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Semiologia das Linfadenopatias

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Aula de Semiologia do Curso de Propedêutica Médica da UNILUS

Publicada em: Saúde e medicina
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Semiologia das Linfadenopatias

  1. 1. AGUARDE! EM BREVEINICIAREMOSA AULA. Para não comprometer o fluxo de transmissão da videoaula, por gentileza, neste momento, desative o microfone e câmera. Durante a apresentação da aula, caso tenha alguma dúvida, utilize a ferramenta chat para os questionamentos. Não é permitida a reprodução total ou parcial de qualquer conteúdo dessa videoaula, sem a autorização prévia do professor.
  2. 2. SEMIOLOGIA DAS LINFADENOPATIAS Prof Dra Giuseppina M. Patavino Clínica Médica I Propedêutica
  3. 3. Conceito de Sistema linfático  Sistema responsável pela defesa do organismo, constituído de nódulos linfáticos também chamados de linfonodos ou gânglios linfáticos e uma rede de vasos linfáticos que são responsáveis pelo transporte da linfa dos tecidos para o sistema circulatório
  4. 4. Fisiologia do sistema linfático  O sistema linfático se inicia no tecido intersticial de todo o organismo,a principio em formações lacunares também chamadas “em dedo de luva” e depois vão convergindo e formando os “capilares linfáticos”
  5. 5. Fisiologia do sistema linfático  Os “capilares linfáticos” se anastomosam e se tornam cada vez mais calibrosos até se constituírem nos “vasos linfáticos aferentes”  Os “vasos linfáticos aferentes” entram no gânglio linfático onde acontece a depuração da linfa e de onde partem os “vasos linfáticos eferentes”
  6. 6. Formação do sistema Linfático  Os “vasos linfáticos eferentes “ se tornam “vasos linfáticos aferentes “ de outros gânglios maiores e tornam-se os “grupos ganglionares “ ou “cadeias ganglionares” as quais recebem o nome das regiões que ocupam exemplo: cadeia ganglionar occipital, cervical, retro auricular, sub mandibular, supra e infra clavicular, axilar, mediastinal, abdominal, pré e para-aórtica, inguinal, crural, poplítea etc
  7. 7. Constituição do Sistema Linfático
  8. 8. Formação do sistema Linfático  Todos esses gânglios superficiais, profundos, das cavidades torácica e abdominal vão se unindo  Se encaminham para o Canal ou Ducto Linfático superior que desemboca na veia subclávia direita  E também para o Canal ou Ducto Torácico que desemboca na veia subclávia esquerda
  9. 9. Composição gânglios linfáticos ou nódulos linfáticos dos linfonodos  Linfócitos- células presentes no sangue, na linfa, nos linfonodos e também no timo, no baço, no anel de Valdeyer, nas Placas de Payer e outros locais do organismo  Linfocitos B- responsáveis pela Imunidade Humoral através da fabricação de Anticorpos  Linfócitos T- responsáveis pela Imunidade celular (citotoxicidade)  O linfonodo possui 3 zonas:  Zona cortical: células reticulares, macrófagos e linfócitos B  Zona paracortical: rica em linfócitos T  Zona medular: grande concentração de linfocitos B
  10. 10. Função dos gânglios linfáticos ou nódulos linfáticos ou linfonodos  São pequenos órgãos (com até 2 cm) presentes no pescoço, no tórax, no abdômen, na axilas e na virilhas  Função de filtração da linfa  Retenção de partículas estranhas (poeira,carvão,sílica e outras)  Retenção e ação imunológica sobre germes (vírus, bactérias, fungos e outros)
  11. 11. Metodos propedêuticos para Exame Físico de Cadeias ganglionares Inspecção Palpação
  12. 12. Semiotecnica e características propedêuticas das linfadenomegalias Inspecção  Boa iluminação  De preferencia luz natural  Região a ser inspecionada nua  Comparar as regiões simétricas  Aumento de volume, dizer se é uni ou bilateral e qual o lado  Comparar com corpos conhecidos: azeitona, ovo, laranja  Melhor medir o diâmetro (na palpação)  Estado da pele
  13. 13. Semiotecnica e características propedêuticas das linfadenomegalias Palpação  A palpação deve ser com delicadeza, sem grandes pressões  Palpação com os dedos estendidos  Palpação em “garra” para os gânglios axilares, epitrocleares, mentonianos, poplíteos  Palpação com os dedos em “pinça” para os gânglios do pescoço, sub mandibulares  A posição do medico em relação ao paciente pode ajudar: occipitais médico “por trás” do paciente, sub mentonianos médico na frente e paciente inclinando a cabeça para a frente,submandibulares médico na frente, “mão em garra “ e paciente inclinando a cabeça para o lado a ser palpado
  14. 14. Cadeias ganglionares cervicais
  15. 15. Palpação de gânglios da cabeça e pescoço
