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Messias Miranda Junior
messias.miranda@yahoo.com.br
Unidade Itapetininga - SP
Interpretação do Hemograma
Hemograma
• O hemograma é uma das análises de sangue
mais úteis e mais solicitadas na prática médica
O hemograma é solicitado quando o objetivo
é ter informações sobre as células do sangue,
Hemograma
• No nosso sangue circulam três tipos básicos
de células, todas produzidas na medula óssea.
São estas células que estudamos através do
hemograma:
- Hemácias (glóbulos vermelhos)
- Leucócitos (glóbulos brancos)
- Plaquetas
Hemograma
• Os atuais valores de referência do hemograma
foram estabelecidos na década de 1960 após
observação de vários indivíduos sem doenças. O
que é considerado normal é na verdade os
valores que ocorrem em 95% da população sadia.
• 5% das pessoas sem problemas médicos podem
ter valores do hemograma fora da faixa de
referência (2,5% um pouco abaixo e outros 2,5%
um pouco acima).
Hemograma
• Portanto, pequenas variações para mais ou
para menos, não necessariamente indicam
alguma doença. Obviamente, quanto mais
afastado um resultado se encontra do valor de
referência, maior a chance disto
verdadeiramente representar alguma
patologia.
ERITROGRAMA
• O eritrograma é a primeira parte do
hemograma. É o estudo dos glóbulos
vermelhos, ou, das hemácias, também
chamadas de eritrócitos.
Eritrograma
• Os três primeiros dados,
contagem de hemácias,
hemoglobina e hematócrito,
são analisados em conjunto.
Quando estão reduzidos,
indicam anemia
• Quando estão elevados
indicam policitemia, que é o
excesso de hemácias
circulantes.
Hematócrito
• O hematócrito é o percentual do sangue que é ocupado
pelas hemácias. Um hematócrito de 45% significa que 45%
do sangue é compostos por hemácias. Os outros 55% são
basicamente água e todas as outras substâncias diluídas.
Pode-se notar, portanto, que praticamente metade do
sangue é na verdade composto por células vermelhas.
•
Se por um lado, a falta de hemácias prejudica o transporte
de oxigênio, por outro, células vermelhas em excesso
deixam o sangue muito espesso, atrapalhando seu fluxo e
favorecendo a formação de coágulos.
Hemoglobina
• é uma molécula que fica
dentro da hemácia. É a
responsável pelo
transporte de oxigênio.
Na prática, a dosagem
de hemoglobina acaba
sendo a mais precisa na
avaliação de uma
anemia.
Volume Globular Médio (VGM
• mede o tamanho das hemácias. Um VCM elevado indica hemácias
macrocíticas, ou seja, hemácias grandes. VCM reduzidos indicam hemácias
microcíticas, ou de tamanhos diminuídos.
Esse dado ajuda a diferenciar os vários tipos de anemia.
• Por exemplo, anemias por carência de ácido fólico cursam com hemácias
grandes, enquanto que anemias por falta de ferro se apresentam com
hemácias pequenas.
• Existem também as anemias com hemácias de tamanho normal.
• Alcoolismo é uma causa de VCM aumentado (macrocitose) sem anemia
CHCM (concentração de hemoglobina corpuscular
média)
• ou CHGM (concentração de hemoglobina
globular média) avalia a concentração de
hemoglobina dentro da hemácia.
O HCM (hemoglobina corpuscular média) ou
HGM (hemoglobina globular média) é o peso da
hemoglobina dentro das hemácias.
• Os dois valores indicam basicamente a mesma
coisa, a quantidade de hemoglobina nas
hemácias. Quando as hemácias têm pouca
hemoglobina, elas são ditas hipocrômicas.
Quando têm muita, são hipercrômicas.
Assim como o VCM , o HCM e o CHCM também
são usados para diferenciar os vários tipos de
anemia.
RDW
• O RDW é um índice que avalia a diferença de
tamanho entra as hemácias. Quando este está
elevado significa que existem muitas hemácias de
tamanhos diferentes circulando. Isso pode indicar
hemácias com problemas na sua morfologia. É
muito comum RDW elevado, por exemplo, na
carência de ferro, onde a falta deste elemento
impede a formação da hemoglobina normal,
levando à formação de uma hemácia de tamanho
reduzido.
LEUCOGRAMA
• O leucograma é a parte do hemograma que avalia os leucócitos. Estes são
também conhecidos como série branca ou glóbulos brancos. São as
células de defesa responsáveis por combater agentes invasores.
