ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM E
APLICAÇÃO DO SAE NAS DOENÇAS DO
SISTEMA DIGESTÓRIO:
GASTRITE, ÚLCERAS E GASTROENTEROCOLITES
PROF. KAIANNY FELIX
REVISÃO DO SISTEMA DIGESTÓRIO
GASTRITE
GASTRITE
● Gastrite significa inflamação do estômago.
O termo gastrite indica a presença de
lesão epitelial gástrica associada a
regeneração da mucosa,
obrigatoriamente na presença de
inflamação.
● As gastrites podem ser de caráter agudo
ou crônico, de acordo com características
do infiltrado inflamatório.
CAUSAS
● Uso prolongado de medicamentos como aspirina ou anti-inflamatórios;
● Consumo de álcool;
● Hábito de fumar;
● Infecção pela bactéria Helicobacter pylori;
● Gastrite autoimune – ocorre quando o sistema imune produz anticorpos
que agridem e destroem as células gástricas do próprio organismo.
SINAIS E SINTOMAS
● dor de estômago intensa;
● azia;
● indigestão;
● sensação de estufamento;
● perda de apetite;
● náusea e vômito;
● presença de sangue nas fezes e no vômito.
DIAGNÓSTICO
● Endoscopia;
● Prova de acidez gástrica;
● Biopsia – pesquisa de Helicobacter pylori.
TRATAMENTO
● Gastrite aguda:
● A mucosa gástrica tem a capacidade de autorreparo depois de um episódio de
gastrite. Em regra, o cliente recupera-se em cerca de 1 dia, embora o apetite possa
estar diminuído por mais 2 ou 3 dias. Entretanto, o cliente deve abster-se de:
● Bebidas alcoólicas e alimentos até o desaparecimento dos sintomas.
● Em seguida, pode progredir para uma dieta com alimentos não irritantes. Se os
sintomas persistirem, pode ser necessária a administração de líquidos intravenosos.
● Havendo sangramento, o tratamento assemelha-se ao da hemorragia do trato GI
superior.
● A terapia de suporte pode consistir em antiácidos e antagonista do receptor de
histamina-2 (bloqueadores H2 – por exemplo, famotidina, ranitidina, inibidores da
bomba de prótons, como lansoprazol); sondagem nasogástrica (NG) e líquidos IV
podem ser necessários.
TRATAMENTO
● Gastrite crônica
● As medidas essenciais ao tratamento consistem em modificação da dieta,
repouso, redução do estresse, cessação do consumo de bebidas
alcoólicas e de AINEs, além de farmacoterapia de suporte incluindo
antiácidos, bloqueadores H2 ou inibidores da bomba de prótons. A
gastrite relacionada com a infecção pelo H. pylori é tratada com
combinações de medicamentos selecionados, que podem incluir vários
antibióticos e um inibidor da bomba de prótons.
TRATAMENTO
● Terapia farmacológica: antibióticos, inibidores da bomba de prótons (Omeprazol,
Pantoprazol e Lanzoprazol) e sais de bismuto que suprimem ou erradicam o
H.Pylori. A terapia recomendada por 10 a 14 dias inclui a terapia tríplice com dois
antibióticos (metronidazol ou amoxilina e claritromicina mais um inibidor da bomba
de prótons. Não se deve administrar antiácidos juntamente com derivados
omeprazólicos, isto porque os derivados omeprazólicos necessitam de um pH ácido
para realizar efeito.
● Tratamento cirúrgico: pode ser indicado para pacientes com úlceras intratáveis,
hemorragia potencialmente fatal, perfuração e obstrução bem como para aqueles
com Síndrome de Zollinger‑Ellison (SZE, tumor de pâncreas ou duodeno que causa
liberação excessiva do hormônio gastrina, aumentando a produção gástrica de HCl)
que não respondem ao tratamento medicamentoso.
PREVENÇÃO
● Respeite os horários das refeições.
