XXII Encontro Nacional dos Conselhos Municipais de Educação

TEMA CENTRAL: DIREITO À EDUCAÇÃO: SISTEMA NACIONAL E PLANOS DE
EDUCAÇÃO


      Desafios da Educação Infantil e da
                 Alfabetização


                                      Simone Santos de Albuquerque
                                                       GEIN/UFRGS
                                                        FGEI/MIEIB
26 Estados
     +
Distrito Federal
Movimento social



             Causa:
        Educação Infantil

                       Atuação
                        política
Pautar a Educação Infantil




        POLÍTICAS
        PÚBLICAS
FÓRUM GAÚCHO DE EDUCAÇÃO
INFANTIL
EDUCAÇÃO INFANTIL
 Creche:   0 a 3 anos e Pré-escola: 4 e 5 anos

 Direito da   criança e da família; dever do Estado
 – CF/88

 Primeira Etapa   da Educação Básica - LDBEN
 9394/96

 Professores: formação específica
QUE ACÚMULO JÁ TEMOS SOBRE A EI?
 Avanços na legislação – campo das políticas;
                    +
 Avanços na construção teórica – base pedagógica
                    =


 CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO INFANTIL
REFERENCIAL ESPECÍFICO
 Referenciais Curriculares Nacionais – 1998;
 Parecer 022/98;
 DCNs para a EI: Res. 01/1999
 Política Nacional de EI (2006);
 Parâmetros Nacionais de qualidade para a El (2006);
 Orientações para o conveniamento entre os municípios
  e entidades filantrópicas de EI;
 Indicadores de Qualidade na EI;
 Parecer 20/2009;
 DCNs para a EI: Res. 05/2009;
 Normas Complementares para a EI (Parecer nº 17/2012,
  aguardando homologação)
DESAFIOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL NA ATUALIDADE

 Avanços  legais e conceituais;
 Vagas insuficientes; desigualdades regionais;

 Ausência de equidade na distribuição de vagas;

 Movimentos de municipalização;

 Obrigatoriedade da pré-escola: EC/59, de 2009;

 Educação para crianças de 0 a 3 anos;

 Tempo integral;

 Aprovação do Plano Nacional de Educação;

 Elaboração de Planos Estaduais e Municipais.

 Financiamento pelo CAQi e controle social.
QUESTÕES POLÊMICAS & POSICIONAMENTOS DO
    MIEIB
 Corte etário para o EF;
 Formação, contratação e remuneração de profissionais;

 Convênios para Proinfância;

 Atendimento noturno;

 Tempo integral;

 Avaliação de impacto para crianças pequenas;

 Sistemas apostilados;

 Expectativas de Aprendizagem.
EDUCAÇÃO INFANTIL DO CAMPO
 PesquisaNacional: Educação infantil do campo:
 condições de oferta e demanda. (CONVÊNIO
 MEC/SEB/COEDI- Universidade Federal do Rio
 Grande do Sul - Período:2011 e 2012
Ação 1 -
                   Pesquisa
                 Bibliográfica


 Ação 4 – Produção de            Ação 2 - Estudo
livro com os resultados       quantitativo com base
dos estudos realizados        em dados secundários


                  Ação 3 - Estudo
                   qualitativo das
              características de oferta
                  do poder público
DEMANDA POR EI PARA CRIANÇAS RESIDENTES EM
ÁREA RURAL
ESCOLAS DE EI PARA CRIANÇAS RESIDENTES EM
ÁREA RURAL
MATRÍCULAS NA EI DE CRIANÇAS RESIDENTES
EM ÁREA RURAL
   EDUCAÇÃO INFANTIL DO CAMPO

 § 3º - As propostas pedagógicas da Educação Infantil
  das crianças filhas de agricultores familiares,
  extrativistas, pescadores artesanais, ribeirinhos,
  assentados e acampados da reforma agrária,
  quilombolas, caiçaras, povos da floresta, devem:
 I - reconhecer os modos próprios de vida no campo
  como fundamentais para a constituição da identidade
  das crianças moradoras em territórios rurais;
 II - ter vinculação inerente à realidade dessas
  populações, suas culturas, tradições e
 identidades, assim como a práticas ambientalmente
  sustentáveis;
 III - flexibilizar, se necessário, calendário, rotinas e
  atividades respeitando as
 diferenças quanto à atividade econômica dessas
  populações;
 IV - valorizar e evidenciar os saberes e o papel dessas
  populações na produção de
 conhecimentos sobre o mundo e sobre o ambiente
  natural;
 V - prever a oferta de brinquedos e equipamentos que
Processo de revisão          Pesquisa
      DCNEI                Cooperação
                              Técnica
                           MEC/UFRGS
                            (2008/2009)


