 Recomendações para a limpeza do Bloco Operatório
 As superfícies contaminadas podem servir como reservatório de agentes patogénicos, contudo, normalmente não
são associadas directamente á transmissão de infecções, tanto para os profissionais da área de saúde quanto para os
pacientes, entre tanto alguns patogénicos como o Staphilococcus aureus resistente a metilicina, o Enteroccocus
resistente a vancomicina e outros, contaminam superfícies e equipamentos, como bombas de infusão, barras
protectoras das camas, estetoscópios e outros, permanecendo viáveis ao equipamento por algum tempo.
 Todo hospital é obrigado a fornecer um ambiente cirúrgico limpo e seguro, tanto para o paciente quanto para a
equipe de saúde que actua na unidade.
 A limpeza e a desinfecção reduzem a flora microbiana das áreas do Bloco Operatório, além de exercerem um efeito
salutar nos pacientes e no pessoal hospitalar, estimulando a higiene no seu sentido mais amplo.
 De maneira geral, a maioria das infecções em feridas cirúrgicas é provocada por microrganismos endógenos, ou
seja, do próprio paciente, sendo, portanto, muito importante a técnica cirúrgica cuidadosa, a prevenção de erros
durante o acto cirúrgico e o uso racional dos antimicrobianos. Entretanto, devemos nos lembrar de que
microrganismos de fontes exógenas ,ou externas ao paciente, também têm importância etiológica.
 Algumas áreas da sala cirúrgica podem se tomar contaminadas, a menos que sejam apropriadamente limpas e
desinfectadas.
 As principais fontes exógenas encontradas no Bloco Operatório estão no próprio pessoal, nos equipamentos
anestésicos (quando não são limpos e desinfectados adequadamente),nas superfícies das salas cirúrgicas, nos
materiais utilizados no acto cirúrgico e nas medicações administradas.
 Nos dias de hoje ,com a adoção das chamadas Precauções Padrão, foram eliminadas as distinções entre sala
contaminada e sala não contaminada ,considerando- se contaminada toda sala em que haja presença de sangue ou,
fluidos corpóreos.

 Rotina de limpeza da unidade definição
 O serviço de limpeza de um hospital tem particular importância
no controle das infecções hospitalares, por garantir a higiene das
áreas e artigos do hospital, reduzindo assim as infecções
cruzadas. Na medida em que estas infecções podem ser a
consequência da exposição ao ambiente contaminado, através da
poeira mobiliária, equipamentos e outros. Uma higiene ambiental
eficiente é fundamental para a diminuição das infecções. Este
anexo tem por finalidade nortear as ações nesta área, também
considerada de apoio à prevenção e ao controle das infecções
hospitalares. Desta forma, tem a preocupação de oferecer aos
 profissionais desta Instituição informações a serem acrescentadas
ao seu acervo de conhecimentos, que possibilitem a vigilância
das ações executadas pela empresa contratada para a higiene e,
principalmente, uma maior segurança no ambiente hospitalar.
 . Factores que influenciam a escolha do procedimento
de desinfecção das superfícies do ambiente:
 Natureza do item a ser desinfectado;
 Numero de microorganismos sensíveis aos efeitos dos
desinfectantes;
 Quantidade de matéria orgânica presente;
 Tipo de concentração do desinfectante usado;
 Duração e temperatura de contacto com o desinfectante,
alem das especificações, indicadores do uso do producto
pelo fabricante
 Definição de termos
 Conceitos de limpeza:
 A limpeza é um processo de localizar, identificar, conter, remover e se desfazer de forma adequada,
de substâncias indesejáveis, ou seja, poluentes, de uma superfície ou ambiente. Em outra definição,
limpeza é a remoção de qualquer corpo indesejável, visível ou não, de uma superfície, sem alteração
das características originais do item que está sendo limpo, e onde o processo utilizado não seja
nocivo ao meio ambiente.
 Limpeza hospitalar:
 É o processo de remoção de sujidades mediante a aplicação de ação ou energia química, mecânica
ou térmica, num determinado período de tempo. Consideraremos como limpeza hospitalar a limpeza
das superfícies fixas e equipamentos permanentes das diversas áreas hospitalares, o que inclui pisos,
paredes, janelas, mobiliários, instalações sanitárias, sistemas de ar condicionado e caixas d’água.
