O Romantismo
Romantismo
Realismo
Impressionismo
1850 1905
O TRIUNFO DO INDIVÍDUO E DA EMOÇÃO
1789
De c. 1789 a c. de 1850
Literatura Artes
Plásticas
Música
Mentalidade
O TRIUNFO DO INDIVÍDUO E DA EMOÇÃO
Reação ao Neoclassicismo
- anti-racionalismo
- valorização dos sentimentos e das emoções
A arte não se atinge através de regras académicas
A arte é uma “revelação da alma” , um produto da
inspiração e da genialidade
Thomas Philippe, Retrato de
Lord Byron, c. 1835
O TRIUNFO DO INDIVÍDUO E DA EMOÇÃO
O Romantismo é o produto da época
Apoiante da causa nacionalista do
povo grego, que lutava para se
libertar do domínio turco.
Em 1821, em Argostoli, organizou e
chefiou um exército privado de
apoio aos gregos
• Princípios do Liberalismo: individualismo, humanismo e
nacionalismo
• Identificação do povo como a verdadeira alma das
nações
• Valorização da cultura popular (tradição, folclore)
• idealismo revolucionário (democrático e socializante)
• Desilusão pela nova elite dominadora: a burguesia
• Novas correntes filosóficas: Kant, Schelling e
Schopanhauer
O TRIUNFO DO INDIVÍDUO E DA EMOÇÃO
O Romantismo é o produto da época
“O Romantismo nem se
encontra na eleição de um
tema nem na verdade exata,
mas sim numa certa maneira
de sentir.”
O TRIUNFO DO INDIVÍDUO E DA EMOÇÃO
Princípios do Romantismo
Charles Baudelaire
• A interioridade, o mundo
complexo dos sentimentos e
das emoções, os sonhos, os
devaneios, as fantasias, as
viagens ao interior de cada
um, numa incansável fuga ao
real, que desilude, magoa e
engana
O TRIUNFO DO INDIVÍDUO E DA EMOÇÃO
Princípios do Romantismo
T. Géricault, Retrato de um
Alienado Cleptómano, 1882
• A interioridade, o mundo
complexo dos sentimentos e das
emoções, os sonhos, os
devaneios, as fantasias, as
viagens ao interior de cada um,
numa incansável fuga ao real,
que desilude, magoa e engana
• Privilegia a emoção em
detrimento da razão, o sonho
em vez da realidade e o
idealismo acima do
pragmatismo
O TRIUNFO DO INDIVÍDUO E DA EMOÇÃO
Princípios do Romantismo
T. Géricault, Retrato de um
Alienado Cleptómano, 1882
• O isolamento da alma em
comunhão com a natureza,
manifestado na exaltação do
mundo rural e puro e no
interesse pelas sociedades
primitivas ou exóticas, não
maculadas pela civilização
ocidental
O TRIUNFO DO INDIVÍDUO E DA EMOÇÃO
Princípios do Romantismo
Caspar David Friedrich, O Caçador na Floresta,
1813-14
• A valorização do
passado de cada
nação, cujas raízes
mergulhavam na
Idade Média,
idealizada através
da literatura e das
suas ruínas
monumentais
O TRIUNFO DO INDIVÍDUO E DA EMOÇÃO
Princípios do Romantismo
Francis Danby, Abadia de Fonthill, c.
