Arte

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Um ré-conhecimento sobre o que é arte, esta atividade milenar, que liga todos os homens de todas as épocas. Arte é a representação estética do mundo.

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Arte

  1. 1. O que é Arte? Em todos os tempos, em todos os lugares, homens e mulheres em diferentes culturas produziram arte. O que explica essa necessidade de expressar simbolicamente a vida?
  2. 2. A Arte • 1- O que você pensa sobre a arte? • 2- que artista lhe chama mais atenção. Explique • 2- Que tipo de arte mais lhe atrai? • 3-Alguém aqui gostaria de produzir algum tipo de arte? • Quais são, na sua opinião, as marcas de uma arte mais genuína?
  3. 3. K. Haring “Andando na Chuva” ( esmalte e acrílico sobre tela: 1989)
  4. 4. Kating Haring • (Reading 4 de maio de 1958– Nova Iorque, 16 de fevereiro de 1990) foi um artista gráfico e activista estadunidense. Seu trabalho reflete a cultura nova-iorquina dos anos 1980 • Nascido no estado da Pensilvânia, desde cedo mostrou interesse pelas artes plásticas. Do ano 1976 até o ano 1978 estudou design gráficonuma escola de arte em Pittsburgh .Antes de acabar o curso, transferiu-se para Nova Iorque onde seria grandemente influenciado pelos graffitis, inscrevendo-se na School of Visual Arts. Abertamente homossexual, seu trabalho reflexivo também é um conjunto de temas homo-eróticos. Haring também apoiava a prostituição, por isso alguns de seus temas são considerados eróticos. Keith Haring começou a ganhar notoriedade ao desenhar a giz nas estações de metrô de Nova Iorque. As suas primeiras exposições começaram a partir de 1980 no Club 57 que se tornou um ponto de encontro da elite vanguardista. Na mesma década, participou em diversas bienais e pintou diversos murais pelo mundo - de Sydney a Amsterd ã e mesmo no Muro de Berlim. Amigo pessoal de Grace Jones, foi ele quem lhe pintou o corpo para o videoclip"I'm Not Perfect". Em 1988, abre um Pop Shop em Tóquio Na ocasião, afirma:Em minha vida fiz muitas coisas, ganhei muito dinheiro e me diverti muito. Mas também vivi em Nova Iorque nos anos do ápice da promiscuidade sexual. Se eu não pegar SIDA, ninguém mais pegará.
  5. 5. Observe • Que cores predominam neste quadro? • Que figuras você vê pintadas no quadro? • O quadro faz uma referência sobre as mutações produzidas pela poluição e pela chuva ácida. • Como as imagens do quadro traduzem esta intenção? Ao responder, considere também o título da obra. • O modo como Haring pintou esse quadro nos obriga a • interpretar o olhar do artista para a realidade. Justifique. • A foto a seguir mostra o efeito da chuva ácida em uma floresta. Que elementos da foto você destacaria?
  6. 6. Efeitos da chuva ácida na floresta de Erzgebirge, Alemanha, 1998. Os montes Metalíferos (em alemão: Erzgebirge, em checo: Krušné hory) são uma cordilheira entre a Alemanhae a República Checa. Formam a fronteira entre ambos os países ao longo de 150 km, estendendo-se desde a fronteira ocidental do estado da Saxónia até ao rio Elba.
  7. 7. TEXTO • Define-se texto como algo que pode se lido e interpretado, que propõe um sentido final diferente do sentido de cada uma das partes ou elementos que o constituem, que sugere ou revela uma intenção específica de seu criador. • Quando falamos de texto, portanto, identificamos um uso de linguagem ( verbal ou não verbal) que tem significado, unidade ( é um conjunto em que as partes ligam-se umas às outras ) e intenção. O que confere existência ao texto é sua possibilidade de leitura e interpretação. • Com base nessa definição, você consideraria o quadro de Keith Haring um texto? E a foto da floresta? Explique.
