SlideShare uma empresa Scribd logo
Compreendendo e prevenindo Cirrose Hepática Dr. Tadeu Pacheco
Cirrose Boa Noite
Cirrose Hepática Conceituando Cirrose é um processo hepático difuso caracterizado por fibrose e transformação da arquitetura normal em nódulos estruturalmente anormais. Portanto, para a definição de cirrose adotamos o critério anatomopatológico.
Cirrose Hepática Lesão hepatocelular Inflamação do Parênquima Regeneração Nodular e proliferação de tecido conjuntivo
Cirrose Hepática
Morfológica Micronodular Macronodular Mista Septal incompleta ( Multinlobular) Etiológica  Funcional Álcool Hepatite viral “C” Obstrução biliar Congestiva Hemocromatose Auto-imune Deficiência de alfa-1-antitripsina Idiopática ou criptogenética Moléstia de Wilso.......... Cirrose Hepática Classificação
Patogênese . Há três mecanismos patológicos principais que se associam, formando a cirrose: - morte celular, fibrose e regeneração Isso deve ocorrer de maneira constante e persistente durante longo período. Exemplos: Metotrexato – pode produzir cirrose quando usada regularmente durante 2 ou mais anos Alcool – pode produzir cirrose se usado em dose alta durante vários anos. O TEMPO NECESSÁRIO PODE VARIAR CONSIDERAVELMENTE.
Cirrose Hepática Quadro clínico Idade Na maior parte das vezes entre 40 e 70 anos de idade. Entretanto as cirroses denominadas genéticas são mais comuns na infância e na adolescência. Sexo Cirroses alcoolicas, criptogenéticas e a hemocromatose são mais frequentes em homens. A cirrose biliar primária e auto-imune são predominantes da mulher. Região e raça Sintomas – como consequência da cirrose duas modalidades fundamentais de alteração irão ocorrer: insuficiência hepatocelular e hipertensão portal :  anorexia, náuseas, desconforto abdominal, dor no abdômen, fraqueza, cansaço fácil, emagrecimento, urina escura , hematemese e melena, ascite, edema, febre,alterações psíquicas.
Cirrose Hepática Diagnóstico Dados clínicos –  sinais importantes Telangectazia, eritema palmar, atrofia testicular, ginecomastia, baço palpável, ictericia, ascite, palpação de borda hepática firme e irregular. Laboratoriais AST(TGO), ALT(TGP);(TGO/TGP < 1= Cirrose hepática) (TGO/TGP = ou > = hepatite ou cirrose alcoólica) (TGO aumentado pode ser  cetoascidose diabética)  FOSFATASE ALCALINA (quando persistentemente aumentada sem presença de ictericia em um cirrótico, pensar na coeexistência de tumor primitivo ou metastático do fígado)  Bilirrubinas totais e frações, Gama gt, coagulograma completo;Protenas totais e fraçoes Imagem;  Fibroscan-elastografia Biópsia – Não esta indicada quando houver a alteração da coagulação e presença de ascite. O tempo de protombina deve estar no mínimo 50% e as plaquetas no mínimo 100.000/ mm
Cirrose Hepática Diagnóstico Dados clínicos –  sinais importantes Telangectazia, eritema palmar, atrofia testicular, ginecomastia, baço palpável, ictericia, ascite, palpação de borda hepática firme e irregular.
Cirrose Hepática Diagnóstico A BIOPSIA  HEPÁTICA POSSIBILITA: Confirmar o diagnóstico da cirrose Identificar seu tipo Verificar intensidade e atividade Fornecer elementos para o diagnóstico etiológico Dados sobre o prognóstico Resposta terapêutica
Cirrose Hepática Fatores de risco Quantidade de etanol ingerida Tempo de ingestão (anos) Continuidade Dano hepático “inicial” Sexo feminino Fator genético Desnutrição
Cirrose Hepática Ingestão de etanol A continuidade de ingestão alcoólica favorece os efeitos tóxicos do álcool. Alguns autores acreditam que o consumo etílico, exclusivamente em fins de semana, pode de um modo geral, ocasionar comprometimento hepático menos acentuado do que o produzido pela ingestão diária. A descontinuidade favorece a “recuperação” do dano hepático. Entre 10% e 15% de consumidores pesados de ácool, vão a cirrose
Cirrose Hepática Tratamento Eliminar a Causa...(Etiologico) Paliativo :  trata as complicações de hipertensão portal (insuficiência hepática e sangramento das varizes esofagianas) Definitivo:  Transplante   Geral:quando compensada= dieta=hipercalórica(3000 c/dia),hipoproteica (70/90 g/  dia) e hipogordurosa e suplementação vitamínica ( vitaminas A,  do complexo B e C) áscido fólico. Medicamentoso -  diminuir a fibrose hepática: colchicina e penicilamina. Cirrose alcoólica – S – adenosil – L – metionina ( Same)
Cirrose Hepática O grande desafio SABER QUANDO TRANSPLANTAR O transplante é, atualmente, medida terapêutica muito importante, que pode proporcionar, em considerável número de cirróticos, boa qualidade de vida e retorno à sociedade, com plena capacidade produtiva.
Cirrose Hepática Aspectos de interesse prático  Na prática médica diária, observa-se mais frequentemente três tipos de cirrose:  Alcoólica, Víral e Criptogenética  (em alguns países, como na Inglaterra)
Cirrose Hepática   Aspectos de interesse prático  Além das classificações morfológica, etiológica, classificação de Child, Turcotte e Pugh deve-se incluir também a que se baseia em escores MELD (avaliação da fase terminal) Modelo matemático MELD, o qual utiliza três parâmetros laboratoriais, que se obtêm facilmente na rotina de qualquer hepatopatia crônica. A equação para calcular o escore MELD = 9,57 x loge creatinina mg/dL + 3,78 x loge bilirrubina (total) mg/dL + 11,20 x loge INR + 6,42, arredondando-se o resultado para o próximo número inteiro. O valor máximo de creatinina vai até 4.
Cirrose Hepática Aspectos de interesse prático
Principais proteínas produzidas pelo fígado PROTEINA FUNÇÃO ASSOCIAÇÃO  COM DOENÇA  HEPÁTICA Albumina Proteína carreadora, reguladora osmótica Diminuída na doença hepática crônica Alfatetoproteína Proteína carreadora Aumentada no carcinoma hepatocelular Alfa 1 antitripsina Inibe elastina Mutações causam doença respiratória e hepática Ceruloplasmina Ferroxidase Diminuída na doença de Wilson Fibrinogênio Percursor da fibrina, processo cicatricial Diminuído na doença hepática crônica Transferrina Proteína carreadora de ferro Aumentada na hemocromatose
Causas de baixa concentração  CAUSAS DE BAIXA CONCENTRAÇÃO PLASMÁTICA DE ALBUMINA Síntese reduzida :  - má nutrição - má absorção - doença hepática - doença maligna Perda aumentada : - proteinúria (sindrome nefrótica) - enteropatia perdedora de proteína (doença inflamatória intestinal) - queimaduras - doença cutânea exsudativa Catabolismo aumentado: -  estados hipercatabólicos (pós-operatório) Hiperidratação  - Variação genética: - analbuminemia - síntese interrompida - doenças inflamatórias aguda ou crônica
Reserva funcional Parâmetros Laboratoriais Boa Pouco alterada Muito alterada Bilirrubina totais < 2,5 mg% 2,5 a 6 mg% > 6 mg% Albuminemia > 3,5 mg% 2,5 a 3,5 mg% < 2,5 mg% Atividade de protombina 80% a 100% 40% a 79% < 40% Pseudocolines- terase* 1.900 a  3.200 U 800 a 1.900 U < 800 U
Cirrose Hepática Aspectos de interesse prático  Recentemente foi recomendada classificação internacional ( Consenso Workshop of Baveno IV) para análise da história natural da cirrose e identificação de fatores prognósticos.
Cirrose Hepática Aspectos de interesse prático  Segundo essa classificação há quatro fases clínicas da cirrose:  Ausência de varizes de esôfago e de ascite. Presença de varizes sem ascite e sem sangramento. Presença de ascite, com ou sem varizes, em pacientes que nunca sangraram. Cirroses são consideradas compensadas quando estão nas fases 1 e 2 e descompensadas quando nas fases 3 e 4.
Cirrose Hepática   Aspectos de interesse prático  Ascite é sinal de descompensação da cirrose.
Cirrose Hepática   Aspectos de interesse prático  O tratamento antiviral em pacientes com cirrose compensada pode proporcionar bons resultados.
Cirrose Hepática OBSERVAÇÕES  IMPORTANTES É considerada dose elevada de ingestão de etanol, dois ou mais gramas por quilo de peso/dia
Referências bibliográficas - Bonacici M. Diagnosis and management of cirrohis in coinfected patents. J Acquir Immune Defic Syndr 2007; 45:538-46 - Gong Y, Huang  Z, Christensen E et al.Am J Gastroenterol 2007; 102: 1799-807 - Mincis M Quando indicar transplante de fígado em pacientes com doença hepática alcoólica (DHA)?  Rev Ass Med Brasil 1996; 42:242-4 - Ripoli , Groszmann R, Garcia – Tsao G et al. Hepatic venous pressure gradient predicts clinical descompensation in patients with compensated cirrhosis. Gastroenterology 2007; 133:481-8