1854
• Convicção de que a
arte é essencialmente
inspiração e criação
(não nasce por receita,
academismo ou
encomenda), obede-
cendo unicamente a
impulsos pessoais,
despoletada por uma
necessidade inata e
sublime
O TRIUNFO DO INDIVÍDUO E DA EMOÇÃO
Princípios do Romantismo
Henri Füssli, Titânia, Bottom e as Fadas, 1794
• Convicção de que a arte é
essencialmente inspiração e
criação (não nasce por receita,
academismo ou encomenda),
obedecendo unicamente a
impulsos pessoais, despoletada
por uma necessidade inata e
sublime
Afronta aos critérios e normas
académicas: os esboços, os
desenhos ou as aguarelas como
obras definitivas
O TRIUNFO DO INDIVÍDUO E DA EMOÇÃO
Princípios do Romantismo
Henri Füssli, Titânia, Bottom e as Fadas, 1794
Afronta aos critérios e
normas académicas: os
esboços, os desenhos ou as
aguarelas como obras
definitivas
Técnicas mais experimentais
e expressivas, com
pincelada mais fluida
O TRIUNFO DO INDIVÍDUO E DA EMOÇÃO
Princípios do Romantismo
Henri Füssli, Titânia, Bottom e as Fadas, 1794
A ARQUITETURA DO ROMANTISMO
A ARQUITETURA DO ROMANTISMO
NEOCLASSICISMO ROMANTISMO
- Ordem
- Proporção
- Simetria
- Harmonia
- Irregularidade
- Organicismo das formas
- Efeitos de luz
- Movimento dos planos
- Pitoresco da decoração
- Encantamento e evasão
- Imaginação e sentidos
- Sonho e fantasia
- Espaços distantes ou imaginários
A ARQUITETURA DO ROMANTISMO
ROMANTISMO
- Irregularidade
- Organicismo das formas
- Efeitos de luz
- Movimento dos planos
- Pitoresco da decoração
- Encantamento e evasão
- Imaginação e sentidos
- Sonho e fantasia
- Espaços distantes ou imaginários
A arquitetura
deveria ser capaz
de provocar
sensações, motivar
estados de espírito
e transmitir ideias
A ARQUITETURA DO ROMANTISMO
NEOCLASSICISMO ROMANTISMO
“Forma medida” “Forma sentida”
A ARQUITETURA DO ROMANTISMO
Neoclassicismo Romantismo
Jardins à francesa Jardins à inglesa
Jardim racional e geométrico Jardim natural e selvagem, com
pavilhões chineses e falsas ruínas
A ARQUITETURA DO ROMANTISMO
Procura de uma estética própria
- Política de restauro de monumentos
- Preocupação pela forma e pela
decoração
- Menos preocupada pelos aspetos
técnicos e formais
- Utilização do ferro, do aço, do tijolo
vidrado e do vidro
- Predileção por materiais naturais
- Reprodução de estilos de épocas não
influenciadas pelo Classicismo, em
culturas exóticas e não contaminadas
pela civilização industrial
A. Boileau, Igreja de St. Eugénio, Paris, 1854
A ARQUITETURA DO ROMANTISMO
Revivalismos Reutilização de estilos do passado
- Interesse crescente pela
história das nações
- Valorização das tradições
nacionais
- Exaltação do misticismo
- Desejo de fuga ao presente
devido às desilusões
provocadas pelo Liberalismo e
pela industrialização Casa neogótica no parque do
Palácio de Wörlitz, 1769-73,
Alemanha
• Meados do século XVIII, em Inglaterra
• Arquitetos: Horace Walpole e filho, James Wyatt
• Teorizadores: arquiteto August Pugin filho,
historiador e crítico de arte John Ruskin e franceses
Chateaubriand e Viollet-le-Duc
“O gótico é superior ao classicismo, da mesma
maneira que o cristianismo é superior ao
paganismo”
A ARQUITETURA DO ROMANTISMO
1º REVIVALISMO
A ARQUITETURA DO ROMANTISMO
1º REVIVALISMO
John Ruskin
Enaltecia as qualidades do Gótico
Estilo verdadeiramente universal pois
aliou-se às necessidades práticas
sem receber influência de
movimentos anteriores
A ARQUITETURA DO ROMANTISMO
1º REVIVALISMO
Viollet-le-Duc
Apogeu do progresso e
expressão do génio humano
devido à invenção de nova
tecnologia construtiva
Charles Berry e August Pugin, filho, Palácio do Parlamento,
Londres, Inglaterra
A ARQUITETURA DO ROMANTISMO
A ARQUITETURA DO ROMANTISMO
Charles Berry e August Pugin, filho, Palácio
do Parlamento, Londres, Inglaterra
- Longa fachada,
simétrica
- Irregularidade gótica
(algumas torres
desirmanadas)
- Decoração tipicamente
medieval (esculturas,
pináculos, cúpulas)
A ARQUITETURA DO ROMANTISMO
Torre Vitória Torre do Relógio (Big Ben)
A ARQUITETURA DO ROMANTISMO
F.C. Bau,e Thérodore Ballu, Igreja de
Santa Clotilde, Paris
Características neogóticas:
• Planta em cruz latina
• Transepto pouco saliente
• Abóbadas nas naves
• Torres sineiras terminadas com
agulhas
• Portal ocidental triplo
+
Características modernas: utilização
de novos materiais (ferro, aço)
A ARQUITETURA DO ROMANTISMO
Georg von Dollman, Castelo de
Neuschwanstein, 1870, Baviera,
Alemanha
- Volumes irregulares
- Múltiplas torres aguçadas e esguias
A ARQUITETURA DO ROMANTISMO
James
Renwick,
Catedral
de São
Patrício,
Nova
Iorque,
1859-79
A ARQUITETURA DO ROMANTISMO
NOVOS REVIVALISMOS
- Neorromânico
Catedral de Speyer, Alemanha.