 Limpeza da sala de operações:
 Consiste não somente nos procedimentos rotineiros com equipamento, pisos e portas, mas também
ao controlo ambiental. Isso implica controlar o acesso o transito de pessoas dentro da sala de
operações, abertura das portas, um sistema de ventilação que garanta a troca de ventilação frequente
do ar e a utilização do uniforme privativo por todos que entram no bloco operatório, e da
paramentação cirúrgica adequada dos profissionais da equipa cirúrgica que entrarão em contacto
com a ferida operatória (médicos cirurgiões e assistentes, instrumentistas cirúrgicos).
 Descontaminação: Procedimento realizado nos casos de extravasamento
de matéria orgânica (sangue, secreções, excrementos).
 Desinfecção: é o processo pelo qual são destruídos os microrganismos em
sua forma vegetativa, sendo utilizado no tratamento de áreas e superfícies
críticas e/ou contaminadas. Nesse processo são utilizados produtos
químicos.
 Desinfectantes: são germicidas de nível intermediário de acção, não são
esporicidas.
 Desinfecção terminal: é a desinfecção feita após a limpeza terminal.
 Degermação: Remoção ou redução de microorganismos da pele, seja por
meio de limpeza mecânica (sabão com escovação), seja por meio de
agentes químicos (antissépticos).
 Assepsia: Processo que permite afastar os germes patogênicos de um local
ou objeto.

 Sabões / detergentes: são solúveis em água, contém
tensioativos em sua formulação, com a finalidade de
emulsificar e facilitar a limpeza.
 Germicidas: são agentes químicos que inibem ou destroem os
microorganismos, podendo ou não destruir esporos. São
classificados em: esterilizantes, desinfetantes e antissépticos.
 Produtos Utilizados
 Água;
 Detergente;
 Cloro orgânico;
 Álcool;
 Hipoclorito de Sódio.
 não destruir esporos. São classificados em:
esterilizantes, desinfetantes e antissépticos.
 Produtos Utilizados
 Água;
 Detergente;
 Cloro orgânico;
 Álcool;
 Hipoclorito de Sódio.
 Limpeza e desinfecção do Bloco Operatório
 Estas orientações destinam-se a estabelecer critérios para a selecção e o uso adequados de processos
físicos e químicos de limpeza e desinfecção do Bloco Operatório.
 Os produtos existentes no comércio e que se destinam a limpeza e desinfecção de áreas hospitalares
devem ser seleccionados e certificados pelo Ministério da Saúde, em especial a classificação de
desinfectantes hospitalares para superfícies fixas, por serem produtos para uso exclusivo em
hospitais e estabelecimentos relacionados como atendimento a saúde.
 A escolha dos procedimentos está condicionada ao potencial de contaminação das áreas e artigos e
aos riscos inerentes de infecção hospitalar.
 Método de limpeza e de desinfecção
 Método: água e sabão ou detergente.
 Produtos químicos para desinfecção de áreas e superfícies
 Os desinfectantes hospitalares para superfícies fixas são os produtos para uso específico em
hospitais e estabelecimentos relacionados com o atendimento a saúde, em pisos, paredes e
mobiliário.
 Princípios activos permitidos:
 Fenólicos;
 Quaternários de amónio;
 Compostos orgânicos e inorgânicos libertadores de cloro activo;
 Iodo e derivados;
 Álcoois e glicóis;
 Biguanidas;
 Outros princípios activos, desde que atendam a legislação
específica.
 Microrganismos testados para avaliação da acção
antimicrobiana
 Staphylococcus aureus;
 Pseudomonas aeruginosa;
 Salmonella choleraesuis.
 Tempo de contacto
 10minutos.
 Métodos de desinfecção
 Quando usado agente químico que contenha detergente:
◦ Limpar a superfície com o produto químico para a retirada da sujidade, utilizando
inclusive a acção mecânica;
◦ Passar novamente o produto, deixando-o em contacto com a superfície por dez minutos.
