SlideShare uma empresa Scribd logo
TAXONOMIA
Protozoário: Leishmania braziliensis
Reino: Protista
Sub-reino: Protozoa
Filo: Saracomastigophora
Sub-Filo: Mastigophora
Classe: Zoomastigophores
Ordem: Kinetoplastida
Família: Tripanosomatidae
Gênero: Leishmania
O QUE É A LEISHMANIOSE?
É uma doença transmitida por protozoários do
gênero Leishmania. No Brasil existem atualmente
seis espécies de protozoários responsáveis por
causar doença humana. As variedades mais
encontradas são a Leishmaniose Visceral (LV) e a
Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA).
O AGENTE ETIOLÓGICO
A leishmaniose é causada por
protozoários flagelados
chamados Leishmania
brasiliensis e Leishmania
chagasi, que invadem e se
reproduzem dentro
das células que fazem parte
do sistema imunológico da
pessoa infectada. Estes são
parasitas de células fagocitárias
de mamíferos e utilizam o flagelo
nas fases extracelulares do seu
ciclo de vida.
TRANSMISSÃO
A leishmaniose é
uma doença não
contagiosa, transmiti
da através da picada
do mosquito
flebótomo, conhecido
popularmente por
mosquito
palha, cangalhinha
ou birigui.
CICLO DE VIDA
A doença é transmitida através da picada do mosquito – o flebótomo. O mosquito, ao
picar um ser infectado para se alimentar – que tanto pode ser o cão como um animal
silvestre ou o próprio homem – absorve o parasita (agente causador da
leishmaniose) que se desenvolverá atacando algumas células sanguíneas tornando-
se infectante após cerca de sete dias. Ao fim deste tempo, quando o mosquito for
picar outro vertebrado para se alimentar, vai deixar o parasita na sua corrente
sanguínea, onde se reproduzirá e provocará a doença.
* Sem o mosquito não haverá o ciclo. Por isso, o contato de um cão contaminado com
um sadio ou o simples contato do cão com o homem não constituem qualquer perigo
de contaminação da doença como frequentemente se pensa.
• A contaminação cão-cão só poderia ocorrer se se usasse a mesma agulha de
vacinação num infectado e em outro não infectado, por exemplo.
→ O período de incubação, isto é, desde a picada do mosquito até ao aparecimento dos
primeiros sintomas da doença é muito variável, de dez dias a dois anos, e isso
também dificulta o diagnóstico.
MANIFESTAÇÕES
ESTA DOENÇA PODE SE MANIFESTAR DE DUAS FORMAS:
LEISHMANIOSE TEGUMENTAR OU CUTÂNEA E A
LEISHMANIOSE VISCERAL OU CALAZAR.
Leishmaniose
tegumentar ou
cutânea é
caracterizada por
lesões
na pele, podendo
também afetar
nariz, boca e
garganta, conhec
ida como “ferida
brava”.
VISCERAL OU
CALAZAR, É UMA
DOENÇA SISTÊMICA, POIS
AFETA VÁRIOS
ÓRGÃOS, SENDO QUE OS
MAIS AFETADOS SÃO
O FÍGADO, BAÇO E
MEDULA ÓSSEA. SUA
EVOLUÇÃO É LONGA
PODENDO, EM ALGUNS
CASOS, ATÉ
ULTRAPASSAR O
PERÍODO DE UM ANO.
SINTOMAS E DIAGNÓSTICO
Os sintomas variam de acordo com o tipo da leishmaniose.
• Na tegumentar, surge uma pequena elevação avermelhada na
pele que vai aumentando até se tornar uma ferida que pode
estar recoberta por crosta ou secreção purulenta. Há também a
possibilidade de sua manifestação se dar através de lesões
inflamatórias no nariz ou na boca.
• Na visceral, ocorre febre irregular, anemia, indisposição, palidez
da pele e mucosas, perda de peso, inchaço abdominal devido
ao aumento do fígado e do baço.
→ O diagnóstico da leishmaniose é feito através de um exame de
sangue, a fim de encontrar anticorpos específicos; biópsia ou
raspadura da lesão - no caso de feridas.
PREVENÇÃO
Medidas de prevenção e controle ainda não foram
capazes de impedir a ocorrência da doença.
Entretanto, usar repelentes, armazenar adequadamente
o lixo orgânico (a fim de evitar a ação do
mosquito), evitar banho de rio ao entardecer, visitar o
médico em casos de feridas, evitar animais domésticos
com feridas características, não utilizar agulhas
utilizadas por terceiros, são medidas individuais que
diminuem a probabilidade de ser contaminado.
• Vale ressaltar, também, que existem repelentes
especiais para cães, evitando que sejam picados pelos
mosquitos.
TRATAMENTO
O tratamento é feito não só visando a cura clínica, mas também o
impedimento de que a doença evolua para as outras formas mais
graves e, também, para evitar recidivas.
• No homem, quando a doença é diagnosticada a tempo, o
tratamento e cura é possível, com medicamentos específicos.
• No cão a doença é incurável, mas pode ser tratada se o estado
geral de saúde do cão for aceitável e principalmente se a doença
não tiver atingido um elevado grau de desenvolvimento. O
cão, quando tratado a tempo, conserva uma boa qualidade de
vida. O tratamento elimina os sintomas mas o animal continua
portador. No entanto, depois de tratado, deixa de ser transmissor.
CURIOSIDADES
→ Nos meses de julho, agosto e setembro é mais favorável a picada do mosquito;
→ O inseto mede de 2 a 3 mm;
→ 88 países são considerados regiões endêmicas (Américas, África, Ásia e sul da Europa);
→ 350 milhões de pessoas estão sob risco de infecção;
→ Cerca de 15 milhões de pessoas estão infectadas;
→ Estima-se que ocorram aproximadamente de 1.5 - 2
milhões de novos casos por ano;
→ Vacinas preventivas e curativas estão sendo testadas com resultados muito esperançosos.
GRUPO
Caroline Landim
Ana Carolina Evangelist
Luzia Patrícia
2º ano B -
Agrimensura

