Monitoramento das complicações  em terapia nutricional Luciana Araujo Junqueira
 
 
As complicações gastrintestinais e respiratórias – diversas razões Relacionadas – via de administração, macro e micronutrientes e paciente Profilaxia das complicações - inicio com o conhecimento dos componentes quantitativos e qualitativos da dieta, do estado nutricional e principalmente, do estado clínico do paciente.  A monitorização clínica e laboratorial auxilia no diagnóstico e tratamento precoce alterações.
 
A presença destes impõe o diagnóstico diferencial das possíveis causas.  Sem alterações primarias da motilidade gástrica: O aroma das dietas monoméricas e oligoméricas A osmolaridade elevada Conteúdo elevado de lipídeos da dieta;
Administração de grande quantidade em bolus;  O uso de medicações tais como antibióticos, quimioterápicos, digitálicos , entre inúmeras outras. Profilaxia :  uso de aromatizantes pode facilitar a tolerância e reduzir os sintomas durante a administração oral.  administração uniforme (bomba de infusao) e progressão lenta da dieta.
Com alterações da motilidade gástrica: Pacientes graves - a intolerância digestiva é avaliada pela alteração da motilidade gástrica Critérios de definição da estase gástrica = baseados no volume residual.
 
Entretanto, algumas complicações clínicas ou cirúrgicas podem surgir no decurso da nutrição enteral, sem uma relação causal, mas que obrigam a suspensão ou a escolha de um acesso nutricional mais adequado: A administração rápida de dietas, principalmente as hiperosmolares, pode reduzir a motilidade gástrica; O uso de algumas medicações, tais como derivados opióides, dopamina, pode reduzir a motilidade gástrica;
Alterações neurológicas agudas: o paciente com traumatismo craniano ou em pós operatório imediato de neurocirurgias, freqüentemente apresenta alterações da motilidade gástrica;  Alterações eletrolíticas: embora a hipomotilidade gástrica seja classicamente atribuída à hipopotassemia, a hipocloremia grave também é causa de alteração da motilidade, pois o cloro participa ativamente da contratibilidade da musculatura lisa;
Pancreatite aguda é freqüente a alteração da motilidade secundária ao intenso processo  inflamatório retroperitonial;  No pós operatório de cirurgias digestivas de grande porte;  Instabilidade hemodinâmica e metabólica : nos pacientes graves, o aparecimento de vômitos associados à estase gástrica, geralmente está relacionado com a sepse grave;
A hipoalbuminemia também pode prolongar o tempo de esvaziamento gástrico,  A hiperglicemia é uma causa adicional de alteração motora de todo o trato digestivo,retarda o esvaziamento gástrico e atenua os efeitos pró cinéticos.
 
O diagnóstico diferencial do aumento do volume abdominal deve ser realizado principalmente entre a distensão gasosa e a ascite.  No decurso da nutrição enteral, a distensão gasosa abdominal pode ter várias etiologias:  Relacionadas com o paciente: Sepse grave: a distensão abdominal pode ser o primeiro sinal de sepse grave, geralmente contribuindo para o prognóstico desfavorável;
Isquemia mesentérica: pode se manifestar com distensão abdominal rapidamente progressiva mesmo sem a presença de diarréia; Constipação intestinal: é uma complicação freqüente. A inatividade, a administração inadequada de fibras insolúveis e água, e o uso de medicamentos que alteram a motilidade intestinal são os principais fatores relacionados com a constipação.
Relacionadas com a nutrição enteral: Administração rápida: em grande volume, através de seringas ou gotejamento, através de seringas ou gotejamento, especialmente com dieta gelada;  Má absorção: em relação aos carboidratos, a deficiência de lactase é uma causa clássica da distensão abdominal Contaminação microbiana.
A diarréia pode ser causada teoricamente por cinco fatores:  Substâncias osmoticamente ativas presentes na luz intestinal;  Secreção intestinal;  Inibição ou perda dos mecanismos absortivos normais de íons;  Permeabilidade anormal da mucosa;  Alteração da motilidade.
Esses mecanismos não são mutuamente exclusivos e podem ocorrer simultaneamente em um mesmo paciente no curso da nutrição enteral.  Diarréia osmolar: O uso do aparelho de infusão reduz drasticamente a diarréia mesmo em pacientes críticos ou com doenças intestinais graves. A maioria das fórmulas atuais não contém lactose, descartando-se essa causa na etiologia.
A lavagem do cateter com grandes volumes de soro fisiológico, pode ser uma das causas diarréia. As dietas podem estar contaminadas primariamente no preparo ou durante a administração. A rotina sistematizada no preparo das dietas reduz significativamente a  contaminação. A técnica continua, o tempo de administração, a decantação da dieta no frasco e a temperatura são capazes de favorecer o crescimento bacteriano.
A administração em bolus é uma das causas da diarréia, o uso da bomba de infusão reduz a diarréia,  O uso de antibióticos é uma das principais causas de diarréia em pacientes recebendo nutrição enteral. A flora intestinal é alterada, com supercrescimento bacteriano. O uso de alguns fármacos contribui para esta etiologia. Nos pacientes em nutrição enteral que apresentam diarréia persistente, em pequeno volume, como se estivesse escapando, pode-se verificar a impactação fecal e diarréia paradoxal.
A ausência de fibras, principalmente nas dietas hidrolisadas e na elementar, é um fator para o aparecimento evolutivo de diarréia. A manutenção do trofismo ileal e colônico reduz a prevalência da diarréia. Diante de um paciente em nutrição enteral apresentando diarréia torna-se importantes algumas considerações: A presença de distensão sugere contaminação ou insuficiência gastrintestinal. A continuidade e o volume de administração dependem do quadro clínico.
A presença de desnutrição grave prévia ao tratamento obriga por vezes a redução inicial do volume administrado e adição de estimuladores do trofismo intestinal tais como: glutamina e fibras solúveis.  A adequada escolha da dieta e a sua administração, o conhecimento da doença e as repercussões do tratamento, o uso rotineiro de fibras solúveis contribuem para a profilaxia da diarréia.
 