Os leucócitos são, na verdade, um grupo de diferentes células, com
diferentes funções no sistema imune. Alguns leucócitos atacam
diretamente o invasor, outros produzem anticorpos, outros apenas fazem
a identificação e assim por diante.
O valor normal dos leucócitos varia entre 5000 e 10000 células por ml.
Existem cinco tipos de leucócitos, cada um com suas particularidades, a
saber:
Tipos de leucócitos
neutrófilo eosinófilo
Linfócito monócito macrófago
basófilo
Neutrófilos
• Neutrófilos
O neutrófilo é o tipo de leucócito mais comum.
Representam em média de 45% a 75% dos
leucócitos circulantes. Os neutrófilos são
especializados no combate a bactérias. Quando
há uma infecção bacteriana, a medula óssea
aumenta a sua produção, fazendo com que sua
concentração sanguínea se eleve. Portanto,
quando temos um aumento do número de
leucócitos totais, causado basicamente pela
elevação dos neutrófilos, estamos
provavelmente diante de um quadro infeccioso
bacteriano.
• Os neutrófilos tem um tempo de vida de
aproximadamente 24-48 horas. Por isso, assim
que o processo infeccioso é controlado, a medula
reduz a produção de novas células e seu níveis
sanguíneos retornam rapidamente aos valores
basais.
• Neutrofilia = é o termo usado quando há um
aumento do número de neutrófilos.
Neutropenia = é o termo usado quando há uma
redução do número de neutrófilos.
Segmentados ou bastões
• Os segmentados ou bastões são os neutrófilos jovens.
Quando estamos infectados, a medula óssea aumenta
rapidamente a produção de leucócitos e acaba por lançar
na corrente sanguínea neutrófilos jovens recém-
produzidos. A infecção deve ser controlada rapidamente,
por isso, não há tempo para esperar que essas células
fiquem maduras antes de lançá-las ao combate.
• Normalmente, apenas 4 a 5% dos neutrófilos circulantes
são bastões. A presença de um percentual maior de células
jovens é uma dica de que possa haver um processo
infeccioso em curso.
• Em medicina, quando o hemograma
apresenta muitos bastões chamamos este
achado de "desvio à esquerda". Esta
denominação deriva do fato dos laboratórios
fazerem a listagem dos diferentes tipos de
leucócitos colocando seus valores um ao lado
do outro. Como os bastões costumam estar à
esquerda na lista, quando há um aumento do
seu número diz-se que há um desvio para a
esquerda no hemograma.
Linfócitos
• Os linfócitos são o segundo tipo mais
comum de glóbulos brancos. Representam
de 15 a 45% dos leucócitos no sangue.
Os linfócitos são as principais linhas de
defesa contra infecções por vírus e contra o
surgimento de tumores. São eles também os
responsáveis pela produção dos anticorpos.
Quando temos um processo viral em curso, é
comum que o número de linfócitos
aumente, às vezes, ultrapassando o número
de neutrófilos e tornando-se o tipo de
leucócito mais presente na circulação.
• Os linfócitos são as células que fazem o reconhecimento de
organismos estranhos, iniciando o processo de ativação do
sistema imune. Os linfócitos são, por exemplo, as células
que iniciam o processo de rejeição nos transplantes de
órgãos
Os linfócitos também são as células atacadas pelo vírus HIV.
Este é um dos motivos da AIDS (SIDA) causar
imunossupressão e levar a quadros de infecções
oportunistas.
Linfocitose = é o termo usado quando há um aumento do
número de linfócitos.
Linfopenia = é o termo usado quando há redução do
número de linfócitos.
Monócitos
• Os monócitos normalmente representam de 3 a
10% dos leucócitos circulantes. São ativados
tanto em processos virais quanto bacterianos.
Quando um tecido está sendo invadido por algum
germe o sistema imune encaminha os monócitos
para o local infectado. Este se ativa,
transformando-se em macrófago, uma célula
capaz de "comer" micro-organismos invasores.
Os monócitos tipicamente se elevam nos casos
de infecções, principalmente naquelas mais
crônicas como a tuberculose
Eosinófilos
• Os eosinófilos são os leucócitos responsáveis pelo combate
de parasitas e pelo mecanismo da alergia. Apenas 1 a 5%
dos leucócitos circulantes são eosinófilos.
O aumento de eosinófilos ocorre em pessoas alérgicas,
asmáticas ou em casos de infecção intestinal por parasita.
• .Eosinofilia = é o termo usado quando há aumento do
número de eosinófilos
• Eosinopenia = é o termo usado quando há redução do
número de eosinófilos
Eosinófilos
Basófilos
• Os basófilos são o tipo
menos comum de
leucócitos no sangue.