● Prefira fazer pequenas refeições ao longo do dia a fazer uma grande refeição depois
de muitas horas em jejum;
● Mastigue bem os alimentos, pois a digestão começa na boca;
● Dê preferência a frutas menos ácidas, verduras e carnes magras. Evite:
● Tomar analgésicos;
● Café, chá mate, chocolate, refrigerantes;
● Sal em excesso;
● Enlatados, embutidos;
● Bebidas alcoólicas;
● Pimenta-do-reino;
● Leite e derivados;
● Frituras;
● Gorduras em excesso.
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
● Observar e registrar a ocorrência, a intensidade e a característica da dor abdominal.
● Inspecionar, palpar e auscultar o abdome para detectar a ocorrência de alterações tais
como distensão, rigidez e abolição de ruídos hidroaéreos.
● Observar e registrar a ocorrência e a característica de vômitos.
● Observar e registrar a ocorrência de sangue nos vômitos e/ou nas fezes.
● Monitorar sinais vitais (para a ocorrência de taquicardia e hipotensão).
● Instituir acesso venoso periférico para terapia com medicamentos e fluidos
intravenosos.
● Colher amostra de sangue venoso para monitorizar níveis do hematócrito e da
hemoglobina.
● Observar e registrar volume urinário.
● Instalar SNG para lavagem gástrica nos casos em que ocorrer hematêmese avaliar
→
perdas, remover coágulos, prevenir distensão abdominal, náuseas/vômitos
● Incentivar paciente a alternar atividades e repouso para evitar quadros de fadiga e
intolerância à atividade.
ÚLCERA GÁSTRICA
ÚLCERA GÁSTRICA
● A úlcera gástrica, ou úlcera no estômago, é
uma lesão que ocorre no revestimento
(mucosa) do estômago. Podem também
aparecer no duodeno ou no esófago.
● Os ácidos estomacais, especialmente o
clorídrico, são muito fortes. Num estômago
normal e saudável, sua ação restringe-se
somente aos alimentos, mas, em
determinadas situações, eles podem atacar
o revestimento do trato digestivo e provocar
o aparecimento de uma úlcera que destrói a
parede estomacal e do duodeno.
CAUSAS
● A principal causa é a presença da bactéria Helicobacter pylori (H. pylori).
Além da bactéria, anti-inflamatórios não-esteróides (AINEs), como a
aspirina e ibuprofeno, também são causas comuns.
● As úlceras pépticas não são causadas por estresse ou por alimentos
picantes, mas ambos podem piorar os sintomas. O tabagismo e a
ingestão de bebida alcoólica também podem piorar úlceras e impedir a
sua cura.
SINAIS E SINTOMAS
● Dor abdominal forte, que pode ser descrita como uma queimação ou pontada, e que se
localiza na parte superior do abdômen, logo abaixo do esterno
● Dor que piora quando o estômago está vazio ou durante a noite
● Dor que melhora com a ingestão de alimentos ou antiácidos
● Náuseas e vômitos
● Sangramento nas fezes ou vômitos com sangue vivo ou em “borra de café”
● Fezes escuras
● Perda de peso
● Cansaço e falta de forças por anemia
DIAGNÓSTICO
● Endoscopia digestiva alta
O médico suspeita da existência de úlceras se a pessoa apresenta a dor gástrica
característica. Às vezes, o médico simplesmente trata a úlcera de uma pessoa para
verificar se os sintomas desaparecem (o chamado tratamento empírico). Se os sintomas
desaparecerem, a pessoa provavelmente apresentava uma úlcera.
TRATAMENTO
● Antibióticos
● Medicamentos inibidores da produção de ácido
● Antiácidos
● Às vezes, cirurgia.