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Leishmaniose Visceral
Leishmaniose VisceralLeishmaniose Visceral
Leishmaniose Visceral
Mari Sousa
 
Toxoplasmose
ToxoplasmoseToxoplasmose
Toxoplasmose
Fêe Oliveira
 
Doença de chagas
Doença de chagasDoença de chagas
Doença de chagas
Laís Hildebrand
 
Aula de microbiologia ppt
Aula de microbiologia   pptAula de microbiologia   ppt
Aula de microbiologia ppt
SMS - Petrópolis
 
Apresentação malária
Apresentação maláriaApresentação malária
Apresentação malária
Jakelyne Bezerra
 
Aula 11 fungos
Aula   11 fungosAula   11 fungos
Aula 11 fungos
Gildo Crispim
 
MORBIDADE E MORTALIDADE
MORBIDADE E MORTALIDADEMORBIDADE E MORTALIDADE
MORBIDADE E MORTALIDADE
Ana Carolina Costa
 
Prova microbiologia b1
Prova microbiologia b1Prova microbiologia b1
Prova microbiologia b1
Ana Claudia Rodrigues
 
Parasitas
ParasitasParasitas
Parasitas
Leonardo Souza
 
Epidemiologia das doenças transmissíveis
Epidemiologia das doenças transmissíveisEpidemiologia das doenças transmissíveis
Epidemiologia das doenças transmissíveis
Ricardo Alanís
 
Leishmaniose
Leishmaniose Leishmaniose
Leishmaniose
3a2011
 
Seminário sobre Helmintos
Seminário sobre HelmintosSeminário sobre Helmintos
Seminário sobre Helmintos
Ágatha Mayara
 
Ancilostomídeos
AncilostomídeosAncilostomídeos
Ancilostomídeos
Beatriz Henkels
 
Doença de chagas
Doença de chagasDoença de chagas
Doença de chagas
resenfe2013
 
Aula de Parasitologia Médica sobre a Malária
Aula de Parasitologia Médica sobre a MaláriaAula de Parasitologia Médica sobre a Malária
Aula de Parasitologia Médica sobre a Malária
Jaqueline Almeida
 
Esquistossomose
EsquistossomoseEsquistossomose
Esquistossomose
Guilherme Barbosa
 
Trabalho de chagas. power point
Trabalho de chagas. power pointTrabalho de chagas. power point
Trabalho de chagas. power point
Geovanna Borges
 
Apresentação tétano
Apresentação tétanoApresentação tétano
Apresentação tétano
Laboratório Sérgio Franco
 
Aula 01 Introdução a Microbiologia
Aula 01   Introdução a MicrobiologiaAula 01   Introdução a Microbiologia
Aula 01 Introdução a Microbiologia
Tiago da Silva
 
