Arquitetura românica
O termo  «românico»,  primeiramente utilizado como referência às línguas europeias com origem no latim, foi aplicado por Adrien de Gerville, em 1823, às tipologias arquitectónicas inspiradas nas formas e nas técnicas da Antiguidade romana. A base estrutural do Românico deriva da  tradição construtiva romana: –  arco de volta perfeita as abóbadas os muros  os contrafortes Foi uma época que conheceu bem o tratado de Vitrúvio,  De Architectura , e que, na sua essência, respeitou os conceitos ali postulados: ordenação, disposição, conveniência e distribuição.  Um estilo europeu Desenvolveu-se na Europa Ocidental  durante os séculos XI e XII
Os construtores românicos ergueram edifícios com funções distintas:  igrejas  para os fiéis mosteiros  para os monges e abades castelos  para os senhores feudais. As tipologias
A arquitetura militar Função defensiva Primeiras torres  (habitação do senhor ou do nobre): Feitas em madeira numa elevação natural ou artificial, para uma maior segurança;  ao seu redor era construída, em terra ou madeira, uma paliçada e um fosso com água
A arquitetura militar A partir do século XI: passaram a ser construídas em pedra.  aspeto fortificado e austero, com paredes grossas e altas;  forma quadrangular, reforçada por contrafortes salientes Torre de D. Urraca
A arquitetura militar Planta muito simples  (duas ou três divisões unidas, sem espaços de ligação). As mais complexas possuíam: no  piso inferior  um átrio com uma loja ou oficina;  no  segundo piso  uma sala, a  aula , que servia, por vezes, como local de reuniões de família, e a  capella  (oratório); no  terceiro piso  situavam-se os aposentos.
Os castelos Castelos  - maiores e com mais elementos arquitetónicos como:  dupla muralha  com paredes compactas, terminada em  ameias  (aberturas no parapeito da muralha que serviam para os defensores avistarem os inimigos), rodeada pelo  adarve  ou caminho da ronda com  baluartes com seteiras  (aberturas na muralha para, como o nome indica, se lançarem setas ou flechas) nas guaritas  fosso   (escavação profunda e regular, destinada a dificultar e, principalmente, impedir o acesso do inimigo  e, desde o séc. XII, por cima das entradas, mata-cães;  torre de menagem , que permitia a segurança do castelo
Os castelos o pátio exterior;  a capela;  as cisternas;  as casas das guarnições e dos cavaleiros;  as cavalariças e os armazéns;
A arquitetura religiosa Características comuns: Edifícios de aspecto pesado, muros maciços, pequenas janelas Uso de arcos de volta perfeita e de abóbadas de berço Plantas de esquema longitudinal, basilical, com cabeceiras complexas e transepto desenvolvido 3 ou 5 naves (se forem grandes igrejas de peregrinação) Igreja de Notre-Dame-la-Grande, França, 1143  
Os mosteiros Os mosteiros eram os mais importantes núcleos culturais e artísticos deste período Focos de difusão do estilo românico e das invenções nas técnicas de construção Tipologia arquitetónica ditada pelas ordens religiosas
As igrejas serão as  maiores  até então devido a uma evolução dos métodos construtivos e dos materiais.  A  pedra  será o principal material de construção, reforçando o seu aspeto pesado O  telhado  de madeira será trocado por abóbadas de berço e de aresta, mais condizentes com uma igreja que representa a “ fortaleza de Deus ”. As  colunas  sustentam as abóbadas ARTE ROMÂNICA As Igrejas Abóbada de berço Abóbada de aresta
A planta das igrejas românicas Dois modelos: Planta centrada (em cruz grega, hexagonal, octogonal ou circular), de influêncial oriental e pouco utilizada Planta de tipo basilical, em cruz latina (as dominantes)
Nave Central A nave principal, sempre orientada no sentido este-oeste, é mais alta e larga que as laterais. O comprimento da igreja é um múltiplo da largura da nave central e as naves laterais um submúltiplo daquela.
Naves Laterais
Deambulatório Espécie de corredor ou nave curvilínea que prolonga as naves laterais e contorna, em semicírculo, a abside principal. Contém 3 a 5 capelas radiantes absidiais que formam, conjuntamente com a abside e o deambulatório, a cabeceira.