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Insuficiência cardíaca congestiva
Insuficiência cardíaca congestivaInsuficiência cardíaca congestiva
Insuficiência cardíaca congestiva
profsempre
 
Hipertensao arterial
Hipertensao arterialHipertensao arterial
Hipertensao arterial
Ellen Santos
 
Cirrose hepática
Cirrose hepáticaCirrose hepática
Infarto agudo do miocárdio
Infarto agudo do miocárdioInfarto agudo do miocárdio
Infarto agudo do miocárdio
Laboratório Sérgio Franco
 
Insuficiência Cardíaca Congestiva - ICC
Insuficiência Cardíaca Congestiva - ICCInsuficiência Cardíaca Congestiva - ICC
Insuficiência Cardíaca Congestiva - ICC
Cíntia Costa
 
LILIANA MENDES Mini curso jovem gastro df cirrose e suas complicações
LILIANA MENDES Mini curso jovem gastro df cirrose e suas complicações LILIANA MENDES Mini curso jovem gastro df cirrose e suas complicações
LILIANA MENDES Mini curso jovem gastro df cirrose e suas complicações
Liliana Mendes
 
A insuficência renal e assistência de enfermagem
A insuficência renal e assistência de enfermagem A insuficência renal e assistência de enfermagem
A insuficência renal e assistência de enfermagem
Cleiton Ribeiro Alves
 
Cirrose Hepática
Cirrose HepáticaCirrose Hepática
Cirrose Hepática
ivanaferraz
 
Slide de Angina de Peito
Slide de Angina de PeitoSlide de Angina de Peito
Slide de Angina de Peito
SuelenMjesus
 
