A europa dos parlamentos holanda

11.871 visualizações

Publicada em

Publicada em: Educação, Tecnologia
0 comentários
11 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
11.871
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
259
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
0
Gostaram
11
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

A europa dos parlamentos holanda

  1. 1. A Europa dos Parlamentos A Holanda
  2. 2. Indicadores de aprendizagem • Caracteriza a organização social, política e económica da Holanda • Relaciona o desenvolvimento económico da Holanda com as teorias defendidas por Hugo Grócio
  3. 3. Holanda
  4. 4. No século XVII, a Holanda e a Inglaterra constituíram dois modelos de sociedades e de Estados diferentes dos restantes países europeus. No século XVII mais de metade da população holandesa era já urbana. A estrutura da sociedade holandesa apresentava um aspecto diferente: -A sua nobreza era numericamente reduzida -A maior parte da sua população pertencia à burguesia -O nível de vida da sua população era dos mais elevados da Europa A Burguesia Holandesa teve um papel fundamental na formação de uma “república de mercadores” no século XVII.
  5. 5. A República das Províncias Unidas
  6. 6. Formada por 7 pequenos estados sob a Hegemonia da Holanda, esta nova república edificou-se sob o signo da tolerância religiosa, liberdade de pensamento e de valor do individuo.
  7. 7. Na Holanda criou-se um Estado federativo que se caracteriza pela descentralização governativa e domínio de uma burguesia enriquecida com o comércio marítimo: aos nobres cabiam as funções militares, enquanto que as grandes famílias burguesas controlavam o poder político
  8. 8. Conclusão: ao poder centralizado do rei e à preponderância da nobreza que marcaram o século XVII europeu, opunham as Províncias Unidas uma descentralização governativa e o domínio da burguesia. Nesta “ República de mercadores” os interesses do estado e os do comércio uniam-se estreitamente, o que fez da Holanda uma das maiores potências marítimas e coloniais no século XVII.
  9. 9. BURGUESIA PRÓSPERA E AUSTERA O comércio fez crescer uma activa burguesia nas cidades, sobretudo em Amesterdão. Era uma burguesia de hábitos simples e austeros, maioritariamente protestante, que investia todos os seus lucros no desenvolvimento do negócio. Por outro lado a tolerância religiosa, que se fazia sentir em todo o país, atraía muitos capitalistas estrangeiros, entre os quais numerosos judeus. Dispondo de apoios do estado e de capitais a burguesia holandesa fundou companhias de comércio e lançou-se no tráfico colonial. As maiores fortunas vêem-se entre os mercadores cuja preocupação é acumular riquezas satisfazendo –se com uma modesta participação no governo e desejando apenas a segurança daquilo que possuem. No entanto, quando se tornam muitos ricos , mandam educar os filhos fora da cidade e casam as filhas com os que têm mais crédito nas cidades e estão sempre ocupados nos cargos de magistrados . Por este meio fazem a sua família penetrar em lugares de governo e adquirir honra, que não consiste em títulos , mas em empregos públicos. William Temple, embaixador das províncias Unidas
  10. 10. Há hábitos e maneiras de ser que são comuns a todas estas pessoas , como é o caso da contenção e da ordem que põem nas suas despesas. A sua riqueza residem em cada um gastar menos dinheiro do que aquilo que tem, por pouco que seja. Não passa pela cabeça de ninguém que as despesas igualem o rendimento e se tal acontece, dão o ano por perdido. Isto permite que cada um suporte o peso dos impostos com mais facilidade do que noutros locais o que contribui para a beleza, utilidade e por vezes magnificiência das obras públicas que todos pagam de boa vontade e das quais tiram tanto prazer e orgulho como o que nos outros países se põe nos bens e fortunas pessoais. O que podem gastar depois de proverem às despesas domésticas, aos pagamentos ao estado e ao aumento das suas poupanças é aplicado na construção , adorno e mobiliário das suas casas. Coisas não tão fugazes nem vãs como os gastos extravagantes em roupas e criadagem William temple 1-Que valores cultivam os holandeses? 2-Em que diferem do resto da Europa?
  11. 11. A HEGEMONIA MARÍTIMA HOLANDESA Na Ásia a Companhia das Índias Orientais desalojou os portugueses de quase todos os seus pontos estratégicos. Passaram a dominar a Rota do Cabo, tornando-se a principal fornecedora da Europa em especiarias, sedas, chá e porcelanas. No Atlântico, a Companhia das Índias Ocidentais apoderou-se da Mina e de algumas Antilhas. Mas a sua ambição de controlar o comércio de açúcar e de escravos não foi bem sucedida. Ao longo do século XVII, a Holanda manteve a supremacia dos mares.
  12. 12. Willem van de Velde, o Jovem Gouden Leeuw 1686 Historisch Museum, Amsterdão Os holandeses possuíam uma poderosíssima frota marítima, era a marinha mercante mais importante.
  13. 13. •Prática de uma agricultura sem pousio •Prática da pecuária
  14. 14. Desenvolvimento da “indústria “têxtil
  15. 15. •Desenvolvimento da construção naval que permitiu criar uma grande frota mercantil que transportava mercadorias a baixo custo no Mar Báltico, assumindo o papel de intermediários entre a Norte da Europa e a Península Ibérica •Prática de uma política de pirataria e conquista de colónias aos países ibéricos o que levou à criação de um grande império colonial ( Indonésia, Malaca, Ceilão, China, África do Sul, Nordeste do Brasil,S Jorge da Mina e S. Tomé
  16. 16. •Criação de um império colonial apoiado em Companhias Comerciais ( associações por acções) -Companhia das Índias Orientais -Companhia das Índias Ocidentais •Criação do Banco de Amesterdão •Criação da Bolsa de Valores Sede da Companhia das Índias em Amesterdão
  17. 17. À doutrina do mare clausum, contrapunham os holandeses o princípio do mare liberum. Hugo Grotius [Hugo de Groot ou Hugo Grócio] 1583 - 1645 Wikipedia O debate entre nós e os Espanhóis incide sobre os seguintes pontos: o mar imenso e sem limites poderá ser pertença de um só reino? Uma nação terá o direito de proibir às outras de vender, trocar ou entrar em relação com outros povos? Uma nação poderá dar o que nunca lhe pertenceu ou descobrir o que pertencia já a outrem? Uma injustiça flagrante poderá tornar-se, com o tempo, um direito? Hugo Grócio; Mare Liberum, 1609
  18. 18. As diversas bulas papais e o Tratado de Tordesilhas constituíram os fundamentos do direito exclusivo de navegação e comércio dos portugueses e espanhóis, nas suas áreas de influências. Garantia-lhes o monopólio da exploração económica , baseado no princípio de descoberta. Contudo, franceses , ingleses e holandeses sempre se opuseram a esta política do mare clausum, através do corso e da pirataria. Faltava-lhes a fundamentação jurídica para o domínio efectivo que já vinham exercendo nos mares. Assim, no século XVII, Hugo Grócio, encarregou-se de formular os fundamentos jurídicos que consolidaram o domínio holandês e inglês e impuseram uma nova política- mare liberum. Segundo ele o mar era um espaço comum essencial à sobrevivência da Humanidade e ninguém tinha direito a dominá-lo exclusivamente. Esta teoria era uma forma de legitimar as pretensões da Holanda em relação ao domínio do comércio internacional.

×