Educação em Saúde Leonardo C M Savassi
Educação: o que é? Processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral do ser humano, visando a sua melhor integração individual e social.  Construção de conhecimento através do processo de ensino-aprendizagem em espaços formais e não formais de ensino, como escola, museus,  comunidades Prática social que prepara as pessoas para a vida em comunidade Processo de desenvolvimento de consciência crítica que estimula  a ação para mudança SCHALL, VT
Educação em Saúde: o que é? Processo capaz de desenvolver no indivíduo/ população consciência crítica das causas dos problemas de saúde, e possibilitar a sua participação para superá-los, na posição de sujeito, cidadão, co-responsável pelas ações e serviços de saúde, exercendo o controle social sobre esses serviços. Educação permanente: profissionais de saúde SCHALL, VT
Educação em Saúde Saúde, Doença e Comportamento: o contexto em mudança Expansão da carga de doenças crônicas, onde sofrimento e morte prematura podem ser evitados por  alterações positivas  no comportamento:  interesse em prevenir incapacidade e morte,  mudanças no estilo de vida,  participação em programas de screening.  GLANZ, K.
Saúde, Doença e Comportamento: o contexto em mudança No Brasil, tripla carga de doenças :  - doenças infecciosas e carenciais,  - doenças crônicas, - causas externas  Educação em Saúde FRENK, 2006; MENDES, 2008
Educação em Saúde Comportamento em saúde É a preocupação central da educação em saúde. Mudanças positivas informadas no comportamento em saúde são tipicamente os objetivos finais dos programs de educação em saúde.  Os esforços educativos em saúde deveriam ser avaliadas sob seus efeitos sobre o comportamento saudável.  GLANZ, K.
Educação em Saúde Inclui não só atividades instrutivas e outras estratégias para mudar o comportamento em saúde, mas também esforços organizativos, diretrizes políticas, suporte econômico, atividades ambientais, mídia de massa, e programas de nível comunitário.  GLANZ, K.
Educação em Saúde Área do conhecimento desde 1919 (EEUU), mas há apenas 2 décadas cresceram suas publicações Campo eclético, amálgama de abordagens, métodos e estratégias, advindos das áreas das ciências sociais, humanas e da saúde.  Perspectivas teóricas, práticas e metodologias da psicologia, sociologia, antropologia, comunicação e marketing, e depende da epidemiologia, estatística e medicina, sobretudo saúde coletiva.  GLANZ, K.
Educação em Saúde Locais para educação em saúde Locais:  todos.  Ambientes  relevantes para ES contemporânea:  Escolas Comunidades Ambientes de trabalho Locais de cuidado a saúde Domicílios SCHALL, VT; GLANZ, K.
Educação em Saúde Público-alvo para educação em saúde ES só é efetiva com o entendimento do público alvo.  São pessoas alcançáveis como indivíduos, grupos, comunidades, via organizações, como entidades sócio-políticas.  Quatro dimensões podem caracterizar as potenciais audiências : Características sócio-demográficas; Fundo Étnico ou Racial; Estágios do ciclo de vida; Status de doença e riscos específicos. GLANZ, K.
Modelo de Crenças em Saúde SAVASSI, LCM; GLANZ, K.
GRUPOS OPERATIVOS  (ou: Como se faz Educação em Saúde hoje na APS?)
