Alianças Estratégicas Parcerias Estratégicas
O que são alianças estratégicas São contratos que, em regra, tem longa duração (de 10 anos a mais). Trata-se de uma ligação baseada na  igualdade  e na  partilha de   competências  e visa criar uma relação de confiança que obedece a uma estratégia comum.  É uma estratégia de negócios especialmente adequada para as pequenas e médias empresas que têm de lutar contra os gigantes do mercado.
Associações entre empresas Alianças estratégicas Distribuição/ Serviço compartilhado Estabelecimento de padrões/ Consórcios de pesquisa Fabricação conjunta Licenciamentos cruzados Marketing conjunto Joint ventures com capital desigual Acordos de fornecimento de longo prazo Licenciamentos Joint ventures de 50% de participação Permutas de capital Desenvolvimento de produto conjunto Franquias Fusões e aquisições Joint ventures subsidiárias de EMNs Joint ventures não-subsidiárias Investimentos de capital minoritário Pesquisa & Desenvolvimento  conjunto Contratos simples de compra e venda Dissolução de entidade Criação de entidade Sem entidade nova Contratos não tradicionais Contratos tradicionais Acordos acionários Acordos contratuais
Quando as alianças devem ser feitas Seus concorrentes estão unidos por alianças e a sua empresa ainda não Se está insatisfeito com os resultados da sua parceria atual  Quando precisar de mais parceiros para vencer os desafios do futuro  Quando necessitar ganhar massa crítica para ter sucesso no mercado  Quando necessitar novas competências e não tiver recursos internos suficientes para desenvolvê-las
Principais objetivos das parcerias ou alianças Partilhar do risco do negócio  Ganhar economia de escala  Diversificar para novos negócios  Internacionalizar-se ou ter acesso a novos mercados regionais  Ter acesso a novas tecnologias  Ter acesso a novas competências  Ter acesso a capital  Agregar valor agregado aos negócios
Principais erros a evitar Focar-se apenas nos seus interesses e não nos benefícios mútuos  Não injetar a dose certa de confiança  Deficiência na comunicação entre os parceiros  Não envolver as pessoas adequadas  Escolher o parceiro errado  Definir objetivos pouco claros  Subestimar os problemas de resistência à mudança e de choques culturais
Como implementar 4 estágios em 8 fases: Identificação; Avaliação, Negociação e Implementação
Fase 1 – Definir objetivos D efinir o que se pretende com a aliança -  gerar mais valor para a empresa do que  conseguiria sozinha; ter acesso a recursos que a parceira possa disponibilizar; preencher lacunas na capacidade de produção, etc. Os objetivos podem mudar conforme  evolua o ciclo de vida e a estratégia da empresa Nesta fase, não será necessária uma avaliação muito rigorosa das motivações e dos objetivos para constituir uma aliança
Fase 2  –  Escolher parceiros Identificar, escolher e fazer o primeiro contacto com os potenciais parceiros Assumir posição proativa, que permita sondar quais os parceiros ideais, estudar  seus pontos fortes e fracos e as opções que cada um deles tem para oferecer  Um fator essencial nesta análise é o histórico de alianças estratégicas dos potenciais parceiros Os gestores deverão definir os benefícios para todas as partes Antecipar as necessidades ajuda a criar confiança mútua e uma base sólida para negociações futuras
Fase 2  –  Escolher parceiros Analisar a situação do ponto de vista do parceiro poderá ajudar a empresa a manter a negociação em aberto se surgirem dificuldades.
Fase 3 – Definir obrigações e direitos Definir o que cada um dos parceiros tem a ganhar ou oferecer:  Apurar as qualificações dos parceiros que poderão ser favoráveis a aliança Definir o que cada parceiro poderá oferecer e qual  será a participação de cada um deles (quer em participação no capital, quer em  participação operacional) Prever as vantagens potenciais desta aliança sobre os produtos e/ou serviços existentes (e sta análise deve ser feita na perspectiva dos clientes)
Fase 3 – Definir obrigações e direitos Definir o que cada um dos parceiros tem a ganhar ou oferecer:  Quantificar a criação de valor e suas origens (muitas alianças não têm sucesso porque as partes envolvidas não foram suficientemente explícitas, logo no início, relativamente ao valor que a aliança poderá gerar e qual é que será a contribuição de cada uma delas)  Identificar as possíveis desvantagens das alianças (antecipar o que poderá correr mal poderá evitar surpresas desagradáveis)
Fase 4 – Definir a oportunidade Qualificar e quantificar a oportunidade de negócio que a aliança poderá criar é essencial para o sucesso da sua negociação e implementação Novas oportunidades de negócio não têm que ser a conquista da liderança do mercado, a criação de um mercado novo, ou o lançamento de um produto inovador brilhante.