Capelas Radiantes - Absidíolo As capelas radiantes serviam para instalar os altares secundários
Abside No alinhamento da nave principal situa-se a abside principal que contém a capela-mor onde se situa o altar
Transepto
Cruzeiro O cruzeiro situa-se no ponto do cruzamento, espaço encimado pela torre lanterna ou zimbório (iluminação e arejamento)
Coro O coro era a parte reservada exclusivamente ao clero
Nártex Algumas igrejas românicas possuem o nártex (que servia de vestíbulo) ou por um átrio.
Alçado interno da catedral românica   (desenho do edifício projectado num plano vertical, perpendicular à base) Abóbada de berço + Abóbada de aresta
Alçado interno da catedral românica   (desenho do edifício projectado num plano vertical, perpendicular à base) clerestório , a zona de iluminação da igreja que fica pegado aos arcos do tecto, constituído por janelas ou frestas arcada principal , que divide a nave central das laterais e é formada por pilares ou colunas
Alçado interno da catedral românica   (desenho do edifício projectado num plano vertical, perpendicular à base) tribuna , uma espécie de galeria semiabobadada, aberta para a nave central, que se destinava às mulheres que iam sozinhas à igreja, pois daí se assistia aos ofícios religiosos trifório , formado por arcos e que, por vezes, substituía a tribuna e interligava o pequeno corredor situado acima da nave lateral à nave principal (na inexistência desse corredor, o trifório era apenas uma arcatura decorativa cega)
Sistemas de suporte Cúpulas assentes sobre: Trompas – elemento que faz a transição da forma quadrada da base para a circular sobre a qual se apoia a cúpula Pendentes – formas triangulares côncavas que, construídas a partir dos ângulos do quadrado, o transformam numa circunferênciaa onde a cúpula assenta
Sistemas de suporte Sistemas de suporte Tramos  – unidades rímicas compostas pelas abóbadas e cúpulas e os seus elementos de descarga de forças. É definido por: Dois  arcos torais  ou dobrados longitudinalmente Dois  arcos formeiros  que separam a nave principal das laterais arcos cruzeiros  que formam as arestas ou nervuras das abóbadas
Sistemas de suporte Sistemas de suporte Tramos  – unidades rímicas compostas pelas abóbadas e cúpulas e os seus elementos de descarga de forças. É definido por: Dois  arcos torais  ou dobrados longitudinalmente Dois  arcos formeiros  que separam a nave principal das laterais arcos cruzeiros  que formam as arestas ou nervuras das abóbadas Arcos cruzeiros Arco toral Arco formeiro
Sistemas de suporte As  colunas  e os  pilares  (que dividem as naves) suportam a pressão exercida pela abóbada ou pela cúpula. Os  pilares  são normalmente  compostos  e  cruciformes  possuindo um colunelo ou pilastras adossado por cada um dos arcos definidores de um tramo.
Sistemas de suporte Devido ao equilíbrio de forças necessário à sustentação das abóbadas, as  paredes  da catedral românica são  grossas ,  compactas  e com  poucas aberturas . Isto confere aos interiores, um clima místico de paz e recolhimento, propício à reflexão e à oração Igreja de Notre-Dame du Port,  França, séc. XI Catedral de Modena, Itália
Sistemas de suporte O efeito geral da catedral românica é de  grande solidez  e  robustez , reforçado pelos  contrafortes  salientes e chafrados ou adossados, situados exteriormente no mesmo alinhamentos dos pilares ou colunas que serviam para sustentar as abóbadas ou as cúpulas utilizadas na cobertura Igreja de Santa Madalena de Vézelay,  França, 1120
Decoração exterior No  exterior  do edifício, a  decoração   escultórica  estava limitada ao portal e à cornija. As  cornijas  (remate logo a seguir ao telhado) eram decoradas com arcos cegos e  cachorradas  (conjunto de cachorros, isto é, peças salientes esculpidas), que podiam ter também uma função de suporte da cornija.  A fechar os  algeroses  (caleiras) existiam  gárgulas , que serviam para escoar a água da chuva e podiam ter tanto uma forma simples como serem aproveitadas para a representação de motivos animalistas e míticos. Cachorradas Gárgula