 Quando usado agente químico que não contenha detergente:
◦ Limpar a superfície com água e sabão ou detergente para a retirada da sujidade, utilizando
inclusive a acção mecânica;
◦ Enxaguar abundantemente;
◦ Passar o produto químico, deixando-o em contacto com a superfície por dez minutos.
 Quando da desinfecção de áreas contaminadas:
◦ Colocar o produto químico sobre a matéria orgânica;
◦ Retirar a matéria orgânica envolvida no produto químico e desprezar;
◦ Limpar o local novamente com o produto químico e deixá-lo em contacto com a superfície
por dez minutos.
 Cuidados a serem observados durante o processo:
◦ Verificar incompatibilidade entre o sabão e o produto químico;
◦ Verificar o tempo de contacto do produto com a superfície que
esta sendo limpa 10 minutos;
◦ Verificar a correcta diluição do produto seguindo as
orientações contidas no rótulo do produto;
◦ Usar obrigatoriamente os equipamentos de protecção
individual - epi, seguindo as orientações contidas no rótulo do
produto.
 Higienização das Salas de Operações
 Estas práticas recomendadas pretendem fornecer linhas de orientação para a
limpeza das salas de operações.
 Todo o doente deve ser considerado potencialmente infeccioso. Assim, não existem
recomendações especiais para a limpeza das salas de operações após as cirurgias
consideradas infectadas. Os cuidados a ter e os procedimentos a seguir devem ser
os mesmos para qualquer tipo de cirurgia.
 A prevenção da infecção durante procedimentos cirúrgicos depende da inter-relação
de vários factores entre eles a correcta e cuidada higienização do ambiente
cirúrgico.
 A higienização das salas de operações deve considerar os seguintes períodos:
 Antes do início do programa cirúrgico;
 Durante as intervenções;
 Entre as intervenções;
 No final do programa cirúrgico;
 Limpeza semanal;
 Limpeza periódica/mensal.
 Antes do início do programa cirúrgico
 Quando existem capas a proteger equipamentos, estas devem ser
retiradas com gestos lentos dobrando progressivamente e de
forma a que a face que esteve exposta fique contida;
 Deverão ser limpas todas as superfícies horizontais (marquesas,
mesas operatórias, candeeiros ciáticos, e mesas auxiliares) com
um pano humedecido em álcool a 70%, presept ou outro
desinfectante indicado para o efeito);
 A remoção do pó acumulado deve ser efectuada partindo das
superfícies horizontais mais elevadas para as mais baixas.

 Durante as intervenções
 Durante os procedimentos cirúrgicos as portas e janelas devem ser fechadas e a
circulação de pessoas deve ser limitada ao estritamente necessário.
 Todo o derramamento de qualquer matéria orgânica deve ser removido imediatamente
com o hipoclorito de sódio a 0.5% ou presept grânulo ou ainda outro detergente indicado
para o efeito.
 A remoção de líquidos orgânicos derramados de grande volume deve ser feita
primeiramente com esfregona seco e posteriormente a área deve ser desinfectada com
solução de desinfectante apropriado (exemplo hipoclorito de sódio a 0.5% ou presept e
outro produto indicado para o efeito);
 Se o derramamento for de pequeno volume, a sua remoção poderá ser feita, numa única
manobra, com esfregona previamente humedecido na solução de desinfectante referida.
 Devem existir recipientes apropriados para a recolha dos diversos materiais
contaminados e dos lixos produzidos no decurso da intervenção.
 Os recipientes de resíduos contaminados dever ser facilmente identificáveis por códigos
de cores. Devem ser impermeáveis e cheios até 2/3 da sua capacidade;
 A evacuação da sala de operações, de lixos, roupas outro material contaminado deve ser
feita com os respectivos recipientes devidamente fechados;
 Entre as intervenções
 A limpeza entre as intervenções deve ser iniciada após ter sido evacuado das
salas todo o material contaminado (lixos, roupas, instrumentos cirúrgicos, etc.)