Slide imuno
Slide imunoSlide imuno
Slide imuno
Lucas Almeida Sá
 

Mais procurados (20)

Leishmaniose Visceral
Leishmaniose VisceralLeishmaniose Visceral
Leishmaniose Visceral
 
Toxoplasmose
ToxoplasmoseToxoplasmose
Toxoplasmose
 
Doença de chagas
Doença de chagasDoença de chagas
Doença de chagas
 
Aula de microbiologia ppt
Aula de microbiologia   pptAula de microbiologia   ppt
Aula de microbiologia ppt
 
Apresentação malária
Apresentação maláriaApresentação malária
Apresentação malária
 
Aula 11 fungos
Aula   11 fungosAula   11 fungos
Aula 11 fungos
 
MORBIDADE E MORTALIDADE
MORBIDADE E MORTALIDADEMORBIDADE E MORTALIDADE
MORBIDADE E MORTALIDADE
 
Prova microbiologia b1
Prova microbiologia b1Prova microbiologia b1
Prova microbiologia b1
 
Parasitas
ParasitasParasitas
Parasitas
 
Epidemiologia das doenças transmissíveis
Epidemiologia das doenças transmissíveisEpidemiologia das doenças transmissíveis
Epidemiologia das doenças transmissíveis
 
Leishmaniose
Leishmaniose Leishmaniose
Leishmaniose
 
Seminário sobre Helmintos
Seminário sobre HelmintosSeminário sobre Helmintos
Seminário sobre Helmintos
 
Ancilostomídeos
AncilostomídeosAncilostomídeos
Ancilostomídeos
 
Doença de chagas
Doença de chagasDoença de chagas
Doença de chagas
 
Aula de Parasitologia Médica sobre a Malária
Aula de Parasitologia Médica sobre a MaláriaAula de Parasitologia Médica sobre a Malária
Aula de Parasitologia Médica sobre a Malária
 
Esquistossomose
EsquistossomoseEsquistossomose
Esquistossomose
 
Trabalho de chagas. power point
Trabalho de chagas. power pointTrabalho de chagas. power point
Trabalho de chagas. power point
 
Apresentação tétano
Apresentação tétanoApresentação tétano
Apresentação tétano
 
Aula 01 Introdução a Microbiologia
Aula 01   Introdução a MicrobiologiaAula 01   Introdução a Microbiologia
Aula 01 Introdução a Microbiologia
 
Slide imuno
Slide imunoSlide imuno
Slide imuno
 

Destaque

Epidemiologia das doenças infecciosas
Epidemiologia das doenças infecciosasEpidemiologia das doenças infecciosas
Epidemiologia das doenças infecciosas
Adriana Mércia
 
Amebíase
AmebíaseAmebíase
Amebíase
crishmuler
 
Aula DoençA De Chagas
 Aula DoençA De Chagas Aula DoençA De Chagas
Aula DoençA De Chagas
fnanda
 
Epidemiologia das doenas infecciosas
Epidemiologia das doenas infecciosasEpidemiologia das doenas infecciosas
Epidemiologia das doenas infecciosas
Fernando Henrique
 
Aula Hanseníase
Aula Hanseníase Aula Hanseníase
Aula Hanseníase
Alinebrauna Brauna
 
Aspectos epidemiológicos das doenças transmissiveis
Aspectos epidemiológicos das doenças transmissiveisAspectos epidemiológicos das doenças transmissiveis
Aspectos epidemiológicos das doenças transmissiveis
Maria Luiza
 
Semninário Febre Amarela
Semninário Febre AmarelaSemninário Febre Amarela
Semninário Febre Amarela
Nathy Oliveira
 
Doença de chagas
Doença de chagasDoença de chagas
Doença de chagas
KROLZITA
 
Doença de Chagas
Doença de ChagasDoença de Chagas
Doença de Chagas
ITPAC PORTO
 
Malária
MaláriaMalária

Destaque (10)

Epidemiologia das doenças infecciosas
Epidemiologia das doenças infecciosasEpidemiologia das doenças infecciosas
Epidemiologia das doenças infecciosas
 
Amebíase
AmebíaseAmebíase
Amebíase
 
Aula DoençA De Chagas
 Aula DoençA De Chagas Aula DoençA De Chagas
Aula DoençA De Chagas
 
