes -Não usar cosméticos ou produtos de higiene pessoal que emitam odor. -Quando um inseto que pode picar está na área, permaneça parado ou mova-se lentamente. -Não corra à frente de insetos que podem picar. -Não bata ou aperte insetos que possam picar. -Fique atento aos insetos. -Vista roupas protetoras quando entrar em território de insetos. -Vista roupas pretas ou escuras. -Cuidado em atividades de alto risco (jardinagem, cortar grama, colher flores, podar árvores e plantas). -Inspecione periodicamente sua residência.
  • 18. Prevenção  Picadas de Artrópodes -Manter jardins e quintais limpos. -Evitar folhagens densas. -Limpar periodicamente terrenos baldios vizinhos. -Sacudir roupas e sapatos antes de usá-los. -Usar calçados e luvas de raspa de couro ao trabalhar com lenha ou em locais de risco. -Usar telas em ralos do chão, pias ou tanques. -Afastar camas e berços da parede, evitar que roupas de cama e mosquiteiros toquem o chão, não pendurar roupas na parede.
  • 19. Prevenção  Mordidas de Artrópodes - Para evitar mordida de carrapatos, vista calça comprida, enfiada dentro das meias, camiseta de mangas compridas com punhos fechados e sapatos que cubram o pé inteiro. - Inspecione o corpo à procura de carrapatos após atividade na rua. - Usar repelente de insetos.
  • 20. Tratamento Não-Farmacológico  Mordidas de Artrópodes - Aplicação de gelo pode proporcionar alívio pela diminuição do edema e da vermelhidão. - Se o inseto for uma abelha, o ferrão ainda pode estar dentro da pele e deve ser removido pois ele continua a liberar veneno. Usar um movimento de esfrega paralelo à superfície da pele. Não comprimir o local da mordida com pinça para remover o veneno, pois isso irá injetá-lo ainda mais. - Pasta de bicarbonato de sódio ajuda a neutralizar o ácido fórmico injetado por formigas.
  • 21. Precauções Gerais  Pacientes que apresentam anafilaxia à mordida ou picada de inseto: - devem obter e preencher uma prescrição para produtos úteis no tratamento da anafilaxia que contenham epinefrina, de forma que possam ser tratados imediatamente em caso de ocorrência de picada ou mordida; - devendo estes produtos serem guardados em casa em local apropriado e de fácil acesso; - devem inclusive, ensinar membros da família como usar epinefrina no caso de estarem impossibilitados de se auto- injetarem.
  • 22. Encaminhar ao Médico  Pacientes que foram mordidos por aranhas tipo viúva-negra, aranha marrom, centopéias, formigas-de-fogo, abelhas africanas ou escorpiões.  Pacientes que estejam apresentando sinais e sintomas de reação anafilática (dificuldade de respirar ou engolir, tontura, inchaço da língua). Estes devem receber tratamento emergencial.  Pacientes com menos de 2 anos de idade que tenham sido mordidos ou picados.  Se os sintomas da mordida ou picada permanecerem por mais de 7 dias.
  • 23. Informações Importantes  Atenção médica imediata é aconselhável quando a picada de inseto tem a possibilidade de causar problemas graves.  Analgésicos e anti-histamínicos de uso oral, que não exijam prescrição médica, podem reduzir a dor de picadas ou mordidas de insetos, entretanto, estes produtos não foram aprovados pela FDA para esta indicação.  Quando os carrapatos forem removidos do corpo, estes devem ser colocados em frascos fechados e datados, para poderem auxiliar um posterior diagnóstico.  Farmacêuticos devem aconselhar pessoas que descobriram que pulgas infestaram suas residências a contatar um veterinário ou uma empresa de controle de pragas para ajudar na erradicação das pulgas.
  • 24. Tratamento Farmacológico  Picadas e mordidas de artrópodes: ANALGÉSICOS DE USO EXTERNO Genérico Mecanismo de ação Produtos Revulsivos Causam irritação ou Cânfora e inflamação branda da Salicilato de Metila pele. A sensação (Gelol®) produzida na superfície da pele (como coceira, queimação, calor ou esfriamento) mascara a dor mais profunda.
