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Introdução A administração do capital de giro envolve basicamente as decisões de compra e venda tomadas pela empresa, assim como suas atividades operacionais e financeiras  Deve garantir a adequada consecução da política de  estocagem, compra de materiais, produção, venda de produtos e mercadorias e prazo de recebimento A importância do capital de giro varia em função das  características da empresa, do desempenho da economia e da relação risco/rentabilidade desejada CAPITAL DE GIRO
Vários Conceitos Capital de Giro (CG) ou Capital Circulante (CC) Representa o valor total dos recursos demandados pela empresa para financiar seu  ciclo operacional   O  fluxo do ativo circulante  ocorre de maneira ininterrupta  na atividade operacional de uma empresa Uma importante característica do capital de giro é seu  grau  de volatilidade , explicado pela curta duração de seus elementos e constante mutação dos itens circulantes
O fluxo do ativo circulante
Vários Conceitos Capital de Giro Líquido (CGL) ou Capital Circulante Líquido (CCL) Representa o valor líquido das aplicações (deduzidas das  dívidas a curto prazo) processadas no ativo circulante  CGL (CCL) = Ativo Circulante – Passivo Circulante Evidencia a parcela do financiamento total de longo prazo  que excede as aplicações também de longo prazo  CGL (CCL) = (PL + ELP) – (AP + RLP)
Identificação do Capital do CGL (CCL) Ativo Circulante (AC) Passivo Circulante (PC) Ativos Não Circulantes (AP+RLP) Recursos de Longo Prazo (PL+ELP) CCL (1ºconceito) CCL (2ºconceito)
Capital de giro circulante líquido  nulo Capital de giro circulante líquido  negativo Vários Conceitos Patrimônio Líquido Ativo Permanente Exigível a Longo Prazo Realizável a Longo Prazo Passivo Circulante Ativo Circulante Patrimônio Líquido Ativo Permanente Exigível a Longo Prazo Realizável a Longo Prazo Passivo Circulante Ativo Circulante
Vários Conceitos Capital de Giro Próprio (CGP) É interpretado como o volume de recursos próprios que a empresa tem aplicado em seu ativo circulante  reflete mais adequadamente recursos do passivo de longo prazo alocados em itens ativos não permanentes XXX XXX XXX XXX     Patrimônio Líquido (–) Aplicações Permanentes:    Ativo Permanente    Realizável a Longo Prazo Capital de Giro Próprio
Vários Conceitos Ciclos Operacionais  São as atividades de produção de bens e serviços e a  realização de vendas e respectivos recebimentos realizadas de forma seqüencial e repetitiva Inicia-se com a aquisição das matérias-primas, passa pela  armazenagem, produção e venda e desemboca no efetivo  recebimento das vendas realizadas  Nessas operações, a empresa busca obter lucro, de forma a  remunerar seus credores e proprietários
O ciclo operacional
Vários Conceitos Ciclo Operacional Total  = PMEmp + PMF + PMV + PMC É composto de todas as fases operacionais da empresa Ciclo Financeiro  = (PMEmp + PMF + PMV + PMC) – PMPF Identifica a necessidade de recursos da empresa  Ciclo Econômico  = PMEmp + PMF + PMV Engloba toda a base de produção da empresa
Vários Conceitos Prazo médio (em dias) em que os materiais permanecem estocados à espera de ingressarem na produção Prazo médio (em dias) que a empresa despende em fabricar o produto final Prazo médio (em dias) que o produto acabado permanece estocado à espera de ser vendido
Vários Conceitos Prazo médio (em dias) em que os estoques totais permanecem armazenados à espera de serem consumidos, produzidos e vendidos Prazo médio (em dias) em que as mercadorias ficam armazenadas à espera de serem vendidas   Prazo médio (em dias) em que a empresa recebe as vendas realizadas a prazo
