Arte, literatura e representação - 1° ano - php

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Primeira aula que dei de Literatura para alunos do primeiro ano do Ensino médio.

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Arte, literatura e representação - 1° ano - php

  1. 1.  Arte é a atividade humana ligada a manifestações de ordem estética, feita por artistas a partir de percepção, emoções e ideias, com o objetivo de estimular esse interesse de consciência em um ou mais espectadores, e cada obra de arte possui um significado único e diferente. (copiar no caderno)
  2. 2.  Na história da filosofia tentou se definir a arte como intuição, expressão, projeção, sublimação, evasão, etc. Aristóteles definiu a arte como a imitação da realidade, mas Bergson ou Proust a veem como a exacerbação da atipicidade intrínseca ao real. Para Kant, a arte será aquela manifestação que produza uma “satisfação desinteressada”.
  3. 3. O Grito, de 1893. Edvard Munch, ícone do Expressionismo alemão.
  4. 4. Escultura de Aleijadinho, que viveu em Vila Rica, entre 1738 e 1814. Barroco Brasileiro.
  5. 5. O nascimento de Vênus, 1486. de Sandro Botticelli. Obra renascentista, O nascimento de Vênus.
  6. 6.  À luz do Romantismo, do Vitalismo, da Fenomenologia, do Marxismo, surgem também outras e novas interpretações de "arte". A dificuldade de definir arte está na sua direta relação e dependência com a conjuntura histórica e cultural que a fazem surgir. E isso sucede porque ao se instaurar e estabilizar um novo "estilo", este rompe os sistemas e códigos estabelecidos.
  7. 7.  Atualmente, arte é usada como a atividade artística ou o produto da atividade artística. A arte é uma criação humana com valores estéticos, como beleza, equilíbrio, harmonia, que representam um conjunto de procedimentos utilizados para realizar obras.
  8. 8.  Alguns autores (como Hegel e Ricciotto Canudo) e pensadores organizaram as diferentes artes em uma lista numerada. A inclusão de algumas formas de arte não foi muito consensual, mas com a evolução da tecnologia, esta é a lista mais comum nos dias de hoje:
  9. 9.  1ª Arte - Música; 2ª Arte - Dança / Coreografia; 3ª Arte - Pintura; 4ª Arte - Escultura; 5ª Arte - Teatro; 6ª Arte - Literatura; 7ª Arte - Cinema; 8ª Arte - Fotografia; 9ª Arte - Histórias em Quadrinhos; 10ª Arte - Jogos de Computador e de Vídeo; 11ª Arte - Arte digital. (copiar no caderno)
  10. 10.  a manifestação de alguma habilidade especial;  a criação artificial de algo pelo homem;  o desencadeamento de algum tipo de resposta no ser humano, como o senso de prazer ou beleza;  a apresentação de algum tipo de ordem, padrão ou harmonia;  a transmissão de um senso de novidade e ineditismo;  a expressão da realidade interior do criador;  a comunicação de algo sob a forma de uma linguagem especial;  a noção de valor e importância;  a excitação da imaginação e a fantasia;  a indução ou comunicação de uma experiência-pico;  coisas que possuam reconhecidamente um sentido;  coisas que deem uma resposta a um dado problema.
  11. 11.  Joaquim Maria Machado de Assis (Rio de Janeiro, 21 de junho de 1839 — Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1908) foi um escritor brasileiro, amplamente considerado como o maior nome da literatura nacional. Escreveu em praticamente todos os gêneros literários, sendo poeta, romancista, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista, e crítico literário. Testemunhou a mudança política no país quando a República substituiu o Império e foi um grande comentador e relator dos eventos político-sociais de sua época.
  12. 12. Um Apólogo Machado de Assis Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha: — Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo? — Deixe-me, senhora. — Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça. — Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros. — Mas você é orgulhosa. — Decerto que sou. — Mas por quê? — É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu? — Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu? — Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...
  13. 13. — Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando... — Também os batedores vão adiante do imperador. — Você é imperador? — Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto... Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha: — Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima... A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano.
  14. 14. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile. Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe: — Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá. Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha: — Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico. Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça: — Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!
  15. 15.  Escreva, em um parágrafo, o enredo, ou o que acontece no Apólogo, de Machado de Assis, lido agora.  Você tem cinco minutos.
  16. 16.  Assim como a música, a pintura e a dança, a Literatura é considerada uma arte. Através dela temos contato com um conjunto de experiências vividas pelo homem sem que seja preciso vivê-las.
  17. 17.  A Literatura é um instrumento de comunicação, pois transmite os conhecimentos e a cultura de uma comunidade. O texto literário nos permite identificar as marcas do momento em que foi escrito.
  18. 18.  As obras literárias nos ajudam a compreender sobre nós mesmos e sobre as mudanças do comportamento do homem ao longo dos séculos; e, a partir dos exemplos, ajudam-nos a refletir sobre nós mesmos.
  19. 19.  É considerado o primeiro livro da Sociedade Ocidental. Sua autoria é atribuída a Homero, mas sabe- se que os mitos que ele contém eram de conhecimento da população grega à época. A bela Helena, de Troia.
  20. 20.  Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.  Na literatura, define-se manifesto como um texto de natureza dissertativa e persuasiva, uma declaração pública de princípios e intenções, que objetiva alertar um problema ou fazer a denúncia pública de um problema que está ocorrendo, normalmente de cunho político. O manifesto destina-se a declarar um ponto de vista, denunciar um problema ou convocar uma comunidade para uma determinada ação. Estrutura relativamente livre, mas com alguns elementos indispensáveis: título, identificação e análise do problema, argumentos que fundamentam o ponto de vista do(s) autor(es) do manifesto, local, data, assinaturas dos autores e simpatizantes da causa.
  21. 21. A exaltação do belo na Grécia, e na Sociedade Ocidental deu origem aos padrões de beleza procurado nos dias atuais. O Brasil é um dos países do mundo que mais faz tratamentos e cirurgias estéticas. A pessoa que não enquadra nesses rígidos padrões muitas vezes sofre discriminação.
  22. 22.  Os alunos deverão ir à biblioteca e pegar um livro literário emprestado a sua escolha. (o livro precisa ser inédito)
  23. 23.  Por que você escolheu este livro?  Quem é o autor? Você já o conhecia?  Dê um palpite sobre o enredo da história.  O que você achou da capa?  Sugira uma outra capa para o livro. (Sim, é para desenhar...)  Leia o livro e faça um resumo da história para entregar.

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