 
 
 
As microaspirações pulmonares são freqüentes e o mecanismo patogênico da pneumonia seria o refluxo do conteúdo gástrico, contaminado, para a orofaringe, que seria aspirado inicialmente para a traquéia e posteriormente, dependente de inúmeras condições locais e sistêmicas responsável pela pneumonia.  O principal mecanismo é a perda da acidez gástrica
O principal mecanismo é a perda da acidez gástrica, entretanto é necessário a presença de outras complicações que favoreçam a aspiração, tais como: A disfagia é a causa mais comum de aspiração brônquica;  Decúbito do leito, o uso da cabeceira do leito elevada, diminui o risco da aspiração Alterações do esfíncter esofagiano inferior, a presença de hérnia hiatal, refluxo gastroesofágico, hipotonia do esfíncter, facilita o refluxo do conteúdo gástrico;
Alterações da motilidade faringolaríngea: a perda do reflexo de adução faringoglótico e alterações anatômicas e funcionais dessa região também precisam ser consideradas e acompanhadas; Outras alterações como as dentárias, orais, desnutrição, redução do fluxo salivar são fatores que contribuem para a aspiração pulmonar.
Por ser a pneumonia por aspiração do gástrico uma realidade, inúmeras condutas tem sido discutidas para reduzir essa complicação: Calibre da sonda enteral: os cateteres menos calibrosos e confeccionados com material inerte reduzem outras complicações potenciais como a sinusite, citada como etiologia da pneumonia.  Via de administração;  O cateter jejunal reduz a incidência da pneumonia.
Vários procedimento têm sido sugeridos na profilaxia da pneumonia por aspiração, principalmente nos pacientes ventilados mecanicamente e alguns são motivos de controvérsias quanto a comprovada eficiência.  Uso de bomba infusora; Higiene oral adequada; Aspiração subglótica;  Elevação da cabeceira do leito;  Uso de pró cinéticos  Nutrição enteral contínua  Medida sistemática do volume residual;  Uso da via pós pilórica.
 
 
 
 
 
Normalmente decorrente da lavagem incorreta da sonda após a administração da dieta e/ou medicamentos ou dobramento e nó na sonda.  Nesta situação antes de realizar a troca da sonda deve deve-se, como medida preventiva, administrar-se 30ml de água após cada dieta, ou se já houver obstrução parcial da sonda: administrar vitamina C, água morna, enzimas ou bicarbonato de sódio para sua desobstrução.
Normalmente ocorre quando o paciente é superativo ou quando este apresente alterações do peristaltismo.  Nestes casos deve-se monitorizar constantemente, certificando-se da posição da sonda.
Estas lesões são extremamente comuns quando são colocadas sondas de grande calibre ou de pouca flexibilidade. A recomendação nestes caso é trocar imediatamente a sonda por uma de pequeno calibre, de silicone ou poliuretano, além de realizar a limpeza das narinas com freqüência e utilizar fitas adesivas  apropriadas para a fixação da sonda.
Ocorre na maioria dos pacientes que permanecem com sonda por muito tempo ou ainda quando esta é pouco flexível.  Nestes casos deve-se preferir a gastrostomia e a utilização de sondas mais finas e flexíveis.
Ocorre pela irritação do esôfago provocada pela sonda enteral.  Deve-se retirar a sonda e colocar uma gastrostomia, evitando o contado da sonda com a região a região inflamada.
 