Uma das principais ferramentas para promoção da saúde, prevenção (primária ou secundária) de doenças e integralidade é o trabalho em grupo.  DIAS, RB
TEORIA A teoria e técnica de GOp, foi desenvolvida por Enrique Pichon-Rivière (1907-1977), psiquiatra e psicanalista suíço, que viveu na Argentina desde seus 4 anos de idade.  O fenômeno disparador da técnica foi a greve do pessoal de enfermagem no hospital psiquiátrico  De Las Mercês , em Rosário, onde desempenhava atividades clínicas e docentes.  Para superar aquela situação crítica, Pichon-Rivière colocou os pacientes menos comprometidos para assistir aos mais comprometidos. Observou que ambos, subgrupos, apresentaram significativas melhoras de seus quadros clínicos.  DIAS, RB
TEORIA O novo processo de comunicação estabelecido entre os pacientes e a ruptura de papéis estereotipados - o de quem é cuidado, para o de quem cuida - foram os elementos referenciais do processo de evolução desses enfermos.  Intrigado com esse resultado passou a estudar os fenômenos grupais a partir dos postulados da psicanálise, da teoria de campo de Kurt Lewin e da teoria de Comunicação e Interação.  DIAS, RB
TEORIA Pichon Riviére (1945), definiu grupo operativo como: “ Um conjunto de pessoas com um objetivo em comum" .   Dialética do ensinar-aprender;  O grupo proporciona interação entre as pessoas, onde tanto aprendem como também são sujeitos do saber, inclusive com sua experiência de vida;  Dessa forma, ao mesmo tempo em que aprendem, ensinam também.  DIAS, RB
CARACTERÍSTICAS: Os integrantes deverão estar reunidos em torno de um mesmo interesse; O grupo se constitui como uma nova identidade; Discriminadas as identidades individuais; Algum tipo de vínculo entre os integrantes. DIAS, RB
CAMPO GRUPAL DINÂMICO:  6 FENÔMENOS Ressonância; Fenômeno do espelho; Função de continente; Fenômeno da pertencência; Discriminação e Comunicação. DIAS, RB
1) A ressonância, que é um fenômeno comunicacional, onde a fala trazida por um membro do grupo vai ressoar em outro, transmitindo um significado afetivo equivalente, e assim, sucessivamente.  2) O fenômeno do espelho, conhecido como galeria dos espelhos, onde cada um pode ser refletido nos, e pelos outros; o que nada mais é, do que a questão da identificação, onde o indivíduo se reconhece sendo reconhecido pelo outro, e assim vai formando a sua identidade;  3) A função de "continente", ou seja, o grupo coeso exerce a função de ser continente das angústias e necessidades de cada um de seus integrantes.  CAMPO GRUPAL DINÂMICO: DIAS, RB
CAMPO GRUPAL DINÂMICO: 4) O fenômeno da pertencência:  "o quanto cada indivíduo necessita ser reconhecido pelos demais do grupo como alguém que pertence a ele, e ao mesmo tempo reconheça o outro como alguém  com direito de ser diferente e emancipado dele"   5) A discriminação: capacidade diferenciar o que pertence ao sujeito e o que é do outro;  6) A comunicação (verbal ou não), fenômeno essencial em qualquer grupo onde mensagens são enviadas e recebidas, havendo reações por todos os membros do grupo . DIAS, RB
TAREFA Tarefa = modo de interação de cada integrante a partir de suas necessidades. Necessidades que constituem-se em um pólo norteador de conduta.  Um grupo operativo pressupõe aprendizagem.  Aprender na ótica pichoneana é sinônimo de mudança.  E nessa mesma ótica, em toda situação de mudança são mobilizados dois medos básicos: da perda e do ataque. MEDO DE PERDER O JÁ ESTABELECIDO, O JÁ CONQUISTADO E CONHECIDO.  DIAS, RB
OBJETIVOS E INTEGRANTES Grupos vinculados por patologia; (HAS, Diabetes, Asma, saúde mental, desnutrição, dependência química, etc)  Grupos de promoção da saúde, formados por fases do ciclo de vida; (gestantes, puericultura, adolescentes, climatério, terceira idade, etc)   Grupos heterogêneos. DIAS, RB
ENCONTROS Grupos vinculados por patologia; Intervalos entre as reuniões de 2 a 3 meses. Grupos de promoção da saúde, formados por fases do ciclo de vida; Menos intervalo entre as reuniões (geralmente mensais), os participantes podem variar. Grupos heterogêneos; Números de encontros pré-estabelecidos com menor intervalo entre as reuniões, os participantes são os mesmos do inicio ao fim. DIAS, RB
Grupos de Promoção da Saúde Mudança Hábitos Saudáveis Saúde Integral Autocuidado DIAS, RB
INSTRUMENTOS A escolha dos instrumentos de trabalho podem variar de acordo com os objetivos do grupo, recursos didáticos disponíveis e identidade do grupo.