A ARQUITETURA DO ROMANTISMO
NOVOS REVIVALISMOS - Neorrenascentista
Prefeitura do distrito de Harburg (c.1889), Hamburgo,
Alemanha
A ARQUITETURA DO ROMANTISMO
NOVOS REVIVALISMOS - Neobizantino
Fachada neobizantina da
Catedral de Westminster,
Londres
A ARQUITETURA DO ROMANTISMO
NOVOS REVIVALISMOS
- Neobarroco
Palácio Dolmabahçe em Istambul, Turquia
A ARQUITETURA DO ROMANTISMO
Ecletismo
Combinação de vários estilos
arquitetónicos no mesmo edifício
Charles Garnier,
Ópera de Paris, c.
1862
Neoclassicismo
+
Neobarroco
A ARQUITETURA DO ROMANTISMO
Ecletismo
Igreja do Sacré-Coeur, Paris
Neoclassicismo
+
Neobizantino
A ARQUITETURA DO ROMANTISMO
Exotismos
Gosto pelas culturas não europeias, por
tudo aquilo que apela à imaginação e ao
mistério
Espírito irrequieto, insatisfeito
e sonhador
- Gosto por viagens
- Literatura: descrição de
histórias e terras estranhos
Estilo indo-muçulmano
A ARQUITETURA DO ROMANTISMO
Exotismos
Gosto pelas culturas não europeias, por
tudo aquilo que apela à imaginação e ao
mistério
Estilo neoárabe na
Península Ibérica
James Knoles, Palacete
de Monserrate, c. 1887,
Sintra
A ARQUITETURA ROMÂNTICA EM PORTUGAL
D. Fernando de Saxe-Coburgo-
Gotha, 2º marido de D. Maria II
Barão de Eschwege
A ARQUITETURA ROMÂNTICA EM PORTUGAL
D. Fernando de Saxe-Coburgo-
Gotha, 2º marido de D. Maria II
Barão de Eschwege
EncomendadorArquiteto
A ARQUITETURA ROMÂNTICA EM PORTUGAL
Revivalismos com
caráter nacionalista
Palácio do Buçaco (1888-
1907), Luigi Manini e outros
• Encomenda do ministro
das Obras Públicas Emídio
Navarro
• Corpo central: réplica da
Torre de Belém
• Arcada: réplica do
Mosteiro dos Jerónimos
A ARQUITETURA ROMÂNTICA EM PORTUGAL
Revivalismos com
caráter nacionalista
Palácio do Buçaco (1888-
1907), Luigi Manini e outros
• Encomenda do ministro
das Obras Públicas Emídio
Navarro
• Corpo central: réplica da
Torre de Belém
• Arcada: réplica do
Mosteiro dos Jerónimos
A ARQUITETURA ROMÂNTICA EM PORTUGAL
Revivalismos com
caráter nacionalista
Palácio do Buçaco (1888-
1907), Luigi Manini e outros
• Encomenda do ministro
das Obras Públicas Emídio
Navarro
• Corpo central: réplica da
Torre de Belém
• Arcada: réplica do
Mosteiro dos Jerónimos
A ARQUITETURA ROMÂNTICA EM PORTUGAL
Estação do Rossio
(1886-87), José Luís
Monteiro
Revivalismos com
caráter nacionalista
A ARQUITETURA ROMÂNTICA EM PORTUGAL
Palácio da Regaleira
(1905-11), projetado
por Luigi Manini para
o Dr. Carvalho
Monteiro
Obra mística e
misteriosa, eclética,
simbolista e esotérica
Revivalismos com
caráter nacionalista
A ARQUITETURA ROMÂNTICA EM PORTUGAL
Neogótico em 2º plano
Moradias
Igrejas
Jazigos fúnebres
Revivalismos com
caráter nacionalista
Costa Mota Tio, Jazigo dos Condes do
Ameal, c. 1893, Coimbra
A ARQUITETURA ROMÂNTICA EM PORTUGAL
• Sintra
• Álvaro Machado
• Jazigo do Visconde
de Valmor
Revivalismos com
caráter nacionalista
Colégio académico, 1904,
Álvaro Machado, Lisboa
A ARQUITETURA ROMÂNTICA EM PORTUGAL
Exotismos
Praça de Touros, 1892,
Campo Pequeno,
António José Dias da Silva
A ARQUITETURA ROMÂNTICA EM PORTUGAL
Exotismos
Praça de Touros, 1892,
Campo Pequeno,
António José Dias da Silva
A ARQUITETURA ROMÂNTICA EM PORTUGAL
Exotismos
Palácio de
Monserrate, c. 1887,
James Knowles (para
o comerciante inglês
Francis Cook)
A ARQUITETURA ROMÂNTICA EM PORTUGAL
Exotismos
Palácio de
Monserrate, c. 1887,
James Knowles (para
o comerciante inglês
Francis Cook)
A ARQUITETURA ROMÂNTICA EM PORTUGAL
Exotismos
Palácio de
Monserrate, c. 1887,
James Knowles (para
o comerciante inglês
Francis Cook)
A ARQUITETURA ROMÂNTICA EM PORTUGAL
Exotismos
Salão Árabe
do Palácio
da Bolsa do
Porto
A ARQUITETURA ROMÂNTICA EM PORTUGAL
Exotismos
Salão Árabe do
Palácio da Bolsa
do Porto
A ARQUITETURA ROMÂNTICA EM PORTUGAL
EcletismosBasílica de Santa Luzia, Viana
do Castelo, Ventura Terra
A ARQUITETURA ROMÂNTICA EM PORTUGAL
Influências neorromânicas,
neobizantinas e outras.