Epidemiologia das doenas infecciosas
Epidemiologia das doenas infecciosasEpidemiologia das doenas infecciosas
Epidemiologia das doenas infecciosas
 
Aula Hanseníase
Aula Hanseníase Aula Hanseníase
Aula Hanseníase
 
Aspectos epidemiológicos das doenças transmissiveis
Aspectos epidemiológicos das doenças transmissiveisAspectos epidemiológicos das doenças transmissiveis
Aspectos epidemiológicos das doenças transmissiveis
 
Semninário Febre Amarela
Semninário Febre AmarelaSemninário Febre Amarela
Semninário Febre Amarela
 
Doença de chagas
Doença de chagasDoença de chagas
Doença de chagas
 
Doença de Chagas
Doença de ChagasDoença de Chagas
Doença de Chagas
 
Malária
MaláriaMalária
Malária
 

Semelhante a Leishmaniose

Doenças-Biologia-COTUCA
Doenças-Biologia-COTUCADoenças-Biologia-COTUCA
Doenças-Biologia-COTUCA
eld09
 
INFECÇÕES FUNGICAS DE PELE E UNHA.pptx
INFECÇÕES FUNGICAS DE PELE E UNHA.pptxINFECÇÕES FUNGICAS DE PELE E UNHA.pptx
INFECÇÕES FUNGICAS DE PELE E UNHA.pptx
MagaliCristina1
 
Trabalho biologia
Trabalho biologiaTrabalho biologia
Trabalho biologia
2° PD
 
Trabalho biologia
Trabalho biologiaTrabalho biologia
Trabalho biologia
2° PD
 
AULA 03 DOENCAS POR INSETOS.........pptx
AULA 03 DOENCAS POR INSETOS.........pptxAULA 03 DOENCAS POR INSETOS.........pptx
AULA 03 DOENCAS POR INSETOS.........pptx
FranciscaalineBrito
 
Lepra lucas henrique 8 b
Lepra lucas henrique 8 bLepra lucas henrique 8 b
Lepra lucas henrique 8 b
teresakashino
 
Trabalho da feira da cultura centro oeste (801)
Trabalho da feira da cultura centro  oeste (801)Trabalho da feira da cultura centro  oeste (801)
Trabalho da feira da cultura centro oeste (801)
professorajulianafigueirdocamara
 
Trab Bio Doenças-Cotuca
Trab Bio Doenças-CotucaTrab Bio Doenças-Cotuca
Trab Bio Doenças-Cotuca
eld09
 
Calazar
CalazarCalazar
Calazar
MEGA1010
 
Aspectos gerais e características da Doença de Chagas
Aspectos gerais e características da Doença de ChagasAspectos gerais e características da Doença de Chagas
Aspectos gerais e características da Doença de Chagas
DiegoOliveira520215
 
aula de Doenças Sexualmente Transmissíveis
aula de Doenças Sexualmente Transmissíveisaula de Doenças Sexualmente Transmissíveis
aula de Doenças Sexualmente Transmissíveis
adriano silva
 
Doença de chagas
Doença de chagasDoença de chagas
Doença de chagas
wellington_souzza
 
Doenças transmitidas por animais
Doenças transmitidas por animaisDoenças transmitidas por animais
Doenças transmitidas por animais
grace correa
 
Doença de chagas
Doença de chagasDoença de chagas
Doença de chagas
crishmuler
 
Curso de bacharelado em enfermagem
Curso de bacharelado em enfermagemCurso de bacharelado em enfermagem
Curso de bacharelado em enfermagem
Nathy Oliveira
 
Febre aftose
Febre aftoseFebre aftose
Febre aftose
Ivaristo Americo
 
Patologias Virais II
Patologias Virais IIPatologias Virais II
Patologias Virais II
Luciana Oliveira
 
Parasitologia.pptx
Parasitologia.pptxParasitologia.pptx
Parasitologia.pptx
IsadoraPereira32
 
Parasitologia. O que é, parasitas e formas de transmissão
Parasitologia. O que é, parasitas e formas de transmissãoParasitologia. O que é, parasitas e formas de transmissão
Parasitologia. O que é, parasitas e formas de transmissão
IsadoraPereira32
 
Protozooses
ProtozoosesProtozooses
Protozooses
Bianca Borges
 

Semelhante a Leishmaniose (20)

Doenças-Biologia-COTUCA
Doenças-Biologia-COTUCADoenças-Biologia-COTUCA
Doenças-Biologia-COTUCA
 