Características do Capital  de Giro em Economias com Inflação Economias estáveis:  A manutenção do nível ideal de capital de giro para sustentar as operações pode ser efetuada mediante transferências de receitas de um ciclo operacional para outro Economias Inflacionárias:  As variações desproporcionais nos preços dos fatores de produção determinam necessidades geometricamente crescentes de investimentos em capital de giro
Investimento em Capital de Giro A manutenção de recursos aplicado em giro  visa a sustentação da atividade operacional da empresa O capital de giro é composto por  valores depreciáveis perante a inflação e constitui-se no grupo patrimonial menos rentável Assim, o ativo circulante deve conter  valores mínimos  ou exatamente iguais às necessidades operacionais da empresa
Investimento em Capital de Giro Conservadora: A empresa diminui seu risco mediante aplicações em capital de giro maiores para um mesmo nível de produção e vendas Média e agressiva: Prevêem progressivas reduções no circulante, o que eleva o risco e também incrementa sua rentabilidade por adotar menor participação relativa de itens menos rentáveis  Dilema  risco- retorno Baixos níveis de ativo circulante determinam  aumento de  rentabilidade  e  elevação nos riscos  de solvência da empresa
Investimento em Capital de Giro Exemplo ilustrativo Considerando três níveis de aplicações em capital de giro: $ 1.400.000  $ 1.200.000   $ 2.600.000   $  520.000  $  780.000  $ 1.300.000  $ 1.100.000  $ 1.200.000   $ 2.300.000   $  460.000  $  690.000  $ 1.150.000  $  800.000  $ 1.200.000   $ 2.000.000   $  400.000  $  600.000  $ 1.000.000  Ativo circulante Ativo permanente Total Passivo circulante Exigível a longo prazo Patrimônio líquido ALTO MÉDIO BAIXO
Investimento em Capital de Giro Supondo-se um custo nominal de crédito de 15% para curto prazo e de 20% no longo prazo e um lucro operacional de $ 1.000.000, temos: 35,4% 41,4% 49,2% ROE(retorno s/ o PL) $ 459,60 $ 475,80 $ 492,00 Lucro Líquido (306,40) (317,20) (328,00) IR (40%) $ 766,00 $ 793,00 $ 820,00 Lucro antes do IR 15% x 520,00 = (78,00) 20% x 780,00 = (156,00) 15% x 460,00 = (69,00) 20% x 690,00 = (138,00) 15% x 400,00 = (60,00) 20% x 600,00 = (120,00) Desp. Financeiras:  Passivo Circulante  ELP $ 1.000.000 $ 1.000,000 $ 1.000,00 Lucro Operacional ALTA MÉDIA BAIXA
Quanto maior a participação do capital de giro sobre o ativo total, menor será a rentabilidade da empresa  Ao adotar uma postura de maior risco, com menores aplicações no capital de giro, a empresa consegue  auferir retorno maior O dilema risco-retorno da administração do capital de  giro pode ser enfocado em função da participação dos investimentos circulantes em relação ao ativo total  Investimento em Capital de Giro
Financiamento do Capital de Giro O custo de um crédito a longo prazo é  mais caro  que o  de curto prazo devido ao risco na duração do empréstimo O tomador de recursos de longo prazo obriga-se também a remunerar expectativas  de flutuações nas taxas de juros por um tempo maior Aspectos de pós-fixação dos juros e políticas mais  rigorosas de exigências de garantias visam  minimizar o risco  da definição da taxa de juros a longo prazo
Financiamento do Capital de Giro Em economias atípicas pode-se observar um custo mais alto para o crédito de curto prazo Escassez de poupança livre e conseqüentemente de fundos para empréstimos; Subsídio ao crédito a longo prazo e a reciprocidade exigida pelos bancos em suas operações de curto prazo. Brasil nas décadas de 80 e 90