Fase 4 – Definir a oportunidade O mais importante é que os parceiros demonstrem que assumem o compromisso de contribuírem para o sucesso da aliança centrando-se na oportunidade comum que identificaram. Nas alianças de sucesso, as partes envolvidas nunca deverão perder o enfoque nessa oportunidade
Fase 5 – Prever o impacto sobre as pessoas Identificar os impactos da aliança estratégica, não só nas empresas, mas também nas pessoas (investidores, empregados, fornecedores,  clientes, sindicatos e entidades regulamentadoras) Os parceiros devem se colocar no lugar de cada um destes grupos de interesse e definir as vantagens e desvantagens que as alianças lhes poderão trazer, antecipando assim  problemas potenciais e as possíveis soluções
Fase 6 – Assumir o poder negocial Cinco boas práticas:  Definir de forma clara as contribuições chave dos parceiros, quanto às capacidades e aos recursos envolvidos, para que a aliança seja bem sucedida  Proteger os recursos principais da empresa que tomou a iniciativa, deixando claro para o parceiro quais são estes recursos e porque é que deverão ser protegidos  Estudar o estilo de negociação, bem como o percurso histórico do parceiro analisando outras alianças que tenha efetuado
Fase 6 – Assumir o poder negocial Cinco boas práticas:  Saber qual o motivo que leva a outra empresa a estar na mesa das negociações - quais os benefícios estratégicos e não estratégicos que procura Fazer uma antevisão do compromisso efetivo bem como do tipo de recursos que o potencial parceiro trará à aliança
Fase 7 – Planejar a integração Estruturar a aliança de forma que esta satisfaça as necessidades da própria aliança e não as dos parceiros envolvidos  Escolher gestores de topo com autoridade para negociar a aliança, partilhando os pagamentos e os investimentos realizados  Ligar de forma rigorosa os objetivos estratégicos e os recursos e orçamentos, adotando uma política de revisão e acompanhamento periódico, definindo bem as responsabilidades e a autoridade dos gestores envolvidos
Fase 7 – Planejar a integração Definir claramente quais as medidas a adotar em caso de separação, tais como penalizações e obrigações de saída
Fase 8 – Concretizar a aliança A aliança deverá estar estruturada com base nos desafios que as empresas irão enfrentar no futuro. Isto quer dizer que o processo deve ser conduzido pelos gestores de forma prospectiva, necessitando ferramentas eficazes de quantificação, bem como de prazos bem definidos e, por fim, de uma enorme dose de paciência, bom senso e confiança mútua
Fase 8 – Concretizar a aliança Boas práticas:  Criar estrutura organizacional flexível, mas forte  Basear a estrutura e o processo de aliança na estratégia e nos requisitos que essa aliança deverá apresentar, em vez de ser pensada no benefício dos intervenientes  Prever as reações da concorrência bem como o progresso da aliança  Preparar cronogramas e instrumentos de medição para revisões periódicas  Estabelecer uma comunicação aberta facilitando a resolução de questões em vez de assumir uma posição estática com base no acordo estabelecido

Parcerias Estratégicas

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    O que sãoalianças estratégicas São contratos que, em regra, tem longa duração (de 10 anos a mais). Trata-se de uma ligação baseada na igualdade e na partilha de competências e visa criar uma relação de confiança que obedece a uma estratégia comum. É uma estratégia de negócios especialmente adequada para as pequenas e médias empresas que têm de lutar contra os gigantes do mercado.
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    Associações entre empresasAlianças estratégicas Distribuição/ Serviço compartilhado Estabelecimento de padrões/ Consórcios de pesquisa Fabricação conjunta Licenciamentos cruzados Marketing conjunto Joint ventures com capital desigual Acordos de fornecimento de longo prazo Licenciamentos Joint ventures de 50% de participação Permutas de capital Desenvolvimento de produto conjunto Franquias Fusões e aquisições Joint ventures subsidiárias de EMNs Joint ventures não-subsidiárias Investimentos de capital minoritário Pesquisa & Desenvolvimento conjunto Contratos simples de compra e venda Dissolução de entidade Criação de entidade Sem entidade nova Contratos não tradicionais Contratos tradicionais Acordos acionários Acordos contratuais
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    Quando as aliançasdevem ser feitas Seus concorrentes estão unidos por alianças e a sua empresa ainda não Se está insatisfeito com os resultados da sua parceria atual Quando precisar de mais parceiros para vencer os desafios do futuro Quando necessitar ganhar massa crítica para ter sucesso no mercado Quando necessitar novas competências e não tiver recursos internos suficientes para desenvolvê-las
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    Principais objetivos dasparcerias ou alianças Partilhar do risco do negócio Ganhar economia de escala Diversificar para novos negócios Internacionalizar-se ou ter acesso a novos mercados regionais Ter acesso a novas tecnologias Ter acesso a novas competências Ter acesso a capital Agregar valor agregado aos negócios
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    Principais erros aevitar Focar-se apenas nos seus interesses e não nos benefícios mútuos Não injetar a dose certa de confiança Deficiência na comunicação entre os parceiros Não envolver as pessoas adequadas Escolher o parceiro errado Definir objetivos pouco claros Subestimar os problemas de resistência à mudança e de choques culturais
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    Como implementar 4estágios em 8 fases: Identificação; Avaliação, Negociação e Implementação