Representam de 0 a 2%
dos glóbulos brancos.
Sua elevação
normalmente ocorre
em processos alérgicos
e estados de inflamação
crônica.
Leucócitos
• Grandes elevações podem ocorrer nas leucemias, que
nada mais é que o câncer dos leucócitos. Enquanto
processos infecciosos podem elevar os leucócitos até
20.000-30.000 células/ml, na leucemia estes valores
ultrapassam facilmente os 50.000 cel/ml.
As leucopenias normalmente ocorrem por lesões na
medula óssea. Podem ser por quimioterapia, por
drogas, por invasão de células cancerígenas ou por
invasão por micro-organismos.
PLAQUETAS
• As plaquetas são as células responsáveis pelo início do processo
de coagulação. Quando um tecido de qualquer vaso sanguíneo é
lesado, o organismo rapidamente encaminha as plaquetas ao
local da lesão. As plaquetas se agrupam e formam um trombo,
uma espécie de rolha ou tampão, que imediatamente estanca o
sangramento. Graças à ação das plaquetas, o organismo tem
tempo de reparar os tecido lesados sem que haja muita perda
de sangue.
O valor normal das plaquetas varia entre 150.000 a 450.000 por
microlitro (uL). Porém, até valores próximos de 50.000, o
organismo não apresenta dificuldades em iniciar a coagulação.
plaquetas
PLAQUETAS
• Quando os valores se encontram abaixo das 10.000
plaquetas/uL há risco de morte uma vez que pode
haver sangramentos espontâneos.
Trombocitopenia é como chamamos a redução da
concentração de plaquetas no sangue. Trombocitose é
o aumento.
A dosagem de plaquetas é importante antes de
cirurgias e para avaliar quadro de sangramentos sem
causa definida.
Considerações
• Quando temos redução de duas das três linhagens de
células do sangue, chamamos de bicitopenia. Quando os
três tipos de células estão reduzidos, damos o nome de
pancitopenia. Doenças que cursam com inflamação crônica,
podem se apresentar com redução de uma, duas ou das
três linhagens . Na verdade, qualquer agressão à medula
óssea, seja por medicamentos, infecções ou doenças, pode
causar diminuição da produção das células do sangue.
Não é preciso nenhuma preparação, nem estar em jejum,
para se colher sangue para o hemograma.

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Crianças e Adolescentes em Psicoterapia A abordagem psicanalítica-1 (2).pdf
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Interpretação do hemograma

  • 1. Messias Miranda Junior messias.miranda@yahoo.com.br Unidade Itapetininga - SP Interpretação do Hemograma
  • 2. Hemograma • O hemograma é uma das análises de sangue mais úteis e mais solicitadas na prática médica O hemograma é solicitado quando o objetivo é ter informações sobre as células do sangue,
  • 3. Hemograma • No nosso sangue circulam três tipos básicos de células, todas produzidas na medula óssea. São estas células que estudamos através do hemograma: - Hemácias (glóbulos vermelhos) - Leucócitos (glóbulos brancos) - Plaquetas
  • 4. Hemograma • Os atuais valores de referência do hemograma foram estabelecidos na década de 1960 após observação de vários indivíduos sem doenças. O que é considerado normal é na verdade os valores que ocorrem em 95% da população sadia. • 5% das pessoas sem problemas médicos podem ter valores do hemograma fora da faixa de referência (2,5% um pouco abaixo e outros 2,5% um pouco acima).
  • 5. Hemograma • Portanto, pequenas variações para mais ou para menos, não necessariamente indicam alguma doença. Obviamente, quanto mais afastado um resultado se encontra do valor de referência, maior a chance disto verdadeiramente representar alguma patologia.
  • 6. ERITROGRAMA • O eritrograma é a primeira parte do hemograma. É o estudo dos glóbulos vermelhos, ou, das hemácias, também chamadas de eritrócitos.
  • 7. Eritrograma • Os três primeiros dados, contagem de hemácias, hemoglobina e hematócrito, são analisados em conjunto. Quando estão reduzidos, indicam anemia • Quando estão elevados indicam policitemia, que é o excesso de hemácias circulantes.
  • 8. Hematócrito • O hematócrito é o percentual do sangue que é ocupado pelas hemácias. Um hematócrito de 45% significa que 45% do sangue é compostos por hemácias. Os outros 55% são basicamente água e todas as outras substâncias diluídas. Pode-se notar, portanto, que praticamente metade do sangue é na verdade composto por células vermelhas. • Se por um lado, a falta de hemácias prejudica o transporte de oxigênio, por outro, células vermelhas em excesso deixam o sangue muito espesso, atrapalhando seu fluxo e favorecendo a formação de coágulos.
