ODONTOLOGIA EM SAÚDE COLETIVA I 1/2016
AULA 2 EDUCAÇÃO EM SAÚDE E METODOLOGIAS PEDAGÓGICAS
Centro Universitário UDF
Profa. Caroline Piske de A. Mohamed
OBJETIVO
O estudo prático e aprendizagem, através de Estudo de Caso,
de metodologias pedagógicas na promoção de saúde.
2.1 Estudo de Caso
2.2 Educação em saúde como estratégia para a promoção de saúde
2.3 Ações de cunho educativo em diferentes níveis estruturais
2.4 Avaliação das ações coletivas
2.5 Planejamento de Ações de educação em saúde
2.6 Contextualizando a prática educativa em saúde
Cena 1 –
• Em uma reunião das Equipes de Saúde da Família e de Saúde Bucal,
avaliou-se o desenvolvimento da programação e planejou-se o mês
seguinte.
Estudo de caso
• Os agentes comunitários e os dentistas perceberam que
apesar de seus esforços as pessoas mantinham seus velhos
hábitos.
“A gente ensina o que é
certo, sobre o controle da
ingestão de açúcares,
limpeza oral para os
adultos, crianças e bebês,
mas não adianta. O que
mais temos que fazer?”
• Sônia: É isso mesmo! Também me preocupo com isso, mas
tenho certeza que estou fazendo a minha parte, transmitindo o
que sei que é certo.
• Pedro Henrique: Acho que nós temos que mudar a forma de
abordar cada usuário, procurando, primeiro, conhecer o que ele
já sabe sobre o seu problema.
• Cláudia: Eu também tenho dúvida de como fazer; é preciso
saber muito sobre cada um e sobre a sua realidade, se não for
assim, não adianta.
• Joana: A repetição é importante, pois, como dizem:
• “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura
Marco Antônio: Sei não, Joana! Também pode acabar a água. Eu tenho um
amigo que é professor e uma vez falou o seguinte: “Se um ou dois alunos de
uma sala não aprendem uma matéria, o problema pode estar com esses
alunos, mas quando a maioria dos 15 alunos não aprende a matéria, o
problema certamente está com o professor”.
Renata: Por que a gente não procura saber mais sobre como lidar com essa
situação? O que você acha, José Ribeiro?
José Ribeiro: Pois é, gente, eu fico satisfeito de ter surgido este assunto na
reunião. Geralmente nós só discutimos as doenças e os cuidados com
os doentes. Acho que precisamos discutir sobre a nossa prática pedagógica.
Mariana: Prática PE-DA-GÓ-GI-CA???!!!
Atividade em grupo
Analise a situação descrita e elabore um texto que expresse:
• Sua opinião sobre o comentário que cada profissional fez em
resposta à demanda dos agentes comunitários de saúde.
• Qual seria sua sugestão para a equipe de saúde, caso você
estivesse participando da reunião e fosse estimulado a dar
sua contribuição.
• Como ser eficaz na transmissão de conhecimento?
• Como ser eficaz na mudança de comportamento?
Métodos pedagógicos que baseiam nossas
práticas em educação em saúde
Fatores que influenciam a escolha
do método pedagógico
Métodos Pedagógicos
•Expositivo
•Interrogativos
•Demonstrativos
•Ativos
Métodos Pedagógicos: Diretividade
Diretivos Não Diretivos
Métodos Diretivos
Semi
diretivo
Métodos Não – Diretivos Ativos
Situação
vivida
Formando
Formador
Conteúdo
Métodos Não – Diretivos Ativos
Método expositivo - Transmissão
• O processo educativo está centrado em alguém
que sabe e ensina a alguém que não sabe
• Lógica da transmissão de conhecimentos
• Aquele que supostamente sabe mais assume
funções como aconselhar, corrigir e vigiar
quem deve aprender o conteúdo
MÉTODO EXPOSITIVO - TRANSMISSÃO
Riscos:
• O profissional se considerar a
autoridade máxima e, portanto, o
único responsável pelo processo
educativo
• Ênfase na repetição e, geralmente,
• não há preocupação com a realidade
social nem com as crenças e valores
daquele que “deve” aprender.
Método expositivo – Transmissão
• Cite situações em que essa relação pedagógica se estabelece.
