BRICKER URETEROILEOSTOMIA CUTÂNEA
BRICKER “  Os  dados científicos atuais não  permitem recomendações  seguras  sobre  qual  o melhor tipo de  derivação  urinária ,  qual o melhor segmento  intestinal a  ser utilizado e  qual  a  melhor  técnica  cirúrgica  a  ser empregada “ Gore JL, Litwin MS  World J Urol  2009
BRICKER Derivação urinária externa incontinente 1950 – exentereção pélvica em mulher É a derivação urinária mais realizada, mais simples, com menores taxas de complicações per e pós-op Pode ser realizada em pctes com estado geral comprometido e ou creatinina > 2,5 mg/ml Número maior urologistas aptos Menor incidência de lesão do trato urinário superior no longo prazo
BRICKER- INDICAÇÕES Após cistectomia e/ou uretrectomia Bexiga e uretra muito doentes – fístulas vesicovaginais ou vesicoretais, actínicas ,complexas, cistite intersticial grave Neoplasia pélvica avançada com obstrução ureteral bilateral com ureterohidronefrose e IRA pós-renal Pré tx renal quando a bexiga não tem condições de receber o ureter do órgão transplantado Bexiga com reservatório inadequado com incontinência urinária total Bexigas desfuncionalizadas que resultem em obstrução ureteral, complacência inadequada com deterioração do trato urinário superior
BRICKER- DESVANTAGENS Necessidade de estoma cutâneo e bolsa coletora  Dificuldade de colocar a bolsa Dermatites Medo de vazamento em ocasiões sociais
NEOBEXIGA Incontinência noturna frequente com necessidade de fraldas ou coletores penianos externos Dormir em cama separada do cônjuge Necessidade de cateterismo  do reservatório quando resíduo aumentado ou hipercontinência
NEOBEXIGA- Quando fazer ? -  motivado Ativo , condições p/ CIL , visão , habilidade manual  sem comorbidades significativas  boa função renal e hepática neoplasia de bom prognóstico BRICKER P/ TODOS OS OUTROS CASOS
BRICKER- TÉCNICA Preparo intestinal pré-op Local do estoma no QID- cuidado com cicatrizes, dobras parede abdome, umbigo, proeminências ósseas. Deve ser visto pelo pcte. Antibioticoprofilaxia e heparina SC profilática DDH ,Laparotomia mediana infraumbilical Segmento de íleo de 10 a 15 cm selecionado a 10 a 15 cm da válvula ileocecal. Seleciona-se um pedículo vascular por transparência e secciona-se o mesentério não mais que 5 cm. Esse segmento deve ficar posterior a reconstrução do tubo digestivo Ileoileostomia um plano sutura contínua ou separada fio 3-0 e fechamento da brecha do mesentério
BRICKER - TÉCNICA Segmento isolado é lavado com SF 0,9 % Fechamento da extremidade proximal do conduto Transposição do ureter esq sob o mesocólon sigmóide Anastomoses ureterais ao conduto –Bricker , Wallace. Espatulação de 1 cm posteromedial,sutura contínua ou separada  fio absorvível 4-0  Stents ureterais 6 Ch fixados e exteriorizados pelo conduto Urostomia – QID, segmento circular de pele e subcutâneo de 2 a 3 cm, incisão em cruz da aponeurose, 2 dedos, técnica de Brooke Fixação do conduto a parede lateroposterior direita para minimizar risco de hérnia interna Dreno penrose
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BRICKER - COMPLICAÇÕES Fístula urinária- 2% Fístula digestiva - 2% Sepse- 3% Pielonefrite aguda – 3 a 18 % Infecção ferida – 7% Deiscência ferida- 3% Sangramento GI- 2% Abscesso – 2% Íleo prolongado – 6% Sangramento conduto- 2 a 10 % obstrução intestinal – 3 a 5 % Obstrução ureteral -  2 a 6 % Hérnia parestomal – 2 % Estenose estoma – 3% Urolitíase – 7 % Acidose metabólica – 13  % Fístula conduto-entérica - < 1 % Deterioração do TUS- 60% em 20 anos com 7% hemodiálise

URETEROILEOSTOMIA CUTÂNEA