  • 25. Tratamento Farmacológico  Picadas e mordidas de artrópodes: ANALGÉSICOS DE USO EXTERNO Genérico Mecanismo de ação Produtos Anestésicos tópicos Penetram a pele Benzocaína, lesada para anestesiar Lidocaína (Xylocaina®) os receptores de dor na pele e estruturas imediatamente sob a pele. Fenol, fenolato de Reduz a sensibilidade sódio dos receptores da dor e coceira da pele.
  • 26. Tratamento Farmacológico  Picadas e mordidas de artrópodes: ANALGÉSICOS DE USO EXTERNO Genérico Mecanismo de ação Produtos Anti-histamínicos Reduz a sensibilidade Caladryl® tópicos (difenidramina) dos receptores da dor e a coceira na pele. Hidrocortisona Tem efeitos anti- Berlison® puriginoso e anitinflamatório quando aplicada à pele.
  • 27. Tratamento Farmacológico  Picadas e mordidas de artrópodes: ANALGÉSICOS DE USO EXTERNO Genérico Mecanismo de ação Produtos Adstringentes (acetato Reduzem a dor e o de alumínio) inchaço. Protetor da pele Reduz irritações leves Aveno ® (colóide ou gel de ou coceira por meio aveia) da produção de uma barreira mecânica contra o estímulo incômodo e doloroso.
  • 28. Tratamento Farmacológico  Picadas e mordidas de artrópodes: AGENTE ORAL Genérico Mecanismo de ação Produtos Loratadina Diminui a coceira por Claritin® meio do bloqueio dos efeitos da histamina na pele.
  • 29. Tratamento Farmacológico  Picadas e mordidas de artrópodes: REPELENTES DE INSETOS Genérico Mecanismo de ação Produtos N,N-dietil-3- O mecanismo é Repelex®, metilbenzamida desconhecido, Off® (DEET) entretanto, o odor pode ser capaz de repelir insetos.
  • 30. Tratamento Farmacológico  Picadas e mordidas de artrópodes: SORO ANTIARACNÍDEO Genérico Mecanismo de ação Produtos Soro antiaracnídeo Imunização passiva O soro para aranha (anticorpos). marrom é composto de antihistamínico, anticolinesterásico, dapsona, soro antiaracnideo polivalente e antiloxoceles EV.
  • 31. Pediculose  Infestação causada pelo piolho, que vive em humanos e alimenta-se do seu sangue. Áreas típicas de infestação incluem cabeça, corpo e área púbica do hospedeiro.
  • 32. Epidemiologia  Crianças na fase pré-escolar apresentam maior risco de infestação. Os adultos são menos afetados pela pediculose capilar que as crianças.  A pediculose capilar é encontrada em pessoas de todos as classes sociais e econômicas. A epidemia é mais comum entre final de agosto e início de setembro, depois de feriados escolares prolongados e no verão.  Enquanto que, as infestações da região púbica são mais comuns em meninas adolescentes (entre 15 e 19 anos) e homens jovens (20 anos ou mais) sexualmente ativos.
  • 33. Etiologia  O agente causador da pediculose inclui os piolhos de cabeça (Pediculus humanus var. capitis), do corpo (Pediculus humanus var. corporis) e da região púbica (Phthirus pubis). Pediculus humanus var. Phthirus pubis capitis Pediculus humanus var. corporis
  • 34. Etiologia  No caso da piolho que infesta o couro cabeludo, os ovos são incubados pelo calor do corpo e chocados entre 6 a 9 dias. Após emergirem dos ovos, as ninfas escondidas no couro cabeludo alimentam-se de sangue seis vezes por dia, tendo um tempo de vida de aproximadamente 21 dias.  A infestação na cabeça é transmitida por contado direto com a cabeça do indivíduo infestado ou por compartilhar pentes, escovas ou chapéus. Piolhos de cabeça não têm asas, portanto não pulam de um hospedeiro para outro.  Piolhos da região púbica vivem e colocam seus ovos nos pêlos pubianos. A transmissão acontece pelo contato direto durante a atividade sexual com indivíduo infestado.