PREVENÇÃO
● Evitar o fumo, pois os fumantes estão mais propensos a desenvolver úlceras
● Manter uma alimentação saudável, com refeições menores e mais frequentes
● Evitar alimentos picantes, frituras e bebidas alcoólicas, que estimulam a produção
de ácidos
● Preferir alimentos cozidos, assados e grelhados
● Evitar ingerir líquidos durante as refeições
● Controlar o estresse e a saúde mental, pois condições como ansiedade, depressão e
falta de sono podem aumentar a produção de ácido gástrico
● Evitar o uso excessivo de anti-inflamatórios não esteroides, como aspirina,
ibuprofeno ou naproxeno de sódio
● Tomar medicamentos apenas sob prescrição médica
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
● Orientar sobre a importância de uma dieta rica em fibras, como
frutas e vegetais, e de evitar alimentos picantes.
● Recomendar a redução do consumo de álcool e de café.
● Incentivar a prática de atividades físicas para reduzir o estresse.
● Orientar sobre a importância de evitar o uso de cigarros.
● Preparar o paciente para os testes diagnósticos.
GASTROENTEROCOLITE
GASTROENTEROCOLITE
● A Gastroenterocolite aguda se
caracteriza pela presença de
diarreia com duração de até 2
semanas e em 95 a 98% dos
casos é causada por vírus. Em
uma porcentagem menor (1%)
tem etiologia bacteriana e suas
toxinas, sendo o restante dos
casos causado por protozoários
ou medicamentos.
● A Gastroenterocolite Aguda (GECA), também conhecida como "inflamação do
estômago e intestinos", é uma condição comum que afeta pessoas de todas as
idades, caracterizada por uma inflamação repentina do revestimento do estômago e
intestinos.
● Ela costuma ser infecciosa, geralmente causada por infecções virais, bacterianas ou
parasitárias no contexto de intoxicações alimentares, mas também pode decorrer
de reações adversas a medicamentos.
● A GECA acontece com frequência, especialmente em regiões com saneamento
básico inadequado, e pode variar em gravidade, desde casos leves e autolimitados,
onde o corpo combate a infecção por conta própria, até episódios graves que
necessitam de hospitalização, principalmente em crianças, idosos e indivíduos
imunocomprometidos.
GASTROENTEROCOLITE
CAUSAS
● A Gastroenterocolite Aguda (GECA) é causada por diversos agentes,
geralmente infecciosos, que provocam a inflamação do revestimento do
estômago e intestinos. Pode ser por várias causas:
● Infecções virais- As infecções virais são uma das principais causas da
Gastroenterocolite Aguda (GECA), especialmente em crianças menores de
5 anos. Os vírus causadores da GECA geralmente se propagam através do
contato com fezes ou vômito contaminados, seja diretamente ou por
meio de alimentos, água ou superfícies infectados.
CAUSAS
● Alguns exemplos de vírus que são causadores da GECA:
● Rotavírus: a causa mais comum em crianças, é responsável por surtos frequentes
em creches e escolas;
● Norovírus: é transmitido por alimentos contaminados ou pelo contato com pessoas
infectadas;
● Adenovírus: pode causar GECA com sintomas mais leves;
● Sapovírus: também causa sintomas mais levas, mas é menos comum;
● Astrovírus: é responsável por causar a doença em crianças e adultos.
CAUSAS
● Infecções Bacterianas- As infecções bacterianas são uma causa importante da
Gastroenterocolite Aguda (GECA), especialmente em crianças e adultos com sistema
imunológico fraco.
● Alguns exemplos de bactérias que são causadoras da GECA:
● Salmonela: presente em carnes mal cozidas, ovos crus e frango contaminado.
Causa diarreia com sangue, febre, dor abdominal e náuseas;
● Shigella: transmitida por contato fecal-oral, comum em creches e locais com má
higiene. Provoca diarreia sanguinolenta, cólicas abdominais intensas e febre;
● Escherichia coli (E. coli): algumas cepas de E. coli podem causar GECA,
especialmente em crianças. Causa diarreia aquosa, cólicas abdominais e febre;
● Campylobacter jejuni: presente em carne de frango mal cozida e leite não
pasteurizado. Provoca diarreia com sangue, febre, dor abdominal e dor de cabeça.