Decoração na fachada principal as  rosáceas  (além de decorarem o exterior do edifício, também iluminavam o interior), trabalhadas com motivos geométricos e florais os grandes  janelões  (que possuíam as mesmas funções da rosácea)  Rosácea da Catedral de Durham, Inglaterra
Decoração na fachada principal O  portal , que tanto podia ser simples como encaixado num pórtico saliente. O mais vulgar possui:  uma entrada chanfrada, ou ombreira, ornamentada com colunelos;  uma porta simples ou dupla, que tem a meio do vão uma coluna, também esculpida ( mainel ), que sustenta a arquitrave ( lintel  ou  dintel ), decorada com um relevo esculpido;  e um  tímpano , espaço semicircular circundado por arcos de volta inteira (arquivoltas), sustentado pelo lintel Mainel Lintel Arquivoltas Tímpano
A arquitetura religiosa Havia diferenças entre a arte executada nas diversas  regiões  europeias, de acordo com as influências regionais recebidas Basílica de Saint-Foy, França Abadia de Santa Maria Laach,  Alemanha, séc. XI Catedral de Malmesbury, Inglaterra
França Aquitânia Grande variedade de plantas e de coberturas Exuberante decoração esculpida Igreja de Notre-Dame-la-Grande (Poitiers, 1143) Catedral de Anbgoulême
França Borgonha:  Várias igrejas de peregrinação, com influência direta da arte beneditina cluniacense Basilica de Santa Madalena de Vézelay
França Languedoc Extraordinárias igrejas de peregrinação Edifícios robustos Decoração escassa Sobriedade Abadia de Saint-Foy de Conques
Itália Lombardia Toscana Igreja de Santo Ambrósio (Milão) Catedral de Pisa
Alemanha Igreja de Hildesheim Escola renana múltiplas torres decoração escassa duplo transepto
Espanha A Basílica de Santiago de Compostela é o ponto final dos Caminhos de Santiago.
FIM

Arquitetura românica

  • 1.
  • 2.
    O termo «românico», primeiramente utilizado como referência às línguas europeias com origem no latim, foi aplicado por Adrien de Gerville, em 1823, às tipologias arquitectónicas inspiradas nas formas e nas técnicas da Antiguidade romana. A base estrutural do Românico deriva da tradição construtiva romana: – arco de volta perfeita as abóbadas os muros os contrafortes Foi uma época que conheceu bem o tratado de Vitrúvio, De Architectura , e que, na sua essência, respeitou os conceitos ali postulados: ordenação, disposição, conveniência e distribuição. Um estilo europeu Desenvolveu-se na Europa Ocidental durante os séculos XI e XII
  • 3.
    Os construtores românicosergueram edifícios com funções distintas: igrejas para os fiéis mosteiros para os monges e abades castelos para os senhores feudais. As tipologias
  • 4.
    A arquitetura militarFunção defensiva Primeiras torres (habitação do senhor ou do nobre): Feitas em madeira numa elevação natural ou artificial, para uma maior segurança; ao seu redor era construída, em terra ou madeira, uma paliçada e um fosso com água
  • 5.
    A arquitetura militarA partir do século XI: passaram a ser construídas em pedra. aspeto fortificado e austero, com paredes grossas e altas; forma quadrangular, reforçada por contrafortes salientes Torre de D. Urraca
  • 6.
    A arquitetura militarPlanta muito simples (duas ou três divisões unidas, sem espaços de ligação). As mais complexas possuíam: no piso inferior um átrio com uma loja ou oficina; no segundo piso uma sala, a aula , que servia, por vezes, como local de reuniões de família, e a capella (oratório); no terceiro piso situavam-se os aposentos.
  • 7.
    Os castelos Castelos - maiores e com mais elementos arquitetónicos como: dupla muralha com paredes compactas, terminada em ameias (aberturas no parapeito da muralha que serviam para os defensores avistarem os inimigos), rodeada pelo adarve ou caminho da ronda com baluartes com seteiras (aberturas na muralha para, como o nome indica, se lançarem setas ou flechas) nas guaritas fosso (escavação profunda e regular, destinada a dificultar e, principalmente, impedir o acesso do inimigo  e, desde o séc. XII, por cima das entradas, mata-cães; torre de menagem , que permitia a segurança do castelo
  • 8.