Aula Insuficiência Renal Crônica
Aula Insuficiência Renal CrônicaAula Insuficiência Renal Crônica
Aula Insuficiência Renal Crônica
Jucie Vasconcelos
 
Diabetes
DiabetesDiabetes
Crises Hipertensivas
Crises HipertensivasCrises Hipertensivas
Crises Hipertensivas
resenfe2013
 
Insuficiência Renal
Insuficiência Renal Insuficiência Renal
Insuficiência Renal
Patricia Nunes
 
Apresentação acidente vascular cerebral
Apresentação acidente vascular cerebralApresentação acidente vascular cerebral
Apresentação acidente vascular cerebral
Laboratório Sérgio Franco
 
Hipertensão arterial sistêmica
Hipertensão arterial sistêmicaHipertensão arterial sistêmica
Hipertensão arterial sistêmica
j2012p
 
INFARTO AGUDO MIOCÁRDIO E ANGINA PECTÓRIS
INFARTO AGUDO MIOCÁRDIO E ANGINA PECTÓRISINFARTO AGUDO MIOCÁRDIO E ANGINA PECTÓRIS
INFARTO AGUDO MIOCÁRDIO E ANGINA PECTÓRIS
Renara Kran
 
Pericardite
PericarditePericardite
Pericardite
resenfe2013
 
Doenças Cardiovasculares
Doenças Cardiovasculares Doenças Cardiovasculares
Doenças Cardiovasculares
Gabriela Bruno
 
Endocardite infecciosa
Endocardite infecciosaEndocardite infecciosa
Endocardite infecciosa
lukeni2015
 
Aula Insuficiência Renal Aguda
Aula Insuficiência Renal AgudaAula Insuficiência Renal Aguda
Aula Insuficiência Renal Aguda
Jucie Vasconcelos
 

Mais procurados (20)

Insuficiência cardíaca congestiva
Insuficiência cardíaca congestivaInsuficiência cardíaca congestiva
Insuficiência cardíaca congestiva
 
Hipertensao arterial
Hipertensao arterialHipertensao arterial
Hipertensao arterial
 
Cirrose hepática
Cirrose hepáticaCirrose hepática
Cirrose hepática
 
Infarto agudo do miocárdio
Infarto agudo do miocárdioInfarto agudo do miocárdio
Infarto agudo do miocárdio
 
Insuficiência Cardíaca Congestiva - ICC
Insuficiência Cardíaca Congestiva - ICCInsuficiência Cardíaca Congestiva - ICC
Insuficiência Cardíaca Congestiva - ICC
 
LILIANA MENDES Mini curso jovem gastro df cirrose e suas complicações
LILIANA MENDES Mini curso jovem gastro df cirrose e suas complicações LILIANA MENDES Mini curso jovem gastro df cirrose e suas complicações
LILIANA MENDES Mini curso jovem gastro df cirrose e suas complicações
 
A insuficência renal e assistência de enfermagem
A insuficência renal e assistência de enfermagem A insuficência renal e assistência de enfermagem
A insuficência renal e assistência de enfermagem
 
Cirrose Hepática
Cirrose HepáticaCirrose Hepática
Cirrose Hepática
 
Slide de Angina de Peito
Slide de Angina de PeitoSlide de Angina de Peito
Slide de Angina de Peito
 
Aula Insuficiência Renal Crônica
Aula Insuficiência Renal CrônicaAula Insuficiência Renal Crônica
Aula Insuficiência Renal Crônica
 
Diabetes
DiabetesDiabetes
Diabetes
 
Crises Hipertensivas
Crises HipertensivasCrises Hipertensivas
Crises Hipertensivas
 
Insuficiência Renal
Insuficiência Renal Insuficiência Renal
Insuficiência Renal
 
Apresentação acidente vascular cerebral
Apresentação acidente vascular cerebralApresentação acidente vascular cerebral
Apresentação acidente vascular cerebral
 
Hipertensão arterial sistêmica
Hipertensão arterial sistêmicaHipertensão arterial sistêmica
Hipertensão arterial sistêmica
 
INFARTO AGUDO MIOCÁRDIO E ANGINA PECTÓRIS
INFARTO AGUDO MIOCÁRDIO E ANGINA PECTÓRISINFARTO AGUDO MIOCÁRDIO E ANGINA PECTÓRIS
INFARTO AGUDO MIOCÁRDIO E ANGINA PECTÓRIS
 
Pericardite
PericarditePericardite
Pericardite
 
Doenças Cardiovasculares
Doenças Cardiovasculares Doenças Cardiovasculares
Doenças Cardiovasculares
 
Endocardite infecciosa
Endocardite infecciosaEndocardite infecciosa
Endocardite infecciosa
 
Aula Insuficiência Renal Aguda
Aula Insuficiência Renal AgudaAula Insuficiência Renal Aguda
Aula Insuficiência Renal Aguda
 

Destaque

Cirrose
CirroseCirrose
Cirrose
Déa Pereira
 
Apresentação cirrose hepatica
Apresentação cirrose hepaticaApresentação cirrose hepatica
Apresentação cirrose hepatica
Ana Paula Ferreira Silva
 
cirrose hepatica caso clinico e aula hepatite
cirrose hepatica caso clinico e aula hepatitecirrose hepatica caso clinico e aula hepatite
cirrose hepatica caso clinico e aula hepatite
Leonardo Bax
 
Ast e alt
Ast e altAst e alt
Ast e alt
Amanda Souza
 
Ultrassom na cirrose, hepatite crônica e nas anormalidades vasculares hepáticas
Ultrassom na cirrose, hepatite crônica e nas anormalidades vasculares hepáticasUltrassom na cirrose, hepatite crônica e nas anormalidades vasculares hepáticas
Ultrassom na cirrose, hepatite crônica e nas anormalidades vasculares hepáticas
Fernanda Hiebra Gonçalves
 