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    BRICKER “ Os dados científicos atuais não permitem recomendações seguras sobre qual o melhor tipo de derivação urinária , qual o melhor segmento intestinal a ser utilizado e qual a melhor técnica cirúrgica a ser empregada “ Gore JL, Litwin MS World J Urol 2009
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    BRICKER Derivação urináriaexterna incontinente 1950 – exentereção pélvica em mulher É a derivação urinária mais realizada, mais simples, com menores taxas de complicações per e pós-op Pode ser realizada em pctes com estado geral comprometido e ou creatinina > 2,5 mg/ml Número maior urologistas aptos Menor incidência de lesão do trato urinário superior no longo prazo
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    BRICKER- INDICAÇÕES Apóscistectomia e/ou uretrectomia Bexiga e uretra muito doentes – fístulas vesicovaginais ou vesicoretais, actínicas ,complexas, cistite intersticial grave Neoplasia pélvica avançada com obstrução ureteral bilateral com ureterohidronefrose e IRA pós-renal Pré tx renal quando a bexiga não tem condições de receber o ureter do órgão transplantado Bexiga com reservatório inadequado com incontinência urinária total Bexigas desfuncionalizadas que resultem em obstrução ureteral, complacência inadequada com deterioração do trato urinário superior
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    BRICKER- DESVANTAGENS Necessidadede estoma cutâneo e bolsa coletora Dificuldade de colocar a bolsa Dermatites Medo de vazamento em ocasiões sociais
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    NEOBEXIGA Incontinência noturnafrequente com necessidade de fraldas ou coletores penianos externos Dormir em cama separada do cônjuge Necessidade de cateterismo do reservatório quando resíduo aumentado ou hipercontinência
  • 7.
    NEOBEXIGA- Quando fazer? - motivado Ativo , condições p/ CIL , visão , habilidade manual sem comorbidades significativas boa função renal e hepática neoplasia de bom prognóstico BRICKER P/ TODOS OS OUTROS CASOS
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    BRICKER- TÉCNICA Preparointestinal pré-op Local do estoma no QID- cuidado com cicatrizes, dobras parede abdome, umbigo, proeminências ósseas. Deve ser visto pelo pcte. Antibioticoprofilaxia e heparina SC profilática DDH ,Laparotomia mediana infraumbilical Segmento de íleo de 10 a 15 cm selecionado a 10 a 15 cm da válvula ileocecal. Seleciona-se um pedículo vascular por transparência e secciona-se o mesentério não mais que 5 cm. Esse segmento deve ficar posterior a reconstrução do tubo digestivo Ileoileostomia um plano sutura contínua ou separada fio 3-0 e fechamento da brecha do mesentério
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    BRICKER - TÉCNICASegmento isolado é lavado com SF 0,9 % Fechamento da extremidade proximal do conduto Transposição do ureter esq sob o mesocólon sigmóide Anastomoses ureterais ao conduto –Bricker , Wallace. Espatulação de 1 cm posteromedial,sutura contínua ou separada fio absorvível 4-0 Stents ureterais 6 Ch fixados e exteriorizados pelo conduto Urostomia – QID, segmento circular de pele e subcutâneo de 2 a 3 cm, incisão em cruz da aponeurose, 2 dedos, técnica de Brooke Fixação do conduto a parede lateroposterior direita para minimizar risco de hérnia interna Dreno penrose
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    BRICKER - COMPLICAÇÕESFístula urinária- 2% Fístula digestiva - 2% Sepse- 3% Pielonefrite aguda – 3 a 18 % Infecção ferida – 7% Deiscência ferida- 3% Sangramento GI- 2% Abscesso – 2% Íleo prolongado – 6% Sangramento conduto- 2 a 10 % obstrução intestinal – 3 a 5 % Obstrução ureteral - 2 a 6 % Hérnia parestomal – 2 % Estenose estoma – 3% Urolitíase – 7 % Acidose metabólica – 13 % Fístula conduto-entérica - < 1 % Deterioração do TUS- 60% em 20 anos com 7% hemodiálise