    Os castelos opátio exterior; a capela; as cisternas; as casas das guarnições e dos cavaleiros; as cavalariças e os armazéns;
  • 9.
    A arquitetura religiosaCaracterísticas comuns: Edifícios de aspecto pesado, muros maciços, pequenas janelas Uso de arcos de volta perfeita e de abóbadas de berço Plantas de esquema longitudinal, basilical, com cabeceiras complexas e transepto desenvolvido 3 ou 5 naves (se forem grandes igrejas de peregrinação) Igreja de Notre-Dame-la-Grande, França, 1143  
  • 10.
    Os mosteiros Osmosteiros eram os mais importantes núcleos culturais e artísticos deste período Focos de difusão do estilo românico e das invenções nas técnicas de construção Tipologia arquitetónica ditada pelas ordens religiosas
  • 11.
    As igrejas serãoas maiores até então devido a uma evolução dos métodos construtivos e dos materiais. A pedra será o principal material de construção, reforçando o seu aspeto pesado O telhado de madeira será trocado por abóbadas de berço e de aresta, mais condizentes com uma igreja que representa a “ fortaleza de Deus ”. As colunas sustentam as abóbadas ARTE ROMÂNICA As Igrejas Abóbada de berço Abóbada de aresta
  • 12.
    A planta dasigrejas românicas Dois modelos: Planta centrada (em cruz grega, hexagonal, octogonal ou circular), de influêncial oriental e pouco utilizada Planta de tipo basilical, em cruz latina (as dominantes)
  • 13.
    Nave Central Anave principal, sempre orientada no sentido este-oeste, é mais alta e larga que as laterais. O comprimento da igreja é um múltiplo da largura da nave central e as naves laterais um submúltiplo daquela.
  • 14.
  • 15.
    Deambulatório Espécie decorredor ou nave curvilínea que prolonga as naves laterais e contorna, em semicírculo, a abside principal. Contém 3 a 5 capelas radiantes absidiais que formam, conjuntamente com a abside e o deambulatório, a cabeceira.
  • 16.
    Capelas Radiantes -Absidíolo As capelas radiantes serviam para instalar os altares secundários
  • 17.
    Abside No alinhamentoda nave principal situa-se a abside principal que contém a capela-mor onde se situa o altar
  • 18.
  • 19.
    Cruzeiro O cruzeirositua-se no ponto do cruzamento, espaço encimado pela torre lanterna ou zimbório (iluminação e arejamento)
  • 20.
    Coro O coroera a parte reservada exclusivamente ao clero
  • 21.
    Nártex Algumas igrejasromânicas possuem o nártex (que servia de vestíbulo) ou por um átrio.
  • 22.
    Alçado interno dacatedral românica (desenho do edifício projectado num plano vertical, perpendicular à base) Abóbada de berço + Abóbada de aresta
  • 23.
    Alçado interno dacatedral românica (desenho do edifício projectado num plano vertical, perpendicular à base) clerestório , a zona de iluminação da igreja que fica pegado aos arcos do tecto, constituído por janelas ou frestas arcada principal , que divide a nave central das laterais e é formada por pilares ou colunas
  • 24.
    Alçado interno dacatedral românica (desenho do edifício projectado num plano vertical, perpendicular à base) tribuna , uma espécie de galeria semiabobadada, aberta para a nave central, que se destinava às mulheres que iam sozinhas à igreja, pois daí se assistia aos ofícios religiosos trifório , formado por arcos e que, por vezes, substituía a tribuna e interligava o pequeno corredor situado acima da nave lateral à nave principal (na inexistência desse corredor, o trifório era apenas uma arcatura decorativa cega)
  • 25.
    Sistemas de suporteCúpulas assentes sobre: Trompas – elemento que faz a transição da forma quadrada da base para a circular sobre a qual se apoia a cúpula Pendentes – formas triangulares côncavas que, construídas a partir dos ângulos do quadrado, o transformam numa circunferênciaa onde a cúpula assenta
  • 26.