      Processo de                                Consultoria –
     implementaçã                                elaboração de
          o–                                       subsídios
     determinação             Prática                para a
      para o MEC            democrática           revisão das
                                 na              DCNEI (2009)
                            formulação
                             de política



                                           CNE – relatoria,
                                            consultoria e
            Homologação                    para elaboração
            e publicação                   do Parecer e da
                                             Resolução
A  Educação Infantil, primeira etapa da Educação
 Básica, é oferecida em creches e pré-escolas, as
 quais se caracterizam como espaços
 institucionais não domésticos que constituem
 estabelecimentos educacionais públicos ou
 privados que educam e cuidam de crianças de 0
 a 5 anos de idade no período diurno, em
 jornada integral ou parcial, regulados e
 supervisionados por órgão competente do
 sistema de ensino e submetidos a controle
 social. (Art. 5°).
IMPLEMENTAÇÃO das DCNEI (2009)
EIXOS NORTEADORES:

   Interações e brincadeiras, garantido experiências:

   Conhecimento de si e do mundo por meio da ampliação
    de experiências sensoriais, expressivas, corporais;

   Diferentes linguagens e o progressivo domínio por elas
    de vários gêneros e formas de expressão-gestual
    verbal, plástica, dramática e musical;
DESAFIOS DCNEI: CONCEPÇOES DE
         LINGUAGENS
Reconhecer a linguagem como uma
prática social e cultural é reconhecer
que a alfabetização se inicia muito
antes de os indivíduos entrarem na
escola, pois o homem se constitui na
interação com o outro.
Os livros não mudam o mundo. Quem muda o
mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas.
                                 Mário Quintana
AVALIAÇÃO DA E NA EI:
 Art. 10. As instituições de Educação Infantil devem criar
  procedimentos para acompanhamento do trabalho
  pedagógico e para avaliação do desenvolvimento das
  crianças, sem objetivo de seleção, promoção ou
  classificação, garantindo:
 I - a observação crítica e criativa das atividades, das
  brincadeiras e interações dascrianças no cotidiano;
 II - utilização de múltiplos registros realizados por
  adultos e crianças (relatórios,fotografias, desenhos,
  álbuns etc.);
 III - a continuidade dos processos de aprendizagens por
  meio da criação de estratégias adequadas aos diferentes
  momentos de transição vividos pela criança (transição
  casa/instituição de Educação Infantil, transições no
  interior da instituição, transição creche/pré-escola e
  transição pré-escola/Ensino Fundamental);
 IV - documentação específica que permita às famílias
  conhecer o trabalho da instituição junto às crianças e os
  processos de desenvolvimento e aprendizagem da
  criança na Educação Infantil;
 V - a não retenção das crianças na Educação Infantil.
GT DE AVALIAÇAO
   Decorreu da necessidade de subsidiar a inclusão da
    educação infantil nas formulações sobre a Política
    Nacional de Avaliação da Educação Básica, considerando
    as especificidades da EI

 Documento produzido (divulgado em 15/10/2012):
 EDUCAÇÃO INFANTIL: Subsídios para construção de
  sistemática de avaliação- Documento produzido pelo
  Grupo de Trabalho instituído pela Portaria número
  1.147/2011, do Ministério da Educação.
 Respeitar a complexidade e diversidade da realidade e
  ter presente a dimensão política da avaliação são
  condições imprescindíveis para a construção de uma
  sistemática de avaliação que se paute pelo compromisso
  com a democratização da educação infantil.
 A prática da avaliação tem potencial indutor de melhoria
  na realidade de oferta, de insumos e processos e
  resultados da educação infantil, desde que seja
  vivenciada com o propósito de possibilitar uma leitura e
  análise crítica da realidade que sirva para apoiar
  decisões e encaminhamentos que se coloquem a serviço
  do desenvolvimento de todas as crianças e das
  finalidades próprias desta etapa da educação
  básica.(2012,p.23)
MITO DE SÍSIFO
“Muitas coisas que precisamos pode esperar, a
 criança não.
 Agora é o tempo que seus ossos estão sendo
 formados, seu sangue está sendo feito, seu corpo
 sendo desenvolvido.
 Para ela não podemos dizer amanhã.
 Seu nome é hoje”