A expectativa é de que o outro mude seu
comportamento em função do que lhe foi
ensinado.
Métodos Demonstrativos
Condicionamento
• Teorias behavioristas – tecnicismo
educacional- (Skinner, Gagné, Bloon e Mager)
• Jogo de estímulo, resposta e recompensa capaz de
condicionar o aprendiz a emitir as respostas
desejadas
• Ex: troca de receitas de medicamentos por presença
em palestra
Teoria Comportamental
Teoria do reforço Skinner
Crença que o reforço pode controlar o comportamento
Reforço positivo ou
recompensa
Recompensa por bom desempenho
aumentam sua frequência
Reforço negativo
O estímulo, quando eliminado, põe fim a uma
situação adversa, desagradável. Serve para
manter ou fortalecer a resposta;
Punição
Visa enfraquecer algum comportamento
através de sua aplicação
Recompensa sem melhoria no
comportamento não leva à melhoria do
comportamento futuro
Pedagogia Não diretiva
• Pedagogia nova: “ aprender fazendo” e “aprender a aprender”
• Centro da atividade: aprendiz
• Busca pelo conhecimento e o desejo de alterar o
comportamento
• Piaget (perspectiva construtivista- autonomia)
• Paulo Freire ( Pedagogia do Oprimido- valorização da cultura,
individualidade e os conhecimentos empíricos dos educandos)
Educação em Saúde
• Formar para a cidadania
• Para a ação transformadora da realidade social
• Mais do que informar ou mudar um comportamento de risco
• Preparar o indivíduo para o controle e responsabilidade sobre sua
própria saúde e comunidade
• Empowerment, participação, tomada de decisões, exigir direitos,
controle social
• Atuando sobre os fatores determinantes e condicionantes de sua
saúde e qualidade de vida (green & krreuter, 1999)
Educação em saúde é uma importante estratégia para a
promoção de saúde, voltada a promover mudanças nos
campos:
Educacionais (conhecimentos, atitudes e habilidades)
Organizacionais (práticas, programas, políticas e legislações)
Econômicos e ambientais (ambientes físicos e sociais “suportivos”)
Distinções conceituais entre educação e promoção de saúde (adaptado de Piper & Brown,
1998)
Ações de cunho educativo no nível de microestrutura e macro estrutura
Modelo de
Informação do
paciente
Modelo de
mudança
estrutural
Modelo de
empoderamento
do paciente
Modelo de ação
coletiva
Micro
(ênfase
individualista)
Macro (ênfase nas
relações
sociais/comunitárias)
Paciente – Ênfase nos conhecimentos subjetivos
Profissionais de saúde- ênfase nos conhecimentos objetivos
• Regulação corporal
• Controle e correção dos comportamentos inadequados dos indivíduos
• Destacando os riscos à saúde
• Metodologia: Disseminação da informações
Procura impactar no nível de adesão do usuário
aos conselhos
• Objetivo: Diminuir os níveis de morbidade e mortalidade
da população
• Limitações: Culpabilização da vítima
Modelo de Informação do paciente
• Intervenções baseadas nos pacientes
• Procura-se aumentar as habilidades do indivíduo p/
que realizem decisões informadas e estruturem
estratégias de enfrentamento mais efetivas
• Auto estima e autocontrole
• Metodologia Humanística e não hierárquicas via
elucidação e interpretação de crenças, valores e
percepções dos pacientes relativos à sua saúde
(Reflexão crítica)
• Individual e coletivo
Modelo de empoderamento do paciente
• Estratégia de empoderamento voltadas às comunidades
• A saúde dos indivíduos está entrelaçada com a saúde das
comunidades em que vivem, se a comunidade, como um
todo, estiver empoderada, o impacto na saúde global da
coletividade será muito maior
Modelo de mudança estrutural
Modelo de ação coletiva
• Metodologia:
• Trabalho multriprofissional e intersetorial
com colaboração da sociedade, instituições
públicas, privadas, ONGs para desenvolver
estratégias de promoção de saúde
comunitárias
• Desenvolvimento comunitário, advocacia
política, formulação de estratégias integradas
de saúde e o marketing social
Modelo de mudança estrutural
Modelo de ação coletiva
Avaliação da Efetividade das ações coletivas
• Mudanças de comportamento de características clínicas
(diminuição de peso, profundidade de bolsa periodontal)
• Aumento do conhecimento, das habilidades, da consciência,
da autoestima, da autoeficácia e mudança de um estágio de
contemplação para a ação
Perguntas a fazermos quando implementamos
educação em saúde
• Estou estimulando meu paciente a se sentir culpado ou os estou ajudando a
exercer o controle sobre sua própria saúde?