Apresentação caso clínico
Apresentação caso clínicoApresentação caso clínico
Apresentação caso clínico
janinemagalhaes
 
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA (ESTEATOSE HEPÁTICA) EM IDOSOS
 DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA  (ESTEATOSE HEPÁTICA) EM IDOSOS  DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA  (ESTEATOSE HEPÁTICA) EM IDOSOS
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA (ESTEATOSE HEPÁTICA) EM IDOSOS
Van Der Häägen Brazil
 
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA (ESTEATOSE HEPÁTICA) EM IDOSOS
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA (ESTEATOSE HEPÁTICA) EM IDOSOSDOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA (ESTEATOSE HEPÁTICA) EM IDOSOS
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA (ESTEATOSE HEPÁTICA) EM IDOSOS
Van Der Häägen Brazil
 
A EPIDEMIOLOGIA DA DOENÇA HEPÁTICA NÃO ALCOÓLICA, DENTRE ELAS A ESTEATOSE HEP...
A EPIDEMIOLOGIA DA DOENÇA HEPÁTICA NÃO ALCOÓLICA, DENTRE ELAS A ESTEATOSE HEP...A EPIDEMIOLOGIA DA DOENÇA HEPÁTICA NÃO ALCOÓLICA, DENTRE ELAS A ESTEATOSE HEP...
A EPIDEMIOLOGIA DA DOENÇA HEPÁTICA NÃO ALCOÓLICA, DENTRE ELAS A ESTEATOSE HEP...
Van Der Häägen Brazil
 
Cirrose
CirroseCirrose
Cirrose e hepatite a
Cirrose e hepatite aCirrose e hepatite a
Cirrose e hepatite a
LilyLx
 
Valeria Borges DHGNA 290411
Valeria Borges DHGNA 290411Valeria Borges DHGNA 290411
Valeria Borges DHGNA 290411
Valéria Ferreira de Almeida e Borges
 
Enzimas no laboratorio clinico
Enzimas no laboratorio clinicoEnzimas no laboratorio clinico
Enzimas no laboratorio clinico
Tenobio T. Coelho
 
Alanina-Aminotransferase
Alanina-Aminotransferase Alanina-Aminotransferase
Alanina-Aminotransferase
TBQ-RLORC
 
Fosfatase dan ggt (gamma glutamil transpeptidase)
Fosfatase dan ggt (gamma glutamil transpeptidase)Fosfatase dan ggt (gamma glutamil transpeptidase)
Fosfatase dan ggt (gamma glutamil transpeptidase)
Betari Wanda Saskia
 
Aspartato aminotransferasa
Aspartato aminotransferasaAspartato aminotransferasa
Aspartato aminotransferasa
fggf
 
Cirrose hepática Imagens
Cirrose hepática ImagensCirrose hepática Imagens
Cirrose hepática Imagens
Maria Menezes
 
gamma GT
gamma GTgamma GT
gamma GT
asif zeb
 
Bioquimica 4
Bioquimica 4Bioquimica 4
Bioquimica 4
Maynna Lima Mendonça
 
Cirose hepática (pontos essenciais)
Cirose hepática (pontos essenciais)Cirose hepática (pontos essenciais)
Cirose hepática (pontos essenciais)
Digão Pereira
 

Destaque (20)

Cirrose
CirroseCirrose
Cirrose
 
Apresentação cirrose hepatica
Apresentação cirrose hepaticaApresentação cirrose hepatica
Apresentação cirrose hepatica
 
cirrose hepatica caso clinico e aula hepatite
cirrose hepatica caso clinico e aula hepatitecirrose hepatica caso clinico e aula hepatite
cirrose hepatica caso clinico e aula hepatite
 
Ast e alt
Ast e altAst e alt
Ast e alt
 
Ultrassom na cirrose, hepatite crônica e nas anormalidades vasculares hepáticas
Ultrassom na cirrose, hepatite crônica e nas anormalidades vasculares hepáticasUltrassom na cirrose, hepatite crônica e nas anormalidades vasculares hepáticas
Ultrassom na cirrose, hepatite crônica e nas anormalidades vasculares hepáticas
 
Apresentação caso clínico
Apresentação caso clínicoApresentação caso clínico
Apresentação caso clínico
 
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA (ESTEATOSE HEPÁTICA) EM IDOSOS
 DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA  (ESTEATOSE HEPÁTICA) EM IDOSOS  DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA  (ESTEATOSE HEPÁTICA) EM IDOSOS
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA (ESTEATOSE HEPÁTICA) EM IDOSOS
 
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA (ESTEATOSE HEPÁTICA) EM IDOSOS
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA (ESTEATOSE HEPÁTICA) EM IDOSOSDOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA (ESTEATOSE HEPÁTICA) EM IDOSOS
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA (ESTEATOSE HEPÁTICA) EM IDOSOS
 
A EPIDEMIOLOGIA DA DOENÇA HEPÁTICA NÃO ALCOÓLICA, DENTRE ELAS A ESTEATOSE HEP...
A EPIDEMIOLOGIA DA DOENÇA HEPÁTICA NÃO ALCOÓLICA, DENTRE ELAS A ESTEATOSE HEP...A EPIDEMIOLOGIA DA DOENÇA HEPÁTICA NÃO ALCOÓLICA, DENTRE ELAS A ESTEATOSE HEP...
A EPIDEMIOLOGIA DA DOENÇA HEPÁTICA NÃO ALCOÓLICA, DENTRE ELAS A ESTEATOSE HEP...
 