Inspirada na Igreja de Sacré-
Coeur, em Paris
A ARQUITETURA ROMÂNTICA EM PORTUGAL
CASO PRÁTICO: O PALÁCIO DA PENA
CASO PRÁTICO: O PALÁCIO DA PENA
D. Fernando de Saxe Coburgo-Gotha (1816-85)
D. Fernando II, 2º marido da rainha D. Maria II,
o Rei-Artista
- Tinha talento para a gravação, cerâmica e
desenho
- Gosto pelo colecionismo eclético
- Protegeu a Academia Real das Belas- Artes e
a Associação dos Arquitetos Civis e
Arqueólogos Portugueses
- Criou a Galeria Nacional de Pintura
- Foi mecenas de intelectuais e artistas
CASO PRÁTICO: O PALÁCIO DA PENA
D. Fernando de Saxe Coburgo-Gotha (1816-85)
- Responsável por algumas obras de restauro:
Custódia de Belém, túmulos de D. Pedro e D.
Inês, os mosteiros da Batalha e dos
Jerónimos, Convento de Cristo em Tomar,
Torre de Belém e a Sé de Lisboa
- Sedução pela Idade Média, pelo Gótico e
pelo Manuelino
- Espírito nacionalista, liberal e romântico
Reconstrução do mosteiro, na Pena, construído
c. de 1511 e destruído em 1755
CASO PRÁTICO: O PALÁCIO DA PENA
Mosteiro de Nossa Senhora da
Pena
Reconstrução do mosteiro, na Pena,
construído c. de 1511 e destruído em
1755
Barão de Eschwege
CASO PRÁTICO: O PALÁCIO DA PENA
As obras iniciam-
se em 1838 e
terminam em
1868.
Até 1885 foram
feitos trabalhos
de acabamento.
CASO PRÁTICO: O PALÁCIO DA PENA
Ecletismo:
- Neogótico
- Neomanuelino
- Neoárabe
+
Movimento de
volumes
(desnivelamentos
sucessivos)
CASO PRÁTICO: O PALÁCIO DA PENA
22 – Salão Nobre
20 – Sala Indiana
5 – Capela, sacristia e coro
13 – Sala de estar da família real
15 – Sala de Árabe
CASO PRÁTICO: O PALÁCIO DA PENA
1ª área:
Muralhas
envolventes
(estilo
neomedievalista
e neoárabe)
CASO PRÁTICO: O PALÁCIO DA PENA
2ª área: a zona do
antigo mosteiro
3ª zona: zona
palaciana
4ª zona: Pátio dos Arcos, em frente à capela, com
arcos mouriscos
CASO PRÁTICO: O PALÁCIO DA PENA
CASO PRÁTICO: O PALÁCIO DA PENA
Claustro manuelino
CASO PRÁTICO: O PALÁCIO DA PENA
Claustro manuelino
Dois andares,
divididos por uma
cornija em forma de
corda
Azulejos
quinhentistas
híspano-árabes
CASO PRÁTICO: O
PALÁCIO DA PENA
Contrafortes encimados por
pináculos torsos
Gárgulas
CASO PRÁTICO: O PALÁCIO DA PENA
Pórtico dos Tritões
Torre do Relógio
CASO PRÁTICO: O PALÁCIO DA PENA
Contrafortes inspirados na arquitetura militar mourisca
CASO PRÁTICO: O PALÁCIO DA PENA
Pórtico dos Tritões - pórtico alegórico
da criação do mundo:
- quatro arquivoltas submersas pela
vegetação
- concha com um tritão (desenhado
por D. Fernando II), que serve de
mísula à bow-window da Sala
Indiana
CASO PRÁTICO: O PALÁCIO DA PENA
Salão Árabe
Ecletismo:
neomourisco,
neogótico e
neoindiano
Relevos em estuque
+
Pinturas em trompe-
l’oeil (motivos
arquitetónicos e
vegetalistas)
Profundidade e
monumentalidade
O romantismo

O romantismo

  • 1.