• Estou ajudando os pacientes a entenderem as origens econômicas e sociais
dos problemas de saúde?
• Estou ajudando os pacientes a entenderem seus próprios corpos e as
doenças, ou estou mistificando ambos?
• Estou ouvindo o que os pacientes relatam sobre suas próprias experiências
de vida e ajudando-os a identificar os problemas-chave que podem
enfrentar?
• Estou ajudando os pacientes que apresentam problemas similares a
formarem redes de apoio entre si?
• Em que tipos de ações coletivas em questões de saúde posso dar suporte?
Pontos a lembrar quando atuando em promoção
de saúde na comunidade
• O adulto já tem um “alicerce,” tem conhecimentos construídos a partir de
suas experiências e condições de vida: socioeconômica e cultural; mudança de
comportamento é processo e, portanto, o resultado pode ocorrer em longo
prazo;
• falta de experiência e de conhecimento sobre técnicas de negociação
por parte do profissional;
• relações de poder entre profissional-usuário: arrogância x humildade;
saber-poder-intimidação;
• relações de poder na família – é preciso identificar quem tem o “poder” de
decisão na família;
• diferença de linguagem, cultura e valores dos usuários e dos profissionais;
• dificuldade de reconhecer qual é a real
necessidade do usuário;
• falta de confiança do usuário no
profissional;
• dificuldade de analisar a situação para
definir a melhor estratégia;
• dificuldade do profissional para
respeitar a autonomia do outro,
• entender e saber trabalhar as
diferenças.
Contextualizando a prática educativa em saúde
• Construção de um Sistema Único de Saúde (SUS):
• Universal
• Equânime
• Com atenção resolutiva
• Integral
• Controle social
• Desafio técnico, ético e político
REFERÊNCIAS
LOPES, M. G. M. Saúde bucal coletiva. São Paulo: Rubio,
2008. Parte I. Pág. 17-30.

Aula 2 educação e metodologias pedagógicas

  • 1.
    ODONTOLOGIA EM SAÚDECOLETIVA I 1/2016 AULA 2 EDUCAÇÃO EM SAÚDE E METODOLOGIAS PEDAGÓGICAS Centro Universitário UDF Profa. Caroline Piske de A. Mohamed
  • 2.
    OBJETIVO O estudo práticoe aprendizagem, através de Estudo de Caso, de metodologias pedagógicas na promoção de saúde. 2.1 Estudo de Caso 2.2 Educação em saúde como estratégia para a promoção de saúde 2.3 Ações de cunho educativo em diferentes níveis estruturais 2.4 Avaliação das ações coletivas 2.5 Planejamento de Ações de educação em saúde 2.6 Contextualizando a prática educativa em saúde
  • 3.
    Cena 1 – •Em uma reunião das Equipes de Saúde da Família e de Saúde Bucal, avaliou-se o desenvolvimento da programação e planejou-se o mês seguinte. Estudo de caso
  • 4.
    • Os agentescomunitários e os dentistas perceberam que apesar de seus esforços as pessoas mantinham seus velhos hábitos. “A gente ensina o que é certo, sobre o controle da ingestão de açúcares, limpeza oral para os adultos, crianças e bebês, mas não adianta. O que mais temos que fazer?”
  • 5.
    • Sônia: Éisso mesmo! Também me preocupo com isso, mas tenho certeza que estou fazendo a minha parte, transmitindo o que sei que é certo. • Pedro Henrique: Acho que nós temos que mudar a forma de abordar cada usuário, procurando, primeiro, conhecer o que ele já sabe sobre o seu problema. • Cláudia: Eu também tenho dúvida de como fazer; é preciso saber muito sobre cada um e sobre a sua realidade, se não for assim, não adianta. • Joana: A repetição é importante, pois, como dizem: • “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura
  • 6.