Cirrose
CirroseCirrose
Cirrose
 
Cirrose e hepatite a
Cirrose e hepatite aCirrose e hepatite a
Cirrose e hepatite a
 
Valeria Borges DHGNA 290411
Valeria Borges DHGNA 290411Valeria Borges DHGNA 290411
Valeria Borges DHGNA 290411
 
Enzimas no laboratorio clinico
Enzimas no laboratorio clinicoEnzimas no laboratorio clinico
Enzimas no laboratorio clinico
 
Alanina-Aminotransferase
Alanina-Aminotransferase Alanina-Aminotransferase
Alanina-Aminotransferase
 
Fosfatase dan ggt (gamma glutamil transpeptidase)
Fosfatase dan ggt (gamma glutamil transpeptidase)Fosfatase dan ggt (gamma glutamil transpeptidase)
Fosfatase dan ggt (gamma glutamil transpeptidase)
 
Aspartato aminotransferasa
Aspartato aminotransferasaAspartato aminotransferasa
Aspartato aminotransferasa
 
Cirrose hepática Imagens
Cirrose hepática ImagensCirrose hepática Imagens
Cirrose hepática Imagens
 
gamma GT
gamma GTgamma GT
gamma GT
 
Bioquimica 4
Bioquimica 4Bioquimica 4
Bioquimica 4
 
Cirose hepática (pontos essenciais)
Cirose hepática (pontos essenciais)Cirose hepática (pontos essenciais)
Cirose hepática (pontos essenciais)
 

Semelhante a Cirrose Hepática - Compreendendo e Prevenindo

Aula sobre Pâncreas e fígado e nutrição
Aula sobre  Pâncreas e fígado e nutriçãoAula sobre  Pâncreas e fígado e nutrição
Aula sobre Pâncreas e fígado e nutrição
LuaraGarcia3
 
Cirrose E Suas ComplicaçõEs Aula Curso De Uti 2008
Cirrose E Suas ComplicaçõEs   Aula   Curso De Uti 2008Cirrose E Suas ComplicaçõEs   Aula   Curso De Uti 2008
Cirrose E Suas ComplicaçõEs Aula Curso De Uti 2008
galegoo
 
Emergências oncologias
Emergências oncologiasEmergências oncologias
Emergências oncologias
ctisaolucascopacabana
 
Avaliação da função hepatica e via biliar
Avaliação da função hepatica e via biliarAvaliação da função hepatica e via biliar
Avaliação da função hepatica e via biliar
Lucas Oliveira
 
Sindromes colestaticas
Sindromes colestaticasSindromes colestaticas
Sindromes colestaticas
bia139
 
Aula 6 - B
Aula 6 - BAula 6 - B
Pancreatite Aguda Set 2008
Pancreatite Aguda Set 2008Pancreatite Aguda Set 2008
Pancreatite Aguda Set 2008
galegoo
 
Seminário (Insuficiência Renal Aguda e Crônica)
Seminário (Insuficiência Renal Aguda e Crônica) Seminário (Insuficiência Renal Aguda e Crônica)
Seminário (Insuficiência Renal Aguda e Crônica)
cuidadoaoadulto
 
Ira irc pdf ok
Ira irc pdf okIra irc pdf ok
Ira irc pdf ok
Tatiane Vicente
 
Ascite
Ascite Ascite
Ascite
pauloalambert
 
Ascite
AsciteAscite
Ascite.pdf
Ascite.pdfAscite.pdf
Ascite.pdf
DaniellePaes1
 
Sd hepato renal - caso clinico
Sd hepato renal - caso clinicoSd hepato renal - caso clinico
Sd hepato renal - caso clinico
Vinicius Kanda Matsuo
 
Hepatopatia
 Hepatopatia Hepatopatia
Hepatopatia
Ludimila Neres Aguiar
 
1889
18891889
1889
Pelo Siro
 
Iv curso de medicina intensiva i renal a
Iv curso de medicina intensiva i renal aIv curso de medicina intensiva i renal a
Iv curso de medicina intensiva i renal a
ctisaolucascopacabana
 
1 exames complementares em gastroenterologia
1   exames complementares em gastroenterologia1   exames complementares em gastroenterologia
1 exames complementares em gastroenterologia
Rejane Gil Gil
 
Cirrosis
CirrosisCirrosis
Cirrosis
janinemagalhaes
 
cepeti-hepatopatia-cronica-descompensada-93cb03c5.pptx
cepeti-hepatopatia-cronica-descompensada-93cb03c5.pptxcepeti-hepatopatia-cronica-descompensada-93cb03c5.pptx
cepeti-hepatopatia-cronica-descompensada-93cb03c5.pptx
ISCTEM
 
Pancreatite
PancreatitePancreatite

Semelhante a Cirrose Hepática - Compreendendo e Prevenindo (20)

Aula sobre Pâncreas e fígado e nutrição
Aula sobre  Pâncreas e fígado e nutriçãoAula sobre  Pâncreas e fígado e nutrição
Aula sobre Pâncreas e fígado e nutrição
 
Cirrose E Suas ComplicaçõEs Aula Curso De Uti 2008
Cirrose E Suas ComplicaçõEs   Aula   Curso De Uti 2008Cirrose E Suas ComplicaçõEs   Aula   Curso De Uti 2008
Cirrose E Suas ComplicaçõEs Aula Curso De Uti 2008
 
Emergências oncologias
Emergências oncologiasEmergências oncologias
Emergências oncologias
 