 Deverão ser limpas todas as suplierfícies horizontais (mesas de instrumentos,
bancadas, mesas operatórias e candeeiros ciáliticos e outras superfícies não
horizontais) que tenham sido expostas a matéria orgânica, (exemplo paredes
salpicadas de sangue, aparelhos de anestesia e etc.);
 Todos os equipamentos que estiveram em contacto com o doente exemplo
cabos de electrocardiógrafos, oxímetros, aparelhos de tensão arterial, cabos de
eléctrodo neutro, estetoscópios e etc., também tem que ser limpos de doente
para doente e desinfectados se estiverem em contacto com a meteria orgânica;
 Para limpeza do chão é obrigatória a prática correcta do sistema de dois baldes.
Um dos baldes deve conter água com detergente e outro apenas com água. A
esfregona ou pano de limpeza depois de ter passado pelo chão deve ir primeiro
ao balde com água e só depois novamente ao que tem detergente;
 Os profissionais que procedem a limpeza das salas de operações devem usar
barreiras protectoras apropriadas (óculos, aventais, barrete, mascaras, luvas, e
sapatos fechados).
 No final do programa cirúrgico
 No final do programa cirúrgico deve-se proceder uma limpeza conforme o
indicado na limpeza entre as intervenções alargada a todas as superfícies
equipamentos candeeiros cialíticos, suportes de soros, bancos rodados,
manípulos de portas recipientes de lixos e roupas, etc. que tenha, ou não
entrado em contacto com o doente ou expostos a matéria orgânica.
 Limpeza semanal
 A limpeza semanal das salas de operações será idêntica a do fim do programa
operatório acrescida das limpezas das paredes até a altura do braço;
 As grelhas de entrada e saída do ar condicionado e dos poluidores de gases
anestésicos incluído os seus filtros devem ser limpos com pano humedecido;
 Após a lavagem do chão por fricção com água e detergente, deve
semanalmente ser feita uma lavagem com água limpa.
 Limpeza periódica/mensal
 A limpeza periódica das salas de operações deve abranger todas as áreas
anteriormente referidas e ainda a limpeza de paredes até ao tecto e dos tectos. É
recomendado que esta limpeza seja mensal;
 Obrigado pela vossa atenção.

Recomendações para a limpeza do Bloco Operatório.pptx

  • 2.
     Recomendações paraa limpeza do Bloco Operatório  As superfícies contaminadas podem servir como reservatório de agentes patogénicos, contudo, normalmente não são associadas directamente á transmissão de infecções, tanto para os profissionais da área de saúde quanto para os pacientes, entre tanto alguns patogénicos como o Staphilococcus aureus resistente a metilicina, o Enteroccocus resistente a vancomicina e outros, contaminam superfícies e equipamentos, como bombas de infusão, barras protectoras das camas, estetoscópios e outros, permanecendo viáveis ao equipamento por algum tempo.  Todo hospital é obrigado a fornecer um ambiente cirúrgico limpo e seguro, tanto para o paciente quanto para a equipe de saúde que actua na unidade.  A limpeza e a desinfecção reduzem a flora microbiana das áreas do Bloco Operatório, além de exercerem um efeito salutar nos pacientes e no pessoal hospitalar, estimulando a higiene no seu sentido mais amplo.  De maneira geral, a maioria das infecções em feridas cirúrgicas é provocada por microrganismos endógenos, ou seja, do próprio paciente, sendo, portanto, muito importante a técnica cirúrgica cuidadosa, a prevenção de erros durante o acto cirúrgico e o uso racional dos antimicrobianos. Entretanto, devemos nos lembrar de que microrganismos de fontes exógenas ,ou externas ao paciente, também têm importância etiológica.  Algumas áreas da sala cirúrgica podem se tomar contaminadas, a menos que sejam apropriadamente limpas e desinfectadas.  As principais fontes exógenas encontradas no Bloco Operatório estão no próprio pessoal, nos equipamentos anestésicos (quando não são limpos e desinfectados adequadamente),nas superfícies das salas cirúrgicas, nos materiais utilizados no acto cirúrgico e nas medicações administradas.  Nos dias de hoje ,com a adoção das chamadas Precauções Padrão, foram eliminadas as distinções entre sala contaminada e sala não contaminada ,considerando- se contaminada toda sala em que haja presença de sangue ou, fluidos corpóreos. 
