«um gato de lisboa»
refere-se a Alfama
o autor
Fernando Pessoa
Vasco Graça / Vasco Graça Moura
Entre «Gato que brincas na rua» e «um
gato de lisboa», observam-se logo
semelhanças de ordem formal. Ambos se
socorrem de quadras, de redondilha maior
e rima cruzada. No mesmo primeiro olhar,
se vê porém que o poema de Graça Moura
tem mais duas estrofes e título. Vale a pena
atentar neste título. Através do artigo
indefinido e do topónimo fixa-se a figura do
gato como integrante de um cenário, muito
mais detalhado do que o da abstrata rua do
seu ascendente. No caso desse gato inspi-
rador — linhagem reconhecida em «nunca
leste o pessoa» —, não temos mais
elementos contextuais do que a rua,
porque o que interessa é o sujeito poético,
de quem o animal é apenas contraponto; o
outro é uma figura da cidade, do bairro,
que aliás parece substituir o «eu» como
foco principal. Dir-se-á que, sendo o gato,
tal como o do poema de Pessoa, o
destinatário gramatical, são mais
importantes «velhotas», «gaivotas»,
«pregão», «lotas», enfim, «lisboa».
Na última quadra o poeta conclui o poema.
Não tautologia
O maneta foi à manicura para tratar das
suas dez belas unhas de gel.
Não contradição.
Sob o sol da meia-noite, o cego lia um
jornal sem letras.
Não contradição
O poema é constituído por quadras. A
esse tipo de estrofes chamamos
quartetos.
Não tautologia
Os três mosqueteiros eram quatro.
• D’Artagnan
• Athos
• Porthos
• Aramis
Não choveu, porque houve seca.
Não tautologia
[A meio de um comentário a um texto,
opiniões próprias sobre o mesmo
assunto ou paralelos com a vida
corrente.]
Relevância
Exmo. senhor Diretor de Finanças. | O
requerente vem informar que está
chateado com a situação criada pelo art.º
3, do decreto 45678, de 31 de março.
Ainda falou com a sua querida Belinha
ontem sobre o mesmo assunto.
Coerência pragmático-funcional
Ganhámos, mas é preciso é levantar a
cabeça e continuar a trabalhar.
Não contradição
a) Na frase «O Irondino, o Sancho e o
Gualter foram a Braga», usa-se a vírgula
para...
3. separar elementos com a mesma
função sintática.
b) Na frase «A Matilde nunca, nunca
chega a horas», usa-se a vírgula para...
8. separar os elementos repetidos.
c) Na frase «Camões, príncipe dos
zarolhos, viveu no século XVI», usa-se a
vírgula para...
2. isolar o modificador apositivo.
d) Na frase «O Gustavo anda a ler
Fernando Pessoa e eu, um romance de
Saramago», usa-se a vírgula para...
4. indicar a supressão de uma palavra,
geralmente o verbo.
e) Na frase «Tu, Jorge, vais ao Porto esta
semana», usa-se a vírgula para...
6. isolar o vocativo.
f) Na frase «Ele era, dizia-se, um bom
jardineiro», usa-se a vírgula para...
7. separar uma oração intercalada.
g) Na frase «Se fores a Londres, visita o
Museu Britânico», usa-se a vírgula para...
5. separar a oração subordinada
adverbial que ocorre antes da oração
principal.
h) Na frase «Os alunos, que faltaram à
aula, ficaram a estudar para o teste»,
usa-se a vírgula para...
1. isolar as orações subordinadas
relativas explicativas.
a) O Saul comprou uma casa junto ao
mar.
(Entre o predicado e o complemento
direto não se coloca vírgula.)
b) — Ó Mateus, que horas são?
(Trata-se, aqui, de um vocativo, que deve
ser seguido de uma vírgula.)
c) — Quem é aquela senhora?
(O pronome interrogativo «quem»
introduz uma oração interrogativa, que
deve terminar com um ponto de
interrogação.)
d) A Agostinha disse:
— Vou mudar de nome, porque este é
horroroso.
(Os dois pontos e o travessão
introduzem o enunciado em discurso
direto.)
e) Se voltas a ter esse tipo de
comportamento...
(As reticências indicam uma interrupção
do discurso.)
f) Socorro! Estou preso aqui dentro!
(Trata-se de frases exclamativas, que
devem terminar em pontos de
exclamação.)
g) O Hélio, o Alberto e o Zuzarte
compraram tostas, queijo e fiambre.