  8. 8. Arte e representação • O que distingue realidade e ficção? Esses conceitos são muito importantes quando fazemos a leitura de textos verbais e não verbais. • Realidade é tudo aquilo que existe no mundo conhecido, que identificamos como concreto ou que reconhecemos como verdadeiro. • A ficção, por sua vez, relaciona-se à criação, à invenção, à fantasia, ao imaginário. • Nesse sentido, a ficção promove a construção de uma realidade para atender a um objetivo específico ( promover a reflexão, encantar, critica divertir, etc.) • Os mundos ficcionais podem corresponder à realidade, tal como a conhecemos, ou propor novas realidades, inteiramente imaginadas.
  9. 9. Assim, toda arte é uma representação da realidade. Mesmo quando se ocupa de elementos em que podemos reconhecer o real, arte ainda é representação. Observe este quadro de G. Arcimboldo, pintor italiano do século XVI. Chama-se “ Inverno”
  10. 10. Inverno • No quadro, reconhecemos elementos do real, como as frutas, os galhos, as folhas e o tronco da árvore. O que se observa, porém é que todos estes elementos foram organizados em uma composição concebida para que o conjunto se assemelhe ao rosto de um homem idoso, com a pele e os lábios enrugados. Trata-se de uma representação , porque a organização de um quadro revela o olhar singular do artista, que escolheu um modo de representar elementos da natureza para causar determinada impressão no observador. O resultado dessa inusitada composição atrai olha e pode provocar uma reação inicial de espanto em quem a vê.
  11. 11. Alguns sentidos da arte• A história da humanidade é marcada pela criação de objetos que nos auxiliam a superar nossas limitações físicas. Um telescópio, por exemplo, funciona como uma poderosa extensão do olho humano. Tratores e máquinas permitem que a terra seja trabalhada de modo mais rápido e eficiente. • Por meio da observação e da análise desses objetos, podemos formular algumas hipóteses sobre as diferentes necessidades do ser humano. • As criações, porém, não se limitaram à invenção e à produção de objetos de uso prático. A arte sempre ocupou lugar significativo na vida de todas as sociedades humanas. • Os mais antigos objetos artísticos eu chegaram até nós são pequenas figuras esculpidas por volta de 25000 a. C. Supõe-se que, com o auxílio dessas imagens, nossos antepassados tentavam controlar ou aplacar a forças da natureza..Para eles, símbolos de animais e pessoas tinham uma significação mágica ou sobrenatural. • Que impulso levou nossos ancestrais a representarem, de alguma maneira, a vida que levavam e o que sentiam? • E por que, desde então, todos os seres humanos, em todas as culturas, em todos o tempos e lugares, produziram arte?
  12. 12. Vênus, de Willendorf, estatueta de calcário do período Paleolítico Superior ( cerca de 25000 a 22000 a. C.) encontrada em 1908 nas proximidades da cidade de Willendorf, na Áustria
  13. 13. As várias formas de arte Cena do espetáculo Samwaad – Rua do encontro. São Paulo, 2004. Direção e concepção de Ivaldo Bertazzo.
  14. 14. O que é arte, afinal? • As muitas respostas possíveis para a pergunta sobre o que define arte variaram imensamente ao longo da história. • Durante muito tempo a arte foi entendida como a representação do belo. • Mas o que é belo? • O que essa palavra significa para nós, ocidentais, hoje e o que significou para os povos do Oriente ou para o europeus que viveram na Idade Média? • Na Antiguidade, por exemplo, o belo estaca condicionado ao conceito de harmonia e proporção entre as formas. Por esse motivo, o ideal de beleza entre os gregos ganha forma na representação dos seres humanos, vistos como modelo de perfeição.