                              Gabriela Mistral
CONTATOS
 www.
  forumgauchoeducacaoinfantil.blogspot.com
 www.mieib. org.br




 Simone Santos de  Albuquerque
 FACED/GEIN/UFRGS

 geinufrgs.blogspot.com

 sialbuq@gmail.com

UNCME Desafios Ed. Infantil Simone Albuquerque

  • 1.
    XXII Encontro Nacionaldos Conselhos Municipais de Educação TEMA CENTRAL: DIREITO À EDUCAÇÃO: SISTEMA NACIONAL E PLANOS DE EDUCAÇÃO Desafios da Educação Infantil e da Alfabetização Simone Santos de Albuquerque GEIN/UFRGS FGEI/MIEIB
  • 2.
    26 Estados + Distrito Federal
  • 3.
    Movimento social Causa: Educação Infantil Atuação política
  • 4.
    Pautar a EducaçãoInfantil POLÍTICAS PÚBLICAS
  • 5.
    FÓRUM GAÚCHO DEEDUCAÇÃO INFANTIL
  • 6.
    EDUCAÇÃO INFANTIL  Creche: 0 a 3 anos e Pré-escola: 4 e 5 anos  Direito da criança e da família; dever do Estado – CF/88  Primeira Etapa da Educação Básica - LDBEN 9394/96  Professores: formação específica
  • 7.
    QUE ACÚMULO JÁTEMOS SOBRE A EI? Avanços na legislação – campo das políticas; + Avanços na construção teórica – base pedagógica = CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO INFANTIL
  • 8.
    REFERENCIAL ESPECÍFICO  ReferenciaisCurriculares Nacionais – 1998;  Parecer 022/98;  DCNs para a EI: Res. 01/1999  Política Nacional de EI (2006);  Parâmetros Nacionais de qualidade para a El (2006);  Orientações para o conveniamento entre os municípios e entidades filantrópicas de EI;  Indicadores de Qualidade na EI;  Parecer 20/2009;  DCNs para a EI: Res. 05/2009;  Normas Complementares para a EI (Parecer nº 17/2012, aguardando homologação)
  • 9.
    DESAFIOS DA EDUCAÇÃOINFANTIL NA ATUALIDADE  Avanços legais e conceituais;  Vagas insuficientes; desigualdades regionais;  Ausência de equidade na distribuição de vagas;  Movimentos de municipalização;  Obrigatoriedade da pré-escola: EC/59, de 2009;  Educação para crianças de 0 a 3 anos;  Tempo integral;  Aprovação do Plano Nacional de Educação;  Elaboração de Planos Estaduais e Municipais.  Financiamento pelo CAQi e controle social.
  • 10.
    QUESTÕES POLÊMICAS &POSICIONAMENTOS DO MIEIB  Corte etário para o EF;  Formação, contratação e remuneração de profissionais;  Convênios para Proinfância;  Atendimento noturno;  Tempo integral;  Avaliação de impacto para crianças pequenas;  Sistemas apostilados;  Expectativas de Aprendizagem.
  • 11.
    EDUCAÇÃO INFANTIL DOCAMPO  PesquisaNacional: Educação infantil do campo: condições de oferta e demanda. (CONVÊNIO MEC/SEB/COEDI- Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Período:2011 e 2012
  • 12.
    Ação 1 - Pesquisa Bibliográfica Ação 4 – Produção de Ação 2 - Estudo livro com os resultados quantitativo com base dos estudos realizados em dados secundários Ação 3 - Estudo qualitativo das características de oferta do poder público
  • 13.
    DEMANDA POR EIPARA CRIANÇAS RESIDENTES EM ÁREA RURAL
  • 14.
    ESCOLAS DE EIPARA CRIANÇAS RESIDENTES EM ÁREA RURAL
  • 15.
    MATRÍCULAS NA EIDE CRIANÇAS RESIDENTES EM ÁREA RURAL
  • 16.
    EDUCAÇÃO INFANTIL DO CAMPO  § 3º - As propostas pedagógicas da Educação Infantil das crianças filhas de agricultores familiares, extrativistas, pescadores artesanais, ribeirinhos, assentados e acampados da reforma agrária, quilombolas, caiçaras, povos da floresta, devem:  I - reconhecer os modos próprios de vida no campo como fundamentais para a constituição da identidade das crianças moradoras em territórios rurais;
  • 17.
     II -ter vinculação inerente à realidade dessas populações, suas culturas, tradições e  identidades, assim como a práticas ambientalmente sustentáveis;  III - flexibilizar, se necessário, calendário, rotinas e atividades respeitando as  diferenças quanto à atividade econômica dessas populações;  IV - valorizar e evidenciar os saberes e o papel dessas populações na produção de  conhecimentos sobre o mundo e sobre o ambiente natural;  V - prever a oferta de brinquedos e equipamentos que
  • 19.