    Marco Antônio: Seinão, Joana! Também pode acabar a água. Eu tenho um amigo que é professor e uma vez falou o seguinte: “Se um ou dois alunos de uma sala não aprendem uma matéria, o problema pode estar com esses alunos, mas quando a maioria dos 15 alunos não aprende a matéria, o problema certamente está com o professor”. Renata: Por que a gente não procura saber mais sobre como lidar com essa situação? O que você acha, José Ribeiro? José Ribeiro: Pois é, gente, eu fico satisfeito de ter surgido este assunto na reunião. Geralmente nós só discutimos as doenças e os cuidados com os doentes. Acho que precisamos discutir sobre a nossa prática pedagógica. Mariana: Prática PE-DA-GÓ-GI-CA???!!!
  • 7.
    Atividade em grupo Analisea situação descrita e elabore um texto que expresse: • Sua opinião sobre o comentário que cada profissional fez em resposta à demanda dos agentes comunitários de saúde. • Qual seria sua sugestão para a equipe de saúde, caso você estivesse participando da reunião e fosse estimulado a dar sua contribuição. • Como ser eficaz na transmissão de conhecimento? • Como ser eficaz na mudança de comportamento?
  • 8.
    Métodos pedagógicos quebaseiam nossas práticas em educação em saúde
  • 12.
    Fatores que influenciama escolha do método pedagógico
  • 14.
  • 15.
  • 16.
  • 17.
    Métodos Não –Diretivos Ativos Situação vivida Formando Formador Conteúdo
  • 18.
    Métodos Não –Diretivos Ativos
  • 19.
    Método expositivo -Transmissão • O processo educativo está centrado em alguém que sabe e ensina a alguém que não sabe • Lógica da transmissão de conhecimentos • Aquele que supostamente sabe mais assume funções como aconselhar, corrigir e vigiar quem deve aprender o conteúdo
  • 20.
    MÉTODO EXPOSITIVO -TRANSMISSÃO Riscos: • O profissional se considerar a autoridade máxima e, portanto, o único responsável pelo processo educativo • Ênfase na repetição e, geralmente, • não há preocupação com a realidade social nem com as crenças e valores daquele que “deve” aprender.
  • 21.
    Método expositivo –Transmissão • Cite situações em que essa relação pedagógica se estabelece. A expectativa é de que o outro mude seu comportamento em função do que lhe foi ensinado.
  • 22.
  • 23.
    Condicionamento • Teorias behavioristas– tecnicismo educacional- (Skinner, Gagné, Bloon e Mager) • Jogo de estímulo, resposta e recompensa capaz de condicionar o aprendiz a emitir as respostas desejadas • Ex: troca de receitas de medicamentos por presença em palestra
  • 24.
    Teoria Comportamental Teoria doreforço Skinner Crença que o reforço pode controlar o comportamento Reforço positivo ou recompensa Recompensa por bom desempenho aumentam sua frequência Reforço negativo O estímulo, quando eliminado, põe fim a uma situação adversa, desagradável. Serve para manter ou fortalecer a resposta; Punição Visa enfraquecer algum comportamento através de sua aplicação
  • 26.
    Recompensa sem melhoriano comportamento não leva à melhoria do comportamento futuro
  • 27.
    Pedagogia Não diretiva •Pedagogia nova: “ aprender fazendo” e “aprender a aprender” • Centro da atividade: aprendiz • Busca pelo conhecimento e o desejo de alterar o comportamento • Piaget (perspectiva construtivista- autonomia) • Paulo Freire ( Pedagogia do Oprimido- valorização da cultura, individualidade e os conhecimentos empíricos dos educandos)
  • 28.
    Educação em Saúde •Formar para a cidadania • Para a ação transformadora da realidade social • Mais do que informar ou mudar um comportamento de risco • Preparar o indivíduo para o controle e responsabilidade sobre sua própria saúde e comunidade • Empowerment, participação, tomada de decisões, exigir direitos, controle social • Atuando sobre os fatores determinantes e condicionantes de sua saúde e qualidade de vida (green & krreuter, 1999)
  • 29.
    Educação em saúdeé uma importante estratégia para a promoção de saúde, voltada a promover mudanças nos campos: Educacionais (conhecimentos, atitudes e habilidades) Organizacionais (práticas, programas, políticas e legislações) Econômicos e ambientais (ambientes físicos e sociais “suportivos”)
  • 30.