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    Fase 1 –Definir objetivos D efinir o que se pretende com a aliança - gerar mais valor para a empresa do que conseguiria sozinha; ter acesso a recursos que a parceira possa disponibilizar; preencher lacunas na capacidade de produção, etc. Os objetivos podem mudar conforme evolua o ciclo de vida e a estratégia da empresa Nesta fase, não será necessária uma avaliação muito rigorosa das motivações e dos objetivos para constituir uma aliança
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    Fase 2 – Escolher parceiros Identificar, escolher e fazer o primeiro contacto com os potenciais parceiros Assumir posição proativa, que permita sondar quais os parceiros ideais, estudar seus pontos fortes e fracos e as opções que cada um deles tem para oferecer Um fator essencial nesta análise é o histórico de alianças estratégicas dos potenciais parceiros Os gestores deverão definir os benefícios para todas as partes Antecipar as necessidades ajuda a criar confiança mútua e uma base sólida para negociações futuras
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    Fase 3 –Definir obrigações e direitos Definir o que cada um dos parceiros tem a ganhar ou oferecer: Apurar as qualificações dos parceiros que poderão ser favoráveis a aliança Definir o que cada parceiro poderá oferecer e qual será a participação de cada um deles (quer em participação no capital, quer em participação operacional) Prever as vantagens potenciais desta aliança sobre os produtos e/ou serviços existentes (e sta análise deve ser feita na perspectiva dos clientes)
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    Fase 3 –Definir obrigações e direitos Definir o que cada um dos parceiros tem a ganhar ou oferecer: Quantificar a criação de valor e suas origens (muitas alianças não têm sucesso porque as partes envolvidas não foram suficientemente explícitas, logo no início, relativamente ao valor que a aliança poderá gerar e qual é que será a contribuição de cada uma delas) Identificar as possíveis desvantagens das alianças (antecipar o que poderá correr mal poderá evitar surpresas desagradáveis)
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    Fase 4 –Definir a oportunidade Qualificar e quantificar a oportunidade de negócio que a aliança poderá criar é essencial para o sucesso da sua negociação e implementação Novas oportunidades de negócio não têm que ser a conquista da liderança do mercado, a criação de um mercado novo, ou o lançamento de um produto inovador brilhante.
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    Fase 4 –Definir a oportunidade O mais importante é que os parceiros demonstrem que assumem o compromisso de contribuírem para o sucesso da aliança centrando-se na oportunidade comum que identificaram. Nas alianças de sucesso, as partes envolvidas nunca deverão perder o enfoque nessa oportunidade
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    Fase 5 –Prever o impacto sobre as pessoas Identificar os impactos da aliança estratégica, não só nas empresas, mas também nas pessoas (investidores, empregados, fornecedores, clientes, sindicatos e entidades regulamentadoras) Os parceiros devem se colocar no lugar de cada um destes grupos de interesse e definir as vantagens e desvantagens que as alianças lhes poderão trazer, antecipando assim problemas potenciais e as possíveis soluções
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    Fase 6 –Assumir o poder negocial Cinco boas práticas: Definir de forma clara as contribuições chave dos parceiros, quanto às capacidades e aos recursos envolvidos, para que a aliança seja bem sucedida Proteger os recursos principais da empresa que tomou a iniciativa, deixando claro para o parceiro quais são estes recursos e porque é que deverão ser protegidos Estudar o estilo de negociação, bem como o percurso histórico do parceiro analisando outras alianças que tenha efetuado
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    Fase 6 –Assumir o poder negocial Cinco boas práticas: Saber qual o motivo que leva a outra empresa a estar na mesa das negociações - quais os benefícios estratégicos e não estratégicos que procura Fazer uma antevisão do compromisso efetivo bem como do tipo de recursos que o potencial parceiro trará à aliança
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    Fase 7 –Planejar a integração Estruturar a aliança de forma que esta satisfaça as necessidades da própria aliança e não as dos parceiros envolvidos Escolher gestores de topo com autoridade para negociar a aliança, partilhando os pagamentos e os investimentos realizados Ligar de forma rigorosa os objetivos estratégicos e os recursos e orçamentos, adotando uma política de revisão e acompanhamento periódico, definindo bem as responsabilidades e a autoridade dos gestores envolvidos
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    Fase 7 –Planejar a integração Definir claramente quais as medidas a adotar em caso de separação, tais como penalizações e obrigações de saída
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    Fase 8 –Concretizar a aliança A aliança deverá estar estruturada com base nos desafios que as empresas irão enfrentar no futuro. Isto quer dizer que o processo deve ser conduzido pelos gestores de forma prospectiva, necessitando ferramentas eficazes de quantificação, bem como de prazos bem definidos e, por fim, de uma enorme dose de paciência, bom senso e confiança mútua
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    Fase 8 –Concretizar a aliança Boas práticas: Criar estrutura organizacional flexível, mas forte Basear a estrutura e o processo de aliança na estratégia e nos requisitos que essa aliança deverá apresentar, em vez de ser pensada no benefício dos intervenientes Prever as reações da concorrência bem como o progresso da aliança Preparar cronogramas e instrumentos de medição para revisões periódicas Estabelecer uma comunicação aberta facilitando a resolução de questões em vez de assumir uma posição estática com base no acordo estabelecido