(Nas enumerações, os elementos
separam-se por vírgulas.)
coesão frásica:
– ordenação das palavras e funções
sintáticas; concordância; regências.
coesão interfrásica:
– mecanismos de coordenação ou
subordinação; conectores; pontuação.
coesão temporo-aspetual:
– correlação de modos e tempos verbais;
advérbios e expressões preposicionais com
valor temporal; articuladores indicadores de
ordenação; outras marcas temporais.
coesão referencial:
– recurso a anáforas, catáforas, elipses,
deíticos.
coesão lexical:
– repetições; sinonímia; antonímia; hipero-
nímia, hiponímia; holonímia, meronímia.
a) «monstros» — substituição por um
hiperónimo; mecanismo de coesão
lexical;
b) «seres» — substituição por um
hiperónimo; mecanismo de coesão
lexical;
c) «répteis» — substituição por um
hiperónimo; mecanismo de coesão lexical;
d) «bichos» — substituição por um
hiperónimo; mecanismo de coesão lexical;
e) «eles» — pronominalização (uso de
uma anáfora); mecanismo de coesão
referencial;
f) Ø [estão extintos] — recurso a uma
elipse; mecanismo de coesão
referencial;
g) «criaturas» — substituição por um
hiperónimo; mecanismo de coesão
lexical;
h) «dinossauros» — repetição; mecanismo
de coesão lexical.
a) O Jaime conhecia muito bem o
Eleutério. Ele conhecia-o tão bem que
lhe ofereceu um presente invulgar.
b) O rapaz viu a carrinha que estava
estacionada à beira da estrada.
c) O Marcelino viu o Henrique no cinema
e este disse-lhe que já tinha visto aquele
filme.
d) O teu computador e o meu deviam ser
substituídos.
e) Quaisquer que sejam as dúvidas,
esclarecê-las-ei!
f) Gosto muito de ler Eça de Queirós.
Tenho vários livros dele.
a) Fui cedo para a bilheteira, pelo que
consegui bilhete e ainda vi os dois golos
de Marega.
b) Eram oito horas quando ele chegou a
casa.
c) Ele estava maldisposto desde que /
porque comera uma salada russa.
d) Comi um bolo e bebi um sumo.
e) Consegui marcar os bilhetes para o
concerto na Casa da Música, mas não
arranjei lugar para Guimarães.
a) pelo que — locução conjuncional coordenativa
conclusiva;
b) quando — conjunção subordinativa temporal;
c) desde que — locução conjuncional
subordinativa temporal;
porque — conjunção subordinativa causal;
d) e — conjunção coordenativa copulativa;
e) mas — conjunção coordenativa adversativa.
a) Primeiro, tomei o pequeno-almoço;
depois, escovei os dentes.
b) Antigamente, pensava que tudo era
fácil, mas, agora, penso que é mais
complicado.
c) Adoro citrinos, ou seja, kunami, funimi
e marakaté. Efetivamente, são as minhas
frutas preferidas.
a) Ontem não saí de casa. Fiquei o dia
inteiro a descansar e a trabalhar, porque
tinha tido / tivera uma semana
complicada. Dormi, vi televisão, li um
pouco (apenas todo o Memorial do
Convento) e estudei bastante (exceto
para Português, é claro).
b) Um dia, visitarei a Islândia para assistir
a uma aurora boreal. É claro que haverá
muito mais para ver, nomeadamente,
dinossauros.
a) Deite a gelatina de morango numa taça
de modo a ficar com cerca de 1 cm de
altura. Prepare a gelatina de acordo com
as instruções da embalagem, mas
utilizando apenas 1 dl de água a ferver e
2 dl de água fria.
b) Primeiro, cheguei a casa da Etelvina;
depois, entrei.
c) Têm duas hipóteses: ou calam-se ou
saem.
d) O dueto foi fantástico.
e) D. Afonso Henriques — cfr. Guimarães
— foi o primeiro rei de Portugal.
f) Cheguei, vi e venci.
«Veni, vidi, vici»
Ederson, aliás Júlio César (47 a. C)
TPC — Relanceia, em Gaveta de
Nuvens, umas páginas, tiradas de uma
gramática, sobre ‘pontuação’.
Apresentação para décimo segundo ano de 2016 7, aula 15

Apresentação para décimo segundo ano de 2016 7, aula 15

  • 2.
    «um gato delisboa» refere-se a Alfama o autor Fernando Pessoa Vasco Graça / Vasco Graça Moura
  • 3.