    Distinções conceituais entreeducação e promoção de saúde (adaptado de Piper & Brown, 1998) Ações de cunho educativo no nível de microestrutura e macro estrutura Modelo de Informação do paciente Modelo de mudança estrutural Modelo de empoderamento do paciente Modelo de ação coletiva Micro (ênfase individualista) Macro (ênfase nas relações sociais/comunitárias) Paciente – Ênfase nos conhecimentos subjetivos Profissionais de saúde- ênfase nos conhecimentos objetivos
  • 31.
    • Regulação corporal •Controle e correção dos comportamentos inadequados dos indivíduos • Destacando os riscos à saúde • Metodologia: Disseminação da informações Procura impactar no nível de adesão do usuário aos conselhos • Objetivo: Diminuir os níveis de morbidade e mortalidade da população • Limitações: Culpabilização da vítima Modelo de Informação do paciente
  • 32.
    • Intervenções baseadasnos pacientes • Procura-se aumentar as habilidades do indivíduo p/ que realizem decisões informadas e estruturem estratégias de enfrentamento mais efetivas • Auto estima e autocontrole • Metodologia Humanística e não hierárquicas via elucidação e interpretação de crenças, valores e percepções dos pacientes relativos à sua saúde (Reflexão crítica) • Individual e coletivo Modelo de empoderamento do paciente
  • 33.
    • Estratégia deempoderamento voltadas às comunidades • A saúde dos indivíduos está entrelaçada com a saúde das comunidades em que vivem, se a comunidade, como um todo, estiver empoderada, o impacto na saúde global da coletividade será muito maior Modelo de mudança estrutural Modelo de ação coletiva
  • 34.
    • Metodologia: • Trabalhomultriprofissional e intersetorial com colaboração da sociedade, instituições públicas, privadas, ONGs para desenvolver estratégias de promoção de saúde comunitárias • Desenvolvimento comunitário, advocacia política, formulação de estratégias integradas de saúde e o marketing social Modelo de mudança estrutural Modelo de ação coletiva
  • 35.
    Avaliação da Efetividadedas ações coletivas • Mudanças de comportamento de características clínicas (diminuição de peso, profundidade de bolsa periodontal) • Aumento do conhecimento, das habilidades, da consciência, da autoestima, da autoeficácia e mudança de um estágio de contemplação para a ação
  • 36.
    Perguntas a fazermosquando implementamos educação em saúde • Estou estimulando meu paciente a se sentir culpado ou os estou ajudando a exercer o controle sobre sua própria saúde? • Estou ajudando os pacientes a entenderem as origens econômicas e sociais dos problemas de saúde? • Estou ajudando os pacientes a entenderem seus próprios corpos e as doenças, ou estou mistificando ambos? • Estou ouvindo o que os pacientes relatam sobre suas próprias experiências de vida e ajudando-os a identificar os problemas-chave que podem enfrentar? • Estou ajudando os pacientes que apresentam problemas similares a formarem redes de apoio entre si? • Em que tipos de ações coletivas em questões de saúde posso dar suporte?
  • 37.
    Pontos a lembrarquando atuando em promoção de saúde na comunidade • O adulto já tem um “alicerce,” tem conhecimentos construídos a partir de suas experiências e condições de vida: socioeconômica e cultural; mudança de comportamento é processo e, portanto, o resultado pode ocorrer em longo prazo; • falta de experiência e de conhecimento sobre técnicas de negociação por parte do profissional; • relações de poder entre profissional-usuário: arrogância x humildade; saber-poder-intimidação; • relações de poder na família – é preciso identificar quem tem o “poder” de decisão na família; • diferença de linguagem, cultura e valores dos usuários e dos profissionais;
  • 38.
    • dificuldade dereconhecer qual é a real necessidade do usuário; • falta de confiança do usuário no profissional; • dificuldade de analisar a situação para definir a melhor estratégia; • dificuldade do profissional para respeitar a autonomia do outro, • entender e saber trabalhar as diferenças.
  • 39.
    Contextualizando a práticaeducativa em saúde • Construção de um Sistema Único de Saúde (SUS): • Universal • Equânime • Com atenção resolutiva • Integral • Controle social • Desafio técnico, ético e político
  • 40.
    REFERÊNCIAS LOPES, M. G.M. Saúde bucal coletiva. São Paulo: Rubio, 2008. Parte I. Pág. 17-30.