DICAS E CONSIDERAÇÕES Tamanho do grupo: A principio se trabalha com grupos pequenos de 15-25 indivíduos; Local de trabalho:  Espaço físico adequado; Definir  contrato de trabalho  para as reuniões, horários pré-estabelecidos de inicio e termino, periodicidade e freqüência, não aceitar membros que estão faltando muito. DIAS, RB
Os grupos operativos são ferramentas de incorporação do saber caracterizados pela horizontalidade do saber, e da responsabilização do usuário como agente ativo da mudança de hábitos.  “ A TRADUÇÃO MAIS PURA DA PROMOÇÃO DA SAÚDE”  (DIAS, RB) DIAS, RB
Obrigado! Leonardo C M Savassi [email_address] http://sites.google.com/site/leosavassi

5. GoP e educação e saúde

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    Educação em SaúdeLeonardo C M Savassi
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    Educação: o queé? Processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral do ser humano, visando a sua melhor integração individual e social. Construção de conhecimento através do processo de ensino-aprendizagem em espaços formais e não formais de ensino, como escola, museus, comunidades Prática social que prepara as pessoas para a vida em comunidade Processo de desenvolvimento de consciência crítica que estimula a ação para mudança SCHALL, VT
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    Educação em Saúde:o que é? Processo capaz de desenvolver no indivíduo/ população consciência crítica das causas dos problemas de saúde, e possibilitar a sua participação para superá-los, na posição de sujeito, cidadão, co-responsável pelas ações e serviços de saúde, exercendo o controle social sobre esses serviços. Educação permanente: profissionais de saúde SCHALL, VT
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    Educação em SaúdeSaúde, Doença e Comportamento: o contexto em mudança Expansão da carga de doenças crônicas, onde sofrimento e morte prematura podem ser evitados por alterações positivas no comportamento: interesse em prevenir incapacidade e morte, mudanças no estilo de vida, participação em programas de screening. GLANZ, K.
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    Saúde, Doença eComportamento: o contexto em mudança No Brasil, tripla carga de doenças : - doenças infecciosas e carenciais, - doenças crônicas, - causas externas Educação em Saúde FRENK, 2006; MENDES, 2008
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    Educação em SaúdeComportamento em saúde É a preocupação central da educação em saúde. Mudanças positivas informadas no comportamento em saúde são tipicamente os objetivos finais dos programs de educação em saúde. Os esforços educativos em saúde deveriam ser avaliadas sob seus efeitos sobre o comportamento saudável. GLANZ, K.
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    Educação em SaúdeInclui não só atividades instrutivas e outras estratégias para mudar o comportamento em saúde, mas também esforços organizativos, diretrizes políticas, suporte econômico, atividades ambientais, mídia de massa, e programas de nível comunitário. GLANZ, K.
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    Educação em SaúdeÁrea do conhecimento desde 1919 (EEUU), mas há apenas 2 décadas cresceram suas publicações Campo eclético, amálgama de abordagens, métodos e estratégias, advindos das áreas das ciências sociais, humanas e da saúde. Perspectivas teóricas, práticas e metodologias da psicologia, sociologia, antropologia, comunicação e marketing, e depende da epidemiologia, estatística e medicina, sobretudo saúde coletiva. GLANZ, K.
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    Educação em SaúdeLocais para educação em saúde Locais: todos. Ambientes relevantes para ES contemporânea: Escolas Comunidades Ambientes de trabalho Locais de cuidado a saúde Domicílios SCHALL, VT; GLANZ, K.
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    Educação em SaúdePúblico-alvo para educação em saúde ES só é efetiva com o entendimento do público alvo. São pessoas alcançáveis como indivíduos, grupos, comunidades, via organizações, como entidades sócio-políticas. Quatro dimensões podem caracterizar as potenciais audiências : Características sócio-demográficas; Fundo Étnico ou Racial; Estágios do ciclo de vida; Status de doença e riscos específicos. GLANZ, K.
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    Modelo de Crençasem Saúde SAVASSI, LCM; GLANZ, K.
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    GRUPOS OPERATIVOS (ou: Como se faz Educação em Saúde hoje na APS?)