CAUSAS
● Infecções Parasitárias- As infecções parasitárias são um dos fatores mais relevantes
da Gastroenterocolite Aguda (GECA), especialmente em regiões com saneamento
básico precário e acesso limitado à água potável.
● Os parasitas causadores da GECA geralmente se propagam através do contato com
fezes ou solo contaminados, seja diretamente ou por meio de alimentos, água ou
superfícies contaminadas.
● Alguns exemplos de parasitas responsáveis por causar a GECA, são:
● Giardia lamblia: transmitida por água ou alimentos contaminados com cistos do
parasita. Causa diarreia crônica, náuseas, perda de peso e fadiga;
● Cryptosporidium: presente em água contaminada com fezes de animais ou
pessoas infectadas. Provoca diarreia aquosa, náuseas e vômitos, principalmente em
pessoas com sistema imunológico fraco
SINAIS E SINTOMAS
● Diarreia
● Náuseas e/ou vômito
● Dor abdominal
● Febre
● Falta de apetite
● Cansaço
● Desidratação
● Perda de peso
● Mal-estar geral
FATORES DE RISCO
● Idade
● Sistema Imunológico Fraco
● Condições de vida precárias
● Contaminação alimentar
● Manipulação inadequada de alimentos
● Alimentos com alto risco de contaminação: exemplos de alimentos que possuem
alto risco de contaminação, incluem: carnes, ovos, frutos-do-mar, laticínios e frutas e
verduras
DIAGNÓSTICO
● Cultura de fezes, PCR
● (polymerase chain reaction) ou
● Imunoensaios.
● A análise das fezes pode revelar a presença de sangue, leucócitos e
outros indicadores de infecção.
TRATAMENTO
● O uso empírico de antibiótico não é recomendado de rotina porque geralmente os
quadros são virais e auto limitados. Não existe um tratamento específico, o objetivo
é proporcionar alívio dos sintomas com medicamentos para combater a dor,febre e
os vômitos. Para prevenção da desidratação está indicada oferta frequente de
líquidos por via oral.
● Dieta: Constipante.
● Hidratação: Oral sempre é preferível nos casos leves e deve incluir água, fluidos
ricos em eletrólitos ou glicose. O volume de
● fluidos capaz de reidratar, um indivíduo de 70kg com diarreia moderada à severa, é
em torno de 3,5 litros em 24h.
● Probióticos: Apesar de seu uso ser controverso, podem ser benéficos reduzindo
tempo de doença.
● Agentes antidiarreicos
● Antimicrobianos:
PREVENÇÃO
● Mantenha as mãos sempre limpas;
● Lave muito bem os vegetais e frutas antes de consumi-los;
● Evite comer em locais com pouca higiene;
● Recuse maioneses, molhos e outros alimentos que se estragam
facilmente que estejam há muito tempo fora da geladeira;
● Cozinhe muito bem frango e ovos.
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
● Orientar o paciente a repousar e a manter-se hidratado
● Recomendar a ingestão de líquidos como água, isotônicos, chás sem cafeína, água
de coco, soro caseiro ou solução de reidratação oral (SRO)
● Orientar o paciente a evitar refrigerantes, café e bebidas com cafeína
● Recomendar uma dieta leve e de fácil digestão, como arroz branco e frutas sem
casca
● Orientar o paciente a diminuir ou evitar a ingestão de leite e derivados, grãos,
verduras e salada crua
● Recomendar o uso de antieméticos, como domperidona, difenidramina e
granisetrona, para alívio de enjoos e vômitos
● Recomendar o uso de probióticos para regular a flora bacteriana intestinal e
diminuir a diarreia

GASTRITE, ULCERAS E GASTROENTERECOLITES.

  • 1.
    ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEME APLICAÇÃO DO SAE NAS DOENÇAS DO SISTEMA DIGESTÓRIO: GASTRITE, ÚLCERAS E GASTROENTEROCOLITES PROF. KAIANNY FELIX
  • 2.
  • 3.
  • 4.
    GASTRITE ● Gastrite significainflamação do estômago. O termo gastrite indica a presença de lesão epitelial gástrica associada a regeneração da mucosa, obrigatoriamente na presença de inflamação. ● As gastrites podem ser de caráter agudo ou crônico, de acordo com características do infiltrado inflamatório.
  • 5.
    CAUSAS ● Uso prolongadode medicamentos como aspirina ou anti-inflamatórios; ● Consumo de álcool; ● Hábito de fumar; ● Infecção pela bactéria Helicobacter pylori; ● Gastrite autoimune – ocorre quando o sistema imune produz anticorpos que agridem e destroem as células gástricas do próprio organismo.
  • 6.
    SINAIS E SINTOMAS ●dor de estômago intensa; ● azia; ● indigestão; ● sensação de estufamento; ● perda de apetite; ● náusea e vômito; ● presença de sangue nas fezes e no vômito.
  • 7.
    DIAGNÓSTICO ● Endoscopia; ● Provade acidez gástrica; ● Biopsia – pesquisa de Helicobacter pylori.
  • 9.
    TRATAMENTO ● Gastrite aguda: ●A mucosa gástrica tem a capacidade de autorreparo depois de um episódio de gastrite. Em regra, o cliente recupera-se em cerca de 1 dia, embora o apetite possa estar diminuído por mais 2 ou 3 dias. Entretanto, o cliente deve abster-se de: ● Bebidas alcoólicas e alimentos até o desaparecimento dos sintomas. ● Em seguida, pode progredir para uma dieta com alimentos não irritantes. Se os sintomas persistirem, pode ser necessária a administração de líquidos intravenosos. ● Havendo sangramento, o tratamento assemelha-se ao da hemorragia do trato GI superior. ● A terapia de suporte pode consistir em antiácidos e antagonista do receptor de histamina-2 (bloqueadores H2 – por exemplo, famotidina, ranitidina, inibidores da bomba de prótons, como lansoprazol); sondagem nasogástrica (NG) e líquidos IV podem ser necessários.
  • 10.
    TRATAMENTO ● Gastrite crônica ●As medidas essenciais ao tratamento consistem em modificação da dieta, repouso, redução do estresse, cessação do consumo de bebidas alcoólicas e de AINEs, além de farmacoterapia de suporte incluindo antiácidos, bloqueadores H2 ou inibidores da bomba de prótons. A gastrite relacionada com a infecção pelo H. pylori é tratada com combinações de medicamentos selecionados, que podem incluir vários antibióticos e um inibidor da bomba de prótons.
  • 11.
    TRATAMENTO ● Terapia farmacológica:antibióticos, inibidores da bomba de prótons (Omeprazol, Pantoprazol e Lanzoprazol) e sais de bismuto que suprimem ou erradicam o H.Pylori. A terapia recomendada por 10 a 14 dias inclui a terapia tríplice com dois antibióticos (metronidazol ou amoxilina e claritromicina mais um inibidor da bomba de prótons. Não se deve administrar antiácidos juntamente com derivados omeprazólicos, isto porque os derivados omeprazólicos necessitam de um pH ácido para realizar efeito. ● Tratamento cirúrgico: pode ser indicado para pacientes com úlceras intratáveis, hemorragia potencialmente fatal, perfuração e obstrução bem como para aqueles com Síndrome de Zollinger‑Ellison (SZE, tumor de pâncreas ou duodeno que causa liberação excessiva do hormônio gastrina, aumentando a produção gástrica de HCl) que não respondem ao tratamento medicamentoso.
  • 12.