  • 35. Sinais e Sintomas  Pediculose Capilar: - A infestação por piolhos capilares é frequentemente assintomática, contudo, pode haver coceira no couro cabeludo. - A confirmação da infestação é feita com base na visualização de parasitas adultos vivos (achatado, cinza- amarronzado). Para encontrar os piolhos deve-se procurar nas áreas mais quentes do couro cabeludo: área acima da testa, acima das orelhas e na parte da nuca. - O uso de pente fino (com espaço entre os dentes não maior que 0,33 mm) auxilia a detecção de piolhos. - Ovos fechados e abertos (lêndeas) são mais numerosos e mais fáceis de serem vistos. Elas ficam grudadas ao folículo capilar perto da couro cabeludo. - Podem ocorrem lesões pequenas, vermelhas e bolhosas no curo cabeludo.
  • 36. Sinais e Sintomas  Pediculose Capilar - Pacientes com piolho capilar podem arranhar o couro cabeludo a ponto de lesar a pele, resultando em infecção secundária. - As fezes do piolho podem estar presentes como pontos pretos nos colarinhos ou travesseiros. - Sem tratamento, a infestação pode levar à reação alérgica generalizada, devido à proteína da saliva do piolho injetada no hospedeiro durante a alimentação.Sintomas alérgicos: linfoadenopatia regional no pescoço e parte posterior da cabeça, febre, reação alérgica difusa e generalizada em áreas não infestadas, dor de cabeça, sensação de membros pesados, rigidez muscular e lassidão generalizada.
  • 37. Sinais e Sintomas  Pediculose púbica - Infestação por piolhos pubianos tem como principal sintoma a coceira na região pubiana. - Caso a infestação por piolhos pubianos permaneça por muito tempo ou seja muito grave, podem aparecer máculas azuis dolorosas (pontos achatados na pele) debaixo da pele do abdome, coxas ou tórax. Estas máculas são resultado da reação da célula sanguínea com a proteína salivar do piolho. - As fezes dos piolhos pubianos produzem manchas pretas, vermelhas ou cor de ferrugem na roupa íntima.
  • 38. Prevenção  Nunca dividir chapéus, pentes, capacetes, mantas, escovas, fones de ouvido, travesseiros e outros objetos que possam ter tocado no cabelo de outra pessoa.  Manter capas, casacos, chapéus e objetos pessoais separados de outras pessoas.  Providenciar que as crianças durmam separadamente.  Inspecionar as crianças com frequência. Caso sejam vistos piolhos vivos, tratar a criança imediatamente.  Evitar jogos que envolvam cabeça com cabeça ou cabeça com corpo.  Evitar atividade sexual com aqueles que tenham outros parceiros.  Evitar dividir toalhas de banho ou qualquer outro objeto que tenha contato com a área pubiana de outra pessoa.  Evitar banheiros públicos.
  • 39. Tratamento Não-Farmacológico  Pediculose - Sprays de pesticida ambiental não devem ser utilizados. Devem ser apresentadas alternativas como aspiração e isolamento de objetos em sacos plásticos para livrar o ambiente de piolhos. - Lençóis, roupas e toalhas devem ser lavados com água quente e secados em ar quente por pelo menos 20 minutos. - Itens de vestuário ou outros objetos que não podem ser lavados devem ser ser colocados em um saco plástico lacrado por 2 semanas. - O pente-fino ou pente-de-lêndea tem sua habilidade de remover lêndeas questionável. Uma alternativa é o LiceMeister®, que faz uma melhor remoção das lêndeas. - O RobiComb® é um pente de piolho eletrônico que diz detectar e matar piolhos sem o uso de produtos ou substâncias químicas.
  • 40. LiceMeister® RobiComb®
  • 41. Precauções Gerais  O uso de remédios caseiros para pediculose deve ser desincentivado. Gasolina e querosene têm sido usados por pessoas desinformadas , resultando em queimaduras graves e morte de crianças pequenas. Encaminhar ao Médico  Pacientes que tenham infestação de piolhos nas sobrancelhas ou nos cílios.  Pacientes com urticária ou lesão no formato de colméia de cor anormal, arroxeada ou com bolhas, ou lesões no formato de colméia que não cocem.
  • 42. Informações Importantes  É importante informar à escola, o grupo de brincadeiras e os pais dos amigos da criança quando uma infestação de piolhos de cabeça é encontrada.  Quando uma infestação de piolhos pubianos é encontrada em uma criança, a possibilidade de abuso sexual deve ser considerada.  Alguns pais reagem ao piolho de cabeça raspando a cabeça da criança. Informá-los que os tratamentos são eficazes, sem a necessidade de fazer com que a criança se sinta anormal ou marcada.  O uso de tratamento racional para piolhos, acompanhado de remoção total de lêndeas e ovos, é necessário para assegurar que a infestação seja detida.