  15. 15. II-O que é arte, afinal? • No século XIX, o Romantismo adotará os sentimentos e a imaginação como princípios da criação artística. O belo desvincula- se da harmonia das formas. • Do século XX em diante, diferentes formas de conceber o significado e modo do fazer artístico impuseram novas reflexões no campo da arte. Desde então, ela deixa de ser apenas a representação do belo e passa a expressar também o movimento, a luz ou a interpretação geométrica das formas existentes. Pode também recriá-las. Em alguns casos, chega a enfrentar o desafio de representar o inconsciente humano. Por tudo isso, a arte pode ser entendida como a permanente recriação de uma linguagem. • Afirma-se também, entre tanta outras possibilidades, como meio de provocar a reflexão no observador sobre o lugar da própria ar te na sociedade de consumo ou sobre a relação entre o observador e o objeto observado. Ou seja, a arte pode ser uma provocação, espaço de reflexão e de interrogação
  16. 16. CRIAÇÃO • toda criação pressupõe um criador que filtra a realidade e nos permite sua interpretação. A arte, desse ponto de vista, é também o reflexo do artista, de seus ideais, de seu modo de ver e de compreender o mundo. • Como todo artista está sempre inserido em um tempo, em uma cultura com sua história e suas tradições, a obra que produz será sempre, em certa medida, a expressão de sua época, de sua cultura. • Seria possível acrescentar outras observações sobre os diversos significados que pode assumir a arte a cada obra analisada. No entanto, a reflexão feita aqui é suficiente para dar medida dos muitos horizontes que a arte nos abre e das realizações que ela possibilita como forma de representação.
  17. 17. René Magritte, ( 1898-1967. Isto não é uma maçã. Óleo sobre tela ,1964
  18. 18. Isto não é uma maçã... • Você consideraria a proposta de Magritte uma obra de arte? • Franz Kafka ( 1883-1924) foi um dos mais influentes escritores do século XX. Nasceu em Praga, na atual República Tcheca, mas escrevia em Alemão. O escritor criou uma obra enigmática, preocupada com a aparente falta de saída para o se humano. Seu nome originou o termo “kafkiano”, que se refere a uma situação angustiante, que evoca uma atmosfera de pesadelo, de absurdo.
  19. 19. Franz Kafka
  20. 20. A metamorfose ( fragmento) • Repare como elementos do mundo real contribuem para que, como leitores, aceitemos a criação ficcional proposta pelo narrador. • A) observe as informações do texto sobre o quarto e a profissão de Samsa, como você caracterizaria a personagem a partir desses dados? • B) Samsa “encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso”. A descrição de seu novo corpo justifica o adjetivo destacado? Por que? • C) procure descrever como você imagina que a personagem tenha se sentido quando se deu conta dessa transformação. • D) Quais dos elementos e acontecimentos apresentados no texto poderiam existir fora do universo da ficção? Quais não poderiam? • E) o que faz com que os leitores aceitem como possíveis os elementos ou acontecimentos que não poderiam ocorrer fora desse universo? • Voe viu que a arte pode provocar, emocionar, retratar uma época, etc. Para você, qual desses sentidos da arte é o mais importante? • Qual a obra, ( música, filme ou livro) que melhor representa esse sentido? Explique por quê.
  21. 21. Os agentes da produção artística • Intenções de quem a produziu • Uma maneira especial de “ ver o mundo” • O artista preserva valores e culturas de uma época, expressando algo de natureza coletiva e social • Toda obra de arte interage com um público, que passa a ser considerado um interlocutor • Ele, o público, participa da construção dos sentidos que ela possa exprimir. • Toda obra se manifesta em uma determinada linguagem que se desenvolve em uma estrutura, e além disso circula em determinado meio, em determinado suporte para representá-la • Então, são vários os agentes que contribuíram para a criação de uma obra de arte: o artista, o contexto em que viveu, o público para a qual a obra foi criada, a linguagem e a estrutura em que produzida e seu contexto de circulação.
