CANCER DE TESTICULOLucas NogueiraAbril 2010
INCIDÊNCIANeoplasia mais freqüente em homens com idade inferior a 45 anos.Compõem cerca de 1% a 1,5% dos tumores do sexo masculino e cerca de 5% de todos os tumores urológicos. Incidência de cerca de três a seis casos para cada 100.000 homens / ano na sociedade oriental.
Number of new cases and age-standardised* incidence rates for testicular cancer, Great Britain, 1975–2003
Age-standardised* incidence and mortality rates for testicular cancer, Great Britain, 1975–2004
Number of new cases and age-specific incidence rates for testicular cancer, UK, 2003
PATHOGENESISRace
Socioeconomic class/occupation
Infertility
Cryptorchidism
High levels of maternal estrogens
Low and high birth weights
Neonatal jaundiceOrigemTumoresoriginados das célulasgerminativas (espermatogônia)70%apresentamalterações no chromossomo12p (i12p)Predictable differentiation pathway
GERM CELL TUMORS:WHO CLASSIFICATIONTumors of one histologic type:SeminomaSpermatocyticSeminomaEmbryonal Carcinoma	Yolk Sac TumorPolyembryomaChoriocarcinoma (and variants)Teratoma	  - with “secondary somatic malignancy”Tumors of more than one histologictype
IncidenceTeratomas and yolk sac tumors in neonates and infants	- 0.12 per 100,000Seminomas and mixed GCT occurring after puberty	- 6.0 per 100,000Spermatocytic Seminoma in older males	- 0.2 per 100,000
FREQUENCY OF HISTOLOGIC TYPES OF TESTICULAR GERM CELL TUMORSPure histology%Seminoma		26.9Spermatocytic2.4Emb Ca	3.1Yolk Sac Tumor2.4Teratoma		  2.7Choriocarcinoma	  0.1ITGCN			  0.6Mostofiet al, 1987Mixed histology%EC + YST + T + SCT		14.3Seminoma + SCT	  	  8.2ECA + YST + T + S + SCT	  	  7.4ECA + YST + Teratoma 	  4.7YST + Teratoma2.5ECA + Teratoma1.4Other	combinations		24.0
TESTICULAR GERM CELL TUMORSHISTOGENESISItuYSTYSTItuSS+AFPEC+AFPM TerGermCellIGCNUSS+ECDECI TerItuECEC+STGCS+STGCItuTrophCC
Tumor MarkersHuman Chorionic Gonadotropin (HCG)Trophoblastic originAlpha-Fetoprotein (AFP)Yolk Sac originLactic Acid Dehydrogenase (LDH)Corresponds to tumor bulk
FIVE YEAR SURVIVAL FOR PATIENTS WITH SEMINOMAHistologyStage IStage IIStage IIIClassical	68/71 (95%)   11/19 (58%)	  3/6 (50%)Anaplastic	11/11 (100%)   7/11 (64%)	  2/3 (68%)Cockburn et al.
NONSEMINOMATOUS GERM CELL TUMORS OF THE TESTISPathologic risk factors for relapse: vascular invasion
 predominant embryonal carcinoma (>80%)        histologyVASCULAR INVASION VERSUS TUMOR RECURRENCE	VI +		VI -		P Local Pathology	12/34 (35%)	51/268 (19%)	<0.05 Central Pathology	52/125 (42%)	16/199 (8%)	<0.001TCIS. JCO 1992; 10:69.
Exploração InicialTodo paciente com massa testicular suspeita, deve ser submetido à exploração cirúrgica por via inguinal com exteriorização do testículo .Orquiectomia com ressecção do epidídimo e todo o cordão espermático deve ser realizada se tumor for encontrado.Se houver dúvida diagnóstica, biopsia testicular pode ser realizada através de congelaçãoRichie JP et al, 2002
Primary TumorRadical Inguinal Orchiectomyhigh ligation of the spermatic cordTransscrotal Approach2.9% vs 0.4% local recurrence rate
Estadiamento
Estadiamento
Estadiamento
Estadiamento
Estadiamento
Estadiamento
Estadiamento
GruposPrognósticos
Prognóstico Intermediário
Prognóstico Ruim
Estadio I – Fatores PrognósticosSeminomatamanho do tumor (> 4 cm)invasão de retetestis. Não seminomatososInfiltração vascular / linfática carcinoma embrionário (acima de 50%)estádio patológico (pT >2)marcadores tumorais elevadosausência de teratoma maduro ou tumor de saco vitelinoidade avançada do paciente.
