Cisto ovariano funcional
MARCELO MADUREIRA MONTRONI – A2
DR. NAIM ABDALA JÚNIOR: PRECEPTOR
Cisto ovariano funcional
• Geralmente pequeno < de 5 cm, uniloculado, principalmente em
mulheres em idade fértil.
• Anecogênicos
• Sem vegetações ou nódulos.
• Septos uniformes.
Características Principais
Cisto folicular
Diagnóstico ultra-sonográfico:
• Cisto simples, acima de 2,5 cm, redondo ou
ovóide, unilocular, anecogênico,paredes externas
fina e lisa, reforço acústico posterior e geralmente
unilateral .
• Acima de 2,5 cm, (<2,5cm corresponde a folículo
ovariano).
Cisto folicular
Folículo faIha na ovulação,
não involui e distende-se.
Evolução
•Regressão em 3-6 meses
•Torção / Rotura (raramente)
Cisto folicular
Cisto folicular. (A) O aspecto morfológico é característico de benignidade.
(B) O Doppler colorido de amplitude mostra vasos na periferia do ovário.
Cisto folicular
• Existem outras formas de apresentação,
como os chamados "cisto dentro do cisto".
• Ao Doppler colorido observa·se vascularização na
porção do parênquima que separa ambos os cistos
• Doppler de amplitude identificando os vasos na
porção de parênquima que separa os cistos
Cisto folicular hemorrágico
(CFH)
• Achado freqüente na ultra-sonografia pélvica de rotina.
• Os cistos de ovário têm uma grande variedade de manifestações de
imagens que podem ser confundidas com outros tumores anexiais.
• O diagnóstico correto permite o tratamento conservador, evitando
procedimentos diagnósticos invasivos ou adicionais e tratamento cirúrgico
desnecessários
Cisto folicular hemorrágico
(CFH)
Diagnóstico ultrassonográfico
• Massa tumoral de paredes finas de 2 a 3 mm de
espessura, bem definida e regular.
• Seu diâmetro médio está entre 3 e 3,5 cm.
• Reforço acústico posterior.
• Apresenta ecos focais ou difusos de baixa
ecogenicidade, dependendo da extensão e da
idade do sangramento, desenhando células que se
unem como uma rede: favo de mel.
• Vacularização periférica, sugerindo benignidade.
Cisto folicular hemorrágico
(CFH)
• A paciente é colocada em diferentes decúbitos e posições demonstrando-se que o coágulo não se
desloca da área original
• O CFH pode simular gravidez ectópica, por manifestar-se como um anel fino, ecogênico central, que
é considerado um dos achados preditivos da gravidez ectópica.
• CFH também pode simular neoplasia ovariana como o cistoadecarcinoma papilífero.
• O coágulo retraído pode tornar-se muito pequeno e simular um nódulo ou papila da parede;
porém o doppler mostra a ausência de fluxo no coágulo. Isto contrasta com o nódulo neoplásico
parietal que é tipicamente vascular;
Cisto do corpo lúteo
• Corpo lúteo é uma estrutura hipoêcogenica frequentemente
medindo menos de 2,0 cm e que involui no prazo de 14 dias.
• A ocorrência de hemorragia no seu interior ou a falta da sua
absorção produz um cisto funcional geralmente unilocular,
unilateral, de 0,5 a 1,1 cm no maior diâmetro.
• Tendem a ser maiores que os cistos foliculares e com frequência
mais sintomáticos.
• Manifestações: dor, metrorragia e/ou massa palpável..
Cisto do corpo lúteo
Diagnóstico ultra-sonográfico:
• Muito raramente podem ser anecogênicos,
mas com freqüência existem
ecos internos difusos de baixo nível.
• A morfologia do corpo lúteo à ultrasonografia
mostra cisto de paredes levemente espessadas com
conteúdo ecogênico.
• É possível observar perfeitamente
que se encontra dentro do parênquima
ovariano
Cisto do corpo lúteo
Doppler:
• Doppler colorido ou de amplitude
veremos a imagem característica do corpo
lúteo denominada anel vascular ou
halo de fogo.
• índice de resistência (IR) é baixo, mas
nunca inferior a 0,40.
Cisto do corpo lúteo
Se o óvulo é fertilizado, o corpo lúteo continua seu
desenvolvimento como corpo lúteo gravídico. Em
aproximadamente 16 semanas, a maioria deles foi reabsorvida.
Cisto do corpo lúteo hemorrágico
Diagnóstico ultrassonográfico
• Apresenta-se como uma massa ecogênica,
caso tenha havido hemorragia
aguda.
• O líquido é heterogêneo, não sendo
observado em todo o volume da coleção.
• Sua parede externa é lisa e regular, porém mais
espessa que a do CFH.
Cisto do corpo lúteo hemorrágico
Com frequência está associado à dor pélvica aguda.
Se a estrutura cística é complexa, com algumas septações,
significa que a hemorragia ocorreu há algum tempo e está
em fase de resolução.
Cisto tecaluteínico
• Associado a níveis elevados de bhcg , como na doença trofoblástica
gestacional ou na síndrome de hiperestimulação ovariana.
