O Império Português e a
concorrência internacional

http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
Os impérios ibéricos na 2ª metade do século XVI

Os portugueses têm grandes dificuldades para manter a Rota
do Cabo (Oriente), devido aos naufrágios, e aos ataques dos
corsários;
As perdas em vidas, navios e mercadorias são enormes.

O Império Português e a concorrência
internacional

2
Na segunda metade do século XVII, a situação agravou-se:

Os portugueses sofrem a concorrência da Rota do Levante;
Os Holandeses, Franceses e Ingleses disputam a o
monopólio dos mares;

O Império Português e a concorrência
internacional

3
A rota do Cabo entrou em crise;
Aumentam os custos com a defesa do Império e diminui a
quantidade de especiarias que chegam a Lisboa;

Em 1570 a rota do Cabo é aberta a particulares;
Esta medida não trava a decadência.

O Império Português e a concorrência
internacional

4
Na segunda metade do século XVI, a Espanha torna-se na
maior potência europeia;

O Império Português e a concorrência
internacional

5
O império espanhol abarcava territórios na Europa (Holanda,
reino de Nápoles, e a partir de 1580 vai juntar o reino de
Portugal;
Possuiu um imenso império marítimo com territórios na
América e na Ásia;
Da colónias da América do Sul recebe fabulosas quantidades
de metais preciosos (ouro e prata);
Filipe II, o rei espanhol, tentou impor na Europa a hegemonia
espanhol e a supremacia do Catolicismo;

O Império Português e a concorrência
internacional

6
A União Ibérica
O rei português, D. Sebastião, perante a crise da Rota do
Cabo, pretende retomar a política de reconquista do Norte de
África;
Em 1578, um numeroso exército português, desembarcou em
Marrocos, mas foi derrotado na batalha de Alcácer Quibir,
morreram milhares de portugueses, entre eles o rei;

O Império Português e a concorrência
internacional

7
O rei não tinha herdeiros;
O trono foi entregue a um tio-avó de D. Sebastião, já muito
idoso e sem descendentes, o Cardeal D. Henrique;
Existiam três pretendentes;

In www.ribatejo.com
O Império Português e a concorrência
internacional

8
Filipe II, através de ameaças e promessas angariou muitos
simpatizantes em Portugal, sobretudo entre a nobreza e a
burguesia;
A nobreza portuguesa esperava que a união com Espanha
garantisse o império colonial português e a burguesia
pretendia comerciar com a América espanhola;
D. António, prior do Crato, apenas contava com o apoio dos
populares;
Em 1580, morre D. Henrique, Filipe II, envia um exército para
Portugal, D. António é derrotado na batalha de Alcântara;

O Império Português e a concorrência
internacional

9
Filipe II é aclamado rei de Portugal, com o título de Filipe I de
Portugal, nas cortes de Tomar em 1581;
Ficou estabelecida a União Ibérica;
Filipe I jurou respeitar a autonomia de Portugal, Portugal e
Espanha eram dois Estados independentes, governados pelo
mesmo rei;
Portugal deveria manter os seus costumes, leis, liberdades,
moeda, o português como língua oficial e os cargos
governativos seriam apenas ocupados por portugueses;
Nas primeiras décadas, Portugal beneficiou da União mas
depressa os problemas chegaram.
O Império Português e a concorrência
internacional

10
Uma nova potência
marítima: a Holanda

O Império Português e a concorrência
internacional

11
Os países do Norte da Europa (Províncias Unidas (Holanda),
Inglaterra e França entram em luta contra a hegemonia da
Espanha;
As Províncias Unidas tornaram-se independentes do Império
Espanhol e formaram uma República independente em 1581,
a cidade mais importante era Amesterdão, existia uma
grande tolerância política e religiosa;

Dedicavam-se ao comércio e construção naval;
A burguesia era ativa e empreendedora e fundaram grandes
companhias de comércio;

O Império Português e a concorrência
internacional

12
As companhias desalojaram os portugueses de muitas locais
estratégicos;
A Companhia das Índias Orientais dominou as principais
feitorais no Orientem e tornou-se a principal fornecedora de
especiarias, chã e seda;
A Companhia das Índias Ocidentais dominou o comércio
Atlântico;
Durante quase todo o século XVII, os Holandeses detiveram
a hegemonia dos mares;

O Império Português e a concorrência
internacional

13
O Império Inglês

O Império Português e a concorrência
internacional

14
Durante o reinado de Isabel I (1558-1603), os corsários
ingleses atacam os barcos portugueses e espanhóis,
provocando muitos prejuízos ao comércio ibérico, nessas
ações notabilizou-se o corsário, Francis Drake;