Seminoma
Seminoma EC1Aproximadamente 70%20% recorrência em 5 anoTratamento adjuvante (fatores prognósticos):vigilância ativaradioterapia linfonodalretroperitonial (RXT)quimioterapia (QT). O prognóstico é excelente, com taxas de sobrevida livre da doença em longo prazo próximas de 100%
Seminoma EC1Vigilância Ativa20% recorrência em 5 anoAlta eficácia da RTx ou QTx em caso de recorrênciaSeguimento rigoroso através de TC, Rx tórax e marcadoresBaixo índice de aderênciaExposição a radiação
Seminoma EC1Vigilância AtivaFollow-up schedule
PE, CXR, STM
Monthlyx1 year,
2 months x 2 years,
3 months x 3 years,
 Annually
CT AP
q4 months x 2 years, then annuallySeminoma EC1RadioterapiaRegião para-aórtica e inclusão dos linfonodos ilíacos ipsilaterais(20-24 Gy) Taxa de recorrência de apenas 1 a 3% em cinco anos, sendo que quase a totalidade das recorrências ocorre fora do campo irradiado.Seguimento rigoroso através de TC, Rx tórax e marcadoresA não inclusão dos linfonodos ilíacos associada à diminuição dos efeitos colaterais, porém com aumento de 2% da taxa de recorrência.
Seminoma EC1Linfadenectomia RetroperitonialNão há recomendação para esta modalidade em paciente neste estádio clínico.  
Seminoma EC1QuimioterapiaQuimioterapia com dose única de carboplatina é um tratamento alternativo à vigilância ativa e à radioterapia em pacientes com seminoma EC I (risco intermediário).Estudos recentes mostraram vantagem no uso de 2 ciclos de carboplastina em relação às outras modalidades, mas resultados em longo prazo ainda são necessários para sua indicação
Seminoma EC IIABN1 – menos de 5 linfonodos, < 2cmN2  Mais de 5 linfonodos, < 2 cmLinfonodos entre 2 e 5 cmEvidência de extensão extra-gonadalS0 ou S1
Seminoma EC IIABVigilância AtivaNão há indicação neste grupo
Seminoma EC IIABRadioterapia AdjuvanteDose de 30 a 36 Gy,  incluindo além da região para-aórtica, a região ilíaca ipsilateral.No EC IIB, as margens laterais devem se estender por 1,5 cm além dos linfonodos acometidos.Taxas de recorrência em 6 anos para estádios IIA e IIB de 5% e 11%, respectivamente; sobrevida global no período próxima a 100%
Seminoma EC IIABRadioterapia AdjuvanteRecorrência: Qtx de salvação conforme grupos de risco.Bom prognóstico: 3 ciclos de BEP.Se há contra-indicação à bleomicina, o esquema com 4 ciclos de EP pode ser utilizado.Risco intermediário:4 ciclos de BEP

Câncer de Testículo

  • 1.
    CANCER DE TESTICULOLucasNogueiraAbril 2010
  • 2.
    INCIDÊNCIANeoplasia mais freqüenteem homens com idade inferior a 45 anos.Compõem cerca de 1% a 1,5% dos tumores do sexo masculino e cerca de 5% de todos os tumores urológicos. Incidência de cerca de três a seis casos para cada 100.000 homens / ano na sociedade oriental.
  • 3.
    Number of newcases and age-standardised* incidence rates for testicular cancer, Great Britain, 1975–2003
  • 4.
    Age-standardised* incidence andmortality rates for testicular cancer, Great Britain, 1975–2004
  • 5.
    Number of newcases and age-specific incidence rates for testicular cancer, UK, 2003
  • 6.
  • 7.
  • 8.
  • 9.
  • 10.
    High levels ofmaternal estrogens
  • 11.
    Low and highbirth weights
  • 12.
    Neonatal jaundiceOrigemTumoresoriginados dascélulasgerminativas (espermatogônia)70%apresentamalterações no chromossomo12p (i12p)Predictable differentiation pathway
  • 14.
    GERM CELL TUMORS:WHOCLASSIFICATIONTumors of one histologic type:SeminomaSpermatocyticSeminomaEmbryonal Carcinoma Yolk Sac TumorPolyembryomaChoriocarcinoma (and variants)Teratoma - with “secondary somatic malignancy”Tumors of more than one histologictype
  • 15.
    IncidenceTeratomas and yolksac tumors in neonates and infants - 0.12 per 100,000Seminomas and mixed GCT occurring after puberty - 6.0 per 100,000Spermatocytic Seminoma in older males - 0.2 per 100,000
  • 16.
    FREQUENCY OF HISTOLOGICTYPES OF TESTICULAR GERM CELL TUMORSPure histology%Seminoma 26.9Spermatocytic2.4Emb Ca 3.1Yolk Sac Tumor2.4Teratoma 2.7Choriocarcinoma 0.1ITGCN 0.6Mostofiet al, 1987Mixed histology%EC + YST + T + SCT 14.3Seminoma + SCT 8.2ECA + YST + T + S + SCT 7.4ECA + YST + Teratoma 4.7YST + Teratoma2.5ECA + Teratoma1.4Other combinations 24.0
  • 17.
    TESTICULAR GERM CELLTUMORSHISTOGENESISItuYSTYSTItuSS+AFPEC+AFPM TerGermCellIGCNUSS+ECDECI TerItuECEC+STGCS+STGCItuTrophCC
  • 18.