  • 9. Hemoglobina • é uma molécula que fica dentro da hemácia. É a responsável pelo transporte de oxigênio. Na prática, a dosagem de hemoglobina acaba sendo a mais precisa na avaliação de uma anemia.
  • 10. Volume Globular Médio (VGM • mede o tamanho das hemácias. Um VCM elevado indica hemácias macrocíticas, ou seja, hemácias grandes. VCM reduzidos indicam hemácias microcíticas, ou de tamanhos diminuídos. Esse dado ajuda a diferenciar os vários tipos de anemia. • Por exemplo, anemias por carência de ácido fólico cursam com hemácias grandes, enquanto que anemias por falta de ferro se apresentam com hemácias pequenas. • Existem também as anemias com hemácias de tamanho normal. • Alcoolismo é uma causa de VCM aumentado (macrocitose) sem anemia
  • 11. CHCM (concentração de hemoglobina corpuscular média) • ou CHGM (concentração de hemoglobina globular média) avalia a concentração de hemoglobina dentro da hemácia. O HCM (hemoglobina corpuscular média) ou HGM (hemoglobina globular média) é o peso da hemoglobina dentro das hemácias.
  • 12. • Os dois valores indicam basicamente a mesma coisa, a quantidade de hemoglobina nas hemácias. Quando as hemácias têm pouca hemoglobina, elas são ditas hipocrômicas. Quando têm muita, são hipercrômicas. Assim como o VCM , o HCM e o CHCM também são usados para diferenciar os vários tipos de anemia.
  • 13. RDW • O RDW é um índice que avalia a diferença de tamanho entra as hemácias. Quando este está elevado significa que existem muitas hemácias de tamanhos diferentes circulando. Isso pode indicar hemácias com problemas na sua morfologia. É muito comum RDW elevado, por exemplo, na carência de ferro, onde a falta deste elemento impede a formação da hemoglobina normal, levando à formação de uma hemácia de tamanho reduzido.
  • 14. LEUCOGRAMA • O leucograma é a parte do hemograma que avalia os leucócitos. Estes são também conhecidos como série branca ou glóbulos brancos. São as células de defesa responsáveis por combater agentes invasores. Os leucócitos são, na verdade, um grupo de diferentes células, com diferentes funções no sistema imune. Alguns leucócitos atacam diretamente o invasor, outros produzem anticorpos, outros apenas fazem a identificação e assim por diante. O valor normal dos leucócitos varia entre 5000 e 10000 células por ml. Existem cinco tipos de leucócitos, cada um com suas particularidades, a saber:
  • 15. Tipos de leucócitos neutrófilo eosinófilo Linfócito monócito macrófago basófilo
  • 16. Neutrófilos • Neutrófilos O neutrófilo é o tipo de leucócito mais comum. Representam em média de 45% a 75% dos leucócitos circulantes. Os neutrófilos são especializados no combate a bactérias. Quando há uma infecção bacteriana, a medula óssea aumenta a sua produção, fazendo com que sua concentração sanguínea se eleve. Portanto, quando temos um aumento do número de leucócitos totais, causado basicamente pela elevação dos neutrófilos, estamos provavelmente diante de um quadro infeccioso bacteriano.
  • 17. • Os neutrófilos tem um tempo de vida de aproximadamente 24-48 horas. Por isso, assim que o processo infeccioso é controlado, a medula reduz a produção de novas células e seu níveis sanguíneos retornam rapidamente aos valores basais. • Neutrofilia = é o termo usado quando há um aumento do número de neutrófilos. Neutropenia = é o termo usado quando há uma redução do número de neutrófilos.
  • 18. Segmentados ou bastões • Os segmentados ou bastões são os neutrófilos jovens. Quando estamos infectados, a medula óssea aumenta rapidamente a produção de leucócitos e acaba por lançar na corrente sanguínea neutrófilos jovens recém- produzidos. A infecção deve ser controlada rapidamente, por isso, não há tempo para esperar que essas células fiquem maduras antes de lançá-las ao combate. • Normalmente, apenas 4 a 5% dos neutrófilos circulantes são bastões. A presença de um percentual maior de células jovens é uma dica de que possa haver um processo infeccioso em curso.
  • 19. • Em medicina, quando o hemograma apresenta muitos bastões chamamos este achado de "desvio à esquerda". Esta denominação deriva do fato dos laboratórios fazerem a listagem dos diferentes tipos de leucócitos colocando seus valores um ao lado do outro. Como os bastões costumam estar à esquerda na lista, quando há um aumento do seu número diz-se que há um desvio para a esquerda no hemograma.