Avaliação da função hepatica e via biliar
Avaliação da função hepatica e via biliarAvaliação da função hepatica e via biliar
Avaliação da função hepatica e via biliar
 
Sindromes colestaticas
Sindromes colestaticasSindromes colestaticas
Sindromes colestaticas
 
Aula 6 - B
Aula 6 - BAula 6 - B
Aula 6 - B
 
Pancreatite Aguda Set 2008
Pancreatite Aguda Set 2008Pancreatite Aguda Set 2008
Pancreatite Aguda Set 2008
 
Seminário (Insuficiência Renal Aguda e Crônica)
Seminário (Insuficiência Renal Aguda e Crônica) Seminário (Insuficiência Renal Aguda e Crônica)
Seminário (Insuficiência Renal Aguda e Crônica)
 
Ira irc pdf ok
Ira irc pdf okIra irc pdf ok
Ira irc pdf ok
 
Ascite
Ascite Ascite
Ascite
 
Ascite
AsciteAscite
Ascite
 
Ascite.pdf
Ascite.pdfAscite.pdf
Ascite.pdf
 
Sd hepato renal - caso clinico
Sd hepato renal - caso clinicoSd hepato renal - caso clinico
Sd hepato renal - caso clinico
 
Hepatopatia
 Hepatopatia Hepatopatia
Hepatopatia
 
1889
18891889
1889
 
Iv curso de medicina intensiva i renal a
Iv curso de medicina intensiva i renal aIv curso de medicina intensiva i renal a
Iv curso de medicina intensiva i renal a
 
1 exames complementares em gastroenterologia
1   exames complementares em gastroenterologia1   exames complementares em gastroenterologia
1 exames complementares em gastroenterologia
 
Cirrosis
CirrosisCirrosis
Cirrosis
 
cepeti-hepatopatia-cronica-descompensada-93cb03c5.pptx
cepeti-hepatopatia-cronica-descompensada-93cb03c5.pptxcepeti-hepatopatia-cronica-descompensada-93cb03c5.pptx
cepeti-hepatopatia-cronica-descompensada-93cb03c5.pptx
 
Pancreatite
PancreatitePancreatite
Pancreatite
 

Último

Electrocardiografia - Manual AMIR - ENARM
Electrocardiografia - Manual AMIR - ENARMElectrocardiografia - Manual AMIR - ENARM
Electrocardiografia - Manual AMIR - ENARM
dantemalca
 
Mini curso Análise de LCR Liquorologia.pptx
Mini curso Análise de LCR Liquorologia.pptxMini curso Análise de LCR Liquorologia.pptx
Mini curso Análise de LCR Liquorologia.pptx
GleenseCartonilho
 
NR 12 - OPERADOR DE CESTO AÉREO elet.pdf
NR 12 - OPERADOR DE CESTO AÉREO elet.pdfNR 12 - OPERADOR DE CESTO AÉREO elet.pdf
NR 12 - OPERADOR DE CESTO AÉREO elet.pdf
guilhermefontenele8
 
mini curso de suturas para enfermeiros 2024
mini curso de suturas para enfermeiros 2024mini curso de suturas para enfermeiros 2024
mini curso de suturas para enfermeiros 2024
OttomGonalvesDaSilva
 
TREINAMENTO PROTEÇÃO DAS MÃOS.ppt Proteção das Mãos
TREINAMENTO PROTEÇÃO DAS MÃOS.ppt Proteção das MãosTREINAMENTO PROTEÇÃO DAS MÃOS.ppt Proteção das Mãos
TREINAMENTO PROTEÇÃO DAS MÃOS.ppt Proteção das Mãos
Anderson1783
 
Relação de Médicos e Prestadores 2023.pdf
Relação de Médicos e Prestadores 2023.pdfRelação de Médicos e Prestadores 2023.pdf
Relação de Médicos e Prestadores 2023.pdf
maripinkmarianne
 
Cirurgia Bucomaxilofacial - Roberto Prado _ OCR.pdf
Cirurgia Bucomaxilofacial - Roberto Prado _ OCR.pdfCirurgia Bucomaxilofacial - Roberto Prado _ OCR.pdf
Cirurgia Bucomaxilofacial - Roberto Prado _ OCR.pdf
BrunaNeves80
 
9 - Nutrição e Longevidade - apóstila.pdf
9 - Nutrição e Longevidade - apóstila.pdf9 - Nutrição e Longevidade - apóstila.pdf
9 - Nutrição e Longevidade - apóstila.pdf
KauFelipo
 
Posicionamento dos ombros para avalizaçao por RX
Posicionamento dos ombros para avalizaçao por RXPosicionamento dos ombros para avalizaçao por RX
Posicionamento dos ombros para avalizaçao por RX
paathizinhya
 

Último (9)

Electrocardiografia - Manual AMIR - ENARM
Electrocardiografia - Manual AMIR - ENARMElectrocardiografia - Manual AMIR - ENARM
Electrocardiografia - Manual AMIR - ENARM
 
Mini curso Análise de LCR Liquorologia.pptx
Mini curso Análise de LCR Liquorologia.pptxMini curso Análise de LCR Liquorologia.pptx
Mini curso Análise de LCR Liquorologia.pptx
 
NR 12 - OPERADOR DE CESTO AÉREO elet.pdf
NR 12 - OPERADOR DE CESTO AÉREO elet.pdfNR 12 - OPERADOR DE CESTO AÉREO elet.pdf
NR 12 - OPERADOR DE CESTO AÉREO elet.pdf
 
mini curso de suturas para enfermeiros 2024
mini curso de suturas para enfermeiros 2024mini curso de suturas para enfermeiros 2024
mini curso de suturas para enfermeiros 2024
 