    Entre «Gato quebrincas na rua» e «um gato de lisboa», observam-se logo semelhanças de ordem formal. Ambos se socorrem de quadras, de redondilha maior e rima cruzada. No mesmo primeiro olhar, se vê porém que o poema de Graça Moura tem mais duas estrofes e título. Vale a pena atentar neste título. Através do artigo indefinido e do topónimo fixa-se a figura do gato como integrante de um cenário, muito mais detalhado do que o da abstrata rua do seu ascendente. No caso desse gato inspi-
  • 4.
    rador — linhagemreconhecida em «nunca leste o pessoa» —, não temos mais elementos contextuais do que a rua, porque o que interessa é o sujeito poético, de quem o animal é apenas contraponto; o outro é uma figura da cidade, do bairro, que aliás parece substituir o «eu» como foco principal. Dir-se-á que, sendo o gato, tal como o do poema de Pessoa, o destinatário gramatical, são mais importantes «velhotas», «gaivotas», «pregão», «lotas», enfim, «lisboa».
  • 6.
    Na última quadrao poeta conclui o poema. Não tautologia
  • 7.
    O maneta foià manicura para tratar das suas dez belas unhas de gel. Não contradição.
  • 10.
    Sob o solda meia-noite, o cego lia um jornal sem letras. Não contradição
  • 11.
    O poema éconstituído por quadras. A esse tipo de estrofes chamamos quartetos. Não tautologia
  • 12.
  • 14.
  • 15.
    Não choveu, porquehouve seca. Não tautologia
  • 16.
    [A meio deum comentário a um texto, opiniões próprias sobre o mesmo assunto ou paralelos com a vida corrente.] Relevância
  • 17.
    Exmo. senhor Diretorde Finanças. | O requerente vem informar que está chateado com a situação criada pelo art.º 3, do decreto 45678, de 31 de março. Ainda falou com a sua querida Belinha ontem sobre o mesmo assunto. Coerência pragmático-funcional
  • 18.
    Ganhámos, mas épreciso é levantar a cabeça e continuar a trabalhar. Não contradição
  • 20.
    a) Na frase«O Irondino, o Sancho e o Gualter foram a Braga», usa-se a vírgula para... 3. separar elementos com a mesma função sintática.
  • 21.
    b) Na frase«A Matilde nunca, nunca chega a horas», usa-se a vírgula para... 8. separar os elementos repetidos.
  • 22.
    c) Na frase«Camões, príncipe dos zarolhos, viveu no século XVI», usa-se a vírgula para... 2. isolar o modificador apositivo.
  • 23.
    d) Na frase«O Gustavo anda a ler Fernando Pessoa e eu, um romance de Saramago», usa-se a vírgula para... 4. indicar a supressão de uma palavra, geralmente o verbo.
  • 24.
    e) Na frase«Tu, Jorge, vais ao Porto esta semana», usa-se a vírgula para... 6. isolar o vocativo.
  • 25.
    f) Na frase«Ele era, dizia-se, um bom jardineiro», usa-se a vírgula para... 7. separar uma oração intercalada.
  • 26.
    g) Na frase«Se fores a Londres, visita o Museu Britânico», usa-se a vírgula para... 5. separar a oração subordinada adverbial que ocorre antes da oração principal.
  • 27.
    h) Na frase«Os alunos, que faltaram à aula, ficaram a estudar para o teste», usa-se a vírgula para... 1. isolar as orações subordinadas relativas explicativas.
  • 29.
    a) O Saulcomprou uma casa junto ao mar. (Entre o predicado e o complemento direto não se coloca vírgula.)
  • 30.
    b) — ÓMateus, que horas são? (Trata-se, aqui, de um vocativo, que deve ser seguido de uma vírgula.)
  • 31.
    c) — Quemé aquela senhora? (O pronome interrogativo «quem» introduz uma oração interrogativa, que deve terminar com um ponto de interrogação.)
  • 32.
    d) A Agostinhadisse: — Vou mudar de nome, porque este é horroroso. (Os dois pontos e o travessão introduzem o enunciado em discurso direto.)
  • 33.
    e) Se voltasa ter esse tipo de comportamento... (As reticências indicam uma interrupção do discurso.)
  • 34.
    f) Socorro! Estoupreso aqui dentro! (Trata-se de frases exclamativas, que devem terminar em pontos de exclamação.)
  • 35.
    g) O Hélio,o Alberto e o Zuzarte compraram tostas, queijo e fiambre. (Nas enumerações, os elementos separam-se por vírgulas.)