  22. 22. Mona Lisa, Leonardo da Vinci, 1503-1506. Óleo sobre madeira
  23. 23. A Mona Lisa • Sua pintura foi iniciada em 1503 e é nesta obra que o artista melhor concebeu a técnica do sfumato. O quadro representa uma mulher com uma expressão introspectiva e um pouco tímida. O seu sorriso restrito é muito sedutor, mesmo que um pouco conservador. O seu corpo representa o padrão de beleza da mulher na época de Leonardo. Este quadro é provavelmente o retrato mais famoso na história da arte, senão, o quadro mais famoso e valioso de todo o mundo. Poucos outros trabalhos de arte são tão controversos, questionados, valiosos, elogiados, comemorados ou reproduzidos. • Muitos historiadores da arte desconfiavam de que a reverência de Da Vinci pela Mona Lisa nada tinha a ver com sua maestria artística. Segundo muitos afirmavam devia-se a algo muito bem mais profundo: uma mensagem oculta nas camadas de pintura. Se observarem com calma verá que a linha do horizonte que Da Vinci pintou se encontra num nível visivelmente mais baixo que a da direita, ele fez com que a Mona Lisa parecer muito maior vista da esquerda que da direita. Historicamente, os conceitos de masculino e feminino estão ligados aos lados - o esquerdo é feminino, o direito é o masculino.[ • A pintura a óleo sobre madeira de álamo encontra-se exposta no Museu do Louvre, em Paris e é uma das suas maiores atrações.[
  24. 24. A Mona Lisa • Muitos historiadores da arte acreditam que o modelo usado para a pintura pode ter sido a esposa de Francesco del Giocondo, um rico comerciante de seda de Florença e uma figura proeminente no governo fiorentino. Acredita-se também que estes eram vizinhos de Leonardo Da Vinci. Esta opinião fundamenta-se numa indicação feita por Da Vinci durante os últimos anos de sua vida, a propósito de um retrato de uma determinada senhora florentina feita da vida ao pedido do magnífico Juliano de Médici. O primeiro biógrafo de Da Vinci, Vasari, também pintor, descreve o retrato como sendo o de Mona Lisa, esposa do cavalheiro florentino Francesco del Giocondo. • As notas de Agostino Vespucci na Biblioteca da Universidade de Heidelberg • Em 2008, essa hipótese é a mais aceita, sendo, inclusive, respaldada por cientistas da Universidade de Heidelberg, na Alemanha, que afirmam terem encontrado um documento com clara referência a um retrato de Lisa del Giocondo que estaria sendo realizado por Leonardo.
  25. 25. Mona Lisa • Observe no quadro de Leonardo da Vinci, como a Mona Lisa parece estar olhando para nós e pensando em algo, com seu sorriso enigmático. • De que modo o elementos presentes no quadro, principalmente a paisagem contribuem para que a atenção de quem o observa seja direcionada para a figura da Mona Lisa? • Se olharmos com atenção, veremos que a paisagem do lado esquerdo “ não se encaixa” com a do lado direito. Que efeito isso provoca quando olhamos para a Mona Lisa • Que elementos da paisagem ajudam a dar “movimento” ao quadro?
  26. 26. A literatura nos faz sonhar • Os textos têm o poder de transportar leitor, provocar alegria ou tristeza, divertir ou emocionar. Em outras palavras, nos permitem “viver” outras vidas, sentir outras emoções e sensações. Nesse sentido, a literatura nos oferece um descanso dos problemas cotidianos, quando nos descortina o espaço do sonho e da fantasia. • A literária
  27. 27. A Mona Lisa de Jean -Michel Basquiat 1983-técnica diversa
  28. 28. Jean-Michel Basquiat ( 1960-1988) nasceu em Nova York, filho de pai hatiano e mãe porto- riquenha. Em 1977, começou a grafitar textos nas ruas da cidade. Sua carreira ganhou projeção ao trabalhar com o artista Andy Warhol. A obra que produziu reflete as suas influências culturais, o ambiente urbano em que vivia, a sua condição de artista negro.
  29. 29. Funções do texto literário • A palavra “função” aqui se refere ao papel que a literatura desempenha nas sociedades; um papel que se configurou, em grande parte, a partir daquilo que o público leitor reconheceu como valor nessa arte ao longo da história da leitura. Foram os leitores, portanto, que atribuíram um papel à produção literária e são eles que a mantém viva até hoje.