    PREVENÇÃO ● Respeite oshorários das refeições. ● Prefira fazer pequenas refeições ao longo do dia a fazer uma grande refeição depois de muitas horas em jejum; ● Mastigue bem os alimentos, pois a digestão começa na boca; ● Dê preferência a frutas menos ácidas, verduras e carnes magras. Evite: ● Tomar analgésicos; ● Café, chá mate, chocolate, refrigerantes; ● Sal em excesso; ● Enlatados, embutidos; ● Bebidas alcoólicas; ● Pimenta-do-reino; ● Leite e derivados; ● Frituras; ● Gorduras em excesso.
  • 13.
    CUIDADOS DE ENFERMAGEM ●Observar e registrar a ocorrência, a intensidade e a característica da dor abdominal. ● Inspecionar, palpar e auscultar o abdome para detectar a ocorrência de alterações tais como distensão, rigidez e abolição de ruídos hidroaéreos. ● Observar e registrar a ocorrência e a característica de vômitos. ● Observar e registrar a ocorrência de sangue nos vômitos e/ou nas fezes. ● Monitorar sinais vitais (para a ocorrência de taquicardia e hipotensão). ● Instituir acesso venoso periférico para terapia com medicamentos e fluidos intravenosos. ● Colher amostra de sangue venoso para monitorizar níveis do hematócrito e da hemoglobina. ● Observar e registrar volume urinário. ● Instalar SNG para lavagem gástrica nos casos em que ocorrer hematêmese avaliar → perdas, remover coágulos, prevenir distensão abdominal, náuseas/vômitos ● Incentivar paciente a alternar atividades e repouso para evitar quadros de fadiga e intolerância à atividade.
  • 14.
  • 15.
    ÚLCERA GÁSTRICA ● Aúlcera gástrica, ou úlcera no estômago, é uma lesão que ocorre no revestimento (mucosa) do estômago. Podem também aparecer no duodeno ou no esófago. ● Os ácidos estomacais, especialmente o clorídrico, são muito fortes. Num estômago normal e saudável, sua ação restringe-se somente aos alimentos, mas, em determinadas situações, eles podem atacar o revestimento do trato digestivo e provocar o aparecimento de uma úlcera que destrói a parede estomacal e do duodeno.
  • 16.
    CAUSAS ● A principalcausa é a presença da bactéria Helicobacter pylori (H. pylori). Além da bactéria, anti-inflamatórios não-esteróides (AINEs), como a aspirina e ibuprofeno, também são causas comuns. ● As úlceras pépticas não são causadas por estresse ou por alimentos picantes, mas ambos podem piorar os sintomas. O tabagismo e a ingestão de bebida alcoólica também podem piorar úlceras e impedir a sua cura.
  • 17.
    SINAIS E SINTOMAS ●Dor abdominal forte, que pode ser descrita como uma queimação ou pontada, e que se localiza na parte superior do abdômen, logo abaixo do esterno ● Dor que piora quando o estômago está vazio ou durante a noite ● Dor que melhora com a ingestão de alimentos ou antiácidos ● Náuseas e vômitos ● Sangramento nas fezes ou vômitos com sangue vivo ou em “borra de café” ● Fezes escuras ● Perda de peso ● Cansaço e falta de forças por anemia
  • 18.
    DIAGNÓSTICO ● Endoscopia digestivaalta O médico suspeita da existência de úlceras se a pessoa apresenta a dor gástrica característica. Às vezes, o médico simplesmente trata a úlcera de uma pessoa para verificar se os sintomas desaparecem (o chamado tratamento empírico). Se os sintomas desaparecerem, a pessoa provavelmente apresentava uma úlcera.
  • 19.
    TRATAMENTO ● Antibióticos ● Medicamentosinibidores da produção de ácido ● Antiácidos ● Às vezes, cirurgia.
  • 20.