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    Uma das principaisferramentas para promoção da saúde, prevenção (primária ou secundária) de doenças e integralidade é o trabalho em grupo. DIAS, RB
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    TEORIA A teoriae técnica de GOp, foi desenvolvida por Enrique Pichon-Rivière (1907-1977), psiquiatra e psicanalista suíço, que viveu na Argentina desde seus 4 anos de idade. O fenômeno disparador da técnica foi a greve do pessoal de enfermagem no hospital psiquiátrico De Las Mercês , em Rosário, onde desempenhava atividades clínicas e docentes. Para superar aquela situação crítica, Pichon-Rivière colocou os pacientes menos comprometidos para assistir aos mais comprometidos. Observou que ambos, subgrupos, apresentaram significativas melhoras de seus quadros clínicos. DIAS, RB
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    TEORIA O novoprocesso de comunicação estabelecido entre os pacientes e a ruptura de papéis estereotipados - o de quem é cuidado, para o de quem cuida - foram os elementos referenciais do processo de evolução desses enfermos. Intrigado com esse resultado passou a estudar os fenômenos grupais a partir dos postulados da psicanálise, da teoria de campo de Kurt Lewin e da teoria de Comunicação e Interação. DIAS, RB
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    TEORIA Pichon Riviére(1945), definiu grupo operativo como: “ Um conjunto de pessoas com um objetivo em comum" . Dialética do ensinar-aprender; O grupo proporciona interação entre as pessoas, onde tanto aprendem como também são sujeitos do saber, inclusive com sua experiência de vida; Dessa forma, ao mesmo tempo em que aprendem, ensinam também. DIAS, RB
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    CARACTERÍSTICAS: Os integrantesdeverão estar reunidos em torno de um mesmo interesse; O grupo se constitui como uma nova identidade; Discriminadas as identidades individuais; Algum tipo de vínculo entre os integrantes. DIAS, RB
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    CAMPO GRUPAL DINÂMICO: 6 FENÔMENOS Ressonância; Fenômeno do espelho; Função de continente; Fenômeno da pertencência; Discriminação e Comunicação. DIAS, RB
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    1) A ressonância,que é um fenômeno comunicacional, onde a fala trazida por um membro do grupo vai ressoar em outro, transmitindo um significado afetivo equivalente, e assim, sucessivamente. 2) O fenômeno do espelho, conhecido como galeria dos espelhos, onde cada um pode ser refletido nos, e pelos outros; o que nada mais é, do que a questão da identificação, onde o indivíduo se reconhece sendo reconhecido pelo outro, e assim vai formando a sua identidade; 3) A função de "continente", ou seja, o grupo coeso exerce a função de ser continente das angústias e necessidades de cada um de seus integrantes. CAMPO GRUPAL DINÂMICO: DIAS, RB
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    CAMPO GRUPAL DINÂMICO:4) O fenômeno da pertencência: "o quanto cada indivíduo necessita ser reconhecido pelos demais do grupo como alguém que pertence a ele, e ao mesmo tempo reconheça o outro como alguém com direito de ser diferente e emancipado dele" 5) A discriminação: capacidade diferenciar o que pertence ao sujeito e o que é do outro; 6) A comunicação (verbal ou não), fenômeno essencial em qualquer grupo onde mensagens são enviadas e recebidas, havendo reações por todos os membros do grupo . DIAS, RB
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    TAREFA Tarefa =modo de interação de cada integrante a partir de suas necessidades. Necessidades que constituem-se em um pólo norteador de conduta. Um grupo operativo pressupõe aprendizagem. Aprender na ótica pichoneana é sinônimo de mudança. E nessa mesma ótica, em toda situação de mudança são mobilizados dois medos básicos: da perda e do ataque. MEDO DE PERDER O JÁ ESTABELECIDO, O JÁ CONQUISTADO E CONHECIDO. DIAS, RB
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    OBJETIVOS E INTEGRANTESGrupos vinculados por patologia; (HAS, Diabetes, Asma, saúde mental, desnutrição, dependência química, etc) Grupos de promoção da saúde, formados por fases do ciclo de vida; (gestantes, puericultura, adolescentes, climatério, terceira idade, etc) Grupos heterogêneos. DIAS, RB
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    ENCONTROS Grupos vinculadospor patologia; Intervalos entre as reuniões de 2 a 3 meses. Grupos de promoção da saúde, formados por fases do ciclo de vida; Menos intervalo entre as reuniões (geralmente mensais), os participantes podem variar. Grupos heterogêneos; Números de encontros pré-estabelecidos com menor intervalo entre as reuniões, os participantes são os mesmos do inicio ao fim. DIAS, RB
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    Grupos de Promoçãoda Saúde Mudança Hábitos Saudáveis Saúde Integral Autocuidado DIAS, RB
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    INSTRUMENTOS A escolhados instrumentos de trabalho podem variar de acordo com os objetivos do grupo, recursos didáticos disponíveis e identidade do grupo.
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    DICAS E CONSIDERAÇÕESTamanho do grupo: A principio se trabalha com grupos pequenos de 15-25 indivíduos; Local de trabalho: Espaço físico adequado; Definir contrato de trabalho para as reuniões, horários pré-estabelecidos de inicio e termino, periodicidade e freqüência, não aceitar membros que estão faltando muito. DIAS, RB
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    Os grupos operativossão ferramentas de incorporação do saber caracterizados pela horizontalidade do saber, e da responsabilização do usuário como agente ativo da mudança de hábitos. “ A TRADUÇÃO MAIS PURA DA PROMOÇÃO DA SAÚDE” (DIAS, RB) DIAS, RB
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    Obrigado! Leonardo CM Savassi [email_address] http://sites.google.com/site/leosavassi