  • 2.
    Romantismo Realismo Impressionismo 1850 1905 O TRIUNFODO INDIVÍDUO E DA EMOÇÃO 1789 De c. 1789 a c. de 1850 Literatura Artes Plásticas Música Mentalidade
  • 3.
    O TRIUNFO DOINDIVÍDUO E DA EMOÇÃO Reação ao Neoclassicismo - anti-racionalismo - valorização dos sentimentos e das emoções A arte não se atinge através de regras académicas A arte é uma “revelação da alma” , um produto da inspiração e da genialidade
  • 4.
    Thomas Philippe, Retratode Lord Byron, c. 1835 O TRIUNFO DO INDIVÍDUO E DA EMOÇÃO O Romantismo é o produto da época Apoiante da causa nacionalista do povo grego, que lutava para se libertar do domínio turco. Em 1821, em Argostoli, organizou e chefiou um exército privado de apoio aos gregos
  • 5.
    • Princípios doLiberalismo: individualismo, humanismo e nacionalismo • Identificação do povo como a verdadeira alma das nações • Valorização da cultura popular (tradição, folclore) • idealismo revolucionário (democrático e socializante) • Desilusão pela nova elite dominadora: a burguesia • Novas correntes filosóficas: Kant, Schelling e Schopanhauer O TRIUNFO DO INDIVÍDUO E DA EMOÇÃO O Romantismo é o produto da época
  • 6.
    “O Romantismo nemse encontra na eleição de um tema nem na verdade exata, mas sim numa certa maneira de sentir.” O TRIUNFO DO INDIVÍDUO E DA EMOÇÃO Princípios do Romantismo Charles Baudelaire
  • 7.
    • A interioridade,o mundo complexo dos sentimentos e das emoções, os sonhos, os devaneios, as fantasias, as viagens ao interior de cada um, numa incansável fuga ao real, que desilude, magoa e engana O TRIUNFO DO INDIVÍDUO E DA EMOÇÃO Princípios do Romantismo T. Géricault, Retrato de um Alienado Cleptómano, 1882
  • 8.
    • A interioridade,o mundo complexo dos sentimentos e das emoções, os sonhos, os devaneios, as fantasias, as viagens ao interior de cada um, numa incansável fuga ao real, que desilude, magoa e engana • Privilegia a emoção em detrimento da razão, o sonho em vez da realidade e o idealismo acima do pragmatismo O TRIUNFO DO INDIVÍDUO E DA EMOÇÃO Princípios do Romantismo T. Géricault, Retrato de um Alienado Cleptómano, 1882
  • 9.
    • O isolamentoda alma em comunhão com a natureza, manifestado na exaltação do mundo rural e puro e no interesse pelas sociedades primitivas ou exóticas, não maculadas pela civilização ocidental O TRIUNFO DO INDIVÍDUO E DA EMOÇÃO Princípios do Romantismo Caspar David Friedrich, O Caçador na Floresta, 1813-14
  • 10.
    • A valorizaçãodo passado de cada nação, cujas raízes mergulhavam na Idade Média, idealizada através da literatura e das suas ruínas monumentais O TRIUNFO DO INDIVÍDUO E DA EMOÇÃO Princípios do Romantismo Francis Danby, Abadia de Fonthill, c. 1854
  • 11.
    • Convicção deque a arte é essencialmente inspiração e criação (não nasce por receita, academismo ou encomenda), obede- cendo unicamente a impulsos pessoais, despoletada por uma necessidade inata e sublime O TRIUNFO DO INDIVÍDUO E DA EMOÇÃO Princípios do Romantismo Henri Füssli, Titânia, Bottom e as Fadas, 1794
  • 12.
    • Convicção deque a arte é essencialmente inspiração e criação (não nasce por receita, academismo ou encomenda), obedecendo unicamente a impulsos pessoais, despoletada por uma necessidade inata e sublime Afronta aos critérios e normas académicas: os esboços, os desenhos ou as aguarelas como obras definitivas O TRIUNFO DO INDIVÍDUO E DA EMOÇÃO Princípios do Romantismo Henri Füssli, Titânia, Bottom e as Fadas, 1794
  • 13.
    Afronta aos critériose normas académicas: os esboços, os desenhos ou as aguarelas como obras definitivas Técnicas mais experimentais e expressivas, com pincelada mais fluida O TRIUNFO DO INDIVÍDUO E DA EMOÇÃO Princípios do Romantismo Henri Füssli, Titânia, Bottom e as Fadas, 1794
  • 14.
    A ARQUITETURA DOROMANTISMO
  • 15.