  • 43. Tratamento Farmacológico  Pediculose: PEDICULICIDA Genérico Mecanismo de ação Produtos Permetrina Derivada da piretrina Nedax®, que retarda a Kwell® repolarização da membrana da célula nervosa do piolho pelo bloqueio do canal de sódio. Essa ação resulta na paralisação dos piolhos. Eficaz apenas para piolho de cabeça.
  • 44. Escabiose  Conhecida como sarna – dermatose de caracetrística pruriginosa.  Agente Etiológico: Sarcoptes scabiei (ácaro).  Afeta humanos a mais de 2500 anos.  Relacionado à guerras e aglomerações populacionais.  Uma pessoa infestada tem de 10 a 15 ácaros no corpo.
  • 45. Epidemiologia  Transmisssão: principalmente por contato íntimo, mas também por vestimentas, toalhas e roupas de cama.  Ciclo de vida exclusivo em humanos (4 a 8 dias).  Avança 2 mm/dia.  Noite – prurido.
  • 46. Fisiopatologia  Sintomas pruriginosos: reação de hipersensibilidade às proteínas do ácaro, ovos, saliva e fezes.  Sintomas demoram 2 a 6 semanas para ocorrer.  Em indivíduos já sensibilizados - 24 h.  Ovos eclodem entre 3 e 5 dias (repetição do tratamento em 1 semana).  Maior frequência no outono, em todos os países do mundo. Todas as classes, mas está mais associado à falta de higiene.  Surtos em asilos, creches, hospitais…
  • 47. Regiões do corpo afetadas  Pregas interdigitais das mãos e pés.  Áreas perianais e periumbilicais.  Prega cubital.  Pregas axilares anteriores.  Cintura.  Face anterior do punho.  Nádegas.  Lesão típica: - ♀ - ao redor dos mamilos; - ♂ - genitais externos.  Lactentes, idosos e imunodeprimidos: couro cabeludo, pescoço,orelhas e região palo-plantar.
  • 48. Sinais e Sintomas  Erupções cutâneas acompanhadas de pequenos nódulos (“bolinhas”) vermelhos e túneis que têm a aparência de linhas finas, onduladas brancas ou acizentadas.
  • 49. Diagnóstico  Baseado em 4 critérios: - sintomatologia - lesões cutâneas - topografias da lesão - epidemiologia.  Raspado de pele: observar os ácaros ou seus ovos.  Pode ocorrer infecções bacteriana secundária (estrepcoco β-hemolítico – glomerulonefrite).
  • 50. Tratamento não farmacológico  Roupas, toalhos, lençóis…. lavar com água quente e detergente e secar em secadoras com ar quente.  Pelúcias e travesseiros devem ser mantidos em sacos plásticos por 14 dias (morte de todos os ácaros).  Carpetes e móveis estofados: cuidadosamente limpos com aspirador de pó.