Financiamento do Capital de Giro Dilema risco-retorno na composição de financiamento Utilizando-se mais de créditos de curto prazo, a empresa poderá obter, sempre que seus custos forem inferiores aos de longo prazo, melhores resultados operacionais  RETORNO
Se o PC passasse a representar 40% do ativo total (ELP 10% e o PL inalterado em 50%), o lucro da empresa cresceria 3,4% e a rentabilidade sobre o capital próprio, de 35,4%  seria elevada para 36,6%. Evolução do LL ($475,20/$459,60) -1  = 3,4% ROE(retorno s/ o PL) Lucro Líquido IR (40%) Lucro antes do IR Desp. Financeiras:  Passivo Circulante  ELP Lucro Operacional 36,6% $ 475,20 (316,80) $ 792,00 15% x 1040,00 = (156,00) 20% x 260,00 = (52,00) $ 1.000.000 ALTA
Financiamento do Capital de Giro Maior sensibilidade dos juros de curto prazo às alterações conjunturais  Maior dependência da empresa às disponibilidades de crédito no mercado RISCO Dilema risco-retorno na composição de financiamento
Financiamento do Capital de Giro É determinado pela atividade normal da empresa Seu montante é definido pelo nível mínimo de necessidades de recursos demandados pelo ciclo operacional Permanente (fixo) Classificação do Capital de Giro Investimento cíclico de recursos em giro que se repete periodicamente, assumindo caráter de permanente
Financiamento do Capital de Giro Exemplo: maiores vendas em determinados períodos do ano,  ou grandes aquisições de estoques na entressafra Sazonal (variável) Classificação do Capital de Giro É determinado pelas variações temporárias que ocorrem normalmente nos negócios de uma empresa
Capitais de giro permanente e sazonal Financiamento do Capital de Giro
Abordagem pelo equilíbrio financeiro tradicional Financiamento do Capital de Giro O ativo permanente e o capital de giro permanente são financiados por recursos de longo prazo (próprios ou de terceiros)
Abordagem de risco mínimo Financiamento do Capital de Giro A empresa encontra-se totalmente financiada por recursos permanentes (longo prazo), inclusive em suas necessidades sazonais de fundos.
Necessidade de Investimento em Capital de Giro R eflete o volume de recursos demandado pelo ciclo operacional da empresa, determinado em função  de suas políticas de compras, vendas e estocagem É uma necessidade de capital de longo prazo, que deve  lastrear os investimentos cíclicos em cada capital de giro O CCL  adequado deve cobrir as necessidades mínimas de ativos circulantes de uma empresa, e as necessidades sazonais de recursos são supridas por passivos circulantes
Necessidade de Investimento em Capital de Giro Exemplo ilustrativo volume de vendas: $ 40.000/mês, sendo $ 10.000 a prazo  prazo médio de cobrança: 18 dias  estoque mínimo: 15 dias de vendas (a preço de custo) porcentagem do custo de produção: 40% do preço de venda volume mínimo de caixa : $ 1.500 para 10 dias  $ 10.000 $ 20.000 $ 20.000              $ 50.000 Passivo circulante ELP Patrimônio líquido    Total: $ 20.000 $  2.000 $ 10.000 $  8.000 $ 30.000 $ 50.000 Ativo circulante  Caixa  Valores a receber  Estoques Ativo permanente    Total:
Necessidade de Investimento em Capital de Giro Podemos apurar o seguinte montante de capital de giro sazonal e permanente: 2.000 10.000  8.000 20.000   500 4.000 –     4.500   1.500 6.000 8.000 15.500    Caixa Valores a receber ($ 10.000 x 18/30) Estoques (40% x $ 40.000) x 15/30    Total Total ($) Sazonal ($) Permanente ($) ATIVO CIRCULANTE
Necessidade de Investimento em Capital de Giro Existência de participação de recursos  de curto prazo no financiamento do  capital de giro  PL $ 20.000 Ativo Permanente $ 30.000 ELP $ 20.000 AC Cíclico $ 15.500 PC $ 10.000 AC Sazonal  $ 4.500