    A ARQUITETURA DOROMANTISMO NEOCLASSICISMO ROMANTISMO - Ordem - Proporção - Simetria - Harmonia - Irregularidade - Organicismo das formas - Efeitos de luz - Movimento dos planos - Pitoresco da decoração - Encantamento e evasão - Imaginação e sentidos - Sonho e fantasia - Espaços distantes ou imaginários
  • 16.
    A ARQUITETURA DOROMANTISMO ROMANTISMO - Irregularidade - Organicismo das formas - Efeitos de luz - Movimento dos planos - Pitoresco da decoração - Encantamento e evasão - Imaginação e sentidos - Sonho e fantasia - Espaços distantes ou imaginários A arquitetura deveria ser capaz de provocar sensações, motivar estados de espírito e transmitir ideias
  • 17.
    A ARQUITETURA DOROMANTISMO NEOCLASSICISMO ROMANTISMO “Forma medida” “Forma sentida”
  • 18.
    A ARQUITETURA DOROMANTISMO Neoclassicismo Romantismo Jardins à francesa Jardins à inglesa Jardim racional e geométrico Jardim natural e selvagem, com pavilhões chineses e falsas ruínas
  • 19.
    A ARQUITETURA DOROMANTISMO Procura de uma estética própria - Política de restauro de monumentos - Preocupação pela forma e pela decoração - Menos preocupada pelos aspetos técnicos e formais - Utilização do ferro, do aço, do tijolo vidrado e do vidro - Predileção por materiais naturais - Reprodução de estilos de épocas não influenciadas pelo Classicismo, em culturas exóticas e não contaminadas pela civilização industrial A. Boileau, Igreja de St. Eugénio, Paris, 1854
  • 20.
    A ARQUITETURA DOROMANTISMO Revivalismos Reutilização de estilos do passado - Interesse crescente pela história das nações - Valorização das tradições nacionais - Exaltação do misticismo - Desejo de fuga ao presente devido às desilusões provocadas pelo Liberalismo e pela industrialização Casa neogótica no parque do Palácio de Wörlitz, 1769-73, Alemanha
  • 21.
    • Meados doséculo XVIII, em Inglaterra • Arquitetos: Horace Walpole e filho, James Wyatt • Teorizadores: arquiteto August Pugin filho, historiador e crítico de arte John Ruskin e franceses Chateaubriand e Viollet-le-Duc “O gótico é superior ao classicismo, da mesma maneira que o cristianismo é superior ao paganismo” A ARQUITETURA DO ROMANTISMO 1º REVIVALISMO
  • 22.
    A ARQUITETURA DOROMANTISMO 1º REVIVALISMO John Ruskin Enaltecia as qualidades do Gótico Estilo verdadeiramente universal pois aliou-se às necessidades práticas sem receber influência de movimentos anteriores
  • 23.
    A ARQUITETURA DOROMANTISMO 1º REVIVALISMO Viollet-le-Duc Apogeu do progresso e expressão do génio humano devido à invenção de nova tecnologia construtiva
  • 24.
    Charles Berry eAugust Pugin, filho, Palácio do Parlamento, Londres, Inglaterra A ARQUITETURA DO ROMANTISMO
  • 25.
    A ARQUITETURA DOROMANTISMO Charles Berry e August Pugin, filho, Palácio do Parlamento, Londres, Inglaterra - Longa fachada, simétrica - Irregularidade gótica (algumas torres desirmanadas) - Decoração tipicamente medieval (esculturas, pináculos, cúpulas)
  • 26.
    A ARQUITETURA DOROMANTISMO Torre Vitória Torre do Relógio (Big Ben)
  • 27.
    A ARQUITETURA DOROMANTISMO F.C. Bau,e Thérodore Ballu, Igreja de Santa Clotilde, Paris Características neogóticas: • Planta em cruz latina • Transepto pouco saliente • Abóbadas nas naves • Torres sineiras terminadas com agulhas • Portal ocidental triplo + Características modernas: utilização de novos materiais (ferro, aço)
  • 28.
    A ARQUITETURA DOROMANTISMO Georg von Dollman, Castelo de Neuschwanstein, 1870, Baviera, Alemanha - Volumes irregulares - Múltiplas torres aguçadas e esguias
  • 29.
    A ARQUITETURA DOROMANTISMO James Renwick, Catedral de São Patrício, Nova Iorque, 1859-79
  • 30.
    A ARQUITETURA DOROMANTISMO NOVOS REVIVALISMOS - Neorromânico Catedral de Speyer, Alemanha.
  • 31.
    A ARQUITETURA DOROMANTISMO NOVOS REVIVALISMOS - Neorrenascentista Prefeitura do distrito de Harburg (c.1889), Hamburgo, Alemanha
  • 32.