    PREVENÇÃO ● Evitar ofumo, pois os fumantes estão mais propensos a desenvolver úlceras ● Manter uma alimentação saudável, com refeições menores e mais frequentes ● Evitar alimentos picantes, frituras e bebidas alcoólicas, que estimulam a produção de ácidos ● Preferir alimentos cozidos, assados e grelhados ● Evitar ingerir líquidos durante as refeições ● Controlar o estresse e a saúde mental, pois condições como ansiedade, depressão e falta de sono podem aumentar a produção de ácido gástrico ● Evitar o uso excessivo de anti-inflamatórios não esteroides, como aspirina, ibuprofeno ou naproxeno de sódio ● Tomar medicamentos apenas sob prescrição médica
  • 21.
    CUIDADOS DE ENFERMAGEM ●Orientar sobre a importância de uma dieta rica em fibras, como frutas e vegetais, e de evitar alimentos picantes. ● Recomendar a redução do consumo de álcool e de café. ● Incentivar a prática de atividades físicas para reduzir o estresse. ● Orientar sobre a importância de evitar o uso de cigarros. ● Preparar o paciente para os testes diagnósticos.
  • 22.
  • 23.
    GASTROENTEROCOLITE ● A Gastroenterocoliteaguda se caracteriza pela presença de diarreia com duração de até 2 semanas e em 95 a 98% dos casos é causada por vírus. Em uma porcentagem menor (1%) tem etiologia bacteriana e suas toxinas, sendo o restante dos casos causado por protozoários ou medicamentos.
  • 24.
    ● A GastroenterocoliteAguda (GECA), também conhecida como "inflamação do estômago e intestinos", é uma condição comum que afeta pessoas de todas as idades, caracterizada por uma inflamação repentina do revestimento do estômago e intestinos. ● Ela costuma ser infecciosa, geralmente causada por infecções virais, bacterianas ou parasitárias no contexto de intoxicações alimentares, mas também pode decorrer de reações adversas a medicamentos. ● A GECA acontece com frequência, especialmente em regiões com saneamento básico inadequado, e pode variar em gravidade, desde casos leves e autolimitados, onde o corpo combate a infecção por conta própria, até episódios graves que necessitam de hospitalização, principalmente em crianças, idosos e indivíduos imunocomprometidos. GASTROENTEROCOLITE
  • 25.
    CAUSAS ● A GastroenterocoliteAguda (GECA) é causada por diversos agentes, geralmente infecciosos, que provocam a inflamação do revestimento do estômago e intestinos. Pode ser por várias causas: ● Infecções virais- As infecções virais são uma das principais causas da Gastroenterocolite Aguda (GECA), especialmente em crianças menores de 5 anos. Os vírus causadores da GECA geralmente se propagam através do contato com fezes ou vômito contaminados, seja diretamente ou por meio de alimentos, água ou superfícies infectados.
  • 26.
    CAUSAS ● Alguns exemplosde vírus que são causadores da GECA: ● Rotavírus: a causa mais comum em crianças, é responsável por surtos frequentes em creches e escolas; ● Norovírus: é transmitido por alimentos contaminados ou pelo contato com pessoas infectadas; ● Adenovírus: pode causar GECA com sintomas mais leves; ● Sapovírus: também causa sintomas mais levas, mas é menos comum; ● Astrovírus: é responsável por causar a doença em crianças e adultos.
  • 27.
    CAUSAS ● Infecções Bacterianas-As infecções bacterianas são uma causa importante da Gastroenterocolite Aguda (GECA), especialmente em crianças e adultos com sistema imunológico fraco. ● Alguns exemplos de bactérias que são causadoras da GECA: ● Salmonela: presente em carnes mal cozidas, ovos crus e frango contaminado. Causa diarreia com sangue, febre, dor abdominal e náuseas; ● Shigella: transmitida por contato fecal-oral, comum em creches e locais com má higiene. Provoca diarreia sanguinolenta, cólicas abdominais intensas e febre; ● Escherichia coli (E. coli): algumas cepas de E. coli podem causar GECA, especialmente em crianças. Causa diarreia aquosa, cólicas abdominais e febre; ● Campylobacter jejuni: presente em carne de frango mal cozida e leite não pasteurizado. Provoca diarreia com sangue, febre, dor abdominal e dor de cabeça.