  • 37.
    coesão frásica: – ordenaçãodas palavras e funções sintáticas; concordância; regências. coesão interfrásica: – mecanismos de coordenação ou subordinação; conectores; pontuação. coesão temporo-aspetual: – correlação de modos e tempos verbais; advérbios e expressões preposicionais com valor temporal; articuladores indicadores de ordenação; outras marcas temporais.
  • 38.
    coesão referencial: – recursoa anáforas, catáforas, elipses, deíticos. coesão lexical: – repetições; sinonímia; antonímia; hipero- nímia, hiponímia; holonímia, meronímia.
  • 40.
    a) «monstros» —substituição por um hiperónimo; mecanismo de coesão lexical;
  • 41.
    b) «seres» —substituição por um hiperónimo; mecanismo de coesão lexical;
  • 42.
    c) «répteis» —substituição por um hiperónimo; mecanismo de coesão lexical;
  • 43.
    d) «bichos» —substituição por um hiperónimo; mecanismo de coesão lexical;
  • 44.
    e) «eles» —pronominalização (uso de uma anáfora); mecanismo de coesão referencial;
  • 45.
    f) Ø [estãoextintos] — recurso a uma elipse; mecanismo de coesão referencial;
  • 46.
    g) «criaturas» —substituição por um hiperónimo; mecanismo de coesão lexical;
  • 47.
    h) «dinossauros» —repetição; mecanismo de coesão lexical.
  • 49.
    a) O Jaimeconhecia muito bem o Eleutério. Ele conhecia-o tão bem que lhe ofereceu um presente invulgar.
  • 50.
    b) O rapazviu a carrinha que estava estacionada à beira da estrada.
  • 51.
    c) O Marcelinoviu o Henrique no cinema e este disse-lhe que já tinha visto aquele filme.
  • 52.
    d) O teucomputador e o meu deviam ser substituídos.
  • 53.
    e) Quaisquer quesejam as dúvidas, esclarecê-las-ei!
  • 54.
    f) Gosto muitode ler Eça de Queirós. Tenho vários livros dele.
  • 56.
    a) Fui cedopara a bilheteira, pelo que consegui bilhete e ainda vi os dois golos de Marega.
  • 57.
    b) Eram oitohoras quando ele chegou a casa.
  • 58.
    c) Ele estavamaldisposto desde que / porque comera uma salada russa.
  • 59.
    d) Comi umbolo e bebi um sumo.
  • 60.
    e) Consegui marcaros bilhetes para o concerto na Casa da Música, mas não arranjei lugar para Guimarães.
  • 62.
    a) pelo que— locução conjuncional coordenativa conclusiva; b) quando — conjunção subordinativa temporal; c) desde que — locução conjuncional subordinativa temporal; porque — conjunção subordinativa causal; d) e — conjunção coordenativa copulativa; e) mas — conjunção coordenativa adversativa.
  • 64.
    a) Primeiro, tomeio pequeno-almoço; depois, escovei os dentes.
  • 65.
    b) Antigamente, pensavaque tudo era fácil, mas, agora, penso que é mais complicado.
  • 66.
    c) Adoro citrinos,ou seja, kunami, funimi e marakaté. Efetivamente, são as minhas frutas preferidas.
  • 68.
    a) Ontem nãosaí de casa. Fiquei o dia inteiro a descansar e a trabalhar, porque tinha tido / tivera uma semana complicada. Dormi, vi televisão, li um pouco (apenas todo o Memorial do Convento) e estudei bastante (exceto para Português, é claro).
  • 69.
    b) Um dia,visitarei a Islândia para assistir a uma aurora boreal. É claro que haverá muito mais para ver, nomeadamente, dinossauros.
  • 71.
    a) Deite agelatina de morango numa taça de modo a ficar com cerca de 1 cm de altura. Prepare a gelatina de acordo com as instruções da embalagem, mas utilizando apenas 1 dl de água a ferver e 2 dl de água fria.
  • 72.
    b) Primeiro, chegueia casa da Etelvina; depois, entrei.
  • 73.
    c) Têm duashipóteses: ou calam-se ou saem.
  • 74.
    d) O duetofoi fantástico.
  • 75.
    e) D. AfonsoHenriques — cfr. Guimarães — foi o primeiro rei de Portugal.
  • 76.
    f) Cheguei, vie venci. «Veni, vidi, vici» Ederson, aliás Júlio César (47 a. C)
  • 78.
    TPC — Relanceia,em Gaveta de Nuvens, umas páginas, tiradas de uma gramática, sobre ‘pontuação’.