INFECÇÕES FUNGICAS DE PELE E UNHA.pptx
INFECÇÕES FUNGICAS DE PELE E UNHA.pptxINFECÇÕES FUNGICAS DE PELE E UNHA.pptx
INFECÇÕES FUNGICAS DE PELE E UNHA.pptx
 
Trabalho biologia
Trabalho biologiaTrabalho biologia
Trabalho biologia
 
Trabalho biologia
Trabalho biologiaTrabalho biologia
Trabalho biologia
 
AULA 03 DOENCAS POR INSETOS.........pptx
AULA 03 DOENCAS POR INSETOS.........pptxAULA 03 DOENCAS POR INSETOS.........pptx
AULA 03 DOENCAS POR INSETOS.........pptx
 
Lepra lucas henrique 8 b
Lepra lucas henrique 8 bLepra lucas henrique 8 b
Lepra lucas henrique 8 b
 
Trabalho da feira da cultura centro oeste (801)
Trabalho da feira da cultura centro  oeste (801)Trabalho da feira da cultura centro  oeste (801)
Trabalho da feira da cultura centro oeste (801)
 
Trab Bio Doenças-Cotuca
Trab Bio Doenças-CotucaTrab Bio Doenças-Cotuca
Trab Bio Doenças-Cotuca
 
Calazar
CalazarCalazar
Calazar
 
Aspectos gerais e características da Doença de Chagas
Aspectos gerais e características da Doença de ChagasAspectos gerais e características da Doença de Chagas
Aspectos gerais e características da Doença de Chagas
 
aula de Doenças Sexualmente Transmissíveis
aula de Doenças Sexualmente Transmissíveisaula de Doenças Sexualmente Transmissíveis
aula de Doenças Sexualmente Transmissíveis
 
Doença de chagas
Doença de chagasDoença de chagas
Doença de chagas
 
Doenças transmitidas por animais
Doenças transmitidas por animaisDoenças transmitidas por animais
Doenças transmitidas por animais
 
Doença de chagas
Doença de chagasDoença de chagas
Doença de chagas
 
Curso de bacharelado em enfermagem
Curso de bacharelado em enfermagemCurso de bacharelado em enfermagem
Curso de bacharelado em enfermagem
 
Febre aftose
Febre aftoseFebre aftose
Febre aftose
 
Patologias Virais II
Patologias Virais IIPatologias Virais II
Patologias Virais II
 
Parasitologia.pptx
Parasitologia.pptxParasitologia.pptx
Parasitologia.pptx
 
Parasitologia. O que é, parasitas e formas de transmissão
Parasitologia. O que é, parasitas e formas de transmissãoParasitologia. O que é, parasitas e formas de transmissão
Parasitologia. O que é, parasitas e formas de transmissão
 