  • 28.
    CAUSAS ● Infecções Parasitárias-As infecções parasitárias são um dos fatores mais relevantes da Gastroenterocolite Aguda (GECA), especialmente em regiões com saneamento básico precário e acesso limitado à água potável. ● Os parasitas causadores da GECA geralmente se propagam através do contato com fezes ou solo contaminados, seja diretamente ou por meio de alimentos, água ou superfícies contaminadas. ● Alguns exemplos de parasitas responsáveis por causar a GECA, são: ● Giardia lamblia: transmitida por água ou alimentos contaminados com cistos do parasita. Causa diarreia crônica, náuseas, perda de peso e fadiga; ● Cryptosporidium: presente em água contaminada com fezes de animais ou pessoas infectadas. Provoca diarreia aquosa, náuseas e vômitos, principalmente em pessoas com sistema imunológico fraco
  • 29.
    SINAIS E SINTOMAS ●Diarreia ● Náuseas e/ou vômito ● Dor abdominal ● Febre ● Falta de apetite ● Cansaço ● Desidratação ● Perda de peso ● Mal-estar geral
  • 30.
    FATORES DE RISCO ●Idade ● Sistema Imunológico Fraco ● Condições de vida precárias ● Contaminação alimentar ● Manipulação inadequada de alimentos ● Alimentos com alto risco de contaminação: exemplos de alimentos que possuem alto risco de contaminação, incluem: carnes, ovos, frutos-do-mar, laticínios e frutas e verduras
  • 31.
    DIAGNÓSTICO ● Cultura defezes, PCR ● (polymerase chain reaction) ou ● Imunoensaios. ● A análise das fezes pode revelar a presença de sangue, leucócitos e outros indicadores de infecção.
  • 32.
    TRATAMENTO ● O usoempírico de antibiótico não é recomendado de rotina porque geralmente os quadros são virais e auto limitados. Não existe um tratamento específico, o objetivo é proporcionar alívio dos sintomas com medicamentos para combater a dor,febre e os vômitos. Para prevenção da desidratação está indicada oferta frequente de líquidos por via oral. ● Dieta: Constipante. ● Hidratação: Oral sempre é preferível nos casos leves e deve incluir água, fluidos ricos em eletrólitos ou glicose. O volume de ● fluidos capaz de reidratar, um indivíduo de 70kg com diarreia moderada à severa, é em torno de 3,5 litros em 24h. ● Probióticos: Apesar de seu uso ser controverso, podem ser benéficos reduzindo tempo de doença. ● Agentes antidiarreicos ● Antimicrobianos:
  • 33.
    PREVENÇÃO ● Mantenha asmãos sempre limpas; ● Lave muito bem os vegetais e frutas antes de consumi-los; ● Evite comer em locais com pouca higiene; ● Recuse maioneses, molhos e outros alimentos que se estragam facilmente que estejam há muito tempo fora da geladeira; ● Cozinhe muito bem frango e ovos.
  • 34.
    CUIDADOS DE ENFERMAGEM ●Orientar o paciente a repousar e a manter-se hidratado ● Recomendar a ingestão de líquidos como água, isotônicos, chás sem cafeína, água de coco, soro caseiro ou solução de reidratação oral (SRO) ● Orientar o paciente a evitar refrigerantes, café e bebidas com cafeína ● Recomendar uma dieta leve e de fácil digestão, como arroz branco e frutas sem casca ● Orientar o paciente a diminuir ou evitar a ingestão de leite e derivados, grãos, verduras e salada crua ● Recomendar o uso de antieméticos, como domperidona, difenidramina e granisetrona, para alívio de enjoos e vômitos ● Recomendar o uso de probióticos para regular a flora bacteriana intestinal e diminuir a diarreia