O Império Português e a concorrência
internacional

15
Filipe II, tentou, em 1588, invadir a Inglaterra, mas armada
espanhola (Armada Invencível), foi derrotada;

O Império Português e a concorrência
internacional

16
Os ingleses fundaram as suas próprias companhias de
comércio, como a Companhia do Comércio Oriental, que
atacou o comércio das especiarias de Portugal e da Holanda;
No Atlântico dominam o comércio de escravos;

O Império Português e a concorrência
internacional

17
Os ingleses colonizaram a América do Norte, e aí fundaram
as 13 colónias;

O Império Português e a concorrência
internacional

18
Nos séculos XVII e XVIII, a expansão inglesa entrou em
confronto com os Holandeses e Franceses;
Após várias guerras e confrontos, os ingleses saíram
vitoriosos, nomeadamente na Guerra dos Sete Anos (17561763);

O Império Português e a concorrência
internacional

19
Após essas vitórias a Inglaterra alcançou a hegemonia
marítima e colonial;

O Império Português e a concorrência
internacional

20
O capitalismo comercial

O Império Português e a concorrência
internacional

21
Aumentam as mercadorias transportadas pela Rota do Cabo:
especiarias, seda, porcelanas, chã, tecidos de algodão, etc.;
No Atlântico desenvolve-se o comércio triangular: Em África
capturavam escravos para vender na América. Da América
traziam metais preciosos, açúcar, algodão e tabaco para
vender na Europa;

Este comércio é muito lucrativo, e permite uma constante
acumulação de dinheiro;
A burguesia do Norte da Europa domina este comercio que é
a base de um novo sistema económico: o capitalismo
comercial;
O Império Português e a concorrência
internacional

22
O capitalismo comercial levou ao desenvolvimento de
instituições financeiras: bancos e bolsas de valores;

O Império Português e a concorrência
internacional

23
Bolsa de valores é o mercado organizado onde se negociam
ações de empresas (públicas ou privadas);
Ação é documento que representa a posse uma
percentagem de uma empresa;
Banco é uma instituição cuja principal atividade é receber
depósitos e efetuar empréstimos (crédito);

Os primeiros bancos e bolsas de valores nasceram em
Amesterdão e Londres;

O Império Português e a concorrência
internacional

24
A viragem atlântica do Império Português

Com a crise do comércio do Oriente os portugueses foram-se
virando para os seus territórios atlânticos, Brasil e São Tomé;

O Império Português e a concorrência
internacional

25
No Brasil desenvolvem-se as plantações de cana-de-açúcar;

O Império Português e a concorrência
internacional

26
O Império Português e a concorrência
internacional

27
Inicia-se a exploração do interior do território brasileiro
através das bandeiras (bandeirantes);
Bandeira é uma expedição de colonos que exploravam o
interior do território brasileiro;
Os jesuítas fundaram diversos aldeamentos onde recolhiam e
protegiam os índios;

O Império Português e a concorrência
internacional

28
Portugal desenvolve o comércio triangular, assente no tráfico
negreiro e nos produtos tropicais brasileiros (açúcar, tabaco);
O desenvolvimento deste comércio, leva a que Lisboa se
torne numa das maiores cidades europeias (165 mil
habitantes);

O Império Português e a concorrência
internacional

29
A Restauração da independência portuguesa

Os portugueses começam a sentir, a partir de 1620, a crise
que afetava a Espanha, que se envolveu na Guerra dos Trinta
Anos;
Os inimigos de Espanha tornaram-se os inimigos de Portugal;
O Brasil é atacado pelos Holandeses que ocupam uma parte
do Nordeste brasileiro;

O Império Português e a concorrência
internacional

30
A ameaça de perder o comércio do açúcar provoca o
descontentamento da burguesia portuguesa;
A nobreza via os seus privilégios limitados pelo governo
espanhol;
Desencadeiam-se motins populares (Évora, 1637, a revolta
do Manuelinho);

A notícia que Portugal iria ser transformado numa província
espanhola e a mobilização da nobreza para combater na
Catalunha, provocaram a revolta;

O Império Português e a concorrência
internacional

31
No dia 1 de dezembro de 1640, um grupo de nobre tomou o
poder em Lisboa, e fizeram aclamar rei de Portugal, o duque
de Bragança, com o título de D. João VI;
Iniciou-se uma guerra com Espanha que só iria terminar em
1668;
Os Portugueses conseguiram expulsar os Holandeses do
Brasil, restaurando, desse modo, o poderio atlântico
Português

O Império Português e a concorrência
internacional

32
Bibliografia:

Apresentação construída com base no livro

Diniz, Maria Emília, Tavares, Adérito, Caldeira, Arlindo M.,
História 8, Raiz Editora, 2012