    A ARQUITETURA DOROMANTISMO NOVOS REVIVALISMOS - Neobizantino Fachada neobizantina da Catedral de Westminster, Londres
  • 33.
    A ARQUITETURA DOROMANTISMO NOVOS REVIVALISMOS - Neobarroco Palácio Dolmabahçe em Istambul, Turquia
  • 34.
    A ARQUITETURA DOROMANTISMO Ecletismo Combinação de vários estilos arquitetónicos no mesmo edifício Charles Garnier, Ópera de Paris, c. 1862 Neoclassicismo + Neobarroco
  • 35.
    A ARQUITETURA DOROMANTISMO Ecletismo Igreja do Sacré-Coeur, Paris Neoclassicismo + Neobizantino
  • 36.
    A ARQUITETURA DOROMANTISMO Exotismos Gosto pelas culturas não europeias, por tudo aquilo que apela à imaginação e ao mistério Espírito irrequieto, insatisfeito e sonhador - Gosto por viagens - Literatura: descrição de histórias e terras estranhos Estilo indo-muçulmano
  • 37.
    A ARQUITETURA DOROMANTISMO Exotismos Gosto pelas culturas não europeias, por tudo aquilo que apela à imaginação e ao mistério Estilo neoárabe na Península Ibérica James Knoles, Palacete de Monserrate, c. 1887, Sintra
  • 38.
    A ARQUITETURA ROMÂNTICAEM PORTUGAL D. Fernando de Saxe-Coburgo- Gotha, 2º marido de D. Maria II Barão de Eschwege
  • 39.
    A ARQUITETURA ROMÂNTICAEM PORTUGAL D. Fernando de Saxe-Coburgo- Gotha, 2º marido de D. Maria II Barão de Eschwege EncomendadorArquiteto
  • 40.
    A ARQUITETURA ROMÂNTICAEM PORTUGAL Revivalismos com caráter nacionalista Palácio do Buçaco (1888- 1907), Luigi Manini e outros • Encomenda do ministro das Obras Públicas Emídio Navarro • Corpo central: réplica da Torre de Belém • Arcada: réplica do Mosteiro dos Jerónimos
  • 41.
    A ARQUITETURA ROMÂNTICAEM PORTUGAL Revivalismos com caráter nacionalista Palácio do Buçaco (1888- 1907), Luigi Manini e outros • Encomenda do ministro das Obras Públicas Emídio Navarro • Corpo central: réplica da Torre de Belém • Arcada: réplica do Mosteiro dos Jerónimos
  • 42.
    A ARQUITETURA ROMÂNTICAEM PORTUGAL Revivalismos com caráter nacionalista Palácio do Buçaco (1888- 1907), Luigi Manini e outros • Encomenda do ministro das Obras Públicas Emídio Navarro • Corpo central: réplica da Torre de Belém • Arcada: réplica do Mosteiro dos Jerónimos
  • 43.
    A ARQUITETURA ROMÂNTICAEM PORTUGAL Estação do Rossio (1886-87), José Luís Monteiro Revivalismos com caráter nacionalista
  • 44.
    A ARQUITETURA ROMÂNTICAEM PORTUGAL Palácio da Regaleira (1905-11), projetado por Luigi Manini para o Dr. Carvalho Monteiro Obra mística e misteriosa, eclética, simbolista e esotérica Revivalismos com caráter nacionalista
  • 45.
    A ARQUITETURA ROMÂNTICAEM PORTUGAL Neogótico em 2º plano Moradias Igrejas Jazigos fúnebres Revivalismos com caráter nacionalista Costa Mota Tio, Jazigo dos Condes do Ameal, c. 1893, Coimbra
  • 46.
    A ARQUITETURA ROMÂNTICAEM PORTUGAL • Sintra • Álvaro Machado • Jazigo do Visconde de Valmor Revivalismos com caráter nacionalista Colégio académico, 1904, Álvaro Machado, Lisboa
  • 47.
    A ARQUITETURA ROMÂNTICAEM PORTUGAL Exotismos Praça de Touros, 1892, Campo Pequeno, António José Dias da Silva
  • 48.
    A ARQUITETURA ROMÂNTICAEM PORTUGAL Exotismos Praça de Touros, 1892, Campo Pequeno, António José Dias da Silva
  • 49.
    A ARQUITETURA ROMÂNTICAEM PORTUGAL Exotismos Palácio de Monserrate, c. 1887, James Knowles (para o comerciante inglês Francis Cook)
  • 50.
    A ARQUITETURA ROMÂNTICAEM PORTUGAL Exotismos Palácio de Monserrate, c. 1887, James Knowles (para o comerciante inglês Francis Cook)
  • 51.