  16. 16. Palpação dos gânglios submandibulares e sub mentonianos  Médico pode ficar atras ou na frente do paciente  “mão em garra”
  17. 17. Palpação dos gânglios do grupo esterno-cleido-mastoideo  Os ganglios da face interna devem ser palpados com a “mão em pinça” e o médico atras do paciente  Essa técnica proporciona melhor sensação tactil do que se fosse com a mão estendida e o medico na frente do paciente
  18. 18. Cadeias ganglionares supra e infraclaviculares e axilares
  19. 19. Palpação de gânglios supra e infra claviculares e axilares “mão em garra”
  20. 20. Drenagem linfática da mama
  21. 21. Palpação dos gânglios retro-peitorais  Médico na frente  “mão em pinça”  Compressão e deslizamento em toda face posterior do musculo grande peitoral  Importante nas neoplasias de mama e metastases de neoplasias de pulmão e pleura
  22. 22. Drenagem linfática do braço
  23. 23. Palpação dos gânglios epitrocleanos  Braço do paciente em semi flexão  Segura o antebraço ou a mão  “mão em pinça” faz a compressão e deslizamento na goteira epitroclena
  24. 24. Palpação dos gânglios inguinais  Paciente em decúbito dorsal  Dedos do médico em extensão  Deslizar linearmente ou em movimentos circulares
  25. 25. Palpação dos gânglios poplíteos  Paciente em decúbito ventral  Dedos do medico em extensão ou “ em garra”  Gânglios de difícil palpação
  26. 26. Caracteristicas dos gânglios  Localização  Tamanho ou volume: comparar ou medir  Consistência: mole frequente nos processos inflamatórios e /ou infecciosos, dura nos neoplásicos ou fibróticos  Coalescência: união firme dos gânglios geralmente através de fibrose  Mobilidade: aderência ou não a planos profundos  Dor: presente sugere processos inflamatórios e/ou infecciosos e quando indolor diz mais respeito a processos crônicos ou neoplásicos  Fistulização: abertura e saída de material as vezes necrótico
  27. 27. Outros comemorativos que completam a avaliação das adenomegalias  Na anamnese: febre, sudorese, dor de garganta, tosse, emagrecimento, prurido, sangramentos, exantema e outros  Nos antecedentes pessoais: contato com pessoas com tuberculose ou sífilis, atividade sexual , ser portador de cães , contato com pombos  No exame físico: palpação do baço que é o maior órgão linfoide do nosso organismo
  28. 28. Denominações importantes  Adenomegalia: adeno= gânglio megalia=aumento, portanto refere- se ao aumento ganglionar  Adenopatia é o mesmo que adenomegalia  Linfadenomegalia=Linfadenopatia=aumento de gânglios  “gânglio satélite”: gânglio que aparece próximo à patologia de base, pode ser inflamatório ou neoplásico
  29. 29. Causas de linfadenomegalias  Processos inflamatórios  Processos infecciosos  Tuberculose  Sarcoidose  Colagenoses  Metástases de tumores sólidos  Leucemias (agudas e crônicas)  Linfomas (Hodgkin e não Hodgkin)
  30. 30. Processos inflamatórios com adenopatia “satélite” Adenopatia aguda, dolorosa, mole
  31. 31. Mononucleose infecciosa Adenopatia aguda, dolorosa, mole
  32. 32. Sangue periférico na Mononucleose Infecciosa  Podem ser confundidos com celulas leucêmicas  Presença de numerosos linfócitos atípicos no sangue periférico  Diagnóstico depende da história e sorologia positiva
  33. 33. Tuberculose ganglionar  Sinais flogisticos: vermelhidão, dor à palpação  Supuração: saída de material caseoso  Coalescência: união de vários gânglios
  34. 34. Tuberculose ganglionar-outros comemorativos  Anamnese: tosse, expectoração, febre, emagrecimento  Hábitos: moradores de rua, portadores de AIDS, fumantes, alcoolismo  Rx tórax: imagens sugestivas de Tuberculose-infiltrados, derrame pleural, cavidades
  35. 35. Leucemias Leucemia linfoide aguda Febre, sangramentos, adenomegalias, esplenomegalia
  36. 36. Leucemia linfoide crônica - Acomete mais idosos - pode ser achado de hemograma(linfocitose) - Crescimento dos gânglios lento
  37. 37. Linfomas  Podem acometer qualquer cadeia ganglionar externa ou interna e até ser extra ganglionares  Tamanho dos gânglios variável  Geralmente indolores mas podem ter dor quando o crescimento é muito rápido  Linfomas de Hodgkin geralmente crescimento ganglionar lento, progressivo, indolor, acompanhado ou não de sintomas gerais como febre, emagrecimento, sudorese noturna e prurido os chamados “Sintomas B”  Linfomas não Hodgkin podem ser de baixo, intermediário ou alto grau de malignidade, crescimento pode ser lento(baixo grau) ou rápido (alto grau), acompanhados geralmente de sintomas B
  38. 38. Linfomas- Hodgkin e não Hodgkin Gânglios duros, indolores e coalescentes
  39. 39. Metástases de tumores malignos

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