O  ativo de giro cíclico  tem caráter essencialmente  operacional  O  ativo de giro sazonal  pode conter valores de  caráter  não operacional  Os passivos podem ser  operacionais que renovam-se periodicamente, tornando uma  fonte permanente de recursos para financiamento do giro Financeiros que não apresentam uma relação direta e proporcional com o ciclo operacional da empresa Necessidade de Investimento em Capital de Giro CCL e NIG
Necessidade de Investimento em Capital de Giro Financiamento do giro em situação de expansão Em condições de expansão da atividade operacional, é fundamental a presença de um  lastro financeiro  direcionado a suportar as necessidades crescentes de recursos Um  overtrading   ocorre quando o CCL existente não é suficiente para cobrir os investimentos adicionais necessários em giro Em condições de crescimento sem o adequado suporte financeiro, a empresa é levada a se financiar com  créditos onerosos  de curto prazo
Bibliografia  ASSAF NETO, Alexandre.  Matemática financeira e suas aplicações . 7. Ed. São Paulo: Atlas, 2002. BENNINGA, Simon Z.; Sarig, Oded H.  Corporate finance : a valuation approach. New York: McGraw-Hill, 1997. BREALEY, Richard A.; MYERS, Stewart C.  Principles of corporate finance . 6. Ed. New York: McGraw-Hill, 2001.  BRIGHAM, Eugene F.; GAPENSKI, Louis C.; EHRHARDT, Michael C.  Administração Financeira . São Paulo: Atlas, 2001. ROSS, Stephen A.; WESTERFIELD, Randolph W.; JAFFE, Jeffrey F.  Administração financeira . 2. Ed. São Paulo: Atlas, 2002 VAN HORNE, James C.  Financial management and policy . 12. Ed. New York: Prentice Hall, 2002.

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Capital De Giro

  • 1. Introdução A administração do capital de giro envolve basicamente as decisões de compra e venda tomadas pela empresa, assim como suas atividades operacionais e financeiras Deve garantir a adequada consecução da política de estocagem, compra de materiais, produção, venda de produtos e mercadorias e prazo de recebimento A importância do capital de giro varia em função das características da empresa, do desempenho da economia e da relação risco/rentabilidade desejada CAPITAL DE GIRO
  • 2. Vários Conceitos Capital de Giro (CG) ou Capital Circulante (CC) Representa o valor total dos recursos demandados pela empresa para financiar seu ciclo operacional O fluxo do ativo circulante ocorre de maneira ininterrupta na atividade operacional de uma empresa Uma importante característica do capital de giro é seu grau de volatilidade , explicado pela curta duração de seus elementos e constante mutação dos itens circulantes
  • 3. O fluxo do ativo circulante
  • 4. Vários Conceitos Capital de Giro Líquido (CGL) ou Capital Circulante Líquido (CCL) Representa o valor líquido das aplicações (deduzidas das dívidas a curto prazo) processadas no ativo circulante CGL (CCL) = Ativo Circulante – Passivo Circulante Evidencia a parcela do financiamento total de longo prazo que excede as aplicações também de longo prazo CGL (CCL) = (PL + ELP) – (AP + RLP)
  • 5. Identificação do Capital do CGL (CCL) Ativo Circulante (AC) Passivo Circulante (PC) Ativos Não Circulantes (AP+RLP) Recursos de Longo Prazo (PL+ELP) CCL (1ºconceito) CCL (2ºconceito)
  • 6. Capital de giro circulante líquido nulo Capital de giro circulante líquido negativo Vários Conceitos Patrimônio Líquido Ativo Permanente Exigível a Longo Prazo Realizável a Longo Prazo Passivo Circulante Ativo Circulante Patrimônio Líquido Ativo Permanente Exigível a Longo Prazo Realizável a Longo Prazo Passivo Circulante Ativo Circulante