  30. 30. Alguns elementos da nota de um dólar aparecem na obra de Basquiat. Com essa relação intertextual, o artista parece questionar o valor da arte tradicional ao atribuir à valiosíssima tela de Leonardo o valor mais baixo das notas americanas
  31. 31. Observe agora a releitura que Jean-Michel Basquiat fez do quadro de Leonardo da Vinci: Que elementos presentes no quadro de Basquiat estabelecem um “diálogo” com o quadro de Da Vinci? Que elementos revelam que o quadro de Basquiat foi pintado numa época diferente daquela em que foi pintada a Mona Lisa? Que interpretações a relação com a imagem original provoca na obra de Basquiat? As informações que você tem a respeito da Mona Lisa de Da Vinci influencia o seu olhar para a Mona Lisa de Basquiat, de que maneira? Considerando as características da obra de Basquiat, que tipo de público, na sua opinião teria interesse por uma obra como essa?
  32. 32. A arte da literatura • Em todas as cidades, em todas as culturas, em todas os tempos e lugares, produziram literatura em sua forma oral ou escrita. Por quê? Que atributos específicos teria a literatura para se mostrar tão importante para homens e mulheres desde sempre? • Há muitas respostas possíveis para essa pergunta, mas o fato de ter sido produzida por culturas e em tempos tão diferentes nos permite concluir que a literatura cumpre funções muito importantes nas sociedades humanas.
  33. 33. Funções do texto literário • A palavra” função” aqui se refere ao papel que a literatura desempenha nas sociedades; um papel que se configurou, em grande parte, a partir daquilo que o público leitor reconheceu como valor nessa arte ao longo da história da leitura. Foram os leitores, portanto, que atribuíram um papel à produção literária e são eles que a mantém viva até hoje
  34. 34. A literatura nos faz sonhar • Os textos têm o poder de transportar o leitor, provocar alegria ou tristeza, divertir ou emocionar. Em outras palavras, nos permitem “viver” outras vidas, sentir outras emoções e sensações. Nesse sentido, a literatura nos oferece um descanso dos problemas cotidianos, quando nos descortina o espaço do sonho e da fantasia.
  35. 35. A literatura provoca nossa reflexão • Será que os textos literários têm o poder de transformar a realidade ou existem apenas para nos aliviar o peso da vida cotidiana? Veja o que pensa José Saramago, escritor português, em entrevista concedida ao jornal O Globo: • O Globo: o senhor crê que a literatura tem alguma capacidade de provocar mudanças no mundo?
  36. 36. Resposta • Saramago: A resposta está na pergunta. Pretendo tocar os leitores, criar polêmicas, estimular discussões. Mas isto não significa que a literatura tenha poder para mudar o mundo. Já não é pouco que seja capaz de exercer influência sobre algumas pessoas. O mundo é demasiado grande, somos mais de sete bilhões os que habitamos neste planeta e o poder real está nas mãos das grandes multinacionais que evidentemente não nasceram para ser agentes da nossa felicidade • ( O Globo, Rio de Janeiro, 20 de Março de 2004). • José Saramago, autor português, Prêmio Nobel de 1998. Principais obras: “ Ensaio sobre a cegueira” “ Memorial do Convento”, o evangelho segundo jesus cristo, levantado do chão, a viagem do elefante, caim
  37. 37. PODER • “A literatura não tem o poder de modificar a realidade, como reconhece Saramago, mas certamente é capaz de fazer com que as pessoas reavaliem a própria vida e mudem de comportamento. Se esse efeito é alcançado, o texto literário desempenha um importante papel transformador, ainda que de modo indireto.” • Pela resposta de Saramago, podemos dizer que a literatura pode provocar a reflexão e responder, por meio de construções simbólicas, a perguntas que inquietam os seres humanos.
  38. 38. Nélida Pinõn • Neste depoimento da escritora brasileira Nélida Piñon destaca-se o caráter coletivo da literatura: • “ Costumo dizer que a literatura nada me deve. Eu é que devo tudo a ela. Graças a ela eu conheço as pessoas e transito pelo mundo. Ela e ensina diariamente a viver. Literatura não é u produto que advém apenas do artista. A sociedade, ao longo dos séculos, pediu que sua história fosse narrada, por isso ela tem esse sentido coletivo”.