  • 20. Linfócitos • Os linfócitos são o segundo tipo mais comum de glóbulos brancos. Representam de 15 a 45% dos leucócitos no sangue. Os linfócitos são as principais linhas de defesa contra infecções por vírus e contra o surgimento de tumores. São eles também os responsáveis pela produção dos anticorpos. Quando temos um processo viral em curso, é comum que o número de linfócitos aumente, às vezes, ultrapassando o número de neutrófilos e tornando-se o tipo de leucócito mais presente na circulação.
  • 21. • Os linfócitos são as células que fazem o reconhecimento de organismos estranhos, iniciando o processo de ativação do sistema imune. Os linfócitos são, por exemplo, as células que iniciam o processo de rejeição nos transplantes de órgãos Os linfócitos também são as células atacadas pelo vírus HIV. Este é um dos motivos da AIDS (SIDA) causar imunossupressão e levar a quadros de infecções oportunistas. Linfocitose = é o termo usado quando há um aumento do número de linfócitos. Linfopenia = é o termo usado quando há redução do número de linfócitos.
  • 22. Monócitos • Os monócitos normalmente representam de 3 a 10% dos leucócitos circulantes. São ativados tanto em processos virais quanto bacterianos. Quando um tecido está sendo invadido por algum germe o sistema imune encaminha os monócitos para o local infectado. Este se ativa, transformando-se em macrófago, uma célula capaz de "comer" micro-organismos invasores. Os monócitos tipicamente se elevam nos casos de infecções, principalmente naquelas mais crônicas como a tuberculose
  • 23.
  • 24. Eosinófilos • Os eosinófilos são os leucócitos responsáveis pelo combate de parasitas e pelo mecanismo da alergia. Apenas 1 a 5% dos leucócitos circulantes são eosinófilos. O aumento de eosinófilos ocorre em pessoas alérgicas, asmáticas ou em casos de infecção intestinal por parasita. • .Eosinofilia = é o termo usado quando há aumento do número de eosinófilos • Eosinopenia = é o termo usado quando há redução do número de eosinófilos
  • 26. Basófilos • Os basófilos são o tipo menos comum de leucócitos no sangue. Representam de 0 a 2% dos glóbulos brancos. Sua elevação normalmente ocorre em processos alérgicos e estados de inflamação crônica.
  • 27. Leucócitos • Grandes elevações podem ocorrer nas leucemias, que nada mais é que o câncer dos leucócitos. Enquanto processos infecciosos podem elevar os leucócitos até 20.000-30.000 células/ml, na leucemia estes valores ultrapassam facilmente os 50.000 cel/ml. As leucopenias normalmente ocorrem por lesões na medula óssea. Podem ser por quimioterapia, por drogas, por invasão de células cancerígenas ou por invasão por micro-organismos.
  • 28. PLAQUETAS • As plaquetas são as células responsáveis pelo início do processo de coagulação. Quando um tecido de qualquer vaso sanguíneo é lesado, o organismo rapidamente encaminha as plaquetas ao local da lesão. As plaquetas se agrupam e formam um trombo, uma espécie de rolha ou tampão, que imediatamente estanca o sangramento. Graças à ação das plaquetas, o organismo tem tempo de reparar os tecido lesados sem que haja muita perda de sangue. O valor normal das plaquetas varia entre 150.000 a 450.000 por microlitro (uL). Porém, até valores próximos de 50.000, o organismo não apresenta dificuldades em iniciar a coagulação.
  • 30. PLAQUETAS • Quando os valores se encontram abaixo das 10.000 plaquetas/uL há risco de morte uma vez que pode haver sangramentos espontâneos. Trombocitopenia é como chamamos a redução da concentração de plaquetas no sangue. Trombocitose é o aumento. A dosagem de plaquetas é importante antes de cirurgias e para avaliar quadro de sangramentos sem causa definida.
  • 31. Considerações • Quando temos redução de duas das três linhagens de células do sangue, chamamos de bicitopenia. Quando os três tipos de células estão reduzidos, damos o nome de pancitopenia. Doenças que cursam com inflamação crônica, podem se apresentar com redução de uma, duas ou das três linhagens . Na verdade, qualquer agressão à medula óssea, seja por medicamentos, infecções ou doenças, pode causar diminuição da produção das células do sangue. Não é preciso nenhuma preparação, nem estar em jejum, para se colher sangue para o hemograma.