O Império Português e a concorrência
internacional

33

F1 o império português e a concorrência internacional

  • 1.
    O Império Portuguêse a concorrência internacional http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
  • 2.
    Os impérios ibéricosna 2ª metade do século XVI Os portugueses têm grandes dificuldades para manter a Rota do Cabo (Oriente), devido aos naufrágios, e aos ataques dos corsários; As perdas em vidas, navios e mercadorias são enormes. O Império Português e a concorrência internacional 2
  • 3.
    Na segunda metadedo século XVII, a situação agravou-se: Os portugueses sofrem a concorrência da Rota do Levante; Os Holandeses, Franceses e Ingleses disputam a o monopólio dos mares; O Império Português e a concorrência internacional 3
  • 4.
    A rota doCabo entrou em crise; Aumentam os custos com a defesa do Império e diminui a quantidade de especiarias que chegam a Lisboa; Em 1570 a rota do Cabo é aberta a particulares; Esta medida não trava a decadência. O Império Português e a concorrência internacional 4
  • 5.
    Na segunda metadedo século XVI, a Espanha torna-se na maior potência europeia; O Império Português e a concorrência internacional 5
  • 6.
    O império espanholabarcava territórios na Europa (Holanda, reino de Nápoles, e a partir de 1580 vai juntar o reino de Portugal; Possuiu um imenso império marítimo com territórios na América e na Ásia; Da colónias da América do Sul recebe fabulosas quantidades de metais preciosos (ouro e prata); Filipe II, o rei espanhol, tentou impor na Europa a hegemonia espanhol e a supremacia do Catolicismo; O Império Português e a concorrência internacional 6
  • 7.
    A União Ibérica Orei português, D. Sebastião, perante a crise da Rota do Cabo, pretende retomar a política de reconquista do Norte de África; Em 1578, um numeroso exército português, desembarcou em Marrocos, mas foi derrotado na batalha de Alcácer Quibir, morreram milhares de portugueses, entre eles o rei; O Império Português e a concorrência internacional 7
  • 8.
    O rei nãotinha herdeiros; O trono foi entregue a um tio-avó de D. Sebastião, já muito idoso e sem descendentes, o Cardeal D. Henrique; Existiam três pretendentes; In www.ribatejo.com O Império Português e a concorrência internacional 8
  • 9.
    Filipe II, atravésde ameaças e promessas angariou muitos simpatizantes em Portugal, sobretudo entre a nobreza e a burguesia; A nobreza portuguesa esperava que a união com Espanha garantisse o império colonial português e a burguesia pretendia comerciar com a América espanhola; D. António, prior do Crato, apenas contava com o apoio dos populares; Em 1580, morre D. Henrique, Filipe II, envia um exército para Portugal, D. António é derrotado na batalha de Alcântara; O Império Português e a concorrência internacional 9
  • 10.
    Filipe II éaclamado rei de Portugal, com o título de Filipe I de Portugal, nas cortes de Tomar em 1581; Ficou estabelecida a União Ibérica; Filipe I jurou respeitar a autonomia de Portugal, Portugal e Espanha eram dois Estados independentes, governados pelo mesmo rei; Portugal deveria manter os seus costumes, leis, liberdades, moeda, o português como língua oficial e os cargos governativos seriam apenas ocupados por portugueses; Nas primeiras décadas, Portugal beneficiou da União mas depressa os problemas chegaram. O Império Português e a concorrência internacional 10
  • 11.
    Uma nova potência marítima:a Holanda O Império Português e a concorrência internacional 11
  • 12.
    Os países doNorte da Europa (Províncias Unidas (Holanda), Inglaterra e França entram em luta contra a hegemonia da Espanha; As Províncias Unidas tornaram-se independentes do Império Espanhol e formaram uma República independente em 1581, a cidade mais importante era Amesterdão, existia uma grande tolerância política e religiosa; Dedicavam-se ao comércio e construção naval; A burguesia era ativa e empreendedora e fundaram grandes companhias de comércio; O Império Português e a concorrência internacional 12
  • 13.
    As companhias desalojaramos portugueses de muitas locais estratégicos; A Companhia das Índias Orientais dominou as principais feitorais no Orientem e tornou-se a principal fornecedora de especiarias, chã e seda; A Companhia das Índias Ocidentais dominou o comércio Atlântico; Durante quase todo o século XVII, os Holandeses detiveram a hegemonia dos mares; O Império Português e a concorrência internacional 13
  • 14.
    O Império Inglês OImpério Português e a concorrência internacional 14
  • 15.
    Durante o reinadode Isabel I (1558-1603), os corsários ingleses atacam os barcos portugueses e espanhóis, provocando muitos prejuízos ao comércio ibérico, nessas ações notabilizou-se o corsário, Francis Drake; O Império Português e a concorrência internacional 15