TREINAMENTO PROTEÇÃO DAS MÃOS.ppt Proteção das Mãos
TREINAMENTO PROTEÇÃO DAS MÃOS.ppt Proteção das MãosTREINAMENTO PROTEÇÃO DAS MÃOS.ppt Proteção das Mãos
TREINAMENTO PROTEÇÃO DAS MÃOS.ppt Proteção das Mãos
 
Relação de Médicos e Prestadores 2023.pdf
Relação de Médicos e Prestadores 2023.pdfRelação de Médicos e Prestadores 2023.pdf
Relação de Médicos e Prestadores 2023.pdf
 
Cirurgia Bucomaxilofacial - Roberto Prado _ OCR.pdf
Cirurgia Bucomaxilofacial - Roberto Prado _ OCR.pdfCirurgia Bucomaxilofacial - Roberto Prado _ OCR.pdf
Cirurgia Bucomaxilofacial - Roberto Prado _ OCR.pdf
 
9 - Nutrição e Longevidade - apóstila.pdf
9 - Nutrição e Longevidade - apóstila.pdf9 - Nutrição e Longevidade - apóstila.pdf
9 - Nutrição e Longevidade - apóstila.pdf
 
Posicionamento dos ombros para avalizaçao por RX
Posicionamento dos ombros para avalizaçao por RXPosicionamento dos ombros para avalizaçao por RX
Posicionamento dos ombros para avalizaçao por RX
 