  • 7. Vários Conceitos Capital de Giro Próprio (CGP) É interpretado como o volume de recursos próprios que a empresa tem aplicado em seu ativo circulante reflete mais adequadamente recursos do passivo de longo prazo alocados em itens ativos não permanentes XXX XXX XXX XXX    Patrimônio Líquido (–) Aplicações Permanentes:    Ativo Permanente    Realizável a Longo Prazo Capital de Giro Próprio
  • 8. Vários Conceitos Ciclos Operacionais São as atividades de produção de bens e serviços e a realização de vendas e respectivos recebimentos realizadas de forma seqüencial e repetitiva Inicia-se com a aquisição das matérias-primas, passa pela armazenagem, produção e venda e desemboca no efetivo recebimento das vendas realizadas Nessas operações, a empresa busca obter lucro, de forma a remunerar seus credores e proprietários
  • 10. Vários Conceitos Ciclo Operacional Total = PMEmp + PMF + PMV + PMC É composto de todas as fases operacionais da empresa Ciclo Financeiro = (PMEmp + PMF + PMV + PMC) – PMPF Identifica a necessidade de recursos da empresa Ciclo Econômico = PMEmp + PMF + PMV Engloba toda a base de produção da empresa
  • 11. Vários Conceitos Prazo médio (em dias) em que os materiais permanecem estocados à espera de ingressarem na produção Prazo médio (em dias) que a empresa despende em fabricar o produto final Prazo médio (em dias) que o produto acabado permanece estocado à espera de ser vendido
  • 12. Vários Conceitos Prazo médio (em dias) em que os estoques totais permanecem armazenados à espera de serem consumidos, produzidos e vendidos Prazo médio (em dias) em que as mercadorias ficam armazenadas à espera de serem vendidas Prazo médio (em dias) em que a empresa recebe as vendas realizadas a prazo
  • 13. Características do Capital de Giro em Economias com Inflação Economias estáveis: A manutenção do nível ideal de capital de giro para sustentar as operações pode ser efetuada mediante transferências de receitas de um ciclo operacional para outro Economias Inflacionárias: As variações desproporcionais nos preços dos fatores de produção determinam necessidades geometricamente crescentes de investimentos em capital de giro
  • 14. Investimento em Capital de Giro A manutenção de recursos aplicado em giro visa a sustentação da atividade operacional da empresa O capital de giro é composto por valores depreciáveis perante a inflação e constitui-se no grupo patrimonial menos rentável Assim, o ativo circulante deve conter valores mínimos ou exatamente iguais às necessidades operacionais da empresa
  • 15. Investimento em Capital de Giro Conservadora: A empresa diminui seu risco mediante aplicações em capital de giro maiores para um mesmo nível de produção e vendas Média e agressiva: Prevêem progressivas reduções no circulante, o que eleva o risco e também incrementa sua rentabilidade por adotar menor participação relativa de itens menos rentáveis Dilema risco- retorno Baixos níveis de ativo circulante determinam aumento de rentabilidade e elevação nos riscos de solvência da empresa
  • 16. Investimento em Capital de Giro Exemplo ilustrativo Considerando três níveis de aplicações em capital de giro: $ 1.400.000  $ 1.200.000   $ 2.600.000   $ 520.000  $ 780.000  $ 1.300.000  $ 1.100.000  $ 1.200.000   $ 2.300.000   $ 460.000  $ 690.000  $ 1.150.000  $ 800.000  $ 1.200.000   $ 2.000.000   $ 400.000  $ 600.000  $ 1.000.000  Ativo circulante Ativo permanente Total Passivo circulante Exigível a longo prazo Patrimônio líquido ALTO MÉDIO BAIXO