  • 3.
     Rotina delimpeza da unidade definição  O serviço de limpeza de um hospital tem particular importância no controle das infecções hospitalares, por garantir a higiene das áreas e artigos do hospital, reduzindo assim as infecções cruzadas. Na medida em que estas infecções podem ser a consequência da exposição ao ambiente contaminado, através da poeira mobiliária, equipamentos e outros. Uma higiene ambiental eficiente é fundamental para a diminuição das infecções. Este anexo tem por finalidade nortear as ações nesta área, também considerada de apoio à prevenção e ao controle das infecções hospitalares. Desta forma, tem a preocupação de oferecer aos  profissionais desta Instituição informações a serem acrescentadas ao seu acervo de conhecimentos, que possibilitem a vigilância das ações executadas pela empresa contratada para a higiene e, principalmente, uma maior segurança no ambiente hospitalar.
  • 4.
     . Factoresque influenciam a escolha do procedimento de desinfecção das superfícies do ambiente:  Natureza do item a ser desinfectado;  Numero de microorganismos sensíveis aos efeitos dos desinfectantes;  Quantidade de matéria orgânica presente;  Tipo de concentração do desinfectante usado;  Duração e temperatura de contacto com o desinfectante, alem das especificações, indicadores do uso do producto pelo fabricante
  • 5.
     Definição determos  Conceitos de limpeza:  A limpeza é um processo de localizar, identificar, conter, remover e se desfazer de forma adequada, de substâncias indesejáveis, ou seja, poluentes, de uma superfície ou ambiente. Em outra definição, limpeza é a remoção de qualquer corpo indesejável, visível ou não, de uma superfície, sem alteração das características originais do item que está sendo limpo, e onde o processo utilizado não seja nocivo ao meio ambiente.  Limpeza hospitalar:  É o processo de remoção de sujidades mediante a aplicação de ação ou energia química, mecânica ou térmica, num determinado período de tempo. Consideraremos como limpeza hospitalar a limpeza das superfícies fixas e equipamentos permanentes das diversas áreas hospitalares, o que inclui pisos, paredes, janelas, mobiliários, instalações sanitárias, sistemas de ar condicionado e caixas d’água.  Limpeza da sala de operações:  Consiste não somente nos procedimentos rotineiros com equipamento, pisos e portas, mas também ao controlo ambiental. Isso implica controlar o acesso o transito de pessoas dentro da sala de operações, abertura das portas, um sistema de ventilação que garanta a troca de ventilação frequente do ar e a utilização do uniforme privativo por todos que entram no bloco operatório, e da paramentação cirúrgica adequada dos profissionais da equipa cirúrgica que entrarão em contacto com a ferida operatória (médicos cirurgiões e assistentes, instrumentistas cirúrgicos).
  • 6.
     Descontaminação: Procedimentorealizado nos casos de extravasamento de matéria orgânica (sangue, secreções, excrementos).  Desinfecção: é o processo pelo qual são destruídos os microrganismos em sua forma vegetativa, sendo utilizado no tratamento de áreas e superfícies críticas e/ou contaminadas. Nesse processo são utilizados produtos químicos.  Desinfectantes: são germicidas de nível intermediário de acção, não são esporicidas.  Desinfecção terminal: é a desinfecção feita após a limpeza terminal.  Degermação: Remoção ou redução de microorganismos da pele, seja por meio de limpeza mecânica (sabão com escovação), seja por meio de agentes químicos (antissépticos).  Assepsia: Processo que permite afastar os germes patogênicos de um local ou objeto. 
  • 7.
     Sabões /detergentes: são solúveis em água, contém tensioativos em sua formulação, com a finalidade de emulsificar e facilitar a limpeza.  Germicidas: são agentes químicos que inibem ou destroem os microorganismos, podendo ou não destruir esporos. São classificados em: esterilizantes, desinfetantes e antissépticos.  Produtos Utilizados  Água;  Detergente;  Cloro orgânico;  Álcool;  Hipoclorito de Sódio.