  39. 39. A literatura diverte • A experiência apaixonante de passar horas lendo um bom livro é familiar a muitas pessoas em todo mundo. Quem já não deu boas risadas sozinho com as trapalhadas cotidianas que tantos cronistas registram, como se dissessem que temos também de aprender a rir de nós mesmo? • Os leitores que embarcam nas aventuras propostas pelos livros sabem que, aconteça o que acontecer, terão sempre consigo a memória das emoções sentidas em cada uma de suas jornadas literárias.
  40. 40. A literatura nos ajuda a construir nossa identidade • Nos textos literários, de certo modo entramos em contato com a nossa história, o que nos dá a chance de compreender melhor nosso tempo, nossa trajetória como nação. O interessante, porém, é que essa “história” coletiva é recriada por meio das histórias individuais, das inúmeras personagens presentes nos textos que lemos, ou pelo poemas que nos tocam de alguma maneira. • Como leitores, interagimos com o que lemos. Somos tocados pelas experiências de leituras que, muitas vezes, evocam vivências pessoais e nos ajudam a refletir sobre nossa identidade individual e também a construí-la.
  41. 41. A literatura “nos ensina a viver” • Como toda manifestação artística, a literatura acompanha a trajetória humana e, por meio de palavras, constrói mundos familiares, em que pessoas semelhantes a nós vivem problemas idênticos aos nosso, e mundos fantásticos povoados por seres imaginários, cuja existência é garantida somente por meio das palavras que lhes dão vida. Também exprime, pela criação poética, reflexões e emoções que parecem ser tão nossas quanto de quem a registrou. • Por meio da convivência com poemas e histórias que traçam tantos e diversos destinos, a literatura acaba por nos oferecer possibilidades de resposta a indagações comuns a todos os seres humanos.
  42. 42. A literatura denuncia a realidade • Em diferentes momentos da história humana, a literatura teve um papel fundamental: o de denunciar a realidade, sobretudo quando setores da sociedade tentam ocultá-la. Foi o que ocorreu, por exemplo, durante o período da ditadura militar no Brasil. Naquele momento, inúmeros escritores arriscaram a própria vida para denunciar, em suas obras, a violência que tornava a existência uma aventura arriscada. • A leitura dessas obras, mesmo que vivamos em uma sociedade democrática e livre, nos ensina a valorizar nossos direitos individuais, nos ajuda a desenvolver uma melhor consciência política e social. Em resumo, permite que olhemos para a nossa história e, conhecendo algumas de suas passagens mais aterradoras, busquemos construir um futuro melhor.
  43. 43. O pacto com o leitor • Para que os mundos literários ganhe vida precisamos habitá-los. Em outras palavras, temos de aceitar o convite feito pelo autor para entrarmos, sem medo, nos bosques criados pela ficção. • Como saber, porém, que caminhos trilhar em um mundo desconhecido? O próprio texto literário nos oferecerá os sinais e as pistas que, interpretados, indicarão o caminho. Todo texto estabelece um pacto de credibilidade com seus possíveis leitores caso eles aceitem as condições que regem o mundo ficcional ali apresentado, esse mundo fará sentido. • Veja, por exemplo, o que diz o narrador do conhecido conto “o gato preto” de Edgar Allan poe
  44. 44. Um conto de suspense e mistério • “O gato preto” é um dos mais conhecidos contos de Edgar Allan Poe. Nele, acompanhamos a história de um homem que, sem causa aparente, passa a se comportar de modo muito violento, mudando completamente de personalidade. Após matar Pluto, seu gato de estimação, a personagem passa a associar uma série de acontecimentos supostamente inexplicáveis a aparição de um segundo gato, bastante semelhante a Pluto.