  • 17. Investimento em Capital de Giro Supondo-se um custo nominal de crédito de 15% para curto prazo e de 20% no longo prazo e um lucro operacional de $ 1.000.000, temos: 35,4% 41,4% 49,2% ROE(retorno s/ o PL) $ 459,60 $ 475,80 $ 492,00 Lucro Líquido (306,40) (317,20) (328,00) IR (40%) $ 766,00 $ 793,00 $ 820,00 Lucro antes do IR 15% x 520,00 = (78,00) 20% x 780,00 = (156,00) 15% x 460,00 = (69,00) 20% x 690,00 = (138,00) 15% x 400,00 = (60,00) 20% x 600,00 = (120,00) Desp. Financeiras:  Passivo Circulante  ELP $ 1.000.000 $ 1.000,000 $ 1.000,00 Lucro Operacional ALTA MÉDIA BAIXA
  • 18. Quanto maior a participação do capital de giro sobre o ativo total, menor será a rentabilidade da empresa Ao adotar uma postura de maior risco, com menores aplicações no capital de giro, a empresa consegue auferir retorno maior O dilema risco-retorno da administração do capital de giro pode ser enfocado em função da participação dos investimentos circulantes em relação ao ativo total Investimento em Capital de Giro
  • 19. Financiamento do Capital de Giro O custo de um crédito a longo prazo é mais caro que o de curto prazo devido ao risco na duração do empréstimo O tomador de recursos de longo prazo obriga-se também a remunerar expectativas de flutuações nas taxas de juros por um tempo maior Aspectos de pós-fixação dos juros e políticas mais rigorosas de exigências de garantias visam minimizar o risco da definição da taxa de juros a longo prazo
  • 20. Financiamento do Capital de Giro Em economias atípicas pode-se observar um custo mais alto para o crédito de curto prazo Escassez de poupança livre e conseqüentemente de fundos para empréstimos; Subsídio ao crédito a longo prazo e a reciprocidade exigida pelos bancos em suas operações de curto prazo. Brasil nas décadas de 80 e 90
  • 21. Financiamento do Capital de Giro Dilema risco-retorno na composição de financiamento Utilizando-se mais de créditos de curto prazo, a empresa poderá obter, sempre que seus custos forem inferiores aos de longo prazo, melhores resultados operacionais RETORNO
  • 22. Se o PC passasse a representar 40% do ativo total (ELP 10% e o PL inalterado em 50%), o lucro da empresa cresceria 3,4% e a rentabilidade sobre o capital próprio, de 35,4% seria elevada para 36,6%. Evolução do LL ($475,20/$459,60) -1 = 3,4% ROE(retorno s/ o PL) Lucro Líquido IR (40%) Lucro antes do IR Desp. Financeiras:  Passivo Circulante  ELP Lucro Operacional 36,6% $ 475,20 (316,80) $ 792,00 15% x 1040,00 = (156,00) 20% x 260,00 = (52,00) $ 1.000.000 ALTA
  • 23. Financiamento do Capital de Giro Maior sensibilidade dos juros de curto prazo às alterações conjunturais Maior dependência da empresa às disponibilidades de crédito no mercado RISCO Dilema risco-retorno na composição de financiamento
  • 24. Financiamento do Capital de Giro É determinado pela atividade normal da empresa Seu montante é definido pelo nível mínimo de necessidades de recursos demandados pelo ciclo operacional Permanente (fixo) Classificação do Capital de Giro Investimento cíclico de recursos em giro que se repete periodicamente, assumindo caráter de permanente
  • 25. Financiamento do Capital de Giro Exemplo: maiores vendas em determinados períodos do ano, ou grandes aquisições de estoques na entressafra Sazonal (variável) Classificação do Capital de Giro É determinado pelas variações temporárias que ocorrem normalmente nos negócios de uma empresa
  • 26. Capitais de giro permanente e sazonal Financiamento do Capital de Giro
  • 27. Abordagem pelo equilíbrio financeiro tradicional Financiamento do Capital de Giro O ativo permanente e o capital de giro permanente são financiados por recursos de longo prazo (próprios ou de terceiros)
  • 28. Abordagem de risco mínimo Financiamento do Capital de Giro A empresa encontra-se totalmente financiada por recursos permanentes (longo prazo), inclusive em suas necessidades sazonais de fundos.