A manutenção da glicemia em níveis aceitáveis é dependente de várias condições, mas está principalmente relacionado com o estado de resistência insulínica. O melhor tratamento de uma complicação é a profilaxia, que é implementada pelo conhecimento da repercussão metabólica da doença e pelo método nutricional empregado.
A manutenção da glicemia em níveis aceitáveis é dependente de várias condições, mas está principalmente relacionado com o estado de resistência insulínica. O melhor tratamento de uma complicação é a profilaxia, que é implementada pelo conhecimento da repercussão metabólica da doença e pelo método nutricional empregado.
Nos estados de sepse ou pós trauma, a hiperglicemia, independente da oferta nutricional, ocorre como resposta aos estímulos hormonais e citocinas. Nessas condições algumas considerações devem ser observadas:  Não iniciar o suporte nutricional com glicemias mantidas > 200mg/dl; mantidas > 200mg/dl; Controle da glicemia;  Aporte calórico progressivo na dieta.
Quando a hiperglicemia surge no decurso do suporte nutricional, o raciocínio deve ser direcionado para:  Sobrecarga glicídica;  Uso de medicamentos potencialmente capazes de originar hiperglicemia _ corticóides;  Como manifestação inicial de um processo infeccioso.  Freqüentemente na prática clínica, a ocorrência de descompensação glicêmica abrupta está associada aos eventos infecciosos, nestes casos a nutrição deverá ser mantida e a infecção controlada.
Nos pacientes recebendo nutrição enteral, em uso de insulina, a interrupção da nutrição enteral é causa freqüente de hipoglicemia quando a administração da insulina não é suspensa ou o esquema de doses não é modificado.  A monitoração da glicemia capilar deve ser realizada a cada hora durante algumas horas após a suspensão da nutrição enteral e modificação do esquema de insulina, até a estabilização da glicemia.
Os distúrbios hídricos são freqüentes durante a nutrição enteral, principalmente nos pacientes graves, quando a má distribuição hídrica resulta da oferta excessiva de água e sódio para o tratamento inicial das alterações hemodinâmicas.  Em alguns pacientes, quando existe realmente a necessidade de restrição hídrica, as dietas líquidas industrializadas não permitem a redução do aporte de água e, nestes casos o uso das dietas em pó, pode auxiliar no controle do aporte de água.
A situação mais comum está relacionada com a desidratação, devido à restrição prolongada de água. A constipação intestinal é outra complicação advinda da restrição de água durante a nutrição enteral.
 
 
 
 
 
 
Pneumotórax; Hemotórax; Punção e laceração arterial;  Lesão do ducto torácico;  Lesão do nervo frênico; Lesão da traquéia; Embolia pulmonar ou gasosa; Trombose venosa; Mal posicionamento do cateter.
Focos de contaminação do cateter: Contaminação na introdução do cateter; Emprego de soluções contaminadas; Uso inadequado do equipo de infusão; Curativos não trocados de rotina ou quando estiverem sujos; Fixação inadequada do cateter à pele; Contaminação do curativo por secreções; Técnica asséptica inadequada na troca do curativo.
 
