O Imprescindível da Urodinâmica Alexandre Fornari
Urodinâmica em urologia feminina Quando você faz urodinâmica antes de corrigir cirurgicamente uma incontinência urinária de esforço? Sempre Nunca Somente em situações especiais como prolapso concomitante, urgência miccional associada, DM, etc. Somente após um primeiro procedimento sem sucesso.
“ Não há correlação estreita entre a sintomatologia clínica e o resultado urodinâmico em 50% dos casos” Jensen JK et al, Am J Obstet Gynecol, 1994 Cundiff GW et al ,  Am J Obstet Gynecol, 1997 “ Na população geriátrica, a correlação entre os sintomas e os achados urodinâmicos é ainda menor, em virtude da diminuição na capacidade cognitiva e da coexistência de patologias” Por que fazer urodinâmica antes do tratamento da incontinência urinária de esforço?
“ .. .  Em mulheres com sintoma típico de IUE, de 11% a 35% apresentam hiperatividade detrusora ao estudo urodinâmico, de acordo com o estudo analisado”   Lagro-Jansen et al, BJU i, 1991  McGuire EJ, 1992 Bryne et al, BJU i, 1987  “ ...Mais de 22% das mulhers com sintomas de OAB, apresentam incontinência aos esforços no estudo urodinâmico”   Jarvis et al, Br J Obstet Gynecol, 1980
Urodinâmica - recomendações. Antes de um tratamento invasivo. Diante da falha de um tratamento conservador ou invasivo. Na presença de fatores de risco neurológicos ou metabólicos. Suspeita de hiperatividade, formas complicadas de incontinência ou ttos experimentais
 
A urodinâmica pode alterar o resultado do tratamento?
 
“ Urodinâmica é uma ferramenta diagnóstica apenas e a falta de critérios uniformes prejudica muito seu desempenho como teste diagnóstico”
Urodinâmica na abordagem conservadora Não houve diferença significativa na resposta ao tratamento fisioterápico da incontinência urinária, nos grupos que fizeram urodinâmica ou não (50-59% X 57%).
Apenas 14% das pacientes com sintomas de incontinência urinária mista confirmaram este diagnóstico no estudo urodinâmico. Idade é um fator importante! Incontinência urinária mista
Incontinência urinária mista
 
Fatores de bom prognóstico: Hiperatividade desencadeada por manobras de esforço Hiperatividade com contrações de baixa intensidade Prolapso e hipermobilidade uretral
O único fator de risco pre-operatório identificado para o desenvolvimento de urge-incontinência de novo foi a presença de elevações da pressão detrusora na urodinamica pré operatoria. Fatores como raça, cirurgias prévias, etc. não foram significativos. A idade, implicada em outros estudos, não foi significativa neste.
Pressão de perda interessa?
* Pacientes com DEI, VLPP<60
 
40% das pacientes com prolapso grau II ou maior tem IUE Metade das restantes vão demonstrar incontinência em um estudo urodinâmico com redução do prolapso. As complicações de uma cirurgia anti-incontinência devem ser pesadas contra o potencial risco de aparecimento de incontinência pós-operatória nas demais. A incidência de IUE e de urge-incontinência foi de 7% cada, neste estudo retrospectivo com 76 pcts.7%
Padrões de estudo fluxo/pressão em mulheres Função detrusora pré-operatória
Função detrusora pré-operatória Difícil de ser avaliada em mulheres Stop Test Fator de Watts Slings não obstrutivos Paciente que tem bom fluxo e esvazia bem a bexiga tem hipocontratilidade detrusora????
Imprescindível da urodinâmica Conclusões: - Nos proporciona um diagnóstico mais preciso. - Nem sempre este diagnóstico mais preciso modifica a nossa conduta e em muitos casos não melhora os resultados do tratamento. - Em situações singulares como IUM e prolapsos, pode nos trazer informações valiosas para a decisão terapêutica.
Obrigado!!! http://urodinamica-rs.webnode.com/