    Sistemas de suporteSistemas de suporte Tramos – unidades rímicas compostas pelas abóbadas e cúpulas e os seus elementos de descarga de forças. É definido por: Dois arcos torais ou dobrados longitudinalmente Dois arcos formeiros que separam a nave principal das laterais arcos cruzeiros que formam as arestas ou nervuras das abóbadas
  • 27.
    Sistemas de suporteSistemas de suporte Tramos – unidades rímicas compostas pelas abóbadas e cúpulas e os seus elementos de descarga de forças. É definido por: Dois arcos torais ou dobrados longitudinalmente Dois arcos formeiros que separam a nave principal das laterais arcos cruzeiros que formam as arestas ou nervuras das abóbadas Arcos cruzeiros Arco toral Arco formeiro
  • 28.
    Sistemas de suporteAs colunas e os pilares (que dividem as naves) suportam a pressão exercida pela abóbada ou pela cúpula. Os pilares são normalmente compostos e cruciformes possuindo um colunelo ou pilastras adossado por cada um dos arcos definidores de um tramo.
  • 29.
    Sistemas de suporteDevido ao equilíbrio de forças necessário à sustentação das abóbadas, as paredes da catedral românica são grossas , compactas e com poucas aberturas . Isto confere aos interiores, um clima místico de paz e recolhimento, propício à reflexão e à oração Igreja de Notre-Dame du Port, França, séc. XI Catedral de Modena, Itália
  • 30.
    Sistemas de suporteO efeito geral da catedral românica é de grande solidez e robustez , reforçado pelos contrafortes salientes e chafrados ou adossados, situados exteriormente no mesmo alinhamentos dos pilares ou colunas que serviam para sustentar as abóbadas ou as cúpulas utilizadas na cobertura Igreja de Santa Madalena de Vézelay, França, 1120
  • 31.
    Decoração exterior No exterior do edifício, a decoração escultórica estava limitada ao portal e à cornija. As cornijas (remate logo a seguir ao telhado) eram decoradas com arcos cegos e cachorradas (conjunto de cachorros, isto é, peças salientes esculpidas), que podiam ter também uma função de suporte da cornija. A fechar os algeroses (caleiras) existiam gárgulas , que serviam para escoar a água da chuva e podiam ter tanto uma forma simples como serem aproveitadas para a representação de motivos animalistas e míticos. Cachorradas Gárgula
  • 32.
    Decoração na fachadaprincipal as rosáceas (além de decorarem o exterior do edifício, também iluminavam o interior), trabalhadas com motivos geométricos e florais os grandes janelões (que possuíam as mesmas funções da rosácea) Rosácea da Catedral de Durham, Inglaterra
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    Decoração na fachadaprincipal O portal , que tanto podia ser simples como encaixado num pórtico saliente. O mais vulgar possui: uma entrada chanfrada, ou ombreira, ornamentada com colunelos; uma porta simples ou dupla, que tem a meio do vão uma coluna, também esculpida ( mainel ), que sustenta a arquitrave ( lintel ou dintel ), decorada com um relevo esculpido; e um tímpano , espaço semicircular circundado por arcos de volta inteira (arquivoltas), sustentado pelo lintel Mainel Lintel Arquivoltas Tímpano
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    A arquitetura religiosaHavia diferenças entre a arte executada nas diversas regiões europeias, de acordo com as influências regionais recebidas Basílica de Saint-Foy, França Abadia de Santa Maria Laach, Alemanha, séc. XI Catedral de Malmesbury, Inglaterra
  • 35.
    França Aquitânia Grandevariedade de plantas e de coberturas Exuberante decoração esculpida Igreja de Notre-Dame-la-Grande (Poitiers, 1143) Catedral de Anbgoulême
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    França Borgonha: Várias igrejas de peregrinação, com influência direta da arte beneditina cluniacense Basilica de Santa Madalena de Vézelay
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    França Languedoc Extraordináriasigrejas de peregrinação Edifícios robustos Decoração escassa Sobriedade Abadia de Saint-Foy de Conques
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    Itália Lombardia ToscanaIgreja de Santo Ambrósio (Milão) Catedral de Pisa
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    Alemanha Igreja deHildesheim Escola renana múltiplas torres decoração escassa duplo transepto
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    Espanha A Basílicade Santiago de Compostela é o ponto final dos Caminhos de Santiago.
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