• O seu achado em gravidez normal é raro, porém aparece com
frequência na gestação gemelar, devido à hiperreação luteínica.
Cisto tecaluteínico
Diagnóstico ultrassonográfico
• Múltiplas coleções simples, de contornos
regulares e conteúdo líquido
anecogênico.
• Bilaterais, de parede fina bem definida.
• Ambos os ovários estão muito aumentados
de tamanho, chegando a medir
o diâmetro longitudinal até 15 cm.
• Podem sofrer hemorragia, torção e
ruptura.
• Regridem quando se suprime a causa.
Cisto tecaluteínico
Doppler
• Exame cuidadoso mostra
tecido ovariano entre as
coleções, visibilizando-se
mais bem os vasos
ovarianos nessa pequena
porção do parênquima que
os separa.
• A vascularização dos
cistos funcionais podendo
variar.
Considerações
•Cistos funcionais são encontrados durante o
período reprodutivo
•Diante de uma imagem cística no ovário de
uma paciente na menacme, considerar como
primeira hipótese diagnóstica um cisto funcional
•O cisto funcional regride espontaneamente,
independente do uso hormonal
•O acompanhamento evolutivo pode definir o
diagnóstico e a conduta do ginecologista
BIBLIOGRAFIA:
TRATADO DE ULTRASSONOGRAFIA
DIAGNÓSTICA 4ª Edição – Rumack et al
ULTRASSONOGRAFIA EM GINECOLOGIA E
OBSTETRÍCIA – Autor:Ayrton Roberto Pastore
Editor: Giovanni Guido Cerri

Cisto ovariano funcional

  • 1.
    Cisto ovariano funcional MARCELOMADUREIRA MONTRONI – A2 DR. NAIM ABDALA JÚNIOR: PRECEPTOR
  • 2.
    Cisto ovariano funcional •Geralmente pequeno < de 5 cm, uniloculado, principalmente em mulheres em idade fértil. • Anecogênicos • Sem vegetações ou nódulos. • Septos uniformes. Características Principais
  • 3.
    Cisto folicular Diagnóstico ultra-sonográfico: •Cisto simples, acima de 2,5 cm, redondo ou ovóide, unilocular, anecogênico,paredes externas fina e lisa, reforço acústico posterior e geralmente unilateral . • Acima de 2,5 cm, (<2,5cm corresponde a folículo ovariano).
  • 4.
    Cisto folicular Folículo faIhana ovulação, não involui e distende-se. Evolução •Regressão em 3-6 meses •Torção / Rotura (raramente)
  • 5.
    Cisto folicular Cisto folicular.(A) O aspecto morfológico é característico de benignidade. (B) O Doppler colorido de amplitude mostra vasos na periferia do ovário.
  • 6.
    Cisto folicular • Existemoutras formas de apresentação, como os chamados "cisto dentro do cisto". • Ao Doppler colorido observa·se vascularização na porção do parênquima que separa ambos os cistos • Doppler de amplitude identificando os vasos na porção de parênquima que separa os cistos
  • 7.
    Cisto folicular hemorrágico (CFH) •Achado freqüente na ultra-sonografia pélvica de rotina. • Os cistos de ovário têm uma grande variedade de manifestações de imagens que podem ser confundidas com outros tumores anexiais. • O diagnóstico correto permite o tratamento conservador, evitando procedimentos diagnósticos invasivos ou adicionais e tratamento cirúrgico desnecessários
  • 8.
    Cisto folicular hemorrágico (CFH) Diagnósticoultrassonográfico • Massa tumoral de paredes finas de 2 a 3 mm de espessura, bem definida e regular. • Seu diâmetro médio está entre 3 e 3,5 cm. • Reforço acústico posterior. • Apresenta ecos focais ou difusos de baixa ecogenicidade, dependendo da extensão e da idade do sangramento, desenhando células que se unem como uma rede: favo de mel. • Vacularização periférica, sugerindo benignidade.
  • 9.
    Cisto folicular hemorrágico (CFH) •A paciente é colocada em diferentes decúbitos e posições demonstrando-se que o coágulo não se desloca da área original • O CFH pode simular gravidez ectópica, por manifestar-se como um anel fino, ecogênico central, que é considerado um dos achados preditivos da gravidez ectópica. • CFH também pode simular neoplasia ovariana como o cistoadecarcinoma papilífero. • O coágulo retraído pode tornar-se muito pequeno e simular um nódulo ou papila da parede; porém o doppler mostra a ausência de fluxo no coágulo. Isto contrasta com o nódulo neoplásico parietal que é tipicamente vascular;
  • 10.
    Cisto do corpolúteo • Corpo lúteo é uma estrutura hipoêcogenica frequentemente medindo menos de 2,0 cm e que involui no prazo de 14 dias. • A ocorrência de hemorragia no seu interior ou a falta da sua absorção produz um cisto funcional geralmente unilocular, unilateral, de 0,5 a 1,1 cm no maior diâmetro. • Tendem a ser maiores que os cistos foliculares e com frequência mais sintomáticos. • Manifestações: dor, metrorragia e/ou massa palpável..