Cirrose Hepática - Compreendendo e Prevenindo

  • 1. Compreendendo e prevenindo Cirrose Hepática Dr. Tadeu Pacheco
  • 3. Cirrose Hepática Conceituando Cirrose é um processo hepático difuso caracterizado por fibrose e transformação da arquitetura normal em nódulos estruturalmente anormais. Portanto, para a definição de cirrose adotamos o critério anatomopatológico.
  • 4. Cirrose Hepática Lesão hepatocelular Inflamação do Parênquima Regeneração Nodular e proliferação de tecido conjuntivo
  • 6. Morfológica Micronodular Macronodular Mista Septal incompleta ( Multinlobular) Etiológica Funcional Álcool Hepatite viral “C” Obstrução biliar Congestiva Hemocromatose Auto-imune Deficiência de alfa-1-antitripsina Idiopática ou criptogenética Moléstia de Wilso.......... Cirrose Hepática Classificação
  • 7. Patogênese . Há três mecanismos patológicos principais que se associam, formando a cirrose: - morte celular, fibrose e regeneração Isso deve ocorrer de maneira constante e persistente durante longo período. Exemplos: Metotrexato – pode produzir cirrose quando usada regularmente durante 2 ou mais anos Alcool – pode produzir cirrose se usado em dose alta durante vários anos. O TEMPO NECESSÁRIO PODE VARIAR CONSIDERAVELMENTE.
  • 8. Cirrose Hepática Quadro clínico Idade Na maior parte das vezes entre 40 e 70 anos de idade. Entretanto as cirroses denominadas genéticas são mais comuns na infância e na adolescência. Sexo Cirroses alcoolicas, criptogenéticas e a hemocromatose são mais frequentes em homens. A cirrose biliar primária e auto-imune são predominantes da mulher. Região e raça Sintomas – como consequência da cirrose duas modalidades fundamentais de alteração irão ocorrer: insuficiência hepatocelular e hipertensão portal : anorexia, náuseas, desconforto abdominal, dor no abdômen, fraqueza, cansaço fácil, emagrecimento, urina escura , hematemese e melena, ascite, edema, febre,alterações psíquicas.
  • 9. Cirrose Hepática Diagnóstico Dados clínicos – sinais importantes Telangectazia, eritema palmar, atrofia testicular, ginecomastia, baço palpável, ictericia, ascite, palpação de borda hepática firme e irregular. Laboratoriais AST(TGO), ALT(TGP);(TGO/TGP < 1= Cirrose hepática) (TGO/TGP = ou > = hepatite ou cirrose alcoólica) (TGO aumentado pode ser cetoascidose diabética) FOSFATASE ALCALINA (quando persistentemente aumentada sem presença de ictericia em um cirrótico, pensar na coeexistência de tumor primitivo ou metastático do fígado) Bilirrubinas totais e frações, Gama gt, coagulograma completo;Protenas totais e fraçoes Imagem; Fibroscan-elastografia Biópsia – Não esta indicada quando houver a alteração da coagulação e presença de ascite. O tempo de protombina deve estar no mínimo 50% e as plaquetas no mínimo 100.000/ mm
  • 10. Cirrose Hepática Diagnóstico Dados clínicos – sinais importantes Telangectazia, eritema palmar, atrofia testicular, ginecomastia, baço palpável, ictericia, ascite, palpação de borda hepática firme e irregular.
  • 11. Cirrose Hepática Diagnóstico A BIOPSIA HEPÁTICA POSSIBILITA: Confirmar o diagnóstico da cirrose Identificar seu tipo Verificar intensidade e atividade Fornecer elementos para o diagnóstico etiológico Dados sobre o prognóstico Resposta terapêutica
  • 12. Cirrose Hepática Fatores de risco Quantidade de etanol ingerida Tempo de ingestão (anos) Continuidade Dano hepático “inicial” Sexo feminino Fator genético Desnutrição
  • 13. Cirrose Hepática Ingestão de etanol A continuidade de ingestão alcoólica favorece os efeitos tóxicos do álcool. Alguns autores acreditam que o consumo etílico, exclusivamente em fins de semana, pode de um modo geral, ocasionar comprometimento hepático menos acentuado do que o produzido pela ingestão diária. A descontinuidade favorece a “recuperação” do dano hepático. Entre 10% e 15% de consumidores pesados de ácool, vão a cirrose
  • 14. Cirrose Hepática Tratamento Eliminar a Causa...(Etiologico) Paliativo : trata as complicações de hipertensão portal (insuficiência hepática e sangramento das varizes esofagianas) Definitivo: Transplante Geral:quando compensada= dieta=hipercalórica(3000 c/dia),hipoproteica (70/90 g/ dia) e hipogordurosa e suplementação vitamínica ( vitaminas A, do complexo B e C) áscido fólico. Medicamentoso - diminuir a fibrose hepática: colchicina e penicilamina. Cirrose alcoólica – S – adenosil – L – metionina ( Same)
  • 15. Cirrose Hepática O grande desafio SABER QUANDO TRANSPLANTAR O transplante é, atualmente, medida terapêutica muito importante, que pode proporcionar, em considerável número de cirróticos, boa qualidade de vida e retorno à sociedade, com plena capacidade produtiva.
  • 16. Cirrose Hepática Aspectos de interesse prático Na prática médica diária, observa-se mais frequentemente três tipos de cirrose: Alcoólica, Víral e Criptogenética (em alguns países, como na Inglaterra)
  • 17. Cirrose Hepática Aspectos de interesse prático Além das classificações morfológica, etiológica, classificação de Child, Turcotte e Pugh deve-se incluir também a que se baseia em escores MELD (avaliação da fase terminal) Modelo matemático MELD, o qual utiliza três parâmetros laboratoriais, que se obtêm facilmente na rotina de qualquer hepatopatia crônica. A equação para calcular o escore MELD = 9,57 x loge creatinina mg/dL + 3,78 x loge bilirrubina (total) mg/dL + 11,20 x loge INR + 6,42, arredondando-se o resultado para o próximo número inteiro. O valor máximo de creatinina vai até 4.
  • 18. Cirrose Hepática Aspectos de interesse prático
  • 19. Principais proteínas produzidas pelo fígado PROTEINA FUNÇÃO ASSOCIAÇÃO COM DOENÇA HEPÁTICA Albumina Proteína carreadora, reguladora osmótica Diminuída na doença hepática crônica Alfatetoproteína Proteína carreadora Aumentada no carcinoma hepatocelular Alfa 1 antitripsina Inibe elastina Mutações causam doença respiratória e hepática Ceruloplasmina Ferroxidase Diminuída na doença de Wilson Fibrinogênio Percursor da fibrina, processo cicatricial Diminuído na doença hepática crônica Transferrina Proteína carreadora de ferro Aumentada na hemocromatose
  • 20. Causas de baixa concentração CAUSAS DE BAIXA CONCENTRAÇÃO PLASMÁTICA DE ALBUMINA Síntese reduzida : - má nutrição - má absorção - doença hepática - doença maligna Perda aumentada : - proteinúria (sindrome nefrótica) - enteropatia perdedora de proteína (doença inflamatória intestinal) - queimaduras - doença cutânea exsudativa Catabolismo aumentado: - estados hipercatabólicos (pós-operatório) Hiperidratação - Variação genética: - analbuminemia - síntese interrompida - doenças inflamatórias aguda ou crônica
  • 21. Reserva funcional Parâmetros Laboratoriais Boa Pouco alterada Muito alterada Bilirrubina totais < 2,5 mg% 2,5 a 6 mg% > 6 mg% Albuminemia > 3,5 mg% 2,5 a 3,5 mg% < 2,5 mg% Atividade de protombina 80% a 100% 40% a 79% < 40% Pseudocolines- terase* 1.900 a 3.200 U 800 a 1.900 U < 800 U
  • 22. Cirrose Hepática Aspectos de interesse prático Recentemente foi recomendada classificação internacional ( Consenso Workshop of Baveno IV) para análise da história natural da cirrose e identificação de fatores prognósticos.
  • 23. Cirrose Hepática Aspectos de interesse prático Segundo essa classificação há quatro fases clínicas da cirrose: Ausência de varizes de esôfago e de ascite. Presença de varizes sem ascite e sem sangramento. Presença de ascite, com ou sem varizes, em pacientes que nunca sangraram. Cirroses são consideradas compensadas quando estão nas fases 1 e 2 e descompensadas quando nas fases 3 e 4.
  • 24. Cirrose Hepática Aspectos de interesse prático Ascite é sinal de descompensação da cirrose.
  • 25. Cirrose Hepática Aspectos de interesse prático O tratamento antiviral em pacientes com cirrose compensada pode proporcionar bons resultados.
  • 26. Cirrose Hepática OBSERVAÇÕES IMPORTANTES É considerada dose elevada de ingestão de etanol, dois ou mais gramas por quilo de peso/dia
  • 27. Referências bibliográficas - Bonacici M. Diagnosis and management of cirrohis in coinfected patents. J Acquir Immune Defic Syndr 2007; 45:538-46 - Gong Y, Huang Z, Christensen E et al.Am J Gastroenterol 2007; 102: 1799-807 - Mincis M Quando indicar transplante de fígado em pacientes com doença hepática alcoólica (DHA)? Rev Ass Med Brasil 1996; 42:242-4 - Ripoli , Groszmann R, Garcia – Tsao G et al. Hepatic venous pressure gradient predicts clinical descompensation in patients with compensated cirrhosis. Gastroenterology 2007; 133:481-8