  • 51. Tratamento farmacológico  Segundo a Resolução RDC 138 de 2003 todos os antiparasitários de uso tópico são de venda livre; Enxofre (Dermic® e outros) - 5-10% creme; - largamente usado a mais de um século em todo o mundo; - aplicação durante 3 dias a noite (reaplicação em uma semana); - mal odor, mancha roupas e resseca a pele; - tratamento de escolha em lactentes e gestantes;
  • 52. Tratamento farmacológico  Tiabendazol (Tiabiose ®) - interfere na polimerização dos microtúbulos; - creme ou loção; - aplicra após banho morno durante 5 a 10 dias;  Deltametrina (Escabin®) - xampu, loção e sabonete; - 4 aplicações intercaladas por períodos de 24h; - inseticida piretróide – fixa-se nos gânglios nervosos periféricos e nas estruturas motoras do SNC, produzindo excitabilidade, incoordenação motora, paralisia, letargia e morte do parasita;
  • 53. Tratamento farmacológico  Benzoato de benzila (Miticoçan® e Parasimed®) - emulsão tópica e sabonete; - eficaz, mas irritante à pele; - ardência na área genital e rosto; - atua no sistema nervoso do parasita;  Permetrina (Nedax® e Kwell ®) - alta eficácia e segurança; - atua sobre as nervosas do parasita, atrasando a polarização e provocando paralisia e morte; - creme ou loção; - 30g para uma aplicação da cabeça aos pés – atuar 8-12 h;
  • 54. Tratamento farmacológico Venda sob prescrição médica  Ivermectina (Revectina®) - comprimidos 6mg (facilidade de tratamento); - atua nos canais de Cl-, causando paralisia muscular; - dose única de acordo com peso corporal;  Monosulfiram (Tetmosol®) - solução tópica: aplicar depois do banho (diluir); - sabonete: substituir sabonete normal; - 2 ou 3 dias de aplicação consecutiva; - veículo alcoólico – irritante; Lindano - proibido no Brasil – RDC 228/2001 e RDC 18/2003 Anvisa;
  • 55. Tratar ou encaminhar ao médico?  Avaliar gravidade da lesão: locais das lesões, se há infecção secundária, presença de outros sintomas…  Lesões leves (somente erupções e coceira): medicar.  Lesões graves (infeccionadas, muitas áreas afetadas...): encaminhar ao médico.  Na dúvida (não tem certeza se é escabiose), encaminhar a um médico, para avaliação e confirmação do diagnóstico (as lesões podem ser facilmente confundidas com picadas ou reações alérgicas).  Também encaminhar ao médico casos de haver reinfecção e gestantes.
  • 56. Cuidados  Tratar também familiares mais próximos e parceiros sexuais dos últimos 30 dias.  Aplicar em todo o corpo, não somente nas áreas afetadas.  O prurido e eczema podem persistir mesmo após eliminação do parasita – podem ser usadas corticosteróides tópicos.  Manter unhas aparadas e evitar coçar.  Após 24h do ínicio do tratamento o risco de transmissão é mínimo.
  • 57. Caso Clínico 1 Mãe vai à farmácia acompanhada do filho de 8 anos, relatando que no dia anterior o menino sofreu picada de abelha no dorso da mão. O menino queixa-se de dor e coceira somente no local da picada, o qual encontra-se vermelho e inchado. A mãe comenta que é a primeira vez que o menino foi picado por abelha. O farmacêutico indica o tratamento com Caladryl® (difenidramina – anti-histamínico tópico) e recomenda que se os sintomas persistirem por mais de 7 dias procure o médico.
  • 58. Caso Clínico 2 Homem de 45 anos vai a uma farmácia da região de Curitiba queixando-se de dor intensa e coceira no braço, no local a pele encontra-se endurecida e arroxeada. Também relata sensação de mal-estar, calafrios e apresenta sudorese. O homem comenta achar estranho que a dor iniciou “do nada” e foi ficando cada vez mais forte. O farmacêutico suspeita de picada de aranha marrom e recomenda que o paciente procure atendimento médico de emergência o mais rápido possível.
  • 59. Caso Clínico 3 Em uma farmácia da região metropolitana de Curitiba, uma mãe junto a seu filho de aproximadamente 7 anos relata ao farmacêutico que seu filho apresenta coceira na cabeça já fazem 7 dias. O farmacêutico (no auge de sua sabedoria) verifica que há a presença de pontos brancos próximos a raiz do couro cabeludo e pontos pretos. Suspeita-se de pediculose, o farmacêutico recomendou o uso de Nedax® Shampoo por 3 dias e após 8 a 14 dias, novamente utilizá-lo, devido à possível reinfestação por permanência de ovos. Lençóis, roupas e toalhas devem ser lavados com água quente, para evitar a infestação entre os seus familiares. Se possível, deve-se verificar quem é a pessoa que transmitiu o parasita.
  • 60. Caso Clínico 4 Jovem, 25 anos, vai à farmácia apresentando erupções cutâneas na pele que descreve como “bolinhas”, avermelhadas nas pernas, punhos, costas, virília e abdômen. A jovem diz não saber a causa, mas que sua irmã (que dorme no mesmo quarto) começou a apresentar os mesmos sintomas. Diz também que as lesões coçam bastante, principalmente à noite. Umas das lesões apresentavam sinais de infecção e ela diz ter machucado com as unhas ao coçar. Quastionada pela farmacêutica sobre seus hábitos, comenta que usa transporte público diariamente. Suspeita de escabiose (sintomas típicos). Presença de infecção encaminhar ao médico.