O Imprescindível da Urodinâmica

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    O Imprescindível daUrodinâmica Alexandre Fornari
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    Urodinâmica em urologiafeminina Quando você faz urodinâmica antes de corrigir cirurgicamente uma incontinência urinária de esforço? Sempre Nunca Somente em situações especiais como prolapso concomitante, urgência miccional associada, DM, etc. Somente após um primeiro procedimento sem sucesso.
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    “ Não hácorrelação estreita entre a sintomatologia clínica e o resultado urodinâmico em 50% dos casos” Jensen JK et al, Am J Obstet Gynecol, 1994 Cundiff GW et al , Am J Obstet Gynecol, 1997 “ Na população geriátrica, a correlação entre os sintomas e os achados urodinâmicos é ainda menor, em virtude da diminuição na capacidade cognitiva e da coexistência de patologias” Por que fazer urodinâmica antes do tratamento da incontinência urinária de esforço?
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    “ .. . Em mulheres com sintoma típico de IUE, de 11% a 35% apresentam hiperatividade detrusora ao estudo urodinâmico, de acordo com o estudo analisado” Lagro-Jansen et al, BJU i, 1991 McGuire EJ, 1992 Bryne et al, BJU i, 1987 “ ...Mais de 22% das mulhers com sintomas de OAB, apresentam incontinência aos esforços no estudo urodinâmico” Jarvis et al, Br J Obstet Gynecol, 1980
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    Urodinâmica - recomendações.Antes de um tratamento invasivo. Diante da falha de um tratamento conservador ou invasivo. Na presença de fatores de risco neurológicos ou metabólicos. Suspeita de hiperatividade, formas complicadas de incontinência ou ttos experimentais
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    A urodinâmica podealterar o resultado do tratamento?
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    “ Urodinâmica éuma ferramenta diagnóstica apenas e a falta de critérios uniformes prejudica muito seu desempenho como teste diagnóstico”
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    Urodinâmica na abordagemconservadora Não houve diferença significativa na resposta ao tratamento fisioterápico da incontinência urinária, nos grupos que fizeram urodinâmica ou não (50-59% X 57%).
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    Apenas 14% daspacientes com sintomas de incontinência urinária mista confirmaram este diagnóstico no estudo urodinâmico. Idade é um fator importante! Incontinência urinária mista
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    Fatores de bomprognóstico: Hiperatividade desencadeada por manobras de esforço Hiperatividade com contrações de baixa intensidade Prolapso e hipermobilidade uretral
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    O único fatorde risco pre-operatório identificado para o desenvolvimento de urge-incontinência de novo foi a presença de elevações da pressão detrusora na urodinamica pré operatoria. Fatores como raça, cirurgias prévias, etc. não foram significativos. A idade, implicada em outros estudos, não foi significativa neste.
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    * Pacientes comDEI, VLPP<60
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    40% das pacientescom prolapso grau II ou maior tem IUE Metade das restantes vão demonstrar incontinência em um estudo urodinâmico com redução do prolapso. As complicações de uma cirurgia anti-incontinência devem ser pesadas contra o potencial risco de aparecimento de incontinência pós-operatória nas demais. A incidência de IUE e de urge-incontinência foi de 7% cada, neste estudo retrospectivo com 76 pcts.7%
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    Padrões de estudofluxo/pressão em mulheres Função detrusora pré-operatória
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    Função detrusora pré-operatóriaDifícil de ser avaliada em mulheres Stop Test Fator de Watts Slings não obstrutivos Paciente que tem bom fluxo e esvazia bem a bexiga tem hipocontratilidade detrusora????
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    Imprescindível da urodinâmicaConclusões: - Nos proporciona um diagnóstico mais preciso. - Nem sempre este diagnóstico mais preciso modifica a nossa conduta e em muitos casos não melhora os resultados do tratamento. - Em situações singulares como IUM e prolapsos, pode nos trazer informações valiosas para a decisão terapêutica.
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Notas do Editor

  • #10 CNI’s, variação teste/reteste 10%