  • 16.
    Filipe II, tentou,em 1588, invadir a Inglaterra, mas armada espanhola (Armada Invencível), foi derrotada; O Império Português e a concorrência internacional 16
  • 17.
    Os ingleses fundaramas suas próprias companhias de comércio, como a Companhia do Comércio Oriental, que atacou o comércio das especiarias de Portugal e da Holanda; No Atlântico dominam o comércio de escravos; O Império Português e a concorrência internacional 17
  • 18.
    Os ingleses colonizarama América do Norte, e aí fundaram as 13 colónias; O Império Português e a concorrência internacional 18
  • 19.
    Nos séculos XVIIe XVIII, a expansão inglesa entrou em confronto com os Holandeses e Franceses; Após várias guerras e confrontos, os ingleses saíram vitoriosos, nomeadamente na Guerra dos Sete Anos (17561763); O Império Português e a concorrência internacional 19
  • 20.
    Após essas vitóriasa Inglaterra alcançou a hegemonia marítima e colonial; O Império Português e a concorrência internacional 20
  • 21.
    O capitalismo comercial OImpério Português e a concorrência internacional 21
  • 22.
    Aumentam as mercadoriastransportadas pela Rota do Cabo: especiarias, seda, porcelanas, chã, tecidos de algodão, etc.; No Atlântico desenvolve-se o comércio triangular: Em África capturavam escravos para vender na América. Da América traziam metais preciosos, açúcar, algodão e tabaco para vender na Europa; Este comércio é muito lucrativo, e permite uma constante acumulação de dinheiro; A burguesia do Norte da Europa domina este comercio que é a base de um novo sistema económico: o capitalismo comercial; O Império Português e a concorrência internacional 22
  • 23.
    O capitalismo comerciallevou ao desenvolvimento de instituições financeiras: bancos e bolsas de valores; O Império Português e a concorrência internacional 23
  • 24.
    Bolsa de valoresé o mercado organizado onde se negociam ações de empresas (públicas ou privadas); Ação é documento que representa a posse uma percentagem de uma empresa; Banco é uma instituição cuja principal atividade é receber depósitos e efetuar empréstimos (crédito); Os primeiros bancos e bolsas de valores nasceram em Amesterdão e Londres; O Império Português e a concorrência internacional 24
  • 25.
    A viragem atlânticado Império Português Com a crise do comércio do Oriente os portugueses foram-se virando para os seus territórios atlânticos, Brasil e São Tomé; O Império Português e a concorrência internacional 25
  • 26.
    No Brasil desenvolvem-seas plantações de cana-de-açúcar; O Império Português e a concorrência internacional 26
  • 27.
    O Império Portuguêse a concorrência internacional 27
  • 28.
    Inicia-se a exploraçãodo interior do território brasileiro através das bandeiras (bandeirantes); Bandeira é uma expedição de colonos que exploravam o interior do território brasileiro; Os jesuítas fundaram diversos aldeamentos onde recolhiam e protegiam os índios; O Império Português e a concorrência internacional 28
  • 29.
    Portugal desenvolve ocomércio triangular, assente no tráfico negreiro e nos produtos tropicais brasileiros (açúcar, tabaco); O desenvolvimento deste comércio, leva a que Lisboa se torne numa das maiores cidades europeias (165 mil habitantes); O Império Português e a concorrência internacional 29
  • 30.
    A Restauração daindependência portuguesa Os portugueses começam a sentir, a partir de 1620, a crise que afetava a Espanha, que se envolveu na Guerra dos Trinta Anos; Os inimigos de Espanha tornaram-se os inimigos de Portugal; O Brasil é atacado pelos Holandeses que ocupam uma parte do Nordeste brasileiro; O Império Português e a concorrência internacional 30
  • 31.
    A ameaça deperder o comércio do açúcar provoca o descontentamento da burguesia portuguesa; A nobreza via os seus privilégios limitados pelo governo espanhol; Desencadeiam-se motins populares (Évora, 1637, a revolta do Manuelinho); A notícia que Portugal iria ser transformado numa província espanhola e a mobilização da nobreza para combater na Catalunha, provocaram a revolta; O Império Português e a concorrência internacional 31
  • 32.
    No dia 1de dezembro de 1640, um grupo de nobre tomou o poder em Lisboa, e fizeram aclamar rei de Portugal, o duque de Bragança, com o título de D. João VI; Iniciou-se uma guerra com Espanha que só iria terminar em 1668; Os Portugueses conseguiram expulsar os Holandeses do Brasil, restaurando, desse modo, o poderio atlântico Português O Império Português e a concorrência internacional 32
  • 33.
    Bibliografia: Apresentação construída combase no livro Diniz, Maria Emília, Tavares, Adérito, Caldeira, Arlindo M., História 8, Raiz Editora, 2012 O Império Português e a concorrência internacional 33