  • 29. Necessidade de Investimento em Capital de Giro R eflete o volume de recursos demandado pelo ciclo operacional da empresa, determinado em função de suas políticas de compras, vendas e estocagem É uma necessidade de capital de longo prazo, que deve lastrear os investimentos cíclicos em cada capital de giro O CCL adequado deve cobrir as necessidades mínimas de ativos circulantes de uma empresa, e as necessidades sazonais de recursos são supridas por passivos circulantes
  • 30. Necessidade de Investimento em Capital de Giro Exemplo ilustrativo volume de vendas: $ 40.000/mês, sendo $ 10.000 a prazo prazo médio de cobrança: 18 dias estoque mínimo: 15 dias de vendas (a preço de custo) porcentagem do custo de produção: 40% do preço de venda volume mínimo de caixa : $ 1.500 para 10 dias $ 10.000 $ 20.000 $ 20.000            $ 50.000 Passivo circulante ELP Patrimônio líquido    Total: $ 20.000 $ 2.000 $ 10.000 $ 8.000 $ 30.000 $ 50.000 Ativo circulante  Caixa  Valores a receber  Estoques Ativo permanente    Total:
  • 31. Necessidade de Investimento em Capital de Giro Podemos apurar o seguinte montante de capital de giro sazonal e permanente: 2.000 10.000 8.000 20.000   500 4.000 –     4.500   1.500 6.000 8.000 15.500   Caixa Valores a receber ($ 10.000 x 18/30) Estoques (40% x $ 40.000) x 15/30    Total Total ($) Sazonal ($) Permanente ($) ATIVO CIRCULANTE
  • 32. Necessidade de Investimento em Capital de Giro Existência de participação de recursos de curto prazo no financiamento do capital de giro PL $ 20.000 Ativo Permanente $ 30.000 ELP $ 20.000 AC Cíclico $ 15.500 PC $ 10.000 AC Sazonal $ 4.500
  • 33. O ativo de giro cíclico tem caráter essencialmente operacional O ativo de giro sazonal pode conter valores de caráter não operacional Os passivos podem ser operacionais que renovam-se periodicamente, tornando uma fonte permanente de recursos para financiamento do giro Financeiros que não apresentam uma relação direta e proporcional com o ciclo operacional da empresa Necessidade de Investimento em Capital de Giro CCL e NIG
  • 34. Necessidade de Investimento em Capital de Giro Financiamento do giro em situação de expansão Em condições de expansão da atividade operacional, é fundamental a presença de um lastro financeiro direcionado a suportar as necessidades crescentes de recursos Um overtrading ocorre quando o CCL existente não é suficiente para cobrir os investimentos adicionais necessários em giro Em condições de crescimento sem o adequado suporte financeiro, a empresa é levada a se financiar com créditos onerosos de curto prazo
  • 35. Bibliografia ASSAF NETO, Alexandre. Matemática financeira e suas aplicações . 7. Ed. São Paulo: Atlas, 2002. BENNINGA, Simon Z.; Sarig, Oded H. Corporate finance : a valuation approach. New York: McGraw-Hill, 1997. BREALEY, Richard A.; MYERS, Stewart C. Principles of corporate finance . 6. Ed. New York: McGraw-Hill, 2001. BRIGHAM, Eugene F.; GAPENSKI, Louis C.; EHRHARDT, Michael C. Administração Financeira . São Paulo: Atlas, 2001. ROSS, Stephen A.; WESTERFIELD, Randolph W.; JAFFE, Jeffrey F. Administração financeira . 2. Ed. São Paulo: Atlas, 2002 VAN HORNE, James C. Financial management and policy . 12. Ed. New York: Prentice Hall, 2002.