  • 8.
     não destruiresporos. São classificados em: esterilizantes, desinfetantes e antissépticos.  Produtos Utilizados  Água;  Detergente;  Cloro orgânico;  Álcool;  Hipoclorito de Sódio.
  • 9.
     Limpeza edesinfecção do Bloco Operatório  Estas orientações destinam-se a estabelecer critérios para a selecção e o uso adequados de processos físicos e químicos de limpeza e desinfecção do Bloco Operatório.  Os produtos existentes no comércio e que se destinam a limpeza e desinfecção de áreas hospitalares devem ser seleccionados e certificados pelo Ministério da Saúde, em especial a classificação de desinfectantes hospitalares para superfícies fixas, por serem produtos para uso exclusivo em hospitais e estabelecimentos relacionados como atendimento a saúde.  A escolha dos procedimentos está condicionada ao potencial de contaminação das áreas e artigos e aos riscos inerentes de infecção hospitalar.  Método de limpeza e de desinfecção  Método: água e sabão ou detergente.  Produtos químicos para desinfecção de áreas e superfícies  Os desinfectantes hospitalares para superfícies fixas são os produtos para uso específico em hospitais e estabelecimentos relacionados com o atendimento a saúde, em pisos, paredes e mobiliário.  Princípios activos permitidos:  Fenólicos;  Quaternários de amónio;
  • 10.
     Compostos orgânicose inorgânicos libertadores de cloro activo;  Iodo e derivados;  Álcoois e glicóis;  Biguanidas;  Outros princípios activos, desde que atendam a legislação específica.  Microrganismos testados para avaliação da acção antimicrobiana  Staphylococcus aureus;  Pseudomonas aeruginosa;  Salmonella choleraesuis.  Tempo de contacto  10minutos.
  • 11.
     Métodos dedesinfecção  Quando usado agente químico que contenha detergente: ◦ Limpar a superfície com o produto químico para a retirada da sujidade, utilizando inclusive a acção mecânica; ◦ Passar novamente o produto, deixando-o em contacto com a superfície por dez minutos.  Quando usado agente químico que não contenha detergente: ◦ Limpar a superfície com água e sabão ou detergente para a retirada da sujidade, utilizando inclusive a acção mecânica; ◦ Enxaguar abundantemente; ◦ Passar o produto químico, deixando-o em contacto com a superfície por dez minutos.  Quando da desinfecção de áreas contaminadas: ◦ Colocar o produto químico sobre a matéria orgânica; ◦ Retirar a matéria orgânica envolvida no produto químico e desprezar; ◦ Limpar o local novamente com o produto químico e deixá-lo em contacto com a superfície por dez minutos.  Cuidados a serem observados durante o processo:
  • 12.
    ◦ Verificar incompatibilidadeentre o sabão e o produto químico; ◦ Verificar o tempo de contacto do produto com a superfície que esta sendo limpa 10 minutos; ◦ Verificar a correcta diluição do produto seguindo as orientações contidas no rótulo do produto; ◦ Usar obrigatoriamente os equipamentos de protecção individual - epi, seguindo as orientações contidas no rótulo do produto.
  • 13.
     Higienização dasSalas de Operações  Estas práticas recomendadas pretendem fornecer linhas de orientação para a limpeza das salas de operações.  Todo o doente deve ser considerado potencialmente infeccioso. Assim, não existem recomendações especiais para a limpeza das salas de operações após as cirurgias consideradas infectadas. Os cuidados a ter e os procedimentos a seguir devem ser os mesmos para qualquer tipo de cirurgia.  A prevenção da infecção durante procedimentos cirúrgicos depende da inter-relação de vários factores entre eles a correcta e cuidada higienização do ambiente cirúrgico.  A higienização das salas de operações deve considerar os seguintes períodos:  Antes do início do programa cirúrgico;  Durante as intervenções;  Entre as intervenções;  No final do programa cirúrgico;  Limpeza semanal;  Limpeza periódica/mensal.
  • 14.