  45. 45. Edgar Allan Poe 1809-1849 • Nasceu em Boston , nos Estados Unidos. Autor de poemas como “O corvo”, “Annabel Lee” e de contos célebres como “A queda da casa de Usher”, “O barril de Amontillado” e “O gato preto”, Poe é um escritor lido até hoje. Teve uma morte misteriosa após ter realizado palestras em Norfolk, foi encontrado em uma condição deplorável em Baltimore, sem que se saiba como chegou até lá. Levado, inconsciente, para o hospital local, morreu sem recobrar os sentidos.
  46. 46. Edgar Allan Poe
  47. 47. Rubem Alves • “Todas as palavras tomadas literalmente são falsas. A verdade mora no silêncio que existe em volta das palavras. Prestar atenção ao que não foi dito, ler as entrelinhas. A atenção flutua: toca as palavras sem ser por elas enfeitiçada. Cuidado com a sedução da clareza! Cuidado com o engano do óbvio.”
  48. 48. Rubem Alves • “Amo a minha vocação, que é escrever. Literatura é uma vocação bela e fraca. O escritor tem amor, mas não tem poder” • Por que se gosta de um autor? Gosta-se de um autor quando, ao lê- lo, tem-se a experiência de comunhão. Arte é isso: comunicar aos outros nossa identidade íntima com eles. Ao lê-lo, eu me leio, melhor me entendo. Somos do mesmo sangue, companheiros no mesmo mundo. Não importa que o autor já tenha morrido há séculos... Inversamente, quando não gosto de um autor, é porque não há comunhão. É como se ele fosse uma comida estranha que causa repulsa • Rubem Alves
  49. 49. Clarice Lispector • Enquanto eu tiver perguntas e não houver resposta continuarei a escrever. • Já que se há de escrever, que pelo menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas. • Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.
  50. 50. • “Para criar uma obra-prima da literatura, dois poderes precisam estar presentes: o poder do homem e o poder do momento”. • Matthew Arnold Laleham, 24 de dezembro de 1822- Liverpool, 15 de abril de 1888 foi um poeta e crítico britânico, um dos críticos literários e de costumes em que a Inglaterra Vitoriana melhor se espelha. Matthew Arnold foi um poeta prolífico e um intelectual voltado para a democratização do ensino “Os governos suspeitam da literatura porque é uma força que lhes escapa”. • Émile Zola Paris 2 de abrilde 1840 — Paris, 29 de setembro de 1902) foi um consagrado escritor francêsconsiderado criador e representante mais expressivo da escola literária naturalista além uma importante figura libertária da França. Foi presumivelmente assassinado por desconhecidos em 1902, quatro anos depois de ter publicado o famoso artigo J'accuse, em que acusa os responsáveis pelo processo fraudulento de que Alfred Dreyfus foi vítima •
  51. 51. • “Literatura é a imortalidade da fala”. • August Schlegel, • Poeta, tradutor e crítico alemão. Junto com seu irmão , Friedrish principal filósofo do Movimento romântico na Alemanha. • “Literatura que continue empregando linguística e modos formais de expressão novos para traçar um panorama da sociedade como um todo enquanto ao mesmo tempo a expõe, rasgando as máscaras de sua face, para mim seria merecedora de um prêmio.” • Elfriede Jelinek. Nobel de literatura de 2004
  52. 52. ARTE • “O apreço exterior pela arte é a sobrecasaca da inteligência”. Eça de Queiroz José Maria de Eça de Queirós (Póvoa de Varzim, 25 de novembro de 1845— Paris, 16 de agosto de 1900) é um dos mais importantes escritores lusos Foi autor, entre outros romances de reconhecida importância, de Os Maias e O crime do Padre Amaro; este último é considerado por muitos o melhor romance realista português do século XIX
  53. 53. TESTE • QUESTÃO 15 • No verso “Meu Deus, por que me abandonaste” do texto 2, Drummond retoma as palavras de Cristo, na cruz, pouco antes de morrer. Esse recurso de repetir palavras de outrem equivale a • (A) emprego de termos moralizantes. • (B) uso de vício de linguagem pouco tolerado. • (C) repetição desnecessária de ideias. • (D) emprego estilístico da fala de outra pessoa. • (E) uso de uma pergunta sem resposta

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