    Processo de revisão Pesquisa DCNEI Cooperação Técnica MEC/UFRGS (2008/2009) Processo de Consultoria – implementaçã elaboração de o– subsídios determinação Prática para a para o MEC democrática revisão das na DCNEI (2009) formulação de política CNE – relatoria, consultoria e Homologação para elaboração e publicação do Parecer e da Resolução
  • 20.
    A EducaçãoInfantil, primeira etapa da Educação Básica, é oferecida em creches e pré-escolas, as quais se caracterizam como espaços institucionais não domésticos que constituem estabelecimentos educacionais públicos ou privados que educam e cuidam de crianças de 0 a 5 anos de idade no período diurno, em jornada integral ou parcial, regulados e supervisionados por órgão competente do sistema de ensino e submetidos a controle social. (Art. 5°).
  • 21.
    IMPLEMENTAÇÃO das DCNEI(2009) EIXOS NORTEADORES:  Interações e brincadeiras, garantido experiências:  Conhecimento de si e do mundo por meio da ampliação de experiências sensoriais, expressivas, corporais;  Diferentes linguagens e o progressivo domínio por elas de vários gêneros e formas de expressão-gestual verbal, plástica, dramática e musical;
  • 22.
  • 23.
    Reconhecer a linguagemcomo uma prática social e cultural é reconhecer que a alfabetização se inicia muito antes de os indivíduos entrarem na escola, pois o homem se constitui na interação com o outro.
  • 25.
    Os livros nãomudam o mundo. Quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas. Mário Quintana
  • 26.
  • 27.
     Art. 10.As instituições de Educação Infantil devem criar procedimentos para acompanhamento do trabalho pedagógico e para avaliação do desenvolvimento das crianças, sem objetivo de seleção, promoção ou classificação, garantindo:  I - a observação crítica e criativa das atividades, das brincadeiras e interações dascrianças no cotidiano;  II - utilização de múltiplos registros realizados por adultos e crianças (relatórios,fotografias, desenhos, álbuns etc.);
  • 28.
     III -a continuidade dos processos de aprendizagens por meio da criação de estratégias adequadas aos diferentes momentos de transição vividos pela criança (transição casa/instituição de Educação Infantil, transições no interior da instituição, transição creche/pré-escola e transição pré-escola/Ensino Fundamental);  IV - documentação específica que permita às famílias conhecer o trabalho da instituição junto às crianças e os processos de desenvolvimento e aprendizagem da criança na Educação Infantil;  V - a não retenção das crianças na Educação Infantil.
  • 29.
    GT DE AVALIAÇAO  Decorreu da necessidade de subsidiar a inclusão da educação infantil nas formulações sobre a Política Nacional de Avaliação da Educação Básica, considerando as especificidades da EI  Documento produzido (divulgado em 15/10/2012):  EDUCAÇÃO INFANTIL: Subsídios para construção de sistemática de avaliação- Documento produzido pelo Grupo de Trabalho instituído pela Portaria número 1.147/2011, do Ministério da Educação.
  • 30.
     Respeitar acomplexidade e diversidade da realidade e ter presente a dimensão política da avaliação são condições imprescindíveis para a construção de uma sistemática de avaliação que se paute pelo compromisso com a democratização da educação infantil.  A prática da avaliação tem potencial indutor de melhoria na realidade de oferta, de insumos e processos e resultados da educação infantil, desde que seja vivenciada com o propósito de possibilitar uma leitura e análise crítica da realidade que sirva para apoiar decisões e encaminhamentos que se coloquem a serviço do desenvolvimento de todas as crianças e das finalidades próprias desta etapa da educação básica.(2012,p.23)
  • 31.
  • 32.
    “Muitas coisas queprecisamos pode esperar, a criança não. Agora é o tempo que seus ossos estão sendo formados, seu sangue está sendo feito, seu corpo sendo desenvolvido. Para ela não podemos dizer amanhã. Seu nome é hoje” Gabriela Mistral
  • 33.
    CONTATOS  www. forumgauchoeducacaoinfantil.blogspot.com  www.mieib. org.br  Simone Santos de Albuquerque  FACED/GEIN/UFRGS  geinufrgs.blogspot.com  sialbuq@gmail.com