     Antes doinício do programa cirúrgico  Quando existem capas a proteger equipamentos, estas devem ser retiradas com gestos lentos dobrando progressivamente e de forma a que a face que esteve exposta fique contida;  Deverão ser limpas todas as superfícies horizontais (marquesas, mesas operatórias, candeeiros ciáticos, e mesas auxiliares) com um pano humedecido em álcool a 70%, presept ou outro desinfectante indicado para o efeito);  A remoção do pó acumulado deve ser efectuada partindo das superfícies horizontais mais elevadas para as mais baixas. 
  • 15.
     Durante asintervenções  Durante os procedimentos cirúrgicos as portas e janelas devem ser fechadas e a circulação de pessoas deve ser limitada ao estritamente necessário.  Todo o derramamento de qualquer matéria orgânica deve ser removido imediatamente com o hipoclorito de sódio a 0.5% ou presept grânulo ou ainda outro detergente indicado para o efeito.  A remoção de líquidos orgânicos derramados de grande volume deve ser feita primeiramente com esfregona seco e posteriormente a área deve ser desinfectada com solução de desinfectante apropriado (exemplo hipoclorito de sódio a 0.5% ou presept e outro produto indicado para o efeito);  Se o derramamento for de pequeno volume, a sua remoção poderá ser feita, numa única manobra, com esfregona previamente humedecido na solução de desinfectante referida.  Devem existir recipientes apropriados para a recolha dos diversos materiais contaminados e dos lixos produzidos no decurso da intervenção.  Os recipientes de resíduos contaminados dever ser facilmente identificáveis por códigos de cores. Devem ser impermeáveis e cheios até 2/3 da sua capacidade;  A evacuação da sala de operações, de lixos, roupas outro material contaminado deve ser feita com os respectivos recipientes devidamente fechados;
  • 16.
     Entre asintervenções  A limpeza entre as intervenções deve ser iniciada após ter sido evacuado das salas todo o material contaminado (lixos, roupas, instrumentos cirúrgicos, etc.)  Deverão ser limpas todas as suplierfícies horizontais (mesas de instrumentos, bancadas, mesas operatórias e candeeiros ciáliticos e outras superfícies não horizontais) que tenham sido expostas a matéria orgânica, (exemplo paredes salpicadas de sangue, aparelhos de anestesia e etc.);  Todos os equipamentos que estiveram em contacto com o doente exemplo cabos de electrocardiógrafos, oxímetros, aparelhos de tensão arterial, cabos de eléctrodo neutro, estetoscópios e etc., também tem que ser limpos de doente para doente e desinfectados se estiverem em contacto com a meteria orgânica;  Para limpeza do chão é obrigatória a prática correcta do sistema de dois baldes. Um dos baldes deve conter água com detergente e outro apenas com água. A esfregona ou pano de limpeza depois de ter passado pelo chão deve ir primeiro ao balde com água e só depois novamente ao que tem detergente;  Os profissionais que procedem a limpeza das salas de operações devem usar barreiras protectoras apropriadas (óculos, aventais, barrete, mascaras, luvas, e sapatos fechados).
  • 17.
     No finaldo programa cirúrgico  No final do programa cirúrgico deve-se proceder uma limpeza conforme o indicado na limpeza entre as intervenções alargada a todas as superfícies equipamentos candeeiros cialíticos, suportes de soros, bancos rodados, manípulos de portas recipientes de lixos e roupas, etc. que tenha, ou não entrado em contacto com o doente ou expostos a matéria orgânica.  Limpeza semanal  A limpeza semanal das salas de operações será idêntica a do fim do programa operatório acrescida das limpezas das paredes até a altura do braço;  As grelhas de entrada e saída do ar condicionado e dos poluidores de gases anestésicos incluído os seus filtros devem ser limpos com pano humedecido;  Após a lavagem do chão por fricção com água e detergente, deve semanalmente ser feita uma lavagem com água limpa.  Limpeza periódica/mensal  A limpeza periódica das salas de operações deve abranger todas as áreas anteriormente referidas e ainda a limpeza de paredes até ao tecto e dos tectos. É recomendado que esta limpeza seja mensal;
  • 19.
     Obrigado pelavossa atenção.