  • 11.
    Cisto do corpolúteo Diagnóstico ultra-sonográfico: • Muito raramente podem ser anecogênicos, mas com freqüência existem ecos internos difusos de baixo nível. • A morfologia do corpo lúteo à ultrasonografia mostra cisto de paredes levemente espessadas com conteúdo ecogênico. • É possível observar perfeitamente que se encontra dentro do parênquima ovariano
  • 12.
    Cisto do corpolúteo Doppler: • Doppler colorido ou de amplitude veremos a imagem característica do corpo lúteo denominada anel vascular ou halo de fogo. • índice de resistência (IR) é baixo, mas nunca inferior a 0,40.
  • 13.
    Cisto do corpolúteo Se o óvulo é fertilizado, o corpo lúteo continua seu desenvolvimento como corpo lúteo gravídico. Em aproximadamente 16 semanas, a maioria deles foi reabsorvida.
  • 14.
    Cisto do corpolúteo hemorrágico Diagnóstico ultrassonográfico • Apresenta-se como uma massa ecogênica, caso tenha havido hemorragia aguda. • O líquido é heterogêneo, não sendo observado em todo o volume da coleção. • Sua parede externa é lisa e regular, porém mais espessa que a do CFH.
  • 15.
    Cisto do corpolúteo hemorrágico Com frequência está associado à dor pélvica aguda. Se a estrutura cística é complexa, com algumas septações, significa que a hemorragia ocorreu há algum tempo e está em fase de resolução.
  • 16.
    Cisto tecaluteínico • Associadoa níveis elevados de bhcg , como na doença trofoblástica gestacional ou na síndrome de hiperestimulação ovariana. • O seu achado em gravidez normal é raro, porém aparece com frequência na gestação gemelar, devido à hiperreação luteínica.
  • 17.
    Cisto tecaluteínico Diagnóstico ultrassonográfico •Múltiplas coleções simples, de contornos regulares e conteúdo líquido anecogênico. • Bilaterais, de parede fina bem definida. • Ambos os ovários estão muito aumentados de tamanho, chegando a medir o diâmetro longitudinal até 15 cm. • Podem sofrer hemorragia, torção e ruptura. • Regridem quando se suprime a causa.
  • 18.
    Cisto tecaluteínico Doppler • Examecuidadoso mostra tecido ovariano entre as coleções, visibilizando-se mais bem os vasos ovarianos nessa pequena porção do parênquima que os separa. • A vascularização dos cistos funcionais podendo variar.
  • 19.
    Considerações •Cistos funcionais sãoencontrados durante o período reprodutivo •Diante de uma imagem cística no ovário de uma paciente na menacme, considerar como primeira hipótese diagnóstica um cisto funcional •O cisto funcional regride espontaneamente, independente do uso hormonal •O acompanhamento evolutivo pode definir o diagnóstico e a conduta do ginecologista
  • 20.
    BIBLIOGRAFIA: TRATADO DE ULTRASSONOGRAFIA DIAGNÓSTICA4ª Edição – Rumack et al ULTRASSONOGRAFIA EM GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA – Autor:Ayrton Roberto Pastore Editor: Giovanni Guido Cerri

Notas do Editor

  • #4 Cisto simples, redondo ou ovóide, unilocular, anecogênico,paredes externas fina e lisa. Geralmente unilateral.
  • #6 Cisto folicular. (A) O aspecto morfológico é característico de benignidade. Doppler colorido de amplitude mostra vasos B na periferia do ovário. (B) O
  • #7 Doppler • O cisto menor dentro do cisto maiortambém tem vascularização periférica porque está acompanhado por um fino parênquima ovariano que não deve ser confundido com septação (Fig. 60-5). Cisto dentro de cisto. (A) Ao Doppler colorido observa·se vascularização na porção do parênquima que separa ambos os cistos (setas). (B) Doppler de amplitude identificando os vasos na porção de parênquima que separa os cistos. (C) O Doppler pulsado da onda de velocidade de fluxo da artéria ovariana demonstra padrão espectral normal.
  • #9 Cisto folicular hemorrágico. (A) AS[:lecto característico em rede ou parede de favo de mel. (B) Doppler colorido de amplitude mostra a vascularização periférica, sugerindo benignidade. (C) Favo de mel. Comparar o aspecto das paredes dos favos (cabeça de setas brancas)
  • #10 Cisto folicular hemorrágico com reorganização diferente do coágulo que se aderiu na sua parede superior e lateral. (A ) O Doppler mostra ausência da vascularização interna e o material interno do cisto não se modificou com as manobras de decúbito. (B) Doppler de amplitude demonstra que os vasos sangüíneos pertencem apenas ao parênquima ovariano normal (cabeça de B setas = vasos do parênquima ovariano).
  • #16 5. Corpo lúteo hemorrágico. O Doppler de amplitude mostra o anel vascular e observa-se que o líquido no seu interior é heterogêneo sem ocupar todo o cisto.