    A ARQUITETURA ROMÂNTICAEM PORTUGAL Exotismos Palácio de Monserrate, c. 1887, James Knowles (para o comerciante inglês Francis Cook)
  • 52.
    A ARQUITETURA ROMÂNTICAEM PORTUGAL Exotismos Salão Árabe do Palácio da Bolsa do Porto
  • 53.
    A ARQUITETURA ROMÂNTICAEM PORTUGAL Exotismos Salão Árabe do Palácio da Bolsa do Porto
  • 54.
    A ARQUITETURA ROMÂNTICAEM PORTUGAL EcletismosBasílica de Santa Luzia, Viana do Castelo, Ventura Terra
  • 55.
    A ARQUITETURA ROMÂNTICAEM PORTUGAL Influências neorromânicas, neobizantinas e outras. Inspirada na Igreja de Sacré- Coeur, em Paris
  • 56.
  • 57.
    CASO PRÁTICO: OPALÁCIO DA PENA
  • 58.
    CASO PRÁTICO: OPALÁCIO DA PENA D. Fernando de Saxe Coburgo-Gotha (1816-85) D. Fernando II, 2º marido da rainha D. Maria II, o Rei-Artista - Tinha talento para a gravação, cerâmica e desenho - Gosto pelo colecionismo eclético - Protegeu a Academia Real das Belas- Artes e a Associação dos Arquitetos Civis e Arqueólogos Portugueses - Criou a Galeria Nacional de Pintura - Foi mecenas de intelectuais e artistas
  • 59.
    CASO PRÁTICO: OPALÁCIO DA PENA D. Fernando de Saxe Coburgo-Gotha (1816-85) - Responsável por algumas obras de restauro: Custódia de Belém, túmulos de D. Pedro e D. Inês, os mosteiros da Batalha e dos Jerónimos, Convento de Cristo em Tomar, Torre de Belém e a Sé de Lisboa - Sedução pela Idade Média, pelo Gótico e pelo Manuelino - Espírito nacionalista, liberal e romântico Reconstrução do mosteiro, na Pena, construído c. de 1511 e destruído em 1755
  • 60.
    CASO PRÁTICO: OPALÁCIO DA PENA Mosteiro de Nossa Senhora da Pena Reconstrução do mosteiro, na Pena, construído c. de 1511 e destruído em 1755 Barão de Eschwege
  • 61.
    CASO PRÁTICO: OPALÁCIO DA PENA As obras iniciam- se em 1838 e terminam em 1868. Até 1885 foram feitos trabalhos de acabamento.
  • 62.
    CASO PRÁTICO: OPALÁCIO DA PENA Ecletismo: - Neogótico - Neomanuelino - Neoárabe + Movimento de volumes (desnivelamentos sucessivos)
  • 63.
    CASO PRÁTICO: OPALÁCIO DA PENA 22 – Salão Nobre 20 – Sala Indiana 5 – Capela, sacristia e coro 13 – Sala de estar da família real 15 – Sala de Árabe
  • 64.
    CASO PRÁTICO: OPALÁCIO DA PENA 1ª área: Muralhas envolventes (estilo neomedievalista e neoárabe)
  • 65.
    CASO PRÁTICO: OPALÁCIO DA PENA 2ª área: a zona do antigo mosteiro 3ª zona: zona palaciana
  • 66.
    4ª zona: Pátiodos Arcos, em frente à capela, com arcos mouriscos CASO PRÁTICO: O PALÁCIO DA PENA
  • 67.
    CASO PRÁTICO: OPALÁCIO DA PENA Claustro manuelino
  • 68.
    CASO PRÁTICO: OPALÁCIO DA PENA Claustro manuelino Dois andares, divididos por uma cornija em forma de corda Azulejos quinhentistas híspano-árabes
  • 69.
    CASO PRÁTICO: O PALÁCIODA PENA Contrafortes encimados por pináculos torsos Gárgulas
  • 70.
    CASO PRÁTICO: OPALÁCIO DA PENA Pórtico dos Tritões Torre do Relógio
  • 71.
    CASO PRÁTICO: OPALÁCIO DA PENA Contrafortes inspirados na arquitetura militar mourisca
  • 72.
    CASO PRÁTICO: OPALÁCIO DA PENA Pórtico dos Tritões - pórtico alegórico da criação do mundo: - quatro arquivoltas submersas pela vegetação - concha com um tritão (desenhado por D. Fernando II), que serve de mísula à bow-window da Sala Indiana
  • 73.
    CASO PRÁTICO: OPALÁCIO DA PENA Salão Árabe Ecletismo: neomourisco, neogótico e neoindiano Relevos em estuque + Pinturas em trompe- l’oeil (motivos arquitetónicos e vegetalistas) Profundidade e monumentalidade