Protozooses
ProtozoosesProtozooses
Protozooses
 

Leishmaniose

  • 1.
  • 2. TAXONOMIA Protozoário: Leishmania braziliensis Reino: Protista Sub-reino: Protozoa Filo: Saracomastigophora Sub-Filo: Mastigophora Classe: Zoomastigophores Ordem: Kinetoplastida Família: Tripanosomatidae Gênero: Leishmania
  • 3. O QUE É A LEISHMANIOSE? É uma doença transmitida por protozoários do gênero Leishmania. No Brasil existem atualmente seis espécies de protozoários responsáveis por causar doença humana. As variedades mais encontradas são a Leishmaniose Visceral (LV) e a Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA).
  • 4. O AGENTE ETIOLÓGICO A leishmaniose é causada por protozoários flagelados chamados Leishmania brasiliensis e Leishmania chagasi, que invadem e se reproduzem dentro das células que fazem parte do sistema imunológico da pessoa infectada. Estes são parasitas de células fagocitárias de mamíferos e utilizam o flagelo nas fases extracelulares do seu ciclo de vida.
  • 5. TRANSMISSÃO A leishmaniose é uma doença não contagiosa, transmiti da através da picada do mosquito flebótomo, conhecido popularmente por mosquito palha, cangalhinha ou birigui.
  • 6. CICLO DE VIDA A doença é transmitida através da picada do mosquito – o flebótomo. O mosquito, ao picar um ser infectado para se alimentar – que tanto pode ser o cão como um animal silvestre ou o próprio homem – absorve o parasita (agente causador da leishmaniose) que se desenvolverá atacando algumas células sanguíneas tornando- se infectante após cerca de sete dias. Ao fim deste tempo, quando o mosquito for picar outro vertebrado para se alimentar, vai deixar o parasita na sua corrente sanguínea, onde se reproduzirá e provocará a doença. * Sem o mosquito não haverá o ciclo. Por isso, o contato de um cão contaminado com um sadio ou o simples contato do cão com o homem não constituem qualquer perigo de contaminação da doença como frequentemente se pensa. • A contaminação cão-cão só poderia ocorrer se se usasse a mesma agulha de vacinação num infectado e em outro não infectado, por exemplo. → O período de incubação, isto é, desde a picada do mosquito até ao aparecimento dos primeiros sintomas da doença é muito variável, de dez dias a dois anos, e isso também dificulta o diagnóstico.
  • 7. MANIFESTAÇÕES ESTA DOENÇA PODE SE MANIFESTAR DE DUAS FORMAS: LEISHMANIOSE TEGUMENTAR OU CUTÂNEA E A LEISHMANIOSE VISCERAL OU CALAZAR.
  • 8. Leishmaniose tegumentar ou cutânea é caracterizada por lesões na pele, podendo também afetar nariz, boca e garganta, conhec ida como “ferida brava”.
  • 9.
  • 10. VISCERAL OU CALAZAR, É UMA DOENÇA SISTÊMICA, POIS AFETA VÁRIOS ÓRGÃOS, SENDO QUE OS MAIS AFETADOS SÃO O FÍGADO, BAÇO E MEDULA ÓSSEA. SUA EVOLUÇÃO É LONGA PODENDO, EM ALGUNS CASOS, ATÉ ULTRAPASSAR O PERÍODO DE UM ANO.
  • 11. SINTOMAS E DIAGNÓSTICO Os sintomas variam de acordo com o tipo da leishmaniose. • Na tegumentar, surge uma pequena elevação avermelhada na pele que vai aumentando até se tornar uma ferida que pode estar recoberta por crosta ou secreção purulenta. Há também a possibilidade de sua manifestação se dar através de lesões inflamatórias no nariz ou na boca. • Na visceral, ocorre febre irregular, anemia, indisposição, palidez da pele e mucosas, perda de peso, inchaço abdominal devido ao aumento do fígado e do baço. → O diagnóstico da leishmaniose é feito através de um exame de sangue, a fim de encontrar anticorpos específicos; biópsia ou raspadura da lesão - no caso de feridas.
  • 12. PREVENÇÃO Medidas de prevenção e controle ainda não foram capazes de impedir a ocorrência da doença. Entretanto, usar repelentes, armazenar adequadamente o lixo orgânico (a fim de evitar a ação do mosquito), evitar banho de rio ao entardecer, visitar o médico em casos de feridas, evitar animais domésticos com feridas características, não utilizar agulhas utilizadas por terceiros, são medidas individuais que diminuem a probabilidade de ser contaminado. • Vale ressaltar, também, que existem repelentes especiais para cães, evitando que sejam picados pelos mosquitos.
  • 13. TRATAMENTO O tratamento é feito não só visando a cura clínica, mas também o impedimento de que a doença evolua para as outras formas mais graves e, também, para evitar recidivas. • No homem, quando a doença é diagnosticada a tempo, o tratamento e cura é possível, com medicamentos específicos. • No cão a doença é incurável, mas pode ser tratada se o estado geral de saúde do cão for aceitável e principalmente se a doença não tiver atingido um elevado grau de desenvolvimento. O cão, quando tratado a tempo, conserva uma boa qualidade de vida. O tratamento elimina os sintomas mas o animal continua portador. No entanto, depois de tratado, deixa de ser transmissor.
  • 14.
  • 15. CURIOSIDADES → Nos meses de julho, agosto e setembro é mais favorável a picada do mosquito; → O inseto mede de 2 a 3 mm; → 88 países são considerados regiões endêmicas (Américas, África, Ásia e sul da Europa); → 350 milhões de pessoas estão sob risco de infecção; → Cerca de 15 milhões de pessoas estão infectadas; → Estima-se que ocorram aproximadamente de 1.5 - 2 milhões de novos casos por ano; → Vacinas preventivas e curativas estão sendo testadas com resultados muito esperançosos.
  • 16.
  • 17. GRUPO Caroline Landim Ana Carolina Evangelist Luzia Patrícia 2º ano B - Agrimensura