Exenteração Pélvica Total Tumor de Reto T4 Sergio Renato Pais Costa Serviço Cirurgia Geral-Oncocirurgia – Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo. Especialista em Cancerologia Cirúrgica e Mestre em Cirurgia pela UNIFESP-EPM.
Tu de Reto Extra-peritonial Localmente avançado (T3-4/N+) Tendência da literatura se diagnóstico pré-op. = RXT ou RXT+QT neoadjuvante (cirurgia 4-6sem), Devido: < recidiva pélvica e + preservação esfincteriana, P/ T3-4/N+ pós-op. – NCI (1990) recomenda rxt + qt adjuvantes, Situações de exceção: fistula, ausência de resposta e impossibilidade/intolaberabilidade de RXT/QT = exenteração pélvica.
Exenteração Pélvica Total  Tumor de Reto T4 Cirurgia ultra-radical – Brunschwig 1948, Ressecção completa em monobloco de todos os orgãos pélvicos + derivação urinária, Indicação restrita as neoplasias pélvicas localmente avançadas, recorrentes ou persistentes (reto, cérvix, útero e bexiga).
Exenteração Pélvica Total  Tumor de Reto T4 Inicialmente alta morbi-mortalidade, Melhor suporte (Advento de UTI) + melhoria técnica (anestesia+cirurgia) = diminuição da mortalidade porém morbidade ainda elevada, Para adenoca de reto T4, em nosso meio Costa SRP et al, 2006: Mortalidade = 6,66% e Morbidade= 53,33%.
Exenteração Pélvica Total Tumor de Reto T4 Sobrevida cirurgia R0 = T4 varia de 20 a 70 % em 5 anos (Ike et al, 2001), Em nosso meio, Costa SRP et al, 2006 = 35,7 % em 5 anos. Se boa seleção do paciente = sobrevida prolongada com melhor qualidade de vida (dor, fístula, sangramento).
Caso Pte de 66 anos com dor abdominal – hipogástrio + pneumatúria há 15 dias. Alteração hábito intestinal prévia, Sem doenças associadas,
Caso Exame clínico: Massa dolorosa, palpável 15cm fixa anteriormente em reg. hipogástrio, Toque retal: lesão ulcerada-infiltrativa fixa anteriormente há 8 cm da borda anal.
Caso Exames subsidiários: Anemia (11,3/34), Leucocitose (22000) c/ desvio e (14%), Colonoscopia: lesão ulcerada-infiltrativa em parede anterior do reto de início a 8cm até 15 cm da borda anal.
Caso TC de Pelve: Lesão heterogênea envolvendo reto+bexiga com ar interior da bexiga.
TC de Pelve Lesão vegetante p/ interior da bexiga,
Caso Indicado cirurgia – achado = grande tumoração de reto infiltrando parede abdominal+bexiga e próstata. Realizado: Exenteração pélvica total (reto+próstata+bexiga+ureteres+vesículas seminais+vasos ilíacos internos) ampliada c/ ressecção parcial parede abdominal + Linfadenectomia pélvica-obturatória bilateral +Ureteroileostomia a Bricker.
Peça operatória
Grande lesão ulcerada no reto com perfuração p/ bexiga
Lesão com vegetação p/interior da bexiga
Aspecto da pelve pós-ressecção
Ureteroileostomia a Bricker
Conclusão Complicação íleo prolongado resolvido -boa evolução pós-operatória. Histologia: adenocarcinoma moderadamente diferenciado com invasão de bexiga e próstata – margens livres , linfonodos 0/37 (T4N0M0). Não indicado adjuvância = morbidade. Pte vivo sem recidivas (Po 3 m).

Exenteração Pélvica

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    Exenteração Pélvica TotalTumor de Reto T4 Sergio Renato Pais Costa Serviço Cirurgia Geral-Oncocirurgia – Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo. Especialista em Cancerologia Cirúrgica e Mestre em Cirurgia pela UNIFESP-EPM.
  • 2.
    Tu de RetoExtra-peritonial Localmente avançado (T3-4/N+) Tendência da literatura se diagnóstico pré-op. = RXT ou RXT+QT neoadjuvante (cirurgia 4-6sem), Devido: < recidiva pélvica e + preservação esfincteriana, P/ T3-4/N+ pós-op. – NCI (1990) recomenda rxt + qt adjuvantes, Situações de exceção: fistula, ausência de resposta e impossibilidade/intolaberabilidade de RXT/QT = exenteração pélvica.
  • 3.
    Exenteração Pélvica Total Tumor de Reto T4 Cirurgia ultra-radical – Brunschwig 1948, Ressecção completa em monobloco de todos os orgãos pélvicos + derivação urinária, Indicação restrita as neoplasias pélvicas localmente avançadas, recorrentes ou persistentes (reto, cérvix, útero e bexiga).
  • 4.
    Exenteração Pélvica Total Tumor de Reto T4 Inicialmente alta morbi-mortalidade, Melhor suporte (Advento de UTI) + melhoria técnica (anestesia+cirurgia) = diminuição da mortalidade porém morbidade ainda elevada, Para adenoca de reto T4, em nosso meio Costa SRP et al, 2006: Mortalidade = 6,66% e Morbidade= 53,33%.
  • 5.
    Exenteração Pélvica TotalTumor de Reto T4 Sobrevida cirurgia R0 = T4 varia de 20 a 70 % em 5 anos (Ike et al, 2001), Em nosso meio, Costa SRP et al, 2006 = 35,7 % em 5 anos. Se boa seleção do paciente = sobrevida prolongada com melhor qualidade de vida (dor, fístula, sangramento).
  • 6.
    Caso Pte de66 anos com dor abdominal – hipogástrio + pneumatúria há 15 dias. Alteração hábito intestinal prévia, Sem doenças associadas,
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    Caso Exame clínico:Massa dolorosa, palpável 15cm fixa anteriormente em reg. hipogástrio, Toque retal: lesão ulcerada-infiltrativa fixa anteriormente há 8 cm da borda anal.
  • 8.
    Caso Exames subsidiários:Anemia (11,3/34), Leucocitose (22000) c/ desvio e (14%), Colonoscopia: lesão ulcerada-infiltrativa em parede anterior do reto de início a 8cm até 15 cm da borda anal.
  • 9.
    Caso TC dePelve: Lesão heterogênea envolvendo reto+bexiga com ar interior da bexiga.
  • 10.
    TC de PelveLesão vegetante p/ interior da bexiga,
  • 11.
    Caso Indicado cirurgia– achado = grande tumoração de reto infiltrando parede abdominal+bexiga e próstata. Realizado: Exenteração pélvica total (reto+próstata+bexiga+ureteres+vesículas seminais+vasos ilíacos internos) ampliada c/ ressecção parcial parede abdominal + Linfadenectomia pélvica-obturatória bilateral +Ureteroileostomia a Bricker.
  • 12.
  • 13.
    Grande lesão ulceradano reto com perfuração p/ bexiga
  • 14.
    Lesão com vegetaçãop/interior da bexiga
  • 15.
    Aspecto da pelvepós-ressecção
  • 16.
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    Conclusão Complicação íleoprolongado resolvido -boa evolução pós-operatória. Histologia: adenocarcinoma moderadamente diferenciado com invasão de bexiga e próstata – margens livres , linfonodos 0/37 (T4N0M0). Não indicado adjuvância = morbidade. Pte vivo sem recidivas (Po 3 m).