    Tumor MarkersHuman ChorionicGonadotropin (HCG)Trophoblastic originAlpha-Fetoprotein (AFP)Yolk Sac originLactic Acid Dehydrogenase (LDH)Corresponds to tumor bulk
  • 19.
    FIVE YEAR SURVIVALFOR PATIENTS WITH SEMINOMAHistologyStage IStage IIStage IIIClassical 68/71 (95%) 11/19 (58%) 3/6 (50%)Anaplastic 11/11 (100%) 7/11 (64%) 2/3 (68%)Cockburn et al.
  • 20.
    NONSEMINOMATOUS GERM CELLTUMORS OF THE TESTISPathologic risk factors for relapse: vascular invasion
  • 21.
    predominant embryonalcarcinoma (>80%) histologyVASCULAR INVASION VERSUS TUMOR RECURRENCE VI + VI - P Local Pathology 12/34 (35%) 51/268 (19%) <0.05 Central Pathology 52/125 (42%) 16/199 (8%) <0.001TCIS. JCO 1992; 10:69.
  • 22.
    Exploração InicialTodo pacientecom massa testicular suspeita, deve ser submetido à exploração cirúrgica por via inguinal com exteriorização do testículo .Orquiectomia com ressecção do epidídimo e todo o cordão espermático deve ser realizada se tumor for encontrado.Se houver dúvida diagnóstica, biopsia testicular pode ser realizada através de congelaçãoRichie JP et al, 2002
  • 23.
    Primary TumorRadical InguinalOrchiectomyhigh ligation of the spermatic cordTransscrotal Approach2.9% vs 0.4% local recurrence rate
  • 24.
  • 25.
  • 26.
  • 27.
  • 28.
  • 29.
  • 30.
  • 31.
  • 32.
  • 33.
  • 34.
    Estadio I –Fatores PrognósticosSeminomatamanho do tumor (> 4 cm)invasão de retetestis. Não seminomatososInfiltração vascular / linfática carcinoma embrionário (acima de 50%)estádio patológico (pT >2)marcadores tumorais elevadosausência de teratoma maduro ou tumor de saco vitelinoidade avançada do paciente.
  • 35.
  • 36.
    Seminoma EC1Aproximadamente 70%20%recorrência em 5 anoTratamento adjuvante (fatores prognósticos):vigilância ativaradioterapia linfonodalretroperitonial (RXT)quimioterapia (QT). O prognóstico é excelente, com taxas de sobrevida livre da doença em longo prazo próximas de 100%
  • 37.
    Seminoma EC1Vigilância Ativa20%recorrência em 5 anoAlta eficácia da RTx ou QTx em caso de recorrênciaSeguimento rigoroso através de TC, Rx tórax e marcadoresBaixo índice de aderênciaExposição a radiação
  • 38.
  • 39.
  • 40.
  • 41.
    2 months x2 years,
  • 42.
    3 months x3 years,
  • 43.
  • 44.
  • 45.
    q4 months x2 years, then annuallySeminoma EC1RadioterapiaRegião para-aórtica e inclusão dos linfonodos ilíacos ipsilaterais(20-24 Gy) Taxa de recorrência de apenas 1 a 3% em cinco anos, sendo que quase a totalidade das recorrências ocorre fora do campo irradiado.Seguimento rigoroso através de TC, Rx tórax e marcadoresA não inclusão dos linfonodos ilíacos associada à diminuição dos efeitos colaterais, porém com aumento de 2% da taxa de recorrência.
  • 46.
    Seminoma EC1Linfadenectomia RetroperitonialNãohá recomendação para esta modalidade em paciente neste estádio clínico.  
  • 47.
    Seminoma EC1QuimioterapiaQuimioterapia comdose única de carboplatina é um tratamento alternativo à vigilância ativa e à radioterapia em pacientes com seminoma EC I (risco intermediário).Estudos recentes mostraram vantagem no uso de 2 ciclos de carboplastina em relação às outras modalidades, mas resultados em longo prazo ainda são necessários para sua indicação
  • 48.
    Seminoma EC IIABN1– menos de 5 linfonodos, < 2cmN2 Mais de 5 linfonodos, < 2 cmLinfonodos entre 2 e 5 cmEvidência de extensão extra-gonadalS0 ou S1
  • 49.
    Seminoma EC IIABVigilânciaAtivaNão há indicação neste grupo
  • 50.
    Seminoma EC IIABRadioterapiaAdjuvanteDose de 30 a 36 Gy, incluindo além da região para-aórtica, a região ilíaca ipsilateral.No EC IIB, as margens laterais devem se estender por 1,5 cm além dos linfonodos acometidos.Taxas de recorrência em 6 anos para estádios IIA e IIB de 5% e 11%, respectivamente; sobrevida global no período próxima a 100%
  • 51.
    Seminoma EC IIABRadioterapiaAdjuvanteRecorrência: Qtx de salvação conforme grupos de risco.Bom prognóstico: 3 ciclos de BEP.Se há contra-indicação à bleomicina, o esquema com 4 ciclos de EP pode ser utilizado.Risco intermediário:4 ciclos de BEP