 
Como todo método terapêutico, a nutrição parenteral não é isenta de complicações.  As complicações metabólicas estão relacionadas com o tipo e a quantidade dos macro e micronutrientes que constituem a solução de nutrição. Como os componentes nutritivos são lançados diretamente na corrente sanguínea, as variações dos hormônios intestinais são minimizadas ou abolidas
O intestino é privado da estimulação secretória induzida pelo alimento na luz gastrintestinal, ocasionando secundariamente modificações funcionais e estruturais em todo o trato digestivo. A administração excessiva ou inadequada de glicose, lipídeos ou proteínas, além das vitaminas, oligoelementos e eletrólitos é responsável pelas inúmeras complicações resultantes dos distúrbios no metabolismo desses nutrientes.
Aminoácidos: A necessidade protéica deve ser avaliada para  cada paciente e do mesmo modo que o aporte deficiente de proteínas resulta em complicações nutricionais, o excesso protéico pode originar aumento do estímulo respiratório, aumento da resposta ventilatória ao CO, e da taxa metabólica.
Glicose: Quanto ao metabolismo glicídico, a hipoglicemia, a hiperglicemia ou a administração excessiva glicose, originando a lipogênese e o aumento da produção de CO2 são os achados mais comuns. No decurso da nutrição parenteral, a secreção de insulina aumenta em até seis vezes quando comparada a basal,mantendo níveis plasmáticos elevados. Por essa razão, durante as interrupções abruptas da administração, a hipoglicemia reativa é uma complicação potencial.
A hipoglicemia pode ser evitada com a administração periférica de solução glicosada.  Embora adultos normais consigam metabolizar dificuldades até 500 g de glicose durante 24 horas, os pacientes com trauma e/ou sepse, diabéticos ou desnutridos podem ser intolerantes a ofertas bem menores de glicose.
A quantidade de glicose não deve ultrapassar 5mg/kg/hora, e quando ocorrer hiperglicemia com esses valores, algumas indagações devem ser realizadas. A glicemia estava compensada antes da nutrição parenteral?  O paciente é diabético insulina dependente, sem sepse ou trauma?  O paciente está em estado grave, com resistência à insulina?  As complicações respiratórias e hepáticas têm correlacionadas com o excesso de administração de glicose. Quando administrada em excesso, a glicose não oxidada é convertida em lipídeos
Lipídeos: Em relação aos lipídeos, as complicações estão relacionadas principalmente com a administração inadequada de ácidos graxos essenciais, velocidade de administração e com o tipo de lipídeo. tipo  O uso da nutrição parenteral 2:1 resulta em inúmeros relatos de deficiência de ácidos graxos essenciais além da oferta contínua de glicose resultar em níveis plasmáticos de insulina elevados.
Desse modo, quando indicamos a nutrição parenteral 2:1, torna-se fundamental administrar a cota mínima (100mg/kg/dia) de ácidos graxos essenciais. A hipertrigliceridemia está relacionada não somente com a dose e a velocidade da administração da solução mas também com a quantidade do agente emulsificante e concentração de triglicerídeos na emulsão.
Eletrólitos: Fundamentalmente, as complicações eletrolíticas que surgem durante a nutrição parenteral estão na dependência da doença de base, presença de disfunções de órgãos vitais e estado nutricional. As anormalidades podem ser devidas às perdas aumentadas, administração inadequada e inabilidade de excreção, principalmente renal.
Vitaminas: Os pacientes submetidos à nutrição parenteral estão, em geral, cronicamente enfermos ou hipermetabólicos e doses superiores àquelas recomendadas para indivíduos sadios são recomendadas para a correção de deficiências preexistentes e para prevenir a ocorrência de novas deficiências durante o tratamento. Contudo cabe ressaltar alguns tópicos importantes em relação às vitaminas na nutrição parenteral;
Composição vitamínica e requerimentos    deve ser conhecida  Proteção a luz solar  as vitaminas do complexo principalmente tiamina, piridoxina, riboflavina e a vitamina C sofrem efeitos da irradiação luminosa, sendo evidenciada degradação sob várias condições. Além da perda nutricional das vitaminas, a degradação do triptofano, é apontada como uma as causas das anormalidades laboratoriais hepáticas durante a nutrição parenteral
Oligoelementos: Do mesmo modo que as vitaminas, a necessidade irá depender do quadro clínico e do tratamento. O zinco em especial deve ser adicionado a solução desde o início do tratamento, mesmo quando for nutrição de curto prazo.
O melhor tratamento para as complicações da nutrição parenteral é a sua profilaxia, que começa no reconhecimento das necessidades individualizadas dos macro e micronutrientes, da composição das soluções disponíveis comercialmente e das limitações impostas pela doença e suas complicações.
Devemos lembrar que a nutrição parenteral não é um método substitutivo das outras medidas terapêuticas que devem ser utilizadas no tratamento da doença básica ou complicações associadas. Deve ser interrompida tão logo seja possível a realimentação adequada do doente pela via digestiva.
 

Complicacoes TNE e NPT

  • 1.
    Monitoramento das complicações em terapia nutricional Luciana Araujo Junqueira
  • 2.
  • 3.
  • 4.
    As complicações gastrintestinaise respiratórias – diversas razões Relacionadas – via de administração, macro e micronutrientes e paciente Profilaxia das complicações - inicio com o conhecimento dos componentes quantitativos e qualitativos da dieta, do estado nutricional e principalmente, do estado clínico do paciente. A monitorização clínica e laboratorial auxilia no diagnóstico e tratamento precoce alterações.
  • 5.
  • 6.
    A presença destesimpõe o diagnóstico diferencial das possíveis causas. Sem alterações primarias da motilidade gástrica: O aroma das dietas monoméricas e oligoméricas A osmolaridade elevada Conteúdo elevado de lipídeos da dieta;
  • 7.
    Administração de grandequantidade em bolus; O uso de medicações tais como antibióticos, quimioterápicos, digitálicos , entre inúmeras outras. Profilaxia : uso de aromatizantes pode facilitar a tolerância e reduzir os sintomas durante a administração oral. administração uniforme (bomba de infusao) e progressão lenta da dieta.
  • 8.
    Com alterações damotilidade gástrica: Pacientes graves - a intolerância digestiva é avaliada pela alteração da motilidade gástrica Critérios de definição da estase gástrica = baseados no volume residual.
  • 9.
  • 10.
    Entretanto, algumas complicaçõesclínicas ou cirúrgicas podem surgir no decurso da nutrição enteral, sem uma relação causal, mas que obrigam a suspensão ou a escolha de um acesso nutricional mais adequado: A administração rápida de dietas, principalmente as hiperosmolares, pode reduzir a motilidade gástrica; O uso de algumas medicações, tais como derivados opióides, dopamina, pode reduzir a motilidade gástrica;
  • 11.
    Alterações neurológicas agudas:o paciente com traumatismo craniano ou em pós operatório imediato de neurocirurgias, freqüentemente apresenta alterações da motilidade gástrica; Alterações eletrolíticas: embora a hipomotilidade gástrica seja classicamente atribuída à hipopotassemia, a hipocloremia grave também é causa de alteração da motilidade, pois o cloro participa ativamente da contratibilidade da musculatura lisa;
  • 12.
    Pancreatite aguda éfreqüente a alteração da motilidade secundária ao intenso processo inflamatório retroperitonial; No pós operatório de cirurgias digestivas de grande porte; Instabilidade hemodinâmica e metabólica : nos pacientes graves, o aparecimento de vômitos associados à estase gástrica, geralmente está relacionado com a sepse grave;
  • 13.
    A hipoalbuminemia tambémpode prolongar o tempo de esvaziamento gástrico, A hiperglicemia é uma causa adicional de alteração motora de todo o trato digestivo,retarda o esvaziamento gástrico e atenua os efeitos pró cinéticos.
  • 14.
  • 15.
    O diagnóstico diferencialdo aumento do volume abdominal deve ser realizado principalmente entre a distensão gasosa e a ascite. No decurso da nutrição enteral, a distensão gasosa abdominal pode ter várias etiologias: Relacionadas com o paciente: Sepse grave: a distensão abdominal pode ser o primeiro sinal de sepse grave, geralmente contribuindo para o prognóstico desfavorável;
  • 16.
    Isquemia mesentérica: podese manifestar com distensão abdominal rapidamente progressiva mesmo sem a presença de diarréia; Constipação intestinal: é uma complicação freqüente. A inatividade, a administração inadequada de fibras insolúveis e água, e o uso de medicamentos que alteram a motilidade intestinal são os principais fatores relacionados com a constipação.
  • 17.
    Relacionadas com anutrição enteral: Administração rápida: em grande volume, através de seringas ou gotejamento, através de seringas ou gotejamento, especialmente com dieta gelada; Má absorção: em relação aos carboidratos, a deficiência de lactase é uma causa clássica da distensão abdominal Contaminação microbiana.
  • 18.
    A diarréia podeser causada teoricamente por cinco fatores: Substâncias osmoticamente ativas presentes na luz intestinal; Secreção intestinal; Inibição ou perda dos mecanismos absortivos normais de íons; Permeabilidade anormal da mucosa; Alteração da motilidade.
  • 19.
    Esses mecanismos nãosão mutuamente exclusivos e podem ocorrer simultaneamente em um mesmo paciente no curso da nutrição enteral. Diarréia osmolar: O uso do aparelho de infusão reduz drasticamente a diarréia mesmo em pacientes críticos ou com doenças intestinais graves. A maioria das fórmulas atuais não contém lactose, descartando-se essa causa na etiologia.
  • 20.
    A lavagem docateter com grandes volumes de soro fisiológico, pode ser uma das causas diarréia. As dietas podem estar contaminadas primariamente no preparo ou durante a administração. A rotina sistematizada no preparo das dietas reduz significativamente a contaminação. A técnica continua, o tempo de administração, a decantação da dieta no frasco e a temperatura são capazes de favorecer o crescimento bacteriano.
  • 21.
    A administração embolus é uma das causas da diarréia, o uso da bomba de infusão reduz a diarréia, O uso de antibióticos é uma das principais causas de diarréia em pacientes recebendo nutrição enteral. A flora intestinal é alterada, com supercrescimento bacteriano. O uso de alguns fármacos contribui para esta etiologia. Nos pacientes em nutrição enteral que apresentam diarréia persistente, em pequeno volume, como se estivesse escapando, pode-se verificar a impactação fecal e diarréia paradoxal.
  • 22.
    A ausência defibras, principalmente nas dietas hidrolisadas e na elementar, é um fator para o aparecimento evolutivo de diarréia. A manutenção do trofismo ileal e colônico reduz a prevalência da diarréia. Diante de um paciente em nutrição enteral apresentando diarréia torna-se importantes algumas considerações: A presença de distensão sugere contaminação ou insuficiência gastrintestinal. A continuidade e o volume de administração dependem do quadro clínico.
  • 23.
    A presença dedesnutrição grave prévia ao tratamento obriga por vezes a redução inicial do volume administrado e adição de estimuladores do trofismo intestinal tais como: glutamina e fibras solúveis. A adequada escolha da dieta e a sua administração, o conhecimento da doença e as repercussões do tratamento, o uso rotineiro de fibras solúveis contribuem para a profilaxia da diarréia.
  • 24.
  • 25.
  • 26.
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  • 28.
    As microaspirações pulmonaressão freqüentes e o mecanismo patogênico da pneumonia seria o refluxo do conteúdo gástrico, contaminado, para a orofaringe, que seria aspirado inicialmente para a traquéia e posteriormente, dependente de inúmeras condições locais e sistêmicas responsável pela pneumonia. O principal mecanismo é a perda da acidez gástrica
  • 29.
    O principal mecanismoé a perda da acidez gástrica, entretanto é necessário a presença de outras complicações que favoreçam a aspiração, tais como: A disfagia é a causa mais comum de aspiração brônquica; Decúbito do leito, o uso da cabeceira do leito elevada, diminui o risco da aspiração Alterações do esfíncter esofagiano inferior, a presença de hérnia hiatal, refluxo gastroesofágico, hipotonia do esfíncter, facilita o refluxo do conteúdo gástrico;
  • 30.
    Alterações da motilidadefaringolaríngea: a perda do reflexo de adução faringoglótico e alterações anatômicas e funcionais dessa região também precisam ser consideradas e acompanhadas; Outras alterações como as dentárias, orais, desnutrição, redução do fluxo salivar são fatores que contribuem para a aspiração pulmonar.
  • 31.
    Por ser apneumonia por aspiração do gástrico uma realidade, inúmeras condutas tem sido discutidas para reduzir essa complicação: Calibre da sonda enteral: os cateteres menos calibrosos e confeccionados com material inerte reduzem outras complicações potenciais como a sinusite, citada como etiologia da pneumonia. Via de administração; O cateter jejunal reduz a incidência da pneumonia.
  • 32.
    Vários procedimento têmsido sugeridos na profilaxia da pneumonia por aspiração, principalmente nos pacientes ventilados mecanicamente e alguns são motivos de controvérsias quanto a comprovada eficiência. Uso de bomba infusora; Higiene oral adequada; Aspiração subglótica; Elevação da cabeceira do leito; Uso de pró cinéticos Nutrição enteral contínua Medida sistemática do volume residual; Uso da via pós pilórica.
  • 33.
  • 34.
  • 35.
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  • 38.
    Normalmente decorrente dalavagem incorreta da sonda após a administração da dieta e/ou medicamentos ou dobramento e nó na sonda. Nesta situação antes de realizar a troca da sonda deve deve-se, como medida preventiva, administrar-se 30ml de água após cada dieta, ou se já houver obstrução parcial da sonda: administrar vitamina C, água morna, enzimas ou bicarbonato de sódio para sua desobstrução.
  • 39.
    Normalmente ocorre quandoo paciente é superativo ou quando este apresente alterações do peristaltismo. Nestes casos deve-se monitorizar constantemente, certificando-se da posição da sonda.
  • 40.
    Estas lesões sãoextremamente comuns quando são colocadas sondas de grande calibre ou de pouca flexibilidade. A recomendação nestes caso é trocar imediatamente a sonda por uma de pequeno calibre, de silicone ou poliuretano, além de realizar a limpeza das narinas com freqüência e utilizar fitas adesivas apropriadas para a fixação da sonda.
  • 41.
    Ocorre na maioriados pacientes que permanecem com sonda por muito tempo ou ainda quando esta é pouco flexível. Nestes casos deve-se preferir a gastrostomia e a utilização de sondas mais finas e flexíveis.
  • 42.
    Ocorre pela irritaçãodo esôfago provocada pela sonda enteral. Deve-se retirar a sonda e colocar uma gastrostomia, evitando o contado da sonda com a região a região inflamada.
  • 43.
  • 44.
    A manutenção daglicemia em níveis aceitáveis é dependente de várias condições, mas está principalmente relacionado com o estado de resistência insulínica. O melhor tratamento de uma complicação é a profilaxia, que é implementada pelo conhecimento da repercussão metabólica da doença e pelo método nutricional empregado.
  • 45.
    A manutenção daglicemia em níveis aceitáveis é dependente de várias condições, mas está principalmente relacionado com o estado de resistência insulínica. O melhor tratamento de uma complicação é a profilaxia, que é implementada pelo conhecimento da repercussão metabólica da doença e pelo método nutricional empregado.
  • 46.
    Nos estados desepse ou pós trauma, a hiperglicemia, independente da oferta nutricional, ocorre como resposta aos estímulos hormonais e citocinas. Nessas condições algumas considerações devem ser observadas: Não iniciar o suporte nutricional com glicemias mantidas > 200mg/dl; mantidas > 200mg/dl; Controle da glicemia; Aporte calórico progressivo na dieta.
  • 47.
    Quando a hiperglicemiasurge no decurso do suporte nutricional, o raciocínio deve ser direcionado para: Sobrecarga glicídica; Uso de medicamentos potencialmente capazes de originar hiperglicemia _ corticóides; Como manifestação inicial de um processo infeccioso. Freqüentemente na prática clínica, a ocorrência de descompensação glicêmica abrupta está associada aos eventos infecciosos, nestes casos a nutrição deverá ser mantida e a infecção controlada.
  • 48.
    Nos pacientes recebendonutrição enteral, em uso de insulina, a interrupção da nutrição enteral é causa freqüente de hipoglicemia quando a administração da insulina não é suspensa ou o esquema de doses não é modificado. A monitoração da glicemia capilar deve ser realizada a cada hora durante algumas horas após a suspensão da nutrição enteral e modificação do esquema de insulina, até a estabilização da glicemia.
  • 49.
    Os distúrbios hídricossão freqüentes durante a nutrição enteral, principalmente nos pacientes graves, quando a má distribuição hídrica resulta da oferta excessiva de água e sódio para o tratamento inicial das alterações hemodinâmicas. Em alguns pacientes, quando existe realmente a necessidade de restrição hídrica, as dietas líquidas industrializadas não permitem a redução do aporte de água e, nestes casos o uso das dietas em pó, pode auxiliar no controle do aporte de água.
  • 50.
    A situação maiscomum está relacionada com a desidratação, devido à restrição prolongada de água. A constipação intestinal é outra complicação advinda da restrição de água durante a nutrição enteral.
  • 51.
  • 52.
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  • 54.
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    Pneumotórax; Hemotórax; Punçãoe laceração arterial; Lesão do ducto torácico; Lesão do nervo frênico; Lesão da traquéia; Embolia pulmonar ou gasosa; Trombose venosa; Mal posicionamento do cateter.
  • 58.
    Focos de contaminaçãodo cateter: Contaminação na introdução do cateter; Emprego de soluções contaminadas; Uso inadequado do equipo de infusão; Curativos não trocados de rotina ou quando estiverem sujos; Fixação inadequada do cateter à pele; Contaminação do curativo por secreções; Técnica asséptica inadequada na troca do curativo.
  • 59.
  • 60.
  • 61.
    Como todo métodoterapêutico, a nutrição parenteral não é isenta de complicações. As complicações metabólicas estão relacionadas com o tipo e a quantidade dos macro e micronutrientes que constituem a solução de nutrição. Como os componentes nutritivos são lançados diretamente na corrente sanguínea, as variações dos hormônios intestinais são minimizadas ou abolidas
  • 62.
    O intestino éprivado da estimulação secretória induzida pelo alimento na luz gastrintestinal, ocasionando secundariamente modificações funcionais e estruturais em todo o trato digestivo. A administração excessiva ou inadequada de glicose, lipídeos ou proteínas, além das vitaminas, oligoelementos e eletrólitos é responsável pelas inúmeras complicações resultantes dos distúrbios no metabolismo desses nutrientes.
  • 63.
    Aminoácidos: A necessidadeprotéica deve ser avaliada para cada paciente e do mesmo modo que o aporte deficiente de proteínas resulta em complicações nutricionais, o excesso protéico pode originar aumento do estímulo respiratório, aumento da resposta ventilatória ao CO, e da taxa metabólica.
  • 64.
    Glicose: Quanto aometabolismo glicídico, a hipoglicemia, a hiperglicemia ou a administração excessiva glicose, originando a lipogênese e o aumento da produção de CO2 são os achados mais comuns. No decurso da nutrição parenteral, a secreção de insulina aumenta em até seis vezes quando comparada a basal,mantendo níveis plasmáticos elevados. Por essa razão, durante as interrupções abruptas da administração, a hipoglicemia reativa é uma complicação potencial.
  • 65.
    A hipoglicemia podeser evitada com a administração periférica de solução glicosada. Embora adultos normais consigam metabolizar dificuldades até 500 g de glicose durante 24 horas, os pacientes com trauma e/ou sepse, diabéticos ou desnutridos podem ser intolerantes a ofertas bem menores de glicose.
  • 66.
    A quantidade deglicose não deve ultrapassar 5mg/kg/hora, e quando ocorrer hiperglicemia com esses valores, algumas indagações devem ser realizadas. A glicemia estava compensada antes da nutrição parenteral? O paciente é diabético insulina dependente, sem sepse ou trauma? O paciente está em estado grave, com resistência à insulina? As complicações respiratórias e hepáticas têm correlacionadas com o excesso de administração de glicose. Quando administrada em excesso, a glicose não oxidada é convertida em lipídeos
  • 67.
    Lipídeos: Em relaçãoaos lipídeos, as complicações estão relacionadas principalmente com a administração inadequada de ácidos graxos essenciais, velocidade de administração e com o tipo de lipídeo. tipo O uso da nutrição parenteral 2:1 resulta em inúmeros relatos de deficiência de ácidos graxos essenciais além da oferta contínua de glicose resultar em níveis plasmáticos de insulina elevados.
  • 68.
    Desse modo, quandoindicamos a nutrição parenteral 2:1, torna-se fundamental administrar a cota mínima (100mg/kg/dia) de ácidos graxos essenciais. A hipertrigliceridemia está relacionada não somente com a dose e a velocidade da administração da solução mas também com a quantidade do agente emulsificante e concentração de triglicerídeos na emulsão.
  • 69.
    Eletrólitos: Fundamentalmente, ascomplicações eletrolíticas que surgem durante a nutrição parenteral estão na dependência da doença de base, presença de disfunções de órgãos vitais e estado nutricional. As anormalidades podem ser devidas às perdas aumentadas, administração inadequada e inabilidade de excreção, principalmente renal.
  • 70.
    Vitaminas: Os pacientessubmetidos à nutrição parenteral estão, em geral, cronicamente enfermos ou hipermetabólicos e doses superiores àquelas recomendadas para indivíduos sadios são recomendadas para a correção de deficiências preexistentes e para prevenir a ocorrência de novas deficiências durante o tratamento. Contudo cabe ressaltar alguns tópicos importantes em relação às vitaminas na nutrição parenteral;
  • 71.
    Composição vitamínica erequerimentos deve ser conhecida Proteção a luz solar as vitaminas do complexo principalmente tiamina, piridoxina, riboflavina e a vitamina C sofrem efeitos da irradiação luminosa, sendo evidenciada degradação sob várias condições. Além da perda nutricional das vitaminas, a degradação do triptofano, é apontada como uma as causas das anormalidades laboratoriais hepáticas durante a nutrição parenteral
  • 72.
    Oligoelementos: Do mesmomodo que as vitaminas, a necessidade irá depender do quadro clínico e do tratamento. O zinco em especial deve ser adicionado a solução desde o início do tratamento, mesmo quando for nutrição de curto prazo.
  • 73.
    O melhor tratamentopara as complicações da nutrição parenteral é a sua profilaxia, que começa no reconhecimento das necessidades individualizadas dos macro e micronutrientes, da composição das soluções disponíveis comercialmente e das limitações impostas pela doença e suas complicações.
  • 74.
    Devemos lembrar quea nutrição parenteral não é um método substitutivo das outras medidas terapêuticas que devem ser utilizadas no tratamento da doença básica ou complicações associadas. Deve ser interrompida tão logo seja possível a realimentação adequada do doente